Seguro Agrícola: com 16 milhões remanejados, produtores ficam livres do reembolso do prêmio em 2018

Resultado de imagem para Seguro Agrícola: com 16 milhões remanejados, produtores ficam livres do reembolso do prêmio em 2018

A diretora Executiva da ASPIPP, Priscila Silvério Sleutjes, e o empresário Davi Elias Martin, participaram no último dia 17, em São Paulo, de um evento promovido pela Comissão de Seguro Rural do Sincor-SP, que tratou da recente autorização do governo para o remanejamento de 16 milhões de reais ao Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (Feap) para a subvenção do prêmio de seguro rural.

O remanejamento resulta de uma solicitação encampada pela Comissão Rural do Sincor e que contou com o apoio de instituições do setor agroprodutivo, como a ASPIPP, na qual solicitou uma suplementação de 15 milhões de reais, além dos 25 milhões foram efetivamente executados. O pleito ganhou força com o apoio dos deputados Itamar Borges (Estadual) e Arnaldo Jardim (Federal); além do atual secretário Francisco Sérgio Ferreira Jardim.

Maior da História

Ao todo, com a majoração dos 16 milhões de reais, o valor alcançado foi maior em volume de complementação da história do Estado de São Paulo, segundo lembrou o deputado Arnaldo Jardim. Contudo, o valor poderia ser majorado em mais 5 milhões de reais, não fosse o contingenciamento efetuado pelo governador Márcio França nas emendas parlamentares apresentadas.

Para Davi Elias Martin, que é parceiro da ASPIPP e integra a Comissão Rural do Sincor-SP, a suplementação destes 16 milhões de reais representam um ganho muito importante para os produtores irrigantes do Sudoeste Paulista, que ficam desobrigados do salgado reembolso ao Governo do Estado, num valor estimado em mais de 3 milhões de reais.

2019: 21 milhões!

Até o momento, segundo informações correntes nos bastidores de transição, o valor que consta no orçamento do Estado para 2019 é de 21 milhões de reais – 20 milhões a menos que o executado em 2018. Assim, a discussão deve continuar, na avaliação de Davi Martin, sempre buscando propor melhorias, como o fornecimento de informações, transparência de dados e assessoria especializada para o produtor rural compreender a importância do seguro.

“Não podemos permitir que o homem do campo interrompa suas atividades pelos imprevistos que possam vir a acontecer. Por isso, esse trabalho que começamos deve continuar de maneira conjunta para oferecermos um bom produto de seguro e garantirmos a força de voz perante nossas lideranças políticas”.

Da Assessoria de Comunicação | ASPIPP

Anúncios

Irrigar ou não? Na hora de decidir o produtor deve levar em conta várias situações

Irrigar ou não irrigar? Essa é uma decisão que o produtor rural precisa avaliar vários pontos antes de decidir.  Este é o assunto que está sendo discutido esta semana no Blog do SENAR-MT.  O fator mais importante que determina a necessidade de irrigação ou não de uma certa cultura, em uma região, é a quantidade e a distribuição das chuvas. A lista de pontos a serem avaliado antes da decisão inclui ainda: aumento da produtividade, melhoria da qualidade do produto, produção na entressafra, uso mais intensivo da terra e a redução do risco do investimento feito na atividade agrícola.

De acordo com o instrutor credenciado junto ao Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (SENAR-MT), Edegar Matter não há uma receita de bolo.  Sendo assim confira a matéria completa no Blog do SENAR-MT https://blogsenarmt.com/ e confira as dicas.

Segundo ele, cada caso é um caso. “Cada propriedade tem suas especificações. É preciso analisar todos os pontos positivos e negativos antes de comprar os equipamentos e investir num projeto de irrigação.

Fonte: Mato Grosso Mais

Poços perfurados no Sertão de PE não garantem consumo consciente das águas

Na Vila Jatiúca, em Santa Cruz da Baixa Verde, a maioria da água utilizada pelos moradores é de poço escavado em uma propriedade privada. - Créditos: Kátia Viana

Como alternativa para driblar as dificuldades causadas pelo período de grande estiagem no Semiárido de Pernambuco, moradores e moradoras dessa região optam por alternativas para se manterem durante os períodos com grande escassez de chuva. Muitas delas recorrem, por exemplo, para as águas subterrâneas, que são utilizadas através da perfuração dos poços artesianos e amazonas.

Em Pernambuco, essas águas estão contidas em terrenos porosos ou em rochas cristalinas. Para o hidrogeólogo e professor doutor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Waldir Costa, há riscos do uso sem controle dessa água. “São vários os problemas que surgem com a utilização descontrolada, podendo se destacar como os mais graves a exaustão do reservatório subterrâneo, quando as retiradas ultrapassam as recargas naturais, afundamento de terrenos que resultam em desabamentos de instalações prediais e o aumento da salinização pela concentração de sais”, pontua. Ele ainda destaca a contaminação dessas águas por esgotos, por produtos defensivos usados na agricultura irrigada, por lixões, por derramamento e infiltração de produtos tóxicos.

Mesmo entendendo que a água é um recurso finito, muitas agricultoras assessoradas pela Casa da Mulher do Nordeste, organização que integra a Articulação no Semiárido Pernambucano (ASA-PE), são obrigadas a recorrer aos poços, mesmo sabendo que é uma solução paliativa. Para a agricultora Ariane Souza, 47 anos, moradora da comunidade rural de Corisco, em Afogados da Ingazeira, o poço foi por muitos anos sua única alternativa de acesso à água. “Tenho meu poço artesiano há mais de 12 anos. Antes dele, nós andávamos mais de 8 km para tirar água dos açudes de outros moradores. Era longe e muito cansativo. É com essa água que lavo as roupas, que mato a sede dos meus animais e uso em minha horta. Tenho a cisterna, mas só utilizo a água dela para consumo próprio. Não sei o que seria de mim sem esse poço”, afirma.

Com a missão de contribuir para o conhecimento, a conservação e a gestão das águas na região Nordeste do Brasil, a Associação de Águas do Nordeste (ANE), integrante da ASA-PE, tem trabalhado para que o uso desse recurso fornecido pelos poços seja utilizado de forma consciente pelos sertanejos  e sertanejas. Para Ricardo Braga, presidente do Conselho Deliberativo da ANE, a instituição tem trabalhado para a contribuição nas políticas públicas envolvendo perfuração de poços. “A ANE desenvolve ações no Semiárido para conservação e uso sustentável das águas de aluvião, em leito seco de rio intermitente”, ressalta.  A utilização dos poços tem sido adotada como medida paliativa por alguns municípios que são mais afetados pelos períodos de estiagem. Para Ricardo, essa é uma alternativa válida, porém limitada. Por lei, todos os poços escavados em PE devem ser cadastrados na Agência Pernambucana de Águas e Clima (APAC). No entanto, só os poços de águas profundas e de grande vazão precisam da chamada outorga de uso da água.

Não a privatização da água

O agricultor José de Melo, 56 anos, é morador da Vila Jatiúca desde 1975, no Município de Santa Cruz da Baixa Verde. Ao longo dos 42 anos, ele observou as mudanças nas fontes de água existentes e como essa água tem chegado para a população local. “Quando cheguei aqui à água vinha de uma nascente, era água limpa e a gente não pagava por ela. Da nascente vinha até uma caixa d’água e era distribuída”, relata.

Apesar da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) realizar abastecimento na vila, não é direcionado a todas as casas. A grande maioria utiliza água vinda de um poço artesiano escavado em uma propriedade privada. No ano de 2000, a população local fez um mutirão para a escavação de tubulações que ligavam a água do poço às residências. José de Melo conta que a água do poço não recebe tratamento algum, e por isso só pode ser destinada a serviços de limpeza.

Dados inéditos do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que 71,8% dos municípios não possuíam, em 2011, uma política municipal de saneamento básico. A estatística corresponde a 3.995 cidades que não respeitam Lei Nacional de Saneamento Básico, aprovada em 2007.

A principal preocupação das pessoas que residem em Jatiúca é a degradação das fontes de água. O esgoto coletado é depositado no riacho que circunda a vila e esse mesmo riacho fica próximo do poço artesiano que fornece água as residências. “Durante muito tempo a gente usou a água desse poço, mas houve uma época em que o prefeito interditou, pois foi encontrado um alto teor de coliforme fecal. Começamos usar então a água do poço de um sítio próximo (Santana dos Guerras), mas o poço de lá secou, daí voltamos para o primeiro poço”.

A organização coletiva é uma das alternativas encontradas para a busca de garantia de direitos, como o acesso água. O exemplo de perseverança da população que cavou sua própria rede de tubulação para acessar água hoje está sendo seguido por um grupo de jovens, que está se organizando com o objetivo de revitalizar a associação e moradores da vila Jatiúca.

*Núcleo de Comunicadoras e Comunicadores da ASA-PE

Edição: Catarina de Angola

Agricultores paulistas plantam próxima safra de soja

Agricultores paulistas plantam próxima safra de soja (Foto: TV TEM)

Localizada Sudoeste do Estado, Itapeva é o munícipio paulista que mais produz soja. No ano passado, a área plantada aumentou 30%. A próxima safra já está sendo plantada.

Sílvio Malutta está plantando o grão em 2 mil hectares. Como nem sempre dá para contar com a chuva, o jeito é utilizar os pivôs de irrigação. Com eles, a terra fica com a umidade que a planta precisa para se desenvolver.

Devido ao aumento dos custos, Sílvio optou por manter o tamanho da área plantada. Ele espera colher 80 sacas por hectare. Parte da soja produzida será exportada e o restante vai virar estoque pra venda e uso na fazenda. A soja representa 70% do faturamento da propriedade.

Na fazenda de Hiroyuki Oi, em Itapetininga (SP), o plantio com irrigação já acabou. São 380 hectares com soja e uma volta completa com os pivôs custa em torno de R$ 10 mil. O agricultor diz que, se o clima não ajudar, os gastos serão maiores que na última safra.

A soja na fazenda foi plantada pouco tempo depois da colheita do trigo. A estratégia do produtor é antecipar o plantio do grão para, assim, também conseguir adiantar a safra do milho safrinha.

Fonte: G1

Tipos de irrigação: conheça as 4 principais técnicas mais utilizadas

irrigacao-1-g

Foto: Divulgação

irrigação é uma técnica que foi sendo adaptada com o passar dos anos. Cultivar determinadas espécies fora de seu ambiente de origem e depender exclusivamente das chuvas fez com que o produtor sentisse necessidade de uma maior independência, afinal, depender apenas dos rios e chuvas era extremamente prejudicial para o desenvolvimento da agricultura.

Dessa maneira foi necessário descobrir técnicas de manejar a água e fazer com que a plantação apresentasse resultados positivos, sem precisar depender das situações climáticas.

Baseando se nessa questão, veio os investimentos nos sistemas de irrigação, os quais estão amplamente ligados ao clima, condições do solo e cultura de cada região.

Os sistemas de irrigação foram se destacando ao longo dos anos e hoje é mais do que essencial para garantir a lucratividade e desenvolvimento das culturas. Esses sistemas possibilitam que o produtor tenha um controle sobre sua cultura, desde as sementes até a planta já adulta.

Mas é bom estar sempre atento a alguns quesitos, sendo que não é um único tipo de sistema de irrigação que irá atender a todas as regiões, algumas técnicas obtiveram maior sucesso e se destacaram tanto pela praticidade quanto pela eficiência, essas maneiras de irrigação podem ser resumidas em Irrigação por Aspersão, Irrigação Autopropelido, Irrigação por Microaspersão e Irrigação por Gotejamento.

Irrigação por Aspersão

Irrigação por Aspersão

É caracterizada na divisão de um ou mais jatos de água em uma grande quantidade de pequenas gotas no ar, que caem sobre o solo na forma de uma chuva artificial. Entre as principais vantagens apresentadas por esse método destacam-se a não-exigência de um processo de sistematização do terreno, sendo que esta técnica tem a disponibilidade de maior adaptação as diversas culturas e topografias das regiões.

 

Irrigação Autopropelido

Irrigação Autopropelido

Esse é um sistema de aspersão que constitui-se de um único canhão ou mini canhão que é montado num carrinho, que se desloca longitudinalmente ao longo da área a ser irrigada. Sendo de fácil manejo é mais indicado para culturas que apresentam a topografia plana ou levemente inclinada como, por exemplo, as pastagens, pomares e cafezais.

 

Irrigação por MicroaspersãoIrrigação por Microaspersão

O sistema de microaspersão possui fácil adaptação às diversas condições topográficas, sendo indicado para diversas culturas, especialmente em fruticultura, jardins e irrigação em casas de vegetação. É um sistema que utiliza emissores que lançam gotículas de água (forma de chuva) e propiciam uma precipitação mais suave e uniforme que a aspersão.

 

Irrigação por Gotejamento

Irrigação por Gotejamento

Esse sistema é ideal para a produção de frutas e vegetais, pois é um sistema de baixa vazão onde a água é depositada por um tempo maior. Com o gotejamento, a perda de água por evaporação é reduzida, proporcionando um melhor aproveitamento, já que a água é depositada diretamente nas raízes das plantas formando pequenos círculos ou faixas úmidas.

Essas formas são simples e de fácil acesso no Brasil, mas, muitas vezes o agricultor pode prejudicar a cultura por irriga-la de forma errada.

Então como escolher o sistema de irrigação ideal para a cultura?

Para saber qual deve ser a frequência de irrigação, assim como a quantidade de água que deve ser aplicada, é preciso levar em conta fatores como o tipo de planta, as características do solo, a topografia e o clima local, a capacidade de armazenamento de água e o tamanho da área que deve ser irrigada.

Por isso é sempre necessário à intervenção de um profissional qualificado que irá fazer um estudo ampliado das necessidades hídricas e distribuição de chuvas da região, a cultura, solo e topografia.

Não deixe para depois!! Você pode garantir o sucesso e lucratividade com apenas algumas dicas sobre a agricultura irrigada. Confira.

Fonte: Agrosmart