Embrapa Hortaliças apresenta tecnologias sustentáveis

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Para a 25ª edição da Hortitec a Embrapa Hortaliças selecionou cultivares, sistemas de produção e insumos para auxiliar o setor produtivo, como as cultivares de alface BRS Leila e BRS Mediterrânea, que se destacam pela tolerância ao florescimento provocado pelo calor. A alface BRS Leila apresenta ampla adaptação aos diferentes tipos de cultivo – seja campo aberto ou ambiente protegido, mas sua principal indicação é para produção hidropônica, devido ao formato cônico.

Já a cultivar BRS Mediterrânea apresenta resistência à doença de solo denominada fusariose e alta precocidade na colheita. Essas características são interessantes porque contribuem para a menor necessidade de aporte de agrotóxicos nos cultivos de alface, um benefício para o meio ambiente, mas também para o consumidor, já que a principal forma de consumo são folhas frescas. Além disso, essa cultivar é, em média, sete dias mais precoce que a cultivar de alface crespa mais plantada no Brasil.

Em relação a insumos, o destaque fica por conta do biofertilizante Hortbio®, que tem demonstrado grande potencial na produção de hortaliças porque possui em sua formulação microrganismos reportados na literatura como promotores do crescimento vegetal e quando comparado a outros biofertilizantes de uso comum na agricultura orgânica, possui maiores teores de nitrogênio, fósforo e potássio. Além disso, os visitantes também poderão conhecer melhor a utilização do sistema de plantio direto para a produção de hortaliças, em especial no cultivo de brássicas – família botânica de espécies como couve, brócolis e couve-flor.
O plantio direto é um sistema de produção conservacionista que funciona como uma alternativa aos sistemas produtivos convencionais baseados no uso intensivo de solo e de água, já que as pesquisas indicam que, a partir da adoção do plantio direto, é possível reduzir em 70% as perdas de solo e em até 90% as perdas de água, além de favorecer o incremento dos teores de matéria orgânica no solo.

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EMBRAPA LANÇA PLATAFORMA DIGITAL PARA ANÁLISE DE SOLO QUE POTENCIALIZA EFICIÊNCIA DO AGRICULTOR

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Presença constante na Agrishow, a Embrapa – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária preparou uma série de inovações que serão apresentadas na edição de 2018 aquela que é uma das mais completas feiras de tecnologia agrícola do mundo, que será realizada de 30 de abril a 4 de maio, em Ribeirão Preto/SP.

O carro chefe das novidades levadas este ano pela Embrapa para a Agrishow é o SpecSolo, uma plataforma digital que integra georreferenciamento de amostragem, análise de solo por infravermelho e um assistente digital que auxilia na elaboração e recomendações de fertilização e correção do solo, permitindo maior eficiência produtiva ao agricultor.

Concebida pela Speclab, empresa parceira da Embrapa, a plataforma digital foi desenvolvida a partir de um banco de dados com mais de 1 milhão de amostras de solos abarcando todas as regiões produtoras do país. A solução conta com um software hospedado em nuvem e equipamento automatizado para coleta de espectros de solo. Outra vantagem da inovação é fazer uma análise não destrutiva, rápida e econômica. A solução estará exposta no estande da Embrapa no dia do seu lançamento e no setor da Fazenda Inteligente da Speclab (Rua A-7b) até o fim da feira.

Além dessa ferramenta, a Embrapa também mostra na feira: o MicroActive, uma formulação de micronutrientes que recobre grânulos dos macronutrientes; a RenovaCalc, uma ferramenta similar a uma calculadora pela qual as empresas cadastradas no RenovaBio poderão detalhar parâmetros técnicos para calcular créditos de descarbonização (CBios); além de suas novas tecnologias para melhoria da aplicação de produtos de controle fitossanitários de várias culturas.
Mais informações:

AGRISHOW 2018 – 25ª Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação
Data: 30 de abril a 4 de maio de 2018
Local: Rodovia Antônio Duarte Nogueira, Km 321 – Ribeirão Preto (SP)
Horário: das 8h às 18h
http://www.agrishow.com.br

Tecnologia da Embrapa é usada para desenvolver sistema automático de irrigação

Foto: Samuel Vasconcelos

Um equipamento que aciona automaticamente a irrigação ao detectar baixa umidade no solo está sendo desenvolvido pela empresa Tecnicer. A tecnologia consegue reduzir o consumo de água e energia na lavoura em até 50%. O Sistema Automático de Controle de Irrigação (Saci) foi finalista da seleção Inovação para a Indústria 2017 do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) e está sendo desenvolvido com a participação da Universidade de São Paulo (USP) e da Embrapa Instrumentação (SP).

A peça-base para o desenvolvimento do sistema será o Igstat, sensor desenvolvido pela Embrapa e pela Tecnicer capaz de perceber as alterações de umidade do solo automaticamente. Patenteado no Brasil e nos Estados Unidos, o Igstat é um cilindro de sete centímetros de comprimento feito de material poroso que identifica a baixa umidade quando suas paredes permeáveis detectam a passagem de ar.

Fonte: Embrapa

Ninguém se preocupa quando há fartura de água, diz coordenador do Fórum

A troca de conhecimentos durante o 8º Fórum Mundial da Água, que aconteceu de (18) até 23 de março, em Brasília, pode ajudar o Brasil a criar uma política nacional de prevenção à escassez hídrica. Essa é a opinião do coordenador temático do fórum, Jorge Werneck, que também é diretor da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa) e pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Na avaliação dele, apesar de 19% da oferta mundial de água estarem no país, é um equívoco pensar que o Brasil tem abundância. “E quando há fartura, ninguém se preocupa muito”, disse.

O especialista alerta que com as mudanças climáticas, as chuvas tornaram-se irregulares nos últimos dez anos, paralelamente ao processo de migração do campo, ocupações desordenadas e o uso crescente de água na produção agrícola. Desta forma, algumas cidades passaram a enfrentar uma crise hídrica, como é o caso de Brasília e São Paulo.

Brasília - Diretor da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal, Jorge Werneck dá entrevista à Agência Brasil sobre o 8 Fórum Mundial da Água (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
Diretor da Adasa e pesquisador da Embrapa, Jorge Werneck destaca da troca de experiências entre os países durante i 8º Fórum Mundial da ÁguaFabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

”A gente está vivendo um processo de urbanização muito grande com comunidades se juntando, em alguns locais temos os polos agrícolas com altas tecnologias baseadas em mecanismos de irrigação de grande parte do país onde não chove bastante como, por exemplo, no Nordeste”, disse, ressaltando que na região existem áreas onde não chove há seis anos.

Para Werneck, a prevenção passa por forte atuação no combate à poluição das águas e ainda na redução de perdas nas áreas rurais e urbanas.

Um exemplo bem-sucedido, segundo Werneck, que será apresentado no fórum, é a despoluição do Lago Paranoá, de Brasília. Outro projeto é a revegetação de áreas de proteção no Núcleo Rural Pipiripau, que envolve 150 produtores da região. O projeto é uma parceria da Embrapa e a Agência Nacional de Águas (ANA).

Embrapa

Durante o fórum, Werneck informou que a Embrapa irá apresentar, no dia 22 de março, a nova versão do Irrigaweb, ferramenta de capacitação em uso e manejo da irrigação, criada em 2015 e coordenada atualmente pela Embrapa Milho e Sorgo. Neste ano, o IrrigaWeb está programado para o período de agosto a dezembro.

O pesquisador observou que quando o produtor perde uma safra, por exemplo, isto representa desperdício de água, pois será necessário usar novo volume de água para se ter uma outra safra, o que torna o manejo cada vez mais importante.

No Fórum, a Embrapa apresentará ainda a metodologia de mapeamento de serviços ecossistêmicos, cujo objetivo é auxiliar na gestão do território, contribuindo para melhoria da produção agrícola, de fibras, de energia levando-se em conta os impactos dessa atividade para a produção de água, estoque de carbono e manutenção da biodiversidade.

”A gente tem buscado dentro da Embrapa desenvolver ferramentas que nos ajudem  a fazer a agricultura cada vez mais sustentável de forma que a gente minimize os potenciais impacto ao meio ambiente”, enfatizou Werneck.

O Programa Nacional de Solos (PronaSolos), que está em andamento, prevê, por exemplo, um mapeamento preciso do solo de todo o país. A iniciativa deve levar pelo menos 30 anos a um custo estimado de R$ 3 bilhões. A estimativa é que o mapeamento proporcionará um ganho ao Brasil em torno de R$ 40 bilhões.

Edição: Carolina Pimentel

Embrapa e Inovagri lançam livro sobre agricultura irrigada

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A irrigação avaliada de maneira isolada talvez seja a mais importante alteração benéfica feita intencionalmente pelo homem no ambiente. A afirmação consta no livro Agricultura Irrigada – desafios e oportunidades para o desenvolvimento sustentável, publicado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) em parceria com o Instituto de Pesquisa e Inovação na Agricultura Irrigada (Inovagri). A publicação foi lançada nesta semana durante o Encontro sobre a Agricultura Irrigada no Brasil, evento promovido pela Agência Nacional de Águas (ANA).

O livro é fruto do Seminário o Estado da Arte da Agricultura Irrigada no Brasil: Desafios e Oportunidades, realizado em dezembro de 2010, no município de Frutal (MG). O evento foi organizado pela Embrapa e pela ANA e contou com a participação de cerca de 170 pessoas, representando 74 instituições de diferentes regiões brasileiras. “Era um momento de levar uma mensagem política do setor para a sociedade com o objetivo de aumentar a sinergia entre as instituições de maneira clara”, afirmou o pesquisador da Embrapa Cerrados, Lineu Neiva Rodrigues, um dos editores técnicos do livro ao lado do engenheiro agrônomo e gerente-geral da ANA, Antônio Félix Domingues.

“Não podemos ficar reféns daqueles que têm versões a respeito da gente”, afirmou o presidente da ANA, Vicente Andreu, durante o lançamento da publicação. Segundo ele, o livro contribui nessa direção “Precisamos cada vez mais melhorar nossa comunicação. Os desafios nessa área não são pequenos, especialmente por conta do contexto econômico complexo pelo qual passa o país. Na questão agrícola, no entanto, o Brasil tem uma posição estratégica favorável. Nesse sentido, é de fundamental importância que sejam elaboradas políticas públicas adequadas a esse setor que é um dos que mais produzem em nosso país”, afirmou.

O livro conta com 10 autores e está organizado em cinco partes. A parte I traz cinco capítulos técnicos, sendo os três primeiros sobre a agricultura irrigada no Brasil e, os dois últimos, sobre a agricultura irrigada na Espanha e na Austrália, respectivamente. A parte II apresenta um resumo das palestras que compuseram as mesas do seminário. A parte III, os resultados das oficinas de pesquisa/inovação e de capacitação, realizadas durante o evento. Já a parte IV, apresenta a Carta de Frutal, elaborada ao final do seminário. Por fim, a parte V apresenta as bases para o fortalecimento da agricultura irrigada.

Os capítulos técnicos foram atualizados a fim de representar de forma mais coerente as transformações ocorridas na agricultura irrigada desde a realização do seminário até a publicação do livro. “Temos plena confiança de que o material contido nessa obra é atual e contribuirá de forma importante para o desenvolvimento da agricultura irrigada no país”, afirmou o pesquisador Lineu Rodrigues. Os interessados em adquirir o livro Agricultura Irrigada devem enviar um e-mail fazendo a solicitação para o endereço: lineu.rodrigues@embrapa.br.

Período de transição – de acordo com o pesquisador da Embrapa, é fato que a agricultura está passando por um período de transição, o que gera ansiedade aos irrigantes. “A agricultura irrigada no Brasil, assim como em outros países, sempre terá grandes desafios. Mas, irrigantes no Brasil, em geral, são referência em termos de uso de tecnologia e cuidado com o meio ambiente e devem sempre estar preparados para enfrentar as incertezas que existem no processo de produzir alimento ambientalmente sustentável”.

Segundo Lineu, não há dúvida de que fornecer alimento para todo o mundo de forma equitativa e racional passa pela irrigação. “Com a irrigação há a possibilidade de reduzir a expansão horizontal e fortalecer a expansão vertical. Nas últimas décadas, a população brasileira cresceu mais de 110%, já a área plantada, apenas 20% e a produtividade mais de 250%. Hoje colocamos alimento na mesa do brasileiro por um preço 76% menor do que em 1980. Isso só é possível devido às tecnologias que vem sendo desenvolvidas ao longo dos anos, sendo uma delas a irrigação”, enfatizou.

Fonte: Grupo Cultivar