IBGE apresenta dados preliminares referentes ao Censo Agropecuário de 2017

IBGE apresenta dados preliminares referentes ao Censo Agropecuário de 2017

Esta é a 11ª edição do relatório, cuja coleta de informações aconteceu entre 1º de outubro de 2017 e 28 de fevereiro de 2018, nos 295 municípios catarinenses. Ao todo, foram visitados 183.065 estabelecimentos, em uma área total de 6.446.155 hectares, nos quais foram aplicados questionários com 565 perguntas.

Os questionamentos versaram sobre as características do produtor agropecuário (idade, sexo, escolaridade e, pela primeira vez, cor ou raça); dos estabelecimentos (área, utilização das terras, acesso a telefone, à internet, uso de irrigação, uso de adubos e agrotóxicos, assistência técnica); condição legal das terras e do produtor; pessoal ocupado; infraestrutura dos estabelecimentos (unidades armazenadoras, tanques de resfriamento de leite, tratores, máquinas e veículos); características da pecuária e da produção vegetal (efetivos e produtos da silvicultura, horticultura, floricultura, extração vegetal, lavouras permanente e temporária), entre outros temas.

Conforme divulgado, a intenção do IBGE em apresentar os dados, ainda que não conclusivos (o relatório final somente será finalizado em julho de 2019), é possibilitar o aperfeiçoamento do estudo. “Estamos abrindo para a sociedade, especialmente para as lideranças, esses resultados preliminares para que possam existir outros olhares especializados sobre essas informações e que eventuais dúvidas e esclarecimentos ainda possam ser buscados, pois ainda temos muito tempo pela frente até a divulgação final do Censo”, destacou o chefe da unidade estadual do IBGE, Alceu José Vanzella.

RESULTADOS

Segundo as informações constantes no Censo Agro 2017, apesar da área média dos estabelecimentos agrícolas ter aumentado em relação a 2006 – ano do último levantamento – ainda há uma larga predominância, 69,8% (127.793), de pequenas e médias propriedades, entre 5 até 50 hectares.

A silvicultura (cultivo de florestas) contou com um incremento de área de 47,73%, alcançando 918.137 hectares. Já a área de matas naturais cresceu 18,01%, chegando a 1.904.516 hectares.

O Censo mostrou que a força de trabalho humana vendo sendo substituída pela das máquinas. O número de tratores cresceu 55,08%, totalizando 108.374 unidades, enquanto as pessoas ocupadas em estabelecimentos agropecuários caiu 12,89%, ficando em 497.825.

O perfil da população rural também sofreu alterações. Em comparação ao Censo de 2006, houve diminuição de 40,71% dos produtores com menos de 45 anos (44.141) e aumento de 26,63% nos com mais de 55 anos (83.225). Este ponto foi considerado preocupante pelo coordenador técnico do levantamento, Jair Aguilar Quaresma. Pare ele, o poder público deveria investir em mais iniciativas voltadas à permanência dos jovens no campo. “Lembro que há cerca de 10 anos houve políticas públicas de incentivo ao crédito para compra de propriedades rurais para casais jovens. Acho que ações como estas deveriam ser mais intensificadas porque é muito evidente que está ocorrendo um envelhecimento no campo aqui no estado, assim como no Brasil.”

Um dado positivo é o crescimento das comunicações nas regiões rurais catarinenses.
Em 2006, o total de estabelecimentos agropecuários com acesso à internet era de 7 mil, número que chegou a 91.978 em 2017, ou seja, um aumento de 1.313,9%. Este índice, conforme o IBGE, coloca o meio rural catarinense entre os cinco mais conectados entre os estados brasileiros.  Destaca-se ainda a existência de telefone em 154.335 estabelecimentos ou 84,3% do total.

Outro tópico evidenciado é o aumento de 22,92% no total de áreas irrigadas, que chegaram a  167.473 hectares. O número de propriedades que fazem uso de irrigação também aumentou (16,53%), totalizando 16.261 unidades.

Já o uso de agrotóxicos teve uma elevação de 4,1% nos últimos 11 anos, com 129.362 produtores tendo revelado utilizá-lo nas lavouras durante o período de referência do levantamento. O incremento, entretanto, ainda está bem distante da média nacional verificada no mesmo período, conforme apontou Quaresma. “Ficamos bem distantes do aumento verificado no Brasil, de 20,4%, o que acredito seja uma coisa muito positiva para Santa Catarina. Os agrotóxicos são muito importantes para a agricultura, mas temos que fazer um uso racional deles.”

Por fim, foi destacada a ascensão do cultivo no estado de duas frutas.  O maracujá , cuja produção passou de 2.592 toneladas, em 2006, para  27.699, em 2017 (principais produtores: Sombrio, São João do Sul e Araranguá); e a pitaia, cuja oferta comercial era considerada existente 11 anos atrás e no ano passado somou 328 toneladas (principais produtores:Turvo, Sombrio e Jacinto Machado).

Fonte: Jmais

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Agricultores têm opção simples, barata e eficiente para cultivar pequenas áreas improdutivas

Agricultores têm opção simples, barata e eficiente para cultivar pequenas áreas improdutivas

Celebrando o Dia do Agricultor, um sistema simples e barato ajuda pequenos agricultores do semiárido a cultivar sem desperdício de água. Batizado de Mudas, o projeto criado pelo empreendedor e técnico em Agronomia Kevin Brasil, é um sistema de irrigação que combina duas tecnologias: uma de irrigação de baixo custo e alta eficiência aliada a um sensor de umidade do solo.

A ideia que surgiu em Iguatu, no Ceará, já foi testada com quinze famílias de produtores que vivem no semiárido que agora plantam diferentes tipos de hortaliças em terrenos que antes eram improdutivos. O investimento para o agricultor é baixo: o custo médio é de apenas R$8,07. O sistema ajudou a aumentar a renda média mensal de cada família em aproximadamente R$800.

Simples de ser replicado em pequenas comunidades, o projeto foi um dos escolhidos pela água mineral AMA para participar da “Aceleradora AMA – Inovação para Acesso à Água”, uma aceleradora de negócios sociais com soluções inovadoras de combate a falta de água no semiárido. Assim, Mudas poderá ajudar na geração de renda e de alimento para as famílias beneficiadas por AMA, a água da Cervejaria Ambev que usa todo seu lucro para construir sistemas levam água para as comunidades da região.

Fonte: Segs

Estiagem: qual é a importância do jardim em tempos de seca?

As estações mais frias do ano são, também, as mais secas, no Brasil. Nesse ano, enfrentamos temperaturas mais altas, aliadas a esse ar seco. A estiagem que já vem de meses, já tornou caótica a situação em cerca de 10 estados, colocando 821 cidades em situação de emergência. Há um aumento alarmante da seca. O número de cidades afetadas foi de 598 para mais de 800 em questão de dias (entre 26 de junho e 05 de julho). São 37% a mais de seca no país.

Este já é um dos invernos mais secos que vivemos, e não há previsão de melhora, pois segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), uma massa de ar seco impede a formação de nuvens em grande parte do país, e isso deve durar até setembro, no mínimo. Dada a situação, pode até parecer supérfluo falar sobre jardins, porém é aí que a maioria das pessoas se engana. Em tempos de seca não precisamos só de água, mas também de um ar mais úmido.

A qualidade do ar cai muito na estiagem, e a falta de árvores em regiões urbanas, mais a ausência de chuva, aumentam o risco de doenças respiratórias, além de mal estar, provocados pelo ar seco. Nessas horas, é que ter um jardim em sua residência é crucial. O jardim possibilita um ambiente melhor para respiro, o que gera um sono melhor, bem estar e saúde, dentro das residências. É a época do ano em que mais um jardim se faz necessário, pois sua beleza significa saúde.

Para a maioria, a estação significa a morte dos jardins, ou um gasto imenso com água para tentar mantê-lo vivo, e quando racionamentos são anunciados, é justamente a fonte de ar limpo a primeira a ser cortada. Há peso no bolso e na consciência, já que racionamento é uma realidade brasileira. Porém, não precisa ser assim. É possível se preparar para manter o jardim saudável e bonito o ano todo, e acima disso, ser sustentável.

Nos Estado Unidos, há uma cultura muito grande do cultivo de jardins. O Brasil ainda está descobrindo os benefícios de se ter uma casa com um espaço dedicado às plantas e, por isso, a maioria das pessoas não está familiarizada com o uso de irrigação se utilizando da água da chuva. Basicamente, o que acontece é que em tempos de chuva, o jardim é irrigado naturalmente. Contudo, muita água poderia ser armazenada para o próprio uso do jardim, e é isso que alguns sistemas de irrigação fazem.

A água excedente é captada e armazenada e, como a irrigação é feita por gotejamento, ela não só dura, como destina apenas as quantidades ideais de água para cada tipo de planta, conforme sua necessidade. A água armazenada será utilizada pelo resto do período do ano onde há estiagem, e haverá uma garantia de que cada planta receberá  apenas o necessário. Além disso, se a água armazenada acabar, o sistema por gotejamento permite que apenas uma parcela muito pequena de água seja usada do abastecimento municipal.

Isso respeita racionamentos, moral e financeiramente. É tudo questão de uma tecnologia que ainda não é tão comum no nosso dia a dia. O melhor é que o sistema irriga de forma automática, impedindo gasto de tempo e ainda capta a quantidade de umidade do solo, indicando quando há realmente a necessidade de irrigar ou não. Uma das tecnologias mais recentes, permite que esse controle seja feito via aplicativo de celular, além de coletar dados meteorológicos sobre eminência de chuva, da internet, analisando a real necessidade de irrigação naquele momento. Há o cancelamento da irrigação em caso de chuva.

Tanto sensores de umidade, de análise meteorológica e o gotejamento, evitam desperdício, e protegem as plantas, que precisam de uma quantidade específica de água para se manterem vivas sempre. Em outros locais, como na Califórnia, há uma preocupação maior com jardins, pois é mais comum ter essa área nas residências. As pessoas são muito conscientes sobre a quantidade de chuva que possuem, e o que é preciso para gastar o mínimo possível de água dos reservatórios públicos.

Está mais do que na hora de tornarmos essa prática algo comum por aqui. Não é preciso abrir mão de uma área de lazer, conforto, e acima disso, saúde. É preciso apenas começar a lidar melhor com a realidade hídrica do nosso país. Na região Sudeste, por exemplo, temos possibilidade de usar somente água da chuva em reserva por cerca de oito meses. É quase um ano inteiro.

O preparo compensa quando ganhamos a vantagem de um ar mais úmido justo quando mais precisamos, já que as plantas filtram o CO2, liberando oxigênio e umidificando a área. A solução é simples e a relação custo benefício é imensa, pois em menos de um ano a economia gerada com água garante o retorno sobre o investimento em um sistema que não irá se desgastar ou mesmo requerer manutenção por anos.

Além da conscientização sobre a realidade hídrica, a solução está em conhecer as possibilidades práticas e tecnológicas. Não é preciso abrir mão de seu jardim no inverno, basta se preparar para a chegada do tempo seco, o ano todo.

Danny Braz é engenheiro civil, consultor internacional com foco em construções verdes e diretor geral da empresa Regatec.

Sobre a Regatec:

(11) 3648 5040 – www.regatec.com.br

A Regatec é uma empresa especializada em irrigação para paisagismo e campos esportivos. É a primeira empresa brasileira a se especializar em irrigação e automação por controle central, assim como foi a primeira distribuidora da marca Rain Bird, pioneira em irrigação de estágios, campos de futebol. Dispõe de know-how próprio, que faz adequação da cultura e dos produtos nacionais aos rígidos critérios internacionais para a total eficiência na irrigação

Fórum econômico mundial elege empresa brasileira como pioneira da indústria 4.0 no mundo

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Agrosmart, principal plataforma de agricultura digital da América Latina, é uma das selecionadas entre centenas de candidatas no mundo como Pioneira Tecnológica pelo Fórum Econômico Mundial. A empresa aplica a ciência de dados na cadeia agrícola com uma abordagem proprietária e única, baseada no material genético, tipo de solo e microclima. Da pesquisa à indústria, fornece inteligência para diferentes partes da cadeia produtiva, promovendo uma agricultura mais sustentável, produtiva e resiliente ao clima.

A comunidade de Pioneiros Tecnológicos do Fórum Econômico Mundial são empresas em estágio inicial de todo o mundo focadas no desenvolvimento e implantação de novas tecnologias e inovações, que visam impactar positivamente a sociedade como um todo.

O grupo selecionado deste ano é mais diversificado do que nas edições anteriores. Tanto geograficamente como em termos de gênero, 23% dos negócios selecionados são liderados por mulheres e a maioria vem de regiões fora dos Estados Unidos e do Vale do Silício. Além disso, este ano existe uma variedademaior de tecnologias que estão transformando a indústria 4.0 no mundo, tais como, Inteligência Artificial, Big Data e Internet das Coisas (IoT), Biotecnologia,Blockchain, Veículos Autônomos, Segurança Cibernética, Agricultura Vertical e Digital, Micro Redes Descentralizadas e Robótica.

“É uma honra ser reconhecida como uma das empresas pioneiras da Indústria 4.0 pelo Fórum Econômico Mundial. Este convite mostra que estamos na direção certa quando falamos sobre inovação na cadeia de alimentos e em todo o setor do agronegócio. Sabemos que há muito o que fazer nos próximos anos, mas participar desse evento só confirma que temos um potencial muito grande em gerar impacto positivo no que se refere a segurança alimentar, sociedade e indústria para as próximas gerações ao redor do mundo”, comenta Mariana Vasconcelos, CEO da Agrosmart.

As empresas foram selecionadas por um comitê formado por mais de 60 acadêmicos, empresários, investidores e executivos de empresas, baseados em critérios que incluem inovação, potencial de impacto e liderança. Já passaram pela seleção em edições anteriores, Airbnb, Google, Kickstarter, Mozilla, Palantir Technologies, Spotify, TransferWise, Twitter e Wikimedia.

Após a seleção como Pioneiro Tecnológico, a CEO da Agrosmart, participará da Reunião Anual do Fórum Econômico Mundial dos Novos selecionados. Este encontro, conhecido também como “Summer Davos”, será realizado em Tianjin, China, entre os dias 18 à 20 de setembro, e contribuirão para as iniciativas do Fórum ao longo dos próximos dois anos.

Sobre a Agrosmart

Agrosmart é a plataforma de agricultura digital líder na América Latina, ajudando produtores rurais a tomarem melhores decisões no campo e serem mais resiliente às mudanças climáticas. A empresa monitora lavouras e gera inteligência para diferentes partes da cadeia de alimentos, utilizando uma abordagem proprietária baseada em material genético, tipo de solo e microclima. O uso do sistema permite ter rastreabilidade, sustentabilidade e resiliência climática.

Sobre o Fórum Econômico Mundial

O Fórum Econômico Mundial é uma organização sem fins lucrativos baseada em Genebra, é mais conhecido por suas reuniões anuais em DavosSuíça nas quais reúne os principais líderes empresariais e políticos, assim como intelectuais e jornalistas selecionados para discutir as questões mais urgentes enfrentadas mundialmente, incluindo saúde e meio-ambiente.

Estudo observa estrutura do solo em sistema de plantio direto

Pesquisa foi desenvolvida no Programa de Pós-graduação em Solos e Nutrição de Plantas

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Uma pesquisa desenvolvida no Programa de Pós-graduação em Solos e Nutrição de Plantas, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (USP/Esalq), teve como objetivo estudar fatores que, além do processo de compactação mecânica do solo, podem estar promovendo a estratificação física e química de solos altamente intemperizados cultivados sob sistema de plantio direto. “A magnitude desse problema se estende a mais de 30 milhões de hectares de lavoura cultivada sob plantio direto no Brasil, colocando em risco as projeções de exuberância da agricultura no país”, disse Márcio Renato Nunes, autor da tese.

As áreas sob o plantio direto apresentaram duas camadas de solo distintas: uma entre, aproximadamente, 0 e 7 cm de profundidade, com condições físicas e químicas favoráveis ao desenvolvimento da raiz e a outra entre, aproximadamente, 7 e 20 cm de profundidade, com menor permeabilidade do solo ao ar e a água, elevada resistência à penetração e baixa fertilidade química do solo. “Estas condições promovem a concentração do sistema radicular das plantas agrícolas cultivadas na camada mais superficial do solo, a de 0 a 7 cm, motivando perdas de produtividade por estresse hídrico”, explicou Nunes.

Entre os possíveis fatores causadores deste tipo de degradação, foram avaliados pelo pesquisador a aplicação excessiva de calcário, exclusivamente em superfície, ocasionando, na camada de 0 a 7 cm, a elevação do pH do solo para além do ponto de carga zero do solo, elevando assim o potencial eletronegativo do solo e, por consequência, promovendo a dispersão de argila; a migração da argila dispersa no perfil do solo, pela água de percolação, como um fator causador de degradação física em subsuperfície; e a contribuição de fitomassa ao solo, em quantidade e qualidade, para manter a estabilidade estrutural dos solos cultivados.

Os resultados obtidos mostraram que o movimento de calcário no perfil dos solos estudados é muito lento, limitando o efeito deste produto a poucos centímetros abaixo do local onde ele é depositado ou incorporado, independentemente da dose. “Desse modo, a calagem superficial promove e intensifica a estratificação dos atributos químicos no perfil do solo, aumentando o pH próximo à superfície e sendo ineficiente em reduzir a acidez na subsuperficie destes solos. A concentração de calcário na camada mais superficial dos solos altamente intemperizados aumenta a eletronegatividade do solo, resultando na dispersão de argila”, explica.

De acordo com o pesquisador, a migração dos argilominerais dispersos no perfil do solo, pela água de percolação, promove uma série de alterações estruturais, incluindo a diminuição da porosidade total e da continuidade dos poros e o aumento da densidade e da resistência do solo à penetração na camada subsuperficial. A diminuição da estabilidade estrutural dos Latossolos (solos minerais) sob cultivo também está ligada ao aporte de material orgânico ao solo, em quantidade e qualidade inferiores à que ocorre no solo sob sistema nativo. “Os Latossolos cauliníticos são mais propensos à diminuição da estabilidade estrutural quando submetidos ao cultivo. Portanto, a recomendação de calagem em solos altamente intemperizados cultivados sob plantio direto precisa considerar a mineralogia do solo e a possível degradação estrutural promovida pela calagem em excesso”.

O estudo teve apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e foi orientado pelo professor Paulo Leonel Libardi, do Departamento de Engenharia de Biossistemas.