Em evento das Câmaras Setoriais, ASPIPP debate prioridades do setor com ministra Tereza Cristina

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Durante a abertura da Conferência Nacional das Câmaras Temáticas do MAPA, ocorrida na manhã desta segunda-feira (3), na Capital Federal, a ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) destacou a intenção de intensificar a participação das câmaras na construção de políticas públicas do Ministério. Segundo ela, é preciso aumentar a efetividade das câmaras e trabalhar suas temáticas de forma estruturada. “Queremos desburocratizar e fazer as coisas caminharem”, disse.

O evento reuniu 35 presidentes e representantes das Câmaras Setoriais e Temáticas do MAPA. A ASPIPP esteve representada pela diretora Executiva Priscila Silvério Sleutjes, que tem cadeira e recentemente foi indicada como futura a presidência da Câmara Temática de Agricultura Sustentável e Irrigação (CTASI). O nome da presidente da ASPIPP aguarda homologação da ministra.

Plano Plurianual

Contudo, conforme disse em seu discurso, a ministra entende que as câmaras setoriais devem ampliar sua participação no processo de elaboração do Plano Plurianual (PPA), que estabelece os objetivos para o quadriênio que se inicia a partir de 2020. “Tenho certeza de que o PPA será muito mais rico do que se a gente fizer só aqui no Ministério”.

Reunida com a Ministra

Os trabalhos foram divididos em duas etapas. Pela manhã, além da palestra com ministra, foram ministradas palestras que trouxeram temáticas acerca dos novos procedimentos e orientações de funcionamento das câmaras técnicas e setoriais, do Plano Plurianual e a discussão dos resultados de um trabalho de avaliação realizado pela Coordenação das Câmaras.

No período da tarde, todos os presidentes e representantes das câmaras setoriais estiveram em reuniões específicas com a ministra, em agendas organizadas com os setores agrupados por afinidade (clusters). Cada representante de CT pode elencar duas das suas principais demandas prioritárias do setor e que precisam de uma rápida resposta.

 

Da Assessoria de Comunicação | ASPIPP

(com informações da AI-MAPA)

 

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CNA e Mapa debatem ações de apoio à agricultura irrigada

agricultura irrigada

Integrantes da Comissão Nacional de Irrigação e do Núcleo Econômico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) apresentaram ao secretário de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação do Ministério da Agricultura, Fernando Silveira Camargo, as demandas do setor produtivo para promover o desenvolvimento da irrigação em todo o país e as ações de apoio à inovação agropecuária.

Durante a reunião, nessa quarta-feira (30), presidente da Comissão Nacional de Irrigação, Eduardo Veras, citou a necessidade de promover a segurança jurídica para incentivar investimentos e fomentar o desenvolvimento sustentável das áreas irrigáveis.

Veras citou itens imprescindíveis para que a irrigação nacional seja de fato uma tecnologia que alavanque a produção agropecuária.

Entre as principais demandas estão a melhoria do gerenciamento das bacias hidrográficas, a desburocratização do licenciamento para a construção de barramentos e a articulação política com outros atores que atuam no desenvolvimento da irrigação nacional.

O decreto promulgado no final de 2018 que elimina a redução dos descontos das tarifas de energia nas propriedades rurais foi outro tema abordado na reunião. A promulgação do decreto pegou o setor de surpresa e os impactos para os produtores rurais são muito altos.

Pequeno irrigante

Produtores da avicultura, suinocultura e da pecuária de leite já estão sofrendo quedas de rentabilidade por conta das condições de mercado e estas atividades demandam muita energia elétrica. Para o pequeno irrigante o impacto será ainda maior. “Temos que buscar uma solução definitiva junto ao Poder Executivo”, afirmou Veras.

O coordenador do Núcleo Econômico, Renato Conchon, apresentou ainda as iniciativas da CNA de pesquisa e da inovação para os produtores rurais. “A CNA participa de maneira propositiva junto aos formuladores de inovações no campo (Embrapa e CNPq) apresentando as demandas do setor produtivo, e com certeza apresentará a esta Secretaria os temas relevantes que estamos atuando”.

“Queremos discutir propostas que fomentem a utilização da tecnologia em prol da sociedade e das práticas sustentáveis, que os produtores rurais brasileiros estão cumprindo e já são referência no mundo. A secretaria estará em permanente contato com a inciativa privada e os demais agentes do Poder Executivo para fomentar e incentivar essas boas práticas” afirmou o secretário Fernando Camargo.

“O foco dos trabalhos, tanto do Ministério da Agricultura como da CNA, é o aumento da rentabilidade do produtor rural, seja por meio da ampliação da produtividade, seja por meio da redução dos custos, e ainda, alavancar o desenvolvimento econômico brasileiro”, observou o secretário.

Fonte: CNA

Irrigação por pivô central é o sistema que mais cresce no Brasil

A Agência Nacional de Águas (ANA) lançou uma nova versão do “Atlas da Irrigação: Uso da Água na Agricultura Irrigada”, edição 2018. O objetivo principal da publicação é contribuir para o uso eficiente da água no Brasil, por meio da integração do conhecimento disponível que configura a base técnica da agricultura irrigada na sua interface com os recursos hídricos, em escala nacional.

A Superintendência de Planejamento de Recursos Hídricos (SPR) também coordenou a publicação, em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Segundo dados da ANA, publicados no Atlas, embora o crescimento das atividades de irrigação resulte, em geral, em aumento do uso da água, diversos benefícios podem ser observados, tais como o aumento da produtividade, a redução de custos unitários, a atenuação de riscos climáticos/meteorológicos e a otimização de insumos e equipamentos.

A irrigação também é fundamental para o aumento e a estabilidade da oferta de alimentos e consequente aumento da segurança alimentar e nutricional da população brasileira.

O pesquisador da Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG) Daniel Pereira Guimarães ressalta que, embora o Brasil seja campeão mundial em termos de disponibilidade hídrica, é necessária maior atenção no gerenciamento desse recurso fundamental para as atividades humanas e a preservação da natureza.

“E o Atlas contribui neste sentido, pois o estudo considera a distribuição irregular e sazonal da oferta de água e o seu uso para outras finalidades, tais como para geração de energia hidrelétrica”.

Ele considera que modernização do setor agropecuário brasileiro transformou o País em grande produtor e exportador de alimentos, porém, os ganhos em produtividade vieram acompanhados pelos aumentos nos custos de produção devidos ao uso de cultivares de altas performances (melhoramento genético e incorporação de biotecnologias), maior uso de insumos (fertilizantes e defensivos) e a sofisticação das técnicas de gerenciamento, mecanização e monitoramento dos sistemas de produção agrícolas.

“Nesse contexto, a minimização dos riscos passou a ter grande influência no sucesso dos empreendimentos do setor agropecuário”, pondera o pesquisador. “No caso dos plantios de sequeiro, ou seja, dependentes das condições climáticas, o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) tornou-se uma ferramenta essencial para orientar o produtor e os órgãos de fomento e seguridade acerca do que, onde e quando plantar em cada localidade brasileira. No entanto, os cultivos de sequeiro permanecem sujeitos aos riscos associados às variabilidades climáticas, especialmente aquelas relacionadas com a estiagem, como ocorreu na safra de 2015/16”, diz.

Guimarães ressalta que, embora a agricultura irrigada seja responsável por cerca de 60% do consumo das águas derivadas dos recursos hídricos brasileiros, vários são os benefícios dessa prática para a produção agrícola, tais como aumento da produtividade, redução dos riscos de perdas na produção e melhoria da qualidade dos produtos.

“Esta prática favorece a eficiência no aproveitamento dos insumos, produção em áreas e épocas onde os plantios de sequeiro são inviabilizados, diversificação das culturas, aumento do número de colheitas, redução da expansão da fronteira agrícola e segurança alimentar”, acrescenta o pesquisador.

Segundo ele, a agricultura irrigada no Brasil representa cerca de 2% da área global e a expansão dessa atividade dará uma grande contribuição para o aumento da diversidade e quantidade da produção agrícola nacional.

Mas esse crescimento deve ser acompanhado de monitoramento técnico que permita a formulação de políticas públicas para o uso eficiente dos recursos naturais, especialmente dos recursos hídricos.

Essa é a atribuição do SNIRH (Sistema Nacional de Informações sobre Recursos Hídricos), um dos instrumentos de gestão previsto na Política Nacional de Recursos Hídricos, instituída pela Lei nº 9.433, de 8 de janeiro de 1997, conhecida como Lei das Águas. Esse sistema é operado pela ANA.

Georreferenciamento facilita a concessão de outorgas para uso da água – Os levantamentos georreferenciados das áreas irrigadas de arroz inundado, cana-de-açúcar e pela utilização de pivôs centrais permitem que as áreas demarcadas sejam auditadas e relacionadas com as fontes de abastecimento hídrico, e determinam o status de uso (ativo ou não).

Essas informações são fundamentais para a concessão de outorgas e gerenciamento do uso da água nas bacias hidrográficas. Uma parceria entre a Embrapa Milho e Sorgo e a Agência Nacional de Águas cuida do levantamento e monitoramento dos pivôs centrais no Brasil.

Além de Guimarães, participam deste trabalho os pesquisadores Elena Charlotte Landau e Paulo Emílio Pereira de Albuquerque, da mesma Unidade da Embrapa.

Segundo Guimarães, a irrigação por pivô central é o sistema que apresenta o maior crescimento no País, e isso se dá em função da capacidade de distribuição uniforme da água requerida pelas culturas, do alto grau de automação e da adaptação a diferentes tipos de solo.

A irrigação de grandes áreas e a capacidade de aplicação de fertilizantes e de defensivos agrícolas via água de irrigação também contribuem para este crescimento. O sistema permite ainda o uso da técnica da pré-irrigação, proteção contra as geadas, supressão da poeira e lixiviação de sais concentrados na zona radicular.

Atualmente existem no Brasil cerca de 23 mil pivôs centrais irrigando uma área de aproximadamente 1,5 milhão de hectares.

Os estudos da Embrapa permitem avaliar a tendência de crescimento desse sistema de irrigação desde 1985 e, atualmente, incluem o monitoramento em tempo quase real (a cada 8 dias) do status de uso dos equipamentos, ou seja, se estão ativos (plantados) ou em fase de pousio.

“Essas informações permitem deduzir qual é o consumo de água na agricultura irrigada por pivôs centrais no Brasil e o impacto da atividade sobre os recursos hídricos locais. Além disso, fornecem subsídios para a previsão de safra”, explica Guimarães.

“Há uma tendência de concentração das áreas irrigadas por pivôs centrais no Oeste Baiano e em Mucugê-BA, no Distrito Federal, em São Gotardo, Paracatu e Unaí (MG) e em São Paulo, na bacia do Rio Paranapanema e nos municípios de Guaíra e Casa Branca. Essas informações são também relevantes por indicarem a necessidade de identificação de novas áreas para a expansão da agricultura irrigada e a geração de novos polos de desenvolvimento do agronegócio no Brasil”, salienta o pesquisador.

Saiba mais sobre a irrigação no Brasil no site.

ONU estima que Brasil pode dobrar agricultura ‘sem chuva’ em seis anos

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Uma publicação lançada na tarde desta terça-feira (20), no 8º Fórum Mundial da Água, em Brasília, pode revolucionar a agricultura brasileira. Desenvolvida pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), a obra destaca a possibilidade de expandir a área de agricultura irrigada no país dos atuais 6,2 milhões de hectares para mais de 11 milhões de hectares até 2024.

O trabalho foi solicitado pelo Ministério da Agricultura (Mapa) para repensar a expansão da agricultura irrigada de forma sustentável. “Esse estudo tem como foco fazer o Brasil ser o maior produtor de alimentos do mundo. Temos potencial para duplicar [a área irrigada] sem grandes investimentos”, afirma Alan Bojanic, representante da FAO no Brasil.

As áreas com potencial de implementação imediata foram identificadas pela FAO em parceria com a Agência Nacional das Águas, Confederação Nacional da Agricultura, Embrapa, entre outros parceiros. Há disponibilidade de expansão do modelo de irrigação em 20 estados.

“Uma das principais regiões é o Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia)”, afirma Gustavo Kauark Chianca, um dos autores do estudo e assistente do representante da FAO no Brasil. Essa é uma das principais regiões produtoras de grãos no país.

Produtividade da agricultura irrigada

Ao todo, as lavouras ocupam uma área próxima a 65 milhões de hectares no Brasil, segundo o Mapa. Já o potencial de expansão da agricultura irrigada foi estimado em 29,5 milhões de hectares pela FAO. Isso sem contar partes das áreas de pastagem podem ser – e que hoje somam 160 milhões de hectares.

Segundo o estudo, a produtividade média em áreas irrigadas no país é pelo menos 2,7 vezes maior que a obtida através da agricultura tradicional de sequeiro, o que poderia triplicar o rendimento médio onde hoje predomina o sistema convencional.

“Até há pouco tempo falava-se em produtividade do solo. Agora precisamos de produtividade hídrica, utilizando racionalmente os recursos, e não falamos em expansão das áreas. Precisamos incentivar as áreas de irrigação onde seja possível”, destaca José Roberto Borghetti, coordenador geral do estudo.

Fonte: Gazeta do Povo

Mapa melhora qualidade do zoneamento agrícola para a Safra 2017/2018

Mapa melhora qualidade do zoneamento agrícola para a Safra 2017/2018

As culturas de soja, milho e cana-de-açúcar da safra 2017/2018 terão portarias publicadas no Diário Oficial da União em meados de junho, que passarão a vigorar já com novo formato, com períodos de semeadura indicados conforme o nível de risco (20%, 30% e 40%). É a primeira vez em 20 anos que os resultados são apresentados para todas as culturas em níveis de risco climático mais detalhados, acatando sugestão do TCU (Tribunal de Contas da União) .

A novidade permite que os produtores rurais, agentes financeiros, seguradoras e o próprio governo federal incluam as recomendações de plantio de forma mais confiável em suas decisões. Além do percentual de 20%, o menor nível de risco apurado, foram acrescentados pela Secretaria de Política Agrícola do Mapa os níveis de maior risco para o resultado da produção, de 30% e de 40%. Em dezembro do ano passado, essa experiência foi iniciada nos estados do Acre, do Maranhão, do Pará, do Piauí e do Tocantins para a cultura do Milho 2ª safra (Safrinha).

O Zoneamento Agrícola de Risco Climático é um instrumento para auxiliar a gestão de riscos na agricultura. O objetivo é minimizar os riscos relacionados aos fenômenos climáticos adversos, possibilitando ao produtor identificar o melhor período de semeadura das lavouras, nos diferentes tipos de solo e ciclos de cultivares.

Workshop

Aspectos institucionais, operacionais e metodológicos do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) foram debatidos em workshop realizado nesta semana, em Brasília. “O evento foi positivo, na medida em que definiu o papel das instituições participantes e as prioridades para 2017”, avaliou o diretor do Departamento de Gestão de Riscos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Vitor Ozaki.

Participaram da reunião, representantes da área econômica do governo, a Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário, órgãos de controle (TCU), mercado segurador, entidades do setor produtivo e instituições de pesquisa.

Ao final, os encaminhamentos, principalmente, as solicitações de novas culturas a serem zoneadas, serão centralizadas na Secretaria de Política Agrícola, que negociará com a Embrapa as condições para a sua execução.

O Ministério da Agricultura é o coordenador nacional do Zarc e contratou a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), desde 2015, para executar o zoneamento.