Moradores dão exemplo com sistema de captação de água da chuva

Na 510 Norte, um sistema simples de captação da água da chuva deixa a horta do aposentado Benon Peixoto, de 82 anos, mais verdinha. O recurso hídrico é coletado por meio de uma calha canalizada até a caixa d’água de mil litros que serve de apoio para a irrigação das hortaliças.

O aposentado Benon Peixoto, de 82 anos, utiliza água da chuva armazenada em um caixa d’água ara irrigar hortaliças. Foto: Tony Winston/Agência Brasília
O aposentado Benon Peixoto, de 82 anos, utiliza água da chuva armazenada em uma caixa d’água para irrigar hortaliças. Foto: Tony Winston/Agência Brasília

Também na Asa Norte, um sistema de captação de água pluvial auxilia no cuidado com o jardim em frente a duas residências na Quadra 516. Três tonéis de 250 litros cada um foram ligados ao encanamento da calha da casa do militar aposentado Edil Argolo, de 54 anos, o que reduziu o custo da conta de água dele e do vizinho.

Os dois exemplos seguem recomendações da Diretoria de Vigilância Ambiental, da Secretaria de Saúde, para evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, da febre chikungunya e do zika vírus.

Em ambos os casos, o manuseio da água ocorre por uma torneira no fundo da caixa d’água e dos tonéis, evitando o abrir e fechar da tampa superior. Além disso, uma tela nos espaços abertos impede a entrada do inseto.

Segundo Benon Peixoto, o reservatório não só facilita na hora de molhar as plantas, como ajuda no estoque para o período da seca. Para garantir o maior aproveitamento da água, o aposentado também guarda o líquido em garrafas PET vedadas.

Edil Argolo garante que já sentiu a diferença no bolso, com uma economia de quase R$ 100 no fim do mês após a instalação da coleta pluvial. “Além de diminuir os gastos com a conta de água, aproveitamos um recurso que é totalmente desperdiçado na maioria das vezes”, relata o militar aposentado.

Trabalho direcionado da Vigilância Ambiental

Recipientes de armazenamento doméstico, como barril, caixa d’água, tambor e tonel, podem ser foco do mosquito Aedes aegypti quando usados de forma inadequada.

Com o intuito de conscientizar a população para os riscos, equipes da Vigilância Ambiental orientam os moradores e fazem um trabalho mais direcionado.

“Agora a nossa maior preocupação é como as pessoas têm armazenado a água, principalmente nas regiões que enfrentam rodízio hídrico”, explica a agente da Vigilância Ambiental Rosangela da Conceição.

A recomendação é que toda a reserva de água da rede da Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb) seja feita em locais limpos e devidamente fechados — o uso de tela é indicado para maior segurança. É necessário ainda que se faça uma limpeza semanal com bucha e sabão.

No caso do estoque pluvial, as orientações são as mesmas do reservatório para fins domésticos, com a ressalva de que não se pode consumir essa água, mas utilizá-la apenas para lavar a área, irrigar o jardim e outros usos externos.

Fonte: Agência Brasília

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Horta mantida pela Secretaria de Agricultura produz mais de 2 mil pés de hortaliças por mês

Fotografada por ASCOM RESENDE/CARINA ROCHA

Com uma produção mensal de dois mil pés de hortaliças, a Horta Municipal voltou a produzir hortaliças este ano após oito anos inativos. A horta ocupa uma área de 300 metros quadrados situada no entorno do Parque de Exposições. A produção de hortaliças diversas como alface, chicória, salsa e cebolinha, além de frutos como jiló e quiabo é responsável pelo abastecimento de um pequeno restaurante localizado no interior do parque, onde almoçam diariamente mais de 250 servidores públicos municipais que atuam na região.

A atividade retomada pela Secretaria Municipal de Agricultura tem como meta aumentar a área cultivada e ampliar a produção para que os alimentos possam ser levados para outros órgãos públicos, enriquecendo a alimentação de creches, hospitais e unidades de assistência social, como o Centro Pop, que oferece atendimento para a população em situação de rua, incluindo uma refeição diária.

Para isso, além da ampliação e modernização da área, que deverá receber um sistema de irrigação mecânica nas próximas semanas, novos alimentos serão inseridos no cultivo. “Atualmente, com 12 canteiros em plena produção, conseguimos colher mais de 80 caixas de verdura por mês, mas nosso objetivo é ampliar esta produção e diversificar ainda mais o cultivo, com a inclusão de alimentos como abóbora, vagem e berinjela, entre outros frutos. Para isso já estamos viabilizando a instalação de um sistema de irrigação mecânica, que além de modernizar a nossa horta, também vai nos ajudar a ampliar a produção para que possamos atender a outros órgãos da Prefeitura”, disse o coordenador do projeto, Rodrigo Correia, que destaca a qualidade dos alimentos cultivados sem agrotóxicos.

De acordo com o secretário municipal de Agricultura, Alberto Figueiredo, a Horta Municipal começou a se tornar realidade no mês de julho, quando foi feito o preparo da terra e elaboração dos canteiros. Já em agosto teve início o plantio das mudas e em setembro começou o período de colheita. A qualidade dos alimentos, que são totalmente orgânicos, é destacada pelo secretário como um dos pontos relevantes do projeto. “Toda a nossa produção atual é orgânica, sem uso de agrotóxicos, o que torna os alimentos produzidos aqui ainda mais ricos e saudáveis. Além disso, a implantação deste projeto também contribui para a economia do município, já que os alimentos saem da horta direto para os consumidores, sem custos adicionais para a administração”, frisou o secretário.

Fonte: A Voz Da Cidade

Hortitec 2017: sensor facilita o manejo da água de irrigação em cultivos de hortaliças

Paula Rodrigues -

O funcionamento do sensor de irrigação Irrigas® será demonstrado ao público da 24ª Hortitec pelos técnicos da Embrapa Hortaliças. Esse equipamento foi desenvolvido para auxiliar o agricultor no manejo diário da água de irrigação e pode ser utilizado para diferentes espécies de hortaliças, em diversos tipos de solos e sistemas de irrigação.

O sensor funciona como um sistema gasoso de controle de irrigação baseado em uma cápsula porosa conectada por um tubo de plástico flexível a uma cuba transparente de leitura. “A instalação do sensor é simples e pode ser feita pelo próprio agricultor. As leituras são fáceis e indicam com rapidez se há ou não necessidade de irrigar o solo”, assinala Lenita Haber, analista de Transferência de Tecnologia.

Os sensores devem ser instalados em três locais distintos de uma unidade de irrigação ou em cinco locais, em caso de área heterogênea quanto à textura do solo. Em cada ponto, eles devem ser fixados em duas profundidades: um na metade do comprimento das raízes e outro logo abaixo do sistema radicular.

O equipamento funciona a partir do equilíbrio entre a água e o ar presente no solo e na cápsula porosa. O mecanismo é simples: se houver passagem de ar pela cápsula localizada na metade do comprimento das raízes, é sinal que o solo está seco e há necessidade de irrigar. Por outro lado, se a cápsula disposta logo abaixo das raízes estiver preenchida por água, o agricultor irrigou em excesso e, além de água, ele está desperdiçando nutrientes.

“A leitura do sensor deve ser realizada diariamente, preferencialmente pela manhã. Em condição ambiental que requer mais de uma irrigação por dia, como clima quente e seco ou solo de textura grossa, recomenda-se fazer uma segunda leitura no início da tarde”, esclarece Lenita. O sensor Irrigas® foi patenteado pela Embrapa e está licenciado para comercialização pela empresa Hidrosense – http://www.hidrosense.com.br.

Irrigação na hora e na medida certa

Em tempos de crises hídricas frequentes, o produtor rural deve optar por sistemas de irrigação mais eficientes e atentar para o manejo adequado de irrigação. “O uso racional da água de irrigação é imprescindível para evitar o desperdício desse insumo nas áreas de produção agrícola”, ressalta o agrônomo Marcos Braga, pesquisador da Embrapa Hortaliças e especialista em Irrigação e Drenagem.

O manejo correto é indispensável para o uso racional da água porque, ainda que se tenha um bom sistema, se o produtor não souber dimensionar a quantidade de água, o sistema não vai atingir seu potencial de economia. “A água de irrigação representa uma fatia pequena no custo de produção, quando comparada à adubação, mão de obra e outros gastos. Por isso, na maioria dos casos, o erro é sempre por irrigar em excesso”, contextualiza Braga ao enfatizar que, além do desperdício, uma quantidade exagerada de água pode ser mais prejudicial que benéfica, visto que desconsidera a demanda hídrica de cada cultura para se manter em uma situação de conforto.

“Em regiões com solos bem argilosos, o excesso de água pode encharcar e comprometer a absorção dos nutrientes. As raízes das plantas devem respirar para captar água e nutrientes”, aponta. A irrigação em excesso também favorece a incidência de doenças e compromete o desenvolvimento porque pode causar a lixiviação de adubos e, com menor aporte de nutrientes, a planta fica menos vigorosa e mais suscetível aos microrganismos nocivos. Por isso, o uso de sensores como o Irrigas® são aconselháveis para garantir melhor desenvolvimento das plantas e menor desperdício de água.

Serviço

24ª Hortitec – Exposição Técnica de Horticultura, Cultivo Protegido e Culturas Intensivas

Quando: 21 a 23 de junho – das 9h às 19h

Onde: Recinto da Expoflora (Al. Maurício de Nassau, 675 – Holambra/SP)

Paula Rodrigues (MTB 61.403/SP)
Embrapa Hortaliças

Telefone: (61) 3385.9109

Irrigação localizada: agricultora melhora a produção e economiza água

Irrigação por gotejamento subterrânea
A produção de hortaliças mudou e alguns resultados já são visíveis na propriedade da produtora Elizangela Fernandes de Araújo, em Edéia, Goiás. Ela e o filho Giovanni Fernandes Galé Marques de Araújo. participaram, em fevereiro, da capacitação em irrigação localizada promovida pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar). O curso faz parte do Programa Nacional de Irrigação do Senar que completa um ano em 2017.

“A nossa principal dúvida em instalar um sistema de irrigação era saber que tipo de bomba usar, a gasolina ou elétrica. Porém, durante a capacitação, o instrutor fez alguns cálculos e constatou que a gasolina era mais econômica e foi a que adquirimos”, diz Araújo.

Economia de água

De acordo com o Senar, após receber as instruções do curso, a produção de tubérculos e folhosas começou a ficar mais vistosa e a economia de água logo ficou evidente, conta o produtor. “As folhas estão mais verdes porque agora temos noção de quando e do quanto irrigar. Sabemos, por exemplo, que 25 minutos com a bomba ligada é o suficiente para irrigar melhor as hortaliças.”

Segundo Giovanni, além da irrigação por gotejamento, eles também estão utilizando o Irrigas, sistema gasoso de controle de irrigação desenvolvido pela Embrapa. O uso e a montagem do sistema são ensinados durante a capacitação do Senar. “Colocamos primeiro em um ponto da propriedade e depois em outra área onde o solo é diferente. Achei esse sistema interessante, inclusive mostro para todo mundo que visita a propriedade. Foi um curso bastante satisfatório”, diz o produtor.

Em outro município goiano, Araguapaz, as melhorias também apareceram na propriedade de Maria Irene da Cruz. A produtora de hortaliças conta que a irrigação era feita com mangueira e regador, mas agora, já adotou aspersores. “Não tem mais podridão no caule das verduras, porque a quantidade certa de água está chegando às plantas. Temos uma cisterna e uma bomba para irrigar. Essa mudança foi boa demais para nossa produção”, diz Maria.

Cursos sobre irrigação

O instrutor do Senar Goiás, André Luiz Milhardes, explica que a aceitação do curso entre os produtores está sendo boa. De novembro de 2016 até agora, Milhardes ministrou seis treinamentos de irrigação, com uma média de 72 produtores atendidos. “A capacitação que nós instrutores participamos em Gestão da Irrigação dentro do programa nacional é uma ferramenta importante para repassar novos conhecimentos e tecnologias ao homem do campo. Somos a ligação entre a pesquisa que gera as tecnologias e o produtor rural”, afirma.

André acredita que a irrigação é uma ferramenta para ajudar no incremento da produção e, em algumas regiões com secas prolongadas ou irregularidades na distribuição de chuva, é a única alternativa para se produzir.

“Nesse cenário, o programa do Senar tende a crescer e atender cada vez mais os produtores rurais, afinal, incentiva o uso racional da água, valorizando esse recurso hídrico, e com a utilização do sensor de solo Irrigas, o produtor pode manejar a irrigação melhor, diminuindo na maioria das vezes a quantidade de água utilizada e o tempo do sistema de irrigação ligado, reduzindo também o consumo de energia elétrica”, diz.

Programa Nacional de Irrigação

O Programa Nacional de Irrigação do Senar nasceu da parceria com entidades e governo federal, como a Secretaria Nacional de Irrigação (Senir) do Ministério da Integração Nacional e o Instituto de Pesquisa e Inovação na Agricultura Irrigada (Inovagri), que ministra o treinamento para os instrutores do Senar.

Para o coordenador do programa no Senar Brasil, Rafael Diego da Costa, resultados como os alcançados em Goiás demonstram a importância da irrigação bem manejada pelo agricultor. “Ganha ele com a economia de energia elétrica e produtividade, e ganha também toda a sociedade com o uso racional da água e o aumento na geração de alimentos”.

Fonta: SFAGRO

 

CE: Produção de hortaliças tem queda por causa da seca

sonhar-com-seca

Foto: Divulgação

A estiagem que assola o sertão cearense desde 2012 afetou os produtores de hortaliças. Nesta época do ano, os poços secaram ou estão com nível de água muito baixo. A dificuldade para a irrigação dos canteiros de verdura faz com que a maioria desista do cultivo de pimentão, coentro e cebolinha. A queda na produção já traz reflexo na feira livre desta cidade.

Há pelo menos quatro meses que não chove no sertão cearense. Os reservatórios (açudes, lagoas e poços) secaram ou estão com pouca água. “A produção ficou inviável porque não há água sequer no Rio Trussu. Só vou colher esse restante e não vou mais plantar”, disse o produtor de hortaliças Francisco Ribeiro, da localidade de Barreiras, zona rural de Iguatu.

Ao lado da mulher, Ribeiro mostra tristeza com parte do cultivo de hortaliças perdido por falta de água. “O poço secou e não tem água no rio”, reafirmou. Apesar da liberação de água do Açude Trussu, por meio da válvula dispersora, o recurso não chega à comunidade. Esbarra em barreiros feitos no leito por agricultores”, reclama o horticultor.

Fiscalização

A Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) há mais de dois meses disse que iria fiscalizar a passagem de água que deveria ser livre ao longo do leito do Rio Trussu, mas os produtores rurais e moradores de comunidades às margens do rio reclamam da escassez de água.

O agrônomo Antonio Pereira, da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Ceará (Ematerce), confirmou que, nesse período, após cinco anos seguidos de chuvas abaixo da média, ocorre significativa perda das reservas hídricas, afetando seriamente as atividades agropecuárias. “O quadro é grave com enormes dificuldades para os criadores e produtores rurais. A cada semana, a cada mês, a situação vem piorando”, frisou.

Pereira disse que os produtores de hortaliças são afetados por falta de água. “É uma situação que ocorre em todos os municípios. Dezenas de horticultores deixaram de produzir por causa da seca. Nos canteiros, as verduras estão morrendo”, disse.

Francisco vendia a produção na própria comunidade em que mora e o excedente para um vendedor que revendia as hortaliças em localidades vizinhas. Em média, obtinha uma renda de R$ 500 por mês, além da aposentadoria rural. “Não temos o que fazer, senão esperar pelas chuvas no próximo ano”, afirmou.

Na localidade de Gadelha, zona rural de Iguatu, o pequeno produtor rural Luís Neudo Silva também abandou o canteiro de cheiro-verde e pimentão, em meados de agosto passado. “Está tudo seco e não tinha como fazer novo cultivo. Outros verdureiros também deixaram de produzir aqui na região”, contou.

Comércio

No Centro de Abastecimento em Iguatu, os vendedores de verduras se queixam da queda na oferta das folhagens e pimentão. “Caiu cerca de 30%”, disse o feirante José Lima. A vendedora de frutas e verduras Maria do Nascimento contou que teve que procurar outros fornecedores. “Eu comprava de uns produtores de Acopiara, mas por lá as hortaliças estão se acabando”, disse.