Ministra diz que vai solicitar desconto de energia para produtores

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A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, anunciou, no domingo, após encerrar quatro dias de visitas ao Nordeste, iniciada, na quinta-feira, pelo Perímetro Irrigado Tabuleiros Litorâneos, em Parnaíba e Buriti dos Lopes, na região Norte do Piauí, onde conheceu produção de acerola biodinâmica para a empresa Amway Nutrilite, que vai solicitar na Câmara dos Deputados o retorno de desconto na conta de energia elétrica dos produtores rurais,que tinha sido solicitada pelos irrigantes do Tabuleiros Litorâneos.

“É possível a gente conseguir isso porque todo esse setor concorda”, afirmou Tereza Cristina ,adiantando que o Ministério da Agricultura concentre programa de fomento à irrigação para alavancar a produção agropecuária.

Ela defendeu que o Congresso Nacional discuta o decreto assinado pelo ex-presidente Michel Temer, em 28 de dezembro do ano passado, que vai acabar com os descontos para produtores rurais no pagamento das contas de energia elétrica. A ministra disse que ouviu queixas do setor produtivo durante toda a sua visita ao Nordeste. “Tanto os pequenos produtores quanto os grandes reclamaram de altos custos da energia, nos quatro estados que visitei Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba”, afirmou Tereza Cristina.

Tereza Cristina disse que foi convidada a debater o assunto nesta semana com a liderança do governo na Câmara dos Deputados, onde ela soube que já está havendo uma mobilização contra o fim dos descontos na conta de luz.

“O decreto vai contra tudo o que estamos discutindo com o setor produtivo”, disse a ministra aos produtores da Paraíba. Ela explicou, no entanto, que os parlamentares terão de tratar da questão diretamente com a equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes, a quem cabe dar a palavra final sobre o tema.

O decreto de Michel Temer determinou a redução dos descontos para produtores rurais em 20% ao ano, até chegar a zero daqui a cinco anos. Atualmente o setor produtivo tem uma redução nas tarifas que varia de 10% a 30%. Os agricultores argumentam que os altos preços da energia impactam muito custo da produção.

A ministra Tereza Cristina falou que ouviu reclamações em todas as reuniões, tanto dos pequenos agricultores que plantam acerola orgânica no projeto Tabuleiros Litorâneos, em Parnaíba, no Piauí, por exemplo, quanto dos produtores do setor de açúcar e álcool da Paraíba.

Na reunião com o setor, Tereza Cristina defendeu também que o Ministério da Agricultura tenha um programa nacional de irrigação para o campo, de forma a tentar melhorar o abastecimento de água para os produtores do Nordeste.

Hoje, os programas de irrigação estão vinculados ao Ministério da Infraestrutura. Ela também defendeu o projeto RenovaBio, a política para biocombustíveis que está sendo implementada no Brasil, e disse que vai estudar como fazer a cultura do algodão voltar a crescer novamente no Nordeste.

Um dos objetivos, segundo Tereza Cristina é unificar as ações voltadas para a irrigação, atualmente dispersas em diferentes órgãos do governo. “Precisamos ter uma política de fomento da irrigação”, defendeu. A ministra disse estar entusiasmada com “inciativas exitosas” que conheceu na região, nesses dias. E argumentou que a água precisa ser destinada à produção, para torná-la eficiente e competitiva e proporcionar qualidade de vida aos nordestinos.

“Para ocupar o potencial que o Brasil tem de crescimento no cenário internacional, precisamos ser mais agressivos e competitivos”, afirmou. Acompanhada do presidente da Embrapa, Sebastião Barbosa, disse que o conhecimento, a tecnologia, precisam sair das academias e chegar ao campo. “Vamos deixar a vaidade de lado, trabalhar para democratizar o acesso à ciência”. Como ministra, destacou que quer dar sua contribuição para que isso aconteça.

“Conhecia o Nordeste como turista, mas agora é a trabalho”, declarou. Tereza Cristina disse que percorrerá no fim de março estados da região Nordeste não contemplados na atual viagem, para elaborar uma política a ser lançada até junho para o semiárido e para toda a região, o que será feito conjuntamente com outros ministros.

“Conheci muitos projetos de sucesso que podem ser replicados e outros que precisam de apoio para deslanchar. É disso que vamos tratar em Brasília, com colegas, como o Gustavo Canuto (Desenvolvimento Regional), porque água é um assunto importante aqui e isso é com ele”.

Na primeira etapa da viagem de quatro dias ao Nordeste, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, visitou na quinta-feira , em Parnaíba, no Piauí, o Perímetro Irrigado Tabuleiros Litorâneos do Piauí, que produz, frutas orgânicas, como a acerola.

Os alimentos colhidos no projeto viram matéria-prima para a produção de polpas de frutas, que são exportadas para países como Estados Unidos e Alemanha e vendidas no mercado interno para os estados de Pernambuco, Maranhão e Ceará.

O carro-chefe dos Tabuleiros Litorâneos é mesmo a acerola orgânica, que é exportada por uma multinacional. Além da acerola, o projeto se destaca na produção de melancia, caju, melão, mamão e outros alimentos. O Tabuleiros Litorâneos está iniciando também a implantação da pecuária de corte.

O projeto foi implantado em 1989 e está sob responsabilidade do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS). Utiliza o Rio Parnaíba para irrigar uma área que atualmente abrange 800 hectares, sendo que ainda há outros 2.443 hectares equipados e prontos para o manuseio da terra. O potencial total de irrigação é de 8.428 hectares, que deverão ser usados na segunda etapa do projeto.

Em agosto de 2018, foi assinada a segunda etapa do Tabuleiros Litorâneos, com previsão de investimento federal de R$ 27 milhões. O objetivo é estimular ainda mais a fruticultura irrigada e ampliar o potencial de comercialização para mercados internos e externos, gerando novos empregos e mais renda na região. Ao todo, serão, aproximadamente, seis mil hectares irrigados, o equivalente a 430 lotes agrícolas destinados a pequenos produtores e cooperativas da região. A expectativa é de gerar cerca de dois mil novos postos de trabalho na segunda fase do projeto.

A ministra Tereza Cristina disse que voltará ao Nordeste dentro de três meses com ações concretas para a geração de emprego e renda, principalmente para o pequeno produtor.

A ministra destacou que é preciso que as políticas públicas cheguem ao produtor sem intermediários, com assistência técnica e crédito abundante. A viagem, disse é importante para vem in loco, “o que se pode fazer pela região, que é tão importante para o país e tão populosa”.

Com a visita que realiza ao Nordeste, tereza Cristina, disse que ficará mais fácil arbitrar, ver o que é necessário para a região, nas área de defesa, de abertura de mercado para os produtos, na área de exportação. “Quando retornar, terei coisas concretas a apresentar”, afirmou.

Fonte: Meio Norte

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Agricultura e ciência: a aposta de produtores de Goiás

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É comum encontrar agricultores que trabalham de forma coletiva – mutirões, associações e cooperativas, grupos de compra de sementes. O Globo Rural mostrou neste domingo (26) produtores que se uniram para fazer pesquisa. Com mais conhecimento, eles colhem ótimos resultados.

Goiás é um imenso campo de grãos. Soja no verão e milho na safrinha se revezam no horizonte da zona rural. O estado é o quarto maior produtor de grãos do país. Quase 10% da produção nacional saiu do estado, na última safra.

A região é conhecida pela tecnologia no campo e altos índices de produtividade, como os da soja na fazenda de Flávio Faedo, em Santa Helena de Goiás. “Nos últimos anos eu tenho conseguido manter a média de 65 sacos por hectare, com picos até de maior produtividade. E o milho safrinha mesmo, que é a segunda safra, a gente vem evoluindo muito com o que a gente vem sabendo de técnicas pra aumentar a produtividade e hoje a gente chega a 150 sacos de milho por hectare na segunda safra”.

São números excelentes. Se explicam por investimentos pesados no campo e conhecimento. O Flávio faz parte de um grupo de 36 produtores que abrem as porteiras e financiam pesquisas independentes.

É uma equipe de estudos coordenada pelo agrônomo Túlio Gonçalo. “Hoje o produtor ele é muito assediado no campo por diversas empresas, diversos produtos diferentes, e é difícil dentro desse assédio você tomar a melhor decisão. A gente toma, mas nunca sabe se tá tomando a melhor decisão”.

Foi dessa inquietação que surgiu um grupo a quase 20 anos: o GAPES – Grupo Associado de Pesquisa do Sudoeste Goiano. Pra resolver essa dúvida, essa incerteza de que produto comprar, com tanta oferta no mercado, alguns produtores fizeram uma aposta: fazer os próprios testes, pesquisa independente, e parece que tá dando certo.

Eles começaram pequenos: em 1999, eram 33 mil hectares monitorados, de 24 produtores. Hoje são 36 agricultores e 110 mil hectares espalhados por sete municípios no entorno de Rio Verde, uma das capitais do agronegócio brasileiro. As áreas particulares servem como campo de pesquisa. No dia em que o Globo Rural visitou o Flávio, por exemplo, técnicos do GAPES estavam na lavoura de milho.

O GAPES também investiu em uma sede de pesquisas. Uma área que dá apoio aos testes que já eram feitos em fazendas parceiras. São 53 hectares. Este ano, uma das principais análises foi para ferrugem asiática. “A nível nacional é a principal doença na cultura da soja”, explica o agrônomo do GAPES Túlio Gonçalo.

Fonte: Globo Rural

Produtores investem em irrigação para produzir banana

Produtores investem em irrigação para produzir banana (Foto: Reprodução/TV TEM)

Ricardo Pinto Martins tem 60 mil pés de bananas em Aparecida D’Oeste (SP). Ele só investia na variedade maçã, mas em agosto vai colher a primeira safra de banana nanica. Os 10 mil pés devem produzir 12 mil caixas da fruta.

Para conseguir uma boa produção de banana nanica, ele explica que as plantas precisam ser desbrotadas e a plantação tem que ser adubada com frequência, além de receber muita água.

Em todas as ruas foram colocados aspersores, um a cada quatro metros. A água vem de um poço artesiano. Um investimento de aproximadamente R$ 70 mil.

O agrônomo Júnior Henrique Comer reforça que a banana nanica exige mais água que em outras plantações e que isso está diretamente ligado a uma boa produção. A irrigação em muitas propriedades do Noroeste Paulista é feita durante a noite, quando a energia é mais barata.

Célio Neri irriga o bananal diariamente. São 18 mil pés numa área de 10 hectares. Há seis anos ele cultiva banana nanica. No início irrigava os pés de duas a três vezes por semana. Hoje, a irrigação é feita oito vezes por semana. Cada regagem dura quase uma hora e meia.

A plantação de Célio não recebe uma boa chuva há cerca de três meses. A última foi em abril. Por isso é a água dos açudes e poços artesianos que garante a colheita durante o ano todo.

A produção de banana em Aparecida D’Oeste (SP) deve ser de 14 mil toneladas este ano, sendo que a maior parte será colhida em áreas irrigadas.

Fonte: G1

Cana: Valley alugará equipamentos de irrigação para produtores

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A Valley, principal companhia global de irrigação, anunciou em Ribeirão Preto (SP) um projeto de aluguel de equipamentos aos produtores e usinas de cana-de-açúcar no País. O programa pretende reduzir investimentos nos acessórios, cujos valores na aquisição e manutenção são considerados altos e não prioritários para o setor, que enfrenta dificuldades financeiras há pelo menos uma década.

“Muitas usinas não têm a possibilidade de aplicar o capital de investimento na compra definitiva de pivôs irrigação. Por isso, desenhamos este projeto que consiste no aluguel de equipamentos, bem como um programa de capacitação que ensina os produtores sobre a melhor forma de utilizá-los para aumentar a produção e, consequentemente, a rentabilidade da lavoura, sem arriscar a descapitalização”, disse o gerente de contas para mercado de cana no Brasil e América Latina da Valley, Vinícius Maia.

A Valley, principal companhia global de irrigação, anunciou em Ribeirão Preto (SP) um projeto de aluguel de equipamentos aos produtores e usinas de cana-de-açúcar no País. O programa pretende reduzir investimentos nos acessórios, cujos valores na aquisição e manutenção são considerados altos e não prioritários para o setor, que enfrenta dificuldades financeiras há pelo menos uma década.“Muitas usinas não têm a possibilidade de aplicar o capital de investimento na compra definitiva de pivôs irrigação. Por isso, desenhamos este projeto que consiste no aluguel de equipamentos, bem como um programa de capacitação que ensina os produtores sobre a melhor forma de utilizá-los para aumentar a produção e, consequentemente, a rentabilidade da lavoura, sem arriscar a descapitalização”, disse o gerente de contas para mercado de cana no Brasil e América Latina da Valley, Vinícius Maia.

Segundo dados apresentados no evento pouco mais de 13% da área com cana no Brasil, ou 1,1 milhão dos 8,5 milhões de hectares, possui algum tipo de irrigação. Com o uso dos equipamentos, a produtividade da cultura pode até dobrar em alguns casos, segundo relatos de produtores.

Fonte: Estadão Conteúdo

Parceria entre Emater e prefeitura incentiva produtores rurais de Espigão do Oeste a plantar café clonal

A visita ao viveiro de café clonal na cidade de Cacoal trouxe grandes perspectivas para investimento na lavoura cafeeira de Espigão de Oeste. A proposta é adquirir 130 mil mudas de café qualificadas e distribuir aos produtores rurais como incentivo para plantio de um hectare por produtor. Esse incentivo faz parte das ações em parceria entre a Emater-RO e Prefeitura local para melhoria da qualidade do café produzido na região.

A comitiva, formada por técnicos da Emater-RO e representantes da Prefeitura de Espigão do Oeste, visitaram o viveiro de mudas clonais de propriedade do produtor Nivaldo Ferreira de Laeth, em Cacoal. “Hoje temos em torno de trinta cultivares das quais são selecionadas as mais produtivas, gerando cerca de sete clones diferentes”, explica o produtor.

O viveiro tem capacidade para até um milhão e duzentas mil mudas de café clonal. “As mudas estão sendo produzidas para formar as novas lavouras e os clones, que são de alta produção e estão entre os sete melhores do estado, tem a capacidade de chegarem entre 150 a 250 sacas por hectare”, diz Nivaldo.

O extensionista da Emater-RO, Geovani Martins de Almeida, explica que para se alcançar esse resultado é preciso que o produtor siga todos os procedimentos, de forma correta, para irrigação e análise de solo. Com auxílio e orientações técnicas da Emater-RO, o viveirista tem trabalhado com o sistema de irrigação micro spray, um sistema que fica localizado no pé da planta utilizado tanto para irrigação como para adubação de forma unificada.

A proposta de melhoria da qualidade do café com a utilização de mudas clonais faz parte do programa de incentivo municipal Procafé, da Prefeitura de Espigão do Oeste por meio da Secretaria Municipal de Agricultura (Semagric) em parceria com a Emater-RO. “A Prefeitura pretende adquirir 130 mil mudas para distribuição entre os produtores da região e nós oferecemos orientação e assistência técnica para que esse clone se desenvolva com qualidade e produtividade”, explica o engenheiro agrônomo Geovani.

Fonte: Portal Espigão