Secretaria de Produção e Agronegócio realiza curso sobre sistemas de irrigação

A Secretaria de Estado de Produção e Agronegócio (Sepa), em parceria com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural – Emater/AC, realizou nesta sexta-feira, 26 de abril, no Km 22 da estrada Transacreana, na propriedade do produtor Carlos Cesar Pereira, o Curso Prático para Implantação de Sistemas de Irrigação voltado para a cadeia produtiva da fruticultura do Programa de Agricultura Familiar (PAF).

O curso envolveu a força-tarefa de diagnósticos do Programa de Desenvolvimento Sustentável do Estado do Acre – PDSA/BID sob a coordenação da engenheira agrônoma chefe da Divisão de Produção Sustentável, Camila Celuta, contando com os técnicos dos municípios de Senador Guiomard, Bujari e Rio Branco, objetivando a capacitação e a demonstração da instalação de sistemas de irrigação completo que serão levados aos produtores rurais beneficiários do programa.

A atividade visa atingir as novas diretrizes do novo governo na área agrícola que é prestar Assistência Técnica e Extensão Rural – ATER de forma intensiva e constante aos produtores da agricultura familiar, oferecendo-lhes novas técnicas para o aumento da produção local e sua comercialização.

O curso será desenvolvido também em datas próximas nos municípios das regionais do Alto e Baixo Acre, Purus, Tarauacá-Envira e Juruá.

Fonte: Agência Ac

A Revista Irrigazine marcou presença na Hortitec 2016.

Confira tudo que aconteceu na 23ª edição da feira.
A Hortitec ocorreu nos dias 22, 23 e 24 de junho de 2016, em Holambra-SP.

 

Como aumentar a eficiência do pivô central?

Por Marcus Schmidt – Coordenador de Projetos Valley VALLEY]

Em tempos de crise hídrica e energética, e com custos de produção cada vez mais altos, buscar a eficiência dos sistemas pode ser a diferença entre ter lucro ou não. O pivô central, como parte dos sistemas de irrigação, é uma máquina que como as demais utilizadas em uma fazenda tem que ser inserida nos planos de monitoramento e manutenção.

  1. Operador do equipamento

O primeiro ponto importante é que o operador do equipamento deve conhecer e entender o sistema, tendo entre suas tarefas diárias atividades simples como:

– Conhecer os horários corretos de ligar – e desligar – os equipamentos, evitando os horários reservados (pico);

– Fazer apontamento das horas irrigadas e da lâmina aplicada;

– Verificar e limpar bocais entupidos, devendo cada equipamento ter seu mapa de aspersores junto ao Painel Principal para facilitar a conferência dos mesmos;

– Verificar as pressões na saída da bomba e na Torre Central;

– Verificar as tensões e amperagem do motor da moto-bomba e do pivô.

  1. Monitorar o funcionamento

Já no plano de monitoramento e manutenção algumas medições e ações possibilitam ter um raio x de como está o sistema. São elas:

– Medir todas as pressões já citadas anteriormente com manômetro calibrado e especifico, como também a pressão no último aspersor;

– Analisar, através dos apontamentos diários do operador, se as pressões/ tensão e amperagem de operação estão compatíveis com as do projeto e caso estejam divergentes, buscar diagnosticar o motivo e corrigir;

– Avaliar, ao menos a cada 3.000 horas, ou se necessário a Uniformidade de Distribuição. Caso esteja abaixo da mínima recomendada substituir o Kit de Aspersão e fazer as manutenções necessárias na bomba.

– Além das dicas acima, deve-se seguir os planos de manutenção sugeridos no Manual de Operação e Manutenção do seu equipamento.

  1. Acessórios que aumentam a eficiência do pivô

Hoje temos emissores e acessórios que proporcionam aumento na Eficiência de Aplicação de Água, tipo o i-Wob que, associados, a tubos de descida e reguladores de pressão de alta performance proporcionarão preciosos pontos percentuais na eficiência que reverterá em lucro e economia de água. Se seu equipamento já tem muitos anos (horas) de uso, pode ser que esteja na hora de trocar os emissores ou por outros mais modernos e eficientes e revisar o sistema. Sistemas que operam dentro do projetado, com emissores mais eficientes e que irrigam na hora e quantidade certa, podem propiciar uma economia de água de até 20% e 40% em energia.

  1. Fazer o manejo de irrigação

Associando tudo isto, temos o Manejo da Irrigação que vem para fechar o conjunto de ações que propiciarão sistemas mais eficientes. Empresas como a Irriger fazem o manejo, planejamento da irrigação das lavouras e análise da performance dos mesmos dando soluções como redimensionamentos ou reengenharia, mas isto é assunto para próxima edição.

Tem alguma dúvida? Envie sua pergunta para: pivotpointbrasil@valmont.com.br

Sobre a Valley

Os pivôs Valley são fabricados pela Valmont, que atua em diversos segmentos além da irrigação, ramo em que é líder mundial de mercado.

Há 37 anos no Brasil, a Valmont contribuiu decisivamente para o progresso da irrigação agrícola, ao oferecer soluções de ponta que aliam gerenciamento inteligente da água, alto desempenho e respeito ao meio ambiente, conferindo eficiência produtiva às lavouras.

Sempre ao lado dos produtores rurais, acompanhando suas necessidades e investindo continuamente em pesquisas e desenvolvimento, a Valmont é referência em irrigação agrícola. Com escritório central em Omaha/Nebraska (EUA), a empresa comercializa produtos em 17 países. No Brasil, a companhia possui fábrica instalada na cidade de Uberaba, MG, e conta com 45 pontos de venda, que cobrem todas as regiões nas quais o agronegócio brasileiro está presente. Em 2014, a unidade brasileira foi ganhadora do “Prêmio Melhor Fábrica do Grupo Valmont”.

A Valmont trabalha para aliar alta tecnologia e fornecer serviços de suporte ao produtor para garantir a obtenção do máximo potencial produtivo das lavouras com o menor impacto possível ao meio ambiente, permitindo maior disponibilidade de alimentos com menor final.

Investindo em alta tecnologia e serviços de consultoria de uso eficiente da agua e energia, a Valmont sempre esteve ao lado dos produtores rurais, nesses 37 anos de história no país, fiel à sua vocação de empresa pioneira, buscando atender às necessidades de um mercado cada vez mais exigente, com soluções seguras e confiáveis, que respeitam o meio ambiente, contribuindo, assim, para que o Brasil possa firmar-se entre os maiores produtores de alimentos do mundo – alimentos estes produzidos com segurança e respeito ao ambiente.

Agricultura irrigada: experiência de sucesso na Califórnia servirá de exemplo para estudo no Ceará

É a oportunidade de aperfeiçoar as tecnologias já existentes no Ceará por meio da experiência exitosa da Califórnia

Foto: Divulgação

                                                                           Foto: Divulgação

O Ceará vai realizar um estudo inédito voltado para gestão de água na agricultura irrigada. Em um momento de seca vivenciado há quatro anos, a iniciativa tem como principal objetivo otimizar o uso da água no agronegócio em território cearense, tendo início pelo Médio e Baixo Jaguaribe. Para dar início às ações, pesquisadores da Califórnia apresentaram nesta terça-feira (7), no Palácio da Abolição, a experiência de sucesso vivenciada no estado americano de clima semelhante ao cearense.

O estudo é financiado pela Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece) e será executado pelo Instituto Centro de Ensino Tecnológico (Centec). A previsão de término do projeto é de três meses, quando será entregue aos órgãos responsáveis para a prática.

“Nós recebemos uma demanda da Secretaria de Recursos Hídricos (SRH), Companhia de Gestão de Recursos Hídricos (Cogerh), Secretaria de Agricultura, Pesca e Aquicultura (Seapa), da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) e também de algumas câmaras setoriais ligadas ao agronegócio solicitando que nós fizéssemos o estudo sobre o manejo e o monitoramento de água no Ceará. Fizemos um contrato com o Centec para que possamos, nós próximos 90 dias, ter um documento para utilizar de forma racional e inteligente. Buscamos essa parceria com os pesquisadores da califórnia, responsáveis por um sistema eficiente naquele estado que tem um clima semelhante ao nosso. Para se ter uma ideia, na Califórnia eles atravessam o terceiro ano de seca. Aqui são quatro anos”, explicou o presidente da Adece, Ferruccio Feitosa.

O projeto consistirá em uma readequação, tendo como referência o Sistema de Informação para o Manejo da Irrigação na Califórnia (CIMIS), do Sistema de Informações para o Manejo da Irrigação no Ceará (SIMIC), rede integrada de estações que foi constituída em 1999 a partir de um Projeto Piloto implementado pela Funceme.

De acordo com o presidente do Centec, Francisco Viana, essa é a oportunidade de aperfeiçoar as tecnologias já existentes no Ceará por meio da experiência exitosa da Califórnia. “É um momento oportuno de fazer o que já fazemos há mais de 10 anos com o que já se pratica a nível internacional e referência no mundo, que é a Califórnia”, disse.

Para o presidente da Funceme, Eduardo Sávio Martins, o maior diferencial a ser vivenciado pela agricultura cearense com a implantação do estudo será a informação levada ao agricultor. “Nosso sistema vai até o final com a definição da necessidade de irrigação. O que está faltando é a extensão. Como chegar com essa informação ao irrigante e como fazê-lo entender que usar essa informação vai maximizar produção”, destacou.

Já o titular da Secretaria de Recursos Hídricos (SRH), Francisco Teixeira, enfatizou a objetividade, o pragmatismo e a precisão dos americanos como um ponto positivo para a troca de experiências com o Ceará. “Eles se organizam e dão a volta por cima. Todos os estados da bacia do Colorado estabeleceram planos para se adequar à realidade hídrica”, concluiu ele, destacando outros estados americanos.

Rcalif3Estiveram ainda presentes no evento os titulares das secretarias estaduais Francisco Teixeira (Recursos Hídricos), Nelson Martins (Relações Institucionais) e Hugo Figueiredo (Seplag),  além dos secretários adjuntos Cláudio Ferreira Lima (Desenvolvimento Econômico), Euvaldo Bringel (Agricultura, Pesca e Aquicultura), Ramon Rodrigues (Recursos Hídricos) e Francisco Carvalho (Ciência, Tecnologia e Educação Superior). Também estavam no evento os presidentes João Lúcio (Cogerh), Atônio Amorim (Ematerce) e representantes da Agência Nacional de Águas (ANA), Vagner Vilella e Thiago Fontenele. Representaram as câmaras setoriais Tom Prado (CS Frutas), Afro Negrão (CS Carnaúba), Cristiano Maia (CS Camarão) e Thomas Reeves (CS Flores).

Case de sucesso
A Califórnia é o estado americano com maior Produto Interno Bruto (PIB) e, na produção agrícola, enquadra-se como referência mundial. Assim como o Ceará, a localidade vem sofrendo sérios problemas econômicos causados pela seca, que impacta fortemente o desempenho no meio rural. O CIMIS, elaborado pela UCDavis e gerenciado pelo DWR, deu um grande retorno econômico, modificando positivamente o cenário da agricultura irrigada da Califórnia e servirá de espelho para as ações implementadas em solo cearense.

Fonte: Cerará.gov.br