Irregularidade das chuvas e alta evapotranspiração exige uso dos sistemas de irrigação no noroeste paulista‏

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O Noroeste Paulista enfrenta desde 16 dias sem chuvas em Pereira Barreto, Ilha Solteira e Sud Mennucci, à 30 dias sem chuvas em Paranapuã e 26 dias em Populina e Marinópolis. Neste domingo foi mais um dia muito quente, com a temperatura batendo nos 38,6ºC em Sud Mennucci, a mais alta da região e do ano, como mostram os dados do Canal CLIMA da UNESP Ilha Solteira, proveniente da Rede Agrometeorológica do Noroeste Paulista, operada pela Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira.

A evapotranspiração média no período de 03 a 10 de abril de 2016 variou entre 3,3 mm/dia em Sud Mennucci e 4,8 mm/dia em Pereira Barreto (Estação Santo Adélia), que teve no dia 5 de abril o maior registro da região, ficando em 5,4 mm/dia. A evapotranspiração é o valor da perda da água pela atmosfera que, para máxima produtividade, deve ser reposta pelas chuvas ou pela irrigação.

Evapotranspiração é a perda de água para a atmosfera por evaporação da água do solo e transpiração das folhas e que para máxima produtividade, deve ser reposta por chuva ou irrigação.  A UNESP Ilha Solteira através do Canal CLIMA atualiza a cada hora o valor da evapotranspiração no noroeste paulista. De acordo com o Professor Dr. Fernando Braz Tangerino Hernandez, da Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira, “com essas informações divulgadas pela UNESP os irrigantes da região podem aplicar água através dos sistemas de irrigação com elevada eficiência no processo de produção de alimentos. O manejo da irrigação, nada mais é que uma conta corrente, onde são calculadas as perdas de água pela evapotranspiração da cultura e as entradas de água pelas chuvas, se o resultado for favorável para a evapotranspiração, a reposição de água deve ser feita pelo sistema de irrigação e de posse deste resultado, se estima o tempo necessário para que o sistema de irrigação fique ligado para recompor o armazenamento de água no solo e garantir a máxima produtividade”.

A Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira desenvolve intensas e diferenciadas atividades de ensino, pesquisa e extensão e pode ser conhecida em seus diferentes canais de comunicação, cada qual com uma linguagem distinta de modo a contribuir com o entendimento e desenvolvimento sócio-econômico baseado na agricultura irrigada.

Fonte: Jornal dia a dia

Levantamento Pluviométrico na região noroeste paulista é irregular

Chuva irregulares noroeste paulista em março na média atingem 83% do esperado, mas  em Ilha Solteira chove 74% a mais que o esperado.

De acordo com os registros realizados pela Rede Agrometeorológica do Noroeste Paulista operada pela  Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira,  o volume de chuva médio de 140 mm registrado em março na região Noroeste Paulista atingiu apenas 80% da média histórica esperada para o mês, que é de 169 mm.  Já o volume anual dos três primeiros meses de 2016 de 532 mm se igual ao esperado e represa

Segundo a Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira que monitora o clima na região, apenas dois municípios registram volume de chuva em março acima da média histórica – Ilha Solteira e Pereira Barreto em sua porção oeste.

O destaque maior vai para o município de Ilha Solteira onde choveu quase o dobro do esperado, ou seja, de acordo com a média histórica para esse mês o a chuva esperada seria de 149 milímetros porem já acumula cerca de 244 milímetros o que resulta em 65% a mais que o esperado.

Nos municípios de Pereira Barreto (Estação Santa Adélia) e Sud Mennucci (Estação Santa Adélia Pioneiros) a chuva acumulada também já é superior a esperada onde cada cidade registra 191 e 139 milímetros, respectivamente.

Os demais municípios monitorados pela Rede Agrometeorológica do Noroeste Paulista tiveram o acumulo de chuva a baixo do esperado sendo a situação mais critica na cidade de Paranapuã em era esperado uma média de 248 milímetros e só acumulou até agora 97 milímetros, com apenas 40% do esperado. Em seguida vem as cidades de Itapura e Populina em que era esperado 195 e e 180 milímetros, porem só choveu 109 milímetros nas duas cidades.

Com exceção de Populina, Marinópolis, e Paranapuã, todos os outros municípios do Noroeste paulista estão com apenas dois dias sem chuva maior que 10 milímetros.

O gráfico abaixo representa a mostra o volume de chuva de acordo com a média histórica e a chuva acumulada no mês de março na região.

É grande a dispersão entre as chuvas na região, e o número de dias sem chuvas no noroeste paulista varia desde 3 dias em Pereira Barreto, Ilha Solteira e Sud Mennucci e 14 e 17, como acontece em Marinópolis e Paranapuã. Essa grande variação das chuvas, tanto na intensidade, como no volume tem levado o Professor Dr. Fernando Braz Tangerino Hernandez, da Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira a defender maior planejamento e investimentos em ações mitigadoras destes extremos. Para ele “a grande variabilidade das chuvas, potencializada com a frequência cada maior das chuvas convectivas que acontecem no final da tarde ou início da noite muitas vezes resulta em prejuízos aos agricultores muito perto uns dos outros. Cada vez mais se exige nos agropecuaristas investimentos em estruturas de retenção e infiltração de água na propriedade, como terraços maiores e represas para captar os excessos e sistemas de irrigação para suprir o déficit hídrico e garantir a produtividade e a sustentabilidade do negócio de produção de alimentos. Conviver com extremos climáticos tem sido cada vez um grande desafio que exige planejamento, capacitação técnica e investimentos”.
Em março se iniciou o outono, no dia 20. A temperatura média do mês de março variou entre 25,8°C no município de Itapura e  26,6°C em Ilha Solteira, a maior média entre as oito estações.

Já em relação à média das temperaturas máximas, variou entre 32,0°C no município de Pereira Barreto (Estação Santa Adélia) e  33,1°C em Populina, a maior média entre as oito estações.

A evapotranspiração no mês de março variou de 3,5 mm/dia (98,8 mm/mês) em Sud Mennucci na Estação Santa Adélia Pioneiros até 4,3 mm/dia (121,5 mm/mês) em Pereira Barreto (Estação Santa Adélia), a maior de todo o Noroeste Paulista no mês de março. Valores altos de temperatura do ar, condicionado com uma alta radiação e com uma umidade do ar média baixa, trazem o valor da evapotranspiração para valores superiores aos esperados de 4 a 5 mm/dia. Assim como a baixa temperatura e umidade do ar com altos valores combinados com a baixa radiação, resultam em baixos valores de evapotranspiração. A elevada evapotranspiração, na maioria das vezes não compensada pelas chuvas, faz com sejam observados na região noroeste paulista, altos valores de déficit hídrico nos solos.

 

 Evapotranspiração é a perda de água para a atmosfera por evaporação da água do solo e transpiração das folhas e que para máxima produtividade, deve ser reposta por chuva ou irrigação.  A UNESP Ilha Solteira através do Canal CLIMA atualiza a cada hora o valor da evapotranspiração no noroeste paulista. De acordo com o Professor Dr. Fernando Braz Tangerino Hernandez, da Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira, “com essas informações divulgadas pela UNESP os irrigantes da região podem aplicar água através dos sistemas de irrigação com elevada eficiência no processo de produção de alimentos. O manejo da irrigação, nada mais é que uma conta corrente, onde são calculadas as perdas de água pela evapotranspiração da cultura e as entradas de água pelas chuvas, se o resultado for favorável para a evapotranspiração, a reposição de água deve ser feita pelo sistema de irrigação e de posse deste resultado, se estima o tempo necessário para que o sistema de irrigação fique ligado para recompor o armazenamento de água no solo e garantir a máxima produtividade”.

A Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira desenvolve intensas e diferenciadas atividades de ensino, pesquisa e extensão e pode ser conhecida em seus diferentes canais de comunicação, cada qual com uma linguagem distinta de modo a contribuir com o entendimento e desenvolvimento sócio-econômico baseado na agricultura irrigada.

Fonte: Jornal Dia a Dia

Chuva causa prejuízo de R$ 403 milhões a produtores de soja do sul de MS

00CHUVA_EL_NINO_TEMPORALCom a colheita da soja chegando ao fim, já é possível mensurar as perdas na região sul do Estado decorrentes do excesso de chuva neste ano. Conforme o analista de grãos da Federação de Agricultura e Pecuária (Famasul), Leonardo Carlotto, a quebra de produção provoca prejuízo estimado em R$ 403 milhões, considerando os preços atuais da oleaginosa. Apesar da situação nos municípios do sul, o volume total de soja colhido em Mato Grosso do Sul, que pode alcançar 7,5 milhões de toneladas, continua recorde. Isso ocorre em razão do aumento de 8,1% da área de plantio.

Em seu cálculo, Carlotto considerou uma redução de produtividade média de 52 para 48 sacas por hectare na região sul. Com isso, a produção de soja, antes estimada em 5,4 milhões de toneladas nos municípios da região – onde estão grandes produtores, como Maracaju, Dourados e Ponta Porã –, deve recuar para 5 milhões de toneladas. A variação é de -7,4%. Com o preço atual na média de R$ 60,50, essa retração representaria perda de R$ 403 milhões. “É um dinheiro que os produtores perdem e que deixa de circular no Estado” , comentou o especialista.

 

Fonte: Correio do Estado

Soja: Sem chuvas há 40 dias, prejuízos podem superar os 70% em Guaraí (TO)

Em Guaraí (TO), as lavouras de soja também sofrem com o clima adverso e as perdas podem ficar acima de 70% nesta temporada. O cenário é decorrente da ausência de chuvas, que em algumas regiões do estado supera os 40 dias e das altas temperaturas. Na cidade já foi decretado estado de calamidade. O quadro se repete em grande parte das localidades produtoras dos estados do Maranhão, Piauí e Bahia.

O produtor rural do município, César Ribeiro, explica que as lavouras da oleaginosa já estão mortas e nem mesmo com o retorno das chuvas poderão esboçar alguma recuperação. Algumas lavouras colhidas apresentam produtividade média abaixo de 15 sacas do grão por hectare, contra uma média de 50 sacas por hectare em anos com clima favorável.

“Especialmente as cultivadas a partir do dia 20 de novembro, não irá valer a pena aos produtores a colheita. A soja está seca e a vagem não tem um grão dentro. Se passar a máquina nas áreas só aumentará o custo operacional”, afirma.

Paralelamente, o agricultor ainda ressalta que o problema foi agravado com a semeadura feita mais tarde. “Não tivemos problemas em relação ao material utilizado, que foi bem definido, mas foi a época de plantio. A estiagem de fevereiro pegou as plantações em fase de enchimento de grãos”, destaca Ribeiro.

Além disso, são poucos os produtores que têm seguro das áreas. E nas poucas seguradas, o valor não irá cobrir os custos, conforme sinaliza o agricultor. “Estamos fazendo laudos das áreas, pois há muitos contratos com as traders e que não serão cumpridos devido à estiagem. Sem contar que as lavouras de milho também são prejudicadas com o clima irregular e há perspectivas de quebra na safra do cereal”, diz.

Confira abaixo fotos enviadas pelo produtor rural:

Lavouras de soja

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Lavouras de Milho

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Fonte: Notícias Agrícolas

Feijão: Apesar de pequena oferta no campo, as referências ficaram estáveis

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Apesar da pequena oferta no campo, as referências ficaram no mesmo nível.

As chuvas ocorridas em Minas foram bem-vindas, uma vez que, em algumas lavouras, não chovia há mais de 10 dias. As referências permanecem entre R$ 220,00/230,00.

Em Santa Catarina, há raras lavouras sendo colhidas. Somente em 10 dias haverá maior volume naquela região.

A venda no varejo voltou ao normal com a entrada dos salários no final do mês e a expectativa é que a venda tenha maior volume até o dia 10, pelo menos. Boa parte dos empacotadores se preparou para esta demanda mais concentrada.

Nesta madrugada, em São Paulo, no Brás, foram ofertadas 14.000 sacas e sobravam, às 7h30, aproximadamente 11.000. A melhor mercadoria disponível era um feijão nota 8,5, que foi vendido por R$ 215,00.

Para saber mais sobre o mercado do feijão acesse o site do IBRAFE

Fonte: IBRAFE