Secretaria de Estado da Agricultura estima produção de 23 milhões de toneladas de grãos na safra 2018/2019

As chuvas que atingiram o Paraná nas últimas semanas não afetaram a produção de grãos. É o que aponta um levantamento feito pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento. A estimativa para a safra2018/2019, é de uma produção total de 23 milhões de toneladas, 4% a mais do que registrado na safra anterior.

Segundo o Deral, mesmo com o excesso de umidade para a época, as lavouras de soja mantêm um bom desenvolvimento. Até o momento, cerca de dois terços da soja já está plantada, com estimativa de produção 3% maior do que na safra anterior. O plantio do milho também está na reta final, podendo chegar à produção de 3 milhões de toneladas.

A colheita do trigo evoluiu para 77% da área plantada, mesmo com as chuvas do último mês que prejudicaram o andamento da colheita. A estimativa de produção de trigo segue em 2,9 milhões de toneladas, abaixo da expectativa inicial devido ao período seco do primeiro semestre.

A cultura do feijão da primeira safra 2018/19 já está com 79% da área plantada no Paraná. A estimativa de produção é de 329 mil toneladas.

Repórter Karina Bernardi

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Agricultores do Cinturão Verde aumentam produção com o apoio que recebem da PMJP

Os cinturões verdes são de grande importância para a manutenção da qualidade de vida dos habitantes dos centros urbanos. A sua existência melhora a qualidade do ar das cidades, colabora com a manutenção do microclima da região e preserva o ecossistema onde estão localizados.

Mas os benefícios vão além dos ambientais. Nos cinturões verdes, a produção agrícola, baseada na agricultura familiar, é voltada para frutas e hortaliças, abastecendo o mercado consumidor das cidades próximas. A vantagem é que a localização favorece o transporte destes gêneros agrícolas, deixando-os mais frescos e baratos, gerando, inclusive, menos poluição do ar.

Ciente de todas essas vantagens, a Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP), investiu, desde 2013, R$ 1.249.500,00 através da liberação de crédito por meio do Banco Cidadão. Só em 2017, o investimento já foi de R$ 589.600,00, divididos em três liberações de crédito. Isso sem falar na aquisição do ônibus da feira itinerante que atualmente auxilia 45 agricultores familiares a comercializarem seus produtos.

Foi graças a esses recursos que o agricultor Manoel Luiz dos Santos conseguiu, entre outras coisas, irrigar sua propriedade, localizada em Gramame. “Com isso, a gente vai conseguir continuar trabalhando durante o verão na produção de hortaliças, sem ficar dependendo apenas das chuvas”, explica. Só um dos motores do sistema de irrigação custou oito mil reais, dinheiro que o agricultor não conseguiria desembolsar de uma única vez sem ajuda da PMJP.

Com o dinheiro, Manoel adquiriu o motor, encanamento e demais peças necessárias para instalar o sistema de irrigação, além de material para a plantação. “Se não fosse esse dinheiro seria impossível colocar a irrigação, não teríamos condições. Faz cinco meses que recebi o dinheiro e vou começar a pagar em julho. Estou muito satisfeito”, comemora o agricultor.

Manoel trabalha a maior parte do ano apenas com a esposa. Agora, com a produção continuada, aposta que vai poder contratar uma pessoa para ajudá-lo durante todo o ano.  “Antes, quando a gente conseguia plantar, meu filho vinha nos ajudar alguns dias por semana. Agora, vou poder chamar mais uma pessoa”, planeja.

Fonte: Prefeitura de João Pessoa

Irrigação é estratégia para aumento da produção de forma sustentável

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Foto: Divulgação

Para o professor da Universidade Federal de Viçosa (UFV), Everardo Chartuni Mantovani, a agricultura irrigada é uma das mais relevantes estratégias para o crescimento da produção de alimentos, proporcionando desenvolvimento sustentável no campo, com geração de empregos e renda de forma mais regular e equilibrada. A afirmativa foi feita durante o 31º Congresso Nacional de Milho e Sorgo, que está ocorrendo em Bento Gonçalves até esta quinta-feira (29/10), em painel sobre o tema mediado pelo assistente técnico estadual de irrigação da Emater/RS-Ascar, José Enoir Daniel.

O objetivo da irrigação está associado à maior produtividade, maior rentabilidade, melhor qualidade do produto e estabilidade da produção e renda, de forma a interagir com todos os fatores que interferem na produção?, disse Mantovani, destacando a necessidade e importância da gestão de todo esse processo.

Mantovani explicou que a questão que exige maiores cuidados é o manejo da irrigação, isto é, a condução da lavoura irrigada. ?É fundamental delimitar de maneira apurada as necessidades hídricas da cultura, bem como a lâmina de água e a hora mais adequada de realizar a irrigação, assim como observar a manutenção e os ajustes no sistema de irrigação e muitos outros na condução diária da cultura irrigada?, apontou o professor da UFV.

Fazendo um histórico da irrigação brasileira, Mantovani relata que até 1980, a irrigação era muito pouco tecnificada, com equipamentos de baixa eficiência. ?Na década de 1990, veio a abertura do mercado, embora o produtor tivesse pouco acesso aos equipamentos em função do preço. A partir de 1995, a irrigação começa a ficar mais acessível e temos forte expansão da agricultura irrigada brasileira. Depois disso começamos a falar de agricultura irrigada em vez de irrigação, já trazendo os desafios dos conceitos de meio ambiente, água, energia e mão-de-obra, que é mais ou menos o momento em que estamos?, explicou Mantovani.

De acordo com o professor da UFV, o Programa de Expansão da Agricultura Irrigada, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), planeja implantar cinco milhões de hectares irrigados até 2025. ?O Brasil tem hoje em torno de 6,2 milhões de hectares irrigados e, conforme estudos da Secretaria Nacional de Irrigação, o país tem um potencial de 60 milhões de hectares de água superficial, onde em torno de 35 milhões hectares são potenciais mais elevados, enquanto têm uns 25 milhões de hectares já seriam de custo mais elevado e menos infraestrutura?.

No passado, a utilização da irrigação era uma opção técnica de aplicação de água que visava principalmente à luta contra a seca. ?Atualmente passamos para uma nova etapa de agricultura irrigada, inserindo-se em um conceito muito mais amplo, tornando-se uma estratégia para aumento da produção, produtividade e rentabilidade da propriedade agrícola de forma sustentável, preservando o meio ambiente e criando condições para manutenção do homem no campo, por meio da geração de empregos permanentes e estáveis?.

Entretanto, conforme Mantovani, o desafio é o de ?transformar um conceito numa solução para o produtor, que seria fazer a gestão ou o manejo da irrigação?, apontou.

?Faço a seguinte distinção: manejo de irrigação é uma palavra muito mal utilizada, porque todo mundo pensa o quanto e quando irrigar, mas é preciso pensar esse aspecto de forma mais holística, ou seja, levar em conta os aspectos de sistemas de plantios, de possibilidades de rotação de culturas, de proteção dos solos, de fertilidade do solo, de manejo integrado de pragas e doenças, mecanização, dentre outros aspectos, com todas as etapas dos objetivos de produção que estão ali. A isso eu chamo de gestão, ou seja, o manejo de irrigação está dentro dos aspectos da gestão?.

Os dados mostrados por Mantovani mostram que o Brasil é um país que tem disponibilidade de equipamento muito grande. ?O maior fabricante do mundo de pivô central está em Uberaba, em Minas Gerais, o segundo maior está em São Paulo, enfim, temos uma série de empresas de equipamentos e o mais importante, o produtor tem acesso a esses implementos?, afirmou.

Segundo a Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), em 2015 foram comercializados cerca de 200 mil hectares de irrigação. ?Em relação ao nosso potencial podemos evoluir ainda mais, talvez a médio ou longo prazo, chegaremos a 10 ou 12 milhões de hectares anualmente?, disse Mantovani.

Mantovani disse ainda que a maior parte da área irrigada é da iniciativa privada. ?O grande problema é que a maioria dos projetos para pequenos e médios produtores é feita em balcão de loja, por isso estamos criando um curso para balconista de loja de irrigação, porque a gente percebe que se faz muita coisa ali?.

?Um dos maiores problemas de irrigação muitas vezes é a energia, que se precisa em quantidade e qualidade?, disse o palestrante. ?Diversas vezes se deixa de usar equipamentos de automação, por exemplo, porque ela exige muita energia, que é o maior custo e é mais cara que o pivô e a mão de obra?.

De acordo com Mantovani, a irrigação como estratégia de sustentabilidade da produção está associada à gestão. ?Não há como obter estabilidade do ponto de vista econômico, social e ambiental de um projeto de irrigação se não tiver um processo de gestão. Esse fator é que vai garantir a produção de alimentos e empregos, a produtividade e a produção, e ainda a diminuição do risco, ambiental, no uso eficiente de água, da energia e do solo?, concluiu.

Fonte: Emater-RS

Apoiada pela Funcap, empresa cearense desenvolve projeto de agricultura sustentável para cultivo da acerola

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Foto: Divulgação

Na Serra do Camará, no município cearense de Pereiro, a 334 km de Fortaleza, 35 famílias de agricultores com pouco  acesso à água estão participando de um projeto inovador. Apoiada pela Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap), a empresa Nossa Fruta Brasil está desenvolvendo um projeto de agricultura sustentável para cultivo da acerola no semiárido nordestino.

O “Projeto de agricultura sustentável para semiárido nordestino usando técnica semi-irrigada automatizada no cultivo da acerola (Malpighia glabra L)” conta com o apoio da Funcap por meio do Edital 06/2013 – Pappe Integração, realizado em parceria com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). O objetivo da empresa é incentivar a produção de acerola nessa região com uso eficiente de água e gerar renda para essas famílias.

“Inicialmente, o projeto foi desenhado utilizando-se dos poucos recursos hídricos desses agricultores, como poços ou cacimbões. Porém, dado o grave período de seis anos de estiagem, o projeto teve de se moldar às novas condições climáticas, agora trabalhando com o uso de água de carros-pipa, que garantem recurso hídrico suficiente para a  sobrevivência do plantio”, explica Roberto Nogueira, diretor Industrial da Nossa Fruta.

Sobre o projeto

imagem2 credito nossa frutaNo período de estiagem, o pé de acerola desidrata e morre. As poucas mudas sobreviventes levam meses para se recuperarem após o início do período de chuvas. Se novas mudas forem plantadas e resistirem ao período de seca, a
próxima colheita poderá ser realizada apenas após três anos do plantio, reduzindo bastante a produção de acerola.

A Nossa Fruta desenvolveu, por meio de pesquisas, um manejo que possibilita a irrigação da cultura da acerola no período de escassez de chuvas com um mínimo de água por dia, o suficiente para deixá-la hidratada. Assim, com apenas 22 dias do início da estação chuvosa, já é possível observar a produção de frutos.

“Este sistema utiliza métodos de proteção contra a evaporação da água na base da planta, de forma a garantir que uma pequena quantidade de água aplicada e bem controlada garanta uma sobrevida à planta no período da longa estação seca”, informa Roberto Nogueira. “No período de chuva sazonal e irregular, uma irrigação complementar garante a  produção mesmo nos anos considerados secos, atingido uma produtividade superior a 70% em relação à cultura irrigada com abundância de água”, destaca.

Hoje, com o apoio da Funcap, o projeto idealizado pela Nossa Fruta fornece às famílias de agricultores locais uma  quantidade sob medida de mudas para suas terras, kits de irrigação com toda estrutura de tubulação, cisterna, painel solar e software de automação, que facilitam o controle do gasto de água e do armazenamento nos reservatórios.

A fase de implementação da irrigação e plantio teve início com a entrega dos kits aos agricultores. Aqueles com acesso a recursos hídricos receberam o kit de irrigação juntamente com as mudas de acerola para plantio, os demais tiveram atrasos na implantação em função da falta de recursos hídricos, sendo apoiados pela empresa para manutenção das mudas
até o período chuvoso começar. “As colheitas dos dois primeiros anos aconteceram, porém, com pequenas produções. Somente a partir do terceiro ano acontecerá o incremento de produção de acerola, proporcionando aumento de renda variando em média de R$ 8 mil a R$ 15 mil, e no quarto ano de R$ 15 mil a R$ 25 mil”, destaca Roberto Nogueira. A Nossa fruta se comprometeu a adquirir toda a produção das famílias beneficiadas no projeto.

Fonte: ceara.gov.br

Irrigação traz estabilidade e maior qualidade à produção

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A irregularidade de chuvas e as estiagens constantes trazem queda da produtividade e até prejuízos. Uma alternativa para reverter esse quadro é a irrigação, que oferece diversos benefícios. Dentre eles, destacam-se o planejamento de uso da área, pois, independe de chuva, a estabilidade de produção, a segurança do capital investido na produção, minimizando o risco de veranico em períodos sensíveis, a qualidade da produção, proporcionada pelo ciclo mais homogêneo, a exploração de uma maior gama de janela produtiva, permitindo a introdução de outras culturas com foco em rentabilidade ou rotação de cultura, e ainda aumento na produtividade, diante da possibilidade de adotar melhores índices de tecnologia na produção sem a limitação do insumo água.

Por isso, no próximo dia 26 de agosto, a partir das 14h, na Fazenda Marialva, em Naviraí, a Copasul em parceria com a Valley, realiza o evento “Meu Primeiro Pivot”, com o objetivo de trazer informações para produtores que desejam ingressar na irrigação. O evento vai trazer cinco mini-palestras sobre o funcionamento, projeto e benefícios da irrigação.

Segundo o estudo “Análise Territorial para o Desenvolvimento da Agricultura Irrigada”, elaborado pelo Ministério da Integração Nacional em parceria com a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP) e o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) o Brasil tem potencial para expandir as terras irrigadas em até 61 milhões de hectares – o equivalente a 10 vezes o tamanho atual. O maior potencial de expansão está na região Centro-Oeste, sendo que, o Mato Grosso do Sul tem um potencial para irrigar aproximadamente 4,5 milhões de hectares.  A irrigação possibilita diversificar as culturas e a produção de alimentos.

Os estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Bahia e Goiás concentram 68% da área irrigada no Brasil, que atualmente é cerca de 6 milhões de hectares no total, segundo estimativas da Agência Nacional de Águas (ANA).

Essa prática já traz resultados a produtores de Naviraí, que tem como precursores dois produtores rurais muito preocupados com a segurança na produção agrícola, que pode ser comprometida com os frequentes veranicos que vem sendo observados nos últimos anos. Isso acontece principalmente no período de enchimento de grãos, entre os meses de dezembro e janeiro. Estes produtores são cooperados da Copasul e estão na atividade há cerca de dois anos, Sukesada Takehara, da Fazenda Miyazaki e Nelson Antonini, da Fazenda Marialva e Entre Rios. Sukesada Takehara está atualmente com cerca de 400 ha irrigados e Nelson Antonini, com 300 ha irrigados.

“Acredito que devido aos fatores favoráveis, a irrigação em Naviraí deve se expandir. Aqui enfrentamos o problema do veranico e a irrigação nos traz uma segurança necessária que oferece mais sustentabilidade para o nosso negócio. Em setembro completo dois anos na irrigação e já estarei colhendo a sexta safra. A irrigação oferece ao produtor condições de planejamento necessárias para administrar melhor a nossa propriedade”, comentou o produtor Nelson Antonini.

Diante dos bons resultados obtidos, outros produtores estão motivados a adotar essa tecnologia, em especial aqueles cujas propriedades fazem parte da bacia dos Rios Ivinhema e Amambai. O Mato Grosso do Sul, em especial a região sudeste e sul do Estado possui enorme potencial para irrigação, com uma bacia hidrográfica bem distribuída e rica em água, topografia favorável e fertilidade.

A agricultura irrigada traz diversas vantagens que vão além da financeira, a questão ambiental também é beneficiada, pois reduz a pressão pelo desmatamento de novas áreas, devido ao aumento da produtividade, além de propiciar uma produção agrícola com maior qualidade e maior valor agregado, reduzindo os riscos de perda de safra pela seca, além de potencializar a geração de empregos estáveis e renda para a população rural.

Confira a programação:

14h – Abertura

João Rebequi – Diretor-Presidente da Valmont indústria e Comercio Ltda

Gervasio Kamitani – Superintendente – Copasul

14h30 – Vinicius Melo – Supervisor Regional – Valmont Industria e Comercio Ltda. – Equipamentos de Irrigação Pivot Central

15h00 – Flavio Barreto – Coordenador Comercial – Banco de Lage Landen – Linhas de Credito para Irrigação

Fonte: AgoraMs

15h30 – Faos Pereira Lopes – Gerente Regional Centro-Oeste – Irriger – Manejo de água na irrigação

16h – Tamiris Azoia – Gerencia de Recursos Hídricos – Imasul – Outorga de uso de água para irrigação

16h30 – Cláudio Furukawa – Gerente Unidade Irrigação – Copasul – Projeto de Irrigação Pivot Central