Tecnologias impulsionam o cultivo do morango no Distrito Federal

Nos últimos anos, a cultura do morango obteve vários avanços, principalmente em variedades, técnicas de manejo e de produção. E isso possibilitou que a produção expandisse no Distrito Federal, região que não tinha tradição no seu cultivo.

Em 1995, quando surgiu a Festa do Morango, eram 60 hectares de produção. Atualmente, a área de produção é de 180 hectares. A estimativa é de que a safra chegue a 6 mil toneladas e que a produção movimente R$ 35 milhões em 2019.

“Pode-se destacar como principal fator do desenvolvimento da produção a introdução de novas variedades, com adaptabilidade na região, bem como tecnologias como irrigação por gotejamento, fertirrigação, microtúneis e manejos biológicos”, conta o gerente da Emater-DF em Alexandre de Gusmão, Hélio Lopes.

O papel da Emater-DF em conjunto com instituições de pesquisa consiste em aportar conhecimentos nas diferentes áreas, de modo a dar condições ao agricultor de ter boa rentabilidade e garantir a sustentabilidade na sua área de produção.

Além do aumento da produtividade, o uso de tecnologias tem proporcionado um avanço também na qualidade e na oferta do produto no mercado durante o ano todo. Dos 180 hectares de produção de morango em Brazlândia, 30 estão com cultivo protegido provenientes principalmente das Patagônias chilena e argentina.

O agricultor Cícero de Lima cultiva morangos em 3 hectares, sendo metade em cultivo protegido, o que permite colher na entressafra, que vai de outubro a maio.

“O custo de produção é maior, mas a vantagem de plantar na entressafra é que vendemos a caixa com quatro cumbucas a R$ 15, enquanto na safra uma caixa chega a ser vendida a apenas R$ 4”, explica.

Elzir Pereira dos Santos e o marido também têm investido no cultivo protegido. “Notamos uma melhora na qualidade do morango, e cultivando o ano inteiro conseguimos bons preços e atendemos a demanda dos nossos clientes. Nem precisamos sair para comercializar, nossos clientes buscam direto na propriedade”, diz.

Mulching
É a tecnologia usada para cobertura de canteiros de morangueiro com a finalidade de proteger o solo, manter a umidade, melhorar o aproveitamento de fertilizantes e qualidade do solo, reduzir a infestação de plantas daninhas, evitar o contato direto do morango com o solo, entre outros benefícios. O material mais usado hoje em dia são os filmes plásticos.

Irrigação por gotejamento
A quantidade de água demandada pela irrigação aumentou muito nos últimos anos, paralelamente à preocupação governamental com o uso dos recursos hídricos e energéticos. Nesse contexto, deve-se recorrer ao uso de métodos e técnicas de irrigação que minimizem o consumo de água e energia na produção agrícola.

Foto: Gabriel Jabur/Agência Brasília

O sistema de irrigação por gotejamento caracteriza-se pela aplicação de água em pequena quantidade e alta frequência na região radicular da planta. A irrigação por gotejamento tem apresentado vantagens em comparação com o sistema de aspersão, pois não aplica água sobre toda a área irrigada. Além disso, a irrigação por gotejamento tem potencial para atingir elevada uniformidade, possibilitando a aplicação de adubos via água de irrigação (fertirrigação).

Semi-hidroponia
O cultivo protegido semi-hidropônico é aquele em que o cultivo é feito em substrato (mistura de resíduos vegetais). Apesar de ter um custo mais alto para implantação, é uma boa opção para os agricultores que possuem área pequena para cultivo.

“Para evitar a contaminação do morango pelo solo, é preciso fazer uma rotação de culturas e para quem tem pouco espaço, nem sempre é viável”, explica Lopes.

Por isso, ressalta ele, o cultivo protegido semi-hidropônico diminui o risco de doenças nas plantas e pode-se colher por um ano e meio a dois anos, enquanto o cultivo convencional, no solo, vai só de maio a setembro.

Outra vantagem está relacionada ao bem-estar dos trabalhadores, que não precisam abaixar para o manejo e colheita. Entretanto é uma técnica ainda pouco usada no DF – apenas três produtores produzem nesse sistema.

Com informações da Emater-DF

Produtos Agrícolas: como usar a tecnologia para aumentar a produtividade?

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O valor bruto da produção agropecuária (VBP) está estimado em R$ 564,3 bilhões para este ano, de acordo o Ministério da Agricultura.

Os produtos agrícolas mais produzidos no Brasil e exportados são: soja, milho, algodão, carne, café, cana-de-açúcar, laranja, mandioca, arroz, cacau e tabaco. Tornando-se uma vocação para exportação de commodities, especialmente de gêneros alimentícios.

Para continuar produzindo os principais produtos agrícolas exige avanço em tecnologia, manejo, boas práticas e gestão da propriedade rural.

As melhores práticas de cultivo, com o uso de tecnologia e a boa gestão são itens que colaboram para o aumento da produtividade. O agricultor pode aplicar algumas técnicas para intensificar a produtividade dos produtos agrícolas.

Tecnologia melhora produtividade dos produtos agrícolas

Em pleno ano de 2019, é impossível falar em aumento de produtividade sem citar o uso da tecnologia. O uso de ferramentas modernas ajuda a melhorar o produto colhido, evitar perdas, otimizar o trabalho e diminuir o impacto ambiental causado pela produção.

Um dos instrumentos facilitadores é o drone, que pode ajudar na hora de detectar áreas improdutivas, bem como fazer o mapeamento das plantações. Isso é essencial para identificar áreas que possam estar sendo acometidas por pragas ou que precisam de irrigação, por exemplo.

Boa gestão do empreendimento

Outro ponto essencial para aumentar a produtividade, é investir na gestão do empreendimento. O uso de softwares de gestão agrícola ajuda no melhor gerenciamento da lavoura, desde a hora de identificar a melhor data para o plantio, até o cuidado com a plantação.

Com uma boa gestão, terá um melhor controle também da data correta para colheita, de quando deve adubar o solo, do uso de defensivos e até da comercialização dos produtos.

Recursos de irrigação

O manejo da irrigação feito de forma correta é essencial para o aumento da produtividade. Por isso, toda propriedade deve ter um projeto de irrigação detalhado.

Nele, devem constar todos os recursos necessários para a implantação da irrigação, bem como a área a ser irrigada, tipo de cultura, necessidades especiais do solo e alterações climáticas frequentes na região. Com todos esses dados, o produtor rural terá mais facilidade em melhorar o sistema de irrigação e, consequentemente, obter um melhor resultado na hora da colheita.

Controle de doenças e pragas

Doenças e pragas causam grandes perdas na produtividade. Por isso, devem ser controladas de forma eficiente, para evitar que a produção de produtos agrícolas seja afetada de forma negativa.

O uso de produtos químicos, sempre de acordo com a instrução do fabricante e uso de EPI (Equipamento de Proteção Individual).
Uma alternativa é uso de controle biológico, um equilíbrio mais natural para controle de pragas e fertilização da planta.
Produtos químicos ou biológicos para combate a pragas tem como objetivo proteger a lavoura, aumentar a produtividade e a qualidade do produto agrícola.

Capacitação dos trabalhadores

Para que todos esses procedimentos sejam realizados de forma correta e eficaz, eles devem ser realizados por pessoas qualificadas. Por isso, para aumentar a produtividade, é preciso investir em treinamento da equipe.

Assistência técnica no campo

Quem quer aumentar a produtividade precisa investir também em assistência técnica presente no campo. Um profissional poderá orientar e estabelecer sobre todos os pontos abordados como a data para a irrigação, qual o melhor adubo, como combater as pragas agrícolas de forma mais sustentável ou não entre outros.

Assim, para melhorar a qualidade dos produtos agrícolas, a produtividade e consequentemente o rendimento obtido, é necessário contar com especialistas, tecnologia e mão de obra preparada para o trabalho.

Fonte: Terra

Plantio irrigado aumenta mais de 200% em MT nos últimos nove anos, diz IBGE

Plantio irrigado cresce mais de 200% em MT — Foto: Reprodução/TVCA

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística apontam que plantio irrigado aumentou 214%, nos últimos 10 anos, no estado. Atualmente, a agricultura irrigada ocupa uma área de quase 80 mil hectares.

Dividida em culturas a distribuição de áreas é a seguinte:

  • Algodão – 5.944 ha
  • Arroz – 4.360 ha
  • Feijão – 65.864 ha
  • Milho – 3.767 ha

O gráfico abaixo representa a evolução da agricultura irrigada no estado, em hectares. Dados são referentes a julho deste ano.

Evolução da agricultura irrigada em MT
10 anos
Hectares25.46525.46531.01031.01035.81335.81357.43057.43049.38049.38049.26949.26953.00553.00550.21750.21740.97840.97879.93579.9352010201120122013201420152016201720182019020k40k60k80k100k
Fonte: IBGE

A Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema) é a responsável por liberar as licenças de funcionamento para este tipo de sistema. Nos últimos nove anos liberou 227 licenças , mas apenas 198 estão vigentes.

Desde 2014 as licenças vencem num prazo de seis anos. Depois disso, é preciso fazer a renovação de uso.

Entretanto, alguns fatores impedem que o plantio irrigado cresça ainda mais. Entre eles, a energia elétrica. Por isso, muitos produtores costumam fazer a irrigação de maneira alternada e controlada.

Produtores investem em irrigação para driblar as condições climáticas  — Foto: Reprodução/TVCAProdutores investem em irrigação para driblar as condições climáticas  — Foto: Reprodução/TVCA

Produtores investem em irrigação para driblar as condições climáticas — Foto: Reprodução/TVCA

Em uma propriedade rural de Campo Verde, a 139 km de Cuiabá, a irrigação é utilizada há dezessete anos. Porém, o pivô, equipamento usado para distribuição da água, é desligado entre os meses de junho e agosto para gerar economia na conta.

Com essa atitude, o produtor deixa de cultivar a chamada terceira safra. Em compensação, chegar a economizar cerca de R$ 200 mil em energia elétrica.

Em outra fazenda, também em Campo Verde, são mais de 300 hectares, onde são cultivados a soja, o milho e algodão. Entretanto, o plantio entre os meses de agosto e setembro, só é possível com a ajuda dos pivôs.

Agricultores afirmam que irrigação permite mais produção com maior tranquilidade — Foto: Reprodução/TVCA

Agricultores afirmam que irrigação permite mais produção com maior tranquilidade — Foto: Reprodução/TVCA

De acordo com o proprietário da fazenda, Sandro Gutierrez, a irrigação proporciona um certo conforto ao agricultor, porque não fica dependente apenas do período de chuva.

“A gente tem o conforto de fazer uma programação de plantio e conseguir bom resultado na germinação. Possibilita também o plantio de três culturas no ano, sem preocupação com a umidade de solo e desenvolvimento da planta “, comentou ele.

Dos dados da Agência Nacional de Águas (ANA) são diferentes do IBGE. Para a ANA, Mato Grosso ocupa a quinta posição na instalação de pivôs em lavouras.

Ainda segunda a agência, nos últimos 17 anos o crescimento da área irrigada foi de 751% com mais de 113 mil hectares. E a tendência é que cresça ainda mais.

Fonte: G1

Microirrigação pode tornar agricultura sustentável

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A microirrigação pode tornar a agricultura sustentável, ao ponto em que evita desperdícios, segundo um artigo publicado no portal especializado AgroPages.com. De acordo com o texto escrito por Krishi Jagran, da Índia, indo pelo ritmo atual de crescimento populacional e tendências de consumo, a Índia, já em 2050, poderia ser um país com escassez de água.

“Apenas metade das terras cultivadas da Índia é irrigada. No entanto, o uso predominante de métodos de irrigação por inundação desatualizados e ineficientes significa que muita água é perdida para vazamento, infiltração e evaporação. De fato, menos de um terço da água usada na irrigação por inundação beneficia diretamente a lavoura, com o resto desperdiçado. A microirrigação elimina esse desperdício, melhora a eficiência da água e aumenta a produtividade agrícola e, portanto, a prosperidade”, disse.

Existem basicamente duas grandes práticas de microirrigação adotadas na Índia – irrigação por gotejamento e irrigação por aspersão. A irrigação por gotejamento usa uma rede de tubulações para fornecer água diretamente para a zona de raiz de uma cultura, enquanto o método de aspersão usa sprinklers para simular chuvas e irrigar um pedaço de terra.

“O método de irrigação é determinado por diferentes culturas e suas diferentes necessidades de água. Enquanto a irrigação por gotejamento é naturalmente mais eficiente do que a irrigação por aspersão, o que inevitavelmente resulta em uma perda de água para a evaporação, ambos os métodos são muito mais benéficos em comparação com os métodos tradicionais de irrigação por inundação”, completa.

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Lindsay apresenta tecnologias em irrigação aos produtores do Sul

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Ter o controle preciso de um sistema de irrigação de uma fazenda sempre foi algo complicado para o produtor. Para ajudá-los nessa árdua tarefa de gerenciamento dos pivôs nas lavouras e na programação dos locais exatos, o momento correto e a quantidade de água necessária, a Lindsay América do Sul, levará para a 42ª edição da Expointer, que acontece de 24 de agosto a 1º de setembro, em Esteio, o FieldNET Advisor ™.

O mais novo lançamento da empresa é uma ferramenta de manejo integrada a plataforma de gerenciamento remoto FieldNET, tecnologia já consagrada mundialmente. A solução de irrigação inteligente que proporciona ao produtor o suporte necessário para acabar com as dúvidas na hora de irrigar.

O FieldNET Advisor™ combina todos os dados e cálculos complexos e fornece informações precisas e simplificadas da operação de irrigação ao produtor. Antes, essas informações estavam disponíveis em locais e dispositivos diferentes, o que não facilitava a atividade e ainda demandava mais tempo. Agora com a nova tecnologia, a tomada de decisões de manejo da irrigação é realizada com mais confiança e assertividade.

Em um único mapa ou exibição em lista, é possível visualizar as informações mais importantes de todas as áreas irrigadas, incluindo o esgotamento de água do solo, recomendação da próxima data de início da irrigação e lâmina a aplicar para evitar o estresse hídrico da cultura. Basta o produtor colocar o cronograma e as recomendações em ação com um simples toque no botão em um smartphone, tablet ou computador.

Conjunto de rodas

Durante a Expointer, o visitante também poderá conferir o portfólio completo da Lindsay e suas tecnologias para irrigação, compostos por pivôs centrais e produtos resistentes e confiáveis e que têm a sustentabilidade como um de seus principais pilares. Além do FieldNET Advisor™, a empresa também vai expor o seu novo e melhorado conjunto de rodas para pivô central chamado NFTrax, agora chamado NFTrax 2.0, com novo desenho e opções de garras mais altas.

A solução não utiliza ar nas rodas e com isso nunca murcham e minimizam a formação dos sulcos, economizando tempo, mão de obra e custos de reposição. Essa tecnologia ajuda os pivôs a não parar por atolamento. “A Lindsay sempre esteve focada em desenvolver e oferecer aos nossos clientes produtos de alta tecnologia. A Expointer é uma feira que nos dá a oportunidade de expor essas ferramentas e fomentar negócios”, finaliza Villani.