Período chuvoso reabastece barragens importantes para a segurança hídrica de baianos

Foto: Reprodução/ TV Bahia

O período chuvoso promoveu a recuperação de reservatórios importantes para a garantia da segurança hídrica da população baiana. A barragem de Ponto Novo, localizada no rio Itapicuru Açú, município de Ponto Novo, operada pela Companhia de Engenharia Hídrica e de Saneamento da Bahia (Cerb), vinculada à Secretaria de Infraestrutura Hídrica e Saneamento (SIHS), teve um aporte de 13,3 milhões de metros cúbicos de água em menos de 12 dias, saltando de 74,64% da sua capacidade, em 23 de março, para mais de 100% na primeira semana de abril, estando atualmente com 97,64% da sua capacidade.

Isso garante tranquilidade aos sistemas de abastecimento dos municípios de Ponto Novo, Filadélfia, Caldeirão Grande, Senhor do Bonfim, Itiúba, Jaguararí e Andorinhas, beneficiando cerca de 217 mil habitantes que são atendidos pela barragem, além do Projeto de Irrigação de Ponto Novo, que tem uma importante área produtiva e geradora de empregos no município, com base na agricultura irrigada.

Da mesma forma, a vizinha, barragem de Pedras Altas, localizada no rio Itapicuru Mirim, município de Capim Grosso, operada pela Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa), teve uma recuperação impressionante, saindo de 33% da sua capacidade em 22 de março, para os atuais 94,69%, recebendo nada menos que 22,14 milhões de m³. Isso tranquiliza outro grande sistema de abastecimento, o da região do Sisal, que atende a uma população total de mais de 241 mil pessoas.

A barragem de Sobradinho, território Sertão do São Francisco, maior reservatório do estado, com uma capacidade total de armazenamento de 34,11 bilhões de m³ de água, também se recuperou. Sobradinho se encontra em uma situação confortável, neste final de período úmido, registrando atualmente 48,76% do seu volume útil (19,43 bilhões de m³), tendo tido um aporte de 10,7 bilhões de m³ desde o mês de novembro passado, quando se encontrava com 22% da sua capacidade.

Esse volume aportado por Sobradinho representa mais de duas vezes o volume total da barragem de Pedra do Cavalo. Dessa forma poderemos atravessar bem o restante do ano, sem restrições nos usos que dependem desse reservatório, dentre eles abastecimento humano, e irrigação.

Para para o secretário de Infraestrutura Hídrica, Leonardo Góes, esse aumento na reservação cria uma situação confortável no nosso Estado, principalmente na região do semi-árido mas “é importante salientar que a população baiana continue economizando e usando a água de modo sustentável”.

Outras barragens localizadas no Estado da Bahia que tiveram uma recuperação considerável: Jacurici, município de Cansanção; Cocorobó, em Canudos; Zabumbão, em Paramirim; Gasparino, em Coronel Joao Sá e Pedra do Cavalo, em Cachoeira.

Fonte: Bahia.ba

 

BA: Irrigação compartilhada potencializa produção de pequenos agricultores

irrigacao compartilha barreiras 26 2 19

O campo experimental da Fazenda Modelo Paulo Mizote agora conta com uma grande novidade: um sistema de irrigação de alta tecnologia que vai beneficiar não só os alunos da instituição como os pequenos produtores rurais do Perímetro Irrigado Barreiras Norte. O objetivo é demonstrar a estudantes e agricultores os benefícios da agricultura irrigada, utilizando métodos sustentáveis e economicamente viáveis para pequena produção.

O sistema foi implantado graças a uma parceria firmada entre a Aiba, através do Instituto Aiba (Iaiba), que mantém a Fazenda Modelo; a Universidade Federal de Viçosa (UFV) e a multinacional NaanDanJain, referência mundial em irrigação sem a utilização de pivô central.

Segundo o engenheiro agrônomo e técnico da NaanDanJain Brasil, Carlos Barth, na lavoura da “fazenda-escola” foram implantados os sistemas de irrigação por aspersão e por gotejamento. As duas modalidades, garante o especialista, atendem perfeitamente a demanda hídrica de áreas de pequeno e médio porte e são as mais indicadas para lavouras de fruticultura e hortaliças.

“Cada cultura tem uma necessidade diferente. Algumas podem requerer uma maior quantidade de água, então usamos o sistema de aspersão; outras têm uma necessidade mais limitada, aí usamos o gotejamento”, explicou Barth.

Os sistemas foram implantados em uma área de 4 mil m² e serão aproveitados pelos jovens aprendizes do curso de supervisão agrícola, que passaram a ter a disciplina de agricultura de precisão na grade curricular da formação.

Além disso, os resultados serão compartilhados com pequenos produtores da agricultura familiar instalados na região, através de um projeto mantido por pesquisadores da UFV, intitulado de “Sustentabilidade da Agricultura Familiar Irrigada no Oeste da Bahia”.

Parceria

O superintendente do Iaiba, Helmuth Kieckhöfer, ressalta a importância da parceria que resultou nesta iniciativa. Para ele, os bons frutos serão colhidos por toda comunidade. “Este é um modelo piloto e inovador de irrigação compartilhada, o qual eu não tenho dúvida que trará tantos resultados positivos que será copiado muito em breve, ou seja, seremos multiplicadores para outras comunidades. Estamos felizes por encontrar um parceiro que abrace a nossa causa e nos ajude a ampliar o potencial produtivo da região, de forma ambientalmente sustentável”, observa.

De acordo com Barth, a parceria com o Iaiba só foi possível porque o instituto vai ao encontro do DNA da empresa. “A empresa, com sede na Índia, tem um cunho social muito grande. É de nosso interesse reproduzir esse conceito aqui no Brasil. Por isso não pensamos duas vezes em nos unir a um instituto sério e renomado como o Iaiba, cuja missão se assemelha à nossa”, afirma.

Da Aiba

Abapa entrega novos kits de irrigação para incentivar pequenos produtores de algodão do Sudoeste da Bahia

Desde a última segunda-feira, 07, a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) começou a beneficiar os pequenos agricultores do Sudoeste baiano, com a doação de mais 49 kits de irrigação por gotejamentos e suporte técnico para garantir o desenvolvimento da produção de algodão na região. Foram beneficiados na safra 2018/2019 produtores dos municípios de Brumado, Candiba, Carinhanha, Guanambi, Iuiu, Lagoa Real, Malhada, Palmas de Monte Alto, Pindaí, Rio do Antônio, Sebastião Laranjeiras e Serra do Ramalho. Além do equipamento de irrigação para o plantio de um hectare, a Abapa disponibilizou insumos como sementes de algodão, fertilizantes para o solo, e defensivos para controle de pragas como o bicudo do algodoeiro. No Sudoeste, a previsão para a safra 2018/2019 é que seja semeado 12,100 mil hectares de algodão, um crescimento de 16% em relação à safra passada.

Satisfeito com a entrega do kit, o agricultor Diego de Oliveira, de Guanambi, explica que os equipamentos de irrigação chegaram na hora certa. “Já estou com o algodão plantado e nascendo, e vai dar tempo de usar para ter uma produtividade boa”, afirma ele, que também planta milho em sua propriedade. Beneficiado pelo projeto desde a safra 2015/2016, o agricultor do município de Malhada, Gedenon Guedes Fernandes, explica que o principal diferencial do projeto é a transferência de tecnologia. “No primeiro ano, em uma área de um hectare e meio, obtive uma média histórica de 350 arrobas. No ano seguinte dobrei a área para três hectares, e hoje, neste terceiro ano, passei para cinco hectares. A entrega destes kits e o apoio e assistência da Abapa com as sementes e o cuidado com o bicudo restaura as forças de quem lida com a lavoura de algodão na região”, reforça.

Presente na entrega dos kits, o coordenador do programa fitossanitário da Abapa, Antônio Carlos Araújo, explica que dois técnicos da entidade estão na região para garantir o acompanhamento dos produtores para que os kits de irrigação e os insumos sejam utilizados da forma correta. “Hoje, os pequenos produtores do sudoeste estão utilizando as mesmas técnicas e insumos de quem planta algodão com sucesso no oeste da Bahia”, afirma. Desde o início do projeto, ainda na safra 2014/15, a Abapa totalizou a doação de 130 kits de irrigação complementar por gotejamento aos pequenos produtores da agricultura familiar no Sudoeste da Bahia. Também participaram da entrega dos kits os secretários de agricultura dos municípios de Malhada, José Castor, e Iuiú, Jairo Prado, que representam a parceria das prefeituras no projeto.

O presidente da Abapa, Júlio Busato, explica que o projeto de apoio aos pequenos cotonicultores do sudoeste tem gerado resultados satisfatórios. A região Sudoeste, segundo ele, tem aumentado a área cultivada com algodão em sistema irrigado por gotejamento, aspersão e micro aspersão. “Até a última safra são aproximadamente 400 hectares de algodão e outras culturas irrigadas espelhados neste projeto que vem transferindo a tecnologia já utilizada com sucesso entre os produtores do Oeste da Bahia. Com isso, estamos garantindo ao produtor uma maior rentabilidade permitindo a sua permanência no campo e gerando mais emprego e renda no campo e nas cidades”, afirma. Responsável pela produção de 98% de algodão na Bahia, na região Oeste foi plantado 321.487 mil hectares. Em todo o estado, a Abapa prevê crescimento de 26,5% da área de algodão na safra 2018/19.

 

Fonte: Jornal Nova Fronteira

Dia de campo mostra resultados alcançados no sudoeste da Bahia com o uso de kits de irrigação doados pela Abapa

irriga

O projeto piloto que prevê o incentivo do plantio e desenvolvimento do algodão baiano por meio da transferência de tecnologia aos produtores do sudoeste da Bahia prova que está no caminho certo e com resultados concretos. Um dia de campo realizado na Fazenda Cumbica, do agricultor Manoel Rubens, município de Palmas do Monte Alto (BA), serviu para demonstrar aos participantes que por meio de inovações tecnológicas é possível cultivar algodão irrigado como uma solução para a agricultura familiar no semiárido. O projeto é da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) e conta com investimentos de R$ 328,2 mil, com recursos do Fundo do Desenvolvimento do Agronegócio (Fundeagro).

O Sudoeste possui vocação histórica no cultivo do algodão, porém, foi prejudicado nas últimas décadas por veranicos intensos e prolongados, e pelo bicudo do algodoeiro, que destruiu lavouras. Após a transferência de tecnologia e os kits de irrigação oferecidos pela Abapa, a realidade começa a mudar. “Os resultados estão aí, aumento de produtividade e rotação de cultura em áreas até então improdutivas, com a irrigação e a tecnologia que oferecemos, estes produtores começam a ter uma melhor qualidade de vida”, destaca o presidente da Abapa, Júlio Cézar Busato.

Durante o dia de campo, agentes financeiros como Banco do Brasil, Banco do Nordeste e Caixa Econômica Federal foram convidados a participar e conhecer de perto os resultados alcançados pelos produtores com a utilização dos kits que, em alguns casos, chegaram a 400 arrobas por hectare, enquanto as médias do sequeiro estão entre 50 a 60 arrobas, devido à irregularidade das chuvas. O objetivo, ao chamar as instituições financeiras, é que estas, passem a oferecer linhas de crédito ao agricultor familiar para a aquisição de novos kits, e consequentemente, haja o fortalecimento agrícola do sudoeste baiano.

“Temos agricultores que iniciaram a irrigação com um kit doado pela Abapa, após a primeira colheita, graças aos bons resultados alcançados investiram e hoje já contam com cinco equipamentos, aumentaram suas áreas produtivas e além do algodão, fazem a rotação de culturas com milho, melancia, feijão e abóbora. Esse é um ganho considerável porque além do lucro em si, o projeto possibilita com que as famílias permaneçam no campo”, destaca o coordenador do Programa Fitossanitário da Abapa, Antônio Carlos de Araújo.

A iniciativa em realizar o evento partiu do proprietário da Fazenda, o agricultor Manoel Rubens, um grande incentivador para que outros produtores adotem os kits de irrigação no cultivo do algodão. “Fiz questão de mostrar essa área experimental que plantamos para que o pequeno produtor entenda que existem alternativas para se produzir não apenas no sequeiro. Vamos colocar nossa secretaria de agricultura acompanhar os produtores da região e buscar, junto ao Governo do Estado, apoio financeiro para que estes agricultores adquiriam seus kits e produzam com segurança e sustentabilidade”, diz Manoel Rubens que também é prefeito de Palmas do Monte Alto.

Fonte: Grupo Cultivar

Estudo revela que 52,1% do território do oeste baiano têm vegetação nativa preservada

Fórum Canal Rural

Com uma das agriculturas mais tecnificadas e produtivas do mundo, os produtores do oeste da Bahia vêm se mostrando líderes em outra área. Na tarde desta terça-feira (29), ficou evidenciado o papel da categoria na preservação do cerrado baiano, tema do Fórum do Canal Rural, realizado no auditório da Fundação Bahia, em Luís Eduardo Magalhães, oeste da Bahia. Apesar de a feira ter sido adiada para o período de 05 a 09 de junho, foi mantida a data do tradicional evento, transmitido ao vivo pela Tv e Internet. O Fórum contou com a participação de telespectadores e internautas de todo o Brasil.

Durante a transmissão, foi divulgado, em primeira mão, um estudo da Embrapa Monitoramento por Satélite que mostra que 52,1% da área dos produtores rurais são destinadas à preservação do meio ambiente por meio de Reserva Legal, Área Preservação Permanente (APP´s) e vegetação excedente preservada além do que exige o Código Florestal. “Se convertermos isso em valores, o patrimônio fundiário preservado por estes produtores pode variar de R$ 11 a R$ 26 bilhões, a depender se é o preço da terra com ou sem produção agrícola. Qual a categoria profissional que imobiliza essa quantia para o meio ambiente?”, questionou o chefe da Embrapa Territorial, Evaristo de Miranda, ao mostrar que os números reforçam a real contribuição do agricultor na preservação do bioma.

Fórum Canal Rural
Fórum Canal Rural. Foto: Divulgação

Ao integrar o debate, o pesquisador da Universidade Federal do Oeste da Bahia (Ufob), Luís Gustavo Amaral, reforçou a importância de estudos, como os da Embrapa, que possam aprofundar o conhecimento e desmistificar alguns preconceitos. “O bioma do oeste da Bahia possui suas particularidades, e um amplo estudo também está em andamento na região sobre a capacidade de infiltração da água no solo, com base nesses resultados é possível gerenciar melhor as práticas agrícolas em relação ao meio ambiente. O bom aproveitamento, exploração adequada aliado ao conhecimento técnico garantirão a preservação do bioma e acesso da população aos alimentos, e a melhores condições de vida”, afirma, ao citar o Estudo do Potencial Hídrico do Oeste da Bahia, que visa mensurar, por meio de estudos de solo, clima, chuvas e rios, a capacidade de recarga do Aquífero Urucuia.

Segundo o pesquisador da Universidade Federal de Viçosa (UFV), Fernando Pruski, até 2050 a produção mundial de alimentos precisará aumentar em 50% para acompanhar o ritmo de consumo e crescimento da população. “Nesse contexto, o cerrado se apresenta como um forte espaço e a irrigação na agricultura poderá ser utilizada com base nas disponibilidades e nas demandas. Ao estudar o potencial hídrico da região, pretendemos garantir a segurança hídrica e alimentar, proporcionando aos pequenos, médios e grandes produtores o direito de produzir mais com menos impacto ambiental, através de uma irrigação eficiente”, reforça ao citar que a pesquisa é fruto de uma parceria da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) e o Institute Water For Food da Universidade de Nebraska, nos EUA.

Sob o comando do jornalista Márcio Fernandes, o Fórum contou com a presença dos presidentes das duas associações responsáveis pelo estudo, Celestino Zanella, da Aiba, e Júlio Cézar Busato, da Abapa. “A Bahia Farm Show não é só uma feira de negócios, mas um evento que busca dar andamento a várias ações e disseminação de conhecimentos, uma parceria entre entidades que buscam a valorização do agronegócio, com respeito ao meio ambiente e a conservação dos recursos hídricos existentes”, avaliou Zanella que também preside a feira.

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Fonte: Folha Geral