IBGE apresenta dados preliminares referentes ao Censo Agropecuário de 2017

IBGE apresenta dados preliminares referentes ao Censo Agropecuário de 2017

Esta é a 11ª edição do relatório, cuja coleta de informações aconteceu entre 1º de outubro de 2017 e 28 de fevereiro de 2018, nos 295 municípios catarinenses. Ao todo, foram visitados 183.065 estabelecimentos, em uma área total de 6.446.155 hectares, nos quais foram aplicados questionários com 565 perguntas.

Os questionamentos versaram sobre as características do produtor agropecuário (idade, sexo, escolaridade e, pela primeira vez, cor ou raça); dos estabelecimentos (área, utilização das terras, acesso a telefone, à internet, uso de irrigação, uso de adubos e agrotóxicos, assistência técnica); condição legal das terras e do produtor; pessoal ocupado; infraestrutura dos estabelecimentos (unidades armazenadoras, tanques de resfriamento de leite, tratores, máquinas e veículos); características da pecuária e da produção vegetal (efetivos e produtos da silvicultura, horticultura, floricultura, extração vegetal, lavouras permanente e temporária), entre outros temas.

Conforme divulgado, a intenção do IBGE em apresentar os dados, ainda que não conclusivos (o relatório final somente será finalizado em julho de 2019), é possibilitar o aperfeiçoamento do estudo. “Estamos abrindo para a sociedade, especialmente para as lideranças, esses resultados preliminares para que possam existir outros olhares especializados sobre essas informações e que eventuais dúvidas e esclarecimentos ainda possam ser buscados, pois ainda temos muito tempo pela frente até a divulgação final do Censo”, destacou o chefe da unidade estadual do IBGE, Alceu José Vanzella.

RESULTADOS

Segundo as informações constantes no Censo Agro 2017, apesar da área média dos estabelecimentos agrícolas ter aumentado em relação a 2006 – ano do último levantamento – ainda há uma larga predominância, 69,8% (127.793), de pequenas e médias propriedades, entre 5 até 50 hectares.

A silvicultura (cultivo de florestas) contou com um incremento de área de 47,73%, alcançando 918.137 hectares. Já a área de matas naturais cresceu 18,01%, chegando a 1.904.516 hectares.

O Censo mostrou que a força de trabalho humana vendo sendo substituída pela das máquinas. O número de tratores cresceu 55,08%, totalizando 108.374 unidades, enquanto as pessoas ocupadas em estabelecimentos agropecuários caiu 12,89%, ficando em 497.825.

O perfil da população rural também sofreu alterações. Em comparação ao Censo de 2006, houve diminuição de 40,71% dos produtores com menos de 45 anos (44.141) e aumento de 26,63% nos com mais de 55 anos (83.225). Este ponto foi considerado preocupante pelo coordenador técnico do levantamento, Jair Aguilar Quaresma. Pare ele, o poder público deveria investir em mais iniciativas voltadas à permanência dos jovens no campo. “Lembro que há cerca de 10 anos houve políticas públicas de incentivo ao crédito para compra de propriedades rurais para casais jovens. Acho que ações como estas deveriam ser mais intensificadas porque é muito evidente que está ocorrendo um envelhecimento no campo aqui no estado, assim como no Brasil.”

Um dado positivo é o crescimento das comunicações nas regiões rurais catarinenses.
Em 2006, o total de estabelecimentos agropecuários com acesso à internet era de 7 mil, número que chegou a 91.978 em 2017, ou seja, um aumento de 1.313,9%. Este índice, conforme o IBGE, coloca o meio rural catarinense entre os cinco mais conectados entre os estados brasileiros.  Destaca-se ainda a existência de telefone em 154.335 estabelecimentos ou 84,3% do total.

Outro tópico evidenciado é o aumento de 22,92% no total de áreas irrigadas, que chegaram a  167.473 hectares. O número de propriedades que fazem uso de irrigação também aumentou (16,53%), totalizando 16.261 unidades.

Já o uso de agrotóxicos teve uma elevação de 4,1% nos últimos 11 anos, com 129.362 produtores tendo revelado utilizá-lo nas lavouras durante o período de referência do levantamento. O incremento, entretanto, ainda está bem distante da média nacional verificada no mesmo período, conforme apontou Quaresma. “Ficamos bem distantes do aumento verificado no Brasil, de 20,4%, o que acredito seja uma coisa muito positiva para Santa Catarina. Os agrotóxicos são muito importantes para a agricultura, mas temos que fazer um uso racional deles.”

Por fim, foi destacada a ascensão do cultivo no estado de duas frutas.  O maracujá , cuja produção passou de 2.592 toneladas, em 2006, para  27.699, em 2017 (principais produtores: Sombrio, São João do Sul e Araranguá); e a pitaia, cuja oferta comercial era considerada existente 11 anos atrás e no ano passado somou 328 toneladas (principais produtores:Turvo, Sombrio e Jacinto Machado).

Fonte: Jmais

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IBGE realiza novo Censo Agropecuário depois de dez anos

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Após dez anos, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) fará um novo Censo Agropecuário no país. A coleta de dados começou no último dia 2 e será feita por 19 mil recenseadores em mais de 5,3 milhões de estabelecimentos agropecuários em todo o país nos próximos cinco meses.
Nas entrevistas, serão levantadas informações sobre área, produção, características do pessoal ocupado, emprego de irrigação, uso de agrotóxicos, entre outros temas.
“Há dez anos que não colhemos informações detalhadas sobre o setor agropecuário brasileiro. Aquela informação que vai até o município e bate à porta das unidades produtoras. É um grande censo, que vai varrer a agricultura familiar, o agronegócio e a atividade no Brasil como um todo”, disse o presidente do IBGE, Roberto Olinto.
Os resultados do Censo Agropecuário 2017 devem começar a ser divulgados pelo IBGE em meados de 2018.
Durante o anúncio do início da pesquisa, o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, ressaltou a importância de conhecer em detalhes os dados da agricultura do país. “O Brasil é acima de tudo um país agro e a nossa economia é muito ligada ao agronegócio, que influencia de maneira definitiva e muito profunda todo o desempenho da economia do país”.
Tecnologia
A coleta de dados para o Censo Agro 2017 será inteiramente digital, por meio dos Dispositivos Móveis de Coleta (DMCs), que rodam um aplicativo inteiramente desenvolvido pela Diretoria de Informática do IBGE e serão capazes de mostrar a imagem do setor censitário, a posição do recenseador no terreno e os endereços dos estabelecimentos a serem recenseados.
Com a tecnologia, também será possível identificar novos estabelecimentos e cadastrá-los. “Além disso, para garantir que as informações sejam coletadas no setor determinado, o sistema utiliza o GPS e, inclusive, não permite que o questionário do Censo Agro seja aberto fora do local correto”, informou o IBGE.
O novo sistema também vai melhorar a crítica dos dados, orientando os recenseadores durante a coleta, para que o questionário seja preenchido de forma correta. “À medida que o recenseador coleta as informações, os dados já começam a ser transmitidos e conferidos”.
Nova Pesquisa
O Censo Agropecuário 2017 também vai subsidiar a implantação do cadastro de estabelecimentos agropecuários e do Sistema Nacional de Pesquisas Agropecuárias, que permitirá a criação da Pesquisa Nacional por Amostra de Estabelecimentos Agropecuários.
A pesquisa irá a campo anualmente captar dados detalhados sobre receitas e despesas na produção, crédito e seguro rural, proteção de mananciais, conservação da fauna e flora, uso de agrotóxicos, técnicas de produção, além da situação social e familiar dos trabalhadores do campo.
Fonte: IBGE

IBGE confirma safra recorde de grãos em 2015 e espera alta de 0,5% para 2016

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Foto: Divulgação

A safra brasileira de grãos fechou 2015 com a produção de 209,5 milhões de toneladas. O total colhido é 7,7% superior à produção de 2014 (194,6 milhões de toneladas). O levantamento foi divulgado nesta terça-feira (12.01) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A estimativa da área a ser colhida é de 57,7 milhões de hectares, com alta de 1,8% frente à área colhida em 2014 (56,7 milhões de hectares). As três principais commodities – arroz, milho e soja – representaram 93,1% da estimativa da produção e responderam por 86,3% da área a ser colhida.

Em relação a 2014, houve acréscimos de 6,1% na área da soja, 0,8% na área do milho e redução de 8,4% na área de arroz. Na produção, houve acréscimos de 1,1% o arroz, 11,9% na soja e de 7,3% no milho.

Apenas o Estado do Mato Grosso foi responsável por 25% da produção brasileira de grãos. “Mato Grosso liderou como maior produtor nacional de grãos, com uma participação de 24,9%, seguido pelo Paraná (18,0%) e Rio Grande do Sul (15,2%), que somados representaram 58,1% do total nacional previsto”, divulgou o IBGE.

Conforme o Instituto, a safra nacional de grãos deve crescer 0,5% e chegar a 210,7 milhões de toneladas em 2016. A produção de soja deve chegar a 102,7 milhões de toneladas, superando a safra de 2015 em 5,9%. Esta alta na produção é resultado da valorização da soja no mercado interno. Líder na produção do grão, Mato Grosso reservou 9,2 milhões de hectares para cultivo de soja, com rendimento médio em 3.106 kg/ha. A produção mato-grossense deve ficar em torno de 28,5 milhões de toneladas, 2,5% maior que a de 2015.

 

Agrolink
Autor: Lucas Rivas

Em junho, IBGE prevê safra 6,7% maior que a de 2014

Foto: Divulgação

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A sexta estimativa de 2015 para a safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas totalizou 205,8 milhões de toneladas, 6,7% acima da obtida em 2014 (192,9 milhões de toneladas) e maior 1.489.457 toneladas (0,7%) que a avaliação de maio. A estimativa da área a ser colhida é de 57,5 milhões de hectares, um acréscimo de 1,9% frente à área colhida em 2014 (56,4 milhões de hectares), com diminuição de 45.827 hectares em relação ao mês anterior (-0,1%). O arroz, o milho e a soja são os três principais produtos deste grupo, que somados representaram 91,9% da estimativa da produção e responderam por 86,1% da área a ser colhida. Em relação ao ano anterior, houve acréscimos de 5,5% na área da soja, de 0,8% na área do milho e, na área de arroz, houve redução de 3,5%. No que se refere à produção, houve acréscimos de 1,9% para o arroz, 11,6% para a soja e de 2,0% para o milho.

Regionalmente, o volume da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou a seguinte distribuição: Centro-Oeste, 85,7 milhões de toneladas; região Sul, 77,4 milhões de toneladas; Sudeste, 18,7 milhões de toneladas; Nordeste, 18,1 milhões de toneladas, e Norte, 6,0 milhões de toneladas. Comparativamente à safra passada, foram constatados incrementos de 10,3% na região Norte, de 14,7% na região Nordeste, de 4,0% na região Sudeste, de 9,4% na região Sul e de 3,2% na região Centro-Oeste. Nessa avaliação para 2015, o Mato Grosso liderou como maior produtor nacional de grãos, com participação de 24,1%, seguido pelo Paraná (18,4%) e Rio Grande do Sul (16,0%), que, somados, representaram 58,5% do total previsto.

Estimativa de junho em relação a maio de 2015

No Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de junho, destacaram-se as variações nas seguintes estimativas de produção, comparativamente ao mês de maio: cebola (+7,8%), sorgo (+4,4%), milho 2ª safra (+3,4%), triticale (+2,1), cevada (+1,6%), soja (+0,2%), trigo (-0,5%), milho 1ª safra (-1,1%), feijão 1ª safra (-1,9%) e aveia (-4,1%).

CEBOLA – A produção estimada é de 1,6 milhões de toneladas, uma alta de 7,8% em relação ao mês anterior. Também são estimados acréscimos de 2,6% na área plantada e de 5,0% no rendimento médio. Santa Catarina, maior produtor, com 34,0% da produção nacional, se prepara para iniciar o plantio no próximo mês. Os elevados preços de comercialização têm incentivado os produtores de Santa Catarina a investirem na cultura. Espera-se que este estado produza 557,3 mil toneladas de cebola, 16,4% acima da expectativa do mês anterior. A alta tem por base o acréscimo de área plantada, estimado em 7,4%, e o aumento do rendimento médio (8,2%).

FEIJÃO (em grão) – A produção, somando as três safras do produto, é estimada em 3,3 milhões de toneladas. A estimativa para a área plantada diminuiu 0,3% em relação a maio. A expectativa da produção também foi reduzida em 1,3%, apesar do rendimento médio esperado ter aumentado 0,7%. Neste levantamento, os maiores produtores são Paraná (22,3% da produção nacional), Minas Gerais (16,1%) e Bahia (11,4%). A 1ª safra de feijão está estimada em 1,4 milhão de toneladas, uma queda de 1,9% frente à estimativa de maio, refletindo a redução de 0,6% na informação anterior da área plantada e redução de 2,8% na área a ser colhida. Para o rendimento médio, foi estimado um aumento de 0,9%. Nesta estimativa de junho, os maiores produtores da 1ª safra de feijão são: Paraná (23,1%), Ceará (13,6%) e Minas Gerais (11,4%). A redução da produção estimada para este mês foi influenciada, principalmente, pelas estimativas nos estados da região Nordeste (-4,4%), especialmente no Rio Grande do Norte, com redução de 52,5% na produção e de 50,8% na área colhida e, em Pernambuco, com redução de 61,9% na produção e 42,7% na área a ser colhida.

MILHO (em grão) – A produção nacional de milho total (primeira e segunda safras) está estimada em 80,3 milhões de toneladas. A alta frente ao mês de maio se deu, principalmente, em consequência da melhora do rendimento médio, que passou de 5.146 kg/ha para 5.233 kg/ha. O retorno das chuvas durante a segunda safra de milho nas principais regiões produtoras foi um dos principais motivos do acréscimo do rendimento em nível nacional. O milho 1ª safra possui estimativa de produção de 30,1 milhões de toneladas, redução de 1,1% em relação ao mês anterior. A principal responsável pela variação destes dados da primeira safra foi a região Nordeste, que apresentou queda de 7,3% em função do quarto ano consecutivo de seca. O Ceará estimou uma produção 52,1% menor em relação ao mês anterior, enquanto o Rio Grande do Norte reduziu a sua estimativa de produção em 55,6%. Para o milho 2ª safra, são esperados 50,2 milhões de toneladas, acréscimo de 3,4% em relação a maio. Os principais estados responsáveis pelo incremento na estimativa da produção foram Goiás (10,0%), Mato Grosso do Sul (7,9%) e Paraná (3,8%). As produções esperadas para esses estados são 7,3, 8,4 e 10,8 milhões de toneladas, respectivamente. Estes aumentos acompanham os acréscimos verificados na área plantada e no rendimento médio nessa avaliação de junho em relação a maio.

SOJA (em grão) – Com o encerramento da colheita da soja, a produção do país é recorde, sendo estimada em 96,4 milhões de toneladas, 0,2% maior que o estimado no mês anterior. Mato Grosso, com uma produção estimada de 27,6 milhões de toneladas, 0,1% maior que no mês anterior, consolidou-se, por mais ano, como o maior produtor nacional desta cultura. O estado fez pequenos reajustes nos dados, reduzindo o rendimento médio em 0,1% e elevando a área colhida em 0,2%, passando esta a ser de 8,9 milhões de hectares.

SORGO (em grão) – A estimativa da produção do sorgo alcançou 2,1 milhões de toneladas, crescimento de 4,4% em relação ao mês anterior. A área plantada aumentou 1,4% e a colhida, 1,2%, enquanto o rendimento médio esperado aumentou 3,1%, resultado de um ano de chuvas mais abundantes na região Centro Oeste. Goiás, Mato do Grosso do Sul e Distrito Federal informaram aumentos respectivos de 5,8%, 4,3% e 17,0% nos rendimentos médios. Goiás, principal produtor e responsável por 46,8% do total a ser colhido, reavaliou a estimativa de produção, passando de 875,3 mil toneladas para 977,9 mil toneladas, um acréscimo de 102.626 toneladas. Nesse estado, aumentaram a área plantada e a ser colhida em 5,6%, enquanto o rendimento médio esperado apresenta um crescimento de 5,8%, passando de 3.128 kg/ha para 3.310 kg/ha, ou seja, avanço de 182 kg/ha.

CEREAIS DE INVERNO (em grão) – As estimativas de produção para o mês de junho de 2015 apontam decréscimos de 4,1% para a aveia e de 0,5% para o trigo. Houve crescimento para cevada (1,6%) e triticale (2,1%), quando comparados aos dados do mês anterior. O trigo, cereal de inverno mais importante em termos de consumo e volume de produção no Brasil, apresenta estimativa de 7,3 milhões de toneladas em uma área de produção de 2,5 milhões de hectares. O plantio no Paraná, principal produtor do país, atingiu 95% da área estimada. No Rio Grande do Sul, segundo maior produtor, com participação de 34,7% no total, estima-se que 42% da área esteja semeada e, destes, 38% já estão em germinação e desenvolvimento vegetativo.

Estimativa de junho de 2015 em relação à produção obtida em 2014

Dentre os 26 principais produtos, 13 apresentaram variação positiva em relação ao ano anterior: amendoim em casca 1ª safra (0,2%), amendoim em casca 2ª safra (5,4%), arroz em casca (1,9%), aveia em grão (47,9%), café em grão – arábica (1,7%), cebola (2,2%), cevada em grão (24,1%), feijão em grão 1ª safra (2,2%), mamona em baga (138,8%), mandioca (4,4%), milho em grão 2ª safra (4,2%), soja em grão (11,6%) e trigo em grão (18,3%). Com variação negativa, foram 13 produtos: algodão herbáceo em caroço (-7,4%), batata – inglesa 1ª safra (-0,7%), batata – inglesa 2ª safra (-3,1%), batata – inglesa 3ª safra (-20,6%), cacau em amêndoa (-10,6%), café em grão – canéfora (-17,6%), cana-de-açúcar (1,5%), feijão em grão 2ª safra (2,7%), feijão em grão 3ª safra (6,8%), laranja (6,9%), milho em grão 1ª safra (-1,4%), sorgo em grão (-5,5%) e triticale em grão (-13,9%). Os incrementos de produção mais significativos, em números absolutos, superando a 2,0 milhões de toneladas, na comparação com a safra 2014, ocorreram para a soja (10.021.948 t) e para o milho 2ª safra (2.024.954 t). Nesta comparação anual, a maior variação negativa, em números absolutos, foi a de cana-de-açúcar (-10.374.571 t).

O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) é uma pesquisa mensal de previsão e acompanhamento das safras dos principais produtos agrícolas, cujas informações são obtidas por intermédio das Comissões Municipais (COMEA) e/ou Regionais (COREA); consolidadas em nível estadual pelos Grupos de Coordenação de Estatísticas Agropecuárias (GCEA) e posteriormente, avaliadas, em nível nacional, pela Comissão Especial de Planejamento Controle e Avaliação das Estatísticas Agropecuárias (CEPAGRO) constituída por representantes do IBGE e do Ministério da Agricultura, Pecuária e do Abastecimento (MAPA). Em atenção a demandas dos usuários, os levantamentos para cereais (arroz, milho, aveia, centeio, cevada, sorgo, trigo e triticale), leguminosas (amendoim e feijão) e oleaginosas (caroço de algodão, mamona, soja e girassol) foram realizados em estreita colaboração com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), órgão do Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), continuando um processo de harmonização das estimativas oficiais de safra, iniciado em março de 2007, para as principais lavouras brasileiras.

Publicação completa da pesquisa http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/agropecuaria/lspa

Fonte: Agrolink

Agronegócio é o principal suporte da economia do país, segundo IBGE

Foto: Divulgação

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A produção brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas, na safra 2014/2015, alcançou 204,3 milhões de toneladas, um crescimento de 5,9% em comparação à safra anterior (192,9 milhões de toneladas, em 2014), indica o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em levantamento divulgado nesta quinta-feira (11.06).

Já a estimativa da área a ser colhida é de 57,5 milhões de hectares, acréscimo de 2% frente aos números da safra 2013/2014 (56,4 milhões de hectares).  Os números, segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) , mostram que o setor agrícola continua sendo a principal âncora da economia brasileira, com oferta regular de alimentos para a população e exportações recordes que garantem superávits regulares da balança comercial.

De acordo ainda com os números do IBGE, em comparação com os dados do mês passado, ocorreu um ganho de 2,3 milhões de toneladas na produção de grãos prevista para o biênio 2015/2016, fato que se deve a ganhos de produtividade da soja e do milho segunda safra. A propósito, a safra da soja deverá colher 96 milhões de toneladas, 11,5% acima dos 86,1 milhões de toneladas da safra anterior. No caso do milho, os números indicam que a segunda safra vai alcançar 49,4 milhões de toneladas, 2% a mais em relação a 2013/2014.

O arroz, o milho e a soja representaram juntos 91,9% da estimativa de produção e responderam por 86,0% da área a ser colhida. Em relação ao ano anterior, ainda segundo o IBGE, houve aumento de 5,4% na área plantada de soja, 0,8% na do milho e, no caso do arroz, ocorreu redução de 3,4% na área plantada. A pesquisa foi realizada entre os dias 17 e 23 de maio, com levantamento sobre área plantada, produção e produtividade média estimada, evolução do desenvolvimento das culturas, dentre outras variáveis.

Destaques da produção, segundo o IBGE:
ARROZ (em grão) – A estimativa de maio para a safra nacional 2015, informa uma área colhida de 2,3 milhões de hectares, com uma produção de 12,4 milhões de toneladas e rendimento médio de 5.468 kg/ha, maior, respectivamente, 0,1%, 1,3% e 1,2%, quando comparados aos dados do mês anterior. A Região Sul é responsável por 78,9% da produção nacional. O Rio Grande do Sul, maior produtor do país, com 68,8% da produção nacional, informou produção de 8,5 milhões de toneladas e rendimento médio de 7.617 kg/ha, maiores, respectivamente, 1,7% e 1,8% quando comparado com o mês anterior. Já a área colhida encontra-se 0,1% menor. O clima comportou-se de forma favorável durante a colheita das lavouras, contribuindo para aumentar a qualidade do produto e o rendimento médio que apresentou um ligeiro aumento.

MILHO (em grão) – A produção total de milho estimado para esta safra é de 79,0 milhões de toneladas, alta de 3,6% em relação ao mês anterior, refletindo o forte aumento de 6,6% da produção da segunda safra. A estimativa de produção do milho primeira safra caiu 0,9% em relação ao mês de abril. O encerramento da colheita trouxe dados sobre as consequências da seca enfrentada pela região Nordeste do país, onde houve redução de 7,2% frente ao mês anterior. A Bahia, o principal estado produtor do Nordeste com 7,7% da produção nacional, estima que a produção tenha reduzido 12,5%, passando a 2,4 milhões de toneladas. O rendimento médio foi reduzido em 8,6%, totalizando 4.317 kg/ha ou 72,0 sacas/ha. Os três estados maiores produtores, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Paraná, mostraram leve recuperação nas estimativas em relação a abril. Minas Gerais reviu para cima a expectativa de rendimento médio, que passou a ser de 5.619 kg/ha, 0,9% superior a abril, também elevando em 0,5% a área colhida, refletindo na produção, que este mês aumentou 1,4%, sendo aguardados 5,5 milhões de toneladas.

O Rio Grande do Sul estima produção de 5,6 milhões de toneladas, alta de 2,5% em relação a abril, enquanto o Paraná aguarda alta de apenas 0,2% na produção, totalizando 4,7 milhões de toneladas. Segundo dados do GCEA/PR, a comercialização da cultura no estado tem se dado de forma normal, sendo que no decorrer do mês de maio, os preços praticados com os produtores oscilaram com maior frequência entre R$ 18,50 e 21,50 a saca de 60 quilos. Calcula-se que até o final do mês cerca de 70% da produção já tenha sido comercializada. A safra do milho segunda safra foi favorecida pela melhora do regime de chuvas, notadamente em Mato Grosso, que informou que a alta da estimativa da produção em maio frente ao mês anterior foi de 14,8%, o equivalente ao acréscimo de 2,43 milhões de toneladas, produção estimada passando para 18,8 milhões de toneladas.

A estimativa do rendimento médio, de abril para maio cresceu 8,0%, aumento de 5.147 kg/ha para 5.561 kg/ha, maior 414 kg/ha. O Paraná elevou sua estimativa de produção para 10,4 milhões de toneladas, aumento de 3,4% em relação ao mês anterior. Esta alta é consequência da elevação de 3,3% no rendimento médio, que passou a ser de 5.487 kg/ha ou 91,5 sacas/ha. Ao todo, o País aguarda colher 48,5 milhões de toneladas nesta 2ª safra do milho, 6,6% a mais que a informada no mês anterior.

SOJA (em grão) – A estimativa da produção de soja é de 96,3 milhões de toneladas, alta de 0,7% em relação a abril, o que equivale a 647.476 toneladas a mais. Essa alta decorre do aumento de 0,7% da área colhida. O Mato Grosso, principal produtor da leguminosa no país, estima leve retração de 0,2% na produção que passou a ser 27,6 milhões de toneladas, em decorrência, principalmente, da redução de 1,1% no rendimento médio, reavaliado em maio em 3.099 kg/ha ou 51,7 sacas. O Rio Grande do Sul obteve um aumento de 3,2% na produção frente ao mês anterior, refletindo condições climáticas favoráveis, sendo aguardada produção de 15,6 milhões de toneladas. O rendimento médio foi elevado em 3,0%, totalizando 2.976 kg/ha ou 49,6 sacas/h.

Capacidade de armazenagem – O IBGE informou ainda que, no segundo semestre de 2014, em consequência principalmente da reformulação feita na Pesquisa de Estoques, houve redução de 13,8% no número de estabelecimentos ativos da rede armazenadora do país. Com isso, a capacidade útil instalada caiu 2,6% em comparação com o primeiro semestre do ano passado. Já no segundo semestre de 2014, a rede contava com 7 mil e 927 estabelecimentos ativos, dos quais 46,5% instalados na região Sul, 25,6% na região Centro-Oeste, 18,6% na região Sudeste, 6,5% na região Nordeste e 2,8% na região Norte.

CNA – Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil

Fonte Agrolink