Técnicas sustentáveis de plantio preservam o solo e aumentam rendimento da produção

Fonte de alimentos, nutrientes, água e diferentes formas de vida, o solo é um dos recursos naturais que mais tem sofrido com a degradação causada por uso inadequado. Problemas como erosão, perda de matéria orgânica e de biodiversidade desafiam produtores e especialistas a desenvolver técnicas sustentáveis de plantio e manejo para preservar os diferentes tipos de solo do país.

Nesta segunda-feira, 15 de abril, é celebrado o Dia Nacional de Conservação do Solo. A data foi instituída pela Lei Federal 7.876/1989 como homenagem a Hugh Hammond Bennett, considerado o pai da conservação do solo nos Estados Unidos. O objetivo é promover uma reflexão sobre a necessidade de utilizar o solo de forma adequada e sustentável.

Estudo da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) mostra que mais da metade do solo da América Latina sofre algum tipo de degradação. No mundo, o percentual de degradação é de 33%. Os prejuízos mais evidentes são a compactação da terra, que agrava os impactos de enchentes, a perda de fertilidade e a menor captação de carbono da atmosfera.

Segundo Maria de Lourdes Mendonça, pesquisadora da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Cocais) e que integrou o Painel Intergovernamental de Solos da ONU, os solos brasileiros também estão sofrendo com degradação de diferentes tipos.

“Não é só erosão, é salinização, poluição, perda de nutrientes, acidificação. Por exemplo, se você cultiva e não faz uma adubação orgânica mineral, só retirando, sem repor, o sistema não fica em equilíbrio. Quando produz um alimento, você retira nutrientes do solo. E o desequilíbrio criado é um tipo de degradação”, explica.

A especialista pondera que a evolução da agricultura brasileira tem proporcionado o desenvolvimento de boas práticas, como cultivo em rotação de culturas, plantio direto, Integração Lavoura Pecuária e Florestas, fixação biológica de nitrogênio, entre outras. Algumas dessas práticas também ajudam a reduzir o volume de insumos e defensivos aplicados.

O Brasil tem seguido as recomendações do manual voluntário de práticas sustentáveis de manejo do solo, criado no âmbito da Aliança Global pelo Solo, segundo o especialista em ciência do solo, Jefé Leão Ribeiro, integrante da Coordenação de Conservação do Solo e Água, da Secretaria de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

“O Brasil sofre dos mesmos problemas globais. Com certeza há problemas de degradação, mas temos um diferencial, porque os sistemas produtivos fomentados pelo governo são sustentáveis. Agora, tem que ampliar o alcance das boas práticas”, disse Ribeiro.

Na Fazenda Amigos do Cerrado, sistema agroflorestal tem contribuído para manter o solo equilibrado 

Coberto e conservado

O principal cuidado a ser adotado para preservar o solo é protegê-lo da exposição à chuva, vento e produtos que levam à perda de matéria orgânica e à redução da capacidade de cultivo. “Se a gente não conservar os solos, não vamos ter a produção de alimentos de que necessitamos para a população em crescimento”, comenta Maria de Lourdes.

O engenheiro agrônomo Maurício Carvalho, que também integra a Coordenação de Conservação do Solo e Água do Mapa, reforça que a cobertura do solo, seja com palha ou capim, é essencial quando se trata de conservação. “É preciso manter o solo coberto para permitir a reciclagem de nutrientes”, explica.

Foi com esse objetivo que, há cinco anos, a fazenda “Amigos do Cerrado”, situada no Núcleo Rural Casa Grande, em Ponte Alta do Gama, a cerca de 50 km do centro de Brasília, fez a opção por um sistema de plantio orgânico seguindo os princípios de uma floresta de alimentos.

O carro chefe da produção da fazenda é a fruticultura, com destaque para o limão e a mexerica. Por semana, a fazenda comercializa em média cem caixas com duas toneladas de frutas orgânicas para grandes redes de supermercado e indústrias de sucos naturais.

Junto com o limão e a mexerica são plantados mandioca, banana, eucalipto e mogno. Em alguns pontos, também foram plantadas espécies nativas do cerrado, como baru, e frutos típicos de outras regiões, como o avocado.  A fazenda usa capim para proteger as leiras (sulcos) onde são plantadas as sementes. Todo tipo de material orgânico é utilizado para reforçar a cobertura do solo, inclusive restos de poda da cidade que iriam para o lixo. “A gente chega a utilizar 140 toneladas de material para cobrir a leira”, explica Raul Monteiro, engenheiro agrônomo e responsável técnico da fazenda.

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Equipe do Mapa visitou a fazenda um dia depois de um temporal e não havia nenhum sinal de terra arrastada pela água da chuva. Embaixo da cobertura de capim, roçado seis vezes por ano, a presença de muitas minhocas e outros animais indicam a alta fertilidade da terra.

Para imitar um ambiente florestal, foram intercaladas aos pés de limão e mexerica outras plantas de maior porte, como eucalipto e bananeiras, que dão sombra, geram insumos e reservam água. O objetivo é que o sistema seja autossustentável e que produza mais recursos do que consome.

“Aqui é um sistema agroflorestal mais voltado para agricultura sintrópica, onde misturamos uma diversidade de plantas, que têm raízes diferentes e emitem seiva para os micro-organismos do solo, permitindo a infiltração da água. Esse solo se torna uma esponja, uma caixa d’água, que vai alimentar o lençol freático e o rio”, explicou Carvalho.

Pedro Monteiro Filho relata bons resultados a Maurício Carvalho, que integra a Coordenação de Conservação do Solo e Água do Mapa

A técnica de plantar diferentes culturas e proteger o solo permite que, mesmo no período de estiagem, o solo continue úmido e não necessite de irrigação diária com a água do poço.

“Eu costumo falar que se você planta banana, você planta água. Na seca, eu exploro a banana e uso como adubadeira. No auge da seca, eu molho por 20 minutos cada ramal por semana”, comenta Pedro.

Buscando viabilidade econômica, a escolha da fazenda Amigos do Cerrado pela variedade de plantas trouxe ainda o benefício de afastar o ataque de pragas e doenças. Antes, a área da fazenda servia apenas para plantio convencional em larga escala de milho e mandioca e boa parte do custo de produção era para comprar defensivos químicos.

“Eu não quero nem pensar naquele tempo, porque eram 150, 200 litros de agrotóxico. No convencional, a gente trabalha com o solo pelado, explorando o solo. Aqui estamos protegendo o solo e conseguindo mais matéria orgânica. Isso significa custo mais baixo e benefício pra terra. Hoje, rende mais pra gente e sem contar o privilégio de trabalhar numa área dessa e a qualidade de vida”, comemora Pedro Monteiro Filho, gerente da Fazenda.

A estratégia de mesclar as culturas também colabora para o surgimento de novas plantas no ambiente, além de diversificar a renda da propriedade. Apesar de ser uma agrofloresta urbana para larga escala, também pode ser replicável na agricultura familiar.

“É um sistema que com potencial muito grande para ajudar a agricultura familiar. Isso aqui é solução para conservação de solo, de água, diversidade e fontes de renda diversas”, comentou Carvalho.

O trabalho da fazenda é desenvolvido com apoio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF) e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). A fazenda promove visitas guiadas para compartilhar experiência e as conquistas com o novo sistema e almeja dobrar a área de produção este ano.

Produção na Fazenda Amigos do Cerrado, que adota técnicas de proteção do solo

Integração Lavoura e Pecuária

No interior do Maranhão, outra técnica tem feito a diferença no uso do solo. Em parceria com a Embrapa Meio Norte, a Fazenda Santa Luzia, situada em São Raimundo das Mangabeiras, adota a chamada Integração Lavoura, Pecuária e Floresta (ILFP) há mais de anos. Desde que iniciou o processo, a fazenda, que planta basicamente milho e soja, aumentou o percentual de matéria orgânica do solo e aumentou em pelo menos 50% a produtividade.

Basicamente, a prática consiste em fazer o rodízio de diferentes culturas e intercalar os espaços de pastagem do gado com capim braquiária, que forma uma palhada e protege o solo da ação degenerativa. No último veranico que atingiu a região, em que se passaram 32 dias sem chuva, a palhada evitou prejuízos.

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“Quando colhe o milho, a braquiária já está grande, aí a gente traz o gado. A palhada traz benefícios para o solo e para os animais. Tem sempre capim para o animal em época de escassez e o solo não fica exposto. Quando vem o próximo plantio, a semente aguenta mais, retém umidade e germina”, explica a técnica agropecuária da fazenda, Marcileia Guimarães.

A fazenda adota a integração na área total de seis mil hectares e se tornou referência na técnica na região. Atualmente, está desenvolvendo de forma mais intensa a pesquisa na área de floresta, plantando eucaliptos e outras árvores que fazem sombra ao redor das palhadas para evitar que o solo e os animais fiquem expostos ao sol.

O grupo também tem feito, em parceria com a Embrapa, cruzamentos de várias raças de boi para chegar ao chamado ‘boi tropical’, que é mais adaptado às pastagens naturais da região Nordeste e não degrada tanto o solo, pois consome menos recursos. “O boi tropical tem rusticidade, precocidade e outras características, come de tudo e não precisa de um pasto especial”, explicou a técnica.

Mapeamento

Um dos maiores gargalos do Brasil para garantir o cuidado mais efetivo do solo é a ausência de um levantamento detalhado sobre as características do território brasileiro. Segundo pesquisadores da área, a falta de dados sobre o recurso natural dificulta a formulação de políticas de conservação e recuperação de áreas degradadas.

Em terreno fértil há a presença de minhocas, retenção de água e de nutrientes

“As escalas de conhecimento do nosso solo estão muito defasadas. Nós precisamos de informações mais detalhadas para tomar decisões mais acertadas a respeito do uso, manejo e conservação. O conhecimento é a base da conservação. Em conhecendo os solos, você pode definir o que é melhor para a agricultura, para a paisagem, para conservação”, afirma Maria de Lourdes Mendonça, pesquisadora da Embrapa.

Para preencher essa lacuna, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) trabalha para acelerar o Programa Nacional de Solos (Pronasolos). Liderado pela Embrapa Solos e composto por várias instituições de pesquisa, o programa tem como objetivo desenvolver no prazo de 30 anos um mapeamento que permita conhecer as propriedades do solo, as suas aptidões e os principais riscos a que está exposto.

“Os Estados Unidos, que são nossos concorrentes na balança comercial, já têm isso há muito tempo. Eles conhecem seus solos na escala de um para 20 mil, enquanto que no Brasil nós não temos nem uma escala de um para 100 mil. Ou seja, eles têm informações de solos cinco, dez, cem vezes mais detalhadas do que nós temos, dependendo da região”, comenta a pesquisadora.

Segundo a Embrapa, menos de 5% do território brasileiro conta com mapas de solos em escala de um para 100 mil ou maior. Em alguns estados brasileiros, como o Paraná, já é possível acessar dados sobre o solo na escala de 1 para 25 mil. Mas, na região Norte, por exemplo, os mapeamentos disponíveis ainda são da década de 80, com informações de um para um milhão.

O Pronasolos foi criado em 2015 e ainda aguarda a instalação dos comitês executivo e gestor. O Ministério da Agricultura já recebeu indicações de órgãos parceiros e deve finalizar neste semestre a composição do conselho para dar andamento ao programa.

A expectativa dos pesquisadores é de que o programa permita a formação de uma base de dados para subsidiar políticas públicas no meio rural e nas cidades, como a identificação dos solos e locais mais adequados para construção de casas, rodovias; previsão de catástrofes, planejamento do uso da terra e plantio cada cultura, entre outros benefícios.

No escopo de ações que devem favorecer a qualidade e fertilidade do solo, o Ministério também está ampliando o Plano ABC (Agricultura de Baixa Emissão de Carbono) e recentemente criou o grupo de trabalho para desenvolver o Programa Bioinsumos, que visa organizar o marco legal dos insumos biológicos para agricultura orgânica.

Mais informações à imprensa:Coordenação-geral de Comunicação Social
Debora Brito

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Irrigação viável e sustentável

Foto: Luciano Muta

O Sistema de irrigação por Pivô central é uma maneira eficiente  principalmente para plantações de soja, milho entre outras. Durante  visita a Fazenda Santa Clara da Lagoa  localizada a 23 km no município de Terenos , onde constatada a viabilidade e a eficiência do sistema e segundo o técnico responsável pelo manejo da lavoura o pivô é ligado apenas nos fins de semana devido aos picos de energia.

Segundo dados da Embrapa , Mato Grosso do Sul é o sétimo estado do país em número de pivôs centrais e em áreas irrigadas por esse sistema. É o que aponta estudo realizado pela Embrapa Milho e Sorgo.  Mato Grosso do Sul possui aproximadamente 245 pivôs centrais e uma área irrigada com o sistema de 25.882 hectares.

A quantidade de pivôs equivale a 1,30% do número total do país, que chega a 17.878 e a da área coberta no estado a 2,19% dos 1.179.175 hectares irrigados por pivôs no território brasileiro.
Leia mais em: http://www.diariodigital.com.br/agropecuaria/irrigacao/176371/

Ministro Maggi lança selo de sustentabilidade do agronegócio no GAF

O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Blairo Maggi, lançou nesta segunda-feira (23), durante o Global Agribusiness Forum 2018, em São Paulo (SP), o selo “Brazil Agro: Good For Nature”, que tem como objetivo funcionar como uma certificação sustentável para os produtos agrícolas brasileiros nos mercados internacionais.

Segundo Maggi, os primeiros produtos com o selo deverão começar a chegar aos mercados em outubro. “É uma iniciativa do governo federal, com apoio de diversas entidades de vários segmentos, das carnes, vinhos, entre outros”, disse. De acordo com o ministro, com o selo, o consumidor poderá por meio do código de barras, saber mais sobre a origem e rastreabilidade do produto. “Queremos apresentar confiança para o consumidor doméstico e internacional.”

Em sua exposição, Maggi, uma vez mais, ressaltou que o Brasil tem 66,3% de vegetação nativa preservada, o que equivale a 48 países da Europa. Adiciona-se à esta extensão, salientou o ministro, que 25,6% da área do País está preservada dentro das fazendas. “São cerca de 218 milhões de hectares que são preservados pelos produtores, aproximadamente 50% da área total dos imóveis rurais.” De acordo com Maggi, os produtores gastam cerca de R$ 20 bilhões por ano para manter e preservar estas áreas, sem ter nenhum retorno financeiro.

Com base em cálculos feitos pela Embrapa e referendados pela Nasa, o ministro frisou, ainda, que a agricultura usa somente 7,8% da área do País e a pecuária apenas 8%. “O Brasil cuida do seu meio ambiente, logo ninguém tem o direito de criticar o agro brasileiro neste aspecto.”

Abertura

A cerimônia de abertura do GAF contou com a participação de autoridades e embaixadores de diversos países, entre os quais, China, Austrália, Índia, Arábia Saudita, entre outras nações do Oriente Médio, Ásia, África e Oceania. O representante da FAO no Brasil, Alan Bojanic, também marcou presença.

Em sua fala, o presidente do Conselho do Global Agribusiness Forum (GAF), Cesario Ramalho da Silva, fez um chamamento para que todos os agentes do agronegócio lutem pela segurança alimentar como instrumento para a paz mundial.

Inovações tecnológicas em revestimentos

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A sustentabilidade tem sido pautada com frequência – e não à toa. O desenvolvimento deve ser capaz de suprir as necessidades atuais, mas sem comprometer as futuras gerações. Pensando nisso, as principais indústrias da construção civil vêm se mobilizando com avanços tecnológicos que garantem benefícios ao meio ambiente, desde a purificação do ar até a economia de água. Como? Confira os cases mais incríveis do ramo:

Purificação do ar

Cleantec, desenvolvido pelo Grupo Eliane, realiza um processo semelhante à fotossíntese, purificando o ar quando aplicado em fachadas. Além disso, a nanotecnologia – uma camada invisível a olho nu – apresenta uma combinação de decomposição de matéria orgânica e hidrofilicidade. Ou seja, a própria água da chuva ajuda a remover a sujeira da superfície do revestimento.

Uma casa com a fachada revestida com 150m² Cleantec purifica o ar em uma proporção equivalente a uma área verde de 910m². A mesma casa é capaz de purificar o ar poluído gerado por 12 carros percorrendo 30 km por dia.

Em ambientes internos, além de facilitar a limpeza, o produto reduz o crescimento de bactérias, fungos e micro-organismos que causam odor, mancha ou mofo, reduzindo o risco de doenças alérgicas. Isto porque é composto por metais antimicrobianos que, quando aplicado em ambientes internos, inibe a proliferação das principais bactérias que prejudicam a saúde.

Economia de água

Ainda sobre o Grupo Eliane: a empresa – em parceria com a Remaster – oferece o Tec Garden®. Trata-se de um sistema que reserva as águas das chuvas para irrigação sem utilização de energia elétrica, bombas ou qualquer tipo de mecanismo automático ou manual.

O sistema de irrigação funciona de maneira semelhante ao que acontece na natureza: a chuva penetra no solo, as águas são filtradas pelo sistema e ficam armazenadas no vão sob as placas. Se a chuva for intensa, um sistema de extra vazamento drena o excesso, não permitindo que o solo sature por muito tempo depois de cessada a chuva. Quando para de chover, a água do solo evapora ou é consumida pelas plantas, diminuindo a umidade do solo criando, assim, uma diferença de potencial.

Além de atuar como um lençol freático artificial sobre a laje, também pode ser aplicado como telhado verde – mas sem a necessidade de ficar restrito à utilização de vegetação rasteira, aceitando qualquer tipo de planta. A tecnologia contribui, também, para minimização de enchentes através do incremento da área verde e da reutilização da água proveniente das chuvas.

Diminuição de fungos e bactérias

Os pisos laminados Eucafloor Elegance, da Eucatex, possuem proteção antibacteriana Bacterban™, que inibe o crescimento e reprodução de fungos e bactérias na superfície do produto. Se utilizada a manta Eucasoft Premium na instalação, obtém-se, ainda, um melhor desempenho acústico.

Além disso, os laminados contam com um sistema de encaixe 5G, que permite que os pisos sejam encaixados de uma forma simples e prática, sobre a maioria dos pisos existentes. Entre os benefícios deste sistema de encaixe, está a instalação rápida (sem cheiro, barulho e sujeira), maior durabilidade, facilidade de limpeza e o conforto a qualquer temperatura.

Isolamento térmico e acústico

O tapete Revolution®, produzido pela by Kamy, é composto por materiais (97% vinil, 2% poliéster e 1% fibra de vidro) que fornecem isolamento térmico e acústico para o local aplicado. Apresenta, também, uma superfície que impede a retenção de sujeiras profundas, o que facilita a sua limpeza e conservação.

Fonte: Jornal Dia a Dia

Brasil e Europa estabelecem plano de ação integrado para produção e comércio de soja sustentável

Aprosoja, Abiove, Fediol, Fefac e IDH, parceiros da cadeia de valor da soja, assinam memorando de entendimento para fortalecer a cooperação na área de produção sustentável de soja 

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A Aprosoja, ABIOVE, FEDIOL, FEFAC e a IDH assinaram um memorando de entendimento para apoiar e ampliar a produção de soja sustentável no Brasil e sua promoção no mercado europeu. É a primeira vez que um relacionamento de trabalho é formalizado entre a cadeia da soja brasileira e importantes compradores europeus, compartilhando uma visão mútua e um plano de ação que promove a produção de soja sustentável no Brasil e seu consumo na Europa.

O acordo reúne uma das maiores entidades representativas dos agricultores brasileiros – a Aprosoja – e organizações que representam a indústria de óleos vegetais do Brasil (Abiove) e da Europa (Fediol e Fefac).Este acordo do setor privado, o qual conta com o suporte do IDH, a Iniciativa de Comércio Sustentável, apoia vários objetivos do Código Florestal Brasileiro, destacando-se o de preservação de habitats naturais, por meio da promoção de práticas agrícolas sustentáveis em fazendas de soja.

A assinatura do memorando é o reconhecimento por parte da Europa de que o programa de gestão rural Soja Plus, desenvolvido pela Aprosoja e pela Abiove, é a iniciativa mais adequada para o estabelecimento da soja mato-grossense como um produto “sustentável”, atendendo a preceitos definidos pela Fefac em seu programa “Soja Responsável”.

As partes reconhecem que as atuais iniciativas setoriais de soja sustentável na Europa e no Brasil são complementares. Acreditam que, ao alinhar sua visão e suas ações, vão acelerar a produção de soja sustentável no Brasil e o comércio do produto na Europa.

O Brasil produziu, em 2016, mais de 95,4 milhões de toneladas de soja (fonte: CONAB). A UE é a segunda maior importadora de soja do Brasil. Em 2015, a Europa importou 5.8 milhões de toneladas de soja e 8.4 milhões de toneladas de farelo de soja do Brasil (fonte: Oil World).

Criado em 2011, o programa Soja Plus leva orientação aos agricultores para que adequem suas propriedades rurais às exigências da legislação ambiental, fundiária e trabalhista. Atualmente, 1.084 produtores rurais de Mato Grosso participam do programa, que também está presente nos estados de Minas Gerais, Bahia e Mato Grosso do Sul.

“Com a assinatura do memorando, o Programa Soja Plus passa a ser reconhecido com um programa de produção sustentável, servindo como passaporte da soja brasileira para o mercado europeu”, enfatiza Endrigo Dalcin, presidente da Aprosoja.

O presidente da Abiove, Carlo Lovatelli, diz: “Os europeus reconhecem o trabalho do Soja Plus, programa de gestão econômica, social e ambiental da propriedade rural, para melhorar, de modo prático e objetivo, a sustentabilidade na sojicultura. O programa visa orientar o produtor para o atendimento da legislação ambiental brasileira e, dessa forma, contribui para o fornecimento de soja e farelo que agregam serviços ambientais. Produtores e processadores têm interesse em fortalecer a imagem da soja brasileira na Europa, maior mercado importador de farelo proteico para a indústria de ração animal”.

O presidente da Fediol, Henri Rieux, comenta sobre a ação.  “O ponto forte desse acordo é que empresas importantes estão se comprometendo com uma abordagem em cadeia para lidar com a questão da produção sustentável de soja no Brasil e a aceitação desses produtos na Europa. Estamos confiantes de que esse diálogo aprimorado terá um impacto positivo e nos permitirá atender melhor às necessidades das partes interessadas na Europa”.

“Com este acordo, podemos apoiar proativamente avanços de agricultura sustentável no nível das fazendas de soja no Brasil e nos aproximar mais de uma transição de mercado convencional do fornecimento físico responsável de soja para a Europa.”, destaca Ruud Tijssens, presidente da FEFAC.

O diretor do programa de soja do IDH, Lucian Peppenelenbos, ressalta a importância da iniciativa. “Este acordo é um importante passo para que os produtores e a cadeia de soja prestem uma contribuição direta e verificável às ambiciosas metas do governo Mato Grossense que se comprometeu a parar o desmatamento ilegal en 2020 e reduzir o desmatamento em 90% na Amazônia e em 95% no Cerrado até 2030. Será também uma contribuição significativa para os objetivos nacionais do Brasil como parte do Acordo Climático de Paris.”

Fonte: Agrolink