Empresa brasileira leva tecnologia de ponta ao agronegócio e fortalece pequenos produtores

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Quando se fala em tecnologias, muitas pessoas tem em mente coisas para lá de futurísticas, como viagens pra marte ou carros voadores, mas esquecem de olhar a terra. A terra mesmo, aquela do plantio. Porém existem pessoas como Mariana Vasconcellos que tem isso como prioridade, e negócio. Ela é CEO da Agrosmart, empresa brasileira que monitora lavouras e cria processos inteligentes para agricultura. E vai além, pois a companhia está presente em toda etapa da cadeia de plantio, beneficiando trabalho dos pequenos produtores e conectando com compradores, bem como fazendo gestão em grandes fazendas. Alguns dos clientes são Coca-Cola, Raízen e Obrigado. E para apresentar e iniciativa e debater o agronégocio brasileiro, Mariana estará a palestra “Futuro da Alimentação”, no Wired Festival Brasil 2018, no dia 30/11.

Histórias inspiradoras e tecnologia brasileira

Um cafezal centenário e familiar também se beneficia de tecnologias de ponta da Agrosmart. Com o sistema de monitoramento da irrigação, que usa sensores de umidade do solo e da chuva, a produção conseguiu ter resultados mais assertivos. Segundo, Rafael Zanetti, produtor rural de Batatais, “chegamos a ter uma economia entre 30% a 40% na conta de energia, ajudando muito na tomada de decisões e no momento certo que devíamos agir a campo. Em pouco tempo percebi uma melhora também na qualidade dos grãos de cafés, o que não víamos nos últimos meses”.

Algumas das grandes empresas que utilizam o sistema da Agrosmart é a Raízen, na sua unidade de GASA, em Andradina (SP). A região corresponde a 40 mil hectares de plantação de cana-de-açúcar e possui sistema de monitoramento da irrigação, gestão da equipe de campo e entrada de maquinário na lavoura. De acordo com Naiara Denúncio, gestora de operações da Raízen, “Com a aplicação dessas novas tecnologias, geramos pequenas transformações, que impactam a rotina, a qualidade de vida e a produtividade da mão de obra de todo o processo produtivo”.

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Ministro Maggi lança selo de sustentabilidade do agronegócio no GAF

O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Blairo Maggi, lançou nesta segunda-feira (23), durante o Global Agribusiness Forum 2018, em São Paulo (SP), o selo “Brazil Agro: Good For Nature”, que tem como objetivo funcionar como uma certificação sustentável para os produtos agrícolas brasileiros nos mercados internacionais.

Segundo Maggi, os primeiros produtos com o selo deverão começar a chegar aos mercados em outubro. “É uma iniciativa do governo federal, com apoio de diversas entidades de vários segmentos, das carnes, vinhos, entre outros”, disse. De acordo com o ministro, com o selo, o consumidor poderá por meio do código de barras, saber mais sobre a origem e rastreabilidade do produto. “Queremos apresentar confiança para o consumidor doméstico e internacional.”

Em sua exposição, Maggi, uma vez mais, ressaltou que o Brasil tem 66,3% de vegetação nativa preservada, o que equivale a 48 países da Europa. Adiciona-se à esta extensão, salientou o ministro, que 25,6% da área do País está preservada dentro das fazendas. “São cerca de 218 milhões de hectares que são preservados pelos produtores, aproximadamente 50% da área total dos imóveis rurais.” De acordo com Maggi, os produtores gastam cerca de R$ 20 bilhões por ano para manter e preservar estas áreas, sem ter nenhum retorno financeiro.

Com base em cálculos feitos pela Embrapa e referendados pela Nasa, o ministro frisou, ainda, que a agricultura usa somente 7,8% da área do País e a pecuária apenas 8%. “O Brasil cuida do seu meio ambiente, logo ninguém tem o direito de criticar o agro brasileiro neste aspecto.”

Abertura

A cerimônia de abertura do GAF contou com a participação de autoridades e embaixadores de diversos países, entre os quais, China, Austrália, Índia, Arábia Saudita, entre outras nações do Oriente Médio, Ásia, África e Oceania. O representante da FAO no Brasil, Alan Bojanic, também marcou presença.

Em sua fala, o presidente do Conselho do Global Agribusiness Forum (GAF), Cesario Ramalho da Silva, fez um chamamento para que todos os agentes do agronegócio lutem pela segurança alimentar como instrumento para a paz mundial.

Agrishow digital lança conteúdo multimídia sobre agronegócio

Canal de informação da feira também aumentou a frequência de postagem durante a semana

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Para promover a difusão de conhecimento técnico e mercadológico e a comunicação com o público durante o ano inteiro, a Agrishow – Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação conta com o Agrishow Digital, canal de conteúdo com matérias especiais, artigos, reportagens, entrevistas e dicas em formato de e-books, além de whitepapers, infográficos e artigos técnicos de institutos parceiros, do Brasil e exterior.

Neste ano, o Agrishow Digital ganhou um novo endereço na web: http://www.digital.agrishow.com.br, mas também pode ser facilmente acessado pelo site http://www.agrishow.com.br. O canal digital ampliou a forma de levar conhecimento qualificado sobre temas importantes relativos ao agronegócio ao público, por meio do lançamento de conteúdos multimídias, que possibilitam o internauta acessar a informação não apenas em textos, mas também por áudio e vídeo.

Os podcasts tratam de assuntos atuais ligados à sustentabilidade, tecnologia e negócios, como por exemplo, como a fertirrigação pode ajudar na produção. Já as animações abordam questões relacionadas ao dia a dia do campo, ao aumento da produtividade e a rentabilidade para o produtor rural, além de apresentar dicas sobre inovações tecnológicas aplicadas no plantio e na colheita. Ainda na página, os visitantes poderão assistir webinários, que serão promovidos nos meses de abril e maio e terão como temas energia solar e irrigação.

O canal também traz informações atualizadas sobre a maior feira de tecnologia agrícola da América Latina, na aba “A Agrishow”. Para conhecer um pouco mais sobre a história do evento e os depoimentos dos produtores rurais que visitam a feira, basta clicar na aba “Completa de Histórias”.

25ª Agrishow será promovida entre os dias 30 de abril e 4 de maio e reunirá, em Ribeirão Preto, cerca de 800 marcas nacionais e internacionais. A feira é uma iniciativa das principais entidades do segmento no país: Abag – Associação Brasileira do Agronegócio, Abimaq – Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, Anda – Associação Nacional para Difusão de Adubos, Faesp – Federação da Agricultura e da Pecuária do Estado de São Paulo e SRB – Sociedade Rural Brasileira. O evento é organizado pela Informa Exhibitions, integrante do Grupo Informa, um dos maiores promotores de feiras, conferências e treinamento do mundo com capital aberto.

Mais informações:
AGRISHOW 2018 – 25ª Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação
Data: 30 de abril a 4 de maio de 2018
Local: Rodovia Antônio Duarte Nogueira, Km 321 – Ribeirão Preto (SP)
Horário: das 8h às 18h
http://www.agrishow.com.br

PICPlast reforça a versatilidade do plástico em soluções para o agronegócio na Agrishow 2018

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Iniciativa dará visibilidade a 15 transformadores de plástico, que mostrarão na prática a funcionalidade de 20 soluções e seus diferenciais para a performance nas atividades agrícola e pecuária no Brasil.

Dar visibilidade aos fabricantes que usam o plástico como matéria-prima para soluções que visam contribuir para o desenvolvimento e crescimento do agronegócio brasileiro. Este é objetivo da participação do Plano de Incentivo à Cadeia do Plástico (PICPlast) naAgrishow 2018, o principal evento do setor no Brasil. O PICPlast é fruto da parceria da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (ABIPLAST), e da Braskem, maior produtora de resinas das Américas. O espaço do PICPlast contará, ao todo, com 15 empresas que apresentarão na prática a funcionalidade de 20 soluções e seus diferenciais para a performance nas atividades agrícola e pecuária.

Entre os destaques do estande está o Wrap, uma solução de armazenagem de silagem pré-secada. Produzido pelos transformadores de plástico Manulli e Extraplast, trata-se de um filme stretch de polietileno, de alta aderência, para envelopamento de fardos pré-secados, mais palatáveis para o gado. O filme também tem a função de manter o valor nutricional do alimento e permite armazenamento por até 12 meses.

Outro grande sucesso da feira é o Silo Bolsa, produzido pela Pacifil para armazenagem de grãos e silagem. Em formato de túnel flexível de polietileno, medindo de 70 a 100 metros de comprimento, o produto foi concebido para criar um ambiente sem oxigênio, o que impede o surgimento e desenvolvimento de pragas e insetos durante a armazenagem. Dessa forma, é possível estocar por até 12 meses, preservando a qualidade do produto armazenado. Com baixo custo, esta solução permite ainda a segregação de lotes e contribui com a redução na perda de alimentos.

Com um grande apelo sustentável, os Big Bags – embalagens de ráfia de polipropileno com alta capacidade de armazenagem, produzidas pela Propex – prometem atrair a atenção dos visitantes do espaço. Pela primeira vez, o PICPlast apresentará uma versão fabricada com 50% de resina reciclada, ou seja, novos big bags produzidos a partir de unidades já utilizadas. Aplicando o racional de logística reversa, a iniciativa estimula o descarte correto do produto e permite que a matéria-prima volte para a cadeia produtiva. O espaço também disponibilizará big bags produzidos com resina virgem.

No estande do PICPlast na Agrishow também será possível conferir de perto o Sistema de Irrigação por gotejamento apresentado pela NaanDan Jain, empresa especialista em sistemas de irrigação. O gotejamento garante que mais de 90% da água chegue à raiz da planta, o que permite um controle e um uso racional do recurso hídrico. Na exposição, o sistema de gotejamento exposto usará mangueiras de polietileno verde, material produzido a partir do etanol, para irrigação de cana-de-açúcar. Este fechamento da cadeia, cana-de-açúcar irrigada com mangueiras feitas com material produzido a partir da cana-de-açúcar, – traz um grande diferencial para a atração.

Consolidado como uma ótima opção para plantas de ciclo curto, o Mulching é outro destaque da feira. O diferencial é que, desta vez, a Rioplastic vai apresentar esta solução para um cultivo de ciclo longo, como o café. Neste caso, trata-se de um filme agrícola de dupla face, à base de polietileno e aditivos especiais, utilizado na cobertura de solo. A tecnologia leva à retenção da umidade do solo e impede o crescimento de plantas daninhas, o que promove um melhor desenvolvimento vegetativo da planta e, consequentemente, maior produtividade da lavoura.

Já a exposição das Sacarias de Ráfia, para embalar sementes tratadas, reforça as vantagens da solução em relação às embalagens tradicionais. A sacaria de ráfia apresenta maior resistência ao rasgo e à umidade, preço mais competitivo e tem como diferencial a possibilidade de ser transparente, o que permite visualizar seu conteúdo. As sacarias utilizam a tecnologia da solda quente ao invés da costura convencional e proporcionam melhor acomodação.  Este projeto conta com a parceria da Embrasa.

“É com muita satisfação que marcamos presença do PICPlast pela quinta vez na Agrishow, pois mostra nosso compromisso em estimular as empresas transformadoras de plástico para criar soluções inovadoras, que contribuam para o crescimento do agronegócio no Brasil. Esta é, sem dúvida, uma grande oportunidade para os empreendedores do setor fecharem grandes negócios”, afirma Edison Terra, Vice-Presidente Executivo da Braskem.

Já José Ricardo Roriz Coelho, presidente da ABIPLAST, acredita que este tipo de iniciativa mostra a versatilidade do plástico e o investimento dos transformadores na fabricação de soluções para diversas necessidades.  “A participação dessas empresas na Agrishow reforça o aspecto sustentável e tecnológico do plástico enquanto matéria-prima, pois evidencia o quanto as aplicações contribuem para o aumento da produtividade no agronegócio e para a redução de possíveis perdas”, ressalta Roriz.

O estande do PICPlast na Agrishow fica localizado na rua F, estande nº F9a. Comprometido com a capacitação do setor, o Plano conta com várias iniciativas que visam reforçar a qualificação e incentivar empresas transformadoras de plástico.  Desde 2013 mais de 1.000 empresas foram beneficiadas pelas iniciativas desenvolvidas pelo PICPlast, que possui parcerias com instituições renomadas, como SEBRAE e Fundação Dom Cabral.

Faculdade CNA forma gestores para trabalhar no agronegócio

Engana-se quem pensa que,  para trabalhar no campo, não é necessário uma boa formação. Quando se trata de mercado de trabalho no agronegócio, aproveitar uma boa oportunidade de emprego passa pela formação acadêmica qualificada e capacidade técnica para gerenciamento. Para formar mão de obra adequada às necessidades do setor, responsável por uma participação de 23,5% no PIB brasileiro, a Faculdade CNA oferece 40 vagas com bolsa integral para o curso superior em tecnologia de gestão do agronegócio. As bolsas são destinadas aos estudantes que tiveram notas a partir de 550 pontos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) nos últimos três anos.

As bolsas 100% integral, para os três anos de duração do curso, são ofertadas pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), entidade ligada à Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA). Primeira instituição de ensino do país voltada exclusivamente para o agronegócio, a faculdade CNA recebeu conceito 4, numa escala de 1 a 5, e está entre as melhores instituições de ensino do Brasil, de acordo com o ranking divulgado pelo Ministério da Educação. O curso é presencial, realizado em Brasília e, para este ano, as inscrições podem ser feitas até 10 de fevereiro, pelo site www.faculdadecna.com.br.

O candidato que não participou do Enem ou não alcançou a pontuação mínima no exame pode optar pelo processo seletivo pré-agendado. Essa é a situação de Ronie dos Reis Santos, que obteve 540 pontos na última prova do Enem, e participa do vestibular agendado nesta quarta-feira, 7. Morador de Samambaia, o rapaz, de 25 anos, cursou dois anos de administração, na faculdade Anhanguera. O incentivo da namorada, Patrícia, estudante de agronomia, foi decisivo para que Ronie enxergasse o diferencial, no mercado de trabalho, de um curso voltado para o agro. “Sempre gostei dos assuntos do campo, mas, hoje, dá para perceber que as pessoas estão mais interessadas em se profissionalizar no agronegócio”, explica.

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Ronie relembra que, há pouco mais de duas décadas, a família trabalhava com agricultura familiar, na zona rural de Correntina, município da Bahia. A falta de conhecimento e de cultura dos pais, aliada à ação de grileiros, acabou fazendo com que o pai, Martiniano, trocasse a propriedade e a atividade no campo pela perspectiva de trabalhar na construção civil, em Brasília. “Estou tendo uma oportunidade de seguir os passos dos meus pais, que vieram da roça, mas acabaram vendendo a nossa terra a preço de banana. Só que agora vou ter o conhecimento técnico para resgatar um pouco a nossa história, ajudar a família e também os outros”, comemora o rapaz.

Águeda Recio Y Alvarez Faúla, 26 anos, vive o sonho de 10 entre 10 recém-formados. A jovem se formou na primeira turma de Tecnologia de Gestão do Agronegócio, em 2016. Em janeiro de 2017, Águeda foi contratada pelo Instituto CNA, uma associação civil sem fins lucrativos, que realiza estudos e pesquisas sociais e do agronegócio, e desenvolve tecnologias alternativas para a produção e divulgação de informações técnicas e científicas, com foco no meio rural. Atualmente, Águeda atua em um projeto de pesquisa que prevê o plantio de cultivares no semiárido brasileiro.

A jovem, que tem dupla cidadania — brasileira e espanhola —, mora em uma chácara em Nova Betânia, nas imediações do PAD-DF (Programa de Assentamento Dirigido do Distrito Federal). No local, a mãe, Maria Del Mar, cuida da horticultura e da criação de equídeos. Em 2009, Águeda entrou no curso de Ciências Ambientais, na Universidade de Brasília (UnB), mas, após dois anos, trancou a matrículam porque chegou à conclusão de que curso não atendia às suas expectativas. “Quando a gente é mais nova, não tem certeza direito das coisas, mas entendi que Ciências Ambientais não era bem o que eu queria. O curso da UnB tem uma pegada mais ambiental e eu queria focar na área rural”, explica.

Quando saiu da UnB, a jovem começou a participar de capacitações em temas relacionados ao campo, boa parte deles no Senar. Até que, no início de 2014, descobriu que poderia fazer o curso superior em Tecnologia de Gestão do Agronegócio, com uma bolsa de estudos que cobria 75% das mensalidades, por causa de sua nota no Enem. “Hoje o campo é tecnológico e se busca uma maior eficiência na produção. Estamos saindo dessa cultura de que trabalhar no campo é uma atividade informal, realizada de qualquer jeito e sem estudos preliminares”, analisa Águeda.

Danilo Silva Labes, 27 anos, está no quinto semestre do curso na Faculdade CNA. Quando se formar, o rapaz quer atuar na área de bolsa de valores, com foco no mercado futuro de soja. Essa é uma das opções de trabalho, mas o jovem vê inúmeras possibilidades para a atuação do gestor de agronegócios. “É um erro achar que, nessa região, o mercado de trabalho em agro é fraco. Existe um enorme cinturão verde em volta do DF, que está cheio de grandes empresas do agro e que demandam profissionais preparados para atuar em todos os segmentos”, enfatiza Danilo.

“Nós aprendemos muito com os erros, mas, se eu tivesse feito o curso antes, mesmo a distância, teria contribuído mais na administração das propriedades rurais dos meus pais e de outros membros da família”. O desabafo é de Lucimar Pereira Lopes, 43 anos, casada, três filhos, que se formou em gestão do agronegócio no fim do ano passado. Lucimar e o marido, Juarez, engenheiro, administram, a distância, uma propriedade de 230 hectares na zona rural de Contagem, Minas Gerais.

O casal, que já se dedicou à criação de gados de leite e de corte, trabalha, atualmente, em um projeto para a implementação de agricultura irrigada, com pivô central, para o cultivo de soja, milho e feijão, na sua fazenda, em Minas Gerais.

Fonte: Correio Braziliense