Produtos Agrícolas: como usar a tecnologia para aumentar a produtividade?

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O valor bruto da produção agropecuária (VBP) está estimado em R$ 564,3 bilhões para este ano, de acordo o Ministério da Agricultura.

Os produtos agrícolas mais produzidos no Brasil e exportados são: soja, milho, algodão, carne, café, cana-de-açúcar, laranja, mandioca, arroz, cacau e tabaco. Tornando-se uma vocação para exportação de commodities, especialmente de gêneros alimentícios.

Para continuar produzindo os principais produtos agrícolas exige avanço em tecnologia, manejo, boas práticas e gestão da propriedade rural.

As melhores práticas de cultivo, com o uso de tecnologia e a boa gestão são itens que colaboram para o aumento da produtividade. O agricultor pode aplicar algumas técnicas para intensificar a produtividade dos produtos agrícolas.

Tecnologia melhora produtividade dos produtos agrícolas

Em pleno ano de 2019, é impossível falar em aumento de produtividade sem citar o uso da tecnologia. O uso de ferramentas modernas ajuda a melhorar o produto colhido, evitar perdas, otimizar o trabalho e diminuir o impacto ambiental causado pela produção.

Um dos instrumentos facilitadores é o drone, que pode ajudar na hora de detectar áreas improdutivas, bem como fazer o mapeamento das plantações. Isso é essencial para identificar áreas que possam estar sendo acometidas por pragas ou que precisam de irrigação, por exemplo.

Boa gestão do empreendimento

Outro ponto essencial para aumentar a produtividade, é investir na gestão do empreendimento. O uso de softwares de gestão agrícola ajuda no melhor gerenciamento da lavoura, desde a hora de identificar a melhor data para o plantio, até o cuidado com a plantação.

Com uma boa gestão, terá um melhor controle também da data correta para colheita, de quando deve adubar o solo, do uso de defensivos e até da comercialização dos produtos.

Recursos de irrigação

O manejo da irrigação feito de forma correta é essencial para o aumento da produtividade. Por isso, toda propriedade deve ter um projeto de irrigação detalhado.

Nele, devem constar todos os recursos necessários para a implantação da irrigação, bem como a área a ser irrigada, tipo de cultura, necessidades especiais do solo e alterações climáticas frequentes na região. Com todos esses dados, o produtor rural terá mais facilidade em melhorar o sistema de irrigação e, consequentemente, obter um melhor resultado na hora da colheita.

Controle de doenças e pragas

Doenças e pragas causam grandes perdas na produtividade. Por isso, devem ser controladas de forma eficiente, para evitar que a produção de produtos agrícolas seja afetada de forma negativa.

O uso de produtos químicos, sempre de acordo com a instrução do fabricante e uso de EPI (Equipamento de Proteção Individual).
Uma alternativa é uso de controle biológico, um equilíbrio mais natural para controle de pragas e fertilização da planta.
Produtos químicos ou biológicos para combate a pragas tem como objetivo proteger a lavoura, aumentar a produtividade e a qualidade do produto agrícola.

Capacitação dos trabalhadores

Para que todos esses procedimentos sejam realizados de forma correta e eficaz, eles devem ser realizados por pessoas qualificadas. Por isso, para aumentar a produtividade, é preciso investir em treinamento da equipe.

Assistência técnica no campo

Quem quer aumentar a produtividade precisa investir também em assistência técnica presente no campo. Um profissional poderá orientar e estabelecer sobre todos os pontos abordados como a data para a irrigação, qual o melhor adubo, como combater as pragas agrícolas de forma mais sustentável ou não entre outros.

Assim, para melhorar a qualidade dos produtos agrícolas, a produtividade e consequentemente o rendimento obtido, é necessário contar com especialistas, tecnologia e mão de obra preparada para o trabalho.

Fonte: Terra

Plantio irrigado aumenta mais de 200% em MT nos últimos nove anos, diz IBGE

Plantio irrigado cresce mais de 200% em MT — Foto: Reprodução/TVCA

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística apontam que plantio irrigado aumentou 214%, nos últimos 10 anos, no estado. Atualmente, a agricultura irrigada ocupa uma área de quase 80 mil hectares.

Dividida em culturas a distribuição de áreas é a seguinte:

  • Algodão – 5.944 ha
  • Arroz – 4.360 ha
  • Feijão – 65.864 ha
  • Milho – 3.767 ha

O gráfico abaixo representa a evolução da agricultura irrigada no estado, em hectares. Dados são referentes a julho deste ano.

Evolução da agricultura irrigada em MT
10 anos
Hectares25.46525.46531.01031.01035.81335.81357.43057.43049.38049.38049.26949.26953.00553.00550.21750.21740.97840.97879.93579.9352010201120122013201420152016201720182019020k40k60k80k100k
Fonte: IBGE

A Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema) é a responsável por liberar as licenças de funcionamento para este tipo de sistema. Nos últimos nove anos liberou 227 licenças , mas apenas 198 estão vigentes.

Desde 2014 as licenças vencem num prazo de seis anos. Depois disso, é preciso fazer a renovação de uso.

Entretanto, alguns fatores impedem que o plantio irrigado cresça ainda mais. Entre eles, a energia elétrica. Por isso, muitos produtores costumam fazer a irrigação de maneira alternada e controlada.

Produtores investem em irrigação para driblar as condições climáticas  — Foto: Reprodução/TVCAProdutores investem em irrigação para driblar as condições climáticas  — Foto: Reprodução/TVCA

Produtores investem em irrigação para driblar as condições climáticas — Foto: Reprodução/TVCA

Em uma propriedade rural de Campo Verde, a 139 km de Cuiabá, a irrigação é utilizada há dezessete anos. Porém, o pivô, equipamento usado para distribuição da água, é desligado entre os meses de junho e agosto para gerar economia na conta.

Com essa atitude, o produtor deixa de cultivar a chamada terceira safra. Em compensação, chegar a economizar cerca de R$ 200 mil em energia elétrica.

Em outra fazenda, também em Campo Verde, são mais de 300 hectares, onde são cultivados a soja, o milho e algodão. Entretanto, o plantio entre os meses de agosto e setembro, só é possível com a ajuda dos pivôs.

Agricultores afirmam que irrigação permite mais produção com maior tranquilidade — Foto: Reprodução/TVCA

Agricultores afirmam que irrigação permite mais produção com maior tranquilidade — Foto: Reprodução/TVCA

De acordo com o proprietário da fazenda, Sandro Gutierrez, a irrigação proporciona um certo conforto ao agricultor, porque não fica dependente apenas do período de chuva.

“A gente tem o conforto de fazer uma programação de plantio e conseguir bom resultado na germinação. Possibilita também o plantio de três culturas no ano, sem preocupação com a umidade de solo e desenvolvimento da planta “, comentou ele.

Dos dados da Agência Nacional de Águas (ANA) são diferentes do IBGE. Para a ANA, Mato Grosso ocupa a quinta posição na instalação de pivôs em lavouras.

Ainda segunda a agência, nos últimos 17 anos o crescimento da área irrigada foi de 751% com mais de 113 mil hectares. E a tendência é que cresça ainda mais.

Fonte: G1

IRRIGASHOW 2019 começa na próxima quarta-feira (4) em Campos de Holambra

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Com a presença confirmada do secretário da Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Gustavo Diniz Junqueira, começa na próxima quarta-feira (4), às 9h30, o maior evento técnico de irrigação do Estado de São Paulo: o IRRIGASHOW 2019. Ministros ainda são aguardados, mas além do secretário da Agricultura, já confirmaram presença para a solenidade de abertura, representantes da Agência Nacional de Água (ANA) e do DAEE-SP, Sergio Ayrimoraes e Alceu Segamarchi Júnior, e o presidente da Frente Parlamentar de Agrotecnologia da ALESP, o deputado estadual Frederico D’Avila.
 
Criado com a proposta de fomentar a integração entre produtores irrigantes, empresários do setor, representantes da comunidade acadêmica, autoridades e lideranças, o IRRIGASHOW é também um dos principais acontecimentos do setor do País. Para se ter uma ideia, aproximadamente 50 grandes marcas do agronegócio adquiriram pacotes para expor produtos, serviços de ponta, com as melhores práticas de produção irrigada sustentável disponíveis.
 
QUALIDADE NAS PALESTRAS
 
Segundo avalia a diretora Executiva da Aspipp, a engenheira agrônoma Priscila Silvério Sleutjes, o evento desponta pela qualidade do conteúdo informativo oferecido aos participantes. “Sempre primamos em oferecer palestras técnicas de alto nível, inclusive com autoridades internacionais no assunto, o que atrai o interesse da comunidade acadêmica, de secretários e até ministros de estado, além de produtores e outros actantes do setor”, disse
 
Nesta 9ª edição, a ASPIPP quer superar ainda mais as expectativas do público, tanto que escalou palestrantes reconhecidos, como Max Gehringer, que encerrerá o ciclo nove grandes palestras técnicas e programou outros três ‘talkshows’ para que os participantes tenham a oportunidade de debater com palestrantes e especialistas. “Nosso intuito é oferecer ao máximo o acesso dos participantes, especialmente ao produtor irrigante, as informações, inovações e as novas práticas para a sustentabilidade e gestão de suas atividades”, enfatiza.
 
IRRIGAÇÃO NA REGIÃO
 
O Sudoeste Paulista é uma das regiões pioneiras em agricultura irrigada sustentável do Estado e do País. “O que temos hoje é um sistema de produção que gera impacto positivo para o planeta e que resulta da depuração de anos de busca pela tecnologia, de um trabalho iniciado na década de oitenta, quando instalamos os primeiros sistemas de pivôs de irrigação”, diz o atual presidente da Aspipp, Maurício Swart, em referência aos primeiros equipamentos de irrigação (pivô) instalados na região sudoeste paulista.
 
Atualmente, a ASPIPP conta com aproximadamente 120 produtores irrigantes associados, representando mais de 60 mil hectares de áreas de cultivo sobre irrigação, em 12 municípios da região. A entidade é uma das únicas do País que atua como difusora da agricultura irrigada sustentável, sendo um órgão ativo na articulação de políticas públicas de irrigação e referência em plantio sustentável, em diversos órgãos governamentais. “O sistema de irrigação que utilizamos é complementar e utiliza água de chuva acumulada em reservatórios e que, ainda sim, são protegidos por mata ciliar no seu entorno”, comentou.
 
INGRESSO SOCIAL
 
Para facilitar o acesso nos dias do evento, a ASPIPP disponibiliza seus canais de informação aos interessados em participar do IRRIGASHOW 2019. Contudo, as inscrições devem ser feitas até o dia 30 de agosto através do site oficial: http://www.irrigashow.com.br. Basta preencher o formulário e contribuir com 1 quilo de alimento não perecível (por dia de evento), cujos donativos serão destinados em igual parte para instituições benemerentes do município: APAE, Asilo e Creche.
 
 
SERVIÇO:
 
IRRIGASHOW 2019
 
4 e 5 de setembro | Paranapanema (SP)
 
(Acesso Rod. Raposo Tavares, KM 256 | Distrito de Campos de Holambra)
 
Ingresso Social: 1 quilo de alimento não perecível (por dia)
 

Lindsay apresenta tecnologias em irrigação aos produtores do Sul

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Ter o controle preciso de um sistema de irrigação de uma fazenda sempre foi algo complicado para o produtor. Para ajudá-los nessa árdua tarefa de gerenciamento dos pivôs nas lavouras e na programação dos locais exatos, o momento correto e a quantidade de água necessária, a Lindsay América do Sul, levará para a 42ª edição da Expointer, que acontece de 24 de agosto a 1º de setembro, em Esteio, o FieldNET Advisor ™.

O mais novo lançamento da empresa é uma ferramenta de manejo integrada a plataforma de gerenciamento remoto FieldNET, tecnologia já consagrada mundialmente. A solução de irrigação inteligente que proporciona ao produtor o suporte necessário para acabar com as dúvidas na hora de irrigar.

O FieldNET Advisor™ combina todos os dados e cálculos complexos e fornece informações precisas e simplificadas da operação de irrigação ao produtor. Antes, essas informações estavam disponíveis em locais e dispositivos diferentes, o que não facilitava a atividade e ainda demandava mais tempo. Agora com a nova tecnologia, a tomada de decisões de manejo da irrigação é realizada com mais confiança e assertividade.

Em um único mapa ou exibição em lista, é possível visualizar as informações mais importantes de todas as áreas irrigadas, incluindo o esgotamento de água do solo, recomendação da próxima data de início da irrigação e lâmina a aplicar para evitar o estresse hídrico da cultura. Basta o produtor colocar o cronograma e as recomendações em ação com um simples toque no botão em um smartphone, tablet ou computador.

Conjunto de rodas

Durante a Expointer, o visitante também poderá conferir o portfólio completo da Lindsay e suas tecnologias para irrigação, compostos por pivôs centrais e produtos resistentes e confiáveis e que têm a sustentabilidade como um de seus principais pilares. Além do FieldNET Advisor™, a empresa também vai expor o seu novo e melhorado conjunto de rodas para pivô central chamado NFTrax, agora chamado NFTrax 2.0, com novo desenho e opções de garras mais altas.

A solução não utiliza ar nas rodas e com isso nunca murcham e minimizam a formação dos sulcos, economizando tempo, mão de obra e custos de reposição. Essa tecnologia ajuda os pivôs a não parar por atolamento. “A Lindsay sempre esteve focada em desenvolver e oferecer aos nossos clientes produtos de alta tecnologia. A Expointer é uma feira que nos dá a oportunidade de expor essas ferramentas e fomentar negócios”, finaliza Villani.

 

Irrigação compartilhada promete aumentar a produtividade de agricultores familiares

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Aliados da agricultura empresarial, os pivôs centrais viabilizam a produção em grandes áreas cultivadas. O que poucos sabem é que eles também já são utilizados na agricultura familiar. Em alguns países da África, por exemplo, o compartilhamento desses equipamentos entre pequenos agricultores tem contribuído para o fortalecimento da atividade, rendendo mais produtividade aos pequenos produtores que cultivam sob o pivô e, consequentemente, proporcionando transformação social  para a categoria.

Esse modelo de agricultura pode ser adotado no Oeste da Bahia. Técnicos da Aiba e do Iaiba, acompanhados de pesquisadores da Ufob e UFV e representantes do Incra e da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Barreiras, visitaram o Assentamento Santa Rita, para estudarem a viabilidade de instalar um pivô central na comunidade agrícola. A ideia é que o equipamento sirva aos pequenos produtores de lá, de forma compartilhada. O objetivo da experiência é que, com um sistema eficiente e inteligente de irrigação, eles passem a produzir mais, aumentando, assim, a sua competitividade no mercado.

O projeto é visto com bons olhos pelos assentados. O pequeno agricultor Adenilson Santos, do Sítio Sucupira, se alegrou com a possibilidade. “Quanto mais frente de trabalho conseguirem para as famílias estaremos ajudando a amenizar o sofrimento de muitos que buscam tirar o sustento da terra, mas que não têm condições de investir em tecnologia. Esses pivôs seriam de grande salvação”, pontua.

Com dedicação à agricultura de pequeno porte, a presidente da Associação do Assentamento, Maria da Conceição, entende que os pivôs centrais só agregariam ao negócio familiar, uma vez que daria viabilidade à atividade durante todo o ano, aumentando a produtividade sem aumentar a área cultivado. “Sem essa tecnologia, temos produzido pouco e, com isso, os lucros têm sido pequenos, o que nos leva a recorrer a outras atividades para complementar o nosso sustento. Isso interferiu no desempenho da própria agricultura, colocando em risco a nossa principal atividade. No caso da minha família, por exemplo, tínhamos também uma criação de porcos, mas, com a falta de recursos, perdemos muitos animais e acabamos abrindo mão para trabalhar fora e garantir o sustento”, observa.

“O acesso às tecnologias disponíveis para o desenvolvimento agrícola da região deve chegar aos pequenos produtores como forma de fortalecer a agricultura familiar. Durante nossa visita ao Assentamento Santa Rita foi possível constatar a existência de ações já desenvolvidas pela CERB, mas que requerem continuidade e disponibilidade de apoio técnico para fixação das famílias assentadas e, consequentemente, possibilitar geração de renda. Destaca-se a possibilidade de compartilhamento do equipamento e aprimoramento de técnicas para o uso de maneira sustentável dos recursos hídricos existentes no local, viabilizado pela utilização de tecnologia compatível com os interesses daquela comunidade”, enfatizou Jacques Miranda, professor e vice-reitor da Ufob.

A possibilidade de ampliar sua produção animou a pequena agricultora Maria de Fátima Perim, que vê na irrigação compartilhada a solução mais eficiente para o seu cultivo de morangos e maracujás. “Não se trata apenas de aumentar a produtividade, mas a renda e as perspectivas das famílias. Se na África está dando certo aqui também dará. Onde há tecnologia há desenvolvimento social”, defende.

Fonte: Agrolink