Tomate-cereja e milho doce são cultivados em estufas com sistema de irrigação em MT

Produtores empreendem com o cultivo de milho doce e tomate-cereja

Produtores rurais investem no plantio de milho doce e tomate-cereja, no município de Santa Carmem, a 493 km de Cuiabá, com irrigação. A irrigação das plantações é feita em forma de gotejamento, durante o período da seca.

Três estufas com 1,2 mil metros foram construídas desde 2015, para o cultivo do milho e do tomate. Semanalmente, são colhidos 900 quilos de tomate-cereja, segundo o produtor rural Humberto Ferro.

“Eu vi que aqui (na região) ninguém produzia esse tipo de tomate e como ele tinha um bom potencial de venda viemos para cá”, disse.

Ao todo são 5,8 mil pés de tomate-cereja plantados em vasos com terra tratada e mais um composto de pinos e turfas. Esse tipo de cultivo é o mais indicado porque evita algumas doenças de solo.

A irrigação é realizada por gotejamentos entre 7h e 17h. Os canos são furados com um espaçamento de 30 centímetros que levam a água até as plantas. A cada hora, a água pinga durante seis minutos. Os vasos também são furados para que as raízes não fiquem encharcadas.

Para manter a produção, Humberto trabalha com mais 16 funcionários. Após a colheita, os tomates são selecionados e embalados. Por semana, são vendidos cerca de cinco mil bandejas de 180 gramas e são distribuídas para os municípios próximos da cidade.

Em uma propriedade que fica na zona rural de Santa Carmem, o agricultor Thiago Bortoluzzi cultiva milho doce. Por semana, são colhidos cerca de sete mil espigas do grão. Durante o tempo mais seco, a irrigação também é realizada por gotejamento.

“Desde que começamos o plantio, já conseguimos colher cerca de 30 mil espigas”, disse.

O manejo com plantio, adubação e controle de pragas é o mesmo do milho verde comum, mas a variedade ocupa mais espaços porque as espigas são uma média de cinco centímetros maiores.

Fonte: G1
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Irrigação pública contribui com a cesta básica mais barata em Aracaju

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Tomate, mandioca, leite, banana, cana de açúcar e material forrageiro influi no preço dos itens da cesta básica

Aracaju desde janeiro é a capital brasileira com o segundo menor valor da cesta básica de alimentos, dentre as 20 cidades pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em março calculada em R$ 339,77, acumulando queda de 3,42% nos últimos 12 meses. Dos 12 itens pesquisados, metade tem como uma das origens de produção direta, ou de suas matérias primas, os perímetros irrigados do Governo do Estado: o tomate, mais barato para o consumidor 6,74% em fevereiro e depois 8,98% em março; a banana, que caiu de valor 10,03% de janeiro para cá; a farinha de mandioca, este ano custando 19,27% menos; o leite, menos 11,38% e o açúcar, que caiu de preço 31,02%, segundo a variação anual identificada pela entidade. Derivada do leite, somente a manteiga mantém alta de 3,53% no ano.

O aumento da oferta destes e de inúmeros outros produtos sergipanos que não fazem parte da pesquisa, interfere na diminuição do valor de custo de vida do aracajuano e também de quem vive em Salvador, desde agosto (2017), a cesta mais barata do Brasil, cotada em março no valor de R$ 322,88. Ocorre que só do Perímetro Irrigado da Ribeira, administrado pela Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação de Sergipe (Cohidro) em Itabaiana (54 km de Aracaju), diariamente saem para a capital baiana, cinco caminhões carregados de alimentos como alface, couve, coentro, cebolinha e rúcula; além de uma grande quantidade de micro-caminhões, conhecidos por ‘mercedinhas’, que abastecem às feiras de Aracaju e de todo o estado. Foram 11,5 mil toneladas destes folhosos, produzidos em 2017, neste polo agrícola.

Cerca de 90% do quiabo produzido no perímetro Califórnia, administrado pela Cohidro em Canindé de São Francisco (a 213 Km de Aracaju), tem como destino as feiras da região metropolitana de Salvador e de Feira de Santana-BA. Nesta unidade da empresa, foram contabilizadas 11 mil toneladas do fruto colhidas no ano passado. De lá e também do perímetro Piauí, em Lagarto (75km de Aracaju), ainda seguem para a Bahia cargas de milho verde no período junino. Nos cinco perímetros do Governo do Estado onde se pratica a agricultura irrigada, 11,5 mil toneladas de milho em espiga foram produzidas em 2017.

Para o diretor de Irrigação e Desenvolvimento Agrícola da Cohidro, João Quintiliano da Fonseca Neto, a garantia de fornecimento de água para irrigação favorece a produção. “É possível produzir o ano inteiro nos perímetros irrigados, pois o sistema de irrigação só é desligado em dias de chuva ou no Dia do Rio, no caso do perímetro Califórnia, que é uma determinação da ANA (Agência Nacional de Águas) para a captação de água do Rio São Francisco, que deve ser interrompida toda quarta-feira. Dessa forma, os produtores podem assumir compromissos de fornecimento em qualquer época. Alguns fazem investimentos nos tratos culturais para obter boa produtividade e outros chegam a adquirir veículos, para eles mesmos transportarem sua produção até o mercado consumidor. Geralmente, Aracaju ou Salvador”.

Tomate

Foi notícia em janeiro, quando preço do tomate em Aracaju disparou alta de 39,16% na pesquisa do Dieese, que os agricultores irrigantes assistidos pela Cohidro estavam optando pelo cultivo do fruto, animados pela valorização que chegou a cotar a caixa de 30kg em R$ 100. No Perímetro Irrigado Piauí, 2017 fechou com a produção de 1,8 mil toneladas e entre janeiro e março deste ano, foram mais 56 toneladas. Tal aumento da oferta do produto no mercado sergipano, resultou em uma redução acumulada de 15,72% nos últimos dois meses.

Segundo gerente do Piauí, Gildo Almeida Lima, a produção tem se modernizando para atender a demanda e suplantar o inverno chuvoso, quando optam por não plantar tomate, devido a incidência de pragas. “O tomate tem dado mais certo aqui utilizando a irrigação por gotejo, só molhando a raiz da planta. Usando a fertirrigação, onde o adubo vai diluído na água e é quase totalmente absorvido pelo tomateiro. E ainda tem o uso de lona ‘mulching’, que retêm a evaporação da água e separa a planta e frutos do solo, evitando a incidência de moléstias e fungos”, relatou.

Jorge kleber Soares Lima, presidente em exercício da Cohidro, considera que a oferta regular de produtos dos perímetros irrigados administrados pela empresa, funciona como um agente regulador de preços. “Não só com o tomate, mas todo produto com viabilidade técnica para produzir nos lotes dos nossos irrigantes, vai sofrer a interferência no valor de mercado quando houver um aumento da produção. Se o preço de venda está alto, eles produzem mais, diminui o preço gradativamente e o custo final para o consumidor também cai”, argumentou. Para o diretor, essa relação só não vai ocorrem nos momentos em que os agricultores são afetados pelas grandes crises hídricas.

“A partir do resultado de Aracaju ter a segunda cesta básica mais barata do país, a tendência é de voltarmos a ter a cesta mais barata entre todas as capitais, como já ocorreu por cinco anos (2010-2015). Ciclo virtuoso somente interrompido pela grande seca de 2016 para 2017”, justificou Jorge Kleber. Segundo o presidente, embora a irrigação seja para manter a agricultura em atividade durante os períodos de estiagem, ela ainda vai depender das chuvas para a reposição dos reservatórios. “Se tivermos um período chuvoso com médias abaixo do normal, como ocorreu há dois anos, resultará em nossas barragens com pouca ou nenhuma água para irrigação, a exemplo do (Perímetro Irrigado) Jacarecica I (em Itabaiana), que parou por quase quatro meses no ano passado”.

Mandioca

Lagarto, onde está localizado o perímetro Piauí, já foi considerado pelo IBGE o município com a sétima maior produção de mandioca do Brasil. Dentro do polo irrigado essa grandiosidade se repete, com cerca de 20 casas de farinha em funcionamento para absorver a produção das nove localidades rurais abrangidas pela rede de distribuição de água da Cohidro. Favoreceu a queda de 19,27% no preço da farinha encontrada na capital sergipana, as 215 toneladas já produzidas neste ano só nesta área de atuação da companhia. Além da irrigação, o Governo do Estado fornece assistência técnica agrícola a estes produtores irrigantes.

Balde Cheio

Programa criado pela Embrapa de São Carlos-SP, consiste em um sistema de pastagens rotativas que depende inteiramente da irrigação por ter que, a cada 24 dias, repor o capim plantado no piquete irrigado e receber novamente o gado de leite, em um ciclo contínuo. A Cohidro implantou o Balde Cheio em todos os lotes irrigados em seu Perímetro Irrigado Jabiberi, em Tobias Barreto (123 km de Aracaju), em 2010. Lá, 45 pequenos pecuaristas produzem juntos uma média diária de 3,7 mil litros de leite, 73% a mais do que era gerado no início do projeto.

“Agora, estamos fazendo a transferência de tecnologia do Balde Cheio para o perímetro Califórnia, em Canindé. Lá, os irrigantes poderão optar por dedicar todo ou parte dos seus lotes irrigados para a produção de gado de leite. Além disso, todos os perímetros irrigados produzem algum material forrageiro, como os ramos da batata-doce, da mandioca, a manipueira (líquido excedente do beneficiamento da mandioca, na produção farinha ou fécula) e o milho verde, onde se usa o pé inteiro com as espigas ou a só a sua palhada. Tudo isso vai servir para a alimentação do gado de leite e, porque não, o de corte”, complementou o diretor João Fonseca. Para ele, a irrigação pública também vem por influir, indiretamente, na produção de carne vermelha, outro item da cesta básica pesquisada pelo Dieese, além do leite e da manteiga.

Banana

A bananeira requer, segundo o técnico agrícola da Cohidro em Lagarto, Marcos Emílio Almeida, uma média pluviométrica anual de 1.600mm, índice de precipitação que a maioria dos municípios sergipanos não possui. “São basicamente 5mm ao dia e então a irrigação vai suprir este déficit hídrico que a planta requer. Dessa forma, a produção plena da banana no estado requer água de irrigação”. O mesmo técnico acompanhou, ano passado, a introdução de um campo piloto da variedade ‘prata anã’ no perímetro Piauí. Hoje, o produtor tem dois mil pés em um hectare plantado e pretende agora ampliar o bananal em 30%, plantando a variedade ‘pacovan’.

“Rendeu bem a primeira colheita, mas tive que aumentar o número de microaspersores”, relatou o agricultor irrigante Rosendo José dos Santos, assistido no perímetro irrigado de Lagarto, constatando a necessidade de boa irrigação para produzir banana no município. “Se cuidar certinho, dura muito tempo. Adubou, tirou os (brotos) filhos, dura por tempo indeterminado”, conta ele sobre a sua experiência que já dura um ano e quatro meses. O sucesso do novo ‘bananicultor’, orientado pela Cohidro quanto à escolha de mudas certificadas, correção do solo, método de irrigação e manejo da cultura, vai influenciar os produtores vizinhos e bem logo, mais do fruto irrigado chegará ao mercado consumidor. Ficando assim, o produto, cada dia mais ‘a preço de banana’.

Fonte e foto assessoria

I Workshop sobre manejo de tomate e folhosas acontece na ESALQ/USP

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Evento na Esalq abordará novas tecnologias aplicadas à nutrição e ao combate de estresses

Acontecerá dias 9 e 10 de março, na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (US`P/Esalq), em Piracicaba/SP, o I Workshop sobre manejo de tomate e folhosas: novas tecnologias aplicadas à nutrição e ao combate de estresses.

O evento abordará, nesta primeira edição, Bioestimulantes aplicados a tomate e folhosas, com a pretensão de trazer ao produtor informações que possam ajudá-lo na decisão pela adoção desta nova tecnologia, que tem se mostrado promissora.  A carência de informações nesse setor é enorme e a busca por bioestimulantes para vencer estresses associados às mudanças climáticas, como o aumento de temperatura, estresse hídrico, entre outros, vem aumentando anualmente.

Segundo os organizadores, o objetivo é trazer novas informações para os profissionais do setor, sejam eles produtores como também empresas desenvolvedoras de tecnologia e pesquisadores.

Informações e inscrições em http://fundag.br/novo/i-workshop-sobre-manejo-de-tomate-e-folhosas/ .

Contexto – Temperaturas extremas, falta de chuvas, salinização de solos, entre outros, são estresses que tendem aumentar com as mudanças climáticas globais, levando à queda de produtividade das culturas. As mudanças climáticas também têm contribuído para o aumento do ataque de pragas e doenças. Novas tecnologias têm procurado diminuir os efeitos negativos causados por estes fatores e a oferta de produtos chamados bioestimulantes aos agricultores tem aumentado. Os bioestimulantes podem ser divididos entre inoculantes microbianos promotores de crescimento, hidrolisados de proteínas e aminoácidos, substâncias húmicas, ácidos fúlvicos e extratos de algas. Porém, minerais com efeitos na fisiologia das plantas têm sido acrescentados a tais produtos, empregados não somente para fins nutricionais, mas também para aumentar a eficiência do produto na proteção de plantas contra estresses variados.

Uso de algas marinhas nas plantações de tomate preserva os nutrientes

O proprietário de uma plantação de tomate no sudeste de Goiás decidiu fazer o teste: fertilizou uma área com o Algen Micron, o mais novo produto da Oceana Brasil, desenvolvido com a alga marinha Lithothamnium, extraída e beneficiada pela própria Oceana, líder brasileira no setor; nas áreas vizinhas, usou adubos convencionais. O resultado contemplou as expectativas do agricultor e dos técnicos da empresa, que acompanharam o teste.

Na safra do segundo semestre de 2017, a colheita da plantação com Algen Micron registrou um aumento de 11 toneladas por hectare, em comparação com as outras áreas. Além disso, foi possível perceber uma melhoria nos aspectos nutricionais e no desenvolvimento dos frutos, com maior capacidade para suportarem o estresse hídrico (estiagem prolongada).

Características únicas do Algen Micron respondem por esses resultados altamente positivos. Sua formulação assegura energia e equilíbrio para a agricultura irrigada, nutrição e o condicionamento das propriedades químicas e biológicas do solo. A porosidade da estrutura vegetal da alga e as micros partículas do produto permitem a liberação imediata de seus nutrientes, podendo cobrir grandes extensões de forma prática e rápida. O Algen Micron pode ser aplicado na maioria dos equipamentos de irrigação, exceto em gotejamento. Produto 100% natural de alga marinha Lithothamnium , é homologado para uso na agricultura orgânica.

Por esses e outros motivos, produtos à base de algas marinhas têm sido cada vez mais aplicados na agricultura por serem uma alternativa ecologicamente correta, apresentarem resultados excelentes e proporcionarem uma alta produtividade. No caso das algas do tipo Lithothamnium os benefícios são ainda mais expressivos: reúnem em sua constituição mais de 70 nutrientes de rápida absorção, com destaque para o cálcio e magnésio, além de substâncias orgânicas, como aminoácidos. A composição única dos produtos derivados da Lithothamnium também proporcionam excelentes resultados quando aplicados sozinhos ou em mistura com outros fertilizantes.

Fonte: Grupo Cultivar

Nova tecnologia permite otimizar em 10% produção de tomate

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A partir de 2018 os produtores de tomate vão dispor de uma nova tecnologia –  NEC CropScope – desenvolvida em parceria pela NEC e pela Kagome, que através de recomendações de rega e fertilização (azoto) permite aumentar a produção em cerca de 10%.

A apresentação mundial desta tecnologia teve lugar no passado dia 25 de agosto, na Herdade do Caldas, Vila Franca de Xira, local em que está instalado o campo de ensaio de tomate, com seis hectares, onde nos últimos três anos NEC e a Kagome – que detém desde 2007 a Holding da Indústria Transformadora do Tomate (HIT, que agrega a FIT e a Italagro) – têm vindo a testar esta tecnologia.

João Subtil, responsável da Kagome pelo ensaio de campo afirmou que “esperamos uma produção de 130/140 ton/ha”, que compara com uma média de produção de 84 ton/ha em Portugal, segundo informação do diretor-geral da NEC Portugal.

As principais novidades desta solução, reconhece João Paulo Fernandes em declarações à VIDA RURAL, são “as previsões de produção e de data de colheita”, que ajudam não só o produtor e as suas organizações mas também a indústria, salientando durante a apresentação que o objetivo é “otimizar a produção e os seus custos, aumentando de forma significativa a produtividade média dos produtores de tomate, mantendo a qualidade do produto”.

O responsável da NEC Portugal adiantou ainda que a solução é integrável com outros equipamentos que o produtor já tenha instalados (sondas de humidade, estações meteorológicas, etc.) e que embora o preço ainda esteja em estudo “será um preço por hectare de produção e terá em conta os custos de exploração da cultura”.

Campos virtuais

A solução tecnológica usa tecnologias de IA (Inteligência Artificial) e IoT (Internet das Coisas) e o maneio da cultura é realizado com base em recomendações produzidas através de simulações efetuadas com recurso a Inteligência.

A NEC CropScope cria campos virtuais através de dados meteorológicos, de solo e de vegetação, obtidos através de sensores e, também, de dados relativos às atividades de campo efetuadas pelo produtor, tais como níveis de irrigação e utilização de fertilizantes (para já só azoto). Depois cria simulações de crescimento, com as quais faculta ao produtor informações customizadas em termos de cultivo do campo, tais como recomendação das quantidades de água e azoto que devem ser aplicadas, predição da produção final do campo ou da data mais apropriada para a colheita, entre outras.

A combinação de condições de produção e qualidade dos recursos humanos disponíveis em termos técnicos e científicos, levou a que Portugal fosse o país escolhido pela Kagome e pela NEC para o desenvolvimento e teste desta tecnologia.

A partir de 2018, a NEC irá comercializar esta solução a produtores de tomate em Portugal e noutros países. A empresa irá também facultar a empresas de processamento de tomate estimativas tanto de produção como da melhor data para a colheita, e irá ainda levar a cabo um teste visando a melhoria da eficiência no processamento de tomate.

Fonte: Vida Rural