Tereza Cristina reafirma prioridades da cadeia produtiva

Além de fortalecer a agricultura familiar, buscar segurança jurídica e outros meios para potencializar o agronegócio e consolidar a presença do Brasil nos grandes mercados internacionais, a ministra Tereza Cristina leva adiante outras duas metas centrais de sua Pasta: fortalecer a agricultura irrigada no Nordeste brasileiro e efetivar uma estrutura legal e eficaz para o Plano Nacional de Microbacias. Desde que assumiu o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) ela vem trabalhando intensamente para alcançar esses objetivos.

 

No caso do Nordeste, por exemplo, Tereza Cristina viajou em fevereiro a quatro estados da região (Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba) e repetiu a agenda na semana passada. Está conferindo pessoalmente o quanto este modelo de cultivo ainda precisa ser desenvolvido para levar aos produtores nordestinos os benefícios que precisam receber. “A agricultura irrigada é fundamental para o Nordeste. E é minha missão fazer uma política forte voltada para a região”, diz.

 

Faz parte do projeto formular uma política especial para o semiárido brasileiro, junto com o Ministério do Desenvolvimento Regional. “Quero o Nordeste com as mesmas condições do Centro-Sul na agropecuária”, enfatiza. Tereza Cristina está em negociação com o Banco Mundial (Bird) pleiteando uma política de microbacias. Quer ajudar a minimizar os efeitos da estiagem que tanto prejudica a produção agrícola no semiárido. Nesta segunda viagem, foi a municípios do Sergipe e de Alagoas identificar onde é preciso dar apoio à agricultura familiar e implantar a regularização fundiária para que produtores acessem o crédito rural.

MARATONA

Em Lagarto (SE), a ministra abriu na ExpoRingo o I Fórum do Agronegócio e Políticas Públicas. A feira é realizada pelo Haras Fábio José, que possui o maior banco genético da raça de cavalos quarto de milha do país. Lagarto tem reservas de argila, calcário, mármore, enxofre e pedras de revestimento. Mas as atividades econômicas que se destacam são o cultivo de tabaco e plantas cítricas, além da criação de rebanhos bovinos, equinos, ovinos e suínos, além da avicultura.

Tereza Cristina foi recebida no Projeto Jacaré Curituba, considerado o maior assentamento da América Latina, com cinco mil moradores, no Alto Sertão de Sergipe. O projeto tem sistema de irrigação e produz culturas como as do coentro, cebola, acerola, goiaba, banana e abacaxi. Foi à Cooperativa de Agricultura Familiar do Projeto Coofrucal, que retomou a produção de bolos, mel e pão de mel. Conheceu as Unidades de Recuperação de Áreas Degradadas (Urads), uma parceria entre os governos federal e estadual e o PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) em áreas de assentamentos. São desenvolvidas técnicas de combate à desertificação, de recuperação de nascentes e construção de barragens para evitar erosões.

CARNES

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que está apto a realizar, de 10 a 28 de junho próximo, uma auditoria no sistema de inspeção de estabelecimentos de carnes bovinas e suínas do Brasil. “Este é um passo importante para que possamos voltar a exportar, num futuro próximo, carne in natura para os EUA”, afirmou a ministra Tereza Cristina. Há duas semanas, durante visita oficial do governo brasileiro a Washington, o secretário de Agricultura americano, Sonny Perdue, prometeu marcar a data para a vinda da missão ao Brasil.

“Tudo ocorreu conforme o acordado com o senhor Perdue. Houve boa vontade dos Estados Unidos e alcançamos o objetivo de nossa viagem”, avaliou Tereza Cristina. O serviço de inspeção americano pretende verificar se os produtos brasileiros continuam a atender os requisitos sanitários daquele país. Após a visita, será divulgado, em data ainda não definida, o relatório de auditoria.

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Ministra da Agricultura pretende apresentar ações para o Nordeste em junho

Ministra recebe pauta de solicitações do setor produtivo

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, recebeu uma pauta de solicitações do setor produtivo de Alagoas na última sexta-feira, 29, durante visita à Cooperativa Pindorama, no município de Coruripe. O documento foi entregue pelo presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Alagoas (Faeal), Álvaro Almeida, e inclui sugestões de medidas para reduzir o endividamento rural no Nordeste, promover a retomada do crescimento na produção da cana-de-açúcar, o desenvolvimento da pecuária e da agricultura familiar.

Por recomendação do presidente Jair Bolsonaro, a ministra tem percorrido o Nordeste para dialogar com o setor produtivo, conhecer boas práticas e discutir as necessidades da região. A intenção é apresentar propostas de ações a partir das demandas levantadas durante as visitas. “Espero retornar, no mês de junho, para anunciar ações concretas. O Ministério da Agricultura já dispõe de alguns programas, a exemplo da área fundiária, onde nós queremos dar títulos definitivos, pois temos crédito disponível e as pessoas não podem acessar, porque ainda não têm os seus papéis, suas escrituras, os seus registros. Então começaremos pela base e depois veremos quais dos nossos programas atenderão melhor aos produtores de cada estado. Mas é importante ressaltar que não temos fórmulas prontas. Estamos aqui para construir juntos”, afirmou Tereza Cristina.

Em Alagoas, uma das demandas consideradas prioritárias pelo setor produtivo é o apoio do Governo Federal para a conclusão das obras do Canal do Sertão, que estão cerca de 50% concluídas. “Sem dúvida, esta é a obra mais importante do semiárido alagoano, pois percorre uma região de geografia de catástrofe, tendo em vista que grande parte da sua população – predominantemente de agricultores familiares – está condicionada a um regime irregular de chuvas. Sua conclusão possibilitará o surgimento de um polo de fruticultura, nos moldes de Petrolina, em Pernambuco, o maior faturamento por hectare do País, com alto nível de geração de impostos, emprego e renda”, avalia o presidente da Faeal, Álvaro Almeida.

Medidas também foram sugeridas para a retomada do crescimento na produção canavieira em Alagoas, o que inclui a inserção da cana-de-açúcar na Política de Garantia de Preços Mínimos, com preço fixado pelo Governo Federal, a partir de uma base regional e custos levantados, e a criação de um programa de recuperação da lavoura canavieira do estado, que, diante da crise no setor, teve nove unidades produtivas fechadas e caiu de segundo para sétimo maior produtor do país. Segundo o presidente da Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana), Alexandre Andrade Lima, um passo importante para aumentar a produção da cana é a construção e manutenção de pequenas barragens na região.

“O grande pleito do Nordeste é a irrigação, inclusive na zona da mata, que também sofre em períodos de seca. Precisamos de pequenas barragens para que a água das chuvas seja contida e utilizada. A ministra já esteve na Paraíba e viu um bom exemplo, uma usina que utiliza um sistema de irrigação de gotejamento israelense e está produzindo 150 toneladas de cana por hectare, quase o dobro da produção do centro-sul”, exemplifica Alexandre Lima.

Mais demandas
Outra solicitação do setor produtivo de Alagoas é o apoio do Governo Federal ao Programa do Leite, em parceria com o Governo do Estado. “Trata-se de um programa de grande alcance social, uma vez que atende a cerca de 80 mil famílias, com leite produzido por aproximadamente 4 mil pequenos produtores, e contempla os 102 municípios alagoanos. Mas a sua perenidade depende da regularidade do repasse de recursos federais”, alerta o presidente da Faeal, Álvaro Almeida.

No documento entregue à ministra Tereza Cristina há outras sugestões para o fortalecimento da cadeia produtiva do leite, além da solicitação do apoio do Governo Federal para garantir a implantação do Centro Nacional de Pesquisas de Alimentos e Territórios da Embrapa – que corre o risco de não sair do papel por falta de recursos –, o fortalecimento da infraestrutura da Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária (Adeal) e da Superintendência do Ministério da Agricultura no Estado. “Estamos felizes pela vinda da ministra a Alagoas. Isso redobra a nossa confiança neste governo que assumiu o compromisso de trabalhar pelo desenvolvimento do agronegócio, maior gerador de emprego e renda do país”, ressalta Álvaro.

Fonte: THN1

Ministra comanda reunião sobre os projetos prioritários do Mapa para o Nordeste

A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) comandou nesta quinta-feira (14) uma reunião para acompanhar os projetos que o Mapa está desenvolvendo para o semiárido da Região Nordeste. Ela disse aos secretários que o projeto é estratégico para o governo do presidente Jair Bolsonaro. E recomendou que as propostas sejam formuladas com pé no chão, sem promessas que não possam ser cumpridas, para que não se frustre os nordestinos que estão esperando ansiosos pelas ações do ministério.

Evaristo de Miranda, chefe da Embrapa Territorial, apresentou um detalhado levantamento sobre a região da caatinga nordestina, que disse considerar a região com a maior diversidade do Brasil. A Embrapa elegeu oito microrregiões da caatinga prioritárias para o estudo, uma em cada estado do Nordeste ¬ exceto o Maranhão, onde a vegetação predominante é o cerrado. Essas oito microrregiões abrangem 106 municípios, com 10% da área da caatinga. São todas com alto potencial de desenvolvimento agropecuário: Euclides da Cunha e imediações, na Bahia; Araripina, em Pernambuco; Vale do Açu, no Rio Grande do Norte, Batalha, em Alagoas; Cariri Oriental, na Paraíba; Sergipana do Sertão do São Francisco, em Sergipe; Alto Médio Canindé, no Piauí; e Baixo Jaguaribe, no Ceará.

As políticas do Mapa não ficarão restritas a essas regiões, mas a área foi tomada como exemplo do potencial de desenvolvimento da caatinga nordestina. Nelas foram levantadas informações como as cadeias produtivas existentes e que podem ser desenvolvidas, como valor da produção de cada alimento produzido, os assentamentos de reforma agrária, os programas de irrigação (cisternas, açudes e pivôs de irrigação), os cadastros rurais, as unidades da Embrapa presentes em cada região, e outros temas importantes para a atuação do ministério.

Tereza Cristina falou de sua viagem recente a quatro estados nordestinos, e disse que, com base nesses levantamentos, todos agora “terão base para ver o Nordeste com outros olhos”. Ela disse que não só o Ministério da Agricultura, mas todo o governo está trabalhando para desenvolver ações para o semiárido, incluindo as pastas de Desenvolvimento Regional, Cidadania, Saúde, Educação, Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações e outros. A partir do estudo inicial da Embrapa Territorial, todas as secretarias do Mapa estão trabalhando em conjunto para formular políticas e robustecer ações que levem mais desenvolvimento à região da caatinga nordestina, que está em profunda transformação.

Fonte: Mapa

Ministra diz que vai solicitar desconto de energia para produtores

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A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, anunciou, no domingo, após encerrar quatro dias de visitas ao Nordeste, iniciada, na quinta-feira, pelo Perímetro Irrigado Tabuleiros Litorâneos, em Parnaíba e Buriti dos Lopes, na região Norte do Piauí, onde conheceu produção de acerola biodinâmica para a empresa Amway Nutrilite, que vai solicitar na Câmara dos Deputados o retorno de desconto na conta de energia elétrica dos produtores rurais,que tinha sido solicitada pelos irrigantes do Tabuleiros Litorâneos.

“É possível a gente conseguir isso porque todo esse setor concorda”, afirmou Tereza Cristina ,adiantando que o Ministério da Agricultura concentre programa de fomento à irrigação para alavancar a produção agropecuária.

Ela defendeu que o Congresso Nacional discuta o decreto assinado pelo ex-presidente Michel Temer, em 28 de dezembro do ano passado, que vai acabar com os descontos para produtores rurais no pagamento das contas de energia elétrica. A ministra disse que ouviu queixas do setor produtivo durante toda a sua visita ao Nordeste. “Tanto os pequenos produtores quanto os grandes reclamaram de altos custos da energia, nos quatro estados que visitei Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba”, afirmou Tereza Cristina.

Tereza Cristina disse que foi convidada a debater o assunto nesta semana com a liderança do governo na Câmara dos Deputados, onde ela soube que já está havendo uma mobilização contra o fim dos descontos na conta de luz.

“O decreto vai contra tudo o que estamos discutindo com o setor produtivo”, disse a ministra aos produtores da Paraíba. Ela explicou, no entanto, que os parlamentares terão de tratar da questão diretamente com a equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes, a quem cabe dar a palavra final sobre o tema.

O decreto de Michel Temer determinou a redução dos descontos para produtores rurais em 20% ao ano, até chegar a zero daqui a cinco anos. Atualmente o setor produtivo tem uma redução nas tarifas que varia de 10% a 30%. Os agricultores argumentam que os altos preços da energia impactam muito custo da produção.

A ministra Tereza Cristina falou que ouviu reclamações em todas as reuniões, tanto dos pequenos agricultores que plantam acerola orgânica no projeto Tabuleiros Litorâneos, em Parnaíba, no Piauí, por exemplo, quanto dos produtores do setor de açúcar e álcool da Paraíba.

Na reunião com o setor, Tereza Cristina defendeu também que o Ministério da Agricultura tenha um programa nacional de irrigação para o campo, de forma a tentar melhorar o abastecimento de água para os produtores do Nordeste.

Hoje, os programas de irrigação estão vinculados ao Ministério da Infraestrutura. Ela também defendeu o projeto RenovaBio, a política para biocombustíveis que está sendo implementada no Brasil, e disse que vai estudar como fazer a cultura do algodão voltar a crescer novamente no Nordeste.

Um dos objetivos, segundo Tereza Cristina é unificar as ações voltadas para a irrigação, atualmente dispersas em diferentes órgãos do governo. “Precisamos ter uma política de fomento da irrigação”, defendeu. A ministra disse estar entusiasmada com “inciativas exitosas” que conheceu na região, nesses dias. E argumentou que a água precisa ser destinada à produção, para torná-la eficiente e competitiva e proporcionar qualidade de vida aos nordestinos.

“Para ocupar o potencial que o Brasil tem de crescimento no cenário internacional, precisamos ser mais agressivos e competitivos”, afirmou. Acompanhada do presidente da Embrapa, Sebastião Barbosa, disse que o conhecimento, a tecnologia, precisam sair das academias e chegar ao campo. “Vamos deixar a vaidade de lado, trabalhar para democratizar o acesso à ciência”. Como ministra, destacou que quer dar sua contribuição para que isso aconteça.

“Conhecia o Nordeste como turista, mas agora é a trabalho”, declarou. Tereza Cristina disse que percorrerá no fim de março estados da região Nordeste não contemplados na atual viagem, para elaborar uma política a ser lançada até junho para o semiárido e para toda a região, o que será feito conjuntamente com outros ministros.

“Conheci muitos projetos de sucesso que podem ser replicados e outros que precisam de apoio para deslanchar. É disso que vamos tratar em Brasília, com colegas, como o Gustavo Canuto (Desenvolvimento Regional), porque água é um assunto importante aqui e isso é com ele”.

Na primeira etapa da viagem de quatro dias ao Nordeste, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, visitou na quinta-feira , em Parnaíba, no Piauí, o Perímetro Irrigado Tabuleiros Litorâneos do Piauí, que produz, frutas orgânicas, como a acerola.

Os alimentos colhidos no projeto viram matéria-prima para a produção de polpas de frutas, que são exportadas para países como Estados Unidos e Alemanha e vendidas no mercado interno para os estados de Pernambuco, Maranhão e Ceará.

O carro-chefe dos Tabuleiros Litorâneos é mesmo a acerola orgânica, que é exportada por uma multinacional. Além da acerola, o projeto se destaca na produção de melancia, caju, melão, mamão e outros alimentos. O Tabuleiros Litorâneos está iniciando também a implantação da pecuária de corte.

O projeto foi implantado em 1989 e está sob responsabilidade do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS). Utiliza o Rio Parnaíba para irrigar uma área que atualmente abrange 800 hectares, sendo que ainda há outros 2.443 hectares equipados e prontos para o manuseio da terra. O potencial total de irrigação é de 8.428 hectares, que deverão ser usados na segunda etapa do projeto.

Em agosto de 2018, foi assinada a segunda etapa do Tabuleiros Litorâneos, com previsão de investimento federal de R$ 27 milhões. O objetivo é estimular ainda mais a fruticultura irrigada e ampliar o potencial de comercialização para mercados internos e externos, gerando novos empregos e mais renda na região. Ao todo, serão, aproximadamente, seis mil hectares irrigados, o equivalente a 430 lotes agrícolas destinados a pequenos produtores e cooperativas da região. A expectativa é de gerar cerca de dois mil novos postos de trabalho na segunda fase do projeto.

A ministra Tereza Cristina disse que voltará ao Nordeste dentro de três meses com ações concretas para a geração de emprego e renda, principalmente para o pequeno produtor.

A ministra destacou que é preciso que as políticas públicas cheguem ao produtor sem intermediários, com assistência técnica e crédito abundante. A viagem, disse é importante para vem in loco, “o que se pode fazer pela região, que é tão importante para o país e tão populosa”.

Com a visita que realiza ao Nordeste, tereza Cristina, disse que ficará mais fácil arbitrar, ver o que é necessário para a região, nas área de defesa, de abertura de mercado para os produtos, na área de exportação. “Quando retornar, terei coisas concretas a apresentar”, afirmou.

Fonte: Meio Norte

Comunicação é desafio para agricultura, diz futura ministra

A futura ministra da Agricultura no governo de Jair Bolsonaro, Tereza Cristina, recebe o prêmio CNA Agro Brasil 2018, do presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Minas Gerais (Faemg), Roberto Simões.

A futura ministra da Agricultura no governo de Jair Bolsonaro, Tereza Cristina, recebe o prêmio CNA Agro Brasil 2018 do presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Minas Gerais (Faemg), Roberto Simões – Wilson Dias/Agência Brasil

A comunicação com a sociedade, com os mercados, com a comunidade ambientalista e com eventuais importadores de produtos da agricultura e da pecuária do Brasil será o principal desafio da futura gestão do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). A avaliação é da responsável pela pasta a partir do próximo 1º de janeiro, Tereza Cristina.

A futura ministra, que é deputada federal (DEM-MS) e hoje preside a Frente Parlamentar de Agricultura (FPA), enfatizou a importância da comunicação durante a solenidade do Prêmio CNA Agro Brasil, concedido pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). O evento ocorreu na noite de terça-feira (4), em Brasília. Tereza Cristina foi uma das premiadas.

De acordo com a futura ministra, “a comunicação vai ser uma coisa muito importante para a gente abrir os olhos do mundo, e mostrar que o Brasil conserva, que o país produz com qualidade, e que sua produção é sustentável. Enfim que nós temos aqui na agricultura um número enorme de empregos de boa qualidade e que cada dia o país vai caminhar mais em frente”.

Para Tereza Cristina, a desinformação afeta a visão sobre as atividades no campo. É o caso, por exemplo, do uso comum da palavra agrotóxico em lugar de defensivos agrícolas. “Neste caso dos agrotóxicos, defensivos agrícolas ou pesticidas são sinônimos. Tudo é remédio de planta, mas existe um preconceito e desconhecimento das pessoas, por isso que a comunicação é importantíssima”.

“A gente tem que preparar a sociedade brasileira para entender cada vez mais o que o produtor faz, que é por comida barata. Agrotóxico é remédio. Usado na dose certa cura, usado na dose errada mata”, apontou. “A comunicação vai ser fundamental para explicar o momento de transição. Nós estamos passando por um momento que o Brasil vai dar uma guinada, inclusive no meio ambiente, com responsabilidade, mas sem vieses”, prometeu.

Tereza Cristina elogiou a condução do Mapa pelo atual ministro Blairo Maggi e disse que pretende “continuar a fazer o trabalho que outros ministros fizeram: abertura de mercado para o nosso setor”. “Ninguém vai inventar a roda. O que nós precisamos é fazer com que a agricultura continue a crescer e que seja respeitada no mundo como uma agricultura de ponta”, acrescentou.

Para Maggi, Tereza Cristina terá como maior desafio gerir o Mapa com mais atribuições do que tem hoje. “Esse ministério está praticamente dobrado de tamanho, com funções antagônicas e pessoas que pensam diferente”. Além das áreas atuais, o Mapa voltará a cuidar da Secretaria de Pesca e da Secretaria de Agricultura Familiar.

No terceiro trimestre deste ano, as atividades de agricultura e pecuária foram as que apresentaram o maior crescimento econômico, aumento de 0,7% na comparação com o Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A população ocupada no setor cresceu 1,78% no período. Em 2017, a área ocupada pela agricultura e pecuária em todo o Brasil atingiu 350 milhões de hectares.

Fonte: Agência Brasil