Governo promove dia de campo sobre o cultivo da banana e da mandioca

O Governo do Estado, por meio do Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins) promove nesta quinta (30), e sexta-feira (1º de dezembro), dias de campo sobre o cultivo irrigado da mandioca e banana, respectivamente, nos municípios de Figueirópolis e Cariri do Tocantins, sul do estado.

Mandioca
O dia de campo sobre a mandioca será realizado no Projeto de Assentamento Renascer, no município de Figueirópolis, local onde foi instalada uma unidade demonstrativa da cultura, e irá contar com palestras ministradas por especialistas no assunto.

De acordo com o gerente de Assistência Técnica e Extensão Rural, Edmilson Rodrigues, os temas que serão destaques nas palestras são: o cultivo da mandioca irrigada no Estado do Tocantins; o manejo de pragas e doenças; e o Projeto Reniva (Rede de multiplicação e transferência de manivas-semente de mandioca com qualidade genética e fitossanitária). “Na oportunidade, serão apresentados aos participantes os resultados da unidade demonstrativa, destacando as vantagens do cultivo utilizando a irrigação”, disse.

Ainda de acordo com o gerente, o dia de campo sobre a mandioca é ação do Projeto de Apoio ao Desenvolvimento de Boas Práticas Agrícolas nas Culturas de Arroz, Feijão e Mandioca, sendo coordenado pela Secretaria da Agricultura e Pecuária (Seagro), em parceria com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Ruraltins. O projeto atua em 32 Unidades de Referência Tecnológicas (URTs) distribuídas nos municípios localizados na região Centro-norte do Estado.

Banana irrigada
Já o dia de campo sobre a banana irrigada, Edmilson Rodrigues, destaca que será realizado na Fazenda Paraíso, município de Cariri, e contará com duas estações. “Na primeira estação serão abordados temas como, o mercado, o cultivo e as principais doenças da banana; na segunda estação serão abordados sobre irrigação, adubação e colheita da fruta”, acrescentou o gerente.

O evento é uma ação do convênio Pró-Campo, firmado entre o Governo do Estado, via Ruraltins, em parceria com o Mapa.

Conforme o responsável pelo convênio, o engenheiro agrícola, Crysthian Roberto, o Pró-Campo tem como objetivo suprir o órgão com equipamentos que facilitem a atuação dos extensionistas. “Por meio do convênio serão adquiridos 40 veículos e 40 ultrabooks, em contrapartidas o Ruraltins deverá fomentar a agricultura familiar, com capacitação dos agricultores, realizando seis dias de campo em três regionais do órgão, Taguatinga, Paraíso e Gurupi, podendo ser em qualquer atividade agrícola ou pecuária”, frisou o engenheiro agrícola.

Com o Pró-Campo mais de mil famílias de agricultores serão beneficiadas.

Fonte: Primeira Página

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Agricultor muda sistema de irrigação e economiza água em plantação de bananas

Plantação passou por mudanças na irrigação

O agricultor Eugênio Oliveira, que mora na Zona Rural do município de Aparecida, Sertão paraibano, a 420 quilômetros de João Pessoa, mudou a foram de irrigação em sua plantação de bananas e vem colhendo diversos benefícios, além da diminuição drástica do consumo de água.

A mudança no sistema de inundação para irrigação localizada foi uma orientação de técnicos da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural da Paraíba (Emater).

Segundo o coordenador regional da Emater em Sousa, Francisco de Assis Bernardino, as principais vantagens e benefícios da mudança do sistema de irrigação é o aumento da produtividade da cultura, maior eficiência no uso da água e energia, com maior eficácia no controle de pragas e doenças.

O agricultor cultiva bananeiras em menos de um hectare de terra, tendo uma produtividade de 13 toneladas. Toda a produção é comercializada para o estado de Pernambuco, por meio de atravessador que vai buscar a banana na propriedade de Eugênio Oliveira.

Fonte: Portal Correio

Minas Gerais se destaca na produção de banana

Prata, Caturra, Maçã. Presente nas mesas de todo o país, a banana sempre teve importância na alimentação brasileira. Terceiro maior produtor nacional da fruta, com cerca de 800 mil toneladas por ano, Minas Gerais se destaca não só pelo volume, mas também pela qualidade e competitividade da banana aqui produzida.

Hoje, são 45 mil hectares plantados no estado, com faturamento bruto anual de mais de R$ 840 milhões, e quase a totalidade da produção é consumida pelo mercado interno.

A bananicultura de todo o estado cresceu e se desenvolveu expressivamente nos últimos anos, mas, é no Norte de Minas que a produção se destaca. Responsável por quase metade da produção mineira, a região conta com cerca de 16 mil hectares de área colhida, sendo que 1/3 dela está na cidade de Jaíba, maior produtora no estado. E, para potencializar a banana mineira, a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) desenvolve diversas pesquisas envolvendo a fruta na região.

“Uma diferença da bananicultura no Norte em relação ao restante do país é a obrigatoriedade da irrigação, isto é, não há produção na região sem irrigação”, explica a engenheira agrônoma e coordenadora do Programa Estadual de Pesquisa em Fruticultura da Epamig, Maria Geralda Vilela Rodrigues.

Os sistemas de cultivo da bananeira podem ser classificados em dois tipos, o cultivo irrigado e o cultivo de sequeiro – neste último, não há necessidade de irrigação.

Considerando os volumes comercializados no último ano, a banana gera mais de R$ 580 milhões de reais anualmente para o Norte de Minas. Estima-se a geração de um emprego direto e dois indiretos para cada hectare plantado.

O primeiro experimento com a cultura da banana no Norte de Minas pela Epamig foi implantado em 1979. Desde então são conduzidas diversas pesquisas. Os trabalhos em andamento buscam solucionar desafios, como as doenças e um cenário de escassez de água. A empresa pesquisa formas de manejar a água de irrigação com redução de uso, além de variedades com tolerância à redução de água fornecida.

“Minas Gerais tem uma posição estratégica em relação aos principais mercados, e, além disso, a maior parte do nosso território apresenta condições favoráveis de clima e solo: temperatura tropical e solos profundos”, ressalta.

Em Delfinópolis, maior município produtor de banana na região Sul de Minas, a cultura começou em 1993, após um período de baixos preços do café, principal atividade econômica do município até então. O técnico da Emater-MG na cidade e também produtor rural, Sávio Marinho, foi um dos primeiros a investir no plantio da fruta.

“Éramos nove. Hoje, somos 108 bananicultores. No começo foi difícil, pois não tínhamos conhecimentos técnicos para a cultura, além de falta de insumos. Mas, a banana encontrou um bom lugar aqui, pois temos bastante água, boa topografia, solos adequados e calor”, conta Marinho.

O produtor começou a cultura com dois hectares, e hoje tem 16, todos dedicados à banana Prata-Anã. A maior parte da produção é vendida para o interior de São Paulo.

“Toda semana entrego produto. No começo, contratava gente só para me ajudar na colheita, e hoje tenho cinco funcionários fixos. A banana é uma cultura promissora”, relata o técnico da Emater, que oferece assistência para os produtores do município.

No vídeo, ele mostra como é feita a colheita e o transporte dos cachos de banana em sua propriedade: https://youtu.be/afv6WACE5jk

Cultivo da fruta

A bananicultura rende durante todo o ano, desde que bem irrigada e cuidada. As cultivares mais comuns no estado são do subgrupo Prata: Prata-Anã, que é o carro-chefe mineiro, seus clones, como a Gorutuba e outras, e a banana Prata Comum.

Para realizar o plantio da fruta, é preciso ter disponibilidade de água – mínimo de 100 mm de água todos os meses – solo profundo, bem drenado e fértil, além de clima tropical, sem extremos de temperaturas mínimas e máximas.

“Para instalar um bananal é necessário ter conhecimento da área a ser plantada e da fruta. Ele tem que ser bem cuidado o ano todo. Abandonar o bananal nos períodos de preço mais baixo é formar mal o cacho seguinte, que será colhido em época melhor, além de formar mal a planta que ainda dará o cacho seguinte a esse. O efeito cascata será sentido pelo produtor, com declínio da produção e aumento da presença de frutas com classificação ruim, causando prejuízos”, ressalta Maria Geralda.

Banana para exportação

Em Jaíba, no Norte de Minas, maior região produtora do estado, os agricultores estão apostando na variedade Prata-Anã para exportação, com o desenvolvimento de pesquisas para viabilizar o envio da fruta para outros países.

Em 2015, a banana desembarcou em Portugal, comprovando que, com a tecnologia certa, é possível manter a qualidade do produto. Desde então, estão sendo feitos estudos para que a fruta possa ser exportada para outros países da Europa.

“Chegou-se a uma tecnologia que controlasse o amadurecimento da banana e o resultado desta pesquisa foi o envio de um container para um parceiro comercial em Portugal. Estamos avançando muito, mas ainda é necessário refinamento da pesquisa para aumentar a segurança da conservação”, diz a gerente geral da Associação Central dos Fruticultores do Norte de Minas (Abanorte), Ivanete dos Santos.

Hoje, a fruta é enviada semanalmente aos Estados Unidos, em função da menor distância. “Estamos promovendo o produto em mercados potenciais, uma vez que o mercado internacional conhece muito pouco sobre a banana prata, tida como exótica lá fora”, conta. As variedades conhecidas no mercado externo são do subgrupo Cavendish, conhecidas em Minas Gerais como banana caturra.

A coordenadora do Programa Estadual de Pesquisa em Fruticultura da Epamig, Maria Geralda Vilela Rodrigues, pontua que o Brasil possui 200 milhões de consumidores de banana, e, portanto, é preciso também cuidar do mercado interno.

“O Equador, principal exportador de banana do mundo, tem buscado nosso mercado persistentemente nos últimos anos. Uma fruta com visual padrão exportação, com preço semelhante ao nosso, porém com doenças que o Brasil não tem, ou não tem de forma tão severa. Nossa fruta nem sempre é tão bonita como a deles, o que nos dá desvantagem nas gôndolas, mas enquanto pulverizamos de duas (Norte de Minas) a 12 (Vale do Ribeira) vezes ao ano para controle de doenças, o Equador pulveriza 30 vezes ou mais. Portanto, nossa fruta tem melhor qualidade”, conclui a coordenadora.

Sul de Minas

No Sul de Minas, segundo maior produtor no estado, a Epamig pesquisa variações de cultivares há 15 anos. As cultivares de banana mais utilizadas na região são a Prata-anã (80%), Nanica (15%) e Maçã (5%). Segundo o pesquisador da Epamig em Lavras, José Clélio de Andrade, estão sendo pesquisadas 13 cultivares, sendo que quatro delas se sobressaem nas pesquisas, sendo elas a Prata Catarina, a variedade Maravilha, Prata Gorutuba e PA 94-01.

Selecionada em parceria com produtores particulares, a variedade Prata Gorutuba é mais resistente à pragas e doenças, inclusive ao Mal do Panamá, doença que pode ser fatal à planta. A banana Maçã, por exemplo, é altamente susceptível a essa doença e por isso não mais existem grandes bananais dessa variedade, sendo este inclusive o motivo de ser uma variedade mais cara.

Os objetivos dos estudos são avaliar e selecionar as cultivares com melhores características agronômicas, produção e menores ciclo de produção e porte, além de testar sua aceitação pelos produtores e consumidores, também pelos atacadistas e varejistas.

Agência Minas

Produtores que dependem do Rio Doce no ES contabilizam prejuízos

Lama impede que irrigação funcione e produção acabada prejudicada.
Cerca de 80 produtores ribeirinhos dependiam do Rio Doce.

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Carlos Alberto Rudio perdeu a plantação em Itapina, no Espírito Santo (Foto: Heriklis Douglas/ A Gazeta)

Cerca de 80 produtores ribeirinhos, que dependiam do Rio Doce para irrigar as plantações, contabilizaram os prejuízos com a chegada da lama de rejeitos da Samarco, cujos donos são a Vale e a anglo-australiana BHP Billiton.

Café, milho, tomate e banana são alguns dos principais produtos que poderiam ter chegado à mesa de diversos consumidores, mas tiveram a colheita prejudicada.

O agricultor Carlos Alberto Rudio, de Itapina, no distrito de Colatina, estima uma perda de 21 mil pés de tomate. “A estimativa é de R$ 200 mil de prejuízo. Pretendo plantar pimentão no local, mas preciso de alguma certeza sobre a qualidade da água”, afirmou.

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Sigmar Santos Rocha e e Nelson Rocha perderam a plantação de café por causa da lama no Rio Doce (Foto: Heriklis Douglas/ A Gazeta)

Nelson Rocha e seu filho Sigmar Santos Rocha também sofreram com a falta de irrigação. Eles perderam 6 mil pés de café conilon, que seriam colhidos em maio. Nas plantações, que utilizam a  técnica de gotejamento, até tentaram voltar a irrigar, mas o problema enfrentado é o entupimento dos bicos por causa da lama.

Segundo o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), cerca de 80 produtores foram afetados. Muitos voltaram a utilizar a água, no entanto, para alguns tipos de produção o instituto não recomenda a irrigação com água do Rio Doce, como é o caso da horticultura. “A lama pode grudar na folhagem e formar uma película, que pode prejudicar”, explicou o técnico em desenvolvimento rural Ivan Marcelo Nogueira.

Em relação à utilização da água do Rio Doce para irrigação e hidratação dos animais, a Samarco informou que diversos estudos estão em andamento e, assim que concluídos, os resultados serão divulgados.

Alternativa
Mesmo com a água cheia de lama, os produtores voltaram a utilizá-la para o cultivo. Como forma de diminuir o prejuízo, calculado em algo próximo a R$ 500 mil, Ernesto Holz Filho, de Baixo Guandu, que produz banana, capim e cacau, mudou a plantação de alguns hectares.

A banana perdida de algumas partes foi retirada para a plantação de capim. No entanto, agora enfrenta outro problema: a falta de pessoas para comprar o produto. “Ninguém quer comprar porque é utilizada a água do Rio Doce, as pessoas tem medo de que o produto esteja contaminada”, afirmou.

Alguns produtores da região têm medo de investir. “Tive perda de 70% da lavoura. Tenho medo de investir mais em adubo, tecnologia e energia, e o prejuízo acabar sendo ainda maior”, pontuou Edmilson Rocha, que prefere aguardar para depois decidir o que fazer.

Cenário desafiador
As consequências causadas pela lama são muitas. Segundo o professor Laboratório de Gestão de Recursos Hídricos e Desenvolvimento Regional da Ufes, Edmilson Costa Teixeira, em alguns pontos o cenário será irreversível.

“Há alguns pontos em que a lama endureceu e é improvável que volte ao que era antes, mas em outros, pode ser que sim. Em relação ao tempo, depende do controle que está tendo desde onde ocorreu o rompimento em Minas Gerais”, comentou.

O professor também aponta que é preciso ter uma ação conjunta do poder público para orientar os produtores sobre qual tipo de cultura pode ser realizada em pontos do Rio Doce e assim saber se é viável a produção. “Muitas plantações precisam de água mais pura, como as hortaliças. Já outras não, como na plantação de milho”, concluiu.

Fonte: G1

Irrigação surge como opção para aumentar a produção no cultivo de bananas em Umuarama – PR

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De olho no mercado interno, Jair Stecca há quatro anos produz banana em sua propriedade e agora vai investir na irrigação, visando aumentar a produção, como também, à qualidade do fruto. Dados da Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente, mostram que investir no cultivo é uma opção para o pequeno produtor local, pois 98% da banana consumida em Umuarama vem de outras regiões.

Com o conhecimento da demanda interna, o produtor de Umuarama foi um dos primeiros a investir na cultura e com oito hectares plantados sua produção é toda absorvida pela Cooperativa de Produtores Rurais de Umuarama (Cooperu). No começo o produtor acreditava na facilidade de manejo da plantação, mas com a experiência sentiu a necessidade de investir em tecnologia para melhorar. “Achava que o manejo era simples, mas não é bem assim, pois hoje precisamos de tecnologia em tudo e a banana não foge das demais culturas”, explicou.

Com visão empreendedora, o agricultor, com apoio da Secretaria Municipal de Agricultura, decidiu implantar o sistema de irrigação para aumentar a produtividade, como também a qualidade dos frutos. “Hoje estamos produzindo nove toneladas por hectare, mas com a irrigação vamos trabalhar para 20 toneladas/hectare. Temos um parâmetro que a média nacional é 13 toneladas/hectare, então queremos superar este número”, argumentou.

Conforme um dos coordenadores da Cooperu, Osvaldo Luís dos Santos, o fruto tem ótima aceitabilidade no mercado local, devido a tradição de consumo e por isso o investimento na cultura é uma das opções para o produtor local. “Podemos encaminhar as bananas para as escolas toda a semana pois não tem rejeição de consumo, diferente de outras frutas”, ressaltou.
Ainda segundo o coordenador, as condições climáticas e de solo em Umuarama são ideais para a produção da banana nanica. Ainda conforme o entrevistado, a irrigação é uma tecnologia aliada da produtividade e proporciona melhorias ao fruto. “Como esse investimento o produtor vai entrar nessa grande fatia do mercado local”, disse.

A diretoria da Secretaria de Agricultura de Umuarama informa que o agricultor interessado em investir na cultura, deve procurar os técnicos da Prefeitura, os quais oferecem assistência especializada, como também acompanhamento de produção, caso apareça alguma praga, entre outra situação.

Além do acompanhamento técnico, a Prefeitura também auxilia a comercialização do produto, no caso de agricultores familiares (donos de propriedade com até 80 hectares) a produção é comercializada na Cooperu. “A banana é o segundo fruto mais consumido no Brasil, perdendo apenas para laranja, por isso é uma ótima opção de renda para o agricultor”, finalizou Santos.

Fonte: Jornal Ilustrado