Saiba por que apostar na produção de hortaliças super nutritivas durante o inverno

Saiba por que apostar na produção de hortaliças super nutritivas durante o inverno

O Brasil é um país com uma diversidade climática incrível, por isso, as épocas de plantio das hortaliças mudam de região para região. Mas se você pensa que em época de frio nada dá na sua produção, isso vai mudar agora. Nos meses de julho, agosto e setembro, há uma grande variedade de hortaliças saborosas e super nutritivas para enriquecer o seu cardápio e ajudar naquele projeto de fazer a terra produzir até mesmo durante as baixas temperaturas.

A principal vantagem em se cultivar no inverno é a escassez de chuvas fortes, que podem danificar as plantas, e a diminuição das pragas nesta época do ano.

Com as temperaturas mais baixas e menos chuvas, o inverno é um ótimo período para fazer sua plantação render. Alface, rúcula, repolho e outras hortaliças precisam de cuidados simples de irrigação e adubação para se desenvolverem. Assim, espinafre, agrião, rabanete e couve manteiga, entre outros, fazem parte desse grupo de hortaliças.

Alface, rúcula, repolho e outras hortaliças precisam de cuidados simples de irrigação  — Foto: Ouro Safra/Divulgação

Se você estiver em regiões onde o inverno é mais rigoroso, com possíveis geadas, uma alternativa é fazer os cultivos em estufas de plástico, que protegem as hortaliças das temperaturas muito baixas e do contato com o gelo e você mantém sua horta em segurança.

Para aqueles que já pensam em aumentar e investir no segmento na produção e no plantio maior, as ervilhas, lentilhas e grão-de-bico são hortaliças leguminosas muito apreciadas no Brasil, tanto na forma fresca, quanto na processada. Mesmo o Brasil não possuindo a tradição no cultivo desses tipos de hortaliças, porque são plantas de clima temperado ou subtropical.

Mas a tecnologia sempre está sendo aprimorada, e o que antes seria quase impossível, hoje há alternativas e condições adequadas para se plantar para o clima e solo do Brasil. Atualmente existem cultivares promissoras e informações técnicas de manejo de sucesso que tornam o cultivo de hortaliças leguminosas uma boa opção para o plantio de inverno, principalmente em regiões de altas altitudes.

Principal vantagem em se cultivar no inverno é a escassez de chuvas fortes e diminuição de pragas — Foto: Ouro Safra/Divulgação

As leguminosas são culturas rústicas e, por isso, os tratos culturais não exigem tantos cuidados. Elas são recomendadas para a agricultura irrigada de inverno, por pivô central ou aspersão, mas são pouco exigentes em água e podem trazer economia para o agricultor.

Com mercado garantido e com boa rentabilidade, a produção de hortaliças leguminosas torna-se uma excelente opção de cultivo para o inverno, por desenvolver bem no campo, devido às temperaturas mais amenas. Elas apresentam uma boa alternativa às grandes culturas, como trigo e feijão, porque não hospedam as mesmas pragas.

Seja em casa, no quintal, na varanda, no sítio ou na fazenda, a tecnologia está à disposição para o produtor que busca mais rentabilidade e aproveitamento de 100% das terras durante todo o ano. Afinal o campo ainda é nosso maior tesouro, e a Ouro Safra trabalha para garantir o sucesso do produtor rural durante o ano inteiro. Qualidade e rentabilidade aliado ao amor pela terra.

Texto: Janaina Gimenes

Fonte: G1

 

Embrapa Hortaliças mostra pesquisas sobre sistemas de plantio direto e hortaliças não convencionais


As pesquisas da Embrapa Hortaliças sobre o Sistema de Plantio Direto de Hortaliças serão apresentadas no espaço da Empresa na 26ª Hortitec – Exposição Técnica de Horticultura, Cultivo Protegido e Culturas Intensivas, que ocorre de 26 a 28 de junho, em Holambra (SP). Esse sistema conservacionista é uma prática agrícola que contribui para a conservação do solo e a economia de água, além de minimizar os efeitos das mudanças climáticas.

No mesmo espaço, o público terá acesso a algumas espécies de hortaliças que fazem parte das Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs), que têm, entre suas características, o crescimento espontâneo. Essas plantas chamam a atenção pelo valor nutritivo, pelo baixo custo de produção e, geralmente, estão vinculadas à tradição culinária de uma região. Algumas dessas PANCs eram consumidas desde tempos remotos por gregos e egípcios.

Conservação e produtividade

O Sistema de Plantio Direto é consagrado na produção de grãos e há vários anos a Embrapa tem realizado pesquisas para a recomendação do SPD no cultivo de hortaliças. Esse trabalho, promovido em parceria com empresas de assistência técnica e extensão rural e cooperativas, vem possibilitando a adoção do SPDH em áreas olerícolas da região sudeste e dos estados de Goiás, Santa Catarina, Paraná além do Distrito Federal.

O SPDH se baseia em três princípios: rotação de culturas com a inclusão de plantas de cobertura, responsáveis pela produção de palhada; revolvimento localizado do solo, restrito a linhas ou covas de plantio; e a cobertura permanente do solo. A adoção do SPDH é recomendada para diferentes perfis de agricultores com a vantagem de conciliar elevados níveis de produtividade, redução nos custos de produção e a preservação do meio ambiente.

Uma questão fundamental na adoção desse sistema no cultivo de hortaliças é a escolha correta das plantas de cobertura. As pesquisas da Embrapa Hortaliças têm permitido indicar as mais apropriadas para as hortaliças brássicas (rúcula, couve, repolho, brócolis e couve-flor); cucurbitáceas (abóbora e melão) e solanáceas (tomate, berinjela, jiló, pimentão e pimenta) e para a cebola. Entre os benefícios que têm sido obtidos na adoção desse sistema estão redução de até 80% no uso de máquinas; aumento na matéria orgânica do solo; redução nos custos de produção; significativa economia na irrigação e redução dos picos de temperatura no solo.

Pesquisa comparativa realizada em um período de seis anos mostrou que o sistema de plantio direto na produção de hortaliças acumula, por hectare de lavoura, cinco toneladas a mais de carbono no solo do que o sistema convencional. Esse dado permite inferir que o plantio direto é uma ferramenta capaz de mitigar as emissões atmosféricas de gases de efeito estufa pela horticultura.

PANCs

A Embrapa Hortaliças mantém uma coleção de germoplasma de hortaliças não convencionais com mais de 50 espécies, o que permite uma rica variabilidade genética com a finalidade de conservação e de preservação dessas plantas. O pesquisador Nuno Madeira conta que as PANCs são encontradas em várias partes do mundo e existem espécies em praticamente todas as regiões do Brasil. Porém o desconhecimento da população sobre as possibilidades de uso e do potencial nutritivo impede que elas façam do hábito alimentar das pessoas.

Na 26ª Hortitec, a Embrapa disponibilizará informações sobre plantas como a azedinha que, encontrada com mais facilidade do Rio Grande do Sul a Minas Gerais, é usada muitas vezes em substituição à alface e tem o diferencial de dispensar o limão na salada. O público conhecerá a capuchinha, que é uma das flores comestíveis mais consumidas no Brasil, com sabor levemente picante que lembra o agrião. A capuchinha é rica em carotenoides, especialmente luteína, um composto importante para a prevenção de doenças relacionadas à visão. Estarão expostas também plantas de amaranto e carurubeldroegamangarito  e peixinho.

Serviço

26ª Hortitec – Exposição Técnica de Horticultura, Cultivo Protegido e Culturas Intensivas

Data: 26 a 28 junho de 2019

Horário: Dias 26 e 27, das 9h às 19h; e dia 28, das 9h às 17h.

Local: Estande da Embrapa no Recinto da Expoflora (Holambra/SP)

Abertas inscrições para curso sobre Cultivo Protegido de Hortaliças

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Estão abertas as inscrições para o IV Curso sobre Cultivo Protegido de Hortaliças, que será realizado em 30 e 31 de outubro, na Embrapa Hortaliças (Brasília – DF). Produtores, extensionistas, técnicos, pesquisadores, professores e estudantes da área de Ciências Agrárias podem se inscrever gratuitamente pelo site https://www.embrapa.br/hortalicas/curso-cultivo-protegido. Nos dois dias, os participantes vão receber informações necessárias para o cultivo de hortaliças no ambiente protegido e orientações técnicas sobre os diferentes tipos de estruturas, como telado e estufa. Serão efetivadas as 40 primeiras inscrições que estiverem de acordo com o perfil  estipulado pela coordenação do evento.

O coordenador do curso, o agrônomo da área de transferência de tecnologia Francisco Herbeth, disse que é crescente a demanda por tecnologias que garantam qualidade e produtividade das culturas. “No ambiente protegido, os produtores conseguem atingir essas características porque nesse sistema é possível manejar as condições climáticas adversas, adequando a temperatura e realizando um bom manejo da irrigação”, explica Herbeth, acrescentando outras vantagens como a produção durante todo o ano, mesmo em regiões com condições ambientais desfavoráveis.

No Distrito Federal, o cultivo protegido é utilizado com mais frequência na produção de pimentão, tomate e morango. O investimento para iniciar o plantio nesse sistema ainda é considerado alto e por isso os produtores optam por culturas que atinjam determinado nicho de mercado

Confira a programação:

30 de outubro
8h            Recepção e entrega de material
8h15        Cultivo protegido – Ítalo Guedes (Embrapa)
10h          Intervalo
10h15      Aspectos práticos para construção de estruturas de cultivo protegido para as condições do Distrito Federal – Antonio Dantas Costa Júnior (Emater-DF)
12h         Almoço
13h15     Avalição de fertilidade – Juscimar Silva (Embrapa)
14h45     Intervalo
15h         Manejo de adubação em hortaliças (Embrapa Hortaliças)

31 de outubro
8h15        Manejo de nematóides em cultivo protegido – Jadir Borges (Embrapa Hortaliças)
10h         Intervalo
10h15     Irrigação e fertirrigação em cultivo protegido – Marcos Braga (Embrapa Hortaliças)
12h         Almoço
13h15     Controle integrado de doenças em cultivo protegido – Carlos Alberto Lopes (Embrapa Hortaliças)
14h45     Intervalo
15h         Manejo de viroses transmitidas por mosca-branca e tripes – Miguel Michereff

Informações  podem ser obtidas pelo telefone (61) 3385-9114 ou pelo e-mail: hortalicas.eventos@embrapa.br

Seca derruba produção de hortaliças na região de Sorocaba

A estiagem reduziu em 50% a quantidade de legumes e verduras, segundo Adilson Sampaio - EMIDIO MARQUES

Sem chuvas há mais de 40 dias, os produtores rurais de Sorocaba e região sentem nas lavouras os efeitos da seca. A queda da produção e da qualidade prejudica os ganhos de quem vive da terra. Há agricultores que estimam queda de até 60% no volume de hortaliças e legumes. A produção de leite também tem sido afetada pois os pastos estão secos.

De acordo com o presidente do Sindicato Rural de Sorocaba, Luiz Antonio Marcello, os mais afetados com a estiagem são os produtores de hortaliças — que precisam utilizar técnicas de irrigação e de estufa para garantir a produção. Em alguns locais esses sistemas funcionam com óleo diesel, cujo preço também está alto.

Produtor rural na região do bairro Caguaçu há 57 anos, Adilson Sampaio, de 73, avalia que este inverno está especialmente seco. Para garantir a colheita, está irrigando parte da plantação no campo e algumas espécies em estufas. O volume da produção de pimentões, por exemplo, é menor que nos anos anteriores. Ele lamenta uma queda de 50% na qualidade e na quantidade da produção de legumes e verduras. “Fomos muito afetados por pragas, pois foi um inverno seco e a produção caiu muito. O tempo seco e com menos frio favorece a proliferação de pragas”, diz Sampaio.

O agricultor relata que a maior parte da irrigação é feita com água de um poço artesiano, mas também utiliza um córrego. De acordo com ele, os mananciais para irrigação não estão sendo abastecidos pela chuva e por isso os produtores precisam de cautela.

O vice-presidente da Cooperativa Mista do Bairro Caguaçu (Coopguaçu) — que inclui 60 produtores em Sorocaba e da divisa com Porto Feliz e Iperó — Pedro Israel Paifer, 53, conta que sua produção de alface e berinjela teve redução de 60%, especialmente pelo fato de fazer o cultivo em campo aberto e não em estufas. “Foi reduzida a plantação e estamos correndo o risco de perder o que está plantado”, lamenta.

Outros produtores rurais do bairro Caguaçu enfrentam situação semelhante. Uma reclamação comum é de que os custos estão cada vez maiores, porém o valor pelo qual os agricultores conseguem vender a produção vem diminuindo. “Está desanimando os produtores”, diz Pedro Paifer.

Para os produtores de grãos, essa não costuma ser uma época de plantação porque é um período típicamente seco. O presidente do Sindicato Rural de Sorocaba, Luiz Marcello, explica que habitualmente se espera até agosto e setembro para semear, quando as chuvas costumam aparecer. Se isso não ocorrer, no entanto, pode atrasar o plantio e consequentemente a colheita. Assim, os produtores esperam por uma ajuda dos céus. “Na primeira chuva que aparecer, o produtor vem com tudo.”

Nessa época do ano, seria comum também o plantio de cereais, como a aveia, para melhorar a qualidade de solo, diz Marcello. Porém, sem chuva essas plantações ficam prejudicadas.

Fonte:Jornal Cruzeiro

Em tempo de seca, reservatórios de água garantem qualidade de hortaliças

Produtores rurais do distrito Santa Rita de Cássia ainda não estão sentindo o efeito da estiagem que afetou a região no mês de junho e início de julho, graças a investimentos que fizeram em reservatórios. O processo de armazenamento, segundo eles, tem sido fundamental para garantir não só o sistema de irrigação das verduras e legumes, como também para preservar a qualidade desses produtos. Há 40 anos trabalhando na lavoura, o produtor Geraldo Magela Moreira acredita que o fato de os dias serem mais curtos no inverno é um fator que contribui para que os reservatórios suportem os extensos dias de estiagem.

– Como no inverno os dias são mais curtos, não há necessidade de irrigarmos tanto as verduras, como acontece no verão. Estamos conseguindo manter nossos produtos, com qualidade, porque os reservatórios ainda estão cheios. Acredito que o que a água que temos só suportaria mais umas três semanas sem chuvas e por isso vamos torcer pra chover e para que a situação não se torne crítica para os produtores – disse Moreira, ao ressaltar que, nesta época do ano, embora aumente a produção de verduras, o consumo acaba somando uma queda de cerca de 10%, em função dos dias mais frios.

O produtor, Fabrício Nogueira é outro que também está conseguindo manter a irrigação e a qualidade das suas hortaliças, graças ao reservatório que mantém na sua plantação. Assim como grande parte dos produtores do distrito ele possui um reservatório próprio, de cerca de 30 metros quadrados, e que conforme garante ainda tem condições de funcionar por até um mês.

-Os reservatórios do distrito ainda estão comportando a falta de chuva.. Embora o clima de inverno já favoreça a qualidade das folhosas, algumas delas, como é o caso do agrião, por exemplo, precisam ser irrigadas até três vezes por dia, o que demanda um gasto maior de água. Acredito que muitos produtores ainda com condições de cuidar e preservar suas plantações, mas torcemos para a chuva cair para que não tenhamos nenhum risco – disse.

Sem correr riscos

De acordo com o presidente do Sindicato dos Produtores Rurais se Santa Rita de Cássia, Adilson Rezende, a grande maioria dos produtores do distrito já está preparada para esses dias de estiagem que, segundo ele, se tornam mais prejudiciais para a produção rural nos meses de agosto e setembro.

– Os produtores investiram em reservatórios para garantir o sistema de irrigação, eles estão preparados para períodos sem chuva e, com isso, acabam reduzindo o risco de perdas em função da falta de chuvas. Por enquanto a capacidade do reservatórios está boa e não coloca em risco a qualidade dos produtos – disse o presidente.

Hoje os produtores de Santa Rita de Cássia são responsáveis pelo abastecimento de hortaliças nos principais supermercados de Volta Redonda, Barra Mansa, Quatis, Porto Real, Resende, Itatiaia, entre outros da região.Ao todo, são cerca de 400 produtores cadastrados pela associação que, juntos, distribuem aproximadamente 20 toneladas de alimentos ao dia.

Fonte: Diário do Vale