Cooperação técnica entre Mapa e Codevasf visa apoiar produção irrigada

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Termo de Cooperação Técnica firmado entre o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), nesta segunda-feira (13) visa apoiar a produção em projetos públicos de agricultura irrigada.

O acordo foi assinado pelo ministro interino do Mapa, Eumar Novacki, e pelo presidente da Codevasf, Antonio Avelino Neiva. No âmbito do Mapa, a execução cabe à Secretaria de Mobilidade Social, do Produtor Rural e Cooperativismo, com foco na difusão de tecnologias sustentáveis de irrigação e drenagem entre agricultores das áreas de atuação da companhia.

Pelo prazo de cinco anos, o termo deverá assegurar o fortalecimento de organizações de produtores, visando a autossustentabilidade, assim como, práticas do associativismo e de cooperativismo.
Plano de trabalho para execução do termo de cooperação prevê infraestrutura técnico operacional e apoio a arranjos produtivos locais, incluindo ações para integração e aprendizagem.

Fonte: Grupo Cultivar

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Codevasf promove parcerias para operação de perímetros

A Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) ampliou o número de parcerias para a execução de ações de operação e manutenção nos projetos de irrigação Propriá, Cotinguiba/Pindoba e Betume. Em agosto, foram publicados no Diário Oficial da União acordos de cooperação técnica com as prefeituras de Propriá e Telha para realizar ações a fim de melhorar a infraestrutura de uso comum de perímetros irrigados. Em Sergipe, a Codevasf também atua em parceria com as prefeituras de Neópolis e Ilha das Flores.

Os acordos de cooperação firmados com os municípios de Propriá e Telha, com vigência inicial até abril de 2019, visam à realização de ações conjuntas recuperação e manutenção de estradas vicinais, limpeza de drenos e execução de pequenas obras e serviços com o objetivo de melhorar as condições de vida dos irrigantes. Para a execução dessas ações, a Codevasf disponibiliza equipamentos de sua patrulha mecanizada, como caminhão basculante, escavadeira hidráulica, retroescavadeira, entre outros.

O superintendente regional da Codevasf, César Mandarino, aponta as parcerias como um fator importante para o bom andamento de ações de operação e manutenção dos projetos Propriá, Cotinguiba/Pindoba e Betume. “Esse trabalho em conjunto com as prefeituras é importante porque facilita o atendimento às demandas dos agricultores da região. Agimos sempre para fortalecer o nosso relacionamento com os municípios que fazem parte de nossa área de atuação”, explica o superintendente.

Atualmente, estão em vigência também parcerias com as prefeituras de Neópolis (em vigor até abril de 2019) e Ilha das Flores (até abril de 2018). Em todos os casos, a Codevasf e os Municípios unem esforços para promover pequenas melhorias nos projetos de irrigação do Baixo São Francisco Sergipano. Em breve, deverá ser formalizado também acordo de cooperação técnica com a prefeitura de Amparo de São Francisco, fortalecendo as ações de operação e manutenção nos perímetros irrigados.

Os projetos de irrigação do Baixo São Francisco Sergipano já iniciaram o plantio da safra de arroz, com previsão de que sejam plantados 4.400 hectares nos perímetros Propriá, Cotinguiba/Pindoba e Betume. Os projetos de irrigação beneficiam cerca de 1.500 famílias e promovem a geração de 8.000 empregos diretos e indiretos na região, além de serem responsáveis pela produção anual de mais de 30 mil toneladas de alimentos.

Fonte: Codevasf

 

Codevasf apresenta contribuições para a agricultura irrigada em Alagoas

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As ações realizadas pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) em agricultura irrigada na região Nordeste foram destacadas pelo diretor da Área de Gestão dos Empreendimentos de Irrigação, Napoleão Casado, durante o seminário “Perspectivas para o Agronegócio em Alagoas”, realizado em Maceió.

“Somente em Alagoas, os projetos públicos de irrigação mobilizam cerca de 10 mil vagas de trabalho direta e indiretamente. No total, os 25 projetos de irrigação da Codevasf empregam direta e indiretamente 242 mil pessoas em todo o Nordeste e no Norte de Minas”, apontou Napoleão Casado, que responde pela Presidência da empresa. Ele acrescentou que 90% das áreas irrigadas da Codevasf são de uso de agricultores familiares e 10% são representados por lotes empresariais.

Segundo o diretor, o Brasil possui cerca de 467 mil hectares irrigados em projetos públicos de irrigação, dos quais aproximadamente 120 mil hectares estão distribuídos nos 25 projetos sob a responsabilidade da Codevasf.

Napoleão Casado destacou que a ampliação da área de atuação da Codevasf no estado, por meio de projeto de lei que tramita no Congresso Nacional, permitirá à empresa atuar na estruturação do desenvolvimento regional em mais 32 municípios alagoanos; além dos 50 atualmente atendidos por ações em áreas, como agricultura irrigada, infraestrutura e revitalização ambiental, econômica e social de bacias hidrográficas.

Ele apontou ainda os investimentos que estão sendo realizados pela Companhia para aproveitamento hidroagrícola do Canal do Sertão de Alagoas, uma das maiores obras hídricas do Brasil. “Estão sendo consolidados os projetos executivos para implantação de três projetos públicos de irrigação ao longo do Canal do Sertão, um em Delmiro Gouveia, outro em Pariconha e um terceiro em Inhapi, que aguardam agora a dotação de recursos para serem implantados”, explicou.

Em Alagoas, a produção agrícola está passando por uma reestruturação a partir da redução da área de cultivo de cana e das unidades de agroindustriais sucroenergéticas e da diversificação na produção de grãos.

“É necessário discutir qual será o novo arranjo produtivo na região e pensar nas famílias, que antes tinham os seus empregos e que agora precisam estar inseridas em atividades produtivas. A Codevasf tem uma experiência de mais de 40 anos e está à disposição do estado para, junto a outros órgãos, promover o desenvolvimento regional”, ressaltou o diretor. “Já atuamos em Alagoas e estamos otimistas com a expansão da atuação para mais municípios nos vale do Paraíba e do Mundaú”, completou.

Outras ações

Entre outras ações da Codevasf, a gestão do Projeto de Integração do Rio São Francisco com Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional (Pisf) foi abordada no seminário. “A Codevasf foi designada pela Presidência da República como operadora federal do Pisf, um projeto que vai beneficiar cerca de 12,3 milhões de pessoas na região Nordeste. É um desafio que estamos trabalhando para levar água àquelas que mais precisam”, disse Napoleão Casado.

Outro ponto apresentado diz respeito às ações para mitigação dos efeitos da estiagem prolongada no Nordeste. Entre as intervenções para minimizar os efeitos da estiagem nas áreas irrigadas da Codevasf estão: limpeza de canais de irrigação dos projetos e em pontos críticos do rio São Francisco; perfuração de poços; e instalação de estruturas flutuantes de captação de água para irrigação.

Seminário

Promovido por Sebrae/AL, Secretaria da Agricultura, Pecuária, Pesca e Aquicultura de Alagoas (Seagri/AL) e Federação da Agricultura e Pecuária do Estado (Faeal), o seminário teve o objetivo de debater alternativas para o agronegócio no estado diante da crise hídrica. O seminário também discutiu os novos arranjos produtivos e a contribuição de organizações públicas e privadas. O evento também contou com a participação do superintendente regional da Codevasf em Alagoas, Antônio Nelson de Azevedo.

No evento, o pesquisador e chefe adjunto do Núcleo de Estudos Estratégicos do Centro de Estudos Estratégicos e Capacitação da Embrapa, Elísio Contini, apresentou as perspectivas para o agronegócio no Brasil. Enquanto o secretário da Seagri, Álvaro Vasconcelos, expôs perspectivas para o agronegócio em Alagoas.

Fonte: Agrolink

Diretor da Codevasf fala sobre irrigação

Resultado de imagem para irrigaçãoHoje, o Brasil tem uma safrinha maior que a safra principal em grande parte por conta da irrigação. Com ela, é possível produzir o ano inteiro. Por outro lado, temos a escassez hídrica que vem preocupando o território nacional.

Para fala sobre a irrigação, o Brasil Rural entrevista o diretor da área de irrigação da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), Napoleão Casado. Ele fala sobre os projetos desenvolvidos pela Codevasf.

Ouça a entrevista no link 

O Brasil Rural vai ao ar às 6h, de segunda a sexta, e às 7h no sábado, pela Rádio Nacional AM Brasília.

 

Projeto de irrigação comunitária apoiado pela Codevasf produz frutas no semiárido do Piauí

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Há quase 30 anos, dona Maria de Lourdes Pereira chegava com a família ao Assentamento Marrecas, a 31 quilômetros da sede do município de São João do Piauí e a 500 quilômetros da capital Teresina. Na época, como ela lembra, enfrentaram muitas dificuldades, mas hoje, graças ao plantio de frutas numa incipiente área irrigada, sobretudo a uva, a vida mudou para melhor.

“A gente morava debaixo de lona, vi meus três filhos passarem necessidade, e hoje me orgulho da nossa história. Uma das minhas filhas estuda Direito em universidade federal; a outra virou técnica agropecuária. Tenho três casas na cidade, além de um terreno, e comprei um carro à vista. Tudo fruto do nosso trabalho na região”, conta, emocionada.

Além de uva – nas variedades Benitaka, Brasil e Itália Melhorada –, cultivada numa área de 0,7 hectares dos 6 hectares totais dedicados à fruta no projeto, a agricultora produz também goiaba, melancia e feijão.

Como alternativa de renda para as famílias, sobretudo a partir da mão de obra das mulheres que residem no assentamento, dona Maria de Lourdes destaca a Agroindústria de Frutas do Assentamento Marrecas (APFrutas), sediada em São João do Piauí e criada em 2012 com o apoio da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) –  que, além de construir a unidade, estruturou-a com máquinas, equipamentos, utensílios e móveis. Da pequena fábrica saem delícias feitas de frutas, como polpas, geleias, doces e bolos.

“Como mulher atuando na roça, sofri muita discriminação no início, mas consegui vencer com trabalho. A agroindústria surgiu a partir da iniciativa das mulheres e hoje reúne de 10 a 12 associadas. Transformamos a fruta e agregamos valor. Vendemos a produção no comércio local, em feiras livres, para a Conab e passaremos a comercializar para a prefeitura também. A nossa produção ainda é pequena, mas estamos, inclusive, fazendo um estudo de viabilidade econômica pra ampliar nosso mercado”, revela a produtora.

Fruticultura irrigada

O Projeto de Irrigação Comunitária de Marrecas conta, atualmente, com 256 famílias assentadas e cerca de 154 hectares irrigados. Parte deles é dedicada à fruticultura irrigada, tipo microaspersão, com manejo de culturas como goiaba, uva e mamão; outra parte tem irrigação por aspersão fixa, onde são cultivadas culturas de ciclo temporário, como feijão, milho, mandioca, melancia e abóbora.
A produção já ultrapassa as 2,3 mil toneladas anuais de alimento, com destaque para milho verde (390 toneladas ao ano), macaxeira (340 toneladas), melancia (328 toneladas) e goiaba (310 toneladas). Os dados são da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Piauí (Emater/PI), que acompanha os produtores.
Um terço da produção é comercializada por meio dos programas de compras públicas do Governo Federal, como os de merenda escolar e das centrais de abastecimento. O restante é vendido no mercado municipal de São João do Piauí, em hotéis, mercearias, e ainda em municípios vizinhos, como Canto do Buriti e Simplício Mendes.

Festival da Uva

A produção de uva, 230 toneladas anuais, é a principal aposta do projeto, como explica o gerente regional de empreendimentos de irrigação da Codevasf no Piauí, Maximiliano Saraiva. “As variedades cultivadas são Benitaka, Brasil e Itália Melhorada, com uma produtividade média de 27 toneladas, sendo possível obter até duas safras ano. A área é conduzida com manejo escalonado por um grupo de 12 famílias, de forma a ter uva durante a maior parte do ano, atendendo, assim, o seu mercado consumidor”, observa.

O impacto positivo da atividade frutícola – com destaque para a uva – no assentamento foi tão significativo que, desde o ano de 2010, é realizado, no município de São João do Piauí, o Festival da Uva, evento que reúne produtores, técnicos, autoridades e artistas em torno do tema, e promove oficinas de gastronomia, dias de campo e shows musicais. “Hoje, o Festival da Uva de São João do Piauí está no calendário de grandes eventos do estado e encontra-se em sua sexta edição. A Codevasf, além de ter sido a grande indutora desse encontro, participa na coordenação e realização da festa”, destaca Saraiva.

As famílias irrigantes se organizaram e formaram a Associação dos Produtores e Irrigantes de Marrecas (APIM), com sede constituída no próprio assentamento. A entidade foi capaz de implantar e gerir infraestruturas relacionadas à irrigação e fruticultura por meio de convênios firmados com a Codevasf. Também o Governo do Estado do Piauí participou na implantação da infraestrutura.

“É com o objetivo de dar continuidade à exploração racional da fruticultura naquela área, ampliando a geração de empregos e melhoria de renda dos assentados que se realiza a implantação de uma área adicional de 1.000 hectares de fruticultura irrigada, com 200 lotes irrigados de 5 hectares”, informa o gerente regional de irrigação.

Solo e clima favoráveis

O Projeto de Irrigação Comunitária de Marrecas é uma espécie de piloto do projeto de irrigação Marrecas-Jenipapo, no qual estão sendo investidos, por meio da Codevasf, recursos federais da ordem de R$ 51 milhões direcionados para a construção de infraestruturas de uso comum como estações de bombeamento, reservatórios, rede de distribuição de energia, canais e rede de distribuição de água para os lotes irrigados. A execução orçamentária está hoje em 77%.

“O projeto Marrecas-Jenipapo será o primeiro projeto de irrigação instalado pela Codevasf no Vale do Rio Parnaíba, uma região que apresenta grande potencial para o desenvolvimento da fruticultura irrigada em razão das condições de solo e clima que se apresentam no semiárido piauiense”, destaca Maximiliano Saraiva.

O projeto de irrigação levará água do rio Piauí, a partir da barragem Jenipapo, aos lotes familiares, com vazão de 1,23m³/s. Estudos de viabilidade indicam que a produção agrícola do município deverá subir de 5.684 toneladas por ano para 17.584 toneladas, e a renda média anual deverá subir de R$ 822 para R$ 5,5 mil.

Ao todo, o projeto deverá beneficiar a população outros 12 municípios do entorno: Simplício Mendes, Dom Inocêncio, Campo Alegre do Fidalgo, Coronel José Dias, Socorro do Piauí, Ribeiro do Piauí, Nova Santa Rita, Paes Landim, Capitão Gervásio, Bela Vista, Pajeú do Piauí e João Costa.

Fonte: Ascom