Abertas inscrições para curso sobre Cultivo Protegido de Hortaliças

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Estão abertas as inscrições para o IV Curso sobre Cultivo Protegido de Hortaliças, que será realizado em 30 e 31 de outubro, na Embrapa Hortaliças (Brasília – DF). Produtores, extensionistas, técnicos, pesquisadores, professores e estudantes da área de Ciências Agrárias podem se inscrever gratuitamente pelo site https://www.embrapa.br/hortalicas/curso-cultivo-protegido. Nos dois dias, os participantes vão receber informações necessárias para o cultivo de hortaliças no ambiente protegido e orientações técnicas sobre os diferentes tipos de estruturas, como telado e estufa. Serão efetivadas as 40 primeiras inscrições que estiverem de acordo com o perfil  estipulado pela coordenação do evento.

O coordenador do curso, o agrônomo da área de transferência de tecnologia Francisco Herbeth, disse que é crescente a demanda por tecnologias que garantam qualidade e produtividade das culturas. “No ambiente protegido, os produtores conseguem atingir essas características porque nesse sistema é possível manejar as condições climáticas adversas, adequando a temperatura e realizando um bom manejo da irrigação”, explica Herbeth, acrescentando outras vantagens como a produção durante todo o ano, mesmo em regiões com condições ambientais desfavoráveis.

No Distrito Federal, o cultivo protegido é utilizado com mais frequência na produção de pimentão, tomate e morango. O investimento para iniciar o plantio nesse sistema ainda é considerado alto e por isso os produtores optam por culturas que atinjam determinado nicho de mercado

Confira a programação:

30 de outubro
8h            Recepção e entrega de material
8h15        Cultivo protegido – Ítalo Guedes (Embrapa)
10h          Intervalo
10h15      Aspectos práticos para construção de estruturas de cultivo protegido para as condições do Distrito Federal – Antonio Dantas Costa Júnior (Emater-DF)
12h         Almoço
13h15     Avalição de fertilidade – Juscimar Silva (Embrapa)
14h45     Intervalo
15h         Manejo de adubação em hortaliças (Embrapa Hortaliças)

31 de outubro
8h15        Manejo de nematóides em cultivo protegido – Jadir Borges (Embrapa Hortaliças)
10h         Intervalo
10h15     Irrigação e fertirrigação em cultivo protegido – Marcos Braga (Embrapa Hortaliças)
12h         Almoço
13h15     Controle integrado de doenças em cultivo protegido – Carlos Alberto Lopes (Embrapa Hortaliças)
14h45     Intervalo
15h         Manejo de viroses transmitidas por mosca-branca e tripes – Miguel Michereff

Informações  podem ser obtidas pelo telefone (61) 3385-9114 ou pelo e-mail: hortalicas.eventos@embrapa.br

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Seca derruba produção de hortaliças na região de Sorocaba

A estiagem reduziu em 50% a quantidade de legumes e verduras, segundo Adilson Sampaio - EMIDIO MARQUES

Sem chuvas há mais de 40 dias, os produtores rurais de Sorocaba e região sentem nas lavouras os efeitos da seca. A queda da produção e da qualidade prejudica os ganhos de quem vive da terra. Há agricultores que estimam queda de até 60% no volume de hortaliças e legumes. A produção de leite também tem sido afetada pois os pastos estão secos.

De acordo com o presidente do Sindicato Rural de Sorocaba, Luiz Antonio Marcello, os mais afetados com a estiagem são os produtores de hortaliças — que precisam utilizar técnicas de irrigação e de estufa para garantir a produção. Em alguns locais esses sistemas funcionam com óleo diesel, cujo preço também está alto.

Produtor rural na região do bairro Caguaçu há 57 anos, Adilson Sampaio, de 73, avalia que este inverno está especialmente seco. Para garantir a colheita, está irrigando parte da plantação no campo e algumas espécies em estufas. O volume da produção de pimentões, por exemplo, é menor que nos anos anteriores. Ele lamenta uma queda de 50% na qualidade e na quantidade da produção de legumes e verduras. “Fomos muito afetados por pragas, pois foi um inverno seco e a produção caiu muito. O tempo seco e com menos frio favorece a proliferação de pragas”, diz Sampaio.

O agricultor relata que a maior parte da irrigação é feita com água de um poço artesiano, mas também utiliza um córrego. De acordo com ele, os mananciais para irrigação não estão sendo abastecidos pela chuva e por isso os produtores precisam de cautela.

O vice-presidente da Cooperativa Mista do Bairro Caguaçu (Coopguaçu) — que inclui 60 produtores em Sorocaba e da divisa com Porto Feliz e Iperó — Pedro Israel Paifer, 53, conta que sua produção de alface e berinjela teve redução de 60%, especialmente pelo fato de fazer o cultivo em campo aberto e não em estufas. “Foi reduzida a plantação e estamos correndo o risco de perder o que está plantado”, lamenta.

Outros produtores rurais do bairro Caguaçu enfrentam situação semelhante. Uma reclamação comum é de que os custos estão cada vez maiores, porém o valor pelo qual os agricultores conseguem vender a produção vem diminuindo. “Está desanimando os produtores”, diz Pedro Paifer.

Para os produtores de grãos, essa não costuma ser uma época de plantação porque é um período típicamente seco. O presidente do Sindicato Rural de Sorocaba, Luiz Marcello, explica que habitualmente se espera até agosto e setembro para semear, quando as chuvas costumam aparecer. Se isso não ocorrer, no entanto, pode atrasar o plantio e consequentemente a colheita. Assim, os produtores esperam por uma ajuda dos céus. “Na primeira chuva que aparecer, o produtor vem com tudo.”

Nessa época do ano, seria comum também o plantio de cereais, como a aveia, para melhorar a qualidade de solo, diz Marcello. Porém, sem chuva essas plantações ficam prejudicadas.

Fonte:Jornal Cruzeiro

Em tempo de seca, reservatórios de água garantem qualidade de hortaliças

Produtores rurais do distrito Santa Rita de Cássia ainda não estão sentindo o efeito da estiagem que afetou a região no mês de junho e início de julho, graças a investimentos que fizeram em reservatórios. O processo de armazenamento, segundo eles, tem sido fundamental para garantir não só o sistema de irrigação das verduras e legumes, como também para preservar a qualidade desses produtos. Há 40 anos trabalhando na lavoura, o produtor Geraldo Magela Moreira acredita que o fato de os dias serem mais curtos no inverno é um fator que contribui para que os reservatórios suportem os extensos dias de estiagem.

– Como no inverno os dias são mais curtos, não há necessidade de irrigarmos tanto as verduras, como acontece no verão. Estamos conseguindo manter nossos produtos, com qualidade, porque os reservatórios ainda estão cheios. Acredito que o que a água que temos só suportaria mais umas três semanas sem chuvas e por isso vamos torcer pra chover e para que a situação não se torne crítica para os produtores – disse Moreira, ao ressaltar que, nesta época do ano, embora aumente a produção de verduras, o consumo acaba somando uma queda de cerca de 10%, em função dos dias mais frios.

O produtor, Fabrício Nogueira é outro que também está conseguindo manter a irrigação e a qualidade das suas hortaliças, graças ao reservatório que mantém na sua plantação. Assim como grande parte dos produtores do distrito ele possui um reservatório próprio, de cerca de 30 metros quadrados, e que conforme garante ainda tem condições de funcionar por até um mês.

-Os reservatórios do distrito ainda estão comportando a falta de chuva.. Embora o clima de inverno já favoreça a qualidade das folhosas, algumas delas, como é o caso do agrião, por exemplo, precisam ser irrigadas até três vezes por dia, o que demanda um gasto maior de água. Acredito que muitos produtores ainda com condições de cuidar e preservar suas plantações, mas torcemos para a chuva cair para que não tenhamos nenhum risco – disse.

Sem correr riscos

De acordo com o presidente do Sindicato dos Produtores Rurais se Santa Rita de Cássia, Adilson Rezende, a grande maioria dos produtores do distrito já está preparada para esses dias de estiagem que, segundo ele, se tornam mais prejudiciais para a produção rural nos meses de agosto e setembro.

– Os produtores investiram em reservatórios para garantir o sistema de irrigação, eles estão preparados para períodos sem chuva e, com isso, acabam reduzindo o risco de perdas em função da falta de chuvas. Por enquanto a capacidade do reservatórios está boa e não coloca em risco a qualidade dos produtos – disse o presidente.

Hoje os produtores de Santa Rita de Cássia são responsáveis pelo abastecimento de hortaliças nos principais supermercados de Volta Redonda, Barra Mansa, Quatis, Porto Real, Resende, Itatiaia, entre outros da região.Ao todo, são cerca de 400 produtores cadastrados pela associação que, juntos, distribuem aproximadamente 20 toneladas de alimentos ao dia.

Fonte: Diário do Vale

Embrapa Hortaliças apresenta tecnologias sustentáveis

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Para a 25ª edição da Hortitec a Embrapa Hortaliças selecionou cultivares, sistemas de produção e insumos para auxiliar o setor produtivo, como as cultivares de alface BRS Leila e BRS Mediterrânea, que se destacam pela tolerância ao florescimento provocado pelo calor. A alface BRS Leila apresenta ampla adaptação aos diferentes tipos de cultivo – seja campo aberto ou ambiente protegido, mas sua principal indicação é para produção hidropônica, devido ao formato cônico.

Já a cultivar BRS Mediterrânea apresenta resistência à doença de solo denominada fusariose e alta precocidade na colheita. Essas características são interessantes porque contribuem para a menor necessidade de aporte de agrotóxicos nos cultivos de alface, um benefício para o meio ambiente, mas também para o consumidor, já que a principal forma de consumo são folhas frescas. Além disso, essa cultivar é, em média, sete dias mais precoce que a cultivar de alface crespa mais plantada no Brasil.

Em relação a insumos, o destaque fica por conta do biofertilizante Hortbio®, que tem demonstrado grande potencial na produção de hortaliças porque possui em sua formulação microrganismos reportados na literatura como promotores do crescimento vegetal e quando comparado a outros biofertilizantes de uso comum na agricultura orgânica, possui maiores teores de nitrogênio, fósforo e potássio. Além disso, os visitantes também poderão conhecer melhor a utilização do sistema de plantio direto para a produção de hortaliças, em especial no cultivo de brássicas – família botânica de espécies como couve, brócolis e couve-flor.
O plantio direto é um sistema de produção conservacionista que funciona como uma alternativa aos sistemas produtivos convencionais baseados no uso intensivo de solo e de água, já que as pesquisas indicam que, a partir da adoção do plantio direto, é possível reduzir em 70% as perdas de solo e em até 90% as perdas de água, além de favorecer o incremento dos teores de matéria orgânica no solo.

Novos tipos de Hortaliças e Frutas

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A empresa Seminis irá sortear diversos prêmios exclusivos para os visitantes da 25ª HORTITEC. Para participar, basta tirar uma foto no estande Seminis durante a visita e publicá-la no Facebook ou Instagram com a hashtag #seminisnahortitec. Os sorteios serão realizados ao longo do dia e o prêmio deverá ser retirado no estande da companhia.

Em relação a produtos, a empresa apresentará alguns lançamentos, como o tomate Coronel (SV0361TH) e o tomate tipo grape Santawest, a melancia Red Heaven, as cenouras SV1099DT e SV7390DT, as cebolas Duster e Nomad, o pimentão SV1634PH além do brócolis Titanium com tecnologia Seminis High-Rise e da couve-flor Brilhex com tecnologia Curdivex, uma inovação tecnológica da Seminis que garante uma cabeça muito mais branca, compacta e pesada, do que os híbridos de verão atuais.
Tomate CORONEL (SV0361TH): possui excelente potencial produtivo com internódios curtos e mantendo elevado pegamento sequencial de frutos inclusive no ponteiro além de excelente cobertura foliar prevenindo queima de frutos pelo sol, além de possuir elevada rusticidade e adaptabilidade mantendo um excelente comportamento em condições de cultivo de verão.

Tomate tipo grape SANTAWEST: com peso médio entre 15 e 20g e ótimo sabor, o SANTAWEST oferece altíssimo rendimento de colheita, cor vermelha e alta tolerância ao rachamento. Possui em seu pacote de resistência TYLCV e representa para o seu segmento a melhor relação Custo-Benefício do mercado.
Melancia Red Heaven: é um híbrido que se destaca pelo seu sabor e por sua
polpa com coloração vermelha intensa. Além de proporcionar frutos grandes com
casca verde escura brilhante, é bastante resistente ao transporte e oferece um
ótimo pós-colheita. Com sementes grandes, possui um excelente arranque inicial e
se destaca no período chuvoso.
Cenoura SV1099DT: com superior qualidade de raiz, alta uniformidade e
classificação comercial, possui folhas de excelente sanidade e arquitetura
ereta, que lhe dá aptidão para colheita mecânica. Uma excelente opção para
as janelas de transição (Inverno/Verão e Verão/Inverno), podendo também
ser cultivada em toda a janela de verão.
Cenoura SV7390DT: híbrido indicado para semeio na janela principal de verão,
possuindo alto potencial produtivo, baixo nível de descarte e alto percentual da
classificação AAA. Ainda possui alta qualidade de raiz, pele lisa de cor laranja
intensa e ótimo acabamento de ponta. Internamente possui excelente coloração e
coração pequeno, características que contribuem para dar sabor bem adocicado e
uma melhor textura.
Cebola Duster: cebola de dia curto e ciclo precoce, com folhas cerosas e
alta sanidade além de excelente enraizamento. Os bulbos são uniformes e
de alta qualidade de casca, apresentando coloração de casca amarelo ouro.
Com todas estas características reunidas, apresenta alto potencial produtivo.

Cebola NOMAD: é um híbrido de dia curto com alto teto produtivo,
excelente classificação e uniformidade de bulbos além da pele dupla
que garante uma melhor qualidade de casca. Possui alta sanidade de
planta e sistema radicular vigoroso que permite elevada performance
mesmo em áreas com problemas de Raiz Rosada.
Pimentão SV1634PH: se destaca pela segurança que promove ao
Produtor já que possui um pacote de resistência ímpar, agregando
resistência intermediária à Phytophthora e alta resistência à Xanthomonas
à frutos de excelente tamanho, peso e com parede grossa o que atende
perfeitamente a demanda do mercado.
Brócolis TITANIUM: recomendado para cultivo de Inverno, possui cabeça pesada
e floretes densos, granulometria uniforme e coloração verde azulado. É o primeiro
híbrido com a tecnologia Seminis High-Rise lançado no Brasil para o mercado
fresco e processamento com a qual entrega alta uniformidade na colheita e talo
mais alto proporcionando aptidão à colheita mecanizada.
Couve-flor BRILHEX: é o primeiro lançamento no Brasil que agrega a
tecnologia Curdivex da Seminis para couves-flores, o que proporciona a
qualidade de inverno também no verão. Dentre os diferenciais está o produto
final muito mais branco do que os convencionais de verão, com cabeça mais
compacta, pesada e melhor acabada.
Além de todos os lançamentos de produto, a Seminis levará para seu o
Projeto MAIS, uma área de cultivo protegido que estará aberta ao público
durante toda a feira. Mais detalhes sobre o Projeto podem ser encontrados
no site projetomais.agr.br.