Saiba quais são os principais erros que causam elevação no custo de produção de café

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A produção de café no Brasil cresceu 56% em volume e apenas 34% em faturamento bruto nos últimos dez anos, de acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

O engenheiro agrônomo e diretor da Hydra Irrigações, Elídio Torezani, explica que os altos custos de produção do café e os longos períodos de preços baixos são os principais fatores que desmotivam os produtores deste segmento.

“É preciso investir em processos que levem à melhoria da qualidade do grão do café e a ganhos de produtividade, para que se obtenha melhor rentabilidade”, afirma Torezani.

Ele ressalta ainda que um dos processos que podem favorecer muito estas melhorias, otimizando o uso dos recursos e aumentando a efetividade das ações agronômicas, é a irrigação com um bom manejo. “Tanto a falta quanto o excesso de água podem comprometer a sanidade das plantas e gerar perdas no cultivo. Por isso, a irrigação adequada é uma solução para fornecer umidade e nutrientes na quantidade exata”, diz.

O engenheiro agrônomo esclarece que alguns erros na hora de irrigar o cafezal devem ser evitados. Ele pontua as principais falhas dos produtores:

  • Manejo incorreto: fazer as programações de aplicação de água no momento e na quantidade errados;
  • Desperdício de fertilizantes: utilizar o recurso de forma indevida, seja pelo exagero ou pela escassez.
  • Falta de auxílio de uma equipe especializada no manejo da irrigação de café: ausência de orientação sobre os processos na hora de irrigar e os consequentes reflexos agronômicos nas plantas.

Serviço:

Evento: 12º Simpósio Estadual do Café

Data: 25/9/19 (quarta-feira)

Local: Auditório do Centro de Comércio de Café de Vitória, na Enseada do Suá, em Vitória

Onde se inscrever: www.cetcaf.com.br

Procafé: Cuidados no gotejo em cafeeiros jovens em área irregular

A irrigação no sistema de gotejamento e seu uso também para a ferti-irrigação, quando em áreas com terrenos irregulares ou em áreas de montanha, deve observar cuidados especiais em cafeeiros jovens, para evitar molhações e fertilizações também irregulares das plantas.

O gotejamento tem sido um tipo de irrigação muito empregado na lavoura cafeeira, pelas suas vantagens de localização e economia de água, além de facilitar a ferti-irrigação, também localizada, junto às plantas de café, aumentando a eficiência na adubação.

No sistema de gotejamento cada linha de café recebe uma mangueira, com os gotejadores, a qual é colocada margeando a linha de plantas e, no caso de desnível, sempre colocada do lado de cima da linha, visando melhor difusão da água também para o outro lado das plantas.

Na irrigação por gotejo em plantas jovens, especialmente no primeiro ano de campo, quando o sistema radicular delas ainda é bastante restrito, é importante que haja uma distribuição regular do bulbo, de forma a atender todas as plantas por igual, seja na molhação em si, seja no fornecimento dos nutrientes via água. Ocorre que, em áreas com declive, as linhas de cafeeiros são plantadas em paralelas contra o desnível e, portanto não ficam bem niveladas. Nessa condição, as mangueiras de gotejo, que acompanham as linhas, também ficam com muitas porções desniveladas. Existindo irregularidades no terreno, o que é comum no primeiro ano, após preparo do solo e plantio do café, as gotas que saem de um determinado gotejador correm pela mangueira e acabam caindo mais adiante, onde encontram um ponto de contato. Dessa forma deixam de molhar e nutrir aquelas plantas cujas gotas, que deveriam cair perto delas, se deslocaram em função do declive e de irregularidades no terreno.

Em função de desigualdades na molhação e, principalmente, na fertilização via água, aparecem, no campo, plantas amareladas, de forma salteada, mostrando que elas não vem recebendo adequadamente os benefícios do gotejamento.

Esse problema de desigualdade deve ser acompanhado no campo, desde o plantio e, diante da verificação de plantas não atingidas pelas gotas deve-se, nesses pontos de mangueira, colocar qualquer tipo de anteparo, para fazer as gotas voltarem a cair naquelas plantas não gotejadas. Costuma-se amarrar pequenos pedaços de plásticos nas mangueiras, ou colocar tiras de borracha, ou qualquer material que possa interromper as gotas que vinham escorrendo nas mangueiras. Deste modo, resolve-se este problema de irregularidade na molhação, enquanto as plantas, ao crescerem e ampliar lateralmente seu sistema radicular, passem a superar esse problema, através de sua maior capacidade de absorção do sistema radicular distribuído ao longo de toda a linha.

Fonte: Prócafé

Projeto estuda irrigação de café clonal no Acre e Rondônia

Com objetivo de estudar os efeitos no manejo racional da água no cultivo de clones de café na Amazônia Sul Ocidental, foi aprovado, em março, o projeto “Manejo de irrigação por gotejamento para cultivo de clones café canéfora nos estados do Acre e Rondônia”. A proposta concorreu no último edital do Sistema de Gestão do Consórcio Pesquisa com Café (ConCafé). Com duração de quatro anos, as ações serão executadas pela equipe de pesquisadores e analistas da Embrapa Acre e da Embrapa Rondônia e com a parceria da Universidade Federal do Acre (Ufac).

A falta de chuvas entre os meses de maio a setembro, no Acre e em Rondônia, prejudica a produtividade e a qualidade do café canéfora. “A seca é um problema sério. Produz sem irrigar? Produz, mas pouco. Então temos como objetivo com esse projeto definir quando devemos fazer a irrigação e o quanto de água devemos usar para garantir uma boa safra com um café de qualidade e também economizar energia, água e outros recursos”, diz o pesquisador Celso Bergo.

Nos meses de novembro e dezembro de 2019 serão plantados clones do café canéfora nos campos experimentais da Embrapa Acre para serem irrigados e analisados. As irrigações ocorrerão de maneira alternada durante os meses dos anos de 2020 e 2021. O projeto pretende definir qual a melhor época de irrigação no cultivo de clones do café Canéfora e a quantidade de água necessária para evitar o estresse hídrico e aumentar a produtividade.

Café Canéfora no Acre

O Acre é o segundo maior produtor de café da região Norte com uma produção de 2.229 toneladas, Rondônia conta com produção de 84.734 toneladas, de acordo com os dados de 2015 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Acre apresenta a maior produtividade do café Canéfora da região Norte com média de 26 sacas de café limpo por hectare.

A preferência pelo café Canéfora no Acre ocorre devido às características climáticas do estado favoráveis para seu desenvolvimento. “A cafeicultura tem potencial produtivo, é viável economicamente e possui expressiva capacidade de gerar empregos no campo” afirma Bergo.

Fonte: Grupo Cultivar

Cafeicultor teve aumento de 15 sacas por hectare com o manejo de irrigação


Quando devo ligar o pivô de irrigação? O quanto devo irrigar? Como devo irrigar? Essas foram algumas das questões que levaram o Grupo Agro Rossi a procurar a consultoria especializada iCrop. Destaque na produção de café na região de Serra do Salitre (MG), o Grupo que está desde 1986 em busca de novos métodos para aumentar a produtividade e qualidade dos grãos, recorreu à irrigação, mas esbarrou em algumas questões técnicas, sentindo a necessidade de uma empresa especializada para realizar o manejo adequado da irrigação.

Com a consultoria iCrop, o Grupo conta com manejo de irrigação de alta performance, com consultores acompanhando todo o processo de produção da cultura, fazendo a gestão completa da irrigação na fazenda. Assim, é possível garantir além de maior produtividade e menor risco de perda da produção, um produto final de extrema qualidade.

Em um bate papo com a equipe da iCrop que esteve na fazenda acompanhando de perto todo o processo, Jeferson Junior Rossi, sócio proprietário da Agro Rossi, compartilha um pouco da experiência e resultados que conseguiu com o manejo adequado da irrigação.  De acordo com Rossi, o sistema de gestão de irrigação da iCrop, além de facilitar a organização e gestão das áreas irrigadas, proporcionou redução expressiva no consumo de energia elétrica, contribuindo ainda, para o melhor desenvolvimento dos grãos, mantendo um excelente padrão de qualidade e extraindo o máximo da lavoura de forma racional e econômica.

Foto: CNA
Fonte: Grupo Cultivar

Fenicafé tem expectativas superadas em 2019

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Os números falam por si. O sucesso de mais uma edição da Fenicafé – Feira Nacional de Irrigação em Cafeicultura é comemorado pela Associação dos Cafeicultores de Araguari (ACA), entidade que promove todos os anos o evento no Triangulo Mineiro.

Já tradicional na cafeicultura irrigada, a Fenicafé é um local para quem busca informações e ferramentas com o objetivo de aprimorar a produção no campo. É referência para o produtor que busca qualidade na produção. A feira agrega também mais dois outros eventos: o 24º Simpósio Brasileiro de Pesquisa em Cafeicultura Irrigada e a 21ª Feira de Irrigação em Café do Brasil, que tem por objetivo a discussão e a divulgação de técnicas e pesquisas relacionadas à cafeicultura irrigada.

Segundo a superintendente da Fenicafé Maria Cecília de Araújo, meses de preparação resultaram no sucesso total da Fenicafé 2019. “Mesmo com as dificuldades enfrentas pelo mercado cafeeiro, o produtor está interessado em saber das novidades que aliam menor custo na produção e maior produtividade”, explica.

Maria Cecília destaca o conteúdo das palestras realizadas durante toda a Fenicafé. “Nossa equipe está sempre empenhada em desenvolver o progresso da cafeicultura. Para isso, trabalha durante todo o ano para apresentar um evento cada vez mais atrativo tanto para as empresas que expõem seus produtos, como para os produtores que veem a Araguari em busca de informação”, detalha.

A superintendente da Fenicafé adianta que a edição comemorativa dos 25 anos da feira, que será comemorada em 2020, já está sendo preparada, mesmo antes de terminar esta edição. “A procura por estantes já começou. Muitas empresas já querem garantir lugar na 25ª Fenicafé”.

Políticas para o setor – O presidente da ACA, Claudio Morales Garcia, disse que produtores de café, não devem se intimidar com a crise no setor cafeeiro. “Temos que buscar recursos que elevem a qualidade da produção e a competitividade nos mercados nacional e internacional. A necessidade de se atualizar e de investir na lavoura e nas técnicas de manejo vem ao encontro de uma cafeicultura mais sustentável e preparada para atender, principalmente, os desafios do Brasil quanto às demandas de consumo globais”, afirma.

Já Francisco Sérgio de Assis, da Federação dos cafeicultores do Cerrado; também falou sobre o aumento do consumo no mercado interno. “Devemos ser exemplos não só de produtor, como também de consumidor”; garante.

O presidente CNC Silas Brasileiro, também esteve na abertura do encontro. “Tão importante quanto produzir mais, é consumir mais. Devemos incentivar o consumo, construindo uma produção com equilíbrio entre oferta e demanda; é claro que o produtor se preocupa com a renda e com a qualidade do seu produto, mas tem que aprender também a vender seu café.”.

O diretor executivo do MAPA Silvio Farnese, frisou o “maravilhoso trabalho feito pela ACA através da Fenicafé. “O setor vive do dinamismo, apesar deste momento de crise. A saída é viabilizar os padrões de produtividade e competitividade”, completa.

A secretária de Agricultura do Estado de Minas Gerais, Ana Maria Soares Valentini, salientou a importância da pesquisa no avanço da produtividade e lucratividade. “O setor vive momentos difíceis, mas cabe ao governo oferecer ferramentas que proporcione melhores condições ao cafeicultor”.

Simpósio – “O foco principal das palestras neste segundo dia de Fenicafé – Feira Nacional de Irrigação em Cafeicultura – está voltado para a irrigação, apresentando ferramentas da cafeicultura digital, com o ênfase no uso racional da água”, explica o professor Dr. André Luís Teixeira Fernandes, pró-reitor de pesquisas da Uniube e coordenador do simpósio. O Simpósio Brasileiro de Cafeicultura Irrigada tem por objetivo a discussão e a divulgação de técnicas e pesquisas relacionadas à cafeicultura irrigada. “O evento foi recheado de conteúdo pratico relacionado à irrigação”.

Feira de máquinas, ferramentas e produtos – Além de ser um polo de conhecimento e divulgação de novas técnicas, a Fenicafé também é uma vitrine de exposição de máquinas, implementos e ferramentas tecnológicas voltadas para a agricultura.  “Aqui, os expositores fazem o primeiro contato com os produtores. É uma maneira de mostrar seus produtos e como eles funcionam diretamente ao consumidor final. Normalmente a maioria dos negócios é fechado pós-evento”, detalha Maria Cecília, dizendo que a Feira é um elo direto entre fabricante e produtor.

Reivindicações da cafeicultura – O vice-presidente da Faemg – Federação da Agricultura do Estado de Minas Gerais realizou na Feira um bate papo franco com os cafeicultores da região do Cerrado Mineiro. Com o objetivo de tratar a demanda do setor, Mesquita ouviu as reinvindicações dos produtores para o planejamento a médio e longo prazo. “Cada região tem sua peculiaridade. E a ideia de abrirmos para questionamento é colher o gargalo de cada região de Minas e levar suas demandas aos governos; ouvindo o produtor, a cafeicultura”, explica. Breno Mesquita explicou que as questões levantadas na Fenicafé fará parte de um documento que sintetiza as demandas dos produtores de todas as regiões produtoras de café de Minas, que vai ser formalizado entregue até abril à Ministra de Agricultura, Tereza Cristina Corrêa da Costa Dias.

Segurança – Outra questão que chamou a atenção na Fenicafé 2019 é a segurança durante todo o período da feira. “Além da contratação de equipes de segurança particulares, fizemos uma parceria com a Polícia Miliar que disponibilizou um contingente especial para os dias do evento, o que proporcionou mais segurança aos visitantes”, afirma Maria Cecília.

Mais informações podem ser obtidas através do site www.fenicafé.com.br. Em breve serão abertas as inscrições para os interessados em participar do Simpósio Brasileiro de Pesquisa em Cafeicultura Irrigada.