Sistema de irrigação pode aumentar a produtividade das lavouras cultivadas com milho

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Com as adversidades climáticas interferindo no desenvolvimento das plantas, uma alternativa é utilizar o sistema de irrigação para alcançar uma boa produtividade. Na fazenda da família Knuppel, em Candido Mota/SP, que faz o cultivo de milho em 264 hectares está conseguindo um bom desempenho com o auxilio dos pivôs centrais de irrigação.

De acordo com o produtor rural, Oscar Knuppel, em determinados períodos do ano a localidade sofre com os veranicos, mas com a irrigação tem uma segurança na produção. “Hoje, eu faço um planejamento para utilizar a irrigação e conseguimos uma chance maior no momento da colheita”, comenta.

Na propriedade apenas 48 hectares cultivados com grãos não é irrigado, em que o rendimento médio é de 64 sacas do grão por hectares. Já com o sistema de irrigação a produtividade fica próxima de 165 sacas de milho por hectares.

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Umidade no solo recupera potencial produtivo das lavouras de milho

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As lavouras de milho foram beneficiadas com o retorno da umidade do solo, recuperando o potencial produtivo. De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (4), a fase de desenvolvimento vegetativo apresenta-se em 21% das áreas. Parte da cultura implantada no cedo está em colheita, atingindo 7% do território estimado. O restante da cultura, cerca de 60%, avança rapidamente para a maturação final, atingindo 12%. Já nas áreas semeadas no final de setembro, o potencial produtivo pode ter pequena redução.

A soja encontra-se na fase de desenvolvimento vegetativo (84% da superfície cultivada); sendo que 15% atingiu a floração e, em áreas muito adiantadas (soja do cedo), a cultura já está em enchimento de grãos (1%), beneficiadas pelas precipitações dos últimos dias. Os agricultores aplicam fungicidas e inseticidas químicos. Até agora, não há ocorrência de fungos no solo. Observam-se algumas lavouras com dificuldade no controle de invasoras, pois, no momento correto para aplicação de herbicidas, não havia condições meteorológicas adequadas para a atividade.

Está encerrada a fase de implantação das lavouras de arroz e o momento predominante é o de desenvolvimento vegetativo. Em algumas localidades, as noites mais frias têm segurado o desenvolvimento vegetativo normal do cultivo. As áreas com semeadura pré-germinada já receberam adubação nitrogenada e irrigação. Nesta safra, os orizicultores devem estar mais atentos para o manejo da irrigação, pois, com a indicação do fenômeno La Niña neste verão, mesmo que moderado, é necessário movimentar o mínimo possível a água nos quadros e manter uma lâmina mais baixa.

A lavoura de feijão primeira safra, em geral, evolui rapidamente para as fases de maturação e colheita, com potencial produtivo de regular a bom, apresentando boa qualidade dos grãos. No decorrer dos anos, o perfil dos produtores de feijão de primeira safra vem se modificando. Cultivado em pequenas áreas pela agricultura familiar, nota-se que o plantio aumenta em territórios mecanizados e entre produtores empresariais.

Diversos

Nas regiões do Vale do Rio Pardo e Alto da Serra do Botucaraí, a semana teve predomínio de temperaturas elevadas, chuvas calmas e boa radiação solar. Com este quadro climático, houve boa recuperação das olerícolas em geral, principalmente as cultivadas a campo sem sistemas de irrigação. Culturas com áreas maiores, como melancia, morangas, aipim e milho verde, também recuperam o crescimento e o desenvolvimento após o período de déficit hídrico de dezembro.

A cultura da cebola encontra-se no estágio de colheita e comercialização na Região Sul. São José do Norte, Tavares e Rio Grande encaminham-se para o final da colheita, com 96% colhido até o momento, com boa produtividade. Em Tavares, 75% da safra está colhida e, em São José do Norte e Rio Grande, o percentual é de 60%.

Na Serra, mais um período favorável para o desenvolvimento, maturação e manutenção da sanidade das plantas e das frutas. As condições climáticas com precipitações espaçadas, presença de vento, dias com bastante insolação e temperaturas médias para a época configuraram o panorama propício para a viticultura.

As condições de produção da pecuária de corte são satisfatórias, com boa condição corporal e ótimo desenvolvimento dos terneiros. O clima tem ajudado a produção de forragem das pastagens naturais. Na região de Bagé, o período de reprodução continua; os touros estão trabalhando e os protocolos de inseminação estão sendo desenvolvidos.

Atualmente, o rebanho leiteiro é manejado em pastoreio de espécies perenes (tífton 85, jiggs, capim elefante e braquiárias melhoradas), as quais apresentam menor custo de produção ao agricultor, além de serem forrageiras de excelente qualidade nutricional. Em complemento à necessidade de alimentação, os produtores fazem uso de pastagens anuais, como capim sudão, sorgo e milheto. Nesse período, intensificam-se os trabalhos de realização de silagem, insumo de grande importância na atividade, pois garante complementação na dieta do rebanho ao longo do ano, sendo aliado do produtor em momentos de retração ou falta de forragem.

Texto: Taline Schneider/Ascom Emater RS-AscarEdição: Sílvia Lago/Secom

Intercalar cafeeiro irrigado com milho e feijão é uma boa opção

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Durante os três primeiros semestres após o plantio, o cafeeiro foi cultivado com diferentes sistemas intercalares: duas safras de três linhas de milho e uma de quatro linhas de feijão; uma safra de três linhas de milho, uma de seis linhas de feijão e uma safra de três linhas de milho intercaladas com duas linhas de feijão; duas safras de duas linhas de milho; duas safras de quatro linhas de feijão; duas safras de seis linhas de feijão e cafeeiro em monocultivo. O ensaio foi conduzido em blocos ao acaso, com quatro repetições.

A produtividade do cafeeiro em monocultivo foi de 47 sc.ha-1. Os sistemas intercalares que utilizaram três linhas de milho apresentam produtividades médias de milho de 13,73 ton.ha-1e foram prejudiciais ao cafeeiro, cuja produtividade foi 14, 38 sc.ha-1.

No sistema com duas safras de duas linhas de milho, a produtividade do milho foi de 8,36 ton.ha-1 e do cafeeiro 32 sc.ha-1.

Nos sistemas intercalares com duas safras de quatro linhas de feijão e duas safras de seis linhas de feijão, as produtividades do feijão alcançaram 1720 e 2210 kg.ha-1, respectivamente, e não interferiram na produtividade dos cafeeiros (média de 47 sc.ha-1).

Os sistemas intercalares apresentam retornos econômicos positivos. O sistema intercalar com duas safras de seis linhas de feijão é a opção técnica e econômica indicada para formação do cafeeiro irrigado por aspersão no semiárido de Minas Gerais.

Leia o artígo na íntegra no link

Devido à estiagem, comerciantes vendem milho irrigado em Caruaru

Mão do milho chega a custar R$ 35 em Caruaru (Foto: Ana Rebeca Passos/TV Asa Branca)

Por conta do período de estiagem, os agricultores estão sofrendo com a baixa produção do milho. No Parque 18 de Maio, em Caruaru, o produto que está sendo vendido foi produzido por meio de regime de irrigação, que não depende da chuva para se desenvolver. A falta de água faz com que o preço aumente, chegando a custar em média R$ 35 a mão de milho – o que corresponde a 50 unidades.

De acordo com o agronômo do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), Fábio César, a expectativa é que as vendas aumentem no início do mês de junho, por conta das festividades juninas. “Mais uma vez nós vamos ter um São João na base do milho irrigado, por conta do sexto ano de seca. A expectativa é que em junho as vendas cresçam 80%, porque a procura e a oferta de milho aumentam”, explicou.

O milho encontrado na feira de Caruaru é fruto da produção de municípios vizinhos, como: Camocim de São Félix, Bonito, Bezerros, Sairé e Passira.

Fonte: G1

Falta de chuva reduz produção de milho em Cedro, PE

Plantação de Milho em Cedro (Foto: Reprodução/TV Grande Rio)

Foto: Divulgação G1

Produtores de milho de Cedro, no Sertão de Pernambuco, lamentam as perdas no cultivo. Este ano a chuva na região não foi suficiente. Com isso, a produção do grão vem caindo ano a ano. Quem plantou em área de sequeiro percebeu que os pés não cresciam e as espigas quase não tinham grãos.

Ainda nos primeiros dias de janeiro o agricultor, Vital Barros, plantou sementes de milho nos dois hectares de terra que possui. Na época, estava chovendo e a promessa era de fartura. Três meses se passaram e o cultivo não vingou. “Prejuízo. Perda total, a gente pode dizer. Despesa com aração de terra e semente. Quando a chuva vier, fora de época, a situação é essa porque a lavoura não se desenvolve mais”, disse o agricultor.

A situação se repete por todas as áreas de sequeiro do município. Cedro já foi o maior produtor de milho do Sertão de Pernambuco. Em 1 mil hectares plantados, era possível colher até 2.850 toneladas por ano. Em 2016, foram pouco mais de 60 toneladas. E a previsão para 2017 também não é boa.

De acordo com o secretário de Finanças do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Cedro, Gilberto Conrado Pereira, este ano a perda foi grande. “A gente tem uma perda acima de 90% no nosso município. Milho este ano milho não tem. A situação é esta”, disse.

Mas enquanto a situação está complicada para os produtores da área de sequeiro, tem gente investindo na irrigação para conseguir ter uma boa colheita. Cerca de 100 agricultores do município plantam o milho utilizando a irrigação. São, pelo menos, 500 hectares recebendo água de poços artesianos e produzindo em qualquer época do ano, independente da chuva. Tem colheita prevista para esse mês e também para o mês de junho, ainda antes do São João.

O produtor rural, Francisco Paulo Vieira, tem plantação na área irrigada. Há dois anos ele perfurou um poço e instalou um sistema hidráulico pelos dois hectares de terra. Atualmente ele colhe três vezes por ano uma média de 30 mil espigas. “Eu trabalho ha dois anos com milho irrigado e vem dando certo porque vem dando para gente manter as despesas. E em comparação com o sequeiro é bem melhor, porque essa área que a gente trabalha é verde e a palha do milho dá para fazer a silagem dos animais. Graças a Deus está dando certo”, disse o produtor rural.

Fonte: G1