Uso de energia solar no campo cresce com usinas flutuantes

Brasília - Ministério de Minas e Energia inaugura primeira usina solar instalada na cobertura de prédio público federal – a própria sede do MME  (José Cruz/Agência Brasil)

O meio rural atingiu 15,8 megawatts de utilização operacional de energia solar fotovoltaica. Essa marca atual significa que este tipo de fonte cresceu nove vezes em 2017 e neste ano já dobrou o uso dessa tecnologia no campo.

“Os agricultores descobriram a energia solar fotovoltaica. São eles os responsáveis por levar o alimento do campo para as áreas urbanas, e passam, agora, a também ter uma complementação de renda, gerando energia elétrica para abastecer áreas urbanas e reduzir os seus gastos especificamente”, disse à Agência Brasil o presidente-executivo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Rodrigo Sauaia,.

Segundo o presidente, essa é uma novidade interessante, porque a demanda tem se espalhado em diversos segmentos. “O meio rural tem açudes usando energia solar fotovoltaica flutuante em Goiás. Tem projetos mais tradicionais de bombeamento e irrigação em Minas Gerais, quando começa o dia, o pivô é ligado e quando some o sol ele deixa de irrigar a plantação. Tem indústria de sorvete no Ceará. O período que vende mais sorvete é no verão e aí pode também gerar energia para garantir energia nesta estação do ano quando gastam mais para refrigerar o sorvete. No verão, eles gastam muito mais energia por conta da refrigeração, então, casa bem com a sazonalidade deles, com o custo também é bem positiva essa sinergia”, contou Sauaia.

Além do custo mais baixo, outra vantagem apontada por Rodrigo Sauaia para o uso desta tecnologia no campo é a de ela ser mais limpa. “Muitos desses produtores rurais, às vezes para levar irrigação para uma área produtiva distante da rede elétrica, tinham que levar um gerador a diesel barulhento e poluente no meio da plantação para gerar e poder irrigar. Era péssimo para o meio ambiente, caro para o produtor, mas ele precisava fazer isso. Agora, pode fazer isso com o sol, com um sistema móvel e com energia limpa e sem combustível, sem dor de cabeça para o produtor”, observou.

Usinas flutuantes

O engenheiro Orestes Gonçalves Júnior, da empresa F2 Brasil, foi o responsável pela instalação de um sistema de energia solar fotovoltaica flutuante em açudes da Fazenda Figueiredo, produtora de leite, em Cristalina, Goiás. Para o engenheiro, a utilização da área de açude amplia a conservação da região e dá melhor destinação a terras que estejam impactadas. Segundo ele, o uso das placas flutuantes permite ainda ao produtor aproveitar mais a propriedade e manter o solo para as plantações.

“Ele não está tirando parte agricultável para botar uma usina. A flutuante libera a área usada para a solar, para continuar fazendo desenvolvimento econômico da atividade do agronegócio e, por outro lado, reduz a evaporação que é um ativo, hoje, importante. Como está faltando muita água, principalmente, em algumas regiões como a do Rio São Francisco, se consegue ter algo em torno de 20% a mais de água por ano. Deixa de tirar água dos rios, ou tem melhor produtividade na irrigação dele fazendo reduzir a evaporação. É econômico, ambiental e ao mesmo tempo em maior volume de água nos açudes”, apontou.

Orestes Gonçalves Júnior destacou ainda que o produtor tem mais uma forma de lucrar com a solar flutuante em açude, que pode ser usado por mais de um produtor da região. Mais uma alternativa para o produtor é usar os açudes para desenvolver projetos de piscicultura.

Financiamentos

A energia solar também tem se mostrado um bom negócio para os produtores de agricultura familiar. O presidente da Absolar destacou as linhas de financiamento que o consumidor passou a ter para fazer a instalação do serviço. Ele contou que, no Paraná, um produtor familiar de leite está refrigerando o produto com a energia do sol, depois de conseguir um financiamento por meio do Programa Nacional de Fortalecimento de Agricultura Familiar (Pronaf), que neste caso, tem juros variando entre 2,5% a 5,5% ao ano.

Para o período de julho de 2018 a junho de 2019, o BNDES informou que os juros são de até 4,6% e a aquisição do equipamento deve estar vinculada a uma atividade econômica. “A dotação orçamentária ainda será publicada pelo Conselho Monetário Nacional”, completou o BNDES em resposta à Agência Brasil.

Para as pessoas físicas e jurídicas que queiram instalar projetos de energia solar fotovoltaica, o banco abriu linhas de financiamento no Programa Fundo Clima para 80% dos itens financiáveis, podendo chegar a R$ 30 milhões a cada 12 meses por beneficiário. Para renda anual de até R$ 90 milhões, o custo é de 0,1% ao ano com a remuneração do BNDES de 0,9% ao ano. Na renda anual acima de R$ 90 milhões, o custo tem o mesmo percentual, mas a remuneração do BNDES é de 1,4% ao ano.

Redução de custos

Na visão do presidente da Absolar, a redução de custos para a instalação de um sistema de energia fotovoltaica tem sido um atrativo para o aumento de consumidores neste tipo de fonte. “Em dois anos, a tecnologia barateou em 25%. Nos últimos dez anos, a energia solar fotovoltaica ficou entre 60 a 80% mais barata, com isso hoje em dia já é possível na maior parte do Brasil gerar e produzir a sua própria energia através do sol do seu telhado e no solo do que comprar a energia da rede, por exemplo. Não por acaso, o que mais leva as pessoas a investirem em energia solar fotovoltaica não é só pelo meio ambiente, mas pela economia no bolso que a tecnologia traz”.

Evolução

O presidente da Absolar comentou que o setor começou 2017 com mais ou menos 90 megawatts de energia solar fotovoltaica operando na matriz elétrica brasileira e terminou o ano com 1.145 megawatts, o que segundo ele, representa crescimento de mais de 11 vezes no período. “São poucos os setores na nossa economia que crescem mais de 11 vezes em um único ano. Essa é a velocidade exponencial que a fonte solar fotovoltaica está acelerando neste momento”.

A expectativa é fechar 2018 com cerca 2.400 megawatts e, assim, o setor vai mais do que dobrar e, permitir ao Brasil subir no ranking mundial da energia solar fotovoltaica. Atualmente o país está entre os 25 a 30, principais países em energia solar fotovoltaica.

No Rio de Janeiro, a distribuidora Light informou que, até maio de 2018, foram registradas 1.036 unidades de consumidores que utilizam a energia bidirecional, o que representa um crescimento de 150% nos últimos dois anos (2016-2018). Em créditos, segundo a empresa, durante o mês de abril deste ano, os consumidores obtiveram 300 Kwh com recursos da fonte solar fotovoltaica. No caso da Light, a maior concentração de usuários está nas zonas Sul e Oeste da cidade do Rio de Janeiro.

Fonte: Agência Brasil

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Sistema de irrigação movido a energia solar reduz gastos com eletricidade

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A valmont apresentou o sistema de irrigação movido a energia solar, que é alimentado através de placas instaladas na propriedade. A tecnologia garante reduzir os custos com a energia elétrica e torna viável a irrigação em áreas que ainda não tem eletricidade.

De acordo com o gerente de engenharia e serviços  Valmont Brasil, Vinicius Melo, os pivôs de irrigação contam com um sistema de ajuste que permite a aceleração controlada do motor, na qual pode variar entre 1 a 136 RPM. “Nós estamos criando dois conceitos, um é o torque a qualquer tempo e anda o dobro de velocidade de qualquer pivô tradicional, já o segundo é de passagem rápida que pode ser utilizado para fertilização e adubar”, destaca.

Outro lançamento feito para melhorar o setor da irrigação, foi o novo painel ICON que é controlado exclusivamente por um aplicativo. “Tudo que o agricultor precisa é ter flexibilidade do controle de cada equipamento e esse sistema permite isso que pode programar todas as operações dos equipamentos de irrigação”, ressalta.

Fonte: Marcas e Máquinas

Energia solar e irrigação têm garantido produção de polpa de frutas no Sertão

Foto: Reprodução/ TV Paraíba

Um produtor rural de Água Branca, no Sertão da Paraíba, tem mudado a paisagem do local e garantido emprego e renda apenas se utilizando das técnicas certas. Genildo Vieira, 65 anos.

Ele tem uma produção de polpas de frutas na propriedade, e para poder garantir a continuidade do negócio em uma terra seca e quente, ele utiliza a técnica de irrigação por gotejamento.

Enquanto muitos esperam pela chuva para poder plantar, a propriedade de Genildo é irrigada o ano inteiro. A água, retirada de poços, é salgada, mas para garantir uma melhor qualidade do líquido para a irrigação, é usado esterco de animais em torno da planta, para ajudar a filtrar a água.

Na propriedade de mais de 60 hectares, o produtor cultiva frutas. São 600 pés de mangas, 280 de goiabas, 200 de acerola e 5 mil pés de maracujá. Quando termina uma colheita, se inicia outra e isso tem gerado emprego e renda para muitos agricultores da localidade.

Depois de colhidas, as frutas são processadas e transformadas em polpas e armazenadas em duas câmaras frias com capacidade para 40 toneladas de produtos.

Só que para manter essa produção, o custo estava saindo muito caro. A conta de energia superava os R$ 2 mil mensais. Foi então que seu Genildo decidiu instalar placas de energia solar no telhado da casa. A ideia tem garantido energia desde a irrigação da planta, até a parte de condicionamento das polpas, graças ao sol do Sertão.

 

Projeto de irrigação com energia solar é apresentado para agricultores na PB

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Foto: Divulgação

O trabalho de produção de hortaliças ecológicas usando energia solar para a irrigação desenvolvido pelo jovem Demison da Silva Costa, na Comunidade Antas do Sono, município de Sobrado, no Agreste, está servindo de modelo na região.

Para conhecer as atividades do produtor, um grupo de 16 agricultores familiares assistidos pela Emater dos municípios de Sobrado, Sapé e Cruz do Espírito Santo, conheceu esta nova fonte de energia, que apresenta custos reduzidos no consumo.

O jovem agricultor trabalhava como garçom em João Pessoa. Insatisfeito com a atividade que exercia, muitas vezes trabalhando até tarde da noite, decidiu retornar ao lugar onde nasceu e, na propriedade de seus familiares, iniciou a plantação ecológica de hortaliças numa área com menos de um hectare, onde há três anos vem cultivando alface, coentro, cebola, hortelã e espinafre.

Para irrigação do plantio de forma ordenada, ele usa água de um poço artesiano anteriormente construído. Toda a produção de hortaliças para a comercialização, ele entrega em pontos específicos nas feiras livres da região.

Energia solar – Contemplado com um dos 90 Kits de energia solar distribuídos pelo Governo do Estado no começo deste ano, Demison da Silva Costa recebeu em sua comunidade os agricultores, que conheceram os benefícios na utilização deste sistema de energia, usando com eficiência em seu projeto de irrigação por micro aspersão.

Os agricultores visitantes constataram que o sistema de energia solar traz uma grande economia com relação à energia convencional no custo final de produção.

O sistema de irrigação utilizado pelo agricultor é de 720 litros de água por hora, permitindo assim seu cultivo.

O projeto dispõe de placa solar, reservatório, bomba, filtro e rede de distribuição com linhas de mangueira, levando a água para irrigar.

“A grande vantagem é com relação ao custo e beneficio. O projeto chega às famílias que não dispõem de energia convencional”, afirmou o agrônomo Jamaci Ferreira de Vasconcelos, da Emater Regional de João Pessoa.

O interesse dos agricultores em conhecer o projeto partiu da iniciativa aprovada no Conselho de Desenvolvimento Rural Municipal.

Na ocasião, os agricultores estavam acompanhados dos extensionistas José Dinarte Lobato, do escritório da Emater de Sobrado, e de José Gilson, Luiz Lima e Marta Fernandes, da Emater de Sapé.

Recentemente, o Governo do Estado firmou parceria com o Banco do Nordeste disponibilizando um montante de recursos da ordem de R$ 50 milhões em cinco anos para atender a demanda por projetos para instalação de projetos de energia solar.

Caberá a Emater elaborar e encaminhar ao banco todos os projetos técnicos de financiamento, conforme a demanda das famílias agricultoras.

Os agricultores familiares terão uma carência de três a cinco anos para fazer o pagamento do seu financiamento.

Nos sistemas solares fotovoltaicos o agricultor tem muitas vantagens, já que a energia é gerada pelo Sol, tendo custos pequenos como a manutenção, por exemplo.

O corpo técnico da Emater e Emepa está preparado para orientar e atender as famílias agricultoras paraibanas, como informou o presidente da Gestão Unificada Emepa/Interpa/Emater vinculada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca (Sedap), Nivaldo Magalhães.

FONTE: Da Redação com Secom/PB

Energia solar para produzir água no deserto

De acordo com o World Resources Institute, em 2040 33 países deverão estar enfrentando estresse hídrico extremo, tornando a corrida para desenvolver soluções inovadoras mais necessária do que nunca. Ap Verheggen tem estado na vanguarda destes desenvolvimentos por alguns anos. Depois do conceito SunGlacier – uma folha gigante alimentada por energia solar que produz água no deserto, seu novo protótipo é chamado WaterDrop, um dispositivo movido a energia solar portátil que produz água potável a partir da condensação. Ap reconhece que o conceito ainda está longe de ser realidade, mas a tecnologia solar tem tido grandes avanços nos últimos anos, por isso vale a pena conhecer a ideia.

 

“Se a temperatura sobe, o ar contém mais água”, diz Ap em seu blog. “Normalmente, temperaturas mais altas também implicam em mais sol. Então, por que não se concentrar em captar a água do ar, utilizando apenas energia solar? Desta forma, água potável e água para a agricultura tornam-se disponíveis na maioria das partes secas do planeta. “

Esse é o pensamento por trás do WATERDROP e dos outros conceitos movidos a energia solar propostos por Ap. Os módulos fotovoltaicos do lado de fora do dispositivo absorvem a energia solar durante o dia. Essa energia seria então usada para produzir condensação através do resfriamento do ar e para alimentar um ventilador. As gotas de água seriam então armazenadas em uma pequena cisterna. Ap recomenda a incorporação de pequenas pedras na cisterna para adicionar sais minerais à agua. A bica no final é um filtro a base de carbono, que pode ser substituído.

“Eu sei que ainda é ficção científica”, diz Ap, “mas com certeza, a evolução das células fotovoltaicas e o desenvolvimento de materiais que armazenam o frio da noite para ajudar a resfriar a entrada de ar durante o dia, são apenas uma questão de tempo”.

Fonte: Ecotopia