Estiagem: qual é a importância do jardim em tempos de seca?

As estações mais frias do ano são, também, as mais secas, no Brasil. Nesse ano, enfrentamos temperaturas mais altas, aliadas a esse ar seco. A estiagem que já vem de meses, já tornou caótica a situação em cerca de 10 estados, colocando 821 cidades em situação de emergência. Há um aumento alarmante da seca. O número de cidades afetadas foi de 598 para mais de 800 em questão de dias (entre 26 de junho e 05 de julho). São 37% a mais de seca no país.

Este já é um dos invernos mais secos que vivemos, e não há previsão de melhora, pois segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), uma massa de ar seco impede a formação de nuvens em grande parte do país, e isso deve durar até setembro, no mínimo. Dada a situação, pode até parecer supérfluo falar sobre jardins, porém é aí que a maioria das pessoas se engana. Em tempos de seca não precisamos só de água, mas também de um ar mais úmido.

A qualidade do ar cai muito na estiagem, e a falta de árvores em regiões urbanas, mais a ausência de chuva, aumentam o risco de doenças respiratórias, além de mal estar, provocados pelo ar seco. Nessas horas, é que ter um jardim em sua residência é crucial. O jardim possibilita um ambiente melhor para respiro, o que gera um sono melhor, bem estar e saúde, dentro das residências. É a época do ano em que mais um jardim se faz necessário, pois sua beleza significa saúde.

Para a maioria, a estação significa a morte dos jardins, ou um gasto imenso com água para tentar mantê-lo vivo, e quando racionamentos são anunciados, é justamente a fonte de ar limpo a primeira a ser cortada. Há peso no bolso e na consciência, já que racionamento é uma realidade brasileira. Porém, não precisa ser assim. É possível se preparar para manter o jardim saudável e bonito o ano todo, e acima disso, ser sustentável.

Nos Estado Unidos, há uma cultura muito grande do cultivo de jardins. O Brasil ainda está descobrindo os benefícios de se ter uma casa com um espaço dedicado às plantas e, por isso, a maioria das pessoas não está familiarizada com o uso de irrigação se utilizando da água da chuva. Basicamente, o que acontece é que em tempos de chuva, o jardim é irrigado naturalmente. Contudo, muita água poderia ser armazenada para o próprio uso do jardim, e é isso que alguns sistemas de irrigação fazem.

A água excedente é captada e armazenada e, como a irrigação é feita por gotejamento, ela não só dura, como destina apenas as quantidades ideais de água para cada tipo de planta, conforme sua necessidade. A água armazenada será utilizada pelo resto do período do ano onde há estiagem, e haverá uma garantia de que cada planta receberá  apenas o necessário. Além disso, se a água armazenada acabar, o sistema por gotejamento permite que apenas uma parcela muito pequena de água seja usada do abastecimento municipal.

Isso respeita racionamentos, moral e financeiramente. É tudo questão de uma tecnologia que ainda não é tão comum no nosso dia a dia. O melhor é que o sistema irriga de forma automática, impedindo gasto de tempo e ainda capta a quantidade de umidade do solo, indicando quando há realmente a necessidade de irrigar ou não. Uma das tecnologias mais recentes, permite que esse controle seja feito via aplicativo de celular, além de coletar dados meteorológicos sobre eminência de chuva, da internet, analisando a real necessidade de irrigação naquele momento. Há o cancelamento da irrigação em caso de chuva.

Tanto sensores de umidade, de análise meteorológica e o gotejamento, evitam desperdício, e protegem as plantas, que precisam de uma quantidade específica de água para se manterem vivas sempre. Em outros locais, como na Califórnia, há uma preocupação maior com jardins, pois é mais comum ter essa área nas residências. As pessoas são muito conscientes sobre a quantidade de chuva que possuem, e o que é preciso para gastar o mínimo possível de água dos reservatórios públicos.

Está mais do que na hora de tornarmos essa prática algo comum por aqui. Não é preciso abrir mão de uma área de lazer, conforto, e acima disso, saúde. É preciso apenas começar a lidar melhor com a realidade hídrica do nosso país. Na região Sudeste, por exemplo, temos possibilidade de usar somente água da chuva em reserva por cerca de oito meses. É quase um ano inteiro.

O preparo compensa quando ganhamos a vantagem de um ar mais úmido justo quando mais precisamos, já que as plantas filtram o CO2, liberando oxigênio e umidificando a área. A solução é simples e a relação custo benefício é imensa, pois em menos de um ano a economia gerada com água garante o retorno sobre o investimento em um sistema que não irá se desgastar ou mesmo requerer manutenção por anos.

Além da conscientização sobre a realidade hídrica, a solução está em conhecer as possibilidades práticas e tecnológicas. Não é preciso abrir mão de seu jardim no inverno, basta se preparar para a chegada do tempo seco, o ano todo.

Danny Braz é engenheiro civil, consultor internacional com foco em construções verdes e diretor geral da empresa Regatec.

Sobre a Regatec:

(11) 3648 5040 – www.regatec.com.br

A Regatec é uma empresa especializada em irrigação para paisagismo e campos esportivos. É a primeira empresa brasileira a se especializar em irrigação e automação por controle central, assim como foi a primeira distribuidora da marca Rain Bird, pioneira em irrigação de estágios, campos de futebol. Dispõe de know-how próprio, que faz adequação da cultura e dos produtos nacionais aos rígidos critérios internacionais para a total eficiência na irrigação

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Em tempo de seca, reservatórios de água garantem qualidade de hortaliças

Produtores rurais do distrito Santa Rita de Cássia ainda não estão sentindo o efeito da estiagem que afetou a região no mês de junho e início de julho, graças a investimentos que fizeram em reservatórios. O processo de armazenamento, segundo eles, tem sido fundamental para garantir não só o sistema de irrigação das verduras e legumes, como também para preservar a qualidade desses produtos. Há 40 anos trabalhando na lavoura, o produtor Geraldo Magela Moreira acredita que o fato de os dias serem mais curtos no inverno é um fator que contribui para que os reservatórios suportem os extensos dias de estiagem.

– Como no inverno os dias são mais curtos, não há necessidade de irrigarmos tanto as verduras, como acontece no verão. Estamos conseguindo manter nossos produtos, com qualidade, porque os reservatórios ainda estão cheios. Acredito que o que a água que temos só suportaria mais umas três semanas sem chuvas e por isso vamos torcer pra chover e para que a situação não se torne crítica para os produtores – disse Moreira, ao ressaltar que, nesta época do ano, embora aumente a produção de verduras, o consumo acaba somando uma queda de cerca de 10%, em função dos dias mais frios.

O produtor, Fabrício Nogueira é outro que também está conseguindo manter a irrigação e a qualidade das suas hortaliças, graças ao reservatório que mantém na sua plantação. Assim como grande parte dos produtores do distrito ele possui um reservatório próprio, de cerca de 30 metros quadrados, e que conforme garante ainda tem condições de funcionar por até um mês.

-Os reservatórios do distrito ainda estão comportando a falta de chuva.. Embora o clima de inverno já favoreça a qualidade das folhosas, algumas delas, como é o caso do agrião, por exemplo, precisam ser irrigadas até três vezes por dia, o que demanda um gasto maior de água. Acredito que muitos produtores ainda com condições de cuidar e preservar suas plantações, mas torcemos para a chuva cair para que não tenhamos nenhum risco – disse.

Sem correr riscos

De acordo com o presidente do Sindicato dos Produtores Rurais se Santa Rita de Cássia, Adilson Rezende, a grande maioria dos produtores do distrito já está preparada para esses dias de estiagem que, segundo ele, se tornam mais prejudiciais para a produção rural nos meses de agosto e setembro.

– Os produtores investiram em reservatórios para garantir o sistema de irrigação, eles estão preparados para períodos sem chuva e, com isso, acabam reduzindo o risco de perdas em função da falta de chuvas. Por enquanto a capacidade do reservatórios está boa e não coloca em risco a qualidade dos produtos – disse o presidente.

Hoje os produtores de Santa Rita de Cássia são responsáveis pelo abastecimento de hortaliças nos principais supermercados de Volta Redonda, Barra Mansa, Quatis, Porto Real, Resende, Itatiaia, entre outros da região.Ao todo, são cerca de 400 produtores cadastrados pela associação que, juntos, distribuem aproximadamente 20 toneladas de alimentos ao dia.

Fonte: Diário do Vale

Plenário encerra sessão e adia análise de MP sobre irrigação

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O Plenário da Câmara dos Deputados encerrou há pouco, por falta de quórum, a sessão extraordinária na qual estava prevista a análise da Medida Provisória 824/18, que estimula projetos de irrigação. A MP impede que o agricultor perca a propriedade da área individual destinada a ele em projetos públicos de irrigação no caso de desrespeito às obrigações previstas em lei.

Pelo texto, o poder público não poderá retomar a área caso o imóvel esteja hipotecado a banco oficial responsável por financiar o agricultor irrigante no projeto público de irrigação. Neste caso, a retomada ficará a cargo da instituição financeira, a quem caberá comunicar o poder público da existência do crédito hipotecário.

De acordo com o projeto de lei de conversão do senador Eduardo Amorim (PSDB-SE), outras mudanças serão feitas na área, como a transferência da competência de formulação e condução da política nacional de irrigação do Ministério da Integração Nacional para o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Fórum econômico mundial elege empresa brasileira como pioneira da indústria 4.0 no mundo

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Agrosmart, principal plataforma de agricultura digital da América Latina, é uma das selecionadas entre centenas de candidatas no mundo como Pioneira Tecnológica pelo Fórum Econômico Mundial. A empresa aplica a ciência de dados na cadeia agrícola com uma abordagem proprietária e única, baseada no material genético, tipo de solo e microclima. Da pesquisa à indústria, fornece inteligência para diferentes partes da cadeia produtiva, promovendo uma agricultura mais sustentável, produtiva e resiliente ao clima.

A comunidade de Pioneiros Tecnológicos do Fórum Econômico Mundial são empresas em estágio inicial de todo o mundo focadas no desenvolvimento e implantação de novas tecnologias e inovações, que visam impactar positivamente a sociedade como um todo.

O grupo selecionado deste ano é mais diversificado do que nas edições anteriores. Tanto geograficamente como em termos de gênero, 23% dos negócios selecionados são liderados por mulheres e a maioria vem de regiões fora dos Estados Unidos e do Vale do Silício. Além disso, este ano existe uma variedademaior de tecnologias que estão transformando a indústria 4.0 no mundo, tais como, Inteligência Artificial, Big Data e Internet das Coisas (IoT), Biotecnologia,Blockchain, Veículos Autônomos, Segurança Cibernética, Agricultura Vertical e Digital, Micro Redes Descentralizadas e Robótica.

“É uma honra ser reconhecida como uma das empresas pioneiras da Indústria 4.0 pelo Fórum Econômico Mundial. Este convite mostra que estamos na direção certa quando falamos sobre inovação na cadeia de alimentos e em todo o setor do agronegócio. Sabemos que há muito o que fazer nos próximos anos, mas participar desse evento só confirma que temos um potencial muito grande em gerar impacto positivo no que se refere a segurança alimentar, sociedade e indústria para as próximas gerações ao redor do mundo”, comenta Mariana Vasconcelos, CEO da Agrosmart.

As empresas foram selecionadas por um comitê formado por mais de 60 acadêmicos, empresários, investidores e executivos de empresas, baseados em critérios que incluem inovação, potencial de impacto e liderança. Já passaram pela seleção em edições anteriores, Airbnb, Google, Kickstarter, Mozilla, Palantir Technologies, Spotify, TransferWise, Twitter e Wikimedia.

Após a seleção como Pioneiro Tecnológico, a CEO da Agrosmart, participará da Reunião Anual do Fórum Econômico Mundial dos Novos selecionados. Este encontro, conhecido também como “Summer Davos”, será realizado em Tianjin, China, entre os dias 18 à 20 de setembro, e contribuirão para as iniciativas do Fórum ao longo dos próximos dois anos.

Sobre a Agrosmart

Agrosmart é a plataforma de agricultura digital líder na América Latina, ajudando produtores rurais a tomarem melhores decisões no campo e serem mais resiliente às mudanças climáticas. A empresa monitora lavouras e gera inteligência para diferentes partes da cadeia de alimentos, utilizando uma abordagem proprietária baseada em material genético, tipo de solo e microclima. O uso do sistema permite ter rastreabilidade, sustentabilidade e resiliência climática.

Sobre o Fórum Econômico Mundial

O Fórum Econômico Mundial é uma organização sem fins lucrativos baseada em Genebra, é mais conhecido por suas reuniões anuais em DavosSuíça nas quais reúne os principais líderes empresariais e políticos, assim como intelectuais e jornalistas selecionados para discutir as questões mais urgentes enfrentadas mundialmente, incluindo saúde e meio-ambiente.

Prefeitura de Chapadão do Sul realiza plantio e pede que população ajude na irrigação

O Viveiro Municipal está realizando o plantio de árvores nas calçadas do nosso município, principalmente nos bairros Flamboyant, Sibipiruna, Espatódia, Planalto e Esplanada e pede para população colaborar na irrigação para que as árvores não morram durante o período de seca.

O órgão informa que três baldes de água por semana são o suficiente para o bom desenvolvimentos das árvores.

Ressalta-se que está sendo realizado o plantio durante nesse período, pois no período chuvoso será realizado o plantio das gramas e árvores nos canteiros centrais do município.

Mais informações podem ser solicitadas através do telefone (67) 99988-1662.