Preço das frutas vai subir

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Antes do tabelamento do preço do frete rodoviário, caminhoneiros cobravam R$ 17 mil para transportar do Sul para cá as cargas da Sadia e Perdigão. Na volta, cobravam R$ 7 mil para levar – daqui para lá – o sal, o melão, o mamão e outros produtos nordestinos. Mas isso mudou: agora, graças à infeliz intervenção do Governo no que sempre foi um livre mercado, o frete Sul-Nordeste manteve-se nos R$ 17 mil; porém, com o tabelamento da ANTT, o frete de retorno subiu para R$ 11,5 mil. No caso do melão, isso significará um aumento de 20% no preço final da fruta, algo difícil de repassar ao consumidor, como explica – falando de Genebra, onde está hoje, o presidente da Abrafruta, Luiz Roberto Barcelos. É o que dá quando o Governo e sua incompetência entram onde não devem entrar.

Pouca água

Luiz Girão, um dos três maiores pecuaristas do Ceará, preocupa-se com a baixa oferta de água para a agricultura irrigada. “Na Chapada do Apodi, ela já é muito pouca”, adverte ele.

Previdência

CUT, Força Sindical, UGT, CTB, Nova Central, CSB, Conlutas e Intersindical – que são as centrais sindicais do País – avisaram ontem por comunicado oficial: estão contra qualquer reforma que fragilize ou desmonte a Previdência Social Pública. Será difícil mudar o Brasil.

Produtividade

Marca pioneira na área de benefícios de alimentação da Edenred Brasil, a Ticket está a apoiar o debate sobre o Ceará 2050 no que tange as ações de produtividade das empresas. Amanhã no Gran Marquise, das 8 às 10 horas. Público: gerentes de RH.

Eleição: morrendo na praia

Se uma hecatombe não acontecer, o governador Camilo Santana ganhará novo mandato na eleição de daqui a três dias. Assim, as atenções dos cearenses voltam-se para a disputa presidencial, que ganha mais emoção à medida em que as pesquisas, que são agora diárias, revelam o que parecia incrível – a consolidação da liderança do candidato da direita, Bolsonaro, e a estagnação de Haddad, o da esquerda. Embora reduzida, há a chance de tudo acabar no primeiro turno. Com Ciro, a centro-esquerda morre na praia; com Meireles e Alckmin, o centro fina-se.

Beleza

Revela o Serasa Experian: de janeiro a junho deste ano, nasceram no Brasil 10,5% de novas empresas a mais do que no mesmo período de 2017. Detalhe: os serviços de alimentação lideraram essa natalidade; em segundo lugar, ficaram os serviços de Higiene e Embelezamento Pessoal – os salões de beleza.

Bom

Micro e pequena

Amanhã, sexta-feira, 5, será o Dia da Micro e Pequena Empresa – cujo estatuto foi aprovado nesta data, em 1999. Hoje, no Brasil, 98% de suas empresas são micro e pequenas, diz o Sebrae.

Ruim

Fraturas

R$ 51 milhões gasta o SUS só com o tratamento de fraturas que as quedas ocasionam. De hoje até sábado, traumatologistas do Ceará reúnem-se no Seara Hotel para debater sobre o assunto.

Livre Mercado

Iniciado ontem, termina hoje em Genebra (Suíça) o Fórum Público da Organização Mundial do Comércio (OMC), cujo tema é “Comércio 2030”. Os subtemas do evento são o comércio sustentável, o comércio habilitado pela tecnologia e um sistema comercial mais inclusivo. O presidente da Associação Brasileira de Produtores Exportadores de Frutas, Luiz Roberto Barcelos, da Agrícola Famosa e o ex-ministro Roberto Rodrigues, falaram lá, ontem, sobre a inovação no comércio de frutas.

Fonte: Diário do Nordeste

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Exportação de manga é resposta para a seca no Norte de Minas

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O sol é de rachar. A falta de chuvas – um problema histórico – se intensificou mais ainda nos últimos cinco anos na região. Mas esses fatores não enfraquecem a produção de manga no Norte de Minas, onde o cultivo irrigado da fruta virou uma alternativa para a superação da seca. Uma das vantagens da manga é que ela exige uma quantidade de água relativamente baixa, se adaptando muito bem ao clima semiárido. Nessas condições, a fruta, que antes era apenas meio de subsistência – com o “costume” das famílias da zona rural de terem um pé de manga no quintal de casa –, agora virou sinônimo de lucros para os agricultores, que, além do mercado nacional, estão exportando para a Europa, Oriente Médio e Canadá.

Atualmente, o Norte do estado tem cerca de 6 mil hectares de manga plantados, com uma produção anual de cerca de 20 mil toneladas. Mas, a perspectiva é de chegar a 7 mil hectares cultivados até o início de 2018. “Existe uma tendência de crescimento do plantio na região, por causa da economia obtida com o uso eficiente da água. Para se ter uma idéia dessa economia, a quantidade de água gasta na irrigação da manga equivale a 40% do consumo de água nas lavouras de banana, a cultura tradicional da região”, afirma Moacir Brito, consultor de mangicultura e coordenador da câmara setorial da manga da Associação dos Fruticultores do Norte de Minas (Abanorte).

Ele salienta que, com o uso eficiente do recurso hídrico o agricultor pode manter a cultura com água retirada do poço tubular. Pode também fazer a irrigação complementar das plantas somente nos períodos que a chuva faltar. “Mas, o produtor precisa ter em mente que, mesmo exigindo pouca água, a planta sempre precisa ser molhada” observa Brito, salientando que a mangueira precisa ser s irrigada na fase de desenvolvimento dos frutos.

Os pomares avançam em vários municípios norte-mineiros. A maior concentração está nos perímetros irrigados do Jaíba (abastecido com água do Rio São Francisco), projeto sediado no município homônimo e que também alcança a cidade de Matias Cardoso) e do Gorutuba (abastecido pela Barragem do Bico da Pedra, entre os municípios de Janaúba e Nova Porteirinha). Nos dois projetos de irrigação, os agricultores enfrentam a restrição hídrica por causa da seca. Somente o Projeto Jaíba tem uma área plantada de 1,78 mil hectares de manga em produção, de acordo com a Abanorte.

A variedade mais cultivada nos plantios irrigados do sertão norte-mineiro é a palmer (95%). Também estão começando a ser plantadas na região as variedades Kent e Keit. “São variedades voltadas exclusivamente para o mercado europeu”, explica Moacir Brito. Com 75 mil hectares plantados, o Brasil é o sétimo maior produtor mundial de manga. O maior produtor mundial é a Tailândia (340 mil hectares).

Conforme o consultor, atualmente, 20% da manga norte-mineira é destinada a Exportação, com o produto chegando a países europeus como Portugal (um dos maiores compradores), Inglaterra, França, Alemanha ,Espanha, Bélgica e Holanda, além do Canadá (América do Norte) e do Oriente Médio. Como a fruta é perecível, o transporte é feito de avião, com a saída pelos aeroportos de Cumbica (Guarulhos/SP) e Viracopos (Campinas/SP).

OFERTA O Norte de Minas é a região com maior regularidade na oferta de manga no Brasil em comparação com outros pólos produtores do país. É o que apontou pesquisa realizada pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Escola Superior de Agronomia Luiz de Queiroz (Esalq), unidade da Universidade de São Paulo (USP) em Piracicaba. “Isso é resultado do trabalho de indução floral, feito graças ao excelente planejamento e escalonamento por parte de técnicos, pesquisadores e produtores da região”, observa Brito, citando a eficiência da gestão da atividade pela Abanorte e o trabalho de pesquisa desenvolvido por professores e acadêmicos do curso de Agronomia do Campus da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) em Janaúba.

Com a técnica de indução floral, a espécie produz praticamente o ano inteiro. Com emprego de novas tecnologias, os produtores conseguiram também antecipar o início da produção da manga. Outro ponto observado foi o aumento do adensamento dos pomares, com um maior número de plantas por hectare – antes, eram 250, média. Agora, são plantadas 1.200 pés de manga por hectare.

Hoje, os pomares irrigados do Norte de Minas já começam a produzir com apenas 20 meses depois de plantados. A produtividade também aumentou e, hoje, oscila entre 25 e 30 toneladas por hectare em pomares com quatro ou cinco anos. “As boas técnicas, associadas à boa receptividade das tecnologias pelos produtores, têm permitido a boa qualidade e o avanços da cultura da manga no sertão norte mineiro”, conclui Moacir Brito.

Agricultor satisfeito com os resultados
A satisfação com os bons resultados do cultivo da manga no clima semiárido norte-mineiro é manifestada pelo agricultor Darcy da Silveira Gloria. Ele tem 40 hectares de mangicultura no projeto Jaíba, dos quais 22 hectares em produção. Darcy da Silveira produz 500 toneladas de manga (da variedade Palmer). Ele conta que vende em torno de 35% a 40% da produção para o exterior, enviando a fruta para Portugal, Holanda e outros países europeus, por avião. “Mais do aumentar a quantidade, fizemos um trabalho de busca da qualidade para obter o certificado para exportação”, afirma o agricultor.

A cultura da manga irrigada tem um custo relativamente elevado, em torno de R$ 18 mil . Mas, a rentabilidade compensa, como atesta Darcy. “O custo é alto, mas sempre sobra alguma coisa”, diz o agricultor, que iniciou a atividade há 17 anos.

Outro que vem se dando bem com a mangicultura é Dalton Londi, que já exerceu um cargo na montadora Fiat em Betim; viveu uma experiência de trabalho na China e, depois, decidiu investir na irrigação no Projeto Jaíba. Ele começou a plantar manga há 12 anos no perímetro irrigado e conta com 60 hectares cultivados (da variedade palmer) e tem uma previsão de colher 1.200 toneladas em 2017. Cerca de 30% de sua produção é destinada para a exportação. Além de países europeus (Portugal, Alemanha e Holanda) e do Canadá, envie a fruta para o Oriente Médio. “Estou satisfeito com os resultados e quero investir ainda mais no negócio”, afirma Dalton, que é o presidente do Sindicato Rural de Jaiba e Matias Cardoso.

A atividade também entusiasma Gilberto Alves da Silva, o Nego, que começou a produzir manga no Jaíba há dois anos. Ele já tem 15 hectares em produção e uma área igual em formação. “A manga é a cultura de melhor manejo e melhor lucratividade do projeto”, afirma Gilberto.

Carlito José Ribeiro gerencia uma área de produção de manga no Projeto Jaíba, que conta com o plantio de 35 hectares e alcança uma produtividade de 25 toneladas por hectare. Ele chama atenção para o uso eficiente da irrigação, que garante a economia de água. “A manga é uma cultura que se adapta bem ao clima semiárido. Irrigamos a planta duas horas por noite, com um sistema de rotação dos talhões (lotes). Somente em outubro, quando o sol fica mais forte na região, aumentamos um pouco a irrigação”, informa Carlito. (LR)

Fonte: EM

Flávio Viriato de Saboya Neto: “A fruticultura irrigada no Ceará”

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Estamos vivenciando um conflito de interesses entre setores econômicos na definição de liberações hídricas. Reconhecemos a prioridade do consumo humano, com destaque para o consumo da Região Metropolitana de Fortaleza. Todavia, com reflexos diretos na agricultura irrigada, que têm resultado em cadeia, prejuízos significativos.

É lamentável que a agricultura seja colocada em terceiro plano, diante de outros setores econômicos que têm soluções locais, como a região do Pecém.

Os avanços conseguidos na irrigação pelos sucessivos governos desapareceram diante das restrições impostas ao setor agricultura. Perde o Ceará a referência nacional de sua fruticultura irrigada, refletindo-se diretamente nas exportações cearenses e receitas do próprio Governo Estadual.

Esse quadro levou a agricultura irrigada a, praticamente, encerrar as atividades, com a demissão de milhares de famílias que atuavam no setor, no Ceará. Outro ponto extremamente grave foi a mudança dessas empresas para outros estados, como o Rio Grande do Norte e o Piauí, dentre outros.

Como minimizar esse quadro? No curto prazo, o ressarcimento dos prejuízos é uma alternativa emergencial, já que essas empresas aqui se instalaram por ações diretas do poder público e com a garantia da água para irrigação. A médio prazo, seria a criação do que chamamos e defendemos como “Seguro Seca”, que cobriria, dentre outras, a suspensão de outorgas hídricas, a manutenção dos empregos de seus trabalhadores, como também seus compromissos bancários.

A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará (Faec) vem defendendo a ideia do seguro há mais de quatro anos, junto a Ministérios, em Brasília, e em outros fóruns, como a solução definitiva para a realidade que hoje vivencia o Ceará e todo o semiárido nordestino, com os reflexos dos prejuízos que vêm causando ao segmento produtivo da agricultura irrigada e ao Estado como um todo.

Fonte: O Povo

Projeto de irrigação comunitária apoiado pela Codevasf produz frutas no semiárido do Piauí

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Há quase 30 anos, dona Maria de Lourdes Pereira chegava com a família ao Assentamento Marrecas, a 31 quilômetros da sede do município de São João do Piauí e a 500 quilômetros da capital Teresina. Na época, como ela lembra, enfrentaram muitas dificuldades, mas hoje, graças ao plantio de frutas numa incipiente área irrigada, sobretudo a uva, a vida mudou para melhor.

“A gente morava debaixo de lona, vi meus três filhos passarem necessidade, e hoje me orgulho da nossa história. Uma das minhas filhas estuda Direito em universidade federal; a outra virou técnica agropecuária. Tenho três casas na cidade, além de um terreno, e comprei um carro à vista. Tudo fruto do nosso trabalho na região”, conta, emocionada.

Além de uva – nas variedades Benitaka, Brasil e Itália Melhorada –, cultivada numa área de 0,7 hectares dos 6 hectares totais dedicados à fruta no projeto, a agricultora produz também goiaba, melancia e feijão.

Como alternativa de renda para as famílias, sobretudo a partir da mão de obra das mulheres que residem no assentamento, dona Maria de Lourdes destaca a Agroindústria de Frutas do Assentamento Marrecas (APFrutas), sediada em São João do Piauí e criada em 2012 com o apoio da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) –  que, além de construir a unidade, estruturou-a com máquinas, equipamentos, utensílios e móveis. Da pequena fábrica saem delícias feitas de frutas, como polpas, geleias, doces e bolos.

“Como mulher atuando na roça, sofri muita discriminação no início, mas consegui vencer com trabalho. A agroindústria surgiu a partir da iniciativa das mulheres e hoje reúne de 10 a 12 associadas. Transformamos a fruta e agregamos valor. Vendemos a produção no comércio local, em feiras livres, para a Conab e passaremos a comercializar para a prefeitura também. A nossa produção ainda é pequena, mas estamos, inclusive, fazendo um estudo de viabilidade econômica pra ampliar nosso mercado”, revela a produtora.

Fruticultura irrigada

O Projeto de Irrigação Comunitária de Marrecas conta, atualmente, com 256 famílias assentadas e cerca de 154 hectares irrigados. Parte deles é dedicada à fruticultura irrigada, tipo microaspersão, com manejo de culturas como goiaba, uva e mamão; outra parte tem irrigação por aspersão fixa, onde são cultivadas culturas de ciclo temporário, como feijão, milho, mandioca, melancia e abóbora.
A produção já ultrapassa as 2,3 mil toneladas anuais de alimento, com destaque para milho verde (390 toneladas ao ano), macaxeira (340 toneladas), melancia (328 toneladas) e goiaba (310 toneladas). Os dados são da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Piauí (Emater/PI), que acompanha os produtores.
Um terço da produção é comercializada por meio dos programas de compras públicas do Governo Federal, como os de merenda escolar e das centrais de abastecimento. O restante é vendido no mercado municipal de São João do Piauí, em hotéis, mercearias, e ainda em municípios vizinhos, como Canto do Buriti e Simplício Mendes.

Festival da Uva

A produção de uva, 230 toneladas anuais, é a principal aposta do projeto, como explica o gerente regional de empreendimentos de irrigação da Codevasf no Piauí, Maximiliano Saraiva. “As variedades cultivadas são Benitaka, Brasil e Itália Melhorada, com uma produtividade média de 27 toneladas, sendo possível obter até duas safras ano. A área é conduzida com manejo escalonado por um grupo de 12 famílias, de forma a ter uva durante a maior parte do ano, atendendo, assim, o seu mercado consumidor”, observa.

O impacto positivo da atividade frutícola – com destaque para a uva – no assentamento foi tão significativo que, desde o ano de 2010, é realizado, no município de São João do Piauí, o Festival da Uva, evento que reúne produtores, técnicos, autoridades e artistas em torno do tema, e promove oficinas de gastronomia, dias de campo e shows musicais. “Hoje, o Festival da Uva de São João do Piauí está no calendário de grandes eventos do estado e encontra-se em sua sexta edição. A Codevasf, além de ter sido a grande indutora desse encontro, participa na coordenação e realização da festa”, destaca Saraiva.

As famílias irrigantes se organizaram e formaram a Associação dos Produtores e Irrigantes de Marrecas (APIM), com sede constituída no próprio assentamento. A entidade foi capaz de implantar e gerir infraestruturas relacionadas à irrigação e fruticultura por meio de convênios firmados com a Codevasf. Também o Governo do Estado do Piauí participou na implantação da infraestrutura.

“É com o objetivo de dar continuidade à exploração racional da fruticultura naquela área, ampliando a geração de empregos e melhoria de renda dos assentados que se realiza a implantação de uma área adicional de 1.000 hectares de fruticultura irrigada, com 200 lotes irrigados de 5 hectares”, informa o gerente regional de irrigação.

Solo e clima favoráveis

O Projeto de Irrigação Comunitária de Marrecas é uma espécie de piloto do projeto de irrigação Marrecas-Jenipapo, no qual estão sendo investidos, por meio da Codevasf, recursos federais da ordem de R$ 51 milhões direcionados para a construção de infraestruturas de uso comum como estações de bombeamento, reservatórios, rede de distribuição de energia, canais e rede de distribuição de água para os lotes irrigados. A execução orçamentária está hoje em 77%.

“O projeto Marrecas-Jenipapo será o primeiro projeto de irrigação instalado pela Codevasf no Vale do Rio Parnaíba, uma região que apresenta grande potencial para o desenvolvimento da fruticultura irrigada em razão das condições de solo e clima que se apresentam no semiárido piauiense”, destaca Maximiliano Saraiva.

O projeto de irrigação levará água do rio Piauí, a partir da barragem Jenipapo, aos lotes familiares, com vazão de 1,23m³/s. Estudos de viabilidade indicam que a produção agrícola do município deverá subir de 5.684 toneladas por ano para 17.584 toneladas, e a renda média anual deverá subir de R$ 822 para R$ 5,5 mil.

Ao todo, o projeto deverá beneficiar a população outros 12 municípios do entorno: Simplício Mendes, Dom Inocêncio, Campo Alegre do Fidalgo, Coronel José Dias, Socorro do Piauí, Ribeiro do Piauí, Nova Santa Rita, Paes Landim, Capitão Gervásio, Bela Vista, Pajeú do Piauí e João Costa.

Fonte: Ascom

Maçã produzida no Vale do São Francisco chega ao mercado

A maçã do Submédio São Francisco, fronteira da Bahia com Pernambuco, começa a chegar ao mercado.

Fruta originária de países frios da Ásia e da Europa, a viabilidade de seu plantio no semiárido passou pelo crivo do cultivo experimental realizado em parceria entre a Embrapa Semiárido e a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), que visa a desenvolver frutíferas alternativas como maçã, pera e caqui.

“O plantio ainda está em fase de validação para que possamos fechar o pacote tecnológico que permitirá o cultivo em larga escala, mas os primeiros resultados são animadores”, afirma o superintendente da Codevasf em Petrolina, Aurivalter Cordeiro, que participou nesta terça-feira (25), com um grupo de engenheiros e técnicos, de um dia de campo no projeto público de irrigação Nilo Coelho.

A maçã que começa a chegar, ainda em pequena escala, ao mercado da região, é das variedades Julieta, Eva e Princesa, e vinha sendo testada em lotes experimentais de cinco produtores do projeto, meio hectare cada.

A produtividade da fruta atingiu 40 toneladas por hectare.

O agricultor Teófilo Corcino afirma que a expectativa é ampliar o mercado e aprimorar cada vez mais a qualidade da produção. A maçã cultivada em seu lote começa a ser comercializada para Recife (PE) e Feira de Santana (BA).

“Estamos trabalhando, acreditando na potencialidade da produção de maçã na região do Vale do São Francisco”, frisa Corcino.

A pera é outra aposta promissora: ela atingiu 60 toneladas por hectare e boa suculência, mas ainda precisa ser aprimorada, segundo informa Osnan Soares Ferreira, engenheiro da Codevasf em Petrolina.

“Os experimentos com o caqui estão também bem avançados e com ótimas perspectivas”, afirma Ferreira.

O coordenador da pesquisa, Paulo Roberto Lopes, engenheiro agrônomo da Embrapa, observa que os estudos prosseguem e que o maior desafio foi adaptar frutas que exigem até 350 horas de frio de 7,2° C ao calor do semiárido.

Apelo comercial

Entre as culturas pesquisadas, a pera apresenta forte apelo comercial, já que a produção nacional não atinge nem 10% do total consumido.

O consumo atual é da ordem de 180 mil toneladas, sendo a maior parte importada da Argentina, Estados Unidos, Uruguai, Chile e países europeus.

Da busca por novas opções de cultivo para o Vale do São Francisco nasceu o projeto “Introdução e Avaliação de Cultivos Alternativos para as Áreas Irrigadas do Semiárido Brasileiro”.

Desde 2005 vêm sendo implantados e mantidos nos perímetros irrigados Senador Nilo Coelho e Bebedouro, em Petrolina (PE), experimentos com pereira, macieira, caquizeiro, cacaueiro e outras culturas típicas de clima temperado.

As culturas escolhidas para os estudos foram aquelas produzidas sob irrigação com bom potencial de retorno econômico.

Os plantios são feitos nas estações experimentais da Embrapa e em áreas de produtores em perímetros de irrigação que manifestaram interesse em participar da pesquisa. O acompanhamento das atividades é feito semanalmente.

Fonte: Tribuna da Bahia