Fabricantes apostam em equipamentos de irrigação sustentáveis

Irrigação-água-agricultura (Foto: Globo Rural)

Pivôs funcionando 24 horas na fazenda sem estar conectados à energia elétrica e novas tecnologias para controle e gestão do processo são algumas das soluções apresentadas na Agrishow, em Ribeirão Preto, por empresas fabricantes de equipamentos de irrigação.

O sistema integrado, que envolve energia gerada por painéis fotovoltaicos quando há luminosidade e por biomassa nos intervalos sem luz, está sendo desenvolvida pela Fockink, empresa gaúcha há 76 anos no mercado, que participa da feira desde a primeira edição, em 1994. O sistema foi criado dentro da empresa de 800 funcionários, que tem 25 engenheiros trabalhando apenas com projetos de inovação. Os primeiros equipamentos integrados devem ser instalados no segundo semestre em fazendas do Mato Grosso.

A vedete da Fockink, empresa 100% nacional, no entanto, é um novo pivô com movimento contínuo com mais vida útil e eficiência energética, utilizável em áreas de 3 a 250 hectares. “O equipamento gera uma economia de 50% em energia”, garante Oscar Strucker, gerente de marketing.

Pelo menos 15% dos negócios fechados pela marca no ano nascem na Agrishow, considerada a principal vitrine para a empresa que participa também de outras 10 feiras agrícolas por ano. Segundo Oscar, o produtor geralmente estuda dois ou três anos antes de colocar o primeiro pivô na fazenda. “O custo benefício é tão alto que, já no ano seguinte, ele volta com o mapa de sua área perguntando onde consegue instalar mais pivôs.”

A novidade em controle e gestão do processo de irrigação é o destaque do estande da Netafim, empresa de Israel fundada em 1965 que atua em mais de 110 países, com soluções de irrigação por gotejamento ou aspersão. O equipamento NetBeat, lançamento global, recebe os dados enviados pelos sensores instalados no campo, transforma em sinais de rádio e envia para a nuvem, onde estão também os dados agronômicos sobre irrigação disponibilizados pela Netafim.

Segundo Danilo Silva, gerente de distribuição, com o NetBeat o produtor terá em mãos todos os dados necessários para programar a irrigação ou gerenciar a aplicação pelo celular ou computador. O equipamento será comercializado a partir do próximo semestre.

A Irrigabras, empresa de Barueri que vende pivô central há mais de 30 anos, aposta na eficiência e alta resistência de seus equipamentos para conquistar o cliente na feira. O equipamento também pode ser controlado à distância por internet.

A Irrigabrasil, de Pinhais (PR), apresenta como destaque na feira a barra irrigadora que substitui o aspersor canhão, gerando mais eficiência na aplicação.

Fonte: Revista Globo Rural

 

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Conheça mais sobre irrigação sustentável para hortas

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Foto: Divulgação

Economizar água e produzir mais – Sustentabilidade na irrigação de hortaliças

As hortaliças requerem boa disponibilidade de água no solo para que produções elevadas e de boa qualidade sejam alcançadas. Enquanto algumas toleram solos relativamente secos por alguns dias, como a batata-doce e o quiabo, ou por até semanas, a exemplo do grão-de-bico e da lentilha (sem que a produtividade seja prejudicada), a maioria precisa de suprimento de água constante durante todo o ciclo de cultivo.

Isso se deve ao fato de as plantas terem ciclo de vida curto (70-150 dias), raízes pouco profundas (20-40 cm) e alto teor de água (80-95%) nas partes comestíveis (folhas, frutos, tubérculos, raízes etc.).

Importância da irrigação

A irrigação é uma das práticas culturais mais importantes na produção de hortaliças, sobretudo em regiões ou estações com distribuição irregular de chuvas ou com períodos prolongados de estiagem. Mesmo em lugares úmidos, a ausência de chuva, ainda que por poucos dias, pode prejudicar a produção de espécies sensíveis à falta de água.

Hortaliças folhosas, como a alface, a cebolinha e a rúcula, requerem irrigações complementares mesmo durante a estação das chuvas.

Excesso também é prejudicial

As hortaliças não toleram excesso de água. Tal recurso em demasia prejudica a aeração do solo e a respiração das raízes, predispõe a maior ocorrência de doenças de solo e favorece a maior perda de nutrientes por lixiviação, principalmente nitrogênio e potássio.

Já o molhamento frequente da folhagem das plantas pela água de irrigação (aspersão) favorece o aumento de doenças de parte aérea. Portanto, há tendência de maior uso de agrotóxicos para o controle de doenças nas lavouras irrigadas em excesso ou em regime de alta frequência.

Ao contrário do que possa parecer (e do que é praticado), questões sobre quando e quanto irrigar não apresentam simples respostas, pois dependem de vários fatores como espécie cultivada, fase de desenvolvimentos das plantas, tipo de solo e condições climáticas.

Problemas associados à irrigação

Embora a agricultura irrigada seja comumente associada a um elevado nível tecnológico, a irrigação no Brasil é frequentemente realizada com grande desperdício de água, até em regiões com baixa disponibilidade hídrica.

Isso se deve ao uso de sistemas de irrigação ineficientes, a problemas de manutenção de equipamentos e ao desconhecimento, por parte do produtor, da capacidade de armazenamento de água dos solos, das necessidades de água das culturas e dos problemas decorrentes de uma irrigação mal feita.

Afirmar que as hortaliças são irrigadas sem qualquer critério técnico não provoca qualquer surpresa para muitos – inclusive, a maioria dos produtores assegura que não irriga corretamente. Por segurança e por serem as hortaliças exigentes em água, os produtores irrigam normalmente em excesso, certos de que altas produtividades estarão garantidas, o que não é verdadeiro.

Por mais contraditório que seja, a estratégia de se irrigar em excesso pode não garantir o pleno suprimento de água para as plantas até a próxima irrigação, pois o solo, muitas vezes, não armazena toda a água aplicada. Desse modo, a água fornecida em excesso escoa para além das raízes e não fica disponível às plantas.

Perdas

Estima-se que de toda a água captada para fins de irrigação, apenas 40-60% seja efetivamente usada pelas plantas. Nos sistemas de irrigação por superfície – em que o sistema por sulco é o mais usado –, as perdas podem ser ainda maiores.

As perdas ocorrem por vazamento, drenagem profunda, escoamento superficial, evaporação e, no caso da aspersão, também por deriva. Não é difícil encontrar sistemas de irrigação em que as perdas de água sejam inferiores a 25%. Para tal, basta-se irrigar na medida certa usando um sistema apropriado – existem muitas tecnologias disponíveis, inclusive de baixo custo, para que a irrigação seja realizada de forma mais sustentável.

Fonte: Revista Campos e Negócios

A importância da água na citricultura

Os dois principais insumos da citricultura são em primeiro lugar a luz do sol e em segundo lugar a água que garante alta produtividade quando aplicada de forma correta juntamente com as técnicas de produção.

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O balanço hídrico para avaliação da produção e análise de viabilidade de irrigação

É importante realizar o acompanhamento do balanço hídrico pois ele é responsável por informar se as chuvas foram suficientes para suprir a necessidades de desenvolvimento das plantas em certo período de tempo, demonstrando o que excedeu ou apresentando a necessidade de utilizar irrigação. Caso haja déficit de água, a safra terá impacto direto, pois haverá uma redução no potencial de produção esperado. Essa redução na produção será comparada com safras passadas, dessa forma constatando o prejuízo potencial para o produtor.

Esses parâmetros são utilizados para análise de viabilidade do emprego de sistema de irrigação.

Em citricultura, como em algumas outras culturas, a água é essencial em todas as fases da produção, caso falte esse insumo, certamente haverá perda no potencial de produção final.

A importância da implantação de irrigação para aprovação de financiamentos

 

Em regiões que as chuvas são escassas durante o ano, os citricultores que necessitam de financiamento bancário, somente conseguem a aprovação, se implantarem sistema de irrigação, pois dessa forma poderá garantir toda a produtividade potencial, conseguindo inclusive aumentar a garantia de amortização dos empréstimos bancários.

Escassez de chuva e irrigação sustentável

Recentemente tivemos alterações climáticas em diversas regiões que deixou todo o país em estado de atenção pois, passávamos por momentos de escassez de chuva e baixa drástica de diversos rios, soubemos de casos inclusive de produtores que utilizavam sistema de irrigação e mesmo assim tiveram prejuízo, pois não tinham de onde tirar água.

Por outro lado, em momentos de água em abundância é importante pensar na preservação do meio ambiente e na irrigação sustentável, para prevenir prejuízos futuramente.

Sempre que for analisar a viabilidade para produção de pomares cítricos, inclua nos estudos a instalação de irrigação, bem como suas fontes de captação de água que é um insumo muito importante para uma produção com máximo potencial.

Fonte: icrop.com.br

Netafim dá dicas para uma irrigação sustentável

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O agronegócio está sempre na contra mão da crise. Ainda que a agricultura seja pouco reconhecida pela sociedade urbana, os números confirmam: em 2015 o Brasil fechou mais de 1,5 milhão de vagas de empregos, segundo informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Já a agricultura foi o único setor que gerou mais empregos: 9.821 vagas foram abertas nesse período.
A sustentabilidade no agro cresce a cada dia: produtores se preocupam com a gestão das lavouras, com a qualidade dos alimentos produzidos, em atuar de maneira responsável com boas práticas agrícolas, investindo no campo com tecnologia avançada e que aumentem a produtividade.
Quando o assunto é irrigação, não é só a água quem está envolvida. “É gestão do uso, é tecnologia, é conhecimento”, explica Carlos Sanches, gerente agronômico da Netafim que ressalta: “Temos que saber usar a água. É um bem finito, que serve a sociedade rural e urbana. Se não fizermos o uso correto, afetará o sistema de forma que até alimento faltará”. Dados mostram que a necessidade hídrica da agricultura brasileira chega a 72% de toda a água disponível para consumo.
Para isso, confira cinco dicas para garantir uma irrigação sustentável na lavoura:
– Conheça sua infraestrutura: avalie se possui o equipamento de irrigação mais adequado para a cultura. Eficiência de irrigação é a porcentagem de água que realmente entra no solo e é usada pela cultura em comparação com a quantidade bombeada para o sistema: medir e monitorar; uniformidade de aplicação; uso eficiente da água (m3/ha); e custos de funcionamento.
– Escolha bem a tecnologia: a irrigação por gotejamento consiste em levar água pontualmente e na medida certa para a planta através de tubos com gotejadores. O gotejo ainda auxilia no expressivo aumento da produtividade – podendo chegar até 200%. “O gotejador permite que o produtor também realize a técnica de nutrirrigação em que os nutrientes são aplicados direto na raiz através das gotas de água. Dessa forma, a planta se alimenta mais vezes e em menores quantidades, o que é ideal para que absorva os fertilizantes de forma saudável”, destaca. Além disso, o produtor reduz custos na produção (mão-de-obra, energia e insumos), garante homogeneidade das lavouras, facilidade de manejo com a implantação da nutrirrigação, entre outros, que podem representar até 20% de economia na fazenda.

– Monitore a lavoura: já existem tecnologias disponíveis para fazer o controle e gestão automatizados da fazenda, em tempo real. Mas ainda que o produtor não possa gastar neste momento, ele mesmo pode controlar. “É preciso gerir a quantidade de água, fertilizantes, e até de mão-de-obra. Pequenas mudanças na propriedade como a mudança do horário da irrigação podem afetar positivamente o balanço final”, acrescenta Sanches.
– Conheça os recursos hídricos e de solos, entenda o clima de propriedade (pluviosidade, temperatura e evapotranspiração), consulte um engenheiro agrônomo se houver necessidade, e entenda a outorga de água e suas condições e limitações. Por exemplo: A sua capacidade de armazenamento em barragem corresponde à sua outorga? Conheça a capacidade de retenção do solo.
– Conheça a real necessidade da cultura: compare o uso da água contra os outros na região. O conhecimento de quando e quanto deve ser aplicado de água depende de medição da humidade do solo e qual estado vegetativo se encontra a cultura. Muitos irrigantes ainda não utilizam qualquer forma de monitoramento e programação de irrigação, que devem formar a base do uso do planejamento de uso da água durante a temporada de irrigação. “Não é correto confiar somente na pré-programação sem examinar as condições do solo no campo, mas igualmente basear as decisões de irrigação objetivamente na intuição, experiência ou caminhando a pé pela área, não vão garantir a aplicação de água ideal”, alerta Sanches.
A agricultura está indo em direção à sustentabilidade, e para que este caminho seja cada vez mais curto, são necessárias mudanças frequentes para garantir a produtividade no futuro.

Sobre a Netafim
Fundada há mais de 50 anos e com cerca de 30 subsidiárias em todo o mundo, a Netafim oferece as melhores soluções aos agricultores de mais de 110 países por meio 15 unidades produtivas, milhares de distribuidores e mais de 4.000 funcionários. No Brasil são três unidades: Campinas/SP, Ribeirão Preto/SP e em Cabo de Santo Agostinho/PE. O portfólio de produtos inclui sistemas completos de irrigação por gotejamento, microaspersão, controle e monitoramento automatizados, dentre outras.

Poço artesiano é perfurado e contribuirá para projeto de irrigação sustentável

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A Secretaria da Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) em parceria com a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) iniciou a perfuração de um poço artesiano no Polo Agroalimentar da cidade de Arapiraca, que contribuirá para a execução do projeto de pesquisa “Sistema de Irrigação Automático e Autossustentável para a Região do Semiárido Alagoano que Margeia o Canal do Sertão”.

O objetivo do projeto é desenvolver uma alternativa sustentável e inovadora para agricultura irrigada em culturas de interesse regional, buscando melhorar os índices de desenvolvimento humano da sociedade nordestina, sobretudo, das famílias que vivem as margens do Canal do Sertão.

Para o professor Laelson Lima, coordenador administrativo do Polo, a implantação do poço artesiano é primordial para a execução do projeto, pois ele servirá para irrigar toda a cultura e dá andamento as outras etapas. “Sem o poço não haveria projeto. Estamos satisfeitos com a iniciativa que dará, de fato, inicio a esse processo que será muito importante para toda região”, afirmou o professor. A perfuração deverá ser concluída no próximo domingo (29).

Polo Agroalimentar de Arapiraca

O polo tem como objetivo desenvolver e transferir tecnologia para o setor produtivo agroalimentar, em especial aos segmentos da mandiocultura e hortifruticultura, contribuindo com a sustentabilidade sócio-econômica do Agreste Alagoano. Atualmente é gerido pela Universidade Estadual de Alagoas (Uneal).

Fonte: Agência Alagoas