Novos tipos de Hortaliças e Frutas

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A empresa Seminis irá sortear diversos prêmios exclusivos para os visitantes da 25ª HORTITEC. Para participar, basta tirar uma foto no estande Seminis durante a visita e publicá-la no Facebook ou Instagram com a hashtag #seminisnahortitec. Os sorteios serão realizados ao longo do dia e o prêmio deverá ser retirado no estande da companhia.

Em relação a produtos, a empresa apresentará alguns lançamentos, como o tomate Coronel (SV0361TH) e o tomate tipo grape Santawest, a melancia Red Heaven, as cenouras SV1099DT e SV7390DT, as cebolas Duster e Nomad, o pimentão SV1634PH além do brócolis Titanium com tecnologia Seminis High-Rise e da couve-flor Brilhex com tecnologia Curdivex, uma inovação tecnológica da Seminis que garante uma cabeça muito mais branca, compacta e pesada, do que os híbridos de verão atuais.
Tomate CORONEL (SV0361TH): possui excelente potencial produtivo com internódios curtos e mantendo elevado pegamento sequencial de frutos inclusive no ponteiro além de excelente cobertura foliar prevenindo queima de frutos pelo sol, além de possuir elevada rusticidade e adaptabilidade mantendo um excelente comportamento em condições de cultivo de verão.

Tomate tipo grape SANTAWEST: com peso médio entre 15 e 20g e ótimo sabor, o SANTAWEST oferece altíssimo rendimento de colheita, cor vermelha e alta tolerância ao rachamento. Possui em seu pacote de resistência TYLCV e representa para o seu segmento a melhor relação Custo-Benefício do mercado.
Melancia Red Heaven: é um híbrido que se destaca pelo seu sabor e por sua
polpa com coloração vermelha intensa. Além de proporcionar frutos grandes com
casca verde escura brilhante, é bastante resistente ao transporte e oferece um
ótimo pós-colheita. Com sementes grandes, possui um excelente arranque inicial e
se destaca no período chuvoso.
Cenoura SV1099DT: com superior qualidade de raiz, alta uniformidade e
classificação comercial, possui folhas de excelente sanidade e arquitetura
ereta, que lhe dá aptidão para colheita mecânica. Uma excelente opção para
as janelas de transição (Inverno/Verão e Verão/Inverno), podendo também
ser cultivada em toda a janela de verão.
Cenoura SV7390DT: híbrido indicado para semeio na janela principal de verão,
possuindo alto potencial produtivo, baixo nível de descarte e alto percentual da
classificação AAA. Ainda possui alta qualidade de raiz, pele lisa de cor laranja
intensa e ótimo acabamento de ponta. Internamente possui excelente coloração e
coração pequeno, características que contribuem para dar sabor bem adocicado e
uma melhor textura.
Cebola Duster: cebola de dia curto e ciclo precoce, com folhas cerosas e
alta sanidade além de excelente enraizamento. Os bulbos são uniformes e
de alta qualidade de casca, apresentando coloração de casca amarelo ouro.
Com todas estas características reunidas, apresenta alto potencial produtivo.

Cebola NOMAD: é um híbrido de dia curto com alto teto produtivo,
excelente classificação e uniformidade de bulbos além da pele dupla
que garante uma melhor qualidade de casca. Possui alta sanidade de
planta e sistema radicular vigoroso que permite elevada performance
mesmo em áreas com problemas de Raiz Rosada.
Pimentão SV1634PH: se destaca pela segurança que promove ao
Produtor já que possui um pacote de resistência ímpar, agregando
resistência intermediária à Phytophthora e alta resistência à Xanthomonas
à frutos de excelente tamanho, peso e com parede grossa o que atende
perfeitamente a demanda do mercado.
Brócolis TITANIUM: recomendado para cultivo de Inverno, possui cabeça pesada
e floretes densos, granulometria uniforme e coloração verde azulado. É o primeiro
híbrido com a tecnologia Seminis High-Rise lançado no Brasil para o mercado
fresco e processamento com a qual entrega alta uniformidade na colheita e talo
mais alto proporcionando aptidão à colheita mecanizada.
Couve-flor BRILHEX: é o primeiro lançamento no Brasil que agrega a
tecnologia Curdivex da Seminis para couves-flores, o que proporciona a
qualidade de inverno também no verão. Dentre os diferenciais está o produto
final muito mais branco do que os convencionais de verão, com cabeça mais
compacta, pesada e melhor acabada.
Além de todos os lançamentos de produto, a Seminis levará para seu o
Projeto MAIS, uma área de cultivo protegido que estará aberta ao público
durante toda a feira. Mais detalhes sobre o Projeto podem ser encontrados
no site projetomais.agr.br.

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Emater ensina a montar hortas urbanas e produzir adubo em casa

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Foto: PATRÍCIA COMUNELLO/ESPECIAL/JC

A Expointer traz soluções para quem quer praticar em casa o cultivo de pequenas produções de hortaliças, frutas e temperos. Com técnicas da chamada agricultura urbana, é possível plantar em áreas de espaço restrito, como um apartamento, e montar hortas de culturas variadas. A Emater-RS montou um circuito em seu estande na Expointer mostrando alternativas de estruturas para aplicar em espaços disponíveis e ainda orienta sobre as práticas mais adequadas.
Um modelo facilmente adaptável é o sistema de produção por slabs. Os “travesseiros” de plástico são preenchidos com terra para receber as mudas, acoplados a um sistema de irrigação por gotejamento. A “engenhoca”, construída com materiais simples e também uma solução da “agricultura de bancada”, dá mais conforto na lida com a produção por se situar acima do solo.
A produção por slabs já é uma realidade em grande parte do cultivo de morangos no Rio Grande do Sul, segundo o agrônomo Luís Bohn, assistente técnico regional de olericultura da Emater-RS em Porto Alegre. Desde que respeitados os intervalos corretos de irrigação, torna-se uma alternativa prática e barata para quem deseja plantar hortaliças e pequenos frutos em casa, como alface e tomate.
Mais simples de montar, as hortas verticais também são possibilidades da agricultura urbana. Os modelos mais comuns utilizam estruturas de pallets ou cano PVC, e facilmente se encaixam em paredes ociosas e pequenas áreas de casas e apartamentos. Nestes modelos, o produtor deve atentar para o tipo de substrato usado como adubo, responsável por nutrir a planta. Os canos são perfurados para ter o escoamento do excesso da água.
“É importante para não ter apodrecimento das hortaliças. Pode instalar até em apartamento, em uma sacada. Só chamamos a atenção para três coisas que as plantas precisam: água, solo (nutrientes) e sol, é um tripé”, explica o extensionista Marcelo Ritter, da unidade da Emater de São Leopoldo. A iluminação pode ser em um período do dia.
A irrigação também exige cuidado, porém, não necessita de uma estrutura montada e pode ser feita, até mesmo, com regador. O principal cuidado é controlar para que não haja excesso ou falta de água. O ideal, durante o inverno, são duas irrigações ao dia. No verão, a frequência pode chegar a sete a oito vezes.
Bohn orienta que o local de plantio precisa ser de fácil acesso, receber boa iluminação solar e ventilação moderada. Também é preciso saber escolher as espécies mais adequadas para cultivo, já que os recipientes precisam ter espaço suficiente para comportar as raízes das plantas. A equipe também montou uma mandala no espaço, situado ao lado do pavilhão da agricultura familiar. Os canteiros exibem hortaliças e flores.
A ideia reforça a importância de manter o solo coberto, para garantir umidade e que o sol não queime os microorganismos e insetos, parte do habitat. “Queremos mostrar como, em um mesmo espaço, podemos ter várias espécies, uma contribuindo com o desenvolvimento da outra”, orienta Ritter. Os canteiros são chamados de hortas vivas. “Podem ser replicados em qualquer espaço e com diversidade, não precisa ser só alface”, descontrai o extensionista.
Fonte: Jornal de Economia e negócios do RS

Conheça mais sobre irrigação sustentável para hortas

Determinação-da-água-no-solo-com-sensores-tensiométricos-para-irrigar-de-alho-corretamente-Crédito-Waldir-A.-Marouelli

Foto: Divulgação

Economizar água e produzir mais – Sustentabilidade na irrigação de hortaliças

As hortaliças requerem boa disponibilidade de água no solo para que produções elevadas e de boa qualidade sejam alcançadas. Enquanto algumas toleram solos relativamente secos por alguns dias, como a batata-doce e o quiabo, ou por até semanas, a exemplo do grão-de-bico e da lentilha (sem que a produtividade seja prejudicada), a maioria precisa de suprimento de água constante durante todo o ciclo de cultivo.

Isso se deve ao fato de as plantas terem ciclo de vida curto (70-150 dias), raízes pouco profundas (20-40 cm) e alto teor de água (80-95%) nas partes comestíveis (folhas, frutos, tubérculos, raízes etc.).

Importância da irrigação

A irrigação é uma das práticas culturais mais importantes na produção de hortaliças, sobretudo em regiões ou estações com distribuição irregular de chuvas ou com períodos prolongados de estiagem. Mesmo em lugares úmidos, a ausência de chuva, ainda que por poucos dias, pode prejudicar a produção de espécies sensíveis à falta de água.

Hortaliças folhosas, como a alface, a cebolinha e a rúcula, requerem irrigações complementares mesmo durante a estação das chuvas.

Excesso também é prejudicial

As hortaliças não toleram excesso de água. Tal recurso em demasia prejudica a aeração do solo e a respiração das raízes, predispõe a maior ocorrência de doenças de solo e favorece a maior perda de nutrientes por lixiviação, principalmente nitrogênio e potássio.

Já o molhamento frequente da folhagem das plantas pela água de irrigação (aspersão) favorece o aumento de doenças de parte aérea. Portanto, há tendência de maior uso de agrotóxicos para o controle de doenças nas lavouras irrigadas em excesso ou em regime de alta frequência.

Ao contrário do que possa parecer (e do que é praticado), questões sobre quando e quanto irrigar não apresentam simples respostas, pois dependem de vários fatores como espécie cultivada, fase de desenvolvimentos das plantas, tipo de solo e condições climáticas.

Problemas associados à irrigação

Embora a agricultura irrigada seja comumente associada a um elevado nível tecnológico, a irrigação no Brasil é frequentemente realizada com grande desperdício de água, até em regiões com baixa disponibilidade hídrica.

Isso se deve ao uso de sistemas de irrigação ineficientes, a problemas de manutenção de equipamentos e ao desconhecimento, por parte do produtor, da capacidade de armazenamento de água dos solos, das necessidades de água das culturas e dos problemas decorrentes de uma irrigação mal feita.

Afirmar que as hortaliças são irrigadas sem qualquer critério técnico não provoca qualquer surpresa para muitos – inclusive, a maioria dos produtores assegura que não irriga corretamente. Por segurança e por serem as hortaliças exigentes em água, os produtores irrigam normalmente em excesso, certos de que altas produtividades estarão garantidas, o que não é verdadeiro.

Por mais contraditório que seja, a estratégia de se irrigar em excesso pode não garantir o pleno suprimento de água para as plantas até a próxima irrigação, pois o solo, muitas vezes, não armazena toda a água aplicada. Desse modo, a água fornecida em excesso escoa para além das raízes e não fica disponível às plantas.

Perdas

Estima-se que de toda a água captada para fins de irrigação, apenas 40-60% seja efetivamente usada pelas plantas. Nos sistemas de irrigação por superfície – em que o sistema por sulco é o mais usado –, as perdas podem ser ainda maiores.

As perdas ocorrem por vazamento, drenagem profunda, escoamento superficial, evaporação e, no caso da aspersão, também por deriva. Não é difícil encontrar sistemas de irrigação em que as perdas de água sejam inferiores a 25%. Para tal, basta-se irrigar na medida certa usando um sistema apropriado – existem muitas tecnologias disponíveis, inclusive de baixo custo, para que a irrigação seja realizada de forma mais sustentável.

Fonte: Revista Campos e Negócios

Sistema de irrigação incrementa produção em hortas e campos agrícolas

Foto: Divulgação

Seu Cícero Basílio, ao longo dos seus 53 anos, dedica os últimos 13 ao cultivo de cebolinha, coentro e alface na horta do Parque Ideal, localizada na zona Sudeste de Teresina. O sol quente da capital costuma castigar os canteiros, principalmente nos últimos meses do ano. Mas, desde que a Prefeitura instalou o sistema de irrigação na horta, o sol deixou de afetar negativamente a produção e as condições de trabalho são bem melhores.

Agora, a terra fica úmida o dia todo. “Nós ligamos a irrigação sempre na parte da manhã de um lado e na parte da tarde levamos para o outro lado da horta. Assim, com a terra sempre molhada, não tem perda na produção”, explica seu Francisco Soares de Vasconcelos, o seu Chiquinho. A novidade vem animando os produtores.

A Prefeitura de Teresina já instalou sistemas de irrigação nas hortas da Tabuleta, Parque Ideal, Vila São Francisco Norte e do Buenos Aires. O investimento faz parte do Programa de Revitalização de todas as 45 hortas e dos 12 campos agrícolas do município. Ao todo, serão aplicados R$ 4 milhões, recursos oriundos de convênios com o Ministério do Desenvolvimento Social e com a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf).

“Nosso objetivo é proporcionar melhores condições de trabalho e produtividade aos horticultores, que geram sua renda a partir da comercialização do que cultivam”, afirma o superintendente de Desenvolvimento Rural (SDR), Paulo Lopes.

Ele explica que, com a implantação dos sistemas de irrigação, os horticultores terão melhores condições de trabalho e podem aumentar ainda mais a qualidade dos produtos. “Eles deixarão de usar os regadores para fazer a irrigação de forma manual e terão mais tempo para cuidar da produção propriamente dita”, explica o gestor.

Investimento melhora condições de trabalho

O produtor Elisvane Soares dos Santos comenta a facilidade proporcionada pelo sistema. “Agora não precisamos passar o dia todo aguando com os regadores, debaixo do sol. Facilitou demais. Agora diminuiu o tempo que a gente usa pra irrigar”, destaca.

Além do sistema de irrigação, o Programa de Revitalização das Hortas contempla a instalação e recuperação de cercas, distribuição de ferramentas e a realização de cursos de capacitação para os horticultores. “Cerca de duas mil famílias são beneficiadas, movimentando uma economia superior a R$ 10 milhões por ano”, destaca Paulo Lopes.

Seu Chiquinho, que há 15 anos dedica sua vida ao cultivo das hortaliças, criou as quatro filhas com a renda conseguida a partir da venda de sua produção. “Tudo que eu produzo tem um destino certo. Sempre vendemos aqui para o pessoal que revende nos mercados. Desde o fim do ano, quando instalaram a irrigação, não tive mais perdas. A água é puxada do poço e irriga todos os canteiros. Se precisa, na parte da tarde quando está muito quente, a gente só complementa com o regador. Essa irrigação melhorou muito a nossa vida aqui”, comenta.

Fonte: Cidadeverde