Custos de irrigação no Brasil podem diminuir com soluções de IOT

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Entre 1960 e 2015, a área irrigada no Brasil aumentou exponencialmente, passando de 462 mil para 6,95 milhões de hectares. Este dado colocou o Brasil entre os dez países com o maior número de área destinada à produção de alimentos do planeta e pode expandir mais 45% até 2030, de acordo com estudos realizados pela Agência Nacional de Águas (ANA). Neste aspecto, a gestão dos recursos hídricos é peça chave, uma vez que a agricultura irrigada utiliza aproximadamente 969 mil litros de água por segundo e há uma carência de sistemas inteligentes para irrigação.

Foi de olho nesse estudo que, há pouco mais de um ano, pesquisadores brasileiros e europeus começaram a utilizar conceitos de Internet das Coisas (IoT) para desenvolver um processo de irrigação inteligente, com o objetivo de sanar as carências da agricultura contemporânea. Batizado de Smart Water Management Platform (Swamp), o projeto traz o desafio de desenvolver uma solução concreta, capaz de distribuir a quantidade exata de água durante o processo de irrigação no campo, evitando os altos índices de desperdício.

No Brasil, milho, soja e arroz são grãos que costumam ser produzidos com alto percentual de irrigação. A semente de soja, por exemplo, necessita absorver, no mínimo, 50% de seu peso em água para assegurar uma boa geminação. Uma das grandes produções do alimento no Brasil está localizada no Matopiba, região que compreende os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, e é lá que um dos pilotos do Swamp ganha forma. Na Fazenda Rio das Pedras, pesquisadores do projeto trabalham para reduzir os gastos de água e energia e manter a alta produtividade da região que, na safra 2017/2018 de soja, já responde por aproximadamente 12% das 115 milhões de toneladas produzidas em todo o país, de acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

No local, há vários talhões (porções de terra) onde são mantidas lavouras de milho, soja e algodão, irrigados por um pivô central ligado a sensores inteligentes. “A energia na região do Matopiba é muito cara, mas é essencial para o processo irrigatório. Conhecer a quantidade exata de água que o solo e a planta necessitam para crescer de forma saudável ajudará na redução desse valor”, revela Carlos Kamienski, professor titular de Ciência da Computação da Universidade Federal do ABC (UFABC) e coordenador do grupo brasileiro responsável pelo projeto.

Até o momento, o grupo desenvolveu pesquisas e experimentos práticos para gerar uma maior produtividade no plantio e evitar desperdícios no uso da água. “Atualmente já conseguimos apurar melhor os dados sobre o clima, realizar um mapeamento mais assertivo do solo e saber se ele precisa de uma maior ou menor quantidade de água”, explica Kamienski

O segundo projeto-piloto acontece na vinícola Guaspari, localizada no município paulista de Espírito Santo do Pinhal, na Serra da Mantiqueira. Kamienski explica que a ideia foi ter regiões diferentes do Brasil, com culturas e tipos diferentes de irrigação. ‘‘De um lado, envolvemos soja, já no outro, vitivinicultura e trabalhamos para aumentar a qualidade da agricultura testando técnicas de gotejamento’’, reforça. Por fim, o pesquisador salienta que 2018 foi o ano de muito trabalho e preparação e que, a partir de agora, serão dois anos de pesquisas e experimentos para resultados mais sólidos.

Parcerias

A iniciativa é financiada por meio de recursos do governo brasileiro e da União Europeia (EU). No total, R$ 4,8 milhões serão repassados aos pesquisadores, pela da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), por meio do seu Centro de P&D em TICs (CTIC), que utiliza fundos da Lei de Informática. Do lado europeu, outros € 1.5 milhões serão financiados pelo programa Horizon 2020, programa de pesquisa e inovação da própria União Europeia.

O Swamp é fruto de uma parceria entre a Universidade Federal do ABC (UFABC), a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), a Embrapa, a Fundação Educacional Inaciana “Padre Sabóia de Medeiros” (FEI) e a LeverTech Tecnologia Sustentável. Na Europa, participam outras cinco instituições: Instituto VTT – Centro de Pesquisa Técnica (Finlândia), Ixion Industry & Aerospace  (Espanha), Intercrop – Agronegócios (Espanha), Universidade de Bologna (Itália) e Consorzio di Bonifica dell’Emilia Centrale (Itália).

Fonte: Grupo Cultivar

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Mapa pode ter secretarias de florestas e de políticas para o Nordeste

O desenho do novo Ministério da Agricultura ainda não está fechado, mas pelo menos quatro novas secretarias podem ser criadas na gestão da ministra Tereza Cristina (DEM/MS). A única confirmada oficialmente até o momento é a de Assuntos Fundiários, que terá à frente o líder ruralista, Nabhan Garcia. A Pesca e Aquicultura voltará para a estrutura do Mapa, após andar por Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) e pela Presidência da República, e deve manter o mesmo status. Outras duas são novidades: uma para cuidar do setor florestal e outra para as políticas focadas ao semiárido nordestino.

Desde a campanha, o presidente eleito cita políticas que pretende implantar para ajudar a desenvolver a região Nordeste do país. Ele comentou, por exemplo, a possibilidade de importação da tecnologia usada em Israel que permite o cultivo com excelência no meio do deserto por conta da irrigação com a dessalinização da água do mar. “Estivemos em Israel e vimos de perto o que eles não tem e o que eles são, mesmo no meio do deserto. O Nordeste brasileiro tem grande potencial para produzir, gerar empregos e prosperar, principalmente quando falamos em agricultura e energia limpa. É onde pretendemos avançar!”, afirmou Bolsonaro em uma publicação em setembro deste ano.

Uma secretaria dedicada ao tema dentro do Ministério da Agricultura pode ser a estratégia para esse e outros programas que o novo governo quer criar. O setor de florestas plantadas já foi confirmado pela futura ministra Tereza Cristina no organograma do Ministério durante entrevistas, mas ela não definiu de que forma será tratado.

Outro tema que gera dúvidas é a irrigação. Há anos, o setor agrícola pressiona a Casa Civil, responsável pela modificação de competências na Esplanada, para que o tema seja tratado no âmbito do Ministério da Agricultura. Atualmente, ele é competência do Ministério da Integração Nacional, onde já teve status de secretaria, extinta em 2017. A partir daí as ações de promoção do setor irrigado foram absorvidas pela Secretaria de Desenvolvimento Regional daquela pasta, com prestígio cada vez menor. Uma das reclamações é que a Política Nacional de Irrigação, criada em 2013, ainda não saiu do papel.

Em março desse ano, a própria Tereza Cristina, deputados da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e representantes de entidades como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Federarroz e o Irga, levaram a reivindicação de remanejamento da Irrigação para o Ministério da Agricultura ao ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha.

Agora, a futura ministra já pediu ao presidente eleito, Jair Bolsonaro, para conseguir atender a demanda do setor.  Representantes da recém-criada Associação dos Irrigantes do Brasil vão pedir a ela que seja criado o Departamento de Agricultura Irrigada Sustentável na estrutura do Ministério da Agricultura e a regulamentação da política de irrigação por meio de decretos e portarias urgentemente.

Já as políticas para os agricultores familiares, que hoje estão na Secretaria Especial de Agricultura Familiar e Desenvolvimento Agrário, ex-MDA, devem ser incorporadas à atual Secretaria de Mobilidade Social, do Produtor Rural e Cooperativismo ou virar uma secretaria à parte. Um dos nomes mais cotados para assumir essa área seria o do deputado federal Valdir Colatto (MDB/SC). Ele também tem afinidade com a Pesca, mas o setor deveria ser comandado por uma pessoa da preferência de Jair Bolsonaro.

Atualmente, o Ministério da Agricultura tem a Secretaria-Executiva (órgão de assessoramento direto do ministro) e quatro secretarias específicas: Política Agrícola, Defesa Agropecuária, Relações Internacionais do Agronegócio e Mobilidade Social, Produtor Rural e Cooperativismo.

Fonte: Canal Rural

Brasil recebe prêmio internacional de agricultura familiar

Prêmio reconhece trabalho do Brasil na agricultura familiar

Como reconhecimento à Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Pnapo), o Brasil recebeu o Prêmio Prata de Políticas para o Futuro de 2018, concedido pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). Nesta terça-feira (23), o presidente da República, Michel Temer, recebeu a premiação das mãos do ministro do Desenvolvimento Social, Alberto Beltrame.

Entregue em Roma ao governo brasileiro, a premiação celebra as experiências bem-sucedidas de sistemas agrícolas e alimentares sustentáveis. Ao todo, oito iniciativas estavam na disputa. Com sede na Alemanha, o Fórum Internacional de Políticas para o Futuro avalia, a cada ano, as políticas e iniciativas que merecem ser premiadas. Esse ano, o tema do prêmio foi agricultura sustentável e orgânica.

Avanços

“O Brasil foi contemplado com esse prêmio pela qualidade da sua proposta e da sua política em relação à promoção da agricultura sustentável. Nós tivemos vários avanços, que foram reconhecidos internacionalmente e o prêmio foi extremamente concorrido”, afirmou o ministro, após reunião com o presidente no Palácio do Planalto.

Fonte: Planalto

“O Brasil já se destaca na Agricultura 4.0”, avalia presidente da Embrapa em entrevista exclusiva

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agronegócio é um importante pilar da economia brasileira e está passando por transformações. A principal delas é a digital que vai abrir oportunidades de inovação e diversificação que serão essenciais para o Brasil no futuro. O impacto dessa mudança será enorme. É o que acredita o presidente da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), Maurício Antônio Lopes. Em entrevista exclusiva ao canal de conteúdo da Agrishow, ele afirma que essa transformação digital não vai demorar a chegar ao território nacional. Isso por que esse momento já chegou.

Nosso país já se destaca na chamada Agricultura 4.0, em especial pela incorporação de processos. Dentre as melhorias incorporadas, estão práticas e processos de precisão, amplo uso de sensores e mecanismos sofisticados de previsão e resposta a variações de clima, além de abrir espaços para o Brasil em segmentos estratégicos da agricultura e da bioeconomia − economia sustentável baseada em recursos biológicos e processos limpos e renováveis.

Confira a entrevista em que Maurício Antônio Lopes avalia os impactos da Agricultura 4.0 no Brasil.

  1. O que é Agricultura 4.0? Quais os conceitos por trás deste termo?

É o aproveitamento dos avanços nas tecnologias da informação e da comunicação (TICs) na agricultura como forma de repensar e redesenhar processos ao longo de toda a cadeia de valor − do campo à mesa – abrindo possibilidades para a geração de uma vasta gama de inovações para o mundo da agricultura e da alimentação. O termo Agricultura 4.0 foi criado pela revolução da transformação digital, que substitui átomos (mundo físico) por bits (mundo digital), transformando itens físicos em bits. Na prática, o que se quer é que a agricultura possa acessar uma vasta gama de inovações baseadas, por exemplo, em sensores capazes de fornecer dados cada vez mais precisos, visualização e previsões de condições meteorológicas para melhor gestão das lavouras; monitoramento autônomo e intervenções precisas nos processos de gestão da produção agropecuária; comunicação altamente integrada e automação das mais variadas atividades nos setores agroalimentar e agroindustrial; sistemas avançados de monitoramento, rastreabilidade e controle que informem e assegurem aos consumidores sobre segurança e sustentabilidade dos alimentos, dentre muitas outras inovações e avanços.

  1. Como esse conceito se aplica em agronegócios?

A transformação digital permitirá à agricultura incorporar práticas e processos de precisão, amplo uso de sensores e mecanismos sofisticados de previsão e resposta a variações de clima, além de aplicativos e ferramentas para sofisticação da gestão das unidades produtivas e das indústrias ligadas ao setor. O agronegócio do futuro será profundamente marcado pela transformação digital e seus impactos na automação. De acordo com a FAO, em 2010 a população urbana ultrapassou, pela primeira vez, a população rural no mundo. Estima-se que em 2050 sete em cada dez pessoas viverão nas cidades, tornando ainda mais rarefeita a população rural. Portanto, máquinas e equipamentos serão imprescindíveis na garantia da segurança alimentar no futuro. Com a vantagem de que a automação digitalmente habilitada irá permitir ganhos importantes em eficiência e precisão, ajudando a agricultura a superar práticas consideradas hoje pouco sustentáveis. Big Data, internet das coisas e inteligência artificial em conjunção com sensores e máquinas sofisticadas já estão viabilizando a agricultura de precisão e permitindo ganhos cada vez maiores em duas frentes: produtividade e sustentabilidade.

  1. A agricultura 4.0 já é realidade no Brasil?

O Brasil já se destaca na Agricultura 4.0, em especial pela incorporação de processos da chamada agricultura de precisão. Cresce nas áreas mais avançadas de produção do país o uso de máquinas inteligentes guiadas por GPS para plantio, tratos culturais e colheita de precisão, com economia de insumos, ganhos de produtividade e sustentabilidade.  Na programação de pesquisa da Embrapa destaca-se um portfólio de pesquisa sobre temas da transformação digital e da automação na agricultura, com 22 projetos dedicados a desafios nos campos das geotecnologias avançadas, manejo sítio-específico e agropecuária de precisão, sistemas de diagnóstico de doenças em plantas, sistemas inteligentes para manejo de rebanhos, automação em sistemas de produção, modelos integrados para simulação de sistemas de produção sustentáveis, dentre outros. A Embrapa tem dado grande ênfase ao desenvolvimento de aplicativos móveis, recursos que prometem revolucionar a disseminação de tecnologias e conhecimentos gerados pela pesquisa agropecuária. Diversas parcerias com o setor privado já estão em curso, como forma de combinar capacidade da indústria de TICs e de automação, com o vasto conhecimento contido na rede Embrapa sobre a base de recursos naturais e os sistemas produtivos brasileiros.  Esses são apenas alguns exemplos que mostram que a nossa Empresa está atenta e aberta à cooperação que ajude a agricultura brasileira a se inserir na próxima revolução industrial.

  1. Qual será o impacto dessa nova era no agronegócio?

O impacto será enorme, e o agronegócio, que é um importante pilar da economia brasileira, poderá assegurar equilíbrio nas três vertentes da sustentabilidade – econômica, social e ambiental −, o que é uma exigência dos consumidores em todo o mundo. A Embrapa já investe em projetos da agricultura 4.0 voltados para aliar as vertentes da produtividade e da sustentabilidade em sistemas de produção agropecuária. Em parceria com a empresa americana Qualcomm, a Embrapa desenvolve veículos aéreos não tripulados − os drones – capazes de coletar, processar, analisar e transmitir informações das lavouras em tempo real para os agricultores e sistemas de monitoramento ambiental. O objetivo é detectar com precisão as deficiências das culturas, ocorrência de pragas, escassez hídrica, déficit de nutrientes e danos ambientais. Com informações precisas sobre suas lavouras, os agricultores poderão evitar o uso demasiado de defensivos agrícolas, excesso de fertilização, além de orientar a irrigação nos momentos corretos, a fim de reduzir perdas, ampliar a produtividade e ganhar sustentabilidade.

  1. Quais as vantagens e desafios em tornar esse conceito realidade no Brasil?

Incorporar os conceitos da agricultura 4.0 significa também abrir oportunidades de inovação e diversificação que serão essenciais para o país no futuro. Por exemplo, a transformação digital poderá abrir espaços para o Brasil em segmentos estratégicos da agricultura e da bioeconomia − economia sustentável baseada em recursos biológicos e processos limpos e renováveis. Estes são espaços privilegiados para o Brasil na nova globalização digital. Com a bioeconomia e a transformação digital operando em sintonia e sinergia poderemos dinamizar segmentos essenciais da agricultura, fortalecendo a posição de vanguarda do Brasil na produção de alimentos, fibras, energia e biomateriais. O mundo já vive a era big data, com a possibilidade de gerar, medir, coletar e armazenar assombrosas quantidades de dados, que são a matéria-prima do conhecimento. Uma gama de tecnologias emergentes ajuda as organizações a extrair valor desses grandes conjuntos de dados, o que torna possível, por exemplo, inferir padrões de comportamento e de consumo e ajustar o design e a logística de entrega de produtos e serviços para cada indivíduo, com enormes ganhos de eficiência operacional e econômica. Daqui para o futuro, o setor privado vai usar big data para multiplicar acesso a serviços e bens de consumo. E rupturas tecnológicas, como fabricação aditiva (impressão 3D) e robótica, têm o potencial de mudar padrões de trabalho no futuro. Essas tecnologias vão melhorar a produtividade, a qualidade e o padrão dos produtos, reduzir trabalho penoso e insalubre, dentre outros benefícios. Na agricultura, as novas tecnologias poderão estimular novas vertentes de agregação de valor e fabricação, com grandes possibilidades de aumento de competitividade dos setores agroalimentar e agroindustrial.

  1. Há algum comentário que você julgue importante sobre a agricultura 4.0?

O Brasil precisará investir em bons sistemas de inteligência estratégica para não perder espaço na revolução da agricultura 4.0. Considerando a magnitude e complexidade dos desafios futuros, e as rápidas e profundas mudanças que ocorrem no mundo da tecnologia, é imperativo que se implementem “sistemas de inteligência estratégica” para subsidiar as decisões públicas e privadas que garantam à agricultura brasileira a adaptação a tantas mudanças previstas para o futuro. Tal capacidade será essencial no planejamento de políticas de longo alcance, fornecendo insumos a um processo de tomada de decisão que alinhe as cadeias produtivas da agricultura brasileira à revolução da transformação digital e à emergência da agricultura 4.0.

Rivulis prevê alta de 27% da receita no Brasil

Programa diz quantidade exata que deve ser utilizada nas culturas

A Rivulis Irrigation, empresa israelense focada em irrigação, projeta avanço de 27% do faturamento no Brasil para 2018, apoiada principalmente no lançamento de um sistema global de monitoramento das lavouras por satélites.

Batizado de Manna Irrigation, o programa faz uma varredura via satélite de toda a área plantada, indicando ao produtor qual parte da plantação precisa de mais ou menos irrigação.

O sistema é composto basicamente de um login e uma senha para que o produtor acesse no próprio navegador de internet ou em um aplicativo no smartphone a plataforma, que mostrará em números exatos quanta água é necessária utilizar em cada espaço da lavoura. A Rivulis garante que essa precisão pode gerar uma economia de 50% de água, energia elétrica ou óleo diesel para todos os seus clientes.

De acordo com o gerente de vendas nacional da Rivulis, Guilherme Ferreira e Souza, o sistema permite que o produtor dê mais atenção às localidades menos eficientes para que a produtividade média da lavoura suba.

“O Manna não permite que o proprietário coloque mais água do que a plantação conseguiria absorver”, acrescenta.

Ferreira e Souza defende que o programa se diferencia dos que existem entre os concorrentes porque há sempre um satélite fazendo a análise dos dados da propriedade para que o produtor possa acompanhar o que ocorre mesmo quando estiver viajando com a família ou a negócios. “Até a milhares de quilômetros, o produtor pode tomar decisões muito rápidas quando reconhece anomalias ou deficiências na lavoura”, afirma o executivo.

Segundo ele, o Brasil foi escolhido para ser um dos países em que a empresa lançou o sistema por ser muito diversificado, com regiões em que chove muito, intercaladas com aquelas de solo árido, e também as que possuem solo pesado. “Nosso lançamento é global para todas as nossas 16 unidades ao redor do mundo, mas na América do Sul, o Brasil é pioneiro”, explica.

Ferreira e Souza diz ainda que o lançamento do Manna no Brasil mostra que a agricultura local caminha junto com a dos países de ponta. “Estamos alinhados com o que há de mais moderno e tecnológico do mundo. Nossa empresa é israelense e o sistema que usamos aqui é exatamente o que se utiliza lá e que foi lançado em Tel Aviv”, conta.

Para o executivo, o Brasil vai iniciar um processo inevitável de verticalização da produção, com cada vez mais foco em produtividade e menos procura pela expansão da fronteira agrícola. “Nós estamos chegando aos nossos limites de desmatamento e de áreas degradadas. Os pesquisadores já estão percebendo áreas do semiárido que iniciaram processos de desertificação. Então a tendência do Brasil é diminuir a marcha de crescimento horizontal e iniciar uma expansão arrojada verticalmente”, avalia o gerente da Rivulis.

Perfil

Ferreira e Souza diz ainda que o Manna é versátil, e que a Rivulis não o criou com um tipo de produtor específico em mente. “Pode ser usado para um hectare e para um milhão de hectares. Não fazemos distinção por tamanho do produtor. O nosso sistema pode ser utilizado para qualquer tipo de irrigação”, destaca.

O sistema é usado atualmente em 40 tipos de culturas, entre anuais e perenes. Na fase de testes no Brasil, iniciada ano passado, acompanhou grãos, café, banana, algodão feijão e silviculturas. “Já são mais de 3 mil hectares ativos sendo monitorados pela ferramenta”, informa a empresa.

Fonte: DCI