Município de Igreja Nova inicia colheita da safra de arroz

A distribuição de 200 toneladas de sementes de arroz no ano passado pelo Governo de Alagoas, por meio da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Pesca e Aquicultura (Seagri), para os perímetros irrigados do Baixo São Francisco, ganham um novo capítulo esta semana, quando terá início a colheita no município de Igreja Nova.

O Projeto Irrigado de Boacica, instalado na cidade, começa nesta quinta-feira (11), a partir das 9h, sua safra 2017/2018 de arroz e a expectativa é de uma colheita de 24 toneladas, em uma área plantada de três hectares.

O superintende de Desenvolvimento Agrário da Seagri, Hibernon Cavalcante, explica que a produtividade média no país é de 6.100 quilos por hectares e que as sementes doadas pelo Governo de Alagoas vão apresentar uma média acima da produção nacional.

Hibernon credita a retomada da produção à boa qualidade das sementes, aliada à qualidade da água na irrigação e aos tratos culturais adotados pelos rizicultores dos perímetros irrigados dos Projetos Boaocica e Itiúba.

“Representa um ganho econômico e de produtividade para os pequenos produtores rurais”, acrescenta o superintendente da Seagri.

A produção dos projetos de irrigação Boacica, em Igreja Nova, tem como objetivo fortalecer a produção agrícola e agropecuária dos projetos públicos de irrigação geridos em Alagoas pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf).

Fonte: Gazeta Web

Anúncios

Gestão estratégica de Arroz é tema de curso da SAFRAS & Mercado

imagem_release_1062579

Com informações que visam aprimorar o entendimento da nova dinâmica do mercado de arroz, o curso “Gestão Estratégica na Comercialização de Arroz”, promovido pela SAFRAS & Mercado será realizado no dia 27 de setembro, em Cachoeira do Sul, Rio Grande do Sul.

O curso tem como objetivo possibilitar um melhor posicionamento dos agentes em suas estratégias, partindo dos fundamentos de produção e consumo global até chegar à formação dos preços no mercado doméstico, tendo como apoio análises de séries históricas e ferramentas econométricas, que possibilitam traçar cenários futuros.

A capacitação será comandada pelo economista Elcio Bento, que é formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Elcio faz parte da divisão de consultores do Grupo SAFRAS há mais de 15 anos onde atua com palestras, seminários e consultorias em todo o país.

 

Conteúdo Programático

• Objetivo do Curso e Metodologia;

• Abordagem Macroeconômica;

• A dinâmica de formação de preços internacionais;

• MERCOSUL: Parceiros ou concorrentes?;

• Formação de preços no Brasil;

• Encerramento.

 

Serviço

“Gestão Estratégica na Comercialização de Arroz” 

Data: 27 de setembro

Horário: 08h45 às 17h30

Mais informações e inscrições: pelo site www.safras.com.br, telefones (11) 3053-2736/(11) 95219-7239 ou e-mail: educacional@safras.com.br

 

Paraguai poderá aumentar área de arroz com irrigação do Rio Paraná

Resultado de imagem para arroz com irrigação

Foto: Divulgação

A região da bacia do Rio Paraná, no Paraguai, segue aguardando por uma habilitação para a irrigação de arroz, que iria beneficiar a produção no país, impulsionando também a economia.

Esta região abrange três departamentos do sul do país: Itapúa, Misiones e Ñeembucú. Caso seja habilitada, a região poderá irrigar 150.000 hectares de arroz “sem nenhum inconveniente”, como aponta o site Itapúa Noticias.

O governador de Itapúa, Dr. Luis Gneiting, anunciou que já está aprovada a exploração da bacia por parte do Governo Nacional. Um investimento de 30 milhões de dólares será necessário para o início das obras.

Atualmente, 70.000 hectares de arroz são cultivados na bacia do rio Tebicuary com a possibilidade de seguir crescendo – problema que será solucionado com a irrigação a partir do rio Paraná.

Fonte: Notícias Agrícolas

Arroz produzido no Brasil pode ter garantia de rastreabilidade e certificação

Resultado de imagem para arroz produção

Após uma jornada de 14 anos, foi publicada há poucos dias, pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, a instrução normativa que orienta as Normas Técnicas Específicas (NTEs) para 13 culturas agrícolas inseridas no sistema de Produção Integrada Agropecuária (PI Brasil), editado pelo Plano Agro +, do Mapa. Entre essas culturas está a do arroz, coordenada pela Embrapa Clima Temperado (RS).

A estatal, agora, planeja ações de capacitação para a formação de auditores do produto, viabilizando que certificadoras busquem acreditação no Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro).

A NTE Arroz era uma antiga reivindicação da cadeia orizícola, pois permite oferecer arroz e derivados de qualidade aos mercados nacional e internacional. A Produção Integrada de Arroz (PIA) passará por uma nova fase: de implementação dessa norma com vistas à rastreabilidade e certificação do arroz.

Segundo a coordenadora da PIA no Brasil, a pesquisadora Maria Laura Turino Mattos, para que esta fase se concretize, serão realizados cursos para auditores e responsáveis técnicos de campo e indústria, bem como treinamentos para produtores rurais.

O objetivo será preparar os segmentos campo e indústria para solicitar auditorias, obter a certificação e conquistar o selo de conformidade “Brasil Certificado”.

“O Mapa irá alocar recursos para a Embrapa – de R$ 725 mil – a fim de que sejam realizados cursos de capacitação para interessados, agricultores e indústrias de beneficiamento, em três módulos”, adiantou a pesquisadora.

Segundo Maria Laura, com a oficialização dessa normativa, cria-se uma expectativa para que se tenha uma linha de atuação em exportação. “Haverá uma expansão da competitividade tanto para o mercado externo, como para o interno”, ressaltou a pesquisadora.

De acordo com ela, há uma Comissão Estadual da Produção Integrada no RS, com participação de várias representações do estado, que estão trabalhando para motivar novas cadeias agrícolas aderirem a PI e, com isso, viabilizar uma diversidade de produtos certificados no mercado. “A ideia é que possam existir gôndolas diferenciadas nos supermercados com produtos que carreguem o selo Brasil Certificado”, comentou Maria Laura.

O QUE MUDA

A NTE Arroz não é recomendação técnica de produção. A norma serve para a verificação dos efeitos das boas práticas agrícolas em empreendimentos orizícolas e boas práticas de fabricação em indústrias. Cabe ao responsável técnico realizar as adequações ao sistema, e ao auditor realizar a verificação.

Para ser auditor da PIA, profissionais (engenheiros agronômos e agrícolas) terão de fazer o curso de capacitação que os habilitará em PI Arroz. Para ser responsável técnico da Pia, cursos de formação de RTs serão oferecidos em 2017. “A normativa abre um mercado para produtos diferenciados com maior visibilidade e agregação de valor, além de fazer um alinhamento do sistema produtivo às legislações vigentes”, afirmou Maria Laura.

No Estado do Rio Grande do Sul já foram desenvolvidos vários projetos e iniciativas de PI com culturas possuídoras de normas como citros, maçã, morango, pêssego e tabaco. Com esta nova instrução normativa, serão contemplados o arroz, o trigo, a uva para processamento, amendoim, feijão, flores e plantas ornamentais, tomate de mesa tutorado, gengibre, inhame, taro, graviola, atemóia e pinha.

PRODUÇÃO INTEGRADA AGROPECUÁRIA 

A Produção Integrada Agropecuária (PI Brasil) é uma forma de produção de alimentos, que garante a segurança do alimento e do meio ambiente onde foi produzido. Ela está focada na adequação de sistemas produtivos para a geração de alimentos e outros produtos agropecuários de alta qualidade, mediante a aplicação de recursos naturais e regulação de mecanismos para a substituição de insumos poluentes, garantindo a sustentabilidade e viabilizando a rastreabilidade da produção agropecuária.

De acordo com o secretário-executivo do Mapa, Eumar Novacki, uma das vantagens para o agricultor, além de oferecer um produto de alta qualidade ao mercado, será a de reduzir em até 35% os seus custos de produção, devido à racionalização do uso de insumos e às boas práticas agropecuárias.

 

Novas técnicas de manejo na área de irrigação beneficiam setor produtivo do arroz

arroz-em-casca

Foto: Divulgação

Além de promover avanços no desenvolvimento de cultivares – sendo que oito são utilizadas no mercado – integradas a sistemas de aperfeiçoamento, o Instituto Riograndense do Arroz (Irga) tem trabalhado com estudos na área de irrigação, em vista da importância da técnica para o desenvolvimento das lavouras. Coordenando os esforços de mais de 230 profissionais de nível superior e nível médio, o diretor técnico do Irga, Maurício Miguel Fischer, explica que um dos desafios do departamento de pesquisa e transferência de tecnologia do instituto tem sido aumentar a produção, utilizando uma menor quantidade de água por hectare. “Visamos atender todas as demandas oriundas da orizicultura, trazendo respostas eficazes e eficientes para os agricultores”, afirma Fischer, que, além de servidor de carreira do Irga aposentado, é engenheiro e produtor rural; e participou de todo o processo de avanço tecnológico que o instituto colocou à disposição da lavoura de arroz, tanto no desenvolvimento de novas cultivares, como na gestão e incentivo de novas tecnologias.
Atualmente, a meta da equipe coordenada pelo engenheiro é possibilitar a colheita de 10 mil quilos de arroz por hectare (ha), com a utilização de 8 mil metros cúbicos de água/ha – focando a eficientização do uso da substância nas lavouras gaúchas. No Estado, a safra de arroz ocorre de setembro a maio, e conta com uma grande área, principalmente na Metade Sul. Porém há pouca água para contribuir na cultura, explica o técnico, que tem mestrado em Mecanização Agrícola pela Universidade Federal de Santa Maria. “O máximo disponível é 1,2 milhão de hectares para irrigação, enquanto temos perto de 3,5 milhões de hectares de área para o arroz em rotação”, destaca o diretor do Irga. Ele ressalta que toda a área cultivada é irrigada por inundação. Com isso, os arrozeiros já dispõem da estrutura básica para a captação e a condução da água nas terras agricultáveis. Além disso, metade da substância utilizada na irrigação é armazenada pelos próprios produtores em açudes e barragens, o que garante a sustentabilidade da atividade.
Ainda assim, se planta anualmente 1,1 milhão de hectares no Rio Grande do Sul, restando (por falta de água) cerca de 2 milhões de hectares passíveis de exploração com outras culturas e pecuária. Considerada fundamental para incrementar a produtividade do setor, a pesquisa com irrigação já apresenta resultados: “Hoje, estamos conseguindo utilizar 10 mil metros cúbicos/ha de água para irrigar 1 hectare, de onde estão sendo colhidos 8 mil a 9 mil quilos de arroz”, informa Fischer. Antes do início dos trabalhos, para irrigar 1 hectare, o setor vinha consumindo um volume que chegava a 17 mil metros cúbicos de água, produzindo de 3 mil a 4 mil quilos de arroz neste limite de solo. Para avançar, foi preciso repassar aos produtores técnicas e boas práticas para manejo adequado da água, com utilização de politubos para sua condução dentro da lavoura, além da orientação de que o produto seja semeado mais cedo.
Fischer avalia que o setor produtivo está organizado para alcançar uma maior produtividade em nível internacional. “Os arrozeiros gaúchos estão capacitados, e temos boas condições de solo e água. Prova disso é que estamos entre os seis maiores produtores do mundo.” O arroz irrigado responde pela maior produção consumida (12 milhões de toneladas) no País, sendo que 70% deste volume (8,5 milhões/toneladas) é oriundo das lavouras do Rio Grande do Sul. Outros projetos de pesquisa em andamento no Irga passam pela integração lavoura x pecuária, rotação de culturas, fertilidade, e controle e manejo de doenças. “Na parte de transferência de tecnologia, temos o Projeto 10 (de manejo de arroz), o Projeto Soja 6.000 e um trabalho muito forte na área de capacitação de produtores, técnicos e trabalhadores.”
Fonte: Jornal do Comércio