Irrigação por gotejamento aumenta 30% da produtividade na cebola

Cuidados extremos, valorização no mercado da cebola requer atenção dos produtores

Sistema também garantiu redução nos custos com mão de obra na fazenda

Localizada na bacia do Rio São Francisco (PE), a plantação de cebola do produtor, Gilmar Freire, necessitava de gestão adequada na utilização de água. Mas, há cinco anos a decisão de adotar o sistema de irrigação por gotejamento modificou o controle do recurso natural na propriedade, potencializando a produtividade e trazendo ganhos na mão de obra.

Com o sistema automatizado de irrigação por gotejamento foi possível diminuir o tempo de aplicação da água e garantir que as plantas recebessem a quantidade ideal de nutrientes. “Conseguimos economizar água e mão de obra, pois a automatização reduziu o tempo de aplicação do recurso e diminuiu a necessidade de pessoal operando o sistema”, diz.

Na plantação de cebola do produtor Freira, a utilização de irrigação e fertirrigação – que leva água e nutrientes diretamente na raiz da planta – garantiu ganho de 30% na produtividade da cebola, saindo de 45 sacas por hectare, para 65 sacas por hectare, em média, de cebola/ano.

Sistema de irrigação por gotejamento na lavoura em Belém do São Francisco (PE).

A realidade é que muitos municípios brasileiros são assolados pela seca, especialmente no nordeste brasileiro – mas, não só. Nessas regiões, nas quais as chuvas são menos frequentes, produzir, seja qual for a cultura, é um grande desafio. E é nesse sentido que a irrigação por gotejamento se mostra como aliada na gestão do recurso natural e em ganho de produtividade.

A cebola é constituída por mais de 90% de água, por isso a irrigação bem manejada possibilita obtenção de bulbos uniformes e de melhor qualidade, além de viabilizar mais de um cultivo por ano. Embora a cultura seja sensível ao déficit hídrico, o excesso também é prejudicial, favorecendo a incidência de doenças e prejudicando a produção, portanto, o controle automatizado no fluxo de água é fundamental.

Além das vantagens visíveis que a irrigação por gotejamento trouxe a plantação, o produtor também relata a economia de tempo e mão de obra. “Antes precisávamos de mais pessoas para fazer o mesmo trabalho que hoje é todo automatizado e realizado com mais agilidade”, conta.

Dado todos os benefícios, Freire destaca que obteve retorno do investimento logo no primeiro ano de adoção do sistema. “Apesar do custo inicial, hoje temos a facilidade da automação, além de ser uma tecnologia que exige baixa manutenção”, ressalta. Segundo ele, a depender do tipo de cultura e região que está localizada a propriedade, é possível restituir o valor investido logo na primeira safra.

Pensando na economia de água, aumento de produtividade, rentabilidade ao produtor, a israelense Netafim oferece ao mercado soluções de irrigação inteligente, como o sistema de nutrirrigação[FS1] , no qual os nutrientes são aplicados juntamente à água[CJ2] diretamente nas raízes das plantas.

Fonte: Segs

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Produtor de acerola melhora os resultados com irrigação por gotejamento

Seleção de acerola na Fazenda Amway Nutrilite do Brasil.

Aumentar a produtividade economizando água e outros recursos estão entre os principais objetivos dos produtores brasileiros. Na produção de acerola da Fazenda Amway Nutrilite do Brasil, localizada no noroeste do Ceará, essas metas já são realidade.

Utilizando a tecnologia de irrigação inteligente “gota a gota”, da empresa israelense Netafim, a propriedade conseguiu economizar 100 litros de água por planta por dia.

Segundo o supervisor agrícola de irrigação da Fazenda Amway Nutrilite do Brasil, Tiago Souza, atualmente são aplicados 20 litros por planta, distribuídos em quatro irrigações diárias, de 30 minutos cada.

“Essa tecnologia consiste em tubos gotejadores que conduzem a água até a raiz da cultura, fornecendo a quantidade ideal de água e, também, por meio da nutrirrigação, leva os nutrientes para a cultura.”, explica, Cristiano Jannuzzi, gerente agronômico da Netafim.

Irrigação inteligente Tradicionalmente, a aceroleira se desenvolve e produz satisfatoriamente em clima tropical e subtropical, necessitando de 1200 e 1600 mm anuais de chuvas bem distribuídas. Porém, na caatinga – onde localiza-se a fazenda Nutrilite – a pluviosidade média anual é de 600 mm apenas, tornando a irrigação indispensável na região.

Na Fazenda Amway Nutrilite do Brasil, maior produtora de acerola orgânica do mundo, o sistema de gotejamento inteligente foi implantado em 2013, inicialmente em área experimental. Embora as plantas tenham apenas quatro anos, o resultado da produção – coletados em 2015 – chegou a 32 kg/planta, contra 18 kg/planta alcançado no sistema de microaspersão sob a copa das árvores. Vale lembrar que as aceroleiras alcançam ápice da produtividade somente na fase adulta, com aproximadamente cinco anos de idade.

Além disso, dados da Embrapa ressaltam que o gotejamento na cultura da acerola permite a redução do espaçamento entre as plantas, obtendo maior produtividade. Mas, além do ganho na produção, o menor espaçamento também reduz o custo de implantação da tecnologia.

“No gotejamento não há tantas “pecinhas”, a malha de tubulação geralmente é de menor diâmetro, a pressão de serviço é metade dos demais sistemas e o bombeamento, consequentemente, é menor. Os custos de manutenção, quando comparado com a aspersão e microaspersão, a diferença é gigantesca”, diz Tiago.

Economia de energia Outro ponto que chama a atenção na propriedade é a economia de energia e de máquinas nas capinas, uma vez que a tecnologia de gotejamento fica localizada abaixo do solo. “Onde tínhamos três motobombas, hoje só funciona uma e com menor tempo”, conta o supervisor de irrigação.

Mas, vantagens não ficam apenas no campo da economia ou produtividade. Tiago conta que houve melhora na qualidade de vida dos funcionários. “Quanto a ergonomia e forma de trabalho das pessoas, o ganho foi muito grande. Constantemente recebíamos reclamações de dores nos braços e nas costas, tanto devido a força exercida para fazer emenda, como a grande quantidade de cortes e quebras do sistema que exigiam o agachamento constante das pessoas. Mas, no gotejamento esses problemas praticamente acabaram”, diz.

Fonte: SF Agro

Reduzir o desperdício na irrigação é uma das medidas para reduzir os impactos da seca no Estado

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O sistema de gotejamento tem sido apontado como uma alternativa que economiza mais água

Reduzir o desperdício na irrigação. Aperfeiçoar as técnicas de manejo do solo. Medidas que podem contribuir para a redução dos impactos da seca na agricultura. De toda água captada no Estado, 70% é utilizada para irrigar lavouras. Mas de cada 10 litros d’água, quatro litros acabam evaporando ou sendo levados pelo vento. Para o professor do Ifes de Santa Teresa Gustavo Haddad, doutor em engenharia agrícola, é possível melhorar a eficiência dos sistemas convencionais, como, por exemplo, a aspersão e o pivô central.
“Eu sempre falo: não é o tipo de irrigação. Mas sim como se maneja a irrigação. Não adianta ter o melhor equipamento. Se for tratado de forma errada, vai ser péssimo. Eu tenho que ter um bom manejo, uma boa operação. Manutenção preventiva para garantir um bom funcionamento”.
O sistema de gotejamento tem sido apontado como uma alternativa que economiza mais água. O professor explica que o gotejamento pode realmente ser mais econômico, mas tudo depende da instalação e manutenção do equipamento.
“Potencialmente, ele pode ser o melhor equipamento de irrigação, em termos de eficiência de uso da água. Por que? Como ele aplica a água gota a gota no pezinho da planta, se tem menores perdas durante a aplicação. “Tem um problema aqui. O controle desse gotejamento, a manutenção dele não é tão simples. Como a água passa por orifícios muito estreitos, acaba que ele é muito sensível ao entupimento”.
Por isso o produtor também deve investir num sistema de filtragem da água. E não dá para falar de preservação da água sem também discutir os cuidados com o solo e o manejo da terra.
O engenheiro agrônomo do Incaper Carlos Sangali alerta para os altos índices de erosão na agricultura. “Uma área de mata, existe uma perda de solo, mas ainda pequena. A água carreia quatro quilos por hectare por ano. Numa mata fechada. Mas quando chega na lavoura, que seja de algodão, de milho, de café, são 40 toneladas de terra que saem do morro para ir pra baixada”.
No combate a essa erosão, o plantio em curva de nível tem se mostrado muito eficiente, destaca Carlos Sangali. A técnica consiste em o agricultor preparar o terreno em linhas horizontais, com diferentes altitudes. Os degraus, formados pelas diferentes alturas, ajudam na infiltração. “Veio a água da chuva, ela vai segurar e vai infiltrar devagarinho para alimentar o lençol e os córregos. E também dificultar que o solo desça”.
Degradação do solo
A pecuária é outra cultura que provoca grande degradação do solo. Assim que assumiu a propriedade da família, em Montanha, Vitor Alves entendeu que para ter água, precisava mudar o manejo. Hoje, o gado é criado em sistema de pasto rotacionado. Em nenhuma área, o solo fica exposto. O córrego e as nascentes são cercados, para o gado não pisotear e a água é levada por um sistema de tubulação até os cochos, no meio do pasto.
Durante a estiagem intensa, o rebanho foi para o confinamento, onde foi alimentado com milho. Além de todas essas medidas, o produtor também reflorestou a área no entorno da nascente. E mesmo durante a maior seca do Espírito Santo, a água não deixou de correr na propriedade.
Água é vida, né!? A água é importante para o negócio girar, pro boi beber. Pro pequeno produtor, pro grande irrigar. A água é o verdadeiro sustento de negócio. Sem ela, sem a preservação, nosso negócio não vai durar muito tempo.
Fonte: CBN

Gotejamento enterrado em café

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O Brasil já irriga 260.000 ha de todo o seu parque cafeeiro, o que representa quase 10% da cafeicultura nacional. O que chama a atenção é que esta fatia irrigada responde por 25% da produção nacional, mostrando a grande competitividade da cafeicultura irrigada nacional.

Os cafezais irrigados estão mais concentrados nos estados do Espírito Santo, Minas Gerais, Bahia e, em menor proporção, em Goiás, Mato Grosso, Rondônia e São Paulo.

A irrigação tem sido utilizada mesmo nas regiões consideradas tradicionais para o cafeeiro, como o sul de Minas Gerais, Zona da Mata de Minas Gerais, Mogiana Paulista, Espírito Santo, etc.

Em geral, a irrigação do cafeeiro é feita por dois métodos: aspersão e irrigação localizada. Os sistemas de aspersão utilizados na irrigação desta cultura são os seguintes: aspersão convencional móvel (com aspersores pequenos, médios e canhões) ou fixa (que inclui o sistema de aspersão em malha), autopropelido e pivô central. Em função de aspectos relacionados ao consumo de energia, exigência de mão-de-obra e outros aspectos operacionais, os sistemas mais viáveis de irrigação por aspersão têm sido o convencional (principalmente do tipo malha) e o pivô central. Já com relação à irrigação localizada, os sistemas mais utilizados são o gotejamento, por suas características técnicas que permitem uma irrigação com grande precisão, economia de água e energia e as fitas de polietileno (sistema também conhecido como “tripa”), principalmente pelo menor custo de implantação.
Irrigação localizada

Compreende os métodos de irrigação em que a água é aplicada diretamente sobre a região radicular, em pequena intensidade e alta frequência, para manter a umidade próxima da ideal, que é a chamada capacidade de campo. O principal sistema é o gotejamento, onde a água é aplicada de forma dirigida e localizada na zona de maior aproveitamento das raízes das plantas. São caracterizados pela localização, que implica num umedecimento parcial da área total sob irrigação, reduzindo, portanto, o volume total de solo explorado pelas raízes. O restante da área não se umedece, fazendo com que a planta modifique seu crescimento radicular, o qual se concentra nos volumes de solo umedecidos. Outro aspecto importante a ser salientado é a alta frequência de aplicação de água, procedimento praticamente imposto pelo baixo volume de solo explorado pelas raízes, a fim de compensar o consumo normal de água pelas plantas.

No que se refere especificamente ao gotejamento, quando a água é aplicada de forma pontual, toda a propagação de umidade ocorre através do ponto de emissão, que difunde a água mediante um fluxo tridimensional, formando os chamados bulbos de umedecimento (Figura 1), cujas formas e dimensões dependem das propriedades físicas do solo e das características da aplicação: textura, vazão e tempo de irrigação. Nas chamadas linhas de aplicação contínua, produzidas pela instalação muito próxima de gotejadores, tendência nos projetos de café, ao invés de realizar-se em um ponto, a aplicação tem a forma de uma linha contínua. Nesse caso, o regime de fluxo se realiza em duas dimensões.

Vantagens e limitações do gotejamento

Muitos produtores de café nos últimos anos têm procurado empresas de irrigação de gotejamento para a irrigação de suas lavouras, devido às suas vantagens com relação aos demais sistemas, por exemplo:
• Economia na aplicação de água: é um dos sistemas que utilizam menos água. Levando-se em conta a escassez de água que muitas regiões cafeeiras enfrentam, é uma opção tecnicamente viável.

• Alta uniformidade na aplicação de água: comparado com outros sistemas, se o projeto é adequado, o gotejamento pode atingir coeficientes de uniformidade acima de 90%.

• Possibilidade de aplicação de vários produtos via água de irrigação: graças à sua alta uniformidade, o sistema permite a aplicação de fertilizantes (macro e micronutrientes), hormônios vegetais, corretivos de solo, inseticidas, adubos orgânicos, dentre outros produtos.

• Menos concorrência com plantas invasoras: como os gotejadores irrigam apenas parte da área (25 a 30%), formando uma faixa molhada, as entrelinhas não são irrigadas, inibindo o crescimento do mato nas épocas de estiagem.

• Permite aplicar os nutrientes em cada fase fenológica do cafeeiro: pela facilidade da fertirrigação, permite-se a aplicação de fertilizantes em quantidades e frequências que maximizam a produção do cafeeiro e evitam perdas dos nutrientes.

Apesar das vantagens, o sistema apresenta alguns inconvenientes, como a obstrução dos emissores (devido aos reduzidos diâmetros dos gotejadores e à falta de manutenção dos sistemas), alto custo inicial e falta de mão de obra especializada.

Gotejamento enterrado

Um dos principais problemas do sistema é a avaria das mangueiras, tradicionalmente instaladas sobre a superfície do solo, por enxadas, roçadoras, insetos, radiação solar e roedores (Figura 2). Pro este motivo, alguns cafeicultores, há alguns anos atrás, optaram por enterrar os tubogotejadores, para evitar estes problemas, além de aumentar a vida útil das mangueiras, que não sofrem a ação direta da radiação solar.Alguns projetos, porém, tiveram muitos problemas, não pelo enterro das mangueiras, mas por erros operacionais e/ou de projetos, como: instalação das mangueiras muito profundas e distantes das linhas de café; utilização de gotejadores convencionais; falta de manutenção; sistemas com águas de baixa qualidade física, química e biológica, com projetos sem filtros e pré-filtros adequados.

Fonte: Naandanjan

Netafim dobra números de projetos na área de grãos

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A israelense Netafim, empresa de soluções de irrigação por gotejamento, dobrou o número de projetos na área de grãos em 2015. A empresa cresceu, a nível global, 10% frente ao faturamento de US$ 1 bilhão em 2014, inclusive no volume de tubos gotejadores, que foi 15%superior. E as expectativas para 2016 são positivas já que a israelense prevê um crescimento de 30% nas vendas.

O foco principal do crescimento será em grãos, com projetos inéditos, como a irrigação por gotejamento na cultura de arroz. Com a nova tecnologia o produtor evita um desperdício de água de 55%. “De cada 100 litros de água aplicados por inundação, apenas 45 litros chegam na planta. Sendo que no gotejamento a eficiência é de 95%”, explica Carlos Sanches, gerente agronômico da companhia. A empresa também terá estratégia focada nas culturas de café, cana-de-açúcar, cereais, hortifrútis e CMT – Controle de Monitoramento (Tecnologia de Gerenciamento de Culturas). Também haverá novos investimentos na adoção do barter nas operações com o café. “A Netafim não é só uma empresa de gotejamento, mas sim de soluções”, finaliza Sanches.