Cafeicultor investe em irrigação eficiente e espera aumentar produtividade em 40%

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Com escassez de recursos hídricos, fazenda do Grupo Orletti apostou na irrigação por gotejamento para melhorar gestão da água

Impactados pela crise hídrica que assolou a produção de café conilon no Espírito Santo, a Fazenda Vitório Orletti, em Pinheiros (ES), apostou na irrigação por gotejamento para melhorar a gestão da água na propriedade e impulsionar a produção

A Fazenda, bastante tradicional no cultivo de conilon, está localizada no extremo norte do estado, uma das regiões mais desenvolvidas do agronegócio capixaba. Com espírito empreendedor, a família Orletti buscou alternativas viáveis para manter a produção de café de qualidade diante das adversidades climáticas.

Desde a seca que derrubou a produção de conilon em 2016, a Fazenda Vitório percebeu a necessidade de melhorar a gestão da água na propriedade. Os investimentos visam substituir outros métodos de irrigação para irrigação localizada por gotejamento. “Inicialmente nossa ideia era economizar água, já que temos um grande problema de falta de água na região. Porém, depois vislumbramos que seria possível potencializar a produtividade também, tudo isso utilizando menos água no mesmo espaço”, ressalta o cafeicultor, Thiago Orletti.

O projeto de irrigação localizada será implementado inicialmente em 10% da área total. Segundo Orletti a expectativa é de que a produção suba para 100 sacas por hectares em média, um avanço de 40% frente a produtividade atual da fazenda. A conclusão está prevista para março de 2018.

Um dos principais diferenciais do projeto é o uso do gotejador UNIRAM, o mais avançado no mercado e o único indicado para ser enterrado na cultura do café conilon. O enterrio dos gotejadores em robusta ainda está em avaliação pela Netafim, mas devido aos bons resultados com os experimentos, o grupo Orletti apostou nesta tecnologia visando futuro enterrio dessas mangueiras, que possibilitará ganhos operacionais e agronômicos.

Outro destaque é o sistema de nutrirrigação, onde é possível transportar água e fertilizantes diretamente na raiz – quando necessário até mesmo defensivos agrícolas (quimigação) -, tudo na quantidade certa para cada cultura. O ponto crucial é que as plantas apresentam melhores resultados quando alimentadas aos poucos e em pequenas quantidades, por isso os ganhos de produtividade são expressivos. O equipamento, FERTIKIT, implementado na Fazenda está entre os mais avançados existente no mercado atualmente.

O futuro da cafeicultura de conilon diante das mudanças climáticas é uma preocupação constante dos produtores rurais do estado. A falta de chuvas coloca em risco a cultura em todo país, tanto é que um estudo da revista norte-americana Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), estimou que no cenário mais pessimista as áreas mais favoráveis para o cultivo de café na América Latina, maior produtor do mundo, podem ser reduzidas em 90% até 2050.

A irregularidade das chuvas tem tornado obrigatória a adoção de sistemas de irrigação no café, porém, nos últimos anos a intensificação da seca também coloca em risco esse sistema tradicional. “A falta de água é crescente, então soluções que ajudem a produzir mais com menos serão indispensáveis para o futuro da agricultura. Os produtores que ainda não pensam nisso, possivelmente daqui alguns anos precisarão investir em sistema sustentáveis”, alerta Orletti.

Nos cerca de 100 hectares que receberão a irrigação inteligente na fazenda do grupo Orletti, o cafeicultor conta que a perspectiva é de que a economia de água frente ao método tradicional de irrigação chegue a 30%, refletindo também na diminuição de 30% nos custos com energia elétrica. Além disso, o avançado sistema de nutrirrigação permitirá nutrir a lavoura com a máxima eficiência disponível no mercado. “Essas tecnologias permitirão que não disperdêssemos produção, além disso não teremos mais perdas com lixiviação, por exemplo”, destaca o cafeicultor.

A iniciativa da adoção da irrigação por gotejamento foi apoiada pela Robusta Coffee, uma empresa de comercialização que fomenta a produção de café de qualidade no Espírito Santo. O objetivo é impulsionar a adoção de boas práticas na produção do robusta na região.

Sobre a Netafim

Fundada há mais de 50 anos e com cerca de 30 subsidiárias em todo o mundo, a Netafim oferece as melhores soluções aos agricultores de mais de 110 países por meio 15 unidades produtivas, milhares de distribuidores e mais de 4.000 funcionários. No Brasil são duas unidades: Ribeirão Preto/SP e em Cabo de Santo Agostinho/PE. O portfólio de produtos inclui sistemas completos de irrigação por gotejamento, microaspersão, controle e monitoramento automatizados, dentre outras.

 

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Procafé: Ferti-irrigação em cafeeiros, via gotejamento, com pouca água, pode causar problemas

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Parece, à primeira vista, deficiência grave de potássio e algumas folhas mostram, também, sintomas parecidos aos de deficiência de fósforo. Pergunta-se, então, se seria um estado de deficiência nutricional grave.

Depois de observados bem os sintomas, a forma de sua ocorrência, que foi generalizada, em todas as plantas do talhão, verificando os dados de análise de solo, que mostravam bons níveis de K e P  e, finalmente, averiguando o manejo que foi recentemente efetuado, concluiu-se que os  problemas  não estavam ligados a deficiências, portanto a resposta ao questionamento inicial foi negativa.

Foi verificado que se tratava de um forte efeito de salinização, ou concentração de sais junto às raízes do cafeeiro, provocada  por aplicação de fertilizantes, via gotejo, com pouca água e com solo seco. Essa ocorrência esteve ligada à condição de estiagem em setembro/17 e à realização de uma aplicação de ureia e cloreto de potássio, em ferti-irrigação, sem a continuidade da irrigação e, ainda, sem presença de chuvas em seguida. Ambas seriam capazes de difundir e diluir, no solo, os fertilizantes aplicados, evitando a concentração de sais, os quais, translocados  para a parte aérea das plantas, acabaram provocando a queima de tecidos foliares.

As fotos mostram os sintomas observados e fica aqui o alerta, aos técnicos e produtores, para que tomem cuidado com o manejo da ferti-irrigação, a qual deve ser acompanhada, antes ou depois, do suprimento de água ao solo.

Uma vez determinada a causa e, assim, tomadas as medidas para solução do problema, voltando a irrigação adequada e retomando as chuvas, foi possível verificar que as folhas novas, crescidas em seguida, vieram normalmente, sem a queima anteriormente observada.

Fonte: Procafé

Ministério da Agricultura libera investimento de R$ 6 milhões para cultura de café em MT

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) vai liberar R$ 6 milhões para o Plano de Fortalecimento do Café em Mato Grosso. O recurso deverá promover o plantio do grão por meio de parcerias com a Embrapa, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), universidades e prefeituras da região noroeste do Estado. A tecnologia utilizada é de mudas de café clonal, que são adequadas para a região.

Por meio de publicação em sua página no Facebook, ele explicou que em Mato Grosso já existe um programa voltado à cafeicultura, o Pró Café, e que este benefício servirá como reforço. Além de parlamentares estaduais, participaram da reunião, realizada na terça-feira (28), os prefeitos de Colniza, Cotriguaçu, Juruena, Juína, Aripuanã, Castanheira, Apiacas, Paranaita, Brasnorte, Juara e Alta Floresta.

“Há cerca de um mês estive no estado vizinho, RO, em Alta Floresta do Oeste, para participar de uma audiência pública sobre o café. Também, visitei uma lavoura  de café Robusta (clonal) de 4 hectares, que produz 190 sacas/ha.Desde que estive lá, decidi replicar o modelo em outros estados. E, como Mato Grosso tem solo e clima semelhantes, tenho certeza que teremos ótimos resultados”, disse o ministro.

Atualmente o Pró Café prevê atendimento a 50 pequenos cafeicultores em cada um dos 10 municípios selecionados pelas secretarias municipais de agricultura, que receberão 1 mil mudas de café clonal, assistência técnica in loco, insumos (fertilizante e calcário) e orientação com cursos técnicos que estão ocorrendo desde o ano passado, em parceria entre Seaf, Empaer, Embrapa e prefeituras.

Fonte: Cenário MT

O café pode ser sustentável e manter a rentabilidade

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Estudo desenvolvido na Esalq avalia o impacto econômico de práticas de sustentabilidade no Cerrado mineiro

A certificação e a adoção de práticas de sustentabilidade podem ser uma alternativa viável para os produtores de café do Cerrado de Minas Gerais. Esse é o resultado de um estudo desenvolvido no programa de Pós-graduação em Economia Aplicada da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (USP/Esalq).

“Debates relacionados à sustentabilidade agropecuária têm sido cada vez mais frequentes e tem se tornado um ponto crítico para os produtores rurais. Estes por sua vez, argumentam que investir em sustentabilidade é um custo a mais e que não gera benefícios”, aponta a engenheira agrônoma Dienice Bini, autora do estudo que testou empiricamente o efeito de práticas de sustentabilidade sobre o desempenho econômico desses produtores. “A proposta é auxiliar produtores e formuladores de políticas, quanto a estratégias e políticas voltadas à sustentabilidade”.

A pesquisa teve orientação da professora Sílvia Helena Galvão de Miranda, do Departamento Economia, Administração e Sociologia da Esalq e foi conduzida em parceria com o Imaflora, Sebrae Minas, e Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). “Por meio dessas parcerias foi possível obter dados primários de informações socioambientais e econômicas das propriedades e dos produtores rurais”, explica Dienice.

A partir do banco de dados disponibilizado pelo Sebrae Minas foi possível comparar o desempenho de produtores certificados com o daqueles não certificados tanto antes quanto depois da certificação. “O banco de dados do Sebrae Minas é composto por produtores rurais que participam do Educampo, um programa de gestão rural de fazendas e produzem café na região do Cerrado de Minas Gerais. Parte desses produtores são certificados Rainforest Alliance – Rede de Agricultura Sustentável”.

Entre as práticas sustentáveis observadas estão o sistema de gestão social e ambiental, a conservação de ecossistemas, a proteção da vida silvestre, a conservação dos recursos hídricos, o tratamento justo e boas condições de trabalho, a saúde e segurança ocupacional, as relações com a comunidade, o manejo integrado dos cultivos, o manejo e conservação do solo e o manejo integrado dos resíduos. “Os resultados mostraram que a certificação Rainforest Alliance – Rede de Agricultura Sustentável tem efeito positivo sobre a produtividade e sobre a renda bruta dos produtores de café na região do Cerrado de MG, embora esse efeito não tenha sido estatisticamente significativo.

A conclusão geral é que a adoção da sustentabilidade socioambiental pode gerar benefícios econômicos para seus adotantes, embora ainda de forma limitada. “Porém, tão importante quanto a existência de vantagens é a inexistência de desvantagens. É possível afirmar que práticas socioambientais não comprometeram o desempenho econômico das propriedades rurais das amostras estudadas. Esse resultado contribui para desmistificar a crença de que a aplicação de práticas sociais e ambientais compromete a viabilidade econômico-financeira das atividades agropecuárias”, finaliza Dienice.

O projeto teve apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Porticos.

Fonte: Esalq

Prefeitura distribuirá 600 mil mudas de café clonal em dezembro

Prefeitura distribuirá 600 mil mudas de café clonal em dezembro

Na segunda quinzena de dezembro a Prefeitura de Porto Velho começará a distribuição de judas de café clonal a pequenos produtores do município. Serão distribuídas 600 mil mudas, sobretudo na região de União Bandeirante, Rio Pardo e Ponta do Abunã..

Nesta semana o subsecretário municipal da Agricultura e Abastecimento (Semagric), Francisco Evaldo de Lima, juntamente com o vereador Edésio Fernandes e agrônomos da Emater estiveram no viveiro de mudas de café clonal que está localizado na linha Flor do Amazonas, em Candeias do Jamari, onde conversaram longamente com o responsável pelo viveiro e fornecedor de mudas, Juarez Tavares.

Segundo Francisco Evaldo, serão atendidos cerca de 300 produtores já devidamente cadastrados pela Semagric e Emater. A 600 mil mudas foram adquiridas com recursos próprio da Prefeitura de Porto Velho. “Essa iniciativa é de extrema importância. O café está entre as principais economias do estado e temos que apoiar o projeto não só do café, mas também de toda agricultura do município”, ressaltou Evaldo.

De acordo com produtor Juarez Tavares, as mudas serão entregues no tamanho ideal para o plantio no campo. “Hoje estamos cultivando oito variedades de clones, as mudas são de excelente qualidade para o produtor”, explica Tavares.

O prefeito dr Hildon Chaves é um dos principais incentivadores do Programa de Apoio ao Desenvolvimento da Cafeicultura de Porto Velho. “Queremos ver nossos pequenos produtores tendo suas vidas transformadas por esse projeto, para que dessa forma possam revitalizar essa importante cultura que é o café”, afirmou dr Hildon Chaves..

Para Francisco Evaldo, o intuito da visita foi conferir a qualidade das mudas que serão distribuídas aos produtores de Porto Velho. “As mudas estão sendo produzidas para formar as novas lavouras de café clonal na capital, e tem a capacidade de chegar entre 40 a 60 sacas por hectare sem irrigação e com irrigação de 100 a 110 sacas”, finalizou Evaldo.

Fonte: Tudo Rondonia