Aplicativo para irrigação automatizada ganha o Hackathon Embrapa no Piauí

Com o aplicativo de celular “Irrigação Automatizada”, a equipe TecAgro, da faculdade AESPI-FAPI, de Teresina, é a grande campeã da maratona Hackathon Acadêmico Embrapa Nacional 2017 no Piauí. A  equipe recebeu 377 pontos. A segunda colocada, com 196 pontos,  foi a equipe Omni, que apresentou o trabalho Loja do Caupi, um aplicativo de celular que conecta produtores e compradores de sementes. Em  terceiro lugar, com 184 pontos, ficou a equipe Team One, que construiu o Bom Feijão, também um aplicativo de celular que mostra a viabilidade do plantio de feijão-caupi em regiões do Piauí.

A apresentação dos trabalhos, o julgamento e a divulgação do resultado aconteceram na tarde desta quarta-feira 18, no auditório central da Embrapa Meio-Norte. As equipes vencedoras ganharão cursos de informática e design durante três meses, na ALURA, escola digital com sede em São Paulo; e mais dois livros digitais  da editora Casa do Código, também da capital paulista; e três kits avançados de Arduíno, que é uma plataforma aberta para prototipagem de hardware, utilizada no desenvolvimento de soluções acessíveis e de baixo custo.

Os estudantes vencedores ganharam ainda a oportunidade de estagiar na Embrapa Meio-Norte para aperfeiçoar os aplicativos na prática. Das 10 equipes inscritas no hackathon, cujo tema foi Feijão-caupi: manejo sustentável e mercado, apenas sete apresentaram os trabalhos:  TecAgro, Omni, Team One, Meraki, ADS-AESPI, THESENVOLVER e Team-UFPI. Os estudantes que participaram da maratona são alunos de faculdades particulares e das universidades Federal e Estadual do Piauí.

A comissão julgadora dos trabalhos foi formada pelos pesquisadores Jorge Hashimoto, Kaesel Damasceno, Edson Bastos e Rosa Mota; e pelos analistas Antônio Lima, José Câmara e Bruno Pessoa. O chefe geral da Unidade, Luiz Fernando Leite, presidiu a solenidade de entrega dos troféus, que terminou início da noite.

O objetivo da maratona é auxiliar técnicos e produtores na tomada de decisões para a sustentabilidade da agricultura e  pecuária, com resultados de pesquisas da Embrapa, beneficiando a sociedade. Participam do hackathon, além da Embrapa Meio-Norte, as Unidades Amazônia Oriental (Belém, PA), Roraima (Boa Vista, RR), Informação Tecnológica (Brasília, DF) e Agrobiologia (Seropédica, RJ).

Fonte: Embrapa

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Tecnologias favorecem o manejo da irrigação

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O uso de tecnologias para irrigação em pastagens e forrageiras vem crescendo cada vez mais no Brasil. Elas possibilitam obter melhor valor nutricional, maiores índices de produção de matéria seca, além de favorecer o manejo adequado e racional do sistema de produção animal, para produção de carne e leite.

Para alcançar maiores índices de produtividade, alguns produtores rurais buscam alternativas para incrementar a produção e, consequentemente, aumentar os lucros. “Estas tecnologias diminuem as perdas de produtividade pela estacionalidade, com a eliminação do efeito do estresse hídrico sofrido pelas culturas, em épocas de veranico, quando falta chuva. E permitem que a manutenção da taxa de lotação, que é a unidade animal por hectare, no outono-inverno, fique mais próxima da taxa alcançada na primavera-verão”, explica o pesquisador Reinaldo Gomide, da Embrapa Milho e Sorgo.

Com a irrigação das pastagens e forrageiras, o manejo da bovinocultura de corte e leite torna-se mais seguro do que em um sistema tradicional de pastejo rotacionado. “Além disso, sem as flutuações na produção, por causa da ocorrência de veranicos nos período das chuvas e de secas, no inverno, o sistema torna-se mais estável do que nas regiões que não têm problemas de temperaturas, principalmente as baixas, e onde não há problemas relacionados com fotoperíodo,” explica.

Gomide considera que, em primeiro lugar, os técnicos e produtores devem usar tecnologias que promovam altas produções da pastagem ou forragem. “A irrigação é uma tecnologia que deve ser aplicada após a verificação de outros fatores relacionados a um sistema de produção adequado de pastagens. No planejamento é preciso verificar se as condições climáticas são favoráveis e realizar um bom manejo do solo. Fazer a correção da fertilidade, caso seja necessário, baseado em análises química e física e, também, na escolha das melhores cultivares de gramíneas e forrageiras”, orienta.

Outras recomendações que devem estar associadas às boas práticas de irrigação são fazer a semeadura em nível, para evitar erosões, manter as adubações de manutenção e de cobertura para as plantas e realizar o monitoramento e combate às pragas e doenças, “Uma das principais pragas, no caso de pastagem, são as formigas”, diz Gomide.

Manejo da irrigação
“O manejo da irrigação deve ser adequado para racionalizar a aplicação de água às culturas de maneira complementar ou integral. Requer certos procedimentos para determinar o turno de rega (frequência de irrigação), bem como para determinar a quantidade de água necessária às culturas, ou seja, a evapotranspiração e, consequentemente, obter a lâmina de água a ser aplicada na irrigação”, explica Gomide. “Para isso, devem ser utilizados dados climáticos de superfície, deve-se conhecer bem o tipo e o estádio de crescimento da pastagem, a profundidade efetiva das raízes e também a disponibilidade de água no solo”.

O pesquisador ressalta que, no Brasil, as dificuldades para utilizar as equações (ou modelos) para determinar a necessidade de água das plantas, ou evapotranspiração, têm levado os irrigantes a fazer o manejo de água de forma inadequada do ponto de vista técnico, econômico e ecológico. E por isso, é fundamental usar essas equações e os dados relacionados aos solos e às culturas para uma boa prática de irrigação de pastagens.

Segundo Gomide, as equações são usadas, primeiro, para determinar a evapotranspiração de referência (ETo). Estas equações podem ser desde mais simples como a equação de Hargreaves e Samani, que usam apenas dados de temperatura do ar, até equações mais complexas, baseadas em modelos biofísicos, que levam em consideração vários parâmetros climáticos, incluindo a radiação solar e o componente aerodinâmico, como a equação modificada de Penman-Monteith.

Em seguida, multiplica-se o valor da ETo por um coeficiente de cultura (Kc), para obter a evapotranspiração da cultura. “Os valores de Kc, no caso de pastagens, variam abruptamente em ciclos curtos de alguns dias de 0,45 a 1,20, reduzindo-se por causa do período de ocupação (PO) dos animais, com o pastejo, e aumentando em seguida, com o período de descanso (PD) do piquete, com a remoção dos animais”, explica Gomide.

Essa dificuldade pode ser contornada com o uso de uma planilha eletrônica Excel ou do programa Irriga Fácil, que são ferramentas que permitem fazer o manejo da água de irrigação de forma adequada e racional. Esses recursos permitem registrar e considerar as condições climáticas do local, tipo e estádio de desenvolvimento da cultura (gramínea ou leguminosa), profundidade efetiva do sistema radicular e disponibilidade de água no solo.

“Todos esses dados e cuidados são essenciais para a eficácia do manejo de irrigação. Mesmo assim, para que a irrigação de pastagens possa atender às expectativas do setor agropecuário, cada caso deve ser analisado individualmente, considerando-se as particularidades e os indicadores econômicos”, conclui o pesquisador.

Fonte: Embrapa

Irrigação inteligente: consórcio Brasil-Europa vai financiar novo sistema

Pesquisadores brasileiros vão desenvolver métodos baseados em internet das coisas para gerenciamento inteligente de água em irrigação de precisão. A criação de uma plataforma inteligente de gerenciamento de água é o objetivo do projeto Smart Water Management Platform (SWAMP), aprovado na 4ª Chamada Coordenada Brasil-União Europeia em Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC).

A proposta, contemplada com recursos de 1,5 milhão de euros (cerca de 5,5 milhões de reais), concorreu com outras 50 submetidas por mais de 300 instituições ao Programa Horizonte 2020 (H 2020). Entre os objetivos está a implementação de um sistema de sensoriamento e controle baseado em internet das coisas (IoT na sigla em inglês) para gerir o uso da água em dois projetos-piloto nas regiões Sudeste e Nordeste do Brasil, além de outros dois na Europa.

A abordagem ampla do projeto é o desenvolvimento e avaliação de uma plataforma inteligente de irrigação à taxa variada (VRI), destinada a pivôs centrais e irrigação localizada, inicialmente na produção de soja e vinicultura, respectivamente. A plataforma será integrada com ferramentas e aplicativos de gestão voltados para o uso racional da água. A proposta é fornecer ao agricultor um mapa diário de recomendação dinâmico, de acordo com um conjunto de informações em tempo real do clima, solo, condições de cultivo, além dos níveis e qualidade dos sistemas de fornecimento e da distribuição de água no campo, todos obtidos pela plataforma.

O SWAMP é liderado pelo professor Carlos Alberto Kamienski, da Universidade Federal do ABC (UFABC), com a participação de 11 instituições. Entre elas estão a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), o Centro Universitário da Fundação Educacional Inaciana “Padre Sabóia de Medeiros” (FEI), a Embrapa, a Universidade de Bologna, na Itália, a Intercrop, da Espanha, e a VTT Technical Research Centre, da Finlândia.

Os pesquisadores Marcos Cezar Visoli, da Embrapa Informática Agropecuária (SP), André Torre Neto, Ednaldo José Ferreira e Luis Henrique Bassoi, da Embrapa Instrumentação (SP), integram a equipe. “Será uma excelente oportunidade para avançar no desenvolvimento e uso de plataformas baseadas em nuvem para armazenamento e oferta de serviços”, afirma Visoli. Torre Neto ressalta a importância desse trabalho para a visibilidade e participação da pesquisa nacional no cenário mundial. “Participar do H 2020 possibilita ampliar a inserção da ciência brasileira no contexto internacional e, ao mesmo tempo, contribuir com o desenvolvimento do País, levando tecnologia de ponta para beneficiar a agricultura”, diz Torre Neto.

Para o chefe-geral da Embrapa Instrumentação, João de Mendonça Naime, a aprovação do projeto em parceria com a UE evidencia a importância do tema e a excelência dos pesquisadores brasileiros. “Cientistas da Embrapa contribuirão com suas competências em fisiologia vegetal, tecnologias de irrigação e tratamento de grandes volumes de dados (big data). Trata-se de um investimento altamente estratégico para o Brasil porque é urgente resolvermos a complexa equação de alta demanda por produção de alimentos em função da crescente escassez de água”, avalia.

A chamada conjunta da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) com a União Europeia, supervisionada pela Secretaria de Política de Informática do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTI), selecionou seis projetos para financiamento na área de TIC. A União Europeia é responsável pelo financiamento da metade dos recursos, enquanto a outra metade é procedente da Lei de Informática.

O coordenador de Pesquisa e Desenvolvimento da RNP, Wanderson Paim, destaca que a 4ª chamada exigiu muito dos participantes devido ao caráter multidisciplinar das instituições inscritas, elevando o nível dos projetos. “A participação da Embrapa, com toda a expertise que possui, é importantíssima para se obter o resultado esperado dos projetos”, pontua. “É uma excelente notícia, especialmente em tempo de contigenciamento de recursos”, diz Silvia Massruhá, chefe-geral da Embrapa Informática Agropecuária.

Das 51 propostas submetidas, três aprovadas são na categoria Internet das Coisas, duas em Computação em Nuvem, e uma em redes 5G. Cada projeto foi revisado por quatro avaliadores, sendo dois brasileiros e dois europeus. Depois da avaliação individual, todos se reuniram em Brasília (DF), sob a supervisão da Comissão Europeia, representantes da RNP e do MCTI para chegar a um consenso quanto aos projetos aprovados, informou a coordenação.

Só a categoria Internet das Coisas recebeu 34 propostas. Os projetos aprovados reúnem 68 instituições, 39 brasileiras e 29 europeias, sendo 38 universidades, 18 empresas e 12 centros de pesquisa. Entre as instituições do Brasil estão 24 universidades, oito centros de pesquisa, cinco empresas privadas de grande porte e duas pequenas e médias empresas. Na área de Computação em Nuvem, foram 84 instituições proponentes, 24 em redes 5G e 202 em Internet das Coisas, totalizando 310 participações e 968 candidaturas de pesquisadores.

Plataforma inteligente

A Plataforma inteligente de gerenciamento de água  − Smart Water Management Platform (SWAMP) − tem prazo de execução de três anos, com início em dezembro de 2017, e contempla recursos da ordem de 1,5 milhão de euros, cerca de 5,5 milhões de reais, para as instituições brasileiras. À Embrapa serão destinados aproximadamente 1,2 milhão de reais, 24% do total. Além desse montante, a Empresa deverá receber o aporte de mais um milhão de reais devido aos equipamentos e serviços que serão compartilhados.

A Embrapa ficará responsável por conduzir a implementação e avaliação das duas unidades-piloto contempladas pelo projeto. Adicionalmente, vai colaborar nas pesquisas para superar conjuntamente com os pesquisadores brasileiros e europeus os desafios da instrumentação e construção da plataforma computacional para coleta, integração, armazenamento, processamento e visualização de dados oriundos dos experimentos.

Uma unidade-piloto de irrigação inteligente deverá ser instalada na região do Matopiba, considerada a grande fronteira agrícola nacional, que compreende o bioma Cerrado dos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia e responde por grande parte da produção brasileira de grãos e fibras. O outro experimento vai contemplar pesquisas em vinicultura e está programado para ser instalado na Vinícola Guaspari, em Espírito Santo do Pinhal, interior paulista.

O programa europeu

O H 2020 é o maior programa de pesquisa e inovação criado pela União Europeia (UE), com cerca de 80 bilhões de euros de financiamento para ser executado no período de 2014 a 2020. O objetivo da chamada é fortalecer a sinergia entre as competências existentes nas comunidades de pesquisa e desenvolvimento (P&D) do Brasil e da UE, com destaque para instituições com forte envolvimento com indústrias.

Joana Silva (MTb 19.554/SP)
Embrapa Instrumentação

Telefone: (16) 2107 2901

Nadir Rodrigues (MTb 26.948/SP)
Embrapa Informática Agropecuária

Telefone: (19) 3211-5747

Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/

Embrapa e Associação Rural de Bagé promovem curso sobre irrigação de pastagens

Foto: Hallana Oliveira

Fruto de uma parceria entre a Embrapa e a Associação e Sindicato Rural de Bagé, ocorreu nos dias 13 e 14/12, na Embrapa Pecuária Sul, um curso sobre irrigação de pastagens. “Pensando em começar a discutir o tema, não se almejou um grande número de participantes, logo, esse primeiro módulo contou com a presença de cerca de 20 produtores” salienta a pesquisadora da Embrapa Pecuária Sul Márcia Silveira, que é responsável pelo projeto Irrigfor -Uso da irrigação para produção de leite em pastagens cultivadas no Rio Grande do Sul, iniciado em 2014.

O tema deste primeiro curso foi “Fundamentos para manejo de pastagens irrigadas” e enfocou a irrigação e os benefícios que ela pode trazer, associada ao manejo do pasto no ponto certo. A atividade foi voltada para produtores que já utilizam essa ferramenta ou que estão planejando a possibilidade de implantar sistemas de irrigação na propriedade. De acordo com o produtor de Aceguá (RS), Flávio Antônio Cantão, o curso foi de suma importância. “Pude ver o que está sendo pesquisado e conhecer vários conceitos. Com esse entendimento, nossas chances de acertar são bem maiores”, conta.

Para a pesquisadora Márcia Silveira, a irrigação é uma ferramenta com várias aplicações, que visa não só disponibilizar água de forma artificial às plantas para aumentar a produçãode forragem, mas também flexibilizar o manejo e ações como adubação e plantio. Ou seja, permite gerenciar da melhor forma possível cada sistema de produção. O projeto Irrigfor procura estudar o comportamento de quatro cultivares de forrageiras (Tifton-85, capim-sudão, azevém e festuca) no que se refere às demandas de água ao longo do ciclo de produção.

De acordo com pesquisador da Embrapa Pecuária Sul Gustavo Trentin, que também coordenou a capacitação, existem períodos em que não é necessário irrigar. Portanto, segundo ele, é preciso entender as necessidades de cada planta em diferentes períodos. Com isso, sabe-se realmente se há necessidade de complementar a água por meio da irrigação nos sistemas produtivos, buscando fazer o melhor uso dos recursos hídricos disponíveis na propriedade.

O enfoque dessa primeira capacitação foi elencar princípios como as relações que se estabelecem entre a influência do ambiente nas plantas e como os animais interferem na pastagem. Ou seja, como os componentes do ecossistema pastagem interagem, mostrando que qualquer mudança, como o uso da irrigação, irá impactar em todo o funcionamento desse ecossistema e que ajustes precisarão ser feitos. Dentro desse contexto, “é possível pensar a irrigação, não como a solução dos problemas, mas sim como uma ferramenta”, explica Márcia Silveira.

Os produtores também visitaram as áreas do projeto onde estão sendo conduzidos trabalhos de monitoramento de plantas em parcelas e puderam visualizar o funcionamento de sistema de irrigação por aspersão, bem como alguns equipamentos para monitoramento da precipitação, umidade no solo e de tensão no solo.”Alguns equipamentos que nós apresentamos para eles, como por exemplo o tensiômetro, mede a tensão com que a água está retida pelas partículas do solo. Indiretamente, o equipamento simula a condição da raiz de uma planta e indica a quantidade de água disponível para as plantas. Quando está alta será preciso irrigar para reduzir a tensão do solo. Muitos não conheciam e acabaram aprendendo a utilizar este equipamento que pode facilmente ser utilizado nas propriedades”, destaca Trentin.

Segundo Márcia Silveira, os próximos passos do projeto consistem em dar continuidade às avaliações de plantas em parcelas, o início das avaliações a campo com animais em pastejo, o acompanhamento de Unidades de Observação e uma aproximação com o setor produtivo por meio da realização de dias de campo e capacitações. “O trabalho será grande, mas acredito que podendo contar com a ajuda de toda equipe envolvida, em breve teremos resultados interessantes para repassar ao setor produtivo, ou seja, é o tipo de trabalho que só é possível realizar em equipe”, finaliza a pesquisadora.

Fonte: Grupo Cultivar

Curso orienta sobre manejo de pastagem e conservação de forragem

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Foto: Divulgação

A Embrapa Meio-Norte (Teresina, PI) realizou, nos dias 28 e 29 de setembro, em Acauã, Piauí, o curso Manejo de pastagem e conservação de forragem no semiárido piauiense.

O evento, que ocorreu na Associação Remanescente Quilombola Angical de Cima, teve como objetivo transmitir aos produtores familiares beneficiados pelo Programa Brasil sem Miséria (BSM) informações técnicas e práticas sobre o manejo e aproveitamento de pastagens e conservação de forragem.

Na programação, ocorreram aulas teóricas e práticas sobre os seguintes temas: Forrageiras indicadas para a alimentação animal no semiárido nordestino; Manejo de pastagens; Plantio; Tratos culturais e fitossanitários; Métodos de aproveitamento de pastos; Amoniação de palhada e Diferimento de pasto. “O curso levou informações acerca de algumas espécies forrageiras cultiváveis indicadas para o semiárido e teve um caráter prático para a melhoria das condições de trabalho dos produtores rurais. A Unidade Demonstrativa foi implantada com algumas dessas espécies como o mandacaru sem espinhos, palma miúda, sabiá, moringa, leucena e gliricídia”, explica Pedro Rodrigues Neto, analista da Embrapa Meio-Norte.

Também fizeram parte do rol de temas apresentados, a Conservação de forragem; Fenação e Ensilagem. Já na aula prática, os participantes implantaram uma unidade de aprendizagem com banco de proteínas e receberam orientações sobre preparo de feno e de silagem.

O curso, ministrado pelos analistas da Embrapa Meio-Norte, Pedro Rodrigues Neto e Francisco das Chagas Monteiro, faz parte das ações planejadas pelo Programa Brasil sem Miséria para o Território da Cidadania Vale do Guaribas, no Piauí.

No local, também aconteceu uma oficina para levantamento de informações sobre as formas e técnicas de armazenamento e tratamento da água de chuva na comunidade. O objetivo desse momento foi identificar os principais usos das águas armazenadas nas cisternas para consumo humano e as formas de manejo e tratamento aplicados.

Fonte: Embrapa