Produtores investem em irrigação para produzir banana

Produtores investem em irrigação para produzir banana (Foto: Reprodução/TV TEM)

Ricardo Pinto Martins tem 60 mil pés de bananas em Aparecida D’Oeste (SP). Ele só investia na variedade maçã, mas em agosto vai colher a primeira safra de banana nanica. Os 10 mil pés devem produzir 12 mil caixas da fruta.

Para conseguir uma boa produção de banana nanica, ele explica que as plantas precisam ser desbrotadas e a plantação tem que ser adubada com frequência, além de receber muita água.

Em todas as ruas foram colocados aspersores, um a cada quatro metros. A água vem de um poço artesiano. Um investimento de aproximadamente R$ 70 mil.

O agrônomo Júnior Henrique Comer reforça que a banana nanica exige mais água que em outras plantações e que isso está diretamente ligado a uma boa produção. A irrigação em muitas propriedades do Noroeste Paulista é feita durante a noite, quando a energia é mais barata.

Célio Neri irriga o bananal diariamente. São 18 mil pés numa área de 10 hectares. Há seis anos ele cultiva banana nanica. No início irrigava os pés de duas a três vezes por semana. Hoje, a irrigação é feita oito vezes por semana. Cada regagem dura quase uma hora e meia.

A plantação de Célio não recebe uma boa chuva há cerca de três meses. A última foi em abril. Por isso é a água dos açudes e poços artesianos que garante a colheita durante o ano todo.

A produção de banana em Aparecida D’Oeste (SP) deve ser de 14 mil toneladas este ano, sendo que a maior parte será colhida em áreas irrigadas.

Fonte: G1

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Parceria no Jaíba amplia cultivo de banana em área de canavial

banana

Do lado da plantação de cana-de-açúcar: banana, muita banana. Foi dessa vizinhança no Jaíba, no Norte de Minas, que brotaram novos empregos, como o de Alisson da Silva Oliveira, 24, que foi contratado há um ano para trabalhar na produção de banana da fazenda Buraco da Coruja. Esse emprego é um dos frutos que a economia local já começou a colher depois que a família Ribeiro Ferreira, dona da fazenda, percebeu o potencial das faixas livres de terra que rodeavam o canavial do vizinho, no caso, o grupo Sada, que tem usina na região. “Já tínhamos 75 hectares plantados, com produção de 27 toneladas de banana por ha. Há um ano, fizemos a proposta e arrendamos essa área livre ao nosso lado, que soma 12 hectares. A primeira colheita, agora em abril, rendeu 360 toneladas. Isso representa um incremento aproximado de 15%”, comemora o diretor financeiro da propriedade, Guilherme Ribeiro Ferreira.

O Jaíba é o maior produtor de banana do Estado, que é o terceiro maior produtor do Brasil. De lá, saíram 115 mil toneladas no ano passado. Tudo, graças à irrigação, pois a cidade está no Norte, onde chove muito pouco. A cana é plantada em círculos irrigados a partir de pivôs centrais. Entre um círculo e outro, onde a água não alcança, as áreas ficam sem plantio e são chamadas de “calcinhas”. “Sempre quisemos expandir, mas nem tem mais terra disponível por perto. A gente ficava olhando essas faixas sem cultivo e vimos que plantar nessas ‘calcinhas’ poderia ser a solução. O investimento é muito menor, e todos saem ganhando”, afirma.

Para preparar o solo, montar a irrigação e deixar tudo pronto para plantar, a família investiu R$ 424 mil. O retorno é esperado já com a primeira colheita, no máximo com o segundo cacho, com previsão de 480 toneladas para dezembro deste ano. Guilherme explica que, se comprasse mais terras, gastaria, em média, R$ 20 mil por hectare. “Com a parceria que fizemos com a Sada, pagamos um arrendamento por ano, além das taxas de manutenção”, diz.

Gabriella Brant, gerente de projetos da Sada, destaca os ganhos para o canavial, que fica protegido, e para a empresa. “O valor em si não é o mais significativo. O mais importante é ocupar e aproveitar ao máximo as áreas produtivas. E a importância é para toda a região, porque vai gerar mais empregos e fazer a economia fluir mais”, ressalta.

O produtor não comemora sozinho. “Eu estava desempregado há seis meses”, conta Alisson, um dos oito novos funcionários que a Buraco da Coruja precisou contratar para se juntarem aos 30 que já trabalhavam lá. Todos vão receber uma participação do crescimento da produção. “Os funcionários ficam mais estimulados com os ganhos. A gente faz planos. Eu mesma estou sonhando em construir a minha casa”, afirma a gerente agropecuária da fazenda, Adna Santana.

Aproveitar área livre beneficia solo

Para o analista de agronegócios da Federação da Agricultura e Pecuária de Minas Gerais (Faemg) Caio Coimbra, o aproveitamento das áreas não plantadas entre os pivôs traz uma relação de ganha-ganha. “Com a renda extra, o produtor da cana pode se capitalizar. Ele também ganha em melhoria do solo, porque o produtor da banana vai adubar, e isso aumenta a fertilidade. Outro benefício é que vai evitar a erosão”, ressalta Coimbra.

Na outra ponta, o produtor de banana vai expandir a produção, sem precisar fazer altos investimentos. “O custo do arrendamento é bem menor do que o da compra, sem falar que, ao arrendar, o produtor não imobiliza o capital. Isso faz com que sobrem mais recursos para que ele invista, aumente a produção e se consolide no mercado”, avalia o analista de agronegócios.

Fonte: O tempo

Governo promove dia de campo sobre o cultivo da banana e da mandioca

O Governo do Estado, por meio do Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins) promove nesta quinta (30), e sexta-feira (1º de dezembro), dias de campo sobre o cultivo irrigado da mandioca e banana, respectivamente, nos municípios de Figueirópolis e Cariri do Tocantins, sul do estado.

Mandioca
O dia de campo sobre a mandioca será realizado no Projeto de Assentamento Renascer, no município de Figueirópolis, local onde foi instalada uma unidade demonstrativa da cultura, e irá contar com palestras ministradas por especialistas no assunto.

De acordo com o gerente de Assistência Técnica e Extensão Rural, Edmilson Rodrigues, os temas que serão destaques nas palestras são: o cultivo da mandioca irrigada no Estado do Tocantins; o manejo de pragas e doenças; e o Projeto Reniva (Rede de multiplicação e transferência de manivas-semente de mandioca com qualidade genética e fitossanitária). “Na oportunidade, serão apresentados aos participantes os resultados da unidade demonstrativa, destacando as vantagens do cultivo utilizando a irrigação”, disse.

Ainda de acordo com o gerente, o dia de campo sobre a mandioca é ação do Projeto de Apoio ao Desenvolvimento de Boas Práticas Agrícolas nas Culturas de Arroz, Feijão e Mandioca, sendo coordenado pela Secretaria da Agricultura e Pecuária (Seagro), em parceria com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Ruraltins. O projeto atua em 32 Unidades de Referência Tecnológicas (URTs) distribuídas nos municípios localizados na região Centro-norte do Estado.

Banana irrigada
Já o dia de campo sobre a banana irrigada, Edmilson Rodrigues, destaca que será realizado na Fazenda Paraíso, município de Cariri, e contará com duas estações. “Na primeira estação serão abordados temas como, o mercado, o cultivo e as principais doenças da banana; na segunda estação serão abordados sobre irrigação, adubação e colheita da fruta”, acrescentou o gerente.

O evento é uma ação do convênio Pró-Campo, firmado entre o Governo do Estado, via Ruraltins, em parceria com o Mapa.

Conforme o responsável pelo convênio, o engenheiro agrícola, Crysthian Roberto, o Pró-Campo tem como objetivo suprir o órgão com equipamentos que facilitem a atuação dos extensionistas. “Por meio do convênio serão adquiridos 40 veículos e 40 ultrabooks, em contrapartidas o Ruraltins deverá fomentar a agricultura familiar, com capacitação dos agricultores, realizando seis dias de campo em três regionais do órgão, Taguatinga, Paraíso e Gurupi, podendo ser em qualquer atividade agrícola ou pecuária”, frisou o engenheiro agrícola.

Com o Pró-Campo mais de mil famílias de agricultores serão beneficiadas.

Fonte: Primeira Página

Agricultor muda sistema de irrigação e economiza água em plantação de bananas

Plantação passou por mudanças na irrigação

O agricultor Eugênio Oliveira, que mora na Zona Rural do município de Aparecida, Sertão paraibano, a 420 quilômetros de João Pessoa, mudou a foram de irrigação em sua plantação de bananas e vem colhendo diversos benefícios, além da diminuição drástica do consumo de água.

A mudança no sistema de inundação para irrigação localizada foi uma orientação de técnicos da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural da Paraíba (Emater).

Segundo o coordenador regional da Emater em Sousa, Francisco de Assis Bernardino, as principais vantagens e benefícios da mudança do sistema de irrigação é o aumento da produtividade da cultura, maior eficiência no uso da água e energia, com maior eficácia no controle de pragas e doenças.

O agricultor cultiva bananeiras em menos de um hectare de terra, tendo uma produtividade de 13 toneladas. Toda a produção é comercializada para o estado de Pernambuco, por meio de atravessador que vai buscar a banana na propriedade de Eugênio Oliveira.

Fonte: Portal Correio

Minas Gerais se destaca na produção de banana

Prata, Caturra, Maçã. Presente nas mesas de todo o país, a banana sempre teve importância na alimentação brasileira. Terceiro maior produtor nacional da fruta, com cerca de 800 mil toneladas por ano, Minas Gerais se destaca não só pelo volume, mas também pela qualidade e competitividade da banana aqui produzida.

Hoje, são 45 mil hectares plantados no estado, com faturamento bruto anual de mais de R$ 840 milhões, e quase a totalidade da produção é consumida pelo mercado interno.

A bananicultura de todo o estado cresceu e se desenvolveu expressivamente nos últimos anos, mas, é no Norte de Minas que a produção se destaca. Responsável por quase metade da produção mineira, a região conta com cerca de 16 mil hectares de área colhida, sendo que 1/3 dela está na cidade de Jaíba, maior produtora no estado. E, para potencializar a banana mineira, a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) desenvolve diversas pesquisas envolvendo a fruta na região.

“Uma diferença da bananicultura no Norte em relação ao restante do país é a obrigatoriedade da irrigação, isto é, não há produção na região sem irrigação”, explica a engenheira agrônoma e coordenadora do Programa Estadual de Pesquisa em Fruticultura da Epamig, Maria Geralda Vilela Rodrigues.

Os sistemas de cultivo da bananeira podem ser classificados em dois tipos, o cultivo irrigado e o cultivo de sequeiro – neste último, não há necessidade de irrigação.

Considerando os volumes comercializados no último ano, a banana gera mais de R$ 580 milhões de reais anualmente para o Norte de Minas. Estima-se a geração de um emprego direto e dois indiretos para cada hectare plantado.

O primeiro experimento com a cultura da banana no Norte de Minas pela Epamig foi implantado em 1979. Desde então são conduzidas diversas pesquisas. Os trabalhos em andamento buscam solucionar desafios, como as doenças e um cenário de escassez de água. A empresa pesquisa formas de manejar a água de irrigação com redução de uso, além de variedades com tolerância à redução de água fornecida.

“Minas Gerais tem uma posição estratégica em relação aos principais mercados, e, além disso, a maior parte do nosso território apresenta condições favoráveis de clima e solo: temperatura tropical e solos profundos”, ressalta.

Em Delfinópolis, maior município produtor de banana na região Sul de Minas, a cultura começou em 1993, após um período de baixos preços do café, principal atividade econômica do município até então. O técnico da Emater-MG na cidade e também produtor rural, Sávio Marinho, foi um dos primeiros a investir no plantio da fruta.

“Éramos nove. Hoje, somos 108 bananicultores. No começo foi difícil, pois não tínhamos conhecimentos técnicos para a cultura, além de falta de insumos. Mas, a banana encontrou um bom lugar aqui, pois temos bastante água, boa topografia, solos adequados e calor”, conta Marinho.

O produtor começou a cultura com dois hectares, e hoje tem 16, todos dedicados à banana Prata-Anã. A maior parte da produção é vendida para o interior de São Paulo.

“Toda semana entrego produto. No começo, contratava gente só para me ajudar na colheita, e hoje tenho cinco funcionários fixos. A banana é uma cultura promissora”, relata o técnico da Emater, que oferece assistência para os produtores do município.

No vídeo, ele mostra como é feita a colheita e o transporte dos cachos de banana em sua propriedade: https://youtu.be/afv6WACE5jk

Cultivo da fruta

A bananicultura rende durante todo o ano, desde que bem irrigada e cuidada. As cultivares mais comuns no estado são do subgrupo Prata: Prata-Anã, que é o carro-chefe mineiro, seus clones, como a Gorutuba e outras, e a banana Prata Comum.

Para realizar o plantio da fruta, é preciso ter disponibilidade de água – mínimo de 100 mm de água todos os meses – solo profundo, bem drenado e fértil, além de clima tropical, sem extremos de temperaturas mínimas e máximas.

“Para instalar um bananal é necessário ter conhecimento da área a ser plantada e da fruta. Ele tem que ser bem cuidado o ano todo. Abandonar o bananal nos períodos de preço mais baixo é formar mal o cacho seguinte, que será colhido em época melhor, além de formar mal a planta que ainda dará o cacho seguinte a esse. O efeito cascata será sentido pelo produtor, com declínio da produção e aumento da presença de frutas com classificação ruim, causando prejuízos”, ressalta Maria Geralda.

Banana para exportação

Em Jaíba, no Norte de Minas, maior região produtora do estado, os agricultores estão apostando na variedade Prata-Anã para exportação, com o desenvolvimento de pesquisas para viabilizar o envio da fruta para outros países.

Em 2015, a banana desembarcou em Portugal, comprovando que, com a tecnologia certa, é possível manter a qualidade do produto. Desde então, estão sendo feitos estudos para que a fruta possa ser exportada para outros países da Europa.

“Chegou-se a uma tecnologia que controlasse o amadurecimento da banana e o resultado desta pesquisa foi o envio de um container para um parceiro comercial em Portugal. Estamos avançando muito, mas ainda é necessário refinamento da pesquisa para aumentar a segurança da conservação”, diz a gerente geral da Associação Central dos Fruticultores do Norte de Minas (Abanorte), Ivanete dos Santos.

Hoje, a fruta é enviada semanalmente aos Estados Unidos, em função da menor distância. “Estamos promovendo o produto em mercados potenciais, uma vez que o mercado internacional conhece muito pouco sobre a banana prata, tida como exótica lá fora”, conta. As variedades conhecidas no mercado externo são do subgrupo Cavendish, conhecidas em Minas Gerais como banana caturra.

A coordenadora do Programa Estadual de Pesquisa em Fruticultura da Epamig, Maria Geralda Vilela Rodrigues, pontua que o Brasil possui 200 milhões de consumidores de banana, e, portanto, é preciso também cuidar do mercado interno.

“O Equador, principal exportador de banana do mundo, tem buscado nosso mercado persistentemente nos últimos anos. Uma fruta com visual padrão exportação, com preço semelhante ao nosso, porém com doenças que o Brasil não tem, ou não tem de forma tão severa. Nossa fruta nem sempre é tão bonita como a deles, o que nos dá desvantagem nas gôndolas, mas enquanto pulverizamos de duas (Norte de Minas) a 12 (Vale do Ribeira) vezes ao ano para controle de doenças, o Equador pulveriza 30 vezes ou mais. Portanto, nossa fruta tem melhor qualidade”, conclui a coordenadora.

Sul de Minas

No Sul de Minas, segundo maior produtor no estado, a Epamig pesquisa variações de cultivares há 15 anos. As cultivares de banana mais utilizadas na região são a Prata-anã (80%), Nanica (15%) e Maçã (5%). Segundo o pesquisador da Epamig em Lavras, José Clélio de Andrade, estão sendo pesquisadas 13 cultivares, sendo que quatro delas se sobressaem nas pesquisas, sendo elas a Prata Catarina, a variedade Maravilha, Prata Gorutuba e PA 94-01.

Selecionada em parceria com produtores particulares, a variedade Prata Gorutuba é mais resistente à pragas e doenças, inclusive ao Mal do Panamá, doença que pode ser fatal à planta. A banana Maçã, por exemplo, é altamente susceptível a essa doença e por isso não mais existem grandes bananais dessa variedade, sendo este inclusive o motivo de ser uma variedade mais cara.

Os objetivos dos estudos são avaliar e selecionar as cultivares com melhores características agronômicas, produção e menores ciclo de produção e porte, além de testar sua aceitação pelos produtores e consumidores, também pelos atacadistas e varejistas.

Agência Minas