Paraná inicia temporada de eventos tecnológicos do agronegócio

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Dirigentes de países como China, Argentina, México, República Dominicana manifestaram interesse

Neste mês de janeiro, o Paraná inicia a temporada de eventos tecnológicos do agronegócio, que mostram a inovação e a tecnologia aplicada no campo diretamente aos produtores. Trata-se de uma modalidade que iniciou com o Show Rural, da Coopavel, em Cascavel (Oeste) e hoje é reproduzido em vários municípios no Estado.

Os eventos tecnológicos vêm contribuindo como uma das estratégias para fazer do Estado um dos líderes em produção agropecuária. São mais de 130 eventos que acontecem de janeiro a dezembro em todo o Estado, entre dias de campo, feiras e exposições de tecnologia, onde os produtores têm contato com o que há de mais moderno e eficiente para melhorar a eficiência no campo.

“O Governo do Paraná vê com entusiasmo esses empreendimentos, que colocam o Estado em posição de vanguarda na geração do conhecimento que atrai produtores, técnicos, estudantes e até dirigentes de outros estados e de outros países”, diz o secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara.

MAIOR PROJEÇÃO – De todos os eventos tecnológicos realizados no Paraná, o que ganhou maior projeção dentro e fora do Estado, inclusive com repercussão internacional, é o Show Rural da Coopavel, precursor dessa nova modalidade de geração de conhecimento.

Norberto Ortigara afirma que esses eventos têm o mérito de aproximar a ciência e a tecnologia do agricultor de forma rápida. “O agricultor está mais capacitado a compreender as tecnologias da informação aplicados nos equipamentos agrícolas e também mais capacitado a utilizar o ferramental de comunicação disponível como GPS, whatsapp, redes sociais no trabalho do dia-a-dia”, destaca.

Segundo o secretário, os eventos tecnológicos, públicos e privados, demostram para a sociedade uma outra dinâmica que acontece no campo e que está contribuindo com o avanço da produtividade das lavouras, graças à ciência e à inovação tecnológica.

As instituições de pesquisas, de extensão rural, as indústrias de insumos e de máquinas agrícolas veem nesses eventos uma oportunidade para mostrar os avanços em curso que colocam o Brasil e o Paraná em situação similar aos países mais avançados no mundo.

“O produtor rural que frequenta os eventos aprende e sai entusiasmado para aplicar as novas técnicas. “E essa dinâmica favorece a economia porque os bons resultados colhidos no meio rural se estendem para as cidades, contribuindo para um ciclo virtuoso de geração de emprego e renda”, afirma Ortigara.

FOCO NA PECUÁRIA

Criado há 29 anos, o Show Rural oferece um espaço ao produtor rural para ele conhecer e aprender sobre as novas tecnologias disponibilizadas pelas instituições de pesquisas paranaenses e brasileiras e pelas indústrias de máquinas e insumos agrícolas. Neste ano, será realizado de 6 a 10 de fevereiro, com a expectativa de atrair 240 mil visitantes de todo o País e de outros países.

Serão 520 empresas nacionais e multinacionais que estarão expondo suas novas tecnologias e inovações. Com isso, o evento se consolidou como local de interesse das instituições de pesquisas e das empresas do ramo do agronegócio.

Do total de público esperado, entre 35% a 40% corresponde à presença de mulheres agricultoras e empreendedoras interessadas em aprender e negociar. Geralmente elas voltam para suas propriedades dispostas a transformar seus locais de trabalho.

Segundo Rogério Rizzardi, gerente da Coopavel e coordenador geral do Show Rural, haverá novidades no evento de 2017 com o foco na pecuária. “O Show Rural sempre enfatizou a diversificação na área de grãos. Agora vamos ampliar e focar a pecuária, oferecendo tudo que há em inovação e tecnologia para produção de leite e carne com qualidade. Para os próximos dois anos, vamos estender essa ação para a avicultura e suinocultura”, anunciou.

Dirigentes de países como China, Argentina, México, República Dominicana manifestaram interesse não só em participar, mas em trazer suas tecnologias também para oferecer em primeira mão aos nossos agricultores.

Confira AQUI os principais eventos tecnológicos previstos entre os meses de janeiro a julho de 2017.
Fonte : SEAB

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2016 marcou retomada do investimento no agronegócio brasileiro

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O ano que se encerrou no último sábado marcou a retomada dos investimentos no agronegócio brasileiro. Os fatores fundamentais para essa recuperação foram, na avaliação de especialistas, os melhores preços pagos pelas commodities e o câmbio favorável às exportações, com o Real desvalorizado ante o Dólar norte-americano.

Se na temporada 2015/2016 o cenário era de restrição de crédito de custeio e retração até mesmo na compra de insumos, para a safra 2016/2017 o agricultor se sentiu estimulado a voltar a produzir. O resultado são as projeções de diversas entidades públicas e consultorias privadas, que apontam safra recorde na casa de 213 milhões de toneladas de grãos.

Para alcançar esse resultado – que representaria um volume 15% superior ao registrado no ciclo anterior – o crédito voltou a estar disponível na praça. De acordo com o Banco Central, foram liberados R$ 13,9 bilhões desde o início do Plano Safra 2016/17 (em 1º julho) até o fim do mês de novembro.

O valor representa expansão de 5,3% em relação ao mesmo período na temporada passada, influenciada principalmente pelo Moderfrota. Segundo a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), a venda de tratadores e colheitadeiras aumentou cerca de 20% nesse período analisado.

De acordo com a Anda (Associação Nacional para Difusão de Adubos) a vendas de fertilizantes, totalizou 31,4 milhões de toneladas até novembro de 2016. O resultado representa aumento de 11,4% sobre o mesmo período de 2015.

Já os números de vendas de defensivos são divulgados apenas no mês de abril, mas os indicadores preliminares do primeiro semestre de 2016 apontavam um atraso na compra dos produtos. De acordo com especialistas do setor, isso ocorreu em função da cotação ser baseada no Dólar, o que levou os produtores a esperar uma mudança no câmbio frente ao Real.
Fonte: Agrolink

Conheça projetos que estão revolucionando o agronegócio paranaense

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Quando o homem resolveu cultivar o próprio alimento em vez de sair por aí procurando – e nem sempre encontrando – comida pelo caminho, ele podia até não saber, mas estava mudando o curso da história. Naquele momento, fomos verdadeiros empreendedores rurais.
É claro que empreender não significa “inventar a roda” todos os dias, basta pensar além. “O que preciso melhorar na propriedade com mais urgência?”, era o questionamento que o universitário Gustavo Freyhardt sempre fazia. Foi a partir daí que o jovem, de apenas 21 anos, conseguiu chegar à final do prêmio Empreendedor Rural, iniciativa do Senar-PR (que integra o sistema FAEP), em parceria com o Sebrae e a Fetaep (Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Paraná).

Gustavo vive com os pais em Porto Vitória, que fica próxima a União da Vitória, no sul do Paraná. A família se dedica, principalmente, à pecuária leiteira. Com a pergunta na cabeça, o rapaz fez um diagnóstico completo da área e montou um projeto que, até o começo de 2017, prevê um investimento de aproximadamente R$ 100 mil para melhorar o bem-estar das vacas por meio da tecnologia.

“Conversando com a família, decidimos pelos extratores e medidores eletrônicos, inclusão de um software de gerenciamento e controle do rebanho, instalação de um aquecedor solar e de um sombreamento na sala de espera das vacas antes da ordenha”, explica. Com isso, espera aumentar a eficiência enérgica e de produção, tornando o processo mais ágil e confortável para os animais. “Li muita coisa a respeito: vacas que passam por menos estresse térmico produzem mais. Nossa meta é dois litros a mais/vaca/dia”, completa.

A participação de jovens e mulheres indica um movimento de renovação no agronegócio. A produtora Esiquel Tauscher, por exemplo, de Goioxim, região central do estado: ela e o marido têm um rebanho de 50 vacas leiteiras e, durante uma viagem de capacitação, Esiquel conheceu um sistema chamado “Composto Barn” e não tirou mais isso da cabeça. “O composto é a febre do momento”, diz ela. No sistema, embora confinadas, as vacas ficam livres para andar pelo estábulo. Ou até tirar uma soneca, por que não?! “Elas ficam deitadas de um jeito diferente na cama [de serragem ou casca de amendoim], quase roncando”, brinca.

O fato é que, movidos pela curiosidade e visão de negócio, eles decidiram apostar: vão investir R$ 220 mil para construir o barracão e, a partir do bem-estar dos animais, querem aumentar a produção – hoje em 1,2 mil litros por dia – em até 60%. “O ambiente é mais fresquinho, ganhamos com a saúde dos animais”, frisa a produtora.

Fonte: Gazeta do Povo

Trump não deve alterar cenário do agronegócio

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A eleição de Donald Trump como novo presidente dos Estados Unidos, confirmada na madrugada desta quarta-feira (09.11), não deve trazer grandes alterações no cenário do agronegócio, muito menos para o Brasil. Essa é a avaliação de especialistas ouvidos pelo Portal Agrolink, que apontam como pequena a margem de manobra do republicano no setor.

“Ele pode sobretaxar os nossos produtos [brasileiros] para proteger a economia norte-americana, e tem o Congresso na mão. Só que, ao mesmo tempo, ele não pode pegar pesado. Um dos motivos é que a China tem 20% da dívida americana, ou seja, os chineses criam uma crise nos EUA a hora que desejarem”, afirma o economista Alexandre Cabral, da NeoValue Investimentos.

De acordo com o especialista, não é interessante para a saúde da economia norte-americana provocar um clima de instabilidade mundial. Ainda mais neste momento em que o país colhe safras recordes de soja e milho e precisa compradores para escoar uma quantidade excedente de grãos. “Se atrapalhar o mundo, o mundo deixa de crescer… Eles vão vender para quem?”, questiona Cabral.

Por outro lado, o trader de grãos Dave Holloway, radicado em uma região produtora de milho no estado de Michigan, afirma que Trump representa uma movida protecionista que ameaça o setor agrícola nos Estados Unidos: “É muito problemático para a agricultura. Nós despejamos muito milho e adoçante de milho no México. Vendemos muita soja e produtos derivados de animais para a China”.

No entanto, Holloway aponta que essas medidas devem beneficiar o Brasil. “Se o Trump colocar em prática essa briga, os preços aumentarão e esses três países recorrerão ao Brasil. Não somos a única ‘loja’ da cidade. Os chineses estarão felizes de ajudar a melhorar infraestrutura do Brasil”, afirmou o trader ao Blog AgroSouth News.

Darin Fessler, que assessora produtores rurais no estado de Nebraska, afirma que “só o tempo dirá sobre a capacidade de Trump para negociar com a China e o Japão. Talvez faça apenas algumas mudanças no que se refere à indústria e as moedas. Mas como seu discurso não tem substância, nada fica claro. O mercado seguirá acompanhando isso com atenção. Seria melhor que pudéssemos abrir novos mercados para nossos produtos”, conclui Fessler.

Do ponto de vista do mercado financeiro, a instabilidade das bolsas de valores mundiais verificada logo após a confirmação de Trump pode provocar uma alta do Dólar frente a outras moedas. Como consequência, a aversão ao risco pode afugentar investidores para ativos mais seguros, retirando capital das commodities agrícolas.

Foto: Gage Skidmore (Wikimedia)

PIB do agronegócio cresce 2,45% no primeiro semestre

O resultado foi impulsionado pela cadeia produtiva da agricultura

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Foto: Divulgação

O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio cresceu 0,62% em junho e acumula alta de 2,45% no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado, segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O resultado foi impulsionado pela cadeia produtiva da agricultura, que teve alta de 3,64% em seis meses na comparação com janeiro a junho de 2015. A pecuária recuou 0,14%.

Todos os segmentos do agronegócio apresentaram expansão no primeiro semestre, com destaque para o primário, que se refere ao desempenho da atividade “da porteira pra dentro”, cuja expansão foi de 3,05%. O comportamento deste setor, segundo a CNA e o Cepea, foi atribuído à alta de preços agrícolas de janeiro a junho, que compensaram o recuo na produção, com destaque para as seguintes culturas: algodão, banana, batata, cacau, café, cana-de-açúcar, cebola, feijão, laranja (25,85%), mandioca, milho, soja e trigo.

O PIB da agroindústria subiu 2,28% nos primeiros seis meses de 2016 em relação ao mesmo período do ano passado, impulsionado pela indústria de processamento vegetal, que elevou seus preços no semestre. Os serviços, que abrangem a comercialização e distribuição de produtos primários e agroindustriais, tiveram alta de 2,27%, também puxados pelos produtos agrícolas. Já os insumos cresceram 1,84%, sustentados pela indústria de rações, que deve ter aumento de receita neste ano, reflexo da alta dos preços e da produção.

No segmento agrícola, que cresceu 3,64% em seis meses na comparação com o primeiro semestre de 2015, o desempenho foi ainda melhor, com alta de 5,58% do segmento primário. Serviços, indústria e insumos tiveram altas de 3,55%, 2,77% e 2,40%, respectivamente. A retração do PIB na cadeia produtiva da pecuária, de 0,14%, foi puxada pelo recuo dos segmentos primário (0,06%), industrial (0,94%) e serviços (0,54%). Apenas os insumos tiveram crescimento, de 1,04%.