Intercalar cafeeiro irrigado com milho e feijão é uma boa opção

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Durante os três primeiros semestres após o plantio, o cafeeiro foi cultivado com diferentes sistemas intercalares: duas safras de três linhas de milho e uma de quatro linhas de feijão; uma safra de três linhas de milho, uma de seis linhas de feijão e uma safra de três linhas de milho intercaladas com duas linhas de feijão; duas safras de duas linhas de milho; duas safras de quatro linhas de feijão; duas safras de seis linhas de feijão e cafeeiro em monocultivo. O ensaio foi conduzido em blocos ao acaso, com quatro repetições.

A produtividade do cafeeiro em monocultivo foi de 47 sc.ha-1. Os sistemas intercalares que utilizaram três linhas de milho apresentam produtividades médias de milho de 13,73 ton.ha-1e foram prejudiciais ao cafeeiro, cuja produtividade foi 14, 38 sc.ha-1.

No sistema com duas safras de duas linhas de milho, a produtividade do milho foi de 8,36 ton.ha-1 e do cafeeiro 32 sc.ha-1.

Nos sistemas intercalares com duas safras de quatro linhas de feijão e duas safras de seis linhas de feijão, as produtividades do feijão alcançaram 1720 e 2210 kg.ha-1, respectivamente, e não interferiram na produtividade dos cafeeiros (média de 47 sc.ha-1).

Os sistemas intercalares apresentam retornos econômicos positivos. O sistema intercalar com duas safras de seis linhas de feijão é a opção técnica e econômica indicada para formação do cafeeiro irrigado por aspersão no semiárido de Minas Gerais.

Leia o artígo na íntegra no link

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Devido à estiagem, comerciantes vendem milho irrigado em Caruaru

Mão do milho chega a custar R$ 35 em Caruaru (Foto: Ana Rebeca Passos/TV Asa Branca)

Por conta do período de estiagem, os agricultores estão sofrendo com a baixa produção do milho. No Parque 18 de Maio, em Caruaru, o produto que está sendo vendido foi produzido por meio de regime de irrigação, que não depende da chuva para se desenvolver. A falta de água faz com que o preço aumente, chegando a custar em média R$ 35 a mão de milho – o que corresponde a 50 unidades.

De acordo com o agronômo do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), Fábio César, a expectativa é que as vendas aumentem no início do mês de junho, por conta das festividades juninas. “Mais uma vez nós vamos ter um São João na base do milho irrigado, por conta do sexto ano de seca. A expectativa é que em junho as vendas cresçam 80%, porque a procura e a oferta de milho aumentam”, explicou.

O milho encontrado na feira de Caruaru é fruto da produção de municípios vizinhos, como: Camocim de São Félix, Bonito, Bezerros, Sairé e Passira.

Fonte: G1

Falta de chuva reduz produção de milho em Cedro, PE

Plantação de Milho em Cedro (Foto: Reprodução/TV Grande Rio)

Foto: Divulgação G1

Produtores de milho de Cedro, no Sertão de Pernambuco, lamentam as perdas no cultivo. Este ano a chuva na região não foi suficiente. Com isso, a produção do grão vem caindo ano a ano. Quem plantou em área de sequeiro percebeu que os pés não cresciam e as espigas quase não tinham grãos.

Ainda nos primeiros dias de janeiro o agricultor, Vital Barros, plantou sementes de milho nos dois hectares de terra que possui. Na época, estava chovendo e a promessa era de fartura. Três meses se passaram e o cultivo não vingou. “Prejuízo. Perda total, a gente pode dizer. Despesa com aração de terra e semente. Quando a chuva vier, fora de época, a situação é essa porque a lavoura não se desenvolve mais”, disse o agricultor.

A situação se repete por todas as áreas de sequeiro do município. Cedro já foi o maior produtor de milho do Sertão de Pernambuco. Em 1 mil hectares plantados, era possível colher até 2.850 toneladas por ano. Em 2016, foram pouco mais de 60 toneladas. E a previsão para 2017 também não é boa.

De acordo com o secretário de Finanças do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Cedro, Gilberto Conrado Pereira, este ano a perda foi grande. “A gente tem uma perda acima de 90% no nosso município. Milho este ano milho não tem. A situação é esta”, disse.

Mas enquanto a situação está complicada para os produtores da área de sequeiro, tem gente investindo na irrigação para conseguir ter uma boa colheita. Cerca de 100 agricultores do município plantam o milho utilizando a irrigação. São, pelo menos, 500 hectares recebendo água de poços artesianos e produzindo em qualquer época do ano, independente da chuva. Tem colheita prevista para esse mês e também para o mês de junho, ainda antes do São João.

O produtor rural, Francisco Paulo Vieira, tem plantação na área irrigada. Há dois anos ele perfurou um poço e instalou um sistema hidráulico pelos dois hectares de terra. Atualmente ele colhe três vezes por ano uma média de 30 mil espigas. “Eu trabalho ha dois anos com milho irrigado e vem dando certo porque vem dando para gente manter as despesas. E em comparação com o sequeiro é bem melhor, porque essa área que a gente trabalha é verde e a palha do milho dá para fazer a silagem dos animais. Graças a Deus está dando certo”, disse o produtor rural.

Fonte: G1

Mapa melhora qualidade do zoneamento agrícola para a Safra 2017/2018

Mapa melhora qualidade do zoneamento agrícola para a Safra 2017/2018

As culturas de soja, milho e cana-de-açúcar da safra 2017/2018 terão portarias publicadas no Diário Oficial da União em meados de junho, que passarão a vigorar já com novo formato, com períodos de semeadura indicados conforme o nível de risco (20%, 30% e 40%). É a primeira vez em 20 anos que os resultados são apresentados para todas as culturas em níveis de risco climático mais detalhados, acatando sugestão do TCU (Tribunal de Contas da União) .

A novidade permite que os produtores rurais, agentes financeiros, seguradoras e o próprio governo federal incluam as recomendações de plantio de forma mais confiável em suas decisões. Além do percentual de 20%, o menor nível de risco apurado, foram acrescentados pela Secretaria de Política Agrícola do Mapa os níveis de maior risco para o resultado da produção, de 30% e de 40%. Em dezembro do ano passado, essa experiência foi iniciada nos estados do Acre, do Maranhão, do Pará, do Piauí e do Tocantins para a cultura do Milho 2ª safra (Safrinha).

O Zoneamento Agrícola de Risco Climático é um instrumento para auxiliar a gestão de riscos na agricultura. O objetivo é minimizar os riscos relacionados aos fenômenos climáticos adversos, possibilitando ao produtor identificar o melhor período de semeadura das lavouras, nos diferentes tipos de solo e ciclos de cultivares.

Workshop

Aspectos institucionais, operacionais e metodológicos do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) foram debatidos em workshop realizado nesta semana, em Brasília. “O evento foi positivo, na medida em que definiu o papel das instituições participantes e as prioridades para 2017”, avaliou o diretor do Departamento de Gestão de Riscos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Vitor Ozaki.

Participaram da reunião, representantes da área econômica do governo, a Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário, órgãos de controle (TCU), mercado segurador, entidades do setor produtivo e instituições de pesquisa.

Ao final, os encaminhamentos, principalmente, as solicitações de novas culturas a serem zoneadas, serão centralizadas na Secretaria de Política Agrícola, que negociará com a Embrapa as condições para a sua execução.

O Ministério da Agricultura é o coordenador nacional do Zarc e contratou a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), desde 2015, para executar o zoneamento.

 

 

Com escassez de milho no mercado interno, preço da saca sobe 38%

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O preço do milho continua alto em Mato Grosso do Sul e a saca de 60 quilos está sendo comercializada a R$ 33 em outubro, ou seja, alta de 38% em comparação com o mesmo período do ano passado. Este fator deve-se a quebra de safra e a falta do grão no mercado interno.

De acordo com o analista econômico da Famasul (Federação de Agricultura e Pecuária de MS), Luiz Gama, com o dólar alto no início do ano e com a forte demanda do mercado externo, produtores de Mato Grosso do Sul exportaram bastante, causando escassez no mercado interno. Esses fatores contribuíram para que o preço do grão este ano, fosse negociado até 40% a mais em relação ao ano passado.

“No primeiro semestre de 2016, a procura do mercado externo por milho era grande, o dólar estava alto e os produtores exportaram mais, causando a escassez no mercado interno e consequentemente, aumentando o preço do grão”, informa.

Gama diz ainda que a saca do milho está sendo vendida a R$ 33, o que significa que o valor continua alto mesmo no segundo semestre do ano. “Houve uma quebra de safra do milho safrinha no Estado este ano, e do dia 1º ao dia 20, o preço do grão acumula alta de 3,1%, pois ainda falta milho no mercado interno”.

Soja – Já com o plantio de soja no Estado atingindo 36,4% de área, o preço do grão teve queda de 1,6% do primeiro dia de outubro até dia 20.

Segundo o analista econômico, o mercado está parado, pois o produtor está preocurado com o plantio. “A comercialização dos produtores de Mato Grosso do Sul ainda está lenta e a saca está sendo vendida a R$ 69, ou seja, queda de 4,6% se comparado com outubro do ano passado, que no mesmo período, o grão era comercializado a R$ 73”