Mais água para 280 produtores rurais

Em tempos de estado de alerta com a baixa umidade relativa do ar e a ausência de chuvas, o desperdício de água torna-se ainda mais preocupante. Por isto, a ideia é um melhor aproveitamento desse recurso natural. Na área rural, por exemplo, o Governo do Distrito Federal investe na construção de canais subterrâneos de irrigação. Resultado: além de evitar a perda de cerca de 50% do volume de água, que corria nos antigos canais a céu aberto, a nova tubulação possibilita a distribuição de forma igualitária a todos os produtores.

“Além de economizar, os canais agora podem oferecer água para os produtores em qualquer época do ano. Quem não estava produzindo, voltará a produzir”, afirma o subsecretário de Desenvolvimento e Abastecimento Rural, Odilon Vieira Júnior. O governo está empenhado na ação. Em seis meses, 18,3 km de ramais foram feitos em todo o Distrito Federal.

No último semestre, as intervenções atingiram seis canais de irrigação do DF. Os canais nos núcleos rurais de Santos Dumont, em Planaltina; Buriti Vermelho e Lamarão, no Paranoá; e, Rodeador, em Brazlândia, já foram concluídos. As obras, agora, avançam em Tabatinga (Planaltina) e Capão Comprido (São Sebastião). “Os trabalhos devem triplicar a produção de frutas e hortaliças, principalmente, e aumentar a produção de grãos no Distrito Federal”, afirma o secretário de Agricultura, Dílson Resende.

Aumento da produção
Mais de 280 agricultores foram beneficiados com as ações deste semestre. Eduardo Azeredo, que é produtor rural em Tabatinga, é um deles. Há 26 anos no local, ele resistiu bravamente às temporadas de seca e com a falta d’água. “O plantio aqui era apenas direto e a gente torcia para vir a chuva. No ano em que ela não aparecia, a gente perdia tudo”, lembra.

Agora, porém, ele sonha em expandir os negócios. “Com a ajuda do pessoal da Emater-DF, vou construir quatro estufas para a produção de hortaliças e mais um tanque oval. Vamos ampliar a produção de galinhas caipiras e, quem sabe?, até investir na produção de peixes”, conta.

Na propriedade dele, que possui pouco mais de cinco hectares, Eduardo se concentra na criação de aves poedeiras, que produzem de quatro a cinco dúzias de ovos, diariamente. “No ano passado, plantei trigo, mas deu prejuízo, por conta das chuvas. Neste ano, com a regularidade da água, quero investir em algo certo. Afinal, tiro, dessa terra, o sustento da minha família”, explica.

Segundo o planejamento de Eduardo, os lucros vão ampliar bastante com a diversificação dos produtos. “Com a estufa, o que eu tiro em um ano, praticamente, vou tirar em um mês”, avalia.

Obras mais baratas
Com os ramais subterrâneos, a economia não é só de água, não. O governo também está consumindo menos recursos financeiros para executar os serviços nas áreas rurais. É que os trabalhos estão sendo executados em parceria, numa união dos órgãos de governo e a comunidade rural.

A Caesb, por exemplo, adquire os tubos pela tarifa de contingência; a Seagri fornece maquinário e os operadores; a Emater realiza os projetos e acompanha os trabalhos com o corpo técnico; e a associação de usuários dos canais contribui com a aquisição de material e mão de obra para confecção das caixas de passagem.

“Com esse formato, a economia é de mais de 80%”, explica Edivan Ribeiro, assessor técnico da Seagri. Segundo ele, nos canais de Tabatinga, por exemplo, o governo já destinou cerca de R$ 800 mil em emendas parlamentares. “No total, vamos usar R$ 1,2 milhão apenas para concluir 10 km de toda a rede do canal”, avalia.

Para se ter uma ideia dos valores economizados, o técnico cita um exemplo de obra similar realizada em 2013. “Fizemos apenas 200 metros de tubulação com uma empresa do ramo e pagamos à época, R$ 1 mil por metro. Agora, nesse sistema de distribuição de tarefas, o valor do metro caiu para cerca de R$ 120”, explica.

Fonte: Agência Brasília

Período chuvoso reabastece barragens importantes para a segurança hídrica de baianos

Foto: Reprodução/ TV Bahia

O período chuvoso promoveu a recuperação de reservatórios importantes para a garantia da segurança hídrica da população baiana. A barragem de Ponto Novo, localizada no rio Itapicuru Açú, município de Ponto Novo, operada pela Companhia de Engenharia Hídrica e de Saneamento da Bahia (Cerb), vinculada à Secretaria de Infraestrutura Hídrica e Saneamento (SIHS), teve um aporte de 13,3 milhões de metros cúbicos de água em menos de 12 dias, saltando de 74,64% da sua capacidade, em 23 de março, para mais de 100% na primeira semana de abril, estando atualmente com 97,64% da sua capacidade.

Isso garante tranquilidade aos sistemas de abastecimento dos municípios de Ponto Novo, Filadélfia, Caldeirão Grande, Senhor do Bonfim, Itiúba, Jaguararí e Andorinhas, beneficiando cerca de 217 mil habitantes que são atendidos pela barragem, além do Projeto de Irrigação de Ponto Novo, que tem uma importante área produtiva e geradora de empregos no município, com base na agricultura irrigada.

Da mesma forma, a vizinha, barragem de Pedras Altas, localizada no rio Itapicuru Mirim, município de Capim Grosso, operada pela Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa), teve uma recuperação impressionante, saindo de 33% da sua capacidade em 22 de março, para os atuais 94,69%, recebendo nada menos que 22,14 milhões de m³. Isso tranquiliza outro grande sistema de abastecimento, o da região do Sisal, que atende a uma população total de mais de 241 mil pessoas.

A barragem de Sobradinho, território Sertão do São Francisco, maior reservatório do estado, com uma capacidade total de armazenamento de 34,11 bilhões de m³ de água, também se recuperou. Sobradinho se encontra em uma situação confortável, neste final de período úmido, registrando atualmente 48,76% do seu volume útil (19,43 bilhões de m³), tendo tido um aporte de 10,7 bilhões de m³ desde o mês de novembro passado, quando se encontrava com 22% da sua capacidade.

Esse volume aportado por Sobradinho representa mais de duas vezes o volume total da barragem de Pedra do Cavalo. Dessa forma poderemos atravessar bem o restante do ano, sem restrições nos usos que dependem desse reservatório, dentre eles abastecimento humano, e irrigação.

Para para o secretário de Infraestrutura Hídrica, Leonardo Góes, esse aumento na reservação cria uma situação confortável no nosso Estado, principalmente na região do semi-árido mas “é importante salientar que a população baiana continue economizando e usando a água de modo sustentável”.

Outras barragens localizadas no Estado da Bahia que tiveram uma recuperação considerável: Jacurici, município de Cansanção; Cocorobó, em Canudos; Zabumbão, em Paramirim; Gasparino, em Coronel Joao Sá e Pedra do Cavalo, em Cachoeira.

Fonte: Bahia.ba

 

Calor excessivo e falta de chuvas impulsiona venda de serviço de gerenciamento de irrigação

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O ano de 2018 foi marcado pelo crescimento do serviço de gerenciamento de irrigação. A informação é da Irriger, empresa brasileira de gerenciamento de irrigação pertencente ao grupo Valmont, que registrou uma ampliação de mais de 15% na demanda pelo monitoramento técnico.

Em Uberaba, conforme dados da Secretaria do Agronegócio, o município conta com apenas 90 pivôs de irrigação, o que corresponde a pouco mais de seis mil hectares de área com esse tipo de tecnologia. Em Unaí, no Noroeste de Minas, por exemplo, 60% da área de produção é coberta por pivôs.

Mas a situação em Uberaba deve mudar nos próximos cinco anos. O secretário de Agronegócio, Luiz Carlos Saad, acredita que a área coberta por pivôs no município deve quadruplicar.

“Hoje, é uma área pequena por que o índice pluviométrico em Uberaba é muito bom. Então, em áreas onde o regime de chuvas é pequeno, existe uma necessidade maior da utilização da irrigação”, ressaltou Saad.

O secretário lembrou ainda que além do índice pluviométrico, que é favorável em Uberaba, a instalação dos pivôs requer estudos técnicos e ainda a liberação de órgãos ambientais.

“Mas, o caminho para a agricultura é a tecnificação. E a irrigação ajuda na produtividade. Então, acredito que Uberaba deve crescer a demanda por esse tipo de tecnologia”, disse Saad.

No Brasil, a principal demanda por irrigação vem de produtores de grãos, soja e milho.

Produção. O secretário destacou que a média anual pluviométrica em Uberaba é muito boa, mas este ano no mês de janeiro ficou abaixo da média. E com o forte calor, a produção pode ser afetada. “Calor nesse período é normal. Acontece que em anos anteriores chovia muito e, com isso, o calor era amenizado”, lembrou Saad.

Irrigação de jardins: a importância da captação da água da chuva no verão

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Desde dezembro as temperaturas elevadas tendem a ampliar a quantidade de chuvas na maior parte do país. Entretanto, apesar de chover, muitas vezes sofremos com contas de água mais caras, racionamentos, etc. Isso afeta diretamente quem possui jardim, já que racionamentos geralmente consideram o consumo humano, mas não plantas que se tenha em sua residência.

Possuir um jardim traz diversos benefícios para a residência, pois proporciona uma grande melhora na qualidade de ar respirável, por exemplo, sem falar no bem estar ligado à temperatura, importante em dias quentes, e sensorial, ligado à beleza natural. Porém deixar o jardim morrer é uma escolha, pois para solucionar esse problema é preciso apenas aproveitar bem a água da chuva que cai sobre sua própria casa.

Racionamentos, contas altas, tudo se deve à falta de chuva nos reservatórios, de onde tiramos a maior parte de nossa água. A chuva que cai em nossas casas acaba totalmente desperdiçada, quando sua água poderia ser usada para diversos fins, poupando a água dos reservatórios para o consumo ligado a ingestão e banhos, por exemplo.

A água da chuva tem vários usos, sobretudo a que se acumula nos telhados antes de descer para a rua. Um dos usos mais inteligentes dela é o ligado a irrigação de jardins, porém usando os sistemas de irrigação inteligentes é possível captar água da chuva, que no Sul/Sudeste do Brasil é frequente de setembro a maio, totalizando quase nove meses. Se neste período houver uma cisterna para acumular o volume de água consumido em uma semana; praticamente passaremos estes 9 meses sem a necessidade de agua da concessionária; poupando assim a agua potável para outras tarefas.

Hoje já existem filtros especiais e recursos para armazenagem, que captam a agua de chuva e armazenam para sistemas de reuso; uteis para diversas atividades de limpeza, por exemplo. O mais interessante é que apesar de focarmos os jardins, os benefícios se estendem a outras necessidades residenciais, o que justifica o investimento.

É hora de deixar de usar mal os recursos que temos à disposição em nosso próprio quintal. Captar água da chuva é muito importante, sobretudo para quem tem essa possibilidade e sabe que sempre acabamos sofrendo com racionamentos, ainda mais no começo do ano.

Eu, Danny Braz sou engenheiro civil e consultor internacional com foco em construções verdes e diretor geral da empresa Regatec.

   Sobre a Regatec: http://www.regatec.com.br/

A Regatec é uma empresa especializada em irrigação para paisagismo e campos esportivos. É a primeira empresa brasileira a se especializar em irrigação e automação por controle central, assim como foi a primeira distribuidora da marca Rain Bird, pioneira em irrigação de estágios, campos de futebol. Dispõe de know-how próprio, que faz adequação da cultura e dos produtos nacionais aos rígidos critérios internacionais para a total eficiência na irrigação.

Fonte: Jornal Dia a Dia

Pior seca dos últimos 100 anos testa limites dos reservatórios do país

Marcello Casal Jr/ Agência Brasil - 8/12/15
Na Bahia, o lago de Sobradinho, terceiro maior do Brasil em volume de água, enfrenta a estiagem com apenas 5% de sua capacidade total de armazenamento, menos da metade do que tinha há exatamente um ano, quando já estava em crise. Em Goiás, a represa de Serra da Mesa, a maior do País em capacidade de armazenamento, está com somente 8% do volume que é capaz de guardar. E essa situação vai piorar.

Os cenários traçados pela Agência Nacional de Águas (ANA) apontam que, até o fim do período seco, no dia 1.º de dezembro, Sobradinho vai chegar ao nível zero, ou seja, vai atingir seu “volume morto” pela primeira vez na história. Com a cota de água no volume morto, a hidrelétrica instalada na barragem terá de ser desligada.
O pior cenário já visto em Sobradinho ocorreu no fim de 2015, quando o nível da represa chegou a 1%. As informações foram confirmadas pelo superintendente de operações e eventos críticos da ANA, Joaquim Gondim. “Sabemos que isso vai acontecer, não será surpresa. Nesse volume zero, a usina de Sobradinho terá que parar de gerar energia, porque a quantidade de água que será liberada pela barragem não chegará ao mínimo necessário para que uma turbina funcione”, afirmou.
No caso de Serra da Mesa, as projeções da ANA apontam que, no dia 1.º de dezembro, o reservatório estará com apenas 5% de sua capacidade de armazenamento. É uma situação desconhecida desde a formação da barragem, 19 anos atrás.
Em setembro de 2009, por exemplo, Sobradinho passava pelo período seco com 70% de sua capacidade plena, ante os 5% atuais. Nesse mesmo mês e ano, Serra da Mesa tinha 53% de seu lago cheio, sem encarar nenhum tipo de limitação. Nos últimos cinco anos, porém, as condições só pioraram.
Para administrar as crises da bacia dos Rios São Francisco e Tocantins, a ANA tem realizado reuniões semanais para tratar de Sobradinho e quinzenais para discutir Serra da Mesa. No reservatório baiano, foi instituído desde junho o Dia do Rio. Toda quarta-feira é proibida a retirada de água do reservatório para irrigação e uso industrial. “Esse programa está funcionando em todo o São Francisco, desde a cabeceira, em Três Marias, até a foz”, diz Gondim.
A agência avalia a possibilidade de adotar a mesma medida para Serra da Mesa. O que já está decidido é que, durante o período seco e os meses de chuva, entre dezembro e março, a barragem do Rio Tocantins manterá vazão mínima de água, de 300 metros cúbicos por segundo, para que o reservatório possa buscar novamente seu nível de segurança hídrica, algo em torno de 30% da capacidade.
De qualquer modo, a ANA acredita que não haverá racionamento de água nos municípios que dependem das duas bacias. As restrições devem atingir a irrigação, a indústria e a navegação, além da geração de energia. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) revisou as previsões de chuvas para o Nordeste, que viu sua margem cair de 30% para 29% da média histórica para este mês. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: Correio Braziliense