Brasil busca cooperação com China e Japão para desenvolver tecnologia no campo

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O Brasil vai formar um grupo de trabalho com a China para tratar de assuntos relacionados à ciência, tecnologia e inovação no campo. O assunto foi tratado durante reunião da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (Cosban).

O Secretário de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Fernando Camargo, representou o Brasil na subcomissão setorial sobre agricultura durante a Cosban. Segundo ele, Brasil e China têm características complementares, e têm muito a cooperar.

Esse é o ponto fundamental da Cosban, que é cooperação. Brasil e China não são competidores, eles se complementam”, diz Camargo. O objetivo é que o GT resulte em convênios com universidades e centros de pesquisas entre os dois países.

Outro tema tratado no encontro foi a possibilidade de aumentar as exportações do açúcar brasileiro para a China.

Os chineses relutam em relação ao açúcar brasileiro nos dizendo que há traços de transgênicos no açúcar, derivado da cana-de-açúcar transgênica. Mas isso também foi muito discutido, nós evidenciamos por estudos científicos que o açúcar é outra coisa. A cana-de açúcar geneticamente modificada não deixa traços no açúcar”, explicou o secretário.

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, também participou da Cosban, quando se reuniu com o vice-presidente chinês, Wang Qishan, em Pequim.

Japão

O secretário Fernando Camargo também se reuniu com diretores da Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica), para tratar de novos projetos de inovação e tecnologia no campo.

O Brasil tem vazios de internet no campo. Todos sabemos que quando vamos a 30, 40 quilômetros para fora da cidade, o nosso celular já não pega, já tem um apagão de 3G, 4G. então, pode imaginar a dificuldade do agricultor usar a tecnologia de ponta no campo se ele não tem a conectividade”.

Em maio, a ministra Tereza Cristina esteve reunida com o vice-presidente da Jica, quando apresentou dados da produção agrícola e áreas com potencial de investimento externo.

Fonte: MAPA

 

Esalq lança desafio “Brasil, esperança alimentar do futuro!”

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Brasil, esperança alimentar do futuro! É o tema do desafio lançado hoje pela manhã, na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP). O certame integra o Projeto Temático 2019 do campus Luiz de Queiroz e tem inscrições abertas de 3 de junho até 18 de outubro de 2019.

A ação está dividida nas categorias Frases e Fotos, aberta para toda a comunidade, além da categoria Redação, para estudantes do Ensino Médio Podem das escolas da rede municipal, estadual, particular e SESI.

Com base na Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, que norteia ações e programas das Nações Unidas e de seus países membros rumo ao desenvolvimento sustentável, e com o foco em princípios de ciência e de cidadania, o Campus USP “Luiz de Queiroz” se dedica a um dos objetivos mencionados pela ONU como de suma importância para a humanidade e para o planeta nos próximos 11 anos.

Assim, com tema “Brasil, esperança alimentar do futuro!”, o desafio propõe uma reflexão à sociedade sobre a segurança alimentar e o papel do Brasil no desafio mundial de alimentar cerca de 10 bilhões de pessoas em 2.050. Para o êxito da iniciativa, a Esalq/USP conta com as parcerias da Diretoria Regional de Ensino de Piracicaba e da Câmara de Vereadores de Piracicaba.

Durante o lançamento do projeto, o diretor da Esalq, professor Durval Dourado Neto falou sobre a importância da ação. “Uma das diretrizes da atual gestão da Universidade de São Paulo é a aproximação com os municípios e essa parceria com a Câmara e com a Diretoria de Ensino atendem esse objetivo e se alinha a uma demanda da sociedade, que é a de transformar conhecimento em riqueza que seja aproveitada dento do nosso País”.

Para o presidente da Câmara, vereador Gilmar Rotta, a parceria adere à proposta do Parlamento Aberto. “Ter a Esalq e a Diretoria de Ensino como parceiros é algo que se alinha com a abertura da Câmara para receber instituições e pessoas que possam contribuir com o desenvolvimento da cidade e a formulação de políticas públicas como neste caso, que beneficiam diretamente os estudantes de Piracicaba”.

Representando a Diretoria de Ensino, a Coordenadora do Núcleo Pedagógico, Rosane de Paiva Felício, falou do impacto positivo que o desafio terá nas atividades em sala de aula. “Propor um tema como este certamente provocará professores e estudantes a refletir, pesquisar e ressignificar conteúdos em sala de aula. Além disso, essa real aproximação com a universidade pública trará um impacto positivo para as turmas que se aproximam do processo vestibular e da escolha de uma profissão”.

Para mais informações e inscrições acesse www.esalq.usp.br/projeto2019 .

Área irrigada no Brasil cresce 3,45%

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No intuito de contribuir com o trabalho realizado por produtores rurais em prol da agricultura irrigada no Brasil, a Câmara Setorial de Equipamentos de Irrigação (CSEI), da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ), divulga pesquisa com estimativa da área irrigada de 2000 a 2018 agrupadas por tipo de sistema. “Esperamos contribuir para o enriquecimento, padronização e atualização das informações relativas a este importante e destacado segmento do agronegócio no Brasil”, afirma Renato Silva, presidente da CSEI.

No acumulado de 2000 a 2018, o total da área irrigada foi de 6.023.087 contra 5.822.337 hectares em 2017, o que representa aumento de 3,45%. “Esses números foram adicionados aos dados históricos até 1999, então (eram 2.949.960) divulgados pelo professor Demétrios Chistofidis, da Universidade Nacional de Brasília (UNB)”, ressalta Silva.

Em 2018, a área irrigada foi de 200.750 mil hectares, sendo 92 mil de irrigação por aspersão com pivô central, contra 94 mil no ano anterior; 13.750 de área para irrigação por aspersão com carretel, em 2017 foram 14 mil; 31 mil de irrigação por aspersão convencional, fixa, tubo PVC ou canhão, o mesmo número no ano passado; e de 64 mil hectares de irrigação localizada por gotejamento ou microaspersão, mantendo o resultado do ano antecedente. “Comparado com o mesmo período de 2017, houve diminuição de área irrigada de 1,11%, quando atingiu 203 mil hectares”, explica o presidente da CSEI.

Custos de irrigação no Brasil podem diminuir com soluções de IOT

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Entre 1960 e 2015, a área irrigada no Brasil aumentou exponencialmente, passando de 462 mil para 6,95 milhões de hectares. Este dado colocou o Brasil entre os dez países com o maior número de área destinada à produção de alimentos do planeta e pode expandir mais 45% até 2030, de acordo com estudos realizados pela Agência Nacional de Águas (ANA). Neste aspecto, a gestão dos recursos hídricos é peça chave, uma vez que a agricultura irrigada utiliza aproximadamente 969 mil litros de água por segundo e há uma carência de sistemas inteligentes para irrigação.

Foi de olho nesse estudo que, há pouco mais de um ano, pesquisadores brasileiros e europeus começaram a utilizar conceitos de Internet das Coisas (IoT) para desenvolver um processo de irrigação inteligente, com o objetivo de sanar as carências da agricultura contemporânea. Batizado de Smart Water Management Platform (Swamp), o projeto traz o desafio de desenvolver uma solução concreta, capaz de distribuir a quantidade exata de água durante o processo de irrigação no campo, evitando os altos índices de desperdício.

No Brasil, milho, soja e arroz são grãos que costumam ser produzidos com alto percentual de irrigação. A semente de soja, por exemplo, necessita absorver, no mínimo, 50% de seu peso em água para assegurar uma boa geminação. Uma das grandes produções do alimento no Brasil está localizada no Matopiba, região que compreende os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, e é lá que um dos pilotos do Swamp ganha forma. Na Fazenda Rio das Pedras, pesquisadores do projeto trabalham para reduzir os gastos de água e energia e manter a alta produtividade da região que, na safra 2017/2018 de soja, já responde por aproximadamente 12% das 115 milhões de toneladas produzidas em todo o país, de acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

No local, há vários talhões (porções de terra) onde são mantidas lavouras de milho, soja e algodão, irrigados por um pivô central ligado a sensores inteligentes. “A energia na região do Matopiba é muito cara, mas é essencial para o processo irrigatório. Conhecer a quantidade exata de água que o solo e a planta necessitam para crescer de forma saudável ajudará na redução desse valor”, revela Carlos Kamienski, professor titular de Ciência da Computação da Universidade Federal do ABC (UFABC) e coordenador do grupo brasileiro responsável pelo projeto.

Até o momento, o grupo desenvolveu pesquisas e experimentos práticos para gerar uma maior produtividade no plantio e evitar desperdícios no uso da água. “Atualmente já conseguimos apurar melhor os dados sobre o clima, realizar um mapeamento mais assertivo do solo e saber se ele precisa de uma maior ou menor quantidade de água”, explica Kamienski

O segundo projeto-piloto acontece na vinícola Guaspari, localizada no município paulista de Espírito Santo do Pinhal, na Serra da Mantiqueira. Kamienski explica que a ideia foi ter regiões diferentes do Brasil, com culturas e tipos diferentes de irrigação. ‘‘De um lado, envolvemos soja, já no outro, vitivinicultura e trabalhamos para aumentar a qualidade da agricultura testando técnicas de gotejamento’’, reforça. Por fim, o pesquisador salienta que 2018 foi o ano de muito trabalho e preparação e que, a partir de agora, serão dois anos de pesquisas e experimentos para resultados mais sólidos.

Parcerias

A iniciativa é financiada por meio de recursos do governo brasileiro e da União Europeia (EU). No total, R$ 4,8 milhões serão repassados aos pesquisadores, pela da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), por meio do seu Centro de P&D em TICs (CTIC), que utiliza fundos da Lei de Informática. Do lado europeu, outros € 1.5 milhões serão financiados pelo programa Horizon 2020, programa de pesquisa e inovação da própria União Europeia.

O Swamp é fruto de uma parceria entre a Universidade Federal do ABC (UFABC), a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), a Embrapa, a Fundação Educacional Inaciana “Padre Sabóia de Medeiros” (FEI) e a LeverTech Tecnologia Sustentável. Na Europa, participam outras cinco instituições: Instituto VTT – Centro de Pesquisa Técnica (Finlândia), Ixion Industry & Aerospace  (Espanha), Intercrop – Agronegócios (Espanha), Universidade de Bologna (Itália) e Consorzio di Bonifica dell’Emilia Centrale (Itália).

Fonte: Grupo Cultivar

Mapa pode ter secretarias de florestas e de políticas para o Nordeste

O desenho do novo Ministério da Agricultura ainda não está fechado, mas pelo menos quatro novas secretarias podem ser criadas na gestão da ministra Tereza Cristina (DEM/MS). A única confirmada oficialmente até o momento é a de Assuntos Fundiários, que terá à frente o líder ruralista, Nabhan Garcia. A Pesca e Aquicultura voltará para a estrutura do Mapa, após andar por Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) e pela Presidência da República, e deve manter o mesmo status. Outras duas são novidades: uma para cuidar do setor florestal e outra para as políticas focadas ao semiárido nordestino.

Desde a campanha, o presidente eleito cita políticas que pretende implantar para ajudar a desenvolver a região Nordeste do país. Ele comentou, por exemplo, a possibilidade de importação da tecnologia usada em Israel que permite o cultivo com excelência no meio do deserto por conta da irrigação com a dessalinização da água do mar. “Estivemos em Israel e vimos de perto o que eles não tem e o que eles são, mesmo no meio do deserto. O Nordeste brasileiro tem grande potencial para produzir, gerar empregos e prosperar, principalmente quando falamos em agricultura e energia limpa. É onde pretendemos avançar!”, afirmou Bolsonaro em uma publicação em setembro deste ano.

Uma secretaria dedicada ao tema dentro do Ministério da Agricultura pode ser a estratégia para esse e outros programas que o novo governo quer criar. O setor de florestas plantadas já foi confirmado pela futura ministra Tereza Cristina no organograma do Ministério durante entrevistas, mas ela não definiu de que forma será tratado.

Outro tema que gera dúvidas é a irrigação. Há anos, o setor agrícola pressiona a Casa Civil, responsável pela modificação de competências na Esplanada, para que o tema seja tratado no âmbito do Ministério da Agricultura. Atualmente, ele é competência do Ministério da Integração Nacional, onde já teve status de secretaria, extinta em 2017. A partir daí as ações de promoção do setor irrigado foram absorvidas pela Secretaria de Desenvolvimento Regional daquela pasta, com prestígio cada vez menor. Uma das reclamações é que a Política Nacional de Irrigação, criada em 2013, ainda não saiu do papel.

Em março desse ano, a própria Tereza Cristina, deputados da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e representantes de entidades como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Federarroz e o Irga, levaram a reivindicação de remanejamento da Irrigação para o Ministério da Agricultura ao ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha.

Agora, a futura ministra já pediu ao presidente eleito, Jair Bolsonaro, para conseguir atender a demanda do setor.  Representantes da recém-criada Associação dos Irrigantes do Brasil vão pedir a ela que seja criado o Departamento de Agricultura Irrigada Sustentável na estrutura do Ministério da Agricultura e a regulamentação da política de irrigação por meio de decretos e portarias urgentemente.

Já as políticas para os agricultores familiares, que hoje estão na Secretaria Especial de Agricultura Familiar e Desenvolvimento Agrário, ex-MDA, devem ser incorporadas à atual Secretaria de Mobilidade Social, do Produtor Rural e Cooperativismo ou virar uma secretaria à parte. Um dos nomes mais cotados para assumir essa área seria o do deputado federal Valdir Colatto (MDB/SC). Ele também tem afinidade com a Pesca, mas o setor deveria ser comandado por uma pessoa da preferência de Jair Bolsonaro.

Atualmente, o Ministério da Agricultura tem a Secretaria-Executiva (órgão de assessoramento direto do ministro) e quatro secretarias específicas: Política Agrícola, Defesa Agropecuária, Relações Internacionais do Agronegócio e Mobilidade Social, Produtor Rural e Cooperativismo.

Fonte: Canal Rural