Calor excessivo e falta de chuvas impulsiona venda de serviço de gerenciamento de irrigação

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O ano de 2018 foi marcado pelo crescimento do serviço de gerenciamento de irrigação. A informação é da Irriger, empresa brasileira de gerenciamento de irrigação pertencente ao grupo Valmont, que registrou uma ampliação de mais de 15% na demanda pelo monitoramento técnico.

Em Uberaba, conforme dados da Secretaria do Agronegócio, o município conta com apenas 90 pivôs de irrigação, o que corresponde a pouco mais de seis mil hectares de área com esse tipo de tecnologia. Em Unaí, no Noroeste de Minas, por exemplo, 60% da área de produção é coberta por pivôs.

Mas a situação em Uberaba deve mudar nos próximos cinco anos. O secretário de Agronegócio, Luiz Carlos Saad, acredita que a área coberta por pivôs no município deve quadruplicar.

“Hoje, é uma área pequena por que o índice pluviométrico em Uberaba é muito bom. Então, em áreas onde o regime de chuvas é pequeno, existe uma necessidade maior da utilização da irrigação”, ressaltou Saad.

O secretário lembrou ainda que além do índice pluviométrico, que é favorável em Uberaba, a instalação dos pivôs requer estudos técnicos e ainda a liberação de órgãos ambientais.

“Mas, o caminho para a agricultura é a tecnificação. E a irrigação ajuda na produtividade. Então, acredito que Uberaba deve crescer a demanda por esse tipo de tecnologia”, disse Saad.

No Brasil, a principal demanda por irrigação vem de produtores de grãos, soja e milho.

Produção. O secretário destacou que a média anual pluviométrica em Uberaba é muito boa, mas este ano no mês de janeiro ficou abaixo da média. E com o forte calor, a produção pode ser afetada. “Calor nesse período é normal. Acontece que em anos anteriores chovia muito e, com isso, o calor era amenizado”, lembrou Saad.

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Irrigação de jardins: a importância da captação da água da chuva no verão

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Desde dezembro as temperaturas elevadas tendem a ampliar a quantidade de chuvas na maior parte do país. Entretanto, apesar de chover, muitas vezes sofremos com contas de água mais caras, racionamentos, etc. Isso afeta diretamente quem possui jardim, já que racionamentos geralmente consideram o consumo humano, mas não plantas que se tenha em sua residência.

Possuir um jardim traz diversos benefícios para a residência, pois proporciona uma grande melhora na qualidade de ar respirável, por exemplo, sem falar no bem estar ligado à temperatura, importante em dias quentes, e sensorial, ligado à beleza natural. Porém deixar o jardim morrer é uma escolha, pois para solucionar esse problema é preciso apenas aproveitar bem a água da chuva que cai sobre sua própria casa.

Racionamentos, contas altas, tudo se deve à falta de chuva nos reservatórios, de onde tiramos a maior parte de nossa água. A chuva que cai em nossas casas acaba totalmente desperdiçada, quando sua água poderia ser usada para diversos fins, poupando a água dos reservatórios para o consumo ligado a ingestão e banhos, por exemplo.

A água da chuva tem vários usos, sobretudo a que se acumula nos telhados antes de descer para a rua. Um dos usos mais inteligentes dela é o ligado a irrigação de jardins, porém usando os sistemas de irrigação inteligentes é possível captar água da chuva, que no Sul/Sudeste do Brasil é frequente de setembro a maio, totalizando quase nove meses. Se neste período houver uma cisterna para acumular o volume de água consumido em uma semana; praticamente passaremos estes 9 meses sem a necessidade de agua da concessionária; poupando assim a agua potável para outras tarefas.

Hoje já existem filtros especiais e recursos para armazenagem, que captam a agua de chuva e armazenam para sistemas de reuso; uteis para diversas atividades de limpeza, por exemplo. O mais interessante é que apesar de focarmos os jardins, os benefícios se estendem a outras necessidades residenciais, o que justifica o investimento.

É hora de deixar de usar mal os recursos que temos à disposição em nosso próprio quintal. Captar água da chuva é muito importante, sobretudo para quem tem essa possibilidade e sabe que sempre acabamos sofrendo com racionamentos, ainda mais no começo do ano.

Eu, Danny Braz sou engenheiro civil e consultor internacional com foco em construções verdes e diretor geral da empresa Regatec.

   Sobre a Regatec: http://www.regatec.com.br/

A Regatec é uma empresa especializada em irrigação para paisagismo e campos esportivos. É a primeira empresa brasileira a se especializar em irrigação e automação por controle central, assim como foi a primeira distribuidora da marca Rain Bird, pioneira em irrigação de estágios, campos de futebol. Dispõe de know-how próprio, que faz adequação da cultura e dos produtos nacionais aos rígidos critérios internacionais para a total eficiência na irrigação.

Fonte: Jornal Dia a Dia

Pior seca dos últimos 100 anos testa limites dos reservatórios do país

Marcello Casal Jr/ Agência Brasil - 8/12/15
Na Bahia, o lago de Sobradinho, terceiro maior do Brasil em volume de água, enfrenta a estiagem com apenas 5% de sua capacidade total de armazenamento, menos da metade do que tinha há exatamente um ano, quando já estava em crise. Em Goiás, a represa de Serra da Mesa, a maior do País em capacidade de armazenamento, está com somente 8% do volume que é capaz de guardar. E essa situação vai piorar.

Os cenários traçados pela Agência Nacional de Águas (ANA) apontam que, até o fim do período seco, no dia 1.º de dezembro, Sobradinho vai chegar ao nível zero, ou seja, vai atingir seu “volume morto” pela primeira vez na história. Com a cota de água no volume morto, a hidrelétrica instalada na barragem terá de ser desligada.
O pior cenário já visto em Sobradinho ocorreu no fim de 2015, quando o nível da represa chegou a 1%. As informações foram confirmadas pelo superintendente de operações e eventos críticos da ANA, Joaquim Gondim. “Sabemos que isso vai acontecer, não será surpresa. Nesse volume zero, a usina de Sobradinho terá que parar de gerar energia, porque a quantidade de água que será liberada pela barragem não chegará ao mínimo necessário para que uma turbina funcione”, afirmou.
No caso de Serra da Mesa, as projeções da ANA apontam que, no dia 1.º de dezembro, o reservatório estará com apenas 5% de sua capacidade de armazenamento. É uma situação desconhecida desde a formação da barragem, 19 anos atrás.
Em setembro de 2009, por exemplo, Sobradinho passava pelo período seco com 70% de sua capacidade plena, ante os 5% atuais. Nesse mesmo mês e ano, Serra da Mesa tinha 53% de seu lago cheio, sem encarar nenhum tipo de limitação. Nos últimos cinco anos, porém, as condições só pioraram.
Para administrar as crises da bacia dos Rios São Francisco e Tocantins, a ANA tem realizado reuniões semanais para tratar de Sobradinho e quinzenais para discutir Serra da Mesa. No reservatório baiano, foi instituído desde junho o Dia do Rio. Toda quarta-feira é proibida a retirada de água do reservatório para irrigação e uso industrial. “Esse programa está funcionando em todo o São Francisco, desde a cabeceira, em Três Marias, até a foz”, diz Gondim.
A agência avalia a possibilidade de adotar a mesma medida para Serra da Mesa. O que já está decidido é que, durante o período seco e os meses de chuva, entre dezembro e março, a barragem do Rio Tocantins manterá vazão mínima de água, de 300 metros cúbicos por segundo, para que o reservatório possa buscar novamente seu nível de segurança hídrica, algo em torno de 30% da capacidade.
De qualquer modo, a ANA acredita que não haverá racionamento de água nos municípios que dependem das duas bacias. As restrições devem atingir a irrigação, a indústria e a navegação, além da geração de energia. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) revisou as previsões de chuvas para o Nordeste, que viu sua margem cair de 30% para 29% da média histórica para este mês. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: Correio Braziliense

Irregularidade das chuvas e alta evapotranspiração exige uso dos sistemas de irrigação no noroeste paulista‏

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O Noroeste Paulista enfrenta desde 16 dias sem chuvas em Pereira Barreto, Ilha Solteira e Sud Mennucci, à 30 dias sem chuvas em Paranapuã e 26 dias em Populina e Marinópolis. Neste domingo foi mais um dia muito quente, com a temperatura batendo nos 38,6ºC em Sud Mennucci, a mais alta da região e do ano, como mostram os dados do Canal CLIMA da UNESP Ilha Solteira, proveniente da Rede Agrometeorológica do Noroeste Paulista, operada pela Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira.

A evapotranspiração média no período de 03 a 10 de abril de 2016 variou entre 3,3 mm/dia em Sud Mennucci e 4,8 mm/dia em Pereira Barreto (Estação Santo Adélia), que teve no dia 5 de abril o maior registro da região, ficando em 5,4 mm/dia. A evapotranspiração é o valor da perda da água pela atmosfera que, para máxima produtividade, deve ser reposta pelas chuvas ou pela irrigação.

Evapotranspiração é a perda de água para a atmosfera por evaporação da água do solo e transpiração das folhas e que para máxima produtividade, deve ser reposta por chuva ou irrigação.  A UNESP Ilha Solteira através do Canal CLIMA atualiza a cada hora o valor da evapotranspiração no noroeste paulista. De acordo com o Professor Dr. Fernando Braz Tangerino Hernandez, da Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira, “com essas informações divulgadas pela UNESP os irrigantes da região podem aplicar água através dos sistemas de irrigação com elevada eficiência no processo de produção de alimentos. O manejo da irrigação, nada mais é que uma conta corrente, onde são calculadas as perdas de água pela evapotranspiração da cultura e as entradas de água pelas chuvas, se o resultado for favorável para a evapotranspiração, a reposição de água deve ser feita pelo sistema de irrigação e de posse deste resultado, se estima o tempo necessário para que o sistema de irrigação fique ligado para recompor o armazenamento de água no solo e garantir a máxima produtividade”.

A Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira desenvolve intensas e diferenciadas atividades de ensino, pesquisa e extensão e pode ser conhecida em seus diferentes canais de comunicação, cada qual com uma linguagem distinta de modo a contribuir com o entendimento e desenvolvimento sócio-econômico baseado na agricultura irrigada.

Fonte: Jornal dia a dia

Levantamento Pluviométrico na região noroeste paulista é irregular

Chuva irregulares noroeste paulista em março na média atingem 83% do esperado, mas  em Ilha Solteira chove 74% a mais que o esperado.

De acordo com os registros realizados pela Rede Agrometeorológica do Noroeste Paulista operada pela  Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira,  o volume de chuva médio de 140 mm registrado em março na região Noroeste Paulista atingiu apenas 80% da média histórica esperada para o mês, que é de 169 mm.  Já o volume anual dos três primeiros meses de 2016 de 532 mm se igual ao esperado e represa

Segundo a Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira que monitora o clima na região, apenas dois municípios registram volume de chuva em março acima da média histórica – Ilha Solteira e Pereira Barreto em sua porção oeste.

O destaque maior vai para o município de Ilha Solteira onde choveu quase o dobro do esperado, ou seja, de acordo com a média histórica para esse mês o a chuva esperada seria de 149 milímetros porem já acumula cerca de 244 milímetros o que resulta em 65% a mais que o esperado.

Nos municípios de Pereira Barreto (Estação Santa Adélia) e Sud Mennucci (Estação Santa Adélia Pioneiros) a chuva acumulada também já é superior a esperada onde cada cidade registra 191 e 139 milímetros, respectivamente.

Os demais municípios monitorados pela Rede Agrometeorológica do Noroeste Paulista tiveram o acumulo de chuva a baixo do esperado sendo a situação mais critica na cidade de Paranapuã em era esperado uma média de 248 milímetros e só acumulou até agora 97 milímetros, com apenas 40% do esperado. Em seguida vem as cidades de Itapura e Populina em que era esperado 195 e e 180 milímetros, porem só choveu 109 milímetros nas duas cidades.

Com exceção de Populina, Marinópolis, e Paranapuã, todos os outros municípios do Noroeste paulista estão com apenas dois dias sem chuva maior que 10 milímetros.

O gráfico abaixo representa a mostra o volume de chuva de acordo com a média histórica e a chuva acumulada no mês de março na região.

É grande a dispersão entre as chuvas na região, e o número de dias sem chuvas no noroeste paulista varia desde 3 dias em Pereira Barreto, Ilha Solteira e Sud Mennucci e 14 e 17, como acontece em Marinópolis e Paranapuã. Essa grande variação das chuvas, tanto na intensidade, como no volume tem levado o Professor Dr. Fernando Braz Tangerino Hernandez, da Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira a defender maior planejamento e investimentos em ações mitigadoras destes extremos. Para ele “a grande variabilidade das chuvas, potencializada com a frequência cada maior das chuvas convectivas que acontecem no final da tarde ou início da noite muitas vezes resulta em prejuízos aos agricultores muito perto uns dos outros. Cada vez mais se exige nos agropecuaristas investimentos em estruturas de retenção e infiltração de água na propriedade, como terraços maiores e represas para captar os excessos e sistemas de irrigação para suprir o déficit hídrico e garantir a produtividade e a sustentabilidade do negócio de produção de alimentos. Conviver com extremos climáticos tem sido cada vez um grande desafio que exige planejamento, capacitação técnica e investimentos”.
Em março se iniciou o outono, no dia 20. A temperatura média do mês de março variou entre 25,8°C no município de Itapura e  26,6°C em Ilha Solteira, a maior média entre as oito estações.

Já em relação à média das temperaturas máximas, variou entre 32,0°C no município de Pereira Barreto (Estação Santa Adélia) e  33,1°C em Populina, a maior média entre as oito estações.

A evapotranspiração no mês de março variou de 3,5 mm/dia (98,8 mm/mês) em Sud Mennucci na Estação Santa Adélia Pioneiros até 4,3 mm/dia (121,5 mm/mês) em Pereira Barreto (Estação Santa Adélia), a maior de todo o Noroeste Paulista no mês de março. Valores altos de temperatura do ar, condicionado com uma alta radiação e com uma umidade do ar média baixa, trazem o valor da evapotranspiração para valores superiores aos esperados de 4 a 5 mm/dia. Assim como a baixa temperatura e umidade do ar com altos valores combinados com a baixa radiação, resultam em baixos valores de evapotranspiração. A elevada evapotranspiração, na maioria das vezes não compensada pelas chuvas, faz com sejam observados na região noroeste paulista, altos valores de déficit hídrico nos solos.

 

 Evapotranspiração é a perda de água para a atmosfera por evaporação da água do solo e transpiração das folhas e que para máxima produtividade, deve ser reposta por chuva ou irrigação.  A UNESP Ilha Solteira através do Canal CLIMA atualiza a cada hora o valor da evapotranspiração no noroeste paulista. De acordo com o Professor Dr. Fernando Braz Tangerino Hernandez, da Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira, “com essas informações divulgadas pela UNESP os irrigantes da região podem aplicar água através dos sistemas de irrigação com elevada eficiência no processo de produção de alimentos. O manejo da irrigação, nada mais é que uma conta corrente, onde são calculadas as perdas de água pela evapotranspiração da cultura e as entradas de água pelas chuvas, se o resultado for favorável para a evapotranspiração, a reposição de água deve ser feita pelo sistema de irrigação e de posse deste resultado, se estima o tempo necessário para que o sistema de irrigação fique ligado para recompor o armazenamento de água no solo e garantir a máxima produtividade”.

A Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira desenvolve intensas e diferenciadas atividades de ensino, pesquisa e extensão e pode ser conhecida em seus diferentes canais de comunicação, cada qual com uma linguagem distinta de modo a contribuir com o entendimento e desenvolvimento sócio-econômico baseado na agricultura irrigada.

Fonte: Jornal Dia a Dia