Projeto de irrigação aumenta produção do plantio da cana

Resultado de imagem para cana de açucarMoacir dos Santos é um dos beneficiados pela implantação da irrigação no povoado  Palmeira Alta, em Penedo. Possui uma plantação de cana, com 12 hectares. O pequeno produtor foi o primeiro a implantar o projeto na região.

Ainda em fase de experiência seu Moacir usou a irrigação em um hectare de sua plantação de cana de açúcar. “A cana desenvolveu maravilhosamente bem. Está se desenvolvendo com mais força, eu acredito que vai ser recompensador, é muito trabalhoso, mas a produção multiplicou”, afirma.

A implantação da irrigação é durante o período da moagem, evitando o desperdício de água. O fornecimento de água é feito por um reservatório que chega até as mangueiras por gotejamento. O método, que utiliza linhas simples de canais de irrigação, situados acima do solo e que são posicionados na base de planta com distancia de um metro.

De acordo com o vice-presidente da cooperativa, Carlos Roberto Santos, o sistema tem capacidade de beneficiar mais produtores. A proposta é conseguir recursos para investir na ampliação de captação de água para a irrigação, aumentando a área de implantação do sistema. “Essa foi uma das pautas entregues à ministra da Agricultura Tereza Cristina aqui em Pindorama, no final de março. O sistema de irrigação vai incrementar a questão da produtividade na nossa região, tanto para cana-de-açúcar quanto para outras culturas”, explicou Carlos.

Para o produtor Moacir, que também planta banana e feijão, o uso da irrigação pode ajudar no desenvolvimento de outras culturas. Mas ele não abre mão do plantio da cana. “Nossa cultura principal aqui é a cana-de-açúcar. Depois que começamos com a cana, a nossa cooperativa só cresceu. A cana é o nosso sustento, as outras culturas é só um complemento”, finaliza Moacir.

Fonte: Cooperativa Pindorama
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Produtores do DF adotam programas de uso eficiente da água

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Até pouco tempo, o cenário na região da Bacia do ribeirão Pipiripau era de conflito pelo uso da água: necessidade de atender o abastecimento humano, mais a irrigação de culturas agrícolas, além de servir aos diversos usos na pecuária.

A administração harmoniosa das diferentes necessidades e interesses da agropecuária só veio com o Projeto Produtor de Água no Pipiripau desenvolvido pela Agência Nacional de Águas (ANA) em parceria com outras 15 instituições.

Iniciado em dezembro de 2011, hoje é exemplo de programa adotado no Distrito Federal e que atua na recuperação de Áreas de Preservação Permanente, mais a conservação de água e solo em toda bacia hidrográfica do ribeirão Pipiripau. O manancial nasce do estado de Goiás, mas possui a maior parte da sua área no distrito Federal.

O projeto atua também em ações de readequação de estradas rurais, construção de pequenas barragens e na educação ambiental. O objetivo é aumentar o volume de água que recarrega o lençol freático e diminuir o escoamento superficial, que resulta em problemas, como erosão e assoreamento. Para isso, foram realizadas ações de revitalização ambiental por intermédio do pagamento por serviços ambientais (PSA) prestados por produtores rurais da região.

Outro destaque na região, que abriga a maior concentração de pivôs centrais da América do Sul, é a alocação negociada da água da Bacia Hidrográfica do Rio Jardim. Com a participação de 26 produtores, a ação é resultado de parceria entre a Emater-DF e a Adasa – Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento do Distrito Federal. Nessa bacia, a área irrigada por pivôs centrais é de 4.650 hectares, e são utilizados 75 pivôs.

Para otimizar o uso da água na unidade hidrográfica, a Emater-DF calculou a quantidade de água necessária para atender as áreas de plantio de todos os produtores. O controle do uso da água para irrigação obedece um esquema de revezamento entre os produtores, que foram divididos em dois grupos. Cada grupo irriga durante dois dias alternados, para evitar o excesso de retirada de água do rio.

“O projeto é muito importante, pois garante a vazão remanescente no córrego e evita prejuízos aos agricultores”, avalia Marconi Borges, gerente da Emater. Além disso, o projeto evitou perda de 3.700 hectares de culturas que seriam plantadas e perdidas por falta de água.

A Adasa tem realizado várias outras campanhas de incentivo ao uso consciente da água, além de atuar em projetos em que busca o contato direto com produtores. “Um dos principais instrumentos de gestão durante a crise hídrica foi a alocação negociada da água, que ajudou a aproximar a Adasa dos produtores, na busca pelo uso racional dos recursos hídricos disponíveis”, afirma Paulo Sérgio Salles, diretor-presidente da entidade.

Os benefícios da preservação do recurso hídrico vão além dos limites da Bacia do Rio Jardim, tendo em vista que ela está dentro da Bacia do Rio São Francisco. O Rio Jardim deságua no Rio Preto, que deságua no Rio Paracatu e este, por sua vez, deságua no Rio São Francisco. Vale destacar que o Distrito Federal possui afluentes de rios que contribuem para outras duas grandes regiões hidrográficas do Brasil: Araguaia-Tocantins e Paraná.

AgroBrasília

Os produtores que quiserem conhecer formas de uso eficiente da água poderão encontrar as últimas novidades do setor de irrigação durante a AgroBrasília – Feira Internacional do Cerrado – que acontece entre os dias 14 e 18 de maio.

O evento levará grandes empresas de tecnologia para o Distrito Federal e apresentar as soluções tecnológicas voltadas para o consumo de água. Por meio da exposição de maquinários e equipamentos, os agricultores terão ao seu alcance tecnologias de irrigação como a aspersão, a microaspersão e o gotejamento.

Serviço:
O que: AgroBrasília
Quando: 14 a 18 de maio de 2019
Onde: Parque Ivaldo Cenci, PAD-DF, BR-251, Km 5, Brasília-DF

Lindsay e Climate Corporation firmam parceria com foco em precisão na irrigação

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A Lindsay Corporation, líder global na produção e distribuição de tecnologia para irrigação e a Climate Corporation (Climate), subsidiária da Bayer, acabam de anunciar um acordo inédito. A parceria irá estabilizar a conectividade de dados bidirecionais entre a plataforma digital de agricultura Climate FieldView™, da Climate Corporation’s, e a plataforma da Lindsay, FieldNET.

Através da cooperação mútua, agricultores poderão, ao mesmo tempo, tomar decisões de gerenciamento de irrigação mais rápidas e com mais informações de campo. “Conforme o uso global da água para agricultura aumenta, agricultores estão adotando práticas mais eficientes de irrigação para otimizar sua produtividade de modo sustentável”, destacou Mike Stern, CEO da Climate Corporation e Digital Farming da Bayer.

Ainda segundo ele, assim como a Climate, a Lindsay reconhece os benefícios de ajudar os fazendeiros a potencializar suas informações de campo, para otimizar e simplificar toda sua tomada de decisão. “Através desta nova parceria, estamos ansiosos para ajudar os agricultores a conectar suas informações entre ambos os sistemas, a fim de adquirir mais precisão na irrigação e no uso consciente da água, aproveitando ao máximo cada hectare”, acrescenta o CEO.

Com a parceria, os produtores verão valores adicionais, transferência de dados otimizada, monitoramento de irrigação com mais precisão e a habilidade de visualizar e analisar dados de ação. Combinando essas informações com outras camadas de dados de campo importantes na plataforma FieldView, obteremos uma nova compreensão sobre o desempenho no campo. “Estamos animados para trabalhar com a Climate Corporation e ajudar mais agricultores a aproveitar o poder de seus dados para gerenciar, de modo mais eficiente, o uso da água, a fim de melhorar a produtividade”, disse Tim Hassinger, Presidente e CEO da Lindsay.

O executivo da Lindsay, acrescenta ainda que o objetivo é tornar a economia de água e energia acessíveis a todos os agricultores, através das melhores soluções de agendamento de irrigação. “Com essa parceria com a Climate, estamos dando grandes passos em direção ao nosso objetivo”, destaca.

Desafios

A missão da Climate Corporation é ajudar todos os agricultores do mundo a aumentar, de modo sustentável, sua produtividade. Lançado primeiro nos Estados Unidos, em 2015, a tecnologia de agricultura Climate FieldView está em mais de 24 milhões de hectares por todo os Estados Unidos, Canadá, Brasil e Europa. Ela se tornou, rapidamente, a plataforma digital mais amplamente conectada da indústria e continua a se expandir, por novas regiões pelo mundo.

A FieldNET da Lindsay é uma plataforma líder global de gerenciamento de irrigação que permite que os agricultores façam o monitoramento remoto e controlem seu sistema de irrigação, de qualquer lugar. Através da FieldNET, os produtores têm acesso ao FieldNET Advisor, uma ferramenta em nuvem de primeiro mundo para o agendamento de irrigação, que fornece recomendações diárias automatizadas, ajudando os agricultores a decidir com mais precisão quando, onde e quanto irrigar.

Irrigação digital é destaque da Netafim/Amanco na TECNOSHOW Comigo

IMG-20170911-WA0003.jpgA Netafim/Amanco, líder e pioneira no mercado de irrigação por gotejamento, leva soluções digitais para a 18º edição da TECNOSHOW Comigo, que acontece entre os dias 08 a 12 de abril, em Rio Verde (GO).  Apresentando o primeiro sistema de irrigação com cérebro do mundo, a empresa quer colaborar com a inovação no campo por meio de tecnologias inteligentes que permitem produzir mais com menos.

Assim, a Netafim/Amanco destaca o Netbeat, uma tecnologia que possibilita monitorar, analisar e automatizar todo o sistema de irrigação, em tempo real, com apenas um clique. O grande diferencial da solução é oferecer recomendações técnicas ao produtor a partir da análise de dados em tempo real, combinado com modelos de cultivo para auxiliam em tomadas de decisões mais assertivas e, consequentemente, em safras mais produtivas.

A plataforma é uma ferramenta de alta precisão e tecnologia, onde todas as funcionalidades foram projetadas para tornar a vida do produtor mais fácil e eficiente. O agricultor agora, mais do nunca, é um empresário rural e precisa administrar seu negócio. O monitoramento remoto permite mais tempo livre para realizar essas outras atividades, sem descuidar da lavoura e sem preocupações quanto a clima e perdas de safra. “É a irrigação 4.0 cada vez mais presente no campo como uma ferramenta de auxilio no desenvolvimento sustentável do agronegócio”, destaca o Diretor do Marketing da Netafim/Amanco, Carlos Sanches.

As recomendações de irrigação, serão atualizadas diariamente e para os próximos cinco dias, garantindo um planejamento mais eficiente. Dessa forma, “é possível programar as operações de manejo da irrigação, nutrirrigação remotamente através de smartphone, tablet ou PC”, explica Bruno Toniello, Gerente Digital Farming da Netafim/Amanco. ”, acrescenta.

A tecnologia abrange várias áreas, como sensoriamento de solo, controle de irrigação, gestão de fazenda, gerenciamento do ciclo de máquinas e cultivos. Com os sensores é possível obter informações sobre as condições do solo, desempenho e saúde das plantas. Já a automação facilitará o controle remoto de processos cruciais, como sistemas de irrigação e nutrirrigação.

O monitoramento inteligente também ajuda na redução de custos, ao evitar falhas de produção, desperdícios de insumos, gastos excessivos com água e energia elétrica, tornando a atividade mais rentável em todos os aspectos, e adaptável a todas necessidades.

A Netafim/Amanco também levará suas modernas soluções de irrigação por gotejamento subterrâneo em grãos, que permite maximizar a rentabilidade da operação agrícola, utilizando água e nutrientes de forma racional e sustentável. Os maiores benefícios estão ligados à otimização do recurso hídrico (produtividade da água), aproveitamento da área cultivada, redução no consumo de energia e de mão-de-obra para a operação do sistema e busca do potencial genético da planta através da nutrirrigação (adubação aplicada pelo sistema de gotejamento diretamente na zona das raízes das plantas).

Mais informações sobre o evento podem ser obtidas pelo website: www.tecnoshowcomigo.com.br.

Procafé: Cuidados no gotejo em cafeeiros jovens em área irregular

A irrigação no sistema de gotejamento e seu uso também para a ferti-irrigação, quando em áreas com terrenos irregulares ou em áreas de montanha, deve observar cuidados especiais em cafeeiros jovens, para evitar molhações e fertilizações também irregulares das plantas.

O gotejamento tem sido um tipo de irrigação muito empregado na lavoura cafeeira, pelas suas vantagens de localização e economia de água, além de facilitar a ferti-irrigação, também localizada, junto às plantas de café, aumentando a eficiência na adubação.

No sistema de gotejamento cada linha de café recebe uma mangueira, com os gotejadores, a qual é colocada margeando a linha de plantas e, no caso de desnível, sempre colocada do lado de cima da linha, visando melhor difusão da água também para o outro lado das plantas.

Na irrigação por gotejo em plantas jovens, especialmente no primeiro ano de campo, quando o sistema radicular delas ainda é bastante restrito, é importante que haja uma distribuição regular do bulbo, de forma a atender todas as plantas por igual, seja na molhação em si, seja no fornecimento dos nutrientes via água. Ocorre que, em áreas com declive, as linhas de cafeeiros são plantadas em paralelas contra o desnível e, portanto não ficam bem niveladas. Nessa condição, as mangueiras de gotejo, que acompanham as linhas, também ficam com muitas porções desniveladas. Existindo irregularidades no terreno, o que é comum no primeiro ano, após preparo do solo e plantio do café, as gotas que saem de um determinado gotejador correm pela mangueira e acabam caindo mais adiante, onde encontram um ponto de contato. Dessa forma deixam de molhar e nutrir aquelas plantas cujas gotas, que deveriam cair perto delas, se deslocaram em função do declive e de irregularidades no terreno.

Em função de desigualdades na molhação e, principalmente, na fertilização via água, aparecem, no campo, plantas amareladas, de forma salteada, mostrando que elas não vem recebendo adequadamente os benefícios do gotejamento.

Esse problema de desigualdade deve ser acompanhado no campo, desde o plantio e, diante da verificação de plantas não atingidas pelas gotas deve-se, nesses pontos de mangueira, colocar qualquer tipo de anteparo, para fazer as gotas voltarem a cair naquelas plantas não gotejadas. Costuma-se amarrar pequenos pedaços de plásticos nas mangueiras, ou colocar tiras de borracha, ou qualquer material que possa interromper as gotas que vinham escorrendo nas mangueiras. Deste modo, resolve-se este problema de irregularidade na molhação, enquanto as plantas, ao crescerem e ampliar lateralmente seu sistema radicular, passem a superar esse problema, através de sua maior capacidade de absorção do sistema radicular distribuído ao longo de toda a linha.

Fonte: Prócafé