Especialistas descomplicam o uso de sistemas de irrigação avançados

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Ambientes historicamente chuvosos nos quais ocorrem mudanças climáticas intensas, como um período de seca prolongado, chamam a atenção para a necessidade de irrigação.

Com a escassez de chuva, surge a oportunidade de investir em tecnologias do segmento para potencializar a produtividade de diversas culturas.

Evento

Devido às condições climáticas e à necessidade de aumentar a produtividade regional, Abel Fonseca, gerente comercial da Hydra Irrigações, empresa localizada em Linhares, foi convidado para ir até a Fazenda Luz do Vale, da Agrícola Condurú, que fica em Ilhéus, na Bahia, para falar sobre os conceitos básicos das tecnologias de irrigação. O evento será realizado nesta quarta-feira (27).

“A necessidade de irrigar surge a partir dessa alteração no clima e, com ela, ganha destaque a oportunidade de impulsionar a produtividade de diversas culturas, com destaque para o cacau. Aproveitando o sistema de irrigação, que distribui água para as plantas uniformemente, é possível também fazer a nutrirrigação, que é a distribuição de nutrientes para o cultivo”, afirma Abel Fonseca.

Irrigação localizada

Ao lado de Abel Fonseca, estará também Igor Lapa, representante da Netafim. Os especialistas irão esclarecer as dúvidas sobre o uso de sistemas de irrigação avançados e os conceitos básicos das tecnologias de irrigação.

“A irrigação localizada é a aplicação da água no solo diretamente no sistema radicular das plantas, o que torna o aproveitamento do recurso mais eficiente, reduzindo o seu desperdício. O processo promove a umidade ideal para o desenvolvimento da cultura, impulsionando a produtividade”, afirma Abel Fonseca.

Outro assunto abordado no evento será as novas tecnologias de campo, como o Netbeat, implantado comercialmente pela primeira vez na América Latina pela Hydra Irrigações. Este equipamento permite a automação e o controle das operações da fazenda, gerando dados precisos que ajudam na tomada de decisão sobre todas as operações realizadas desde o plantio até a colheita.

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FENICAFÉ: “Precisamos proteger os recursos naturais e reavaliar sistemas de irrigação”, diz Tangerino

fernando

“A informação será o único grande desafio daqui para frente”. A afirmação é do professor Dr. Fernando Braz Tangerino Hernandez, da UNESP – Campus de Ilha Solteira (SP), durante palestra realizada na FENICAFÉ – Feira Nacional de Irrigação em Cafeicultura, que se encerrou na última quinta-feira (21), em Araguari (MG), região do Triângulo Mineiro.

Para Tangerino é hora de aumentar a proteção dos recursos e reavaliar sistemas de irrigação para que promovam um manejo mais racional do uso da água, principalmente em regiões onde o déficit hídrico deverá tornar-se uma grande limitação para a produção agrícola.

O pesquisador explica que muita coisa mudou nos últimos dois anos: “trocamos a crise hídrica pelo maior volume de chuvas dos últimos 30 anos; expandimos as vendas de estações agrometeorológicas e sensores de solo; retomamos a expansão da agricultura irrigada”.

Para ele, o maior desafio é o manejo da irrigação e a capacitação técnica; a implantação de novas tecnologias com avanço e barateamento da eletrônica e a determinação de coeficientes de cultura. “É necessário inovar; não dá só para copiar. É preciso criar uma nova empresa e reinventar o nosso setor”, garante.

Fonte: Revista de Agronegócios

Sistema de irrigação gera energia

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O Instituto Nacional de Tecnologia Agrícola da Argentina (INTA) lançou um projeto que prevê a construção de um sistema de irrigação capaz de gerar eletricidade. De acordo com Aquiles Salinas, especialista em irrigação e diretor do INTA Manfredi, é de grande importância a atitude do instituto técnico e científico de avaliar o potencial de tecnologias inovadoras.

“Hoje, há inovações que facilitem e viabilizem a incorporação da empresa de irrigação agrícola, especialmente para estabilizar os rendimentos agrícolas e, assim, melhorar o desempenho econômico e rentabilidade”, comenta o especialista.

De acordo com Salinas, a construção deste novo módulo de irrigação, chamado sistema de inovação produtiva tecnicamente sustentável com mecanizado, é “um projeto destinado a promover uma política eficaz de rápido crescimento da área irrigada”, nascido graças para “uma conjunção público-privada virtuosa”.

Nesta linha, o projeto recebe a contribuição de equipamentos por parte das empresas e entidades do setor privado especializados em pesquisas sobre geoelétricos, perfuração, bombas, fiação, tubulações, equipamentos de irrigação, sementes, produção e comercialização de fertilizantes, tecnologias e irrigação energética.

O módulo tem um sistema que transforma máquina de irrigação de uma ferramenta multitarefa, equipado com sensores e dispositivos que permitem a aplicação autónoma de agroquímicos e fertilizantes e ao mesmo tempo, o controle dos principais parâmetros de solos e de culturas.

Este sistema, chamado “Hummingbird”, é um dos primeiros fabricados no mundo e foi desenvolvido por uma empresa de Córdoba, que conseguiu estabelecer uma sede nos Estados Unidos, com o apoio de empresas alemãs e norte-americanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Sistema de irrigação movido a energia solar reduz gastos com eletricidade

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A valmont apresentou o sistema de irrigação movido a energia solar, que é alimentado através de placas instaladas na propriedade. A tecnologia garante reduzir os custos com a energia elétrica e torna viável a irrigação em áreas que ainda não tem eletricidade.

De acordo com o gerente de engenharia e serviços  Valmont Brasil, Vinicius Melo, os pivôs de irrigação contam com um sistema de ajuste que permite a aceleração controlada do motor, na qual pode variar entre 1 a 136 RPM. “Nós estamos criando dois conceitos, um é o torque a qualquer tempo e anda o dobro de velocidade de qualquer pivô tradicional, já o segundo é de passagem rápida que pode ser utilizado para fertilização e adubar”, destaca.

Outro lançamento feito para melhorar o setor da irrigação, foi o novo painel ICON que é controlado exclusivamente por um aplicativo. “Tudo que o agricultor precisa é ter flexibilidade do controle de cada equipamento e esse sistema permite isso que pode programar todas as operações dos equipamentos de irrigação”, ressalta.

Fonte: Marcas e Máquinas

Estudantes de Ipirá desenvolvem sistema de irrigação automática inteligente

A fim de facilitar o desenvolvimento das plantações em regiões secas e evitar o desperdício de água, 11 estudantes desenvolveram o projeto “Tecnologia sustentável: irrigação automática inteligente”. Os alunos são do curso técnico de nível médio em Manutenção e Suporte em Informática, do Centro Territorial de Educação Profissional (Cetep) da Bacia do Jacuípe, em Ipirá.

Eles contam que a ideia surgiu a partir da necessidade de equipamentos agropecuários que poluam menos e desperdicem recursos naturais para que os pequenos agricultores não percam as suas lavouras ou tenham que produzir menos em decorrência da escassez de água nos longos períodos de estiagem. “A nossa horta inteligente é de baixo custo e produtiva, fazendo com que a maioria das funções, como irrigar, traga mais autonomia aos agricultores, que podem produzir mais, e não têm que se preocupar com as lavouras, pois estará sendo monitorada eletronicamente”, explicou a estudante Marine Gonçalves.

De acordo com a Secretaria de Educação do Estado (SEC), neste ano, o sistema de irrigação automática será implantado na horta comunitária do Cetep, a partir do hardware Arduíno. Os estudantes apontaram que ele é uma solução acessível para a prática e manutenção da agricultura, principalmente no Sertão nordestino.