Abapa entrega novos kits de irrigação para incentivar pequenos produtores de algodão do Sudoeste da Bahia

Desde a última segunda-feira, 07, a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) começou a beneficiar os pequenos agricultores do Sudoeste baiano, com a doação de mais 49 kits de irrigação por gotejamentos e suporte técnico para garantir o desenvolvimento da produção de algodão na região. Foram beneficiados na safra 2018/2019 produtores dos municípios de Brumado, Candiba, Carinhanha, Guanambi, Iuiu, Lagoa Real, Malhada, Palmas de Monte Alto, Pindaí, Rio do Antônio, Sebastião Laranjeiras e Serra do Ramalho. Além do equipamento de irrigação para o plantio de um hectare, a Abapa disponibilizou insumos como sementes de algodão, fertilizantes para o solo, e defensivos para controle de pragas como o bicudo do algodoeiro. No Sudoeste, a previsão para a safra 2018/2019 é que seja semeado 12,100 mil hectares de algodão, um crescimento de 16% em relação à safra passada.

Satisfeito com a entrega do kit, o agricultor Diego de Oliveira, de Guanambi, explica que os equipamentos de irrigação chegaram na hora certa. “Já estou com o algodão plantado e nascendo, e vai dar tempo de usar para ter uma produtividade boa”, afirma ele, que também planta milho em sua propriedade. Beneficiado pelo projeto desde a safra 2015/2016, o agricultor do município de Malhada, Gedenon Guedes Fernandes, explica que o principal diferencial do projeto é a transferência de tecnologia. “No primeiro ano, em uma área de um hectare e meio, obtive uma média histórica de 350 arrobas. No ano seguinte dobrei a área para três hectares, e hoje, neste terceiro ano, passei para cinco hectares. A entrega destes kits e o apoio e assistência da Abapa com as sementes e o cuidado com o bicudo restaura as forças de quem lida com a lavoura de algodão na região”, reforça.

Presente na entrega dos kits, o coordenador do programa fitossanitário da Abapa, Antônio Carlos Araújo, explica que dois técnicos da entidade estão na região para garantir o acompanhamento dos produtores para que os kits de irrigação e os insumos sejam utilizados da forma correta. “Hoje, os pequenos produtores do sudoeste estão utilizando as mesmas técnicas e insumos de quem planta algodão com sucesso no oeste da Bahia”, afirma. Desde o início do projeto, ainda na safra 2014/15, a Abapa totalizou a doação de 130 kits de irrigação complementar por gotejamento aos pequenos produtores da agricultura familiar no Sudoeste da Bahia. Também participaram da entrega dos kits os secretários de agricultura dos municípios de Malhada, José Castor, e Iuiú, Jairo Prado, que representam a parceria das prefeituras no projeto.

O presidente da Abapa, Júlio Busato, explica que o projeto de apoio aos pequenos cotonicultores do sudoeste tem gerado resultados satisfatórios. A região Sudoeste, segundo ele, tem aumentado a área cultivada com algodão em sistema irrigado por gotejamento, aspersão e micro aspersão. “Até a última safra são aproximadamente 400 hectares de algodão e outras culturas irrigadas espelhados neste projeto que vem transferindo a tecnologia já utilizada com sucesso entre os produtores do Oeste da Bahia. Com isso, estamos garantindo ao produtor uma maior rentabilidade permitindo a sua permanência no campo e gerando mais emprego e renda no campo e nas cidades”, afirma. Responsável pela produção de 98% de algodão na Bahia, na região Oeste foi plantado 321.487 mil hectares. Em todo o estado, a Abapa prevê crescimento de 26,5% da área de algodão na safra 2018/19.

 

Fonte: Jornal Nova Fronteira

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Dia de campo mostra resultados alcançados no sudoeste da Bahia com o uso de kits de irrigação doados pela Abapa

irriga

O projeto piloto que prevê o incentivo do plantio e desenvolvimento do algodão baiano por meio da transferência de tecnologia aos produtores do sudoeste da Bahia prova que está no caminho certo e com resultados concretos. Um dia de campo realizado na Fazenda Cumbica, do agricultor Manoel Rubens, município de Palmas do Monte Alto (BA), serviu para demonstrar aos participantes que por meio de inovações tecnológicas é possível cultivar algodão irrigado como uma solução para a agricultura familiar no semiárido. O projeto é da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) e conta com investimentos de R$ 328,2 mil, com recursos do Fundo do Desenvolvimento do Agronegócio (Fundeagro).

O Sudoeste possui vocação histórica no cultivo do algodão, porém, foi prejudicado nas últimas décadas por veranicos intensos e prolongados, e pelo bicudo do algodoeiro, que destruiu lavouras. Após a transferência de tecnologia e os kits de irrigação oferecidos pela Abapa, a realidade começa a mudar. “Os resultados estão aí, aumento de produtividade e rotação de cultura em áreas até então improdutivas, com a irrigação e a tecnologia que oferecemos, estes produtores começam a ter uma melhor qualidade de vida”, destaca o presidente da Abapa, Júlio Cézar Busato.

Durante o dia de campo, agentes financeiros como Banco do Brasil, Banco do Nordeste e Caixa Econômica Federal foram convidados a participar e conhecer de perto os resultados alcançados pelos produtores com a utilização dos kits que, em alguns casos, chegaram a 400 arrobas por hectare, enquanto as médias do sequeiro estão entre 50 a 60 arrobas, devido à irregularidade das chuvas. O objetivo, ao chamar as instituições financeiras, é que estas, passem a oferecer linhas de crédito ao agricultor familiar para a aquisição de novos kits, e consequentemente, haja o fortalecimento agrícola do sudoeste baiano.

“Temos agricultores que iniciaram a irrigação com um kit doado pela Abapa, após a primeira colheita, graças aos bons resultados alcançados investiram e hoje já contam com cinco equipamentos, aumentaram suas áreas produtivas e além do algodão, fazem a rotação de culturas com milho, melancia, feijão e abóbora. Esse é um ganho considerável porque além do lucro em si, o projeto possibilita com que as famílias permaneçam no campo”, destaca o coordenador do Programa Fitossanitário da Abapa, Antônio Carlos de Araújo.

A iniciativa em realizar o evento partiu do proprietário da Fazenda, o agricultor Manoel Rubens, um grande incentivador para que outros produtores adotem os kits de irrigação no cultivo do algodão. “Fiz questão de mostrar essa área experimental que plantamos para que o pequeno produtor entenda que existem alternativas para se produzir não apenas no sequeiro. Vamos colocar nossa secretaria de agricultura acompanhar os produtores da região e buscar, junto ao Governo do Estado, apoio financeiro para que estes agricultores adquiriam seus kits e produzam com segurança e sustentabilidade”, diz Manoel Rubens que também é prefeito de Palmas do Monte Alto.

Fonte: Grupo Cultivar

Estudo revela que 52,1% do território do oeste baiano têm vegetação nativa preservada

Fórum Canal Rural

Com uma das agriculturas mais tecnificadas e produtivas do mundo, os produtores do oeste da Bahia vêm se mostrando líderes em outra área. Na tarde desta terça-feira (29), ficou evidenciado o papel da categoria na preservação do cerrado baiano, tema do Fórum do Canal Rural, realizado no auditório da Fundação Bahia, em Luís Eduardo Magalhães, oeste da Bahia. Apesar de a feira ter sido adiada para o período de 05 a 09 de junho, foi mantida a data do tradicional evento, transmitido ao vivo pela Tv e Internet. O Fórum contou com a participação de telespectadores e internautas de todo o Brasil.

Durante a transmissão, foi divulgado, em primeira mão, um estudo da Embrapa Monitoramento por Satélite que mostra que 52,1% da área dos produtores rurais são destinadas à preservação do meio ambiente por meio de Reserva Legal, Área Preservação Permanente (APP´s) e vegetação excedente preservada além do que exige o Código Florestal. “Se convertermos isso em valores, o patrimônio fundiário preservado por estes produtores pode variar de R$ 11 a R$ 26 bilhões, a depender se é o preço da terra com ou sem produção agrícola. Qual a categoria profissional que imobiliza essa quantia para o meio ambiente?”, questionou o chefe da Embrapa Territorial, Evaristo de Miranda, ao mostrar que os números reforçam a real contribuição do agricultor na preservação do bioma.

Fórum Canal Rural
Fórum Canal Rural. Foto: Divulgação

Ao integrar o debate, o pesquisador da Universidade Federal do Oeste da Bahia (Ufob), Luís Gustavo Amaral, reforçou a importância de estudos, como os da Embrapa, que possam aprofundar o conhecimento e desmistificar alguns preconceitos. “O bioma do oeste da Bahia possui suas particularidades, e um amplo estudo também está em andamento na região sobre a capacidade de infiltração da água no solo, com base nesses resultados é possível gerenciar melhor as práticas agrícolas em relação ao meio ambiente. O bom aproveitamento, exploração adequada aliado ao conhecimento técnico garantirão a preservação do bioma e acesso da população aos alimentos, e a melhores condições de vida”, afirma, ao citar o Estudo do Potencial Hídrico do Oeste da Bahia, que visa mensurar, por meio de estudos de solo, clima, chuvas e rios, a capacidade de recarga do Aquífero Urucuia.

Segundo o pesquisador da Universidade Federal de Viçosa (UFV), Fernando Pruski, até 2050 a produção mundial de alimentos precisará aumentar em 50% para acompanhar o ritmo de consumo e crescimento da população. “Nesse contexto, o cerrado se apresenta como um forte espaço e a irrigação na agricultura poderá ser utilizada com base nas disponibilidades e nas demandas. Ao estudar o potencial hídrico da região, pretendemos garantir a segurança hídrica e alimentar, proporcionando aos pequenos, médios e grandes produtores o direito de produzir mais com menos impacto ambiental, através de uma irrigação eficiente”, reforça ao citar que a pesquisa é fruto de uma parceria da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) e o Institute Water For Food da Universidade de Nebraska, nos EUA.

Sob o comando do jornalista Márcio Fernandes, o Fórum contou com a presença dos presidentes das duas associações responsáveis pelo estudo, Celestino Zanella, da Aiba, e Júlio Cézar Busato, da Abapa. “A Bahia Farm Show não é só uma feira de negócios, mas um evento que busca dar andamento a várias ações e disseminação de conhecimentos, uma parceria entre entidades que buscam a valorização do agronegócio, com respeito ao meio ambiente e a conservação dos recursos hídricos existentes”, avaliou Zanella que também preside a feira.

Leia mais em: https://www.folhageral.com/#ixzz5HxqwDb6X

Fonte: Folha Geral

Oeste da Bahia tem 150 mil hectares irrigados, detalha estudo da UFV

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A região oeste da Bahia tem 150 mil hectares irrigados, ante um total de 2,24 milhões de hectares de área plantada, informou nesta quarta-feira, 21, o professor da Universidade Federal de Viçosa (UFV), Everardo Chartuni, durante palestra no 8º Fórum Mundial da Água, em Brasília.

Conforme nota da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que manteve o espaço do Sistema CNA/Senar/ICNA no Fórum, onde o professor apresentou o estudo, o oeste da Bahia se tornou eficiente na agricultura irrigada e hoje apresenta “o maior índice de manejo profissional na tecnologia”. “Nós temos clima, solo e topografia favoráveis, uma fronteira agrícola consolidada, onde cultivamos diferentes culturas, como soja, milho, algodão, feijão, café e frutas”, disse Chartuni, que também é consultor da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).

Em sua palestra, Chartuni apresentou também um estudo sobre o potencial hídrico da região. “A Aiba identificou bacias dos Rios Grande, Corrente e Carinhanha, além do aquífero Urucuia, onde os produtores podem fazer o uso sustentável da água”, informou.

Fonte: Istoé

Áreas irrigadas do Oeste baiano podem aumentar em 10 vezes após pesquisa

Um estudo científico desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal de Viçosa (UFV), em Minas Gerais, e da Universidade de Nebraska, nos Estados Unidos, pretende aumentar as áreas irrigadas do Oeste da Bahia em 10 vezes. A pesquisa busca realizar o levantamento do potencial hídrico da região, que abriga boa parte dos 76 mil km² de extensão do Sistema Aquífero Urucuia (SAU), que corta cinco estados brasileiros.

A pesquisa, que está na metade, foi apresentada na última segunda-feira (26) durante o I Seminário Internacional de Pesquisa Científica para Políticas Públicas de Gestão Sustentável dos Recursos Hídricos, realizado no auditório da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), em Salvador. São mais de 50 pesquisadores envolvidos no estudo, que está em desenvolvimento desde o início de 2016. A previsão para término é fevereiro de 2019.

“Só para a gente ter uma noção do impacto para a região, dos mais de 160 mil hectares irrigados na região, a área tem potencial de crescer no mínimo em 10 vezes, em um curto espaço de tempo. Isso é ainda mais importante quando nós consideramos os últimos seis anos de seca enfrentados pelo estado”, afirmou Vitor Bonfim, secretário estadual da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura da Bahia. Ainda segundo ele, o seminário é uma oportunidade de “debater o uso múltiplo da água e ter instrumentos para garantir o volume de água para os diversos usos.”

Como resultado da primeira etapa, foi mapeado que as bacias dos rios de Ondas, Fêmea e Rio Grande possuem 17 mil km² de bacias. É estimado que apenas essa parte corresponda a 25% do tamanho de todo o aquífero. Para calcular a área, no entanto, seria necessário descobrir a profundidade, que é estimada em 70 metros. “A capacidade vai depender de diversos outros fatores, como porosidade, capacidade de irrigação, entre outros”, disse José Ulisses Pinheiro, superintendente regional da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM).

A importância econômica do estudo para o Oeste, de acordo com o professor da UFV e pesquisador coordenador do estudo, Everaldo Montovani, é grande. “O Oeste da Bahia tem em torno de 2,3 milhões de hectares plantados. Desses, 160 mil são irrigados. Ou seja, 7% irrigados. A questão é: qual é o limite dessa irrigação? Os produtores, assim como querem crescer mais, produzir mais, ter produtividade, comprar máquina, investir, também querem irrigar mais”, comenta ele.

“Somente os 7% do Oeste que é irrigado gera 25% da renda agrícola do Oeste da Bahia. Então é uma agregação de valor muito grande”, complementa o professor.

Para o presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Celestino Zanella, é possível plantar garantindo água para consumo humano, animal e para a agricultura irrigada. “Nós demos um passo extremamente importante e agora temos que dar o segundo. Já temos dados preliminares da água de superfície e temos que ter mais informações para fazermos o gerenciamento desse processo na água subterrânea. Vamos desenvolver um software [programa de computador] que permite que qualquer pessoa possa ver o volume de água de qualquer bacia”, adianta.

Um quarto do PIB
Na Bahia, a agricultura é responsável por 25% do Produto Interno Bruto (PIB) e ocupa mais de 60 mil hectares irrigados. Em novembro de 2017, no entanto, a geóloga e doutora em Engenharia Ambiental Joana Angélica Guimarães classificou o agronegócio como o vilão do consumo de água do Oeste da Bahia.

O presidente da Aiba discorda do posicionamento. “Todas as pessoas têm direito a serem ignorantes e falarem bobagens. Nós que não podemos mais falar bobagem a respeito de água. Por isso estamos fazendo uma pesquisa séria. Precisamos de conhecimentos claros. Queremos fazer políticas públicas de uso de água para que nós possamos fazer governança clara, participativa e transparente”, defende Celestino Zanella.

Para a realização do estudo, que é financiado pelo Governo da Bahia e conta com apoio da Aiba por meio do Programa de Desenvolvimento da Agropecuária (Prodeagro), R$ 3 milhões já foram utilizados. Outros R$ 3 milhões serão requeridos para a segunda etapa da pesquisa, que irá explorar as águas subterrâneas da região.

“A questão da quantificação do aquífero já está sendo pensada há seis anos, mas está há mais de um ano sendo implantada”, destaca Zanella.

Órgãos de fiscalização, como o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Estado da Bahia (Inema), ligado à Secretaria estadual do Meio Ambiente (Sema), estão dentro do acordo de cooperação fechado entre diversos atores para a pesquisa na região. A diretora geral do Inema, Márcia Telles, comentou a parceria: “Todos os profissionais estão diretamente envolvidos pela análise dos dados e formam uma equipe técnica com as universidades e o poder público. Essas equipes conversam, fazem as coletas dos dados e, a partir daí, são feitas as equações, os modelos matemáticos e o Inema acompanha de forma consistente todas essas informações. Estamos acompanhando de forma rigorosa todos os conteúdos concluídos”.

Nebraska
Durante o seminário, palestrantes do estado americano de Nebraska palestraram sobre como é feita a governança dos recursos hídricos por lá. Nebraska é a região mais irrigada do país, com uma área de 3,5 milhões de hectares irrigados e utilizando águas subterrâneas. A ideia é entender de que forma o estado faz todos os processos de administração hídrica e irrigação, para replicar o modelo no Oeste baiano.

Todo o Brasil tem apenas 6 milhões de hectares irrigados. Nebraska é do tamanho do Paraná e consegue produzir mais da metade do que todo o país irriga. “O nosso objetivo é descobrir como melhorar a produtividade da agricultura com o melhor uso de recursos hídricos. Como conseguimos produzir mais alimentos com menos águas”, explica Peter McCornick, diretor-executivo do Instituto Water for Food, de Nebraska.

Fonte: Correio 24 horas