Mapa pode ter secretarias de florestas e de políticas para o Nordeste

O desenho do novo Ministério da Agricultura ainda não está fechado, mas pelo menos quatro novas secretarias podem ser criadas na gestão da ministra Tereza Cristina (DEM/MS). A única confirmada oficialmente até o momento é a de Assuntos Fundiários, que terá à frente o líder ruralista, Nabhan Garcia. A Pesca e Aquicultura voltará para a estrutura do Mapa, após andar por Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) e pela Presidência da República, e deve manter o mesmo status. Outras duas são novidades: uma para cuidar do setor florestal e outra para as políticas focadas ao semiárido nordestino.

Desde a campanha, o presidente eleito cita políticas que pretende implantar para ajudar a desenvolver a região Nordeste do país. Ele comentou, por exemplo, a possibilidade de importação da tecnologia usada em Israel que permite o cultivo com excelência no meio do deserto por conta da irrigação com a dessalinização da água do mar. “Estivemos em Israel e vimos de perto o que eles não tem e o que eles são, mesmo no meio do deserto. O Nordeste brasileiro tem grande potencial para produzir, gerar empregos e prosperar, principalmente quando falamos em agricultura e energia limpa. É onde pretendemos avançar!”, afirmou Bolsonaro em uma publicação em setembro deste ano.

Uma secretaria dedicada ao tema dentro do Ministério da Agricultura pode ser a estratégia para esse e outros programas que o novo governo quer criar. O setor de florestas plantadas já foi confirmado pela futura ministra Tereza Cristina no organograma do Ministério durante entrevistas, mas ela não definiu de que forma será tratado.

Outro tema que gera dúvidas é a irrigação. Há anos, o setor agrícola pressiona a Casa Civil, responsável pela modificação de competências na Esplanada, para que o tema seja tratado no âmbito do Ministério da Agricultura. Atualmente, ele é competência do Ministério da Integração Nacional, onde já teve status de secretaria, extinta em 2017. A partir daí as ações de promoção do setor irrigado foram absorvidas pela Secretaria de Desenvolvimento Regional daquela pasta, com prestígio cada vez menor. Uma das reclamações é que a Política Nacional de Irrigação, criada em 2013, ainda não saiu do papel.

Em março desse ano, a própria Tereza Cristina, deputados da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e representantes de entidades como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Federarroz e o Irga, levaram a reivindicação de remanejamento da Irrigação para o Ministério da Agricultura ao ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha.

Agora, a futura ministra já pediu ao presidente eleito, Jair Bolsonaro, para conseguir atender a demanda do setor.  Representantes da recém-criada Associação dos Irrigantes do Brasil vão pedir a ela que seja criado o Departamento de Agricultura Irrigada Sustentável na estrutura do Ministério da Agricultura e a regulamentação da política de irrigação por meio de decretos e portarias urgentemente.

Já as políticas para os agricultores familiares, que hoje estão na Secretaria Especial de Agricultura Familiar e Desenvolvimento Agrário, ex-MDA, devem ser incorporadas à atual Secretaria de Mobilidade Social, do Produtor Rural e Cooperativismo ou virar uma secretaria à parte. Um dos nomes mais cotados para assumir essa área seria o do deputado federal Valdir Colatto (MDB/SC). Ele também tem afinidade com a Pesca, mas o setor deveria ser comandado por uma pessoa da preferência de Jair Bolsonaro.

Atualmente, o Ministério da Agricultura tem a Secretaria-Executiva (órgão de assessoramento direto do ministro) e quatro secretarias específicas: Política Agrícola, Defesa Agropecuária, Relações Internacionais do Agronegócio e Mobilidade Social, Produtor Rural e Cooperativismo.

Fonte: Canal Rural

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Irrigação bem administrada é sinônimo de economia

As técnicas de irrigação são milenares. Datam do Antigo Egito e Mesopotâmia, 3.000 anos antes de Cristo. Naquela época como hoje, os produtores enfrentavam o mesmo desafio: administrar bem a água para produção de alimentos. Com a difusão da irrigação em pastagens, essa prática se tornou imperativa na pecuária de corte.
E não basta simplesmente “economizar” água, é preciso evitar desperdícios por meio do planejamento correto dos projetos, que devem ser montados com base em análise minuciosa das condições climáticas da região, das demandas da planta (capim) e da capacidade de armazenamento hídrico do solo, visando uma maior produtividade e o uso cada vez mais racional dos insumos. Isso sem falar da rede energia elétrica, “coração” do sistema, que bombeia a água e lembra, diariamente, ao produtor, que levá-la à torneira ou aos equipamentos tem um custo, que será ser ainda maior quando se cobrar por ela.
Segundo Luís César Dias Drumond, especialista em nutrirrigação e professor da Universidade Federal de Viçosa (UFV), essa “regalia” (água de graça) deve acabar dentro de no máximo cinco anos. Mais um motivo para o produtor fazer um manejo racional da irrigação de pastagens, maximizando a produção e minimizando custos, por meio de projetos mais eficientes.
“Acho que a cobrança pode trazer ônus para o orçamento, mas, quem sabe, também incentivará  os produtores a fazer uma revisão hidráulica de seus equipamentos a cada três anos, se conscientizando quanto ao valor econômico, social e ambiental da água, que deve ser bem usada, como a energia e insumos”, afirma.

 

DBO apresenta, nesta reportagem, que abre o Especial de Pastagens, dois exemplos de projetos que já têm essa consciência: o da JBJ, em Aruanã, GO, e o de Antônio Augusto Athayde Júnior, proprietário das Fazendas Rio Verde, em São João da Ponte, e Planalto, em Capitão Enéas, ambas no Norte Mineiro.

Fonte: DBO

Governo do Piauí vai prorrogar incentivo à irrigação até 2022

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Tendo em vista o potencial piauiense no desenvolvimento agrícola mesmo na região semiárida, o governador Wellington Dias (PT) encaminhou à Assembleia Legislativa o projeto de lei que prorroga o prazo de fruição do incentivo à irrigação, por meio da concessão de subsídio no consumo de energia elétrica, por estabelecimento de produtor rural que utiliza o processo de irrigação. O benefício que teria o prazo finalizado no próximo dia 31 de dezembro, poderá ser estendido até o final de 2022, abrangendo inclusive piscicultores e aquicultores.

O subsídio oferecido para o incentivo à agricultura irrigada possibilita desconto de até 90% na energia elétrica. De acordo com Dias, o objetivo é que o Piauí deixe de depender das chuvas, pois há notadamente uma irregularidade pluviométrica, assim, o Estado busca alternativas para que a produção se mantenha em alta mesmo nos tempos de escassez. “Significa que nós vamos estar priorizando por exemplo, com o desconto que chega a 90% nessa área de energia, onde o objetivo é a gente sair dessa política de confiar nas chuvas, nós temos normalmente irregularidade; choveu. água de chuva; não choveu, vamos trabalhar com a irrigação”, disse.

Diante desse cenário, o líder do Poder Executivo busca aliar o desenvolvimento local à sustentabilidade, o investimento em irrigação visa prosperar o emprego, a renda e alavancar as receitas regionais. “Cada vez com mais tecnologia, com mais produtividade, a medida que tem um aumento na produção, isso gera um aumento na geração de emprego, desenvolvimento, que gera receita. Então o subsídio é uma aplicação, um investimento que permite ampliar a própria economia”, indicou.

Fonte: Meio Norte

Brasil deve exportar 1,5 mi de toneladas

Plantio da safra 2018/2019  do cereal está próximo do fim no Rio Grande do Sul, maior produtor do País

As exportações brasileiras de arroz devem encerrar o ano-safra, que termina em 28 de fevereiro do ano que vem, em 1,5 milhão de toneladas, projetou ontem a Camil em encontro com analistas, em São Paulo.

Conforme o diretor de suprimentos da empresa, André Ziglia, os embarques elevados, puxados pelo câmbio e pelo maior preço do arroz norte-americano, não devem se repetir no ciclo seguinte. “No ano que vem, a tendência é retornar a 1,2 milhão de toneladas por ano ”, afirmou. Em 2017, o País embarcou 870 mil toneladas do cereal.

Neste cenário, a empresa ampliou entre 100% a 120% as exportações em 2018, dependendo do produto.

“Exportamos mais valor agregado ligado ao varejo diretamente, não a trading. É um segmento que nós achamos que seria mais estável”, ponderou o executivo.

Conforme Ziglia, o mercado internacional anda de lado, com recuo da área nos Estados Unidos nos últimos meses. “Isso pode deixar menos competitivo o Mercosul como um todo na América Central e nos destinos de arroz em casca, que são Venezuela e Nicarágua”, projetou o diretor.

O plantio da nova safra, que está prestes a ser encerrado no Rio Grande do Sul, principal produtor de arroz irrigado, deve ocupar 1,007 milhão de hectares no Estado, segundo estimativa do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga).

Para o executivo, porém, a área semeada deve chegar a 1,025 milhão de hectares. “A redução não tem sido tão grande quanto a proporção de falta de rentabilidade”, destacou. “O produtor é muito resiliente e pala baixa disponibilidade de fazer outra atividade nas áreas de várzea, ele acaba se mantendo na atividade.”

Na safra passada, o Brasil produziu 8,4 milhões de toneladas e a previsão do Irga para este ano é de 7,5 milhões de toneladas. “Se o clima se mantiver, a safra deverá ser muito parecida com a do ano passado, tanto em volume quanto em qualidade.” Na avaliação do diretor, o cenário para o próximo ano deve ser de preços mais estáveis do que neste ano, se o patamar cambial permanecer como está.

Fonte: DCI

 

Embrapa e Visiona fazem acordo para usar tecnologia espacial na agricultura

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A Embrapa e a Visiona Tecnologia Espacial assinaram nesta sexta-feira, 07, um acordo de cooperação a fim de desenvolver projetos que unem tecnologia espacial e sistemas informatizados para serem aplicados na agricultura. O objetivo é obter avanços no mapeamento e monitoramento de áreas de produção agropecuária, ecossistemas ambientais e áreas de conservação, informa nota da Embrapa. Com a parceria, será mais fácil desenvolver sistemas que obtêm dados de satélites para ajudar no monitoramento e mapeamento.

A Embrapa contribuirá com conhecimento em tecnologia de agricultura, automação, geotecnologias e sistemas de TI. Já a Visiona entrará com o know-how na área espacial, em especial com o nanosatélite VCUB, o primeiro do tipo feito pela indústria brasileira.

“A parceria tem grande potencial de desenvolvimento técnico que poderá ser aplicado à oferta de novos modelos de negócios a serem explorados pelas duas empresas ou junto a terceiros”, afirmou o diretor de Inovação e Tecnologia da Embrapa, Cleber Soares.

O presidente da Visiona, João Paulo Rodrigues Campos, enfatizou as qualidades do VCUB: “A possibilidade de conjugar imagens com alta qualidade e coletar dados de sensores no campo faz do VCUB uma plataforma poderosa para aplicações agrícolas, e a parceria com a Embrapa será fundamental para transformar esse potencial em soluções concretas voltadas para o mercado brasileiro”.

Fonte: IstoÉ