Cohidro espera que agroecologia irrigada colha mais de 1 milhão de espigas até o São Pedro em Lagarto

Inaugurado em 1987, o Perímetro Irrigado Piauí é uma infraestrutura do Governo do Estado, em Lagarto, que fornece água para irrigação de minifúndios instalados na área. A área do Perímetro está totalmente contida dentro da bacia do Rio Piauí, onde sua estrutura é composta de uma barragem de alvenaria de pedra e concreto e sua rede de drenagem natural é constituída por pequenos riachos. Atualmente são 539 propriedades, sendo 421 da agroecologia, compreendendo 1,45 mil hectares (ha).

“Quando não chove, se não tiver irrigação, não tem como ter milho para colher”

Para o ciclo junino, a Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos (COHIDRO) – responsável pela região – espera que um milhão de espigas sejam colhidas até o São Pedro. De acordo com o gerente do perímetro, Gildo Lima, o plantio vem sendo feito desde fevereiro e a colheita já começou. “No São João do ano passado, chegou muito milho de uma vez só e o milho caiu muito o preço [para R$ 20 o cento]. Este ano, muita gente apostou em plantar antes e muito milho já está sendo colhido”, explicou. Cerca de 38 ha serão destinados exclusivamente à colheita na semana em que se festejam os dois principais santos do ciclo. Neles, deverão ser colhidas 760.000 espigas. Outros 26 hectares foram plantados com amendoim, e a expectativa é que a produção chegue perto das 80 toneladas.

Segundo o técnico agrícola da Cohidro, José Américo, quem está plantando no perímetro irrigado ou tem acesso à mesma tecnologia disponível nesses lotes, sai na frente. “Tudo indica que esse ano o preço vá ser melhor para o produtor irrigante no período dos festejos juninos. Até porque, quando não chove, se não tiver irrigação, não tem como ter milho para colher na véspera de São João”, analisa o técnico.

Gildeon Dias é um dos produtores que aproveitam a demanda do período junino. Ele vai colher em 34 dias o milho verde que plantou há um mês e meio. A plantação está em 1,8 hectares preparados para cultivar tomate, quiabo e pimenta malagueta, utilizando mangueiras de irrigação por gotejo fixas. Por isso, os pés de milho foram dispostos em duas linhas a 33 e 40 cm um do outro, com intervalo de quase dois metros entre as fileiras. O número reduzido de mudas é compensada pela tecnologia de ‘fertirrigação’ que os dois lotes possuem, levando até as raízes, a adubação à base de ureia diluída na água.

“Esse é o melhor tempo de se plantar. É para o São João, é tradição. Vou vender aqui mesmo. Tem quem compre para levar em Carira e Boquim, outros para Estância. Eu mesmo vou vender, às vezes. A gente espera preço bom, mas só sabe no tempo”, disse Gildeon. Ele não quer desfazer a estrutura que montou para as outras culturas que produz com a irrigação do perímetro no resto do ano, mas não desperdiça as vantagens de comercialização do milho no período. “Tem uns quatro anos que eu faço. Sempre coloco antes um tomate, uma pimenta, e quando tira aquela cultura, eu entro com o milho, porque compensa”, concluiu.

Fonte: O papa jaca
Foto: Fernando Augusto/COHIDRO

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Curso avançado: Manejo da Irrigação + Fertirrigação + Drones acontece em Piracicaba (SP)

hidrodinamica

Prepare-se para o Curso avançado: Manejo da irrigação + Fertirrigação + Drones.

Programa do Curso:

Métodos de Controle da Irrigação

Estação meteorológica x Tensiômetros. Evapotranspiração Definição, Métodos de Estimativa (PM-56 FAO), Coeficiente de Cultivo Kc, Coeficiente de Irrigação Localizada Kr e efeitos advectivos.

Tensiômetro Digital x Analógico

Princípio de Funcionamento do Tensiômetro Analógico e Digital, Tempo de Resposta, Condutância da Cápsula Porosa. Instalação do tensiômetro no campo. Exemplos Práticos de Manejo da Irrigação via tensiômetro em diversas culturas.

Drones: Imagens Aéreas de Alta Resolução

Características e especificações de drones multirrotores e asas fixas para irrigação de precisão; Conceitos em sensoriamento remoto e resoluções de sensores; Câmeras e sensores disponíveis para drones; Softwares para planejamento de missões automáticas; Preparação de planos de voos; Softwares para processamento de mosaicos de imagens; Análise de histograma e calibração radiométrica das imagens; Álgebra de bandas de imagens e geração de índices de vegetação (NDVI) e de stresse hídrico (CWSI). Alocação dos sensores de umidade no campo (tensiômetro, TDR e FDR) com base em imagens de alta resolução da área irrigada.

Física de Solos

Umidade do Solo–Capacidade de Campo e Ponto de Murcha Permanente. Curva de Retenção de Água no Solo. Capacidade de Água Disponível (CAD) e Balanço Hídrico de Água no Solo.  Coleta de Amostras Indeformadas de Solo.

Irrigação por Gotejamento / Microaspersão

Formação de Bulbos Molhados no Solo. Monitoramento e Controle do Entupimento de Emissores no Campo. Relações entre Uniformidade de Irrigação e Manejo da Irrigação.

Fertirrigação / Extratores de Solução do Solo

Teoria da fertirrigação. Extratores de Solução: Modelos e Operação no Campo. Monitoramento da Condutividade Elétrica (CE) da Solução do Solo. Mensuração de Nitrogênio, Potássio e pH da Solução. Monitoramento da Aeração do Solo.

Local: Piracicaba – SP

Coordenação:   Hidrodinâmica Irrigação

Público Alvo:   Engenheiros Agrônomos, Técnicos Agrícolas, Produtores Rurais e Estudantes.

Vagas Limitadas:   30 Alunos

Professor:  Dr. Rubens Duarte Coelho /ESALQ

                     Consultar Currículo Vitae 

ATENÇÃO: A vaga ficará garantida por 5 dias, contados a partir da data da inscrição, após este período será cancelada caso o pagamento não seja efetivado. Data limite para confirmação de participação no curso 15/Outubro/2018.

 

Duração do Curso – 2 Dias (12 horas–aula)

Datas: 19 e 20 Outubro 2018

Sexta Feira 19:00 – 22:30  e  Sábado 8:30 – 16:30 h

Local: Piracicaba-SP – Empresa Hidrodinâmica

Valor: R$ 900,00

Link para Download do folder do curso e instruções para inscrição 

Pesquisa avalia diferentes níveis de adubação por meio da irrigação

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A fertirrigação é uma técnica de adubação que consiste na aplicação de fertilizantes por meio da água de irrigação. O modelo tem sido muito utilizado, principalmente em lavouras perenes como de laranja e café. A adubação na cafeicultura influencia diretamente no crescimento e vigor da planta, na interferência de doenças, na produção de fotoassimilados e para corrigir deficiência de nutrientes no solo.

Na Universidade Federal de Lavras (UFLA), diversos experimentos têm sido conduzidos pelo Núcleo de Estudos em Cafeicultura para avaliar o benefício da fertirrigação no cafeeiro, uma área em grande expansão, principalmente em Minas Gerais. O doutorando Thales Barcelos Resende explica a importância da adubação correta para a lavoura: “o produtor muitas vezes faz economias com relação à adubação pensando em gastos diretos, mas ele não reflete sobre o retorno que vai ter na sua lavoura caso utilize a técnica, ou seja, lavouras mal adubadas e mal manejadas com as relações nutricionais podem causar a mortalidade da planta”.

Em sua pesquisa, Thales avalia a resposta do cafeeiro a diferentes níveis de adubação de nitrogênio, fósforo e potássio (NPK) em quantidades recomendadas em Minas Gerais, sendo: 10%, 40%, 70%, 100%, 130% e 160%, simulando situações que acontecem no campo. “A cada oito plantas é realizado um tratamento. Observamos a influência tanto da adubação deficiente quanto da super adubação na lavoura podada”.

O doutorando explica que o estudo teve início em agosto de 2015, após a recepa do cafeeiro – uma poda drástica que deve ser feita em último caso. Foram realizados 12 parcelamentos de adubações mensais por meio da fertirrigação, proporcionando maior eficiência dos fertilizantes. “Nesse experimento conseguimos observar diferenças de produção para ver a resposta da planta à poda, avaliar o crescimento vegetativo, e outros índices como anatomia, fisiologia, produtividade e até a qualidade da bebida”.

Apesar de ainda não ter dados concretos de sua pesquisa, Thales relata que visivelmente é possível notar que as plantas que tiveram menos adubação sofreram mais. “Podemos presumir, por meio de resultados prévios deste trabalho, que esse incremento na adubação vai gerar um custo benefício melhor para o produtor. Apesar de apresentar um custo de implantação alto, traz diversos benefícios como acelerar o ciclo dos nutrientes utilizados e diminuir o custo da mão de obra rural, já que é necessária apenas uma pessoa responsável por separar o fertilizante, colocar na bomba e posteriormente abrir o registro”.

Diversos experimentos com a fertiirrigação no cafeeiro já foram realizados na UFLA. Em 2010, foram iniciados estudos com o intuito de quantificar perdas de produtividade em relação aos níveis de adubação como forma de contribuir com informações seguras, racionais e econômicas para orientar os produtores rurais a produzirem de forma sustentável.

Fonte: Revista Cafeicultura

É tempo de irrigar com consciência: Fenicafé 2018 chama a atenção para o uso consciente da água

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A Fenicafé – Feira Nacional de Irrigação em Cafeicultura, tradicional evento da cafeicultura e irrigação, aborda em 2018 temas relacionados ao uso consciente da água. Realizada em Araguari (MG), entre os dias 13 a 15 de março, a edição deste ano promete novidades para o setor cafeeiro.

Paralelo à Fenicafé acontecerá, o XXIII Simpósio Brasileiro de Pesquisa em Cafeicultura Irrigada e XX Feira de Irrigação em Café do Brasil, que tem por objetivo a discussão e a divulgação de técnicas e pesquisas relacionadas à cafeicultura irrigada. Estes eventos são tradicionais e têm grande participação de técnicos, produtores, estudantes, autoridades, fabricantes e revendedores de equipamentos e demais interessados no tema.

Para os três dias de evento são esperadas pessoas vindas de Sul Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso, Paraná, Espírito Santo, Bahia, Goiás, e outras regiões cafeeiras.

 

Água consciente

Para 2018, a Associação dos Cafeicultores de Araguari (ACA), defende o tema: “É tempo de irrigar com consciência”.

Maria Cecília de Araújo, superintendente da ACA e Coordenadora da Fenicafé, explica: que as plantas sofrem muito com a escassez de água. E, em tempos de uso racional de água, cabe à pergunta seria justo irrigá-las?

Os engenheiros agrônomos e pesquisadores da área são categóricos em dizer que a água usada na irrigação volta para o ciclo hidrológico natural, ajudando a formar chuvas e contribuindo com o fluxo do lençol freático.

Quando irrigada, a planta inicia o processo de evapotransipiração: depois de absorver os nutrientes do solo úmido, ela devolve a água, em forma de vapor para a atmosfera. Isso faz com que o volume de água usado na irrigação, não provoque uma escassez tão rápida.

 

O Triângulo Mineiro

Araguari faz parte da região do Cerrado, uma região onde se produz um dos melhores cafés nacional. É considerada a 23ª cidade do Estado de Minas Gerais e a 3ª cidade do Triângulo.

Já a Fenicafé é realizada no município há mais de duas décadas, comprovando a importância de Araguari em relação à inovação e informação para atividades agrícolas, em especial o café. “A colheita de café se inicia em abril e maio, portanto, março se caracteriza como a melhor época para os cafeicultores fazerem os negócios. É hora de plantar o maior investimento do ano; o investimento em conhecimento”, garante Maria Cecília ao falar sobre a Fenicafé.

“No restante do país, o café é cultivado geralmente a seco em terreiros ao sol, já Araguari possui um clima bem definido (verão úmido e inverno ameno e seco), o que facilita o uso de vários sistemas de irrigação. Por isso, o município se torna referência em irrigação e em qualidade de café”, afirma Maria Cecília.

 

O que esperar

Em 2018, Fenicafé irá abordar assuntos de grande importância para a agricultura e cafeicultura mundial, como uso consciente da água, além de palestras sobre fertirrigação, gotejamento, nutrição, pragas, produção e colheita.

Novidades

Entre as novidades que estão sendo preparadas, estão as mais novas técnicas em café irrigado e manejo correto da água (fertirrigação), discussão a respeito da formação do café, panorama do cenário climático no Brasil, uso racional de fertilizantes na cafeicultura, entre outros.

As empresas expositoras são do ramo de insumos, defensivos, colhedeiras, adubação, implementos e vários outros, desde o plantio até a colheita.

Como em todas as edições, a feira será instalada nas dependências do Pica Pau Country Clube, em uma área de cerca de 5 mil metros quadrados, separadas em locais para exposição de produtos e serviços e sala de palestras. O evento como um todo gera cerca de mil empregos diretos e indiretos, alavancando assim a economia do município.

A rede hoteleira da região de Araguari também sente o reflexo da Fenicafé. Em todos os anos, praticamente 100% dos leitos dos hotéis da cidade são reservados para os dias do evento.

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O Simpósio IPNI Brasil sobre Boas Práticas para Uso Eficiente de Fertilizantes em Fertirrigação acontece nos dias 08, 09 e 10 de Setembro de 2015 – Campinas, Itupeva/SP.

Luis Ignácio ministrará a palestra “Princípios Globais sobre Bpufs e Dinâmicas de Nutrientes Visando o Adequado Uso em Fertirrigação”

Simpósio
O evento ocorrerá no hotel Quality Resort & Convention Center, em Itupeva – SP, região de Campinas (Km 72 da Rodovia Bandeirantes), e destina-se a profissionais interessados em aprimorar o uso adequado da fertirrigação, visando o aumento da produtividade e possíveis reduções nos custos de produção.

O programa completo pode ser obtido no link abaixo:
http://brasil.ipni.net/article/BRS-3326

As vagas são limitadas.

Inscrição pelo site http://brasil.ipni.net/