Roças de pimenta-do-reino da região do Arapiuns serão contempladas com sistemas de irrigação

Projeto Alto Arapiuns foi selecionado por edital da Fundação Cargill juntamente com outras nove iniciativas de outras regiões do país (Foto: Agência Pará/Divulgação)

Pela segunda vez, o projeto Alto Arapiuns de Segurança Alimentar e Conservação Ambiental do Aeroclube de Voo e Vela CTA é selecionado pela Fundação Cargill, por meio de edital. O foco agora será a complementação dos sistemas de irrigação das plantações de pimenta-do-reino produzidas para a comercialização.

O projeto visa melhorar a geração adicional de renda dos integrantes das comunidades ribeirinhas em Santarém. Com o novo aporte, a expectativa é de que as perdas das roças de pimenta-do-reino passem de 50% a 15%. Para isso, serão instalados poços ou motobombas para irrigação de 15 roças e acompanhamento mensal de 18 roças pelo agrônomo ou técnico agrícola, além de ações para a melhora da nutrição da comunidade e conservação da floresta.

O Projeto Alto Arapiuns tem o objetivo de melhorar a geração adicional de renda dos integrantes das comunidades ribeirinhas na bacia de afluentes do rio Arapiuns. Além dele, outras nove iniciativas foram selecionadas pelo Edital 2018 da Fundação Cargill. Juntas, elas beneficiarão 2.288 pessoas.

Para a seleção foram consideradas questões como o planejamento e gestão, o impacto e a relevância do projeto, seu poder de transformação, seu potencial de inovação e sustentabilidade, além de alinhamento entre o propósito e a missão da fundação. O edital 2018 recebeu inscrições de 168 projetos de 141 instituições presentes em 14 estados brasileiros.

Fonte: G1

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Europa estuda sistema de irrigação alimentado por energia solar para combater alterações climáticas

Europa estuda sistema de irrigação alimentado por energia solar para combater alterações climáticas 

O aumento da população a nível mundial e as alterações climáticas estão a colocar alguns países sob pressão para encontrar soluções que lhes permitam garantir o regadio das suas produções agrícolas. A União Europeia está neste momento a desenvolver um projeto de investigação que quer criar um sistema de irrigação alimentado por energia solar que se estima que possa trazer uma poupança de cerca de 75% nos custos energéticos atuais com irrigação.

A Agricultura é atualmente responsável por cerca de 70% de toda a utilização de água a nível mundial. Contudo, com a população mundial a chegar aos 9 mil milhões já em 2050, a procura por este recurso deverá aumentar 55%.

Luis Narvarte, professor da Universidade Técnica de Madrid, e coordenador do projeto MASLOWATEN, que conta com a participação da Universidade de Évora, defende que “se não reduzirmos a utilização de água e de energia tradicional (combustíveis fósseis), o nosso sistema alimentar não será sustentável”.

Este consórcio está a desenvolver um sistema de irrigação alimentado por energia solar que poderá conseguir uma redução de 30% no consumo de água. Este sistema inclui vários painéis solares que são instalados nas explorações agrícolas e que conseguem alimentar o sistema de irrigação instalado, ao mesmo tempo que ‘dizem’ ao produtor exatamente que quantidade de água é necessária para aquela produção.

De acordo com Luis Narvarte, este sistema poderá trazer uma poupança de 75% nos custos de energia para irrigação. Para além disso, segundo o investigador, a procura por sistemas de irrigação solares deverá criar um mercado global com um valor de 9 mil milhões de euros.

Fonte: Via Rural

Sistema eletrônico permite gerar economia de energia elétrica no sistema de irrigação

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Foto: Divulgação

Como parte do pacote que compõe o Sistema Supremo de Irrigação, o Ecopump é um equipamento que realiza a tarefa de controlar o fluxo de água que é enviada para o pivô. Ele consegue isto porque possui um controle de bombeamento que varia a potência no eixo do motor em função da vazão de água, baseada na topografia de cada terreno. Primeiramente concebido para usar energia elétrica agora, está sendo apresentado na versão diesel, pela Fockink Indústrias Elétricas, de Panambi RS. “Estamos preenchendo uma lacuna que resolve o problema daqueles produtores que não conseguem ter fonte de energia elétrica junto ao pivô, e assim, ele não fica sem esta importante ferramenta para o conjunto de equipamentos para irrigação, que é o Ecopump”, complementa o Diretor Superintendente da Fockink, Siegfried Kwast.

O diretor explica que o equipamento possui uma partida e parada suave, diminuição da pressão excessiva e possibilidade de trabalhar com até três vazões diferentes no caso de bombeamentos compartilhados, fazendo dele um dos sistemas mais completos e eficientes do mercado. Ele foi concebido para reduzir o consumo de energia, de água e ao mesmo tempo aumentar a produtividade e a eficiência do pivô, assinala Kwast.

O sistema de bombeamento EcoPump, otimiza a utilização dos recursos hídricos controlando a rotação do motor da bomba, fazendo com que o pivô trabalhe sempre com a mesma pressão de água. Através de dispositivos de leitura da pressão no pivô, o sistema ajusta a rotação do motor de acordo com o relevo da área, permitindo o sistema trabalhar apenas com a pressão necessária para a irrigação, reduzindo os desgastes mecânicos (sobre pressão).

Utilizando o sistema de bombeamento EcoPump, acontece uma redução no golpe de ariete, as partidas e paradas no bombeamento são suavizadas aumentando a vida útil do conjunto moto bomba. Também se obtêm maior durabilidade de vários componentes, tais como válvulas, juntas, mangotes, bengalas e/ou mangueiras. “A economia na utilização desse sistema pode chegar em até 40% de energia, finaliza Kwast.
Sobre a empresa

Criada em 1947, em Panambi, no Rio Grande do Sul, como oficina de conserto de motores elétricos, transformou-se em importante player na área de fabricação de sistemas elétricos para o setor agroindustrial. Com 67 anos de atuação nos mercados elétricos, agronegócio e energia renovável no Brasil e exterior.

Fonte: Revista Cafeicultura

Prática garante contato com sistemas de irrigação localizada

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Em meio à plantação de legumes e verduras em uma propriedade no Núcleo Rural Pipiripau, em Brasília, instrutores do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR) visualizaram na prática como funciona o sistema de irrigação localizada por gotejamento e micro aspersão. A atividade faz parte do Programa Nacional de Irrigação desenvolvido pela entidade, que pretende levar capacitação em tecnologias que incentivem o produtor a fazer a gestão da água na propriedade rural.

Segundo o instrutor Nestor Pereira, no Mato Grosso do Sul existem linhas de produção que tem alta tecnologia de irrigação e outras que não tem nenhuma e a ideia do SENAR é alinhar esse conhecimento capacitando o produtor. “Ainda não ofertamos treinamentos nessa área, mas temos a demanda dos produtores e, agora, com o programa de irrigação, vamos poder atendê-los.”

A aula prática contou com explicações detalhadas sobre o funcionamento das bombas de irrigação e dos sistemas utilizados na propriedade, como a fertirrigação. “A fertirrigação nada mais é que a adubação feita pela água de irrigação. O fertilizante é diluído na água e a planta recebe exatamente os nutrientes que precisa na dose certa. Porém, é importante destacar que o equipamento que faz esse trabalho precisa ser bem cuidado para não causar queda da produção devido à quantidade de fertilizante mal distribuída”, observa o pesquisador do Instituto de Pesquisa e Inovação na Agricultura Irrigada (Inovagri), Márcio Davi Santos, que ministrou a aula.

“Quando você vai para a prática, se depara com diferentes situações: a qualidade da água, do sistema de irrigação, e muitas vezes o produtor já tem o sistema funcionando, mas não é o mais adequado. Na aula teórica aprendemos algumas técnicas e na aula prática estamos testando esse conhecimento para saber, por exemplo, se o sistema está funcionando bem ou não e fazer os ajustes quando necessário. Para construir o conhecimento é necessário que se envolva teoria e prática ao mesmo tempo”, acredita Cléber Renato Zurtea, instrutor do SENAR Rio Grande do Sul.

Depois do conteúdo ministrado, os participantes fizeram análise dos dados coletados em campo e passaram por avaliação dos pesquisadores do Inovagri que ministraram o curso. As capacitações para instrutores nos sistemas de irrigação por aspersão e por superfície estão previstas para acontecer em 2017.

Fonte: CenárioMT

Estudante de Rondônia cria sistema ‘inteligente’ para irrigar horta de escola

Para atender a necessidade de irrigação da horta da escola onde estuda, um estudante de 15 anos do 9º ano do Colégio Tiradentes da Polícia Militar de Jaci-Paraná, distrito de Porto Velho, desenvolveu o protótipo de um sistema inteligente de irrigação.  Segundo o jovem, o projeto pode ser aplicado em hortas, jardins, campo de futebol e até em lavouras.

Dipsoistivo que faz leitura da umidade do solo e controla sistema de irrigação desenvolvido por Ryan (Foto: Toni Francis/ G1)

Fonte: G1 

Ao G1, o adolescente Ryan Antônio do Amaral Balestieri conta que criou o irrigador a partir de um desafio feito pela tenente policial militar Erika Josiane Ossuci, diretora da escola onde o jovem estuda.

Segundo Ryan, a ideia atende uma necessidade da escola, que é de irrigar a horta de onde são retirados vários legumes que compõem o cardápio servido aos alunos. “O objetivo era desenvolver um sistema de irrigação com economia de água e pouca mão de obra”, disse.

O jovem explica que o dispositivo conta com um sensor de umidade que ativa o sistema de irrigação no momento certo, evitando a inundação do solo. Para desenvolver o projeto, Ryan diz que realizou diversas pesquisas na internet e contou com apoio de várias pessoas, dentre elas a técnica em eletrotécnica da Unir, Larissa França.

O projeto é considerado inovador pelos professores que acompanham o estudante e foi apresentado no 17º Fórum Internacional de Software Livre, realizado de 13 a 16 de julho na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), em Porto Alegre.

Envolvido no clube de robótica há apenas um ano, em 2015 o aluno já foi segundo lugar na Feira de Rondônia Científica de Inovação e Tecnologia (Ferocit), com a apresentação de um robô. Ele também já garantiu participação na Feira Mundial de Tecnologia que será realizado em 2017 na cidade de Johanesburgo, na África do Sul. “Vou participar com um drone autônomo que já está em fase de produção”, informou.

Fonte: G1