Sem a agricultura de precisão, ninguém irá ao futuro no agro

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Será possível levar seres humanos ao futuro sem um gigantesco esforço de educação na agricultura de precisão?

Não basta somente a educação passiva. Precisamos de educação persuasiva, ativa, entusiasmada e motivacional, pois o drama do aprendizado não está nos 20% que têm vontade e partem à frente; o drama da educação está nos outros 80%. Isso exige educadores persistentes e apaixonados para não deixarem seres humanos para trás.

Mas, o que isso tem a ver com o agronegócio?

Respondo sem pensar duas vezes: tem tudo a ver, pois quatro milhões de produtores rurais no Brasil, sendo que cerca de 70% respondem por menos do que 4% da renda bruta da produção da agropecuária brasileira.

Agora não venham com chororô, de que falta isso ou aquilo. Tudo falta, mas o que mais falta é o retorno forte e muito bem liderado da extensão rural brasileira.

Técnicos no campo ensinando a fazer e legítimos agentes do entusiasmo e da motivação dos produtores, principalmente os pequenos, que se não estiverem associados e cooperativados, poucas chances terão de ir ao mercado e ao futuro.

O Congresso Brasileiro de Agricultura de Precisão (ConBAP) 2018 foi realizado entre os dias 1 a 4 de outubro em Curitiba/PR. Ali se discutiu o estado mais sofisticado da arte tecnológica.

Há muito para ser feito na agricultura de precisão, já que a tecnologia do passado, conhecida há 40 anos, é muito mal usada. Para isso, precisa de extensão rural, técnicos no campo educando e motivando. Sem a agricultura de precisão, ninguém irá ao futuro no agro.

Precisamos urgente resgatar os extensionistas brasileiros, usando novas mídias e muita educação.

Por exemplo: em Mato Grosso, a Empresa Mato-grossense de Pesquisa e Extensão Rural (Empaer) quer inaugurar uma nova era, buscando parcerias com empresas privadas e ONGs para resgatar a dignidade de mais de 140 mil produtores familiares do Mato Grosso, seu alvo essencial.

Chegou a hora do regresso da extensão rural e da pesquisa no microbioma nos campos brasileiros com parcerias público-privadas, acima de tudo.

Por José Luiz Tejon Megido

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Irrigação viável e sustentável

Foto: Luciano Muta

O Sistema de irrigação por Pivô central é uma maneira eficiente  principalmente para plantações de soja, milho entre outras. Durante  visita a Fazenda Santa Clara da Lagoa  localizada a 23 km no município de Terenos , onde constatada a viabilidade e a eficiência do sistema e segundo o técnico responsável pelo manejo da lavoura o pivô é ligado apenas nos fins de semana devido aos picos de energia.

Segundo dados da Embrapa , Mato Grosso do Sul é o sétimo estado do país em número de pivôs centrais e em áreas irrigadas por esse sistema. É o que aponta estudo realizado pela Embrapa Milho e Sorgo.  Mato Grosso do Sul possui aproximadamente 245 pivôs centrais e uma área irrigada com o sistema de 25.882 hectares.

A quantidade de pivôs equivale a 1,30% do número total do país, que chega a 17.878 e a da área coberta no estado a 2,19% dos 1.179.175 hectares irrigados por pivôs no território brasileiro.
Leia mais em: http://www.diariodigital.com.br/agropecuaria/irrigacao/176371/

Associação de Irrigação Americana abre portas para Consultoria em Irrigação Brasileira

Resultado de imagem para Irrigação AmericanaA irrigação é um fator decisivo para o aumento da produtividade e qualidade  agrícola nas regiões em que o volume de chuva e a umidade do solo são insuficientes para o desenvolvimento das culturas. De acordo com o último levantamento da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura – FAO, existem no mundo mais de 278 milhões de hectares irrigados,  que cultivam cerca de 45% da produção agrícola mundial.

Para que a irrigação seja utilizada de forma eficaz é importante que existam pessoas e empresas capacitadas para gerenciar o processo, garantindo a alta performance dos equipamentos e a utilização consciente dos recursos hídricos e energéticos. Por isso, a iCrop – Irrigação de Alta Performance se preocupa em utilizar sempre as melhores práticas para o manejo da água, para isso é importante estar próximo dos grandes pólos de tecnologia em busca de novos conhecimentos e inovações para segmento.

Pensando em unir o conhecimento dos especialistas iCrop com o que há de mais avançado em gestão de irrigação americana, a empresa se filiou recentemente a IA (Irrigation Association), uma organização norte americana que trabalha em nome de seus membros para garantir que a água esteja disponível para irrigação hoje e principalmente no futuro. Como membro da associação, além de apoiar esses esforços vitais no setor da irrigação, a iCrop tem acesso exclusivo a uma rede de especialistas e parceiros da Irrigation Association para trocar experiências, tirar dúvidas e criar soluções à medida que o setor é desafiado.

A associação desempenha um papel importante na indústria da irrigação, promovendo tecnologias, produtos e serviços de irrigação eficientes e principalmente educando o público sobre as boas práticas em gestão da água no mundo todo. “A Irrigation Association defende políticas sólidas para garantir a disponibilidade, qualidade e conservação do abastecimento de água.” explica a Gerente de Comunicação da IA, Anne Blankenbiller.

De acordo com André Boncompani, Diretor Executivo da iCrop, a empresa vem  conscientizando os produtores sobre a importância da gestão da água no processo de irrigação. A irrigação por si só é um processo altamente sustentável, além de possibilitar o aumento da produção sem necessitar aumento de área, ela garante que parte da água que seria “perdida” chegando no mar, fique disponível por mais tempo para as próximas gerações. Porém a falta de gestão no processo de irrigação pode gerar efeitos negativos causados tanto pelo excesso de aplicação de água nas culturas, como pela sub utilização da água”, afirma o empresário.

A Irrigation Association é a principal associação para fabricantes de equipamentos e sistemas de irrigação, revendedores, distribuidores, fornecedores de água, empreiteiros, consultores, acadêmicos e usuários finais de produtos e serviços de irrigação. Através do desenvolvimento profissional, a associação eleva o padrão de seus associados com programas educacionais e certificação que dão aos membros conhecimento e apoio necessário  para desenvolverem suas atividades no mercado da irrigação.

Pindorama aposta em irrigação para aumentar a produtividade

Com uma área total de 30 mil hectares, sendo 4 mil deles cobertos por algum sistema de irrigação, a Cooperativa Pindorama, em Coruripe, quer ir além.

A unidade tem buscado investir em novos projetos de irrigação, visando cobrir 70% da área de cana nos próximos três anos.

A proposta é estimular o associado com irrigação por gotejo através de kit’s para até três hectares. O serviço poderá ser financiado pela cooperativa e ser pago na moagem da cana-de-açúcar em até dois a anos, com juros de poupança.

O projeto incialmente será aplicado nas comunidades Palmeira Alta, Santa Cândida, Flamengo, e Prosperidade.

“É um estímulo que a cooperativa encontrou para avançar nessa questão. Já obtivemos excelentes resultados em produtividade após a implantação desses sistemas numa região que era uma das mais defasadas em produtividade”, disse Klécio Santos, presidente da Cooperativa.

A experiência da Pindorama com projetos de irrigações teve início há quatro anos com investimentos estratégicos em alas móveis de irrigação e sistemas de salvação hídrica.

“Há alguns anos não se falava em irrigação na Pindorama. Passamos a perceber que é uma grande alternativa para se crescer de forma vertical, aumentar e melhorar a produção. O caminho é a irrigação”, revelou Santos.

Os projetos de irrigação da Pindorama são resultantes de uma série de pesquisas e capacitações ofertadas à equipe agrícola da cooperativa por meio de parceiros. A previsão é que o projeto esteja entre as atividades destinadas à cultura da cana-de-açúcar em 2019.

Tereza Cristina é anunciada como ministra da Agricultura

O presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou nesta quarta-feira (7) a deputada federal Tereza Cristina (DEM-MS) como ministra da Agricultura. Ela será a segunda mulher a comandar a pasta.

Estive com Tereza Cristina na Campo Grande Expo 2018 participando de um debate, e confesso que gostei das palavras e da visão da então deputada.

Sim, a consciência emocional. Precisamos ter no novo governo seres humanos com o dom de serem firmes, porém conciliadores, sensíveis e apresentarem o importantíssimo dom da amabilidade.

A nova ministra terá fortes lutas internas para travar no campo da continuidade do que foi bem iniciado pelo ministro Blairo Maggi e seu secretário executivo Eumar Novacki.

Foco no resultado e compliance severo, convocando todo o setor empresarial nas questões sanitárias.

Da mesma forma, diálogo e negociações internacionais com clientes de todo o mundo, onde de novo, a intuição e a sensibilidade farão toda a diferença.

O Brasil significa segurança alimentar para o planeta e jamais devemos nos envolver em conflitos e na geopolítica de blocos, onde alimento tem sido usado como arma militar.

A ministra Tereza Cristina deve se aproximar dos supermercados, das associações, como a Abras e a Abia, pois reunidas somamos quase 1 trilhão de reais e significam os maiores clientes da agropecuária brasileira.

Que a ciência, a tecnologia junto a Embrapa sejam a abertura para a educação. Que haja um novo papel acelerador do conhecimento, do design thinking, da mulher no agro, do jovem e da sustentabilidade, o bem-estar animal, a sucessão e a atração do empreendedorismo para este campo e a cidade, que reunidos formam uma agrossociedade.

Que a ministra Tereza Cristina prepare o ministério do Agronegócio atuando em toda a cadeia produtiva e estimule o cooperativismo agropecuário e de crédito.

Inteligência emocional, um talento fundamental para os bons e saudáveis debates e negociações.

Fonte: Canal Rural