Horta mantida pela Secretaria de Agricultura produz mais de 2 mil pés de hortaliças por mês

Fotografada por ASCOM RESENDE/CARINA ROCHA

Com uma produção mensal de dois mil pés de hortaliças, a Horta Municipal voltou a produzir hortaliças este ano após oito anos inativos. A horta ocupa uma área de 300 metros quadrados situada no entorno do Parque de Exposições. A produção de hortaliças diversas como alface, chicória, salsa e cebolinha, além de frutos como jiló e quiabo é responsável pelo abastecimento de um pequeno restaurante localizado no interior do parque, onde almoçam diariamente mais de 250 servidores públicos municipais que atuam na região.

A atividade retomada pela Secretaria Municipal de Agricultura tem como meta aumentar a área cultivada e ampliar a produção para que os alimentos possam ser levados para outros órgãos públicos, enriquecendo a alimentação de creches, hospitais e unidades de assistência social, como o Centro Pop, que oferece atendimento para a população em situação de rua, incluindo uma refeição diária.

Para isso, além da ampliação e modernização da área, que deverá receber um sistema de irrigação mecânica nas próximas semanas, novos alimentos serão inseridos no cultivo. “Atualmente, com 12 canteiros em plena produção, conseguimos colher mais de 80 caixas de verdura por mês, mas nosso objetivo é ampliar esta produção e diversificar ainda mais o cultivo, com a inclusão de alimentos como abóbora, vagem e berinjela, entre outros frutos. Para isso já estamos viabilizando a instalação de um sistema de irrigação mecânica, que além de modernizar a nossa horta, também vai nos ajudar a ampliar a produção para que possamos atender a outros órgãos da Prefeitura”, disse o coordenador do projeto, Rodrigo Correia, que destaca a qualidade dos alimentos cultivados sem agrotóxicos.

De acordo com o secretário municipal de Agricultura, Alberto Figueiredo, a Horta Municipal começou a se tornar realidade no mês de julho, quando foi feito o preparo da terra e elaboração dos canteiros. Já em agosto teve início o plantio das mudas e em setembro começou o período de colheita. A qualidade dos alimentos, que são totalmente orgânicos, é destacada pelo secretário como um dos pontos relevantes do projeto. “Toda a nossa produção atual é orgânica, sem uso de agrotóxicos, o que torna os alimentos produzidos aqui ainda mais ricos e saudáveis. Além disso, a implantação deste projeto também contribui para a economia do município, já que os alimentos saem da horta direto para os consumidores, sem custos adicionais para a administração”, frisou o secretário.

Fonte: A Voz Da Cidade

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Hortitec 2017: sensor facilita o manejo da água de irrigação em cultivos de hortaliças

Paula Rodrigues -

O funcionamento do sensor de irrigação Irrigas® será demonstrado ao público da 24ª Hortitec pelos técnicos da Embrapa Hortaliças. Esse equipamento foi desenvolvido para auxiliar o agricultor no manejo diário da água de irrigação e pode ser utilizado para diferentes espécies de hortaliças, em diversos tipos de solos e sistemas de irrigação.

O sensor funciona como um sistema gasoso de controle de irrigação baseado em uma cápsula porosa conectada por um tubo de plástico flexível a uma cuba transparente de leitura. “A instalação do sensor é simples e pode ser feita pelo próprio agricultor. As leituras são fáceis e indicam com rapidez se há ou não necessidade de irrigar o solo”, assinala Lenita Haber, analista de Transferência de Tecnologia.

Os sensores devem ser instalados em três locais distintos de uma unidade de irrigação ou em cinco locais, em caso de área heterogênea quanto à textura do solo. Em cada ponto, eles devem ser fixados em duas profundidades: um na metade do comprimento das raízes e outro logo abaixo do sistema radicular.

O equipamento funciona a partir do equilíbrio entre a água e o ar presente no solo e na cápsula porosa. O mecanismo é simples: se houver passagem de ar pela cápsula localizada na metade do comprimento das raízes, é sinal que o solo está seco e há necessidade de irrigar. Por outro lado, se a cápsula disposta logo abaixo das raízes estiver preenchida por água, o agricultor irrigou em excesso e, além de água, ele está desperdiçando nutrientes.

“A leitura do sensor deve ser realizada diariamente, preferencialmente pela manhã. Em condição ambiental que requer mais de uma irrigação por dia, como clima quente e seco ou solo de textura grossa, recomenda-se fazer uma segunda leitura no início da tarde”, esclarece Lenita. O sensor Irrigas® foi patenteado pela Embrapa e está licenciado para comercialização pela empresa Hidrosense – http://www.hidrosense.com.br.

Irrigação na hora e na medida certa

Em tempos de crises hídricas frequentes, o produtor rural deve optar por sistemas de irrigação mais eficientes e atentar para o manejo adequado de irrigação. “O uso racional da água de irrigação é imprescindível para evitar o desperdício desse insumo nas áreas de produção agrícola”, ressalta o agrônomo Marcos Braga, pesquisador da Embrapa Hortaliças e especialista em Irrigação e Drenagem.

O manejo correto é indispensável para o uso racional da água porque, ainda que se tenha um bom sistema, se o produtor não souber dimensionar a quantidade de água, o sistema não vai atingir seu potencial de economia. “A água de irrigação representa uma fatia pequena no custo de produção, quando comparada à adubação, mão de obra e outros gastos. Por isso, na maioria dos casos, o erro é sempre por irrigar em excesso”, contextualiza Braga ao enfatizar que, além do desperdício, uma quantidade exagerada de água pode ser mais prejudicial que benéfica, visto que desconsidera a demanda hídrica de cada cultura para se manter em uma situação de conforto.

“Em regiões com solos bem argilosos, o excesso de água pode encharcar e comprometer a absorção dos nutrientes. As raízes das plantas devem respirar para captar água e nutrientes”, aponta. A irrigação em excesso também favorece a incidência de doenças e compromete o desenvolvimento porque pode causar a lixiviação de adubos e, com menor aporte de nutrientes, a planta fica menos vigorosa e mais suscetível aos microrganismos nocivos. Por isso, o uso de sensores como o Irrigas® são aconselháveis para garantir melhor desenvolvimento das plantas e menor desperdício de água.

Serviço

24ª Hortitec – Exposição Técnica de Horticultura, Cultivo Protegido e Culturas Intensivas

Quando: 21 a 23 de junho – das 9h às 19h

Onde: Recinto da Expoflora (Al. Maurício de Nassau, 675 – Holambra/SP)

Paula Rodrigues (MTB 61.403/SP)
Embrapa Hortaliças

Telefone: (61) 3385.9109

Irrigação localizada: agricultora melhora a produção e economiza água

Irrigação por gotejamento subterrânea
A produção de hortaliças mudou e alguns resultados já são visíveis na propriedade da produtora Elizangela Fernandes de Araújo, em Edéia, Goiás. Ela e o filho Giovanni Fernandes Galé Marques de Araújo. participaram, em fevereiro, da capacitação em irrigação localizada promovida pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar). O curso faz parte do Programa Nacional de Irrigação do Senar que completa um ano em 2017.

“A nossa principal dúvida em instalar um sistema de irrigação era saber que tipo de bomba usar, a gasolina ou elétrica. Porém, durante a capacitação, o instrutor fez alguns cálculos e constatou que a gasolina era mais econômica e foi a que adquirimos”, diz Araújo.

Economia de água

De acordo com o Senar, após receber as instruções do curso, a produção de tubérculos e folhosas começou a ficar mais vistosa e a economia de água logo ficou evidente, conta o produtor. “As folhas estão mais verdes porque agora temos noção de quando e do quanto irrigar. Sabemos, por exemplo, que 25 minutos com a bomba ligada é o suficiente para irrigar melhor as hortaliças.”

Segundo Giovanni, além da irrigação por gotejamento, eles também estão utilizando o Irrigas, sistema gasoso de controle de irrigação desenvolvido pela Embrapa. O uso e a montagem do sistema são ensinados durante a capacitação do Senar. “Colocamos primeiro em um ponto da propriedade e depois em outra área onde o solo é diferente. Achei esse sistema interessante, inclusive mostro para todo mundo que visita a propriedade. Foi um curso bastante satisfatório”, diz o produtor.

Em outro município goiano, Araguapaz, as melhorias também apareceram na propriedade de Maria Irene da Cruz. A produtora de hortaliças conta que a irrigação era feita com mangueira e regador, mas agora, já adotou aspersores. “Não tem mais podridão no caule das verduras, porque a quantidade certa de água está chegando às plantas. Temos uma cisterna e uma bomba para irrigar. Essa mudança foi boa demais para nossa produção”, diz Maria.

Cursos sobre irrigação

O instrutor do Senar Goiás, André Luiz Milhardes, explica que a aceitação do curso entre os produtores está sendo boa. De novembro de 2016 até agora, Milhardes ministrou seis treinamentos de irrigação, com uma média de 72 produtores atendidos. “A capacitação que nós instrutores participamos em Gestão da Irrigação dentro do programa nacional é uma ferramenta importante para repassar novos conhecimentos e tecnologias ao homem do campo. Somos a ligação entre a pesquisa que gera as tecnologias e o produtor rural”, afirma.

André acredita que a irrigação é uma ferramenta para ajudar no incremento da produção e, em algumas regiões com secas prolongadas ou irregularidades na distribuição de chuva, é a única alternativa para se produzir.

“Nesse cenário, o programa do Senar tende a crescer e atender cada vez mais os produtores rurais, afinal, incentiva o uso racional da água, valorizando esse recurso hídrico, e com a utilização do sensor de solo Irrigas, o produtor pode manejar a irrigação melhor, diminuindo na maioria das vezes a quantidade de água utilizada e o tempo do sistema de irrigação ligado, reduzindo também o consumo de energia elétrica”, diz.

Programa Nacional de Irrigação

O Programa Nacional de Irrigação do Senar nasceu da parceria com entidades e governo federal, como a Secretaria Nacional de Irrigação (Senir) do Ministério da Integração Nacional e o Instituto de Pesquisa e Inovação na Agricultura Irrigada (Inovagri), que ministra o treinamento para os instrutores do Senar.

Para o coordenador do programa no Senar Brasil, Rafael Diego da Costa, resultados como os alcançados em Goiás demonstram a importância da irrigação bem manejada pelo agricultor. “Ganha ele com a economia de energia elétrica e produtividade, e ganha também toda a sociedade com o uso racional da água e o aumento na geração de alimentos”.

Fonta: SFAGRO

 

CE: Produção de hortaliças tem queda por causa da seca

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Foto: Divulgação

A estiagem que assola o sertão cearense desde 2012 afetou os produtores de hortaliças. Nesta época do ano, os poços secaram ou estão com nível de água muito baixo. A dificuldade para a irrigação dos canteiros de verdura faz com que a maioria desista do cultivo de pimentão, coentro e cebolinha. A queda na produção já traz reflexo na feira livre desta cidade.

Há pelo menos quatro meses que não chove no sertão cearense. Os reservatórios (açudes, lagoas e poços) secaram ou estão com pouca água. “A produção ficou inviável porque não há água sequer no Rio Trussu. Só vou colher esse restante e não vou mais plantar”, disse o produtor de hortaliças Francisco Ribeiro, da localidade de Barreiras, zona rural de Iguatu.

Ao lado da mulher, Ribeiro mostra tristeza com parte do cultivo de hortaliças perdido por falta de água. “O poço secou e não tem água no rio”, reafirmou. Apesar da liberação de água do Açude Trussu, por meio da válvula dispersora, o recurso não chega à comunidade. Esbarra em barreiros feitos no leito por agricultores”, reclama o horticultor.

Fiscalização

A Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) há mais de dois meses disse que iria fiscalizar a passagem de água que deveria ser livre ao longo do leito do Rio Trussu, mas os produtores rurais e moradores de comunidades às margens do rio reclamam da escassez de água.

O agrônomo Antonio Pereira, da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Ceará (Ematerce), confirmou que, nesse período, após cinco anos seguidos de chuvas abaixo da média, ocorre significativa perda das reservas hídricas, afetando seriamente as atividades agropecuárias. “O quadro é grave com enormes dificuldades para os criadores e produtores rurais. A cada semana, a cada mês, a situação vem piorando”, frisou.

Pereira disse que os produtores de hortaliças são afetados por falta de água. “É uma situação que ocorre em todos os municípios. Dezenas de horticultores deixaram de produzir por causa da seca. Nos canteiros, as verduras estão morrendo”, disse.

Francisco vendia a produção na própria comunidade em que mora e o excedente para um vendedor que revendia as hortaliças em localidades vizinhas. Em média, obtinha uma renda de R$ 500 por mês, além da aposentadoria rural. “Não temos o que fazer, senão esperar pelas chuvas no próximo ano”, afirmou.

Na localidade de Gadelha, zona rural de Iguatu, o pequeno produtor rural Luís Neudo Silva também abandou o canteiro de cheiro-verde e pimentão, em meados de agosto passado. “Está tudo seco e não tinha como fazer novo cultivo. Outros verdureiros também deixaram de produzir aqui na região”, contou.

Comércio

No Centro de Abastecimento em Iguatu, os vendedores de verduras se queixam da queda na oferta das folhagens e pimentão. “Caiu cerca de 30%”, disse o feirante José Lima. A vendedora de frutas e verduras Maria do Nascimento contou que teve que procurar outros fornecedores. “Eu comprava de uns produtores de Acopiara, mas por lá as hortaliças estão se acabando”, disse.

 

Sensor de irrigação monitora a umidade de hortaliças e jardins

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Foto: DINO

Quem tem um jardim em casa, cultiva orgânicos ou uma pequena hortaliça, sabe das vantagens e benefícios que o contato da natureza traz. Além de harmonizar o ambiente e ser uma atividade terapêutica, o contato com o solo fortalece o sistema imunológico.

Entretanto, esse pedacinho de terra requer cuidados especiais para que se mantenha florido, saudável ou dando os frutos esperados e uma das grandes dúvidas que tira o sono dos produtores é sobre irrigação. Em poucas quantidades, pode ressecar a raiz. Em excesso, também pode comprometer a produtividade, apodrecimento da raiz e carência de nutrientes, além disso, o descuido resulta em desperdício.
Para ajudar esses pequenos produtores, a Umisolo empresa brasileira que desenvolve e acredita na tecnologia como meio de revitalização, sustentabilidade e eficiência, lança um aplicado que monitora as condições do solo e fornece as informações necessárias. O sistema é compatível com todas as plataformas e pode ser instalado tanto em tablets como celular. Para que se mantenha atualizado, basta estar conectado à internet.

Lawrence Boechat, um dos diretores da empresa, explica que o objetivo é trazer, a partir de soluções já existentes no ramo de agricultura de precisão, formas de quantificação de cultivo para todos, em um produto acessível, didático e economicamente viável. ” Queremos fornecer formas de controlar um jardim, uma horta ou até mesmo um simples vaso, com a mesma precisão de grandes agriculturas”, destaca.

O sensor é composto também de materiais recicláveis, resistente e livre de baterias. Além disso, fará bem ao planeta como consequência. “Queremos, com a iniciativa da Umisolo, disseminar conhecimento, quantificar a água do solo, principalmente e revitalizar a flora”, conclui Lawrence.

Sobre a Umisolo
Fundada em 2016, a brasileira Umisolo desenvolve e acredita na tecnologia como meio de revitalização, sustentabilidade e eficiência. Para facilitar o contato do homem com a natureza, a empresa desenvolve produtos e conceitos para lidar com pequenas e médias produções agrícolas.

Para saber mais, acesse: https://www.facebook.com/Umisolo-1772322256384874/?fref=ts

Fonte: Terra