Governo do Piauí vai prorrogar incentivo à irrigação até 2022

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Tendo em vista o potencial piauiense no desenvolvimento agrícola mesmo na região semiárida, o governador Wellington Dias (PT) encaminhou à Assembleia Legislativa o projeto de lei que prorroga o prazo de fruição do incentivo à irrigação, por meio da concessão de subsídio no consumo de energia elétrica, por estabelecimento de produtor rural que utiliza o processo de irrigação. O benefício que teria o prazo finalizado no próximo dia 31 de dezembro, poderá ser estendido até o final de 2022, abrangendo inclusive piscicultores e aquicultores.

O subsídio oferecido para o incentivo à agricultura irrigada possibilita desconto de até 90% na energia elétrica. De acordo com Dias, o objetivo é que o Piauí deixe de depender das chuvas, pois há notadamente uma irregularidade pluviométrica, assim, o Estado busca alternativas para que a produção se mantenha em alta mesmo nos tempos de escassez. “Significa que nós vamos estar priorizando por exemplo, com o desconto que chega a 90% nessa área de energia, onde o objetivo é a gente sair dessa política de confiar nas chuvas, nós temos normalmente irregularidade; choveu. água de chuva; não choveu, vamos trabalhar com a irrigação”, disse.

Diante desse cenário, o líder do Poder Executivo busca aliar o desenvolvimento local à sustentabilidade, o investimento em irrigação visa prosperar o emprego, a renda e alavancar as receitas regionais. “Cada vez com mais tecnologia, com mais produtividade, a medida que tem um aumento na produção, isso gera um aumento na geração de emprego, desenvolvimento, que gera receita. Então o subsídio é uma aplicação, um investimento que permite ampliar a própria economia”, indicou.

Fonte: Meio Norte

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Aplicativo para irrigação automatizada ganha o Hackathon Embrapa no Piauí

Com o aplicativo de celular “Irrigação Automatizada”, a equipe TecAgro, da faculdade AESPI-FAPI, de Teresina, é a grande campeã da maratona Hackathon Acadêmico Embrapa Nacional 2017 no Piauí. A  equipe recebeu 377 pontos. A segunda colocada, com 196 pontos,  foi a equipe Omni, que apresentou o trabalho Loja do Caupi, um aplicativo de celular que conecta produtores e compradores de sementes. Em  terceiro lugar, com 184 pontos, ficou a equipe Team One, que construiu o Bom Feijão, também um aplicativo de celular que mostra a viabilidade do plantio de feijão-caupi em regiões do Piauí.

A apresentação dos trabalhos, o julgamento e a divulgação do resultado aconteceram na tarde desta quarta-feira 18, no auditório central da Embrapa Meio-Norte. As equipes vencedoras ganharão cursos de informática e design durante três meses, na ALURA, escola digital com sede em São Paulo; e mais dois livros digitais  da editora Casa do Código, também da capital paulista; e três kits avançados de Arduíno, que é uma plataforma aberta para prototipagem de hardware, utilizada no desenvolvimento de soluções acessíveis e de baixo custo.

Os estudantes vencedores ganharam ainda a oportunidade de estagiar na Embrapa Meio-Norte para aperfeiçoar os aplicativos na prática. Das 10 equipes inscritas no hackathon, cujo tema foi Feijão-caupi: manejo sustentável e mercado, apenas sete apresentaram os trabalhos:  TecAgro, Omni, Team One, Meraki, ADS-AESPI, THESENVOLVER e Team-UFPI. Os estudantes que participaram da maratona são alunos de faculdades particulares e das universidades Federal e Estadual do Piauí.

A comissão julgadora dos trabalhos foi formada pelos pesquisadores Jorge Hashimoto, Kaesel Damasceno, Edson Bastos e Rosa Mota; e pelos analistas Antônio Lima, José Câmara e Bruno Pessoa. O chefe geral da Unidade, Luiz Fernando Leite, presidiu a solenidade de entrega dos troféus, que terminou início da noite.

O objetivo da maratona é auxiliar técnicos e produtores na tomada de decisões para a sustentabilidade da agricultura e  pecuária, com resultados de pesquisas da Embrapa, beneficiando a sociedade. Participam do hackathon, além da Embrapa Meio-Norte, as Unidades Amazônia Oriental (Belém, PA), Roraima (Boa Vista, RR), Informação Tecnológica (Brasília, DF) e Agrobiologia (Seropédica, RJ).

Fonte: Embrapa

Piauí: Com Idepi, Governo realiza obras de abastecimento e irrigação por todo estado

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O Governo do Estado, por meio do Instituto de Desenvolvimento do Piauí (Idepi) está trabalhando em todo estado do Piauí realizando desde obras contra a seca a obras de mobilidade urbana. Recentemente o Instituto retomou a construção da barragem de Atalaia, localizada nos municípios de Corrente e Sebastião Barros. A obra já está com 79,21% de execução e a previsão é que seja entregue para a população em 2018.

São 215 milhões de metros cúbicos de capacidade de armazenamento de água. Os recursos investidos são da ordem de R$ 67.045.699, 50, oriundos da Codevasf e Tesouro Estadual. Pelo menos 30 mil habitantes serão beneficiados.

Segundo o diretor-geral do Idepi, Geraldo Magela, “a barragem será fundamental para perenizar os rios, atendendo o consumo humano e animal; facilitando projetos de irrigação e piscicultura nos municípios de Corrente, Sebastião Barros, Cristalândia e Parnaguá”.

Já no norte do estado, o Idepi está trabalhando na obra da Adutora do Litoral. Iniciada em junho deste ano, já está em 22,20% de execução. A previsão de conclusão da obra é junho de 2018. São 69,5 km de adutora, levando água tratada aos municípios de Coqueiro, Maramar, Macapá, Sobradinho, Camurupim, Cajueiro da Praia, Barrinha, e outro ramal para Ilha Grande de Santa Isabel e Pedra do Sal. Serão investidos R$53.968.211,72 recursos provenientes do Proinveste e Tesouro Estadual.

“Essa obra vai levar água tratada do Rio Parnaíba para todas as comunidades do nosso litoral, dando melhor qualidade à população local e incrementando o turismo, dando condições de novos investimentos como restaurantes, hotéis, resorts e investimentos imobiliários”, destacou Geraldo Magela.

A primeira etapa compreende o trecho do centro integrado de tratamento (CTI) Pindorama/ Coqueiro/ Barramares/ Arrombado/ Sobradinho/ Macapá/ Maramar/ Camurupim. A segunda etapa compreende o trecho do Centro Integrado de Tratamento (CTI) Pindorama/ Ilha Grande/ Pedra do Sal/ Cajueiro da Praia/ Barra Grande.

Mobilidade

Ainda no Norte, a cidade de Cocal recebe obras de pavimentação asfáltica no trecho do entroncamento da BR-402, região que liga os povoados São Domingos, Brejinho e Cocal. A extensão da obra é de 66,66km e já tem 58,92% de execução. Estão sendo investidos recursos na ordem de R$ 24.591.780,29.

“A estrada de Cocal à BR 402, vai permitir a ligação direta de Piracuruca a Cajueiro da Praia e Barra Grande, diminuindo em 80 km a distância de Teresina a essas praias, além de facilitar o acesso da população da região de Tianguá no Ceará ao nosso litoral. Essa estrada e a obra da adutora vão revolucionar o turismo no litoral piauiense”, garantiu o diretor do Idepi.

Fonte: Ascom

Produção de melão avança no Piauí com manutenção de vegetação nativa

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Mesmo numa região considerada seca e poucas possibilidades, uma fazenda piauiense mostra que é possível fazer bonito e colher melão com qualidade. A irrigação por gotejamento é um exemplo da prática de cuidado com o solo. A água pinga somente o necessário. A vazão é controlada por estação. Existem várias instaladas em cada unidade de produção da fazenda. A energia vem da luz do sol e o sistema é de tecnologia brasileira, desenvolvida por uma empresa cearense.

“A gente controla tudo em tempo real. Nós temos uma casa de máquinas e um escritório de monitoramento. Dessa forma se algo estiver fora do padrão a gente comunica a pessoa que está naquele local para apurar o que está ocorrendo”, disse o tecnólogo Eder Elton.

A semente do melão não é plantada direto na terra. No espaço chamado de berçário são feitas as mudas. Primeiro prepara o insumo feito com fibra de coco seca, água e produtos biológicos. Depois ele descansa até atingir a umidade ideal para colocar a semente.

O insumo e a semente ficam em bandejas. A máquina faz parte do trabalho, mas as mãos e os olhos dos funcionários finalizam este processo.

As primeiras vinte quatro horas da muda de melão amarelo são dentro desta câmara de refrigeração. As outras variedades, espanhol e gália, passam dois dias. É na estufa onde acontece a germinação. As folhas com o tom de verde mais escuro são as mudas mais novas.

O mais claro é uma característica das mais velhas, mas todas ficam aqui o mesmo tempo, 14 dias. Esta gaiola cercada por tela é usada para levar as mudas até o campo. Assim se evita que qualquer ameaça chegue até lá. Durante o plantio, máquina e homem se completam. Este plástico branco colocado no solo também faz parte do circuito de proteção, evitando o contato da fruta com a terra.

A área fica coberta com o TNT (tecido especial). A planta se desenvolve e depois de 21 dias a cobertura é retirada. Acredita-se que durante este tempo a imunização aumente e a chance de uma impestação diminua.

Este cuidado é aplicado nos 826 hectares plantados com mudas de melão. A variedade amarelo toma conta da maior área, 756. A colheita acontece 65 dias depois do plantio. O padrão de qualidade de cada fruta é avaliado de várias maneiras, mas só uma confirma o que a fazenda Itaueira entende como o melhor.

Melões colhidos, agora lavados em um tanque com água e cloro. O cuidado é para não deixar passar nenhuma deformidade na casca. Só assim eles entram no setor de embalagem. Peso, cumprimento, sabor são requisitos que determinam o destino da fruta. O melão colhido no semiárido piauiense ultrapassa fronteiras.

Fonte: G1

Projeto de irrigação comunitária apoiado pela Codevasf produz frutas no semiárido do Piauí

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Há quase 30 anos, dona Maria de Lourdes Pereira chegava com a família ao Assentamento Marrecas, a 31 quilômetros da sede do município de São João do Piauí e a 500 quilômetros da capital Teresina. Na época, como ela lembra, enfrentaram muitas dificuldades, mas hoje, graças ao plantio de frutas numa incipiente área irrigada, sobretudo a uva, a vida mudou para melhor.

“A gente morava debaixo de lona, vi meus três filhos passarem necessidade, e hoje me orgulho da nossa história. Uma das minhas filhas estuda Direito em universidade federal; a outra virou técnica agropecuária. Tenho três casas na cidade, além de um terreno, e comprei um carro à vista. Tudo fruto do nosso trabalho na região”, conta, emocionada.

Além de uva – nas variedades Benitaka, Brasil e Itália Melhorada –, cultivada numa área de 0,7 hectares dos 6 hectares totais dedicados à fruta no projeto, a agricultora produz também goiaba, melancia e feijão.

Como alternativa de renda para as famílias, sobretudo a partir da mão de obra das mulheres que residem no assentamento, dona Maria de Lourdes destaca a Agroindústria de Frutas do Assentamento Marrecas (APFrutas), sediada em São João do Piauí e criada em 2012 com o apoio da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) –  que, além de construir a unidade, estruturou-a com máquinas, equipamentos, utensílios e móveis. Da pequena fábrica saem delícias feitas de frutas, como polpas, geleias, doces e bolos.

“Como mulher atuando na roça, sofri muita discriminação no início, mas consegui vencer com trabalho. A agroindústria surgiu a partir da iniciativa das mulheres e hoje reúne de 10 a 12 associadas. Transformamos a fruta e agregamos valor. Vendemos a produção no comércio local, em feiras livres, para a Conab e passaremos a comercializar para a prefeitura também. A nossa produção ainda é pequena, mas estamos, inclusive, fazendo um estudo de viabilidade econômica pra ampliar nosso mercado”, revela a produtora.

Fruticultura irrigada

O Projeto de Irrigação Comunitária de Marrecas conta, atualmente, com 256 famílias assentadas e cerca de 154 hectares irrigados. Parte deles é dedicada à fruticultura irrigada, tipo microaspersão, com manejo de culturas como goiaba, uva e mamão; outra parte tem irrigação por aspersão fixa, onde são cultivadas culturas de ciclo temporário, como feijão, milho, mandioca, melancia e abóbora.
A produção já ultrapassa as 2,3 mil toneladas anuais de alimento, com destaque para milho verde (390 toneladas ao ano), macaxeira (340 toneladas), melancia (328 toneladas) e goiaba (310 toneladas). Os dados são da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Piauí (Emater/PI), que acompanha os produtores.
Um terço da produção é comercializada por meio dos programas de compras públicas do Governo Federal, como os de merenda escolar e das centrais de abastecimento. O restante é vendido no mercado municipal de São João do Piauí, em hotéis, mercearias, e ainda em municípios vizinhos, como Canto do Buriti e Simplício Mendes.

Festival da Uva

A produção de uva, 230 toneladas anuais, é a principal aposta do projeto, como explica o gerente regional de empreendimentos de irrigação da Codevasf no Piauí, Maximiliano Saraiva. “As variedades cultivadas são Benitaka, Brasil e Itália Melhorada, com uma produtividade média de 27 toneladas, sendo possível obter até duas safras ano. A área é conduzida com manejo escalonado por um grupo de 12 famílias, de forma a ter uva durante a maior parte do ano, atendendo, assim, o seu mercado consumidor”, observa.

O impacto positivo da atividade frutícola – com destaque para a uva – no assentamento foi tão significativo que, desde o ano de 2010, é realizado, no município de São João do Piauí, o Festival da Uva, evento que reúne produtores, técnicos, autoridades e artistas em torno do tema, e promove oficinas de gastronomia, dias de campo e shows musicais. “Hoje, o Festival da Uva de São João do Piauí está no calendário de grandes eventos do estado e encontra-se em sua sexta edição. A Codevasf, além de ter sido a grande indutora desse encontro, participa na coordenação e realização da festa”, destaca Saraiva.

As famílias irrigantes se organizaram e formaram a Associação dos Produtores e Irrigantes de Marrecas (APIM), com sede constituída no próprio assentamento. A entidade foi capaz de implantar e gerir infraestruturas relacionadas à irrigação e fruticultura por meio de convênios firmados com a Codevasf. Também o Governo do Estado do Piauí participou na implantação da infraestrutura.

“É com o objetivo de dar continuidade à exploração racional da fruticultura naquela área, ampliando a geração de empregos e melhoria de renda dos assentados que se realiza a implantação de uma área adicional de 1.000 hectares de fruticultura irrigada, com 200 lotes irrigados de 5 hectares”, informa o gerente regional de irrigação.

Solo e clima favoráveis

O Projeto de Irrigação Comunitária de Marrecas é uma espécie de piloto do projeto de irrigação Marrecas-Jenipapo, no qual estão sendo investidos, por meio da Codevasf, recursos federais da ordem de R$ 51 milhões direcionados para a construção de infraestruturas de uso comum como estações de bombeamento, reservatórios, rede de distribuição de energia, canais e rede de distribuição de água para os lotes irrigados. A execução orçamentária está hoje em 77%.

“O projeto Marrecas-Jenipapo será o primeiro projeto de irrigação instalado pela Codevasf no Vale do Rio Parnaíba, uma região que apresenta grande potencial para o desenvolvimento da fruticultura irrigada em razão das condições de solo e clima que se apresentam no semiárido piauiense”, destaca Maximiliano Saraiva.

O projeto de irrigação levará água do rio Piauí, a partir da barragem Jenipapo, aos lotes familiares, com vazão de 1,23m³/s. Estudos de viabilidade indicam que a produção agrícola do município deverá subir de 5.684 toneladas por ano para 17.584 toneladas, e a renda média anual deverá subir de R$ 822 para R$ 5,5 mil.

Ao todo, o projeto deverá beneficiar a população outros 12 municípios do entorno: Simplício Mendes, Dom Inocêncio, Campo Alegre do Fidalgo, Coronel José Dias, Socorro do Piauí, Ribeiro do Piauí, Nova Santa Rita, Paes Landim, Capitão Gervásio, Bela Vista, Pajeú do Piauí e João Costa.

Fonte: Ascom