Irrigação possibilita cultivo de cana-de-açúcar convencional e orgânica o ano todo

CANA

Investimentos em tecnologia e a busca por inovações são ferramentas indispensáveis para o ganho de produtividade em qualquer projeto agropecuário e no Grupo Jalles Machado, de Goianésia (GO) não é diferente.  A usina que surgiu como uma cooperativa no início da década de 80, ao longo dos anos se esforçou para diversificar os seus negócios e não depender exclusivamente das oscilações do mercado de etanol. Assim, o objetivo foi agregar valor aos seus produtos para não cair na vala comum das commodities.

Além da fabricação de etanol, o grupo tem ainda em seus negócios a produção de energia elétrica, levedura, produtos de higiene e limpeza e o açúcar convencional. Mas é na produção de cana orgânica, ou seja, cultivo livre de fertilizantes e qualquer tipo de agroquímicos, que a empresa vem ganhando espaço.

A aposta neste mercado transformou a Jalles Machado em uma das maiores produtoras de açúcar orgânico do mundo, sendo responsável atualmente por 20% de Market Share do produto globalmente com exportação na casa de 65 mil toneladas por ano. Deste total, praticamente 50% vai para os Estados Unidos. “Desde 2015 somos os maiores exportadores de açúcar orgânico no mundo. Com esse produto estamos em quatro continentes e em mais de 20 países, entre eles os Estados Unidos, trabalhando tanto o atacado quanto o varejo. Nosso grande parceiro no País é o Costco, a segunda maior rede de supermercados americana que utiliza a marca deles nos nossos produtos”, diz Henrique Penna de Siqueira, diretor comercial do grupo.

Atualmente, são duas unidades industriais que geram cerca de 3.700 empregos diretos e fazem da cana a principal atividade econômica do município. Uma das usinas leva o nome do grupo (Jalles Machado) e a mais recente, inaugurada em 2011, foi batizada de Unidade Otávio Lage, em homenagem a um dos fundadores da empresa. Com grande tecnologia, as duas usinas juntas moem atualmente 5 milhões de toneladas de cana por ano.

O caminho é a irrigação

 Para atingir um volume tão expressivo de produção, os investimentos do grupo não ficaram apenas nas unidades fabris, a empresa também focou em melhorar a produtividade de seus canaviais a fim de poder dispor de matéria prima com mais qualidade e assim tirar o máximo de proveito de suas usinas.

De acordo com Siqueira, a Jalles Machado sempre buscou ao longo de sua história melhorar os seus processos bem como a produtividade de seus canaviais e a irrigação foi uma dessas ferramentas que precisou ser implantada diante da necessidade. “Aqui na nossa região a cana-de-açúcar não nasce no período de seca senão tiver irrigação. De abril a outubro ficamos praticamente 180 dias sem ver um pingo d’água. Como começamos a cortar o produto partir de 1º de abril, se não irrigarmos a área um mês e meio depois, as plantas não crescem novamente e morrem. Sempre visamos operações eficientes do melhor uso da água e menor custo”, destaca.

Entre as soluções disponíveis no mercado o grupo escolheu as da Lindsay América do Sul, empresa com sede em Mogi Mirim (SP), referência mundial em irrigação. O grupo adquiriu pivôs centrais, fixos, lineares e também rebocáveis. “Fizemos um investimento na casa dos R$ 15 milhões nesses equipamentos. Posteriormente viemos a perceber que esses pivôs poderiam ser ainda melhores fazendo alta vazão, o que seria o mais adequado para a cana-de-açúcar por ser uma cultura com demanda hídrica superior a outras. Como esses equipamentos já eram mais altos e ideais para cana, implantamos a alta vazão, ou seja, a irrigação que chamamos de plena, que consegue suprir toda a demanda hídrica da planta”, explica Siqueira.

Para ser ainda mais eficiente, o grupo também se preocupou com a gestão de seus equipamentos e instalaram o FieldNET em seu processo. A tecnologia de grande potencial também disponibilizada pela Lindsay, possibilitou melhorias nos controles e gestão das usinas e proporcionou acesso a mais informações. Para auxiliar os profissionais foi montada uma sala exclusiva para controle de gestão dos pivôs. “Desde 2012 estamos explorando ao máximo essa ferramenta, que nos dá uma condição muito positiva de não perder tempo e estar sempre com o pivô funcionando. Quando há um problema somos avisados imediatamente. E desde então todo investimento que fazemos já é pensado e inserido nesse sistema de controle automatizado. A inteligência da ferramenta tem nos ajudado muito. A rapidez que recebemos as informações isso gera melhorias e redução de custos”, finaliza o diretor comercial.

Fonte: Grupo Cultivar

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Projetos mostram caminhos para aumentar eficiência da irrigação

Novos caminhos para aumentar a eficiência dos sistemas de irrigação agrícola são apresentados em três pesquisas da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba. Os estudos desenvolveram estações meteorológicas em rede, para controle a distância da demanda por água nos cultivos e propõem a revisão de protocolos internacionais de irrigação, de modo que considerem as condições atmosféricas locais. Os pesquisadores também criaram um aspersor com orifício ajustável para controlar a vazão de água, evitando o desperdício.

No Departamento de Engenharia de Biossistemas da Esalq, o engenheiro mecatrônico Thiago Alberto Cabral da Cruz testou uma rede de estações meteorológicas sem fio para determinar as variáveis que influem na evapotranspiração da cultura e do conteúdo de água no solo, para o eficiente manejo de irrigação. A rede de sensores da estação meteorológica foi montada nas estufas do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia – Engenharia da Irrigação (INCT-EI), coordenado pela Esalq, em São Carlos, localizada a 100 quilômetros de Piracicaba. A pesquisa é descrita em tese de doutorado orientada pela professora Patricia Angélica Alves Marques.

“Entre janeiro e julho deste ano, foi manejada a irrigação da cultura do pimentão vermelho, mapeada a partir de um sistema tecnologicamente eficiente, baseado na redução de custo e na facilidade de instalação e manutenção”, explica o engenheiro. A rede de sensores foi implantada por meio de módulos que possuem microcontroladores de baixo consumo energético. “O módulo dos sensores também possui elementos para aferir a temperatura e a umidade do ambiente, a radiação solar, a temperatura e o conteúdo de água no solo”, explica o pesquisador. Com base nesses dados, redes neurais artificiais calculam a evapotranspiração de referência, essencial para regular o sistema de irrigação.

Clima

Um estudo realizado pelo Grupo de Experimentação e Pesquisa em Modelagem Agrícola (Gepema) da Esalq propõe a revisão dos protocolos internacionais para o manejo da irrigação. “O consumo hídrico é estimado por meio de uma correção feita para a evapotranspiração computada para uma cultura de referência, sendo um indicativo da demanda evapotranspirativa de um local em um determinado período. Esta correção é chamada coeficiente de cultura”, explica o engenheiro agrônomo Luiz Ricardo Sobenko, que participou do trabalho. O Gepema é coordenado pelo professor Fabio Ricardo Marin.

A correção é feita a partir de valores de coeficiente de cultura únicos para cada período (fase fenológica) de diversas culturas sazonais e perenes, padronizados internacionalmente. “Nas culturas do café, citros, cana-de-açúcar e milho (verão e safrinha), observou-se que, além do consumo variar em função da fase fenológica da cultura, oscilou também em função das condições atmosféricas locais”, revela Sobenko. O estudo concluiu que a abordagem adotada atualmente para recomendação de irrigação em condições de alta demanda apresenta uma superestimativa, gerando desperdício de água e energia.

Aspersor

Na pesquisa para sua tese de doutorado, Sobenko desenvolve no Laboratório de Ensaios de Material de Irrigação (Lemi) da Esalq um aspersor com orifício ajustável, inspirado no diafragma das máquinas fotográficas, para regular a vazão da água durante a irrigação. “A proposta é aplicar a quantidade correta no momento e local apropriados, visando à otimização da produção e dos recursos hídricos e ambientais”, aponta o pesquisador. O estudo é orientado pelos professores Tarlei Arriel Botrel e José Antonio Frizzone.

Em parceria com o Núcleo de Tecnologias Tridimensionais do Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer, localizado em Campinas, foi produzido um protótipo por meio de impressão 3D. “O aspersor realiza o manejo por zonas de irrigação, aplicando lâminas de irrigação de forma mais precisa, promovendo maior flexibilidade no momento de execução e evitando a troca manual de bocais em cada aspersor”, descreve Sobenko. O protótipo está em fase final do processo de depósito de patente.

Fonte: USP

Irrigação pública cria oportunidades de negócio em Itabaiana

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Givanilson Andrade Menezes, mais conhecido por Zezelo, é um agricultor de Itabaiana (SE) que herdou somente um pedaço de terra do pai e que, de 6 anos para cá, sua visão empreendedora o transformou em um empresário. Seus negócios prosperam quando ele identificou que poderia atender à demanda de outros produtores por mudas de hortaliças prontas para plantar. Hoje ele comercializa uma linha completa de insumos agrícolas e tem cerca de 200 clientes fiéis que, como ele, cultiva as plantações em lotes do Perímetro Irrigado da Ribeira, recebendo água de irrigação e assistência técnica da Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação de Sergipe (Cohidro).

Os produtores do perímetro atendem diariamente, com envio de comboios de caminhões carregados de vegetais folhosos, os mercados das capitais sergipana e baiana. E Zezelo também quis investir nas hortaliças logo de início. Foi quando ele notou que nessas plantações, de ciclos bem curtos, a reposição das plantas era constante e que o replantio direto nos canteiros dava muita perda de qualidade no produto. “A gente começou plantando alface e exigia muitas mudas, e estava dando muitos problemas plantando as sementes no chão. Aí resolvi botar uma (estufa) para mim, depois ficou a procura crescendo e conforme a demanda, a gente vai esticando…”, conta o produtor.

Em pouco tempo os vizinhos viram o seu sucesso com os viveiros e passaram a encomendar suas mudas. A procura cresceu e conforme a demanda de pedidos, ele foi expandindo o negócio, que sazonalmente tem períodos de maior ou menor produção. “A gente vai pelo tempo, agora está mais pouco, dá umas duas mil bandejas por mês, mas tem época que aumenta. (Aumenta) de agora para frente, vamos pegar o pico de verão, para tentar dobrar os pedidos”, relata o agricultor. Hoje, Zezelo tem seis estufas, totalizando 2.340 m² de área protegida, onde as plantinhas germinam em bandejas de plástico ou isopor para evitar contato com o solo, recebem irrigação constante e têm, com o telado, proteção ao sol, insetos e outros animais.

Presidente da Cohidro, Carlos Fernandes de Melo Neto, em visita aos viveiros de Zezelo constatou a dedicação com que o produtor irrigante tem para com as mudas que comercializa. “É tudo muito bem cuidado pelo Givanilson e os seus dois funcionários. Espantosa é a variedade de plantas que ele tem, desde hortaliças, legumes até as espécies frutíferas. Com esse negócio, ele facilita muito a vida de outros irrigantes que querem fazer o cultivo de hortaliças, mas não tem como investir em uma estufa própria. É uma infraestrutura que relativamente não é barata e exige um conhecimento superior ao de plantar diretamente no lote. Uma parceria que, pelo visto, deu muito certo e todos lucram”, analisa. O gestor informa que é estimado em torno de 5.500 pessoas beneficiadas diretamente pela irrigação pública fornecida pela empresa em Itabaiana.

A grande diversidade de mudas nos viveiros de Givanilson não é aquilo que ele planta e oferece, mas sim parte dos pedidos feitos pelos clientes. Se a encomenda é de plantas com semente disponível no mercado, ele produz e vende. Isso quando não é semente híbrida de segunda geração (F2), colhida pelo agricultor, o que aumenta o leque de espécies e de variedades produzidas nessas estufas. “O nosso carro chefe aqui é a alface, aí entra a couve, cheiro verde, pimentão, tomate e enfim, o que o pessoal pedir a gente faz. A gente pede 30 dias para entregar a muda com qualidade excelente para o campo, tudo semente selecionadas com qualidade. Às vezes o cliente trás semente F2, mas é uma questão do cliente”, argumenta ele, que vende as bandejas com mudas a partir de R$ 8.

Augusto Cesar Rocha Barros, gerente da Ribeira, observa que são vários negócios e postos de trabalho abertos e também supridos pela própria comunidade inserida no perímetro. “Além do Zezelo, que planta em seu lote e produz mudas, existem outros irrigantes que (a partir desta produção garantida pela irrigação da Cohidro) investiram capital para eles mesmos escoarem a própria produção e a dos vizinhos parceiros. Diariamente partem ao menos cinco caminhões para Salvador (BA), para abastecer principalmente o Mercado das Sete Portas e muitas outras ‘mercedinhas’ vão fazer entregas nas feiras de todo estado de Sergipe e mercados públicos de Aracaju (SE)”, informa. Ele acrescenta que hoje são 15 povoados nas adjacências do perímetro, implantado há 31 anos, que prosperaram ou foram criados motivados pela pujança econômica e empregos gerados.

Irrigação pública

O produtor e empresário na produção de mudas, considera que mesmo que não dependesse da água oferecida através da rede de adutoras do perímetro da Ribeira, não haveria mercado para quem vender seu produto. “A água, ela é excelente e a Cohidro é quem dá o suporte. A gente pode até produzir, porque temos reservatório e o gasto aqui é pouco, mas a gente não teria a quem vender. (Se não fosse a Cohidro) não existia, a região não produziria. É tanto que, agora, a gente quer que melhore mais”, deseja Givanilson .

A fala de Zezelo, ao querer melhorias na condição da irrigação na Ribeira, é influenciada pelo panorama vivenciado nos lotes do perímetro irrigado nesse momento, onde obras licitadas através do Programa ‘Águas de Sergipe’, estão modernizando as estrutura de irrigação das lavouras de lá e do Jacarecica I, outro perímetro da Cohidro também instalado em Itabaiana. Segundo João Quintiliano da Fonseca Neto, diretor de Irrigação de Desenvolvimento Agrícola da companhia, essa troca de equipamentos vai trazer um maior equilíbrio hidráulico em todo o perímetro além de uma economia de 60% no uso de água e 50% da energia elétrica consumida pela irrigação, gerando mais sustentabilidade às reservas hídricas e viabilizando a sobrevivência econômica ao serviço público oferecido pelo Governo do Estado.

“A partir de um investimento de R$ 14,3 milhões, financiados pelo Banco Mundial, estamos trocando o sistema de irrigação de todas as lavouras. Eles estão recebendo tudo novo e sem custos: os novos microaspersores, tubulações, válvulas de regulagem de pressão e registros automatizados. Ou seja, um controlador computadorizado vai irrigar as parcelas do lote de maneira uniforme, mudando de uma área para outra quando forem supridas as necessidades da planta da parcela anterior”, esclarece João Fonseca. Ele complementa informando que um total de R$ 33 milhões serão investidos pelo PAS só nas áreas de atuação da Cohidro, melhorando a infraestrutura, oferecendo segurança e adequação ambiental às barragens que abastecem os dois perímetros.

Fonte: Boa Informação

Curso avançado: Manejo da Irrigação + Fertirrigação + Drones acontece em Piracicaba (SP)

hidrodinamica

Prepare-se para o Curso avançado: Manejo da irrigação + Fertirrigação + Drones.

Programa do Curso:

Métodos de Controle da Irrigação

Estação meteorológica x Tensiômetros. Evapotranspiração Definição, Métodos de Estimativa (PM-56 FAO), Coeficiente de Cultivo Kc, Coeficiente de Irrigação Localizada Kr e efeitos advectivos.

Tensiômetro Digital x Analógico

Princípio de Funcionamento do Tensiômetro Analógico e Digital, Tempo de Resposta, Condutância da Cápsula Porosa. Instalação do tensiômetro no campo. Exemplos Práticos de Manejo da Irrigação via tensiômetro em diversas culturas.

Drones: Imagens Aéreas de Alta Resolução

Características e especificações de drones multirrotores e asas fixas para irrigação de precisão; Conceitos em sensoriamento remoto e resoluções de sensores; Câmeras e sensores disponíveis para drones; Softwares para planejamento de missões automáticas; Preparação de planos de voos; Softwares para processamento de mosaicos de imagens; Análise de histograma e calibração radiométrica das imagens; Álgebra de bandas de imagens e geração de índices de vegetação (NDVI) e de stresse hídrico (CWSI). Alocação dos sensores de umidade no campo (tensiômetro, TDR e FDR) com base em imagens de alta resolução da área irrigada.

Física de Solos

Umidade do Solo–Capacidade de Campo e Ponto de Murcha Permanente. Curva de Retenção de Água no Solo. Capacidade de Água Disponível (CAD) e Balanço Hídrico de Água no Solo.  Coleta de Amostras Indeformadas de Solo.

Irrigação por Gotejamento / Microaspersão

Formação de Bulbos Molhados no Solo. Monitoramento e Controle do Entupimento de Emissores no Campo. Relações entre Uniformidade de Irrigação e Manejo da Irrigação.

Fertirrigação / Extratores de Solução do Solo

Teoria da fertirrigação. Extratores de Solução: Modelos e Operação no Campo. Monitoramento da Condutividade Elétrica (CE) da Solução do Solo. Mensuração de Nitrogênio, Potássio e pH da Solução. Monitoramento da Aeração do Solo.

Local: Piracicaba – SP

Coordenação:   Hidrodinâmica Irrigação

Público Alvo:   Engenheiros Agrônomos, Técnicos Agrícolas, Produtores Rurais e Estudantes.

Vagas Limitadas:   30 Alunos

Professor:  Dr. Rubens Duarte Coelho /ESALQ

                     Consultar Currículo Vitae 

ATENÇÃO: A vaga ficará garantida por 5 dias, contados a partir da data da inscrição, após este período será cancelada caso o pagamento não seja efetivado. Data limite para confirmação de participação no curso 15/Outubro/2018.

 

Duração do Curso – 2 Dias (12 horas–aula)

Datas: 19 e 20 Outubro 2018

Sexta Feira 19:00 – 22:30  e  Sábado 8:30 – 16:30 h

Local: Piracicaba-SP – Empresa Hidrodinâmica

Valor: R$ 900,00

Link para Download do folder do curso e instruções para inscrição 

Produtores de flores e morangos de Atibaia driblam estiagem com técnicas de irrigação

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A estiagem já prejudicou muito a produção de flores e de morangos de Atibaia, no interior de São Paulo. Mas, de uns anos para cá, os agricultores estão investindo em técnicas de irrigação e consumo de água.

A aposta no plantio de flores na região é grande: cerca de 25% da produção nacional sai de lá. Outro produto importante é o famoso morango: são mais de 4 mil toneladas colhidas por ano.

Na plantação da família de Thiago Tsuji mais de 50 mil vasos de dez espécies de flores diferentes são produzidos por mês. Mas não era assim há 5 anos, principalmente por conta da crise hídrica – a propriedade fica às margens do rio Atibaia, um dos que formam o Sistema Cantareira que, em 2013, chegou ao nível mais baixo da história.

Foi nesse período difícil que Thiago passou a captar água da chuva.

Aliada a novas tecnologias de irrigação, a economia de água fez a produção crescer.

Na propriedade, é o usado o sistema de espaguete, que são mangueiras bem fininhas ligadas diretamente nos vasos das plantas.

“É uma economia de água fantástica, a gente usa praticamente só o necessário”, conta Thiago.

No sítio de Oswaldo Maziero a produção também é baseada na economia de água. Ele cultiva 4 mil pés da fruta no sistema semi-hidropônico, com irrigação por gotejamento. O uso racional da água não afeta a produtividade e garante a qualidade dos produtos.

No mês de setembro, boa parte do que sai do campo na região é vendida na festa de flores e morangos de Atibaia, que movimenta mais de R$ 9 milhões em 12 dias.

Fonte: Globo Rural