Oeste da Bahia tem 150 mil hectares irrigados, detalha estudo da UFV

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A região oeste da Bahia tem 150 mil hectares irrigados, ante um total de 2,24 milhões de hectares de área plantada, informou nesta quarta-feira, 21, o professor da Universidade Federal de Viçosa (UFV), Everardo Chartuni, durante palestra no 8º Fórum Mundial da Água, em Brasília.

Conforme nota da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que manteve o espaço do Sistema CNA/Senar/ICNA no Fórum, onde o professor apresentou o estudo, o oeste da Bahia se tornou eficiente na agricultura irrigada e hoje apresenta “o maior índice de manejo profissional na tecnologia”. “Nós temos clima, solo e topografia favoráveis, uma fronteira agrícola consolidada, onde cultivamos diferentes culturas, como soja, milho, algodão, feijão, café e frutas”, disse Chartuni, que também é consultor da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).

Em sua palestra, Chartuni apresentou também um estudo sobre o potencial hídrico da região. “A Aiba identificou bacias dos Rios Grande, Corrente e Carinhanha, além do aquífero Urucuia, onde os produtores podem fazer o uso sustentável da água”, informou.

Fonte: Istoé

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Agricultores do oeste da BA preveem perda de 10% na safra do café

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Foto: Divulgação

O calor que vem fazendo na região oeste da Bahia deve afetar a safra de café da região, segundo previsão dos agricultores. Mesmo com 100% da lavoura irrigada, o calor deve ocasionar a perda de 10% da safra. Segundo Marcos Pimenta, presidente da Associação de Cafeicultores do Oeste da Bahia (Abacafé), a falta de chuvas não tem influência nos 14 mil hectares de café plantados na região, por causa da irrigação, mas o calor atrapalha o crescimento da lavoura. “Embora a lavoura seja irrigada, a gente não consegue, com a irrigação, mudar o clima. Então, as altas temperaturas afetam o desenvolvimento da planta, afetam a fotossíntese, que é a planta produzir energia para seu sustento”, explica.

Estudos técnicos demonstraram que a média da temperatura na região teve aumento de 5 graus em relação a 2015. Para minimizar o impacto do clima, os agricultores estão deixando mato crescer em alguns locais das plantações. “O mato conserva melhor a umidade, evita as altas temperaturas, e com isso a gente tem diminuído esse impacto”, afirma Marcos Pimenta. O agricultor Cláudio Marçal espera que o clima melhore para a próxima safra. “Deus abençoe que as previsões se cumpram porque estão falando que vai ser um ano bom de chuva, para que a gente possa ter uma safra boa na região”, disse.

Fonte: G1

Cacau e banana irrigados podem ser o novo boom do Oeste da Bahia

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

(Barreiras e Riachão das Neves – BA) – Conhecido internacionalmente como o celeiro de grãos da Bahia, onde são produzidos café e soja de qualidade, milho com a maior produtividade do mundo, e algodão com fios tão bons ou melhores que os egípcios, o Oeste baiano destaca-se agora com outras culturas irrigadas, que despontam como o novo boom da região. Trata-se da banana e do cacau irrigados, cujas áreas começam a ser ampliadas e já estão presentes em Luis Eduardo Magalhães, Barreiras, Riachão das Neves e Bom Jesus da Lapa, dentre outros municípios. O mamão também é uma cultura em alta na região.

No Projeto de Irrigação Barreira Norte, localizado em Barreiras, às margens da estrada que liga ao município de Angical, onde inicialmente plantou caju e viu essa cultura fracassar, o agricultor Antonio Veloso, de 65 anos, que já teve propriedades em Camacam e Pau Brasil, no Sul da Bahia, valeu-se de sua experiência de cacauicultor e iniciou a plantação de cacau irrigado, numa área de 4 hectares, no seu lote de 7,5 hectares. Trabalhando de sol a sol, ele colhe hoje os frutos de sua visão. “O cacau irrigado já é realidade aqui. Mais quatro proprietários de lotes já estão plantando mais de 20 hectares, e também minha filha está preparando 7,5 hectares para o plantio. Não tenho dúvidas de que o cacau será o novo boom do Oeste. Mas precisamos de assistência técnica e de linhas de financiamentos que nos permitam novos investimentos”.

Destacando que a fruticultura irrigada é uma das prioridades da Secretaria de Agricultura da Bahia (Seagri), o secretário Paulo Câmera e o superintendente de Desenvolvimento da Agropecuária (SDA/Seagri), Adriano Bouzas, já estão elaborando uma missão à região, para discutir a questão com os pequenos, médios e grandes produtores.

A plantação de cacau de Seo Antonio Veloso, cuja produção é da ordem de 90 arrobas por hectare, é consorciada com banana irrigada, cuja renda zera o custo de produção do cacau. “Estamos erradicando o que resta de caju, e vamos ampliar a área de cacau”, diz Veloso.

SEM VASSOURA-DE-BRUXA

Uma das importantes características do cacau irrigado do Oeste é que está livre da vassoura-de-bruxa, por causa do clima. “Este fator é muito importante”, destaca o diretor geral do Instituto Biofábrica de Cacau (IBC), Henrique Almeida, comentando ainda que “o casamento cacau/banana é perfeito, especialmente nesse momento em que os preços desses produtos estão em alta no mercado”.

Especialista em cacau, Henrique Almeida afirma não ter dúvida do sucesso do cacau no Oeste, e coloca o Instituto Biofábrica de Cacau à disposição para fornecer mudas de qualidade. O IBC é a única instituição na Bahia licenciada pelo Ministério da Agricultura (Mapa), para produzir e fornecer mudas de cacau. Para Júlio Buzato, presidente da Associação de Irrigantes e Agricultores da Bahia (Aiba), a cultura de cacau na região é promissora, embora ele a considere em fase de teste.

Além de incentivar o cultivo de cacau na região, Antonio Veloso implanta em sua propriedade o sistema agroflorestal, e faz crescer na região um pedaço da Mata Atlântica. Com mudas originárias do Sul e Baixo Sul do Estado, ele já plantou em sua propriedade inúmeros exemplares de Aroeira, Cajá Mirim, Jacarandá, Sapucaia, Ipê, Pau Darco e Pau Brasil.

Veloso está plantando também mudas de Teca (Tectona grandis), árvore nativa na Ásia e utilizada há séculos na Índia, Indonésia, Tailândia e outros países asiáticos, muito usada na indústria moveleira e também na industrial naval. O metro quadrado dessa madeira pode chegar a US$ 8 mil. No Brasil é cultivada no Mato Grosso e o plantio comercial avança para os estados da região Norte.

Banana Irrigada

Cultura já sedimentada em Bom Jesus da Lapa, no Perímetro Irrigado de Formoso, onde gera cerca de cinco mil empregos diretos e indiretos, a banana irrigada expande-se nos perímetros de Nupeba e Riacho Grande, no município de Riachão das Neves, e avança no Barra Norte, onde a empresa Portal do Oeste amplia sua produção, no Barreira Norte.

Responsável por esse projeto, o produtor Alexandre Moreira Maciel, explica que tem hoje 60 hectares de banana e está abrindo mais 12 hectares, plantando ainda 12 hectares de mamão formosa. A produção de banana, prata e nanica, chega a 40 toneladas/ano/hectare, toda ela comercializada em Barreiras, Correntina e Bom Jesus da Lapa, e ainda distribuída para o estado do Piauí. Alexandre cultiva ainda 6 hectares de cacau irrigado.

Fonte: Agrolink