Sistema de irrigação movido a energia solar reduz gastos com eletricidade

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A valmont apresentou o sistema de irrigação movido a energia solar, que é alimentado através de placas instaladas na propriedade. A tecnologia garante reduzir os custos com a energia elétrica e torna viável a irrigação em áreas que ainda não tem eletricidade.

De acordo com o gerente de engenharia e serviços  Valmont Brasil, Vinicius Melo, os pivôs de irrigação contam com um sistema de ajuste que permite a aceleração controlada do motor, na qual pode variar entre 1 a 136 RPM. “Nós estamos criando dois conceitos, um é o torque a qualquer tempo e anda o dobro de velocidade de qualquer pivô tradicional, já o segundo é de passagem rápida que pode ser utilizado para fertilização e adubar”, destaca.

Outro lançamento feito para melhorar o setor da irrigação, foi o novo painel ICON que é controlado exclusivamente por um aplicativo. “Tudo que o agricultor precisa é ter flexibilidade do controle de cada equipamento e esse sistema permite isso que pode programar todas as operações dos equipamentos de irrigação”, ressalta.

Fonte: Marcas e Máquinas

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Desconto na energia para irrigação chega a 90%

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De cada R$ 100 pagos na conta de luz, R$ 20 servem para cobrir as despesas com os mais diversos subsídios no setor elétrico. Dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) levantados a pedido do Estado mostram o peso desses benefícios na tarifa de energia e expõem os descontos a que cada grupo de interesse tem direito.

No ano passado, o conjunto de consumidores do País recolheu R$ 18,291 bilhões para sustentar a conta das políticas sociais do governo. Com esse dinheiro, foi possível conceder desconto médio de R$ 45 para os grupos beneficiados, que vão de famílias de baixa renda a setores como o agricultura de irrigação.

Às vésperas da definição do orçamentos dos subsídios para o setor elétrico neste ano, o diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino, critica o tamanho da conta desses benefícios. “Subsídio, via de regra, só aumenta com o passar dos anos”, afirmou.

Empresas que fornecem serviços públicos de água, esgoto e saneamento também fazem jus a subsídios. Têm igualmente direito a desconto na energia a partir de fontes incentivadas, como eólica, solar, biomassa, pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) e cogeração. Nesse caso específico, as duas pontas têm benefícios: as usinas que produzem a energia e o comprador do insumo, como o comércio e a indústria.

Proporcionalmente, a população de baixa renda é a que recebe o menor benefício. São R$ 20,50 de desconto para cada uma das 9,3 milhões de famílias beneficiadas. A redução na conta varia de 10% a 65% – quanto maior o consumo, menor o desconto, que é limitado a 220 quilowatt-hora (kWh).

O maior desconto, por sua vez, é concedido aos geradores de fontes incentivadas e a seus consumidores. De acordo com a Aneel, são nada menos que R$ 22.298,41. Isso acontece porque as usinas têm direito a pagar uma tarifa de uso do sistema, no mínimo, 50% menor. Para o consumidor dessa energia, a tarifa também fica, em média, 50% mais baixa.

A agricultura de irrigação e os criadores de peixe recebem desconto médio de R$ 461,79. As duas atividades têm desconto que varia de 63% a 90% para consumir energia em horários alternativos, entre 21h30 e 6h.

Empresas dos setores de água, saneamento e esgotos pagam tarifa 15% menor. O desconto médio para essas companhias é de R$ 642,64. Os agricultores recebem, em média, desconto de R$ 49,15 nas contas de luz. Eles têm direito a pagar de 10% a 30% menos na tarifa.

Todos os grupos beneficiários têm seus descontos assegurados por lei. Mas, diante do tamanho da conta e do impacto para o consumidor, a Aneel promoveu uma devassa no orçamento dos subsídios para este ano. Depois do pente-fino, a área técnica propôs reduzir a conta de R$ 18,291 bilhões em 2016 para R$ 14,139 bilhões neste ano. “A Aneel tem sido implacável na fiscalização sobre o uso desses recursos, que são públicos”, ressaltou Rufino. “Certamente, se fôssemos relapsos, o valor poderia ser o dobro do que calculamos.”

A proporção do subsídio na conta de luz caiu drasticamente em 2013, quando o governo da ex-presidente Dilma Rousseff lançou o programa de desconto de 20% na conta de luz. Na época, as políticas sociais saíram da tarifa e passaram a ser bancadas com recursos do Tesouro.

Porém, com a seca e o descontrole de gastos da União, a medida foi revista. Todos os subsídios voltaram para a conta de luz, que acabou subindo 51% em 2015.

Revisão. O governo pretende rever a política de concessão de subsídios na área de energia elétrica. Um grupo de trabalho criado em outubro do ano passado vai elaborar um plano de redução dos custos da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE).

É por meio desse fundo que a maioria dos subsídios é concedida. Os recursos são arrecadados através de um encargo embutido na tarifa de energia, que onera 4,5 vezes mais os clientes do Sul, Sudeste e Centro-Oeste comparativamente aos do Norte e Nordeste.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Proposta amplia subsídio para energia no bombeamento de água para agricultura familiar

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Tramita na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 5250/16, do deputado Weverton Rocha (PDT-MA), que estende ao bombeamento de água para irrigação na agricultura familiar o desconto na tarifa de energia elétrica para agricultura irrigada e aquicultura aos fins de semana e feriados.

Atualmente, a lei que trata da expansão da oferta de energia elétrica emergencial (10.438/02) autoriza o desconto das tarifas durante 8h30 por dia, entre 21h30 e 6 horas do dia seguinte aos sábados, domingos e feriados.

Segundo Rocha, os pequenos agricultores enfrentam os maiores impactos das mudanças climáticas dos últimos anos. “Faz-se necessário a criação de estratégias que incentivem o uso da irrigação por esses produtores, responsáveis por produzir mais de 70% dos produtos consumidos pelos brasileiros.”

Somente 30% dos agricultores familiares são irrigantes, devido aos custos da energia elétrica, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “Tal ação irá incrementar as ações de combate à estiagem ao diminuir os custos para manutenção de um sistema de irrigação, reduzindo assim o custo de produção”, disse Rocha.

Tramitação

A proposta tramita em caráter conclusivo e será analisada pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; de Minas e Energia; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:

PL-5250/2016

Fonte: Agência Câmara Notícias

Agricultor investe em irrigação localizada e reduz mais de 80% no consumo de água e energia

Conhecido como Netinho, o agricultor Manoel Marcos Cardoso tem sido um grande exemplo para as comunidades rurais que trabalham com agricultura em Claro dos Poções, Norte de Minas. Com o apoio da Emater-MG, ele implantou um projeto na sua propriedade utilizando a irrigação localizada e microaspersão. Com isso, reduziu em mais de 80% o consumo de água e energia elétrica.

Netinho mora na comunidade rural do Brejão e, em fevereiro deste ano, começou a adotar práticas racionais de cultivo e métodos de irrigação com menor impacto ambiental. Ele conta que antes trabalhava com o modelo de irrigação convencional e pagava mensalmente em torno de R$1.150,00 a R$1.400,00 de energia elétrica. Com a implantação do novo método esses valores estão variando entre R$120,00 e R$190,00. No uso da água, também houve uma redução expressiva. Antes, ele gastava 38 horas para irrigar dois hectares. Atualmente, gasta em média 8 horas para irrigar a mesma área.

O técnico da Emater-MG, Manoel Cardoso, é o autor do projeto e acompanhou este trabalho desde o início. Segundo ele, a água utilizada para irrigar vem do rio São Lamberto com a autorização legal do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam). “A principal proposta do projeto seria a utilização racional dos recursos naturais e econômicos, com o objetivo de aumentar a produtividade e melhorar a qualidade de vida do agricultor familiar. Com isso, conseguimos diminuir os impactos ambientais, ou seja, produzir alimentos saudáveis, evitar o desperdício de água, reduzir os custos com energia elétrica e utilizar métodos naturais de controle de pragas e doenças”, afirma.

Para implantar o projeto, Netinho teve que fazer um investimento na propriedade, adequando ao novo sistema de irrigação e às culturas envolvidas. “Estou muito satisfeito com os resultados que consegui, pois tive um retorno rápido e expressivo. Hoje me tornei exemplo para os meus colegas em Claro dos Poções e outros municípios vizinhos, que já vieram conhecer o projeto”, comenta o agricultor.

Atualmente o agricultor cultiva quiabo, maxixe, coentro, alface americana, lisa e crespa, cebolinha, milho doce, dentre outras. O maracujá ocupa um hectare e é a cultura que desperta maior expectativa de rendimento. Está no sexto mês de implantação, iniciando a fase de florescimento. Os produtos são vendidos no município de Claro dos Poções.

As mudanças no trabalho do agricultor foram expressivas não só na economia de água e energia elétrica, mas também na forma de combater as pragas. O controle é feito utilizando extratos naturais de plantas. Satisfeito com a dimensão que o seu negócio tomou, Netinho agradece pela assistência da Emater. “É muito importante o acompanhamento que tenho. Isso foi imprescindível para o sucesso desse projeto”, finaliza o agricultor.

Fonte: Notícias Agrícolas

Alemães irão instalar fábrica de energia solar no Piauí

Alemães vão estudar a implantação do projeto de geração de energia através das placas solares no Centro Administrativo.

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Representantes da empresa Meyer Burger, localizada em Hohenstein, Estado da Saxônia, na Alemanha, chegarão ao Piauí no próximo dia 17. O objetivo da vinda dos Alemães ao Estado é se reunir com o governador Wellington Dias e com o secretário de Mineração e Energia, Luís Coelho, para tratar da instalação da fábrica de placa solar no município de Paulistana.

Segundo Luís Coelho, na oportunidade, os alemães vão estudar a implantação do projeto de geração de energia através das placas solares no Centro Administrativo de Teresina. “O Centro Administrativo será abastecido com energia fotovoltaica e eles vão trabalhar nesse projeto para que a gente possa agilizar as atividades que já estão em andamento há mais de 6 meses aqui na secretaria”, disse o secretário.

Outra questão que será discutida pelos alemães é a implantação da fábrica de placas solares na cidade de Paulistana. Luís Coelho afirma que, semanalmente, é realizada uma comparação entre o trabalho realizado aqui e na Alemanha para que a indústria seja implantada o mais rápido possível aqui no estado.

“Nós temos uma conferência semanal com o pessoal da Alemanha onde demonstramos o que foi realizado por nossa equipe durante a semana e eles também mostram o que está sendo feito. Então é realizada essa conferência todas as quintas-feiras entre Brasil e Alemanha para agilizar esse trabalho. Eles chegarão aqui dia 17 para levar toda a documentação que precisa para esse processo tornar-se mais rápido”, disse o gestor.

Durante a estadia no Piauí, os representantes da Meyer Burger vão analisar a sondagem do solo, água, internet, e demais questões no local onde será instalada a Fábrica de placa solar, além da mão de obra. “Vão estudar também o treinamento dessas pessoas que vão trabalhar, que é um treinamento que tem que ser feito antes que a fábrica comece a funcionar, para quando a fábrica tiver pronta, essas pessoas já estejam preparadas para assumir os seus postos de trabalho”, afirmou Coelho.

Ainda segundo o secretário de Mineração e Energia, visando inovar o sistema de irrigação do Estado, será analisada ainda a possibilidade de colocar placas solares para a produção de energia nos projetos Tabuleiros Litorâneos e Platôs de Guadalupe.

“Há uma determinação do Governo do Estado para a gente colocar placas solares para produzir energia e assim fazer a irrigação, isso vai impactar no produto final que é o preço daqueles produtos irrigados da região, pois segundo pesquisas e avaliação, o que impacta mais no produto final nesses projetos de irrigação é a energia. É a energia que deixa o produto da terra mais caro. Então queremos, junto com os alemães da empresa Meyer Burger, colocar a produção de energia fotovoltaica durante o dia nesses projetos de irrigação, isso vai dar um resultado melhor no produto final. Portanto são esses três projetos que vamos trabalhar com o grupo da Alemanha”, frisou Coelho.

São projetos que já estão em andamento. Nesses 20 dias que eles vão passar aqui vão coroar o trabalho, eles voltam para a Alemanha e já marcam o dia de retornar ao Piauí para começar o início das obras. Esses projetos vão dar uma novidade no sistema de irrigação do nordeste brasileiro, pois será produzida energia através do sol, a energia vai puxar a água e fazer a irrigação. É um projeto inovador que aumentará, sem dúvida alguma, o poder de competitividade maior, por que se eles possuem energia barata, podem vender por um preço mais acessível.

Fonte: Jornal Meio Norte