Irrigação inteligente que cabe no bolso

irrigar

Ainda hoje, existe a ideia de que a irrigação por gotejamento é um sistema caro e acessível apenas à uma parcela de agricultores. No entanto, nos últimos anos a tecnologia tem ganhado cada vez mais espaço e mostrado que seus inúmeros benefícios garantem mais viabilidade no campo.

A irrigação por gotejamento reduz as perdas na lavoura causadas por seca, eleva a produtividade e, “de quebra” economiza água, energia elétrica, além de otimiza a mão de obra. Todas essas vantagens tornam a solução uma aliada ao produtor que busca rentabilidade na atividade agrícola, por meio de investimento duráveis e de retorno rápido.

A irrigação inteligente foi a tecnologia escolhida pelo cafeicultor Ricardo Santos, da Fazenda Bela Vista. Na propriedade a proposta era implantar um cafezal com as melhores soluções disponíveis e garantir uma produção precoce. “A instalação da lavoura de arábica já com o sistema de gotejamento possibilitou antecipar em um ano a colheita da primeira safra”, conta. Além disso, a produtividade de 56 sacas por hectare, já nos primeiros anos, permitiu o pagamento rápido do investimento na irrigação. “Estou a cinco anos produzindo na área e já obtive o retorno total dos investimentos tanto de infraestrutura da fazenda, quanto de implantação do cafezal”, destaca Santos

Também em Minas Gerais, a Fazenda São Manoel, no município de Serra do Salitre, adotou a irrigação por gotejamento subterrâneo e nutrirrigação em 2013, conseguindo aumentar em 30% a produtividade, com uma média atual de 55 scs/ha. Mesmo nos períodos de menor preço do grão, os ganhos na produção refletiram em maior rendimento na atividade, como conta o cafeicultor José Antônio Vitral. “Quando o café está em baixa, pensar na produtividade torna-se ainda mais essencial para rentabilidade da atividade. Investir na irrigação inteligente é um passo importante nessa direção. Os ganhos de produtividade e as economias que tive me permitiram pagar o investimento em apenas quatro safras, sendo que terei mais de 15 anos para usufruir da tecnologia”, diz.

Em Ibiraci, interior de Minas Gerais, o cafeicultor Fernando Ribeiro, proprietário do Sítio Santo Antônio, adotou o sistema de irrigação inteligente em 2011. Ele conta que os 22 hectares da fazenda eram praticamente improdutivos, devido ao solo extremamente arenoso. “Durante três anos tentei levar a produção de café arábica no sequeiro, mas a produtividade era muito baixa, por contato do solo extremamente arenoso. Depois que adotei a irrigação por gotejamento passei a produzir uma média de 50 sacas por hectare. Consegui sair de uma condição lavoura ineficaz, para uma realidade de produção economicamente viável e em menos de dois anos paguei o investimento que fiz”, ressalta Ribeiro.

Atualmente a Netafim/Amanco oferece os mais modernos e eficientes sistemas de irrigação por gotejamento. A solução atende produtores de todos os portes, já que a partir de um hectare já é possível desenvolver um projeto. O investimento vai variar dependendo do ponto de captação de água, a condição climática da região, a topografia da área, entre outros. Já o retorno do capital investido pode ocorrer em até dois anos após a implantação. “É um investimento essencial para quem busca segurança contra o clima, ganho de produtividades e economia de água. Além disso, é uma solução durável, com custo que pode ser pago em pouco tempo”, destaca o Cristiano Jannuzzi, gerente agronômico.

As vantagens vão desde economia de água (60%), ganhos de produtividade (superior a 30%), possibilidade de irrigar 100% da área independente de seu formato ou topografia, até otimização da mão de obra, redução nos custos com insumos, e energia elétrica.

“A irrigação por gotejamento pode ser aplicada em qualquer tipo de cultivo. Na cana-de-açúcar, por exemplo, garante mais longevidade dos canaviais, enquanto que nos grãos é possível produzir até três safras por ano, e reduzir as perdas escassez hídrica”, explica Jannuzzi.

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Produtores de flores e morangos de Atibaia driblam estiagem com técnicas de irrigação

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A estiagem já prejudicou muito a produção de flores e de morangos de Atibaia, no interior de São Paulo. Mas, de uns anos para cá, os agricultores estão investindo em técnicas de irrigação e consumo de água.

A aposta no plantio de flores na região é grande: cerca de 25% da produção nacional sai de lá. Outro produto importante é o famoso morango: são mais de 4 mil toneladas colhidas por ano.

Na plantação da família de Thiago Tsuji mais de 50 mil vasos de dez espécies de flores diferentes são produzidos por mês. Mas não era assim há 5 anos, principalmente por conta da crise hídrica – a propriedade fica às margens do rio Atibaia, um dos que formam o Sistema Cantareira que, em 2013, chegou ao nível mais baixo da história.

Foi nesse período difícil que Thiago passou a captar água da chuva.

Aliada a novas tecnologias de irrigação, a economia de água fez a produção crescer.

Na propriedade, é o usado o sistema de espaguete, que são mangueiras bem fininhas ligadas diretamente nos vasos das plantas.

“É uma economia de água fantástica, a gente usa praticamente só o necessário”, conta Thiago.

No sítio de Oswaldo Maziero a produção também é baseada na economia de água. Ele cultiva 4 mil pés da fruta no sistema semi-hidropônico, com irrigação por gotejamento. O uso racional da água não afeta a produtividade e garante a qualidade dos produtos.

No mês de setembro, boa parte do que sai do campo na região é vendida na festa de flores e morangos de Atibaia, que movimenta mais de R$ 9 milhões em 12 dias.

Fonte: Globo Rural

Agronegócio pressiona governo por mais incentivos à irrigação

pivô de irrigação

O agronegócio quer mais incentivo para a irrigação. O setor tem cobrado a transferência das políticas públicas desse segmento para o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Atualmente, o assunto é competência do Ministério da Integração Nacional (MI), mas a reclamação é de que a pasta está se mostrando incapaz de ampliar o Plano Nacional de Irrigação.

De acordo com a Agência Nacional de Águas, o Brasil possui 6 milhões de hectares irrigados, quando o potencial hídrico permitiria atender até 60 milhões de hectares, área dez vezes maior.

O Rio Grande do Sul é exemplo de uma realidade hídrica pouco aproveitada. Segundo o assessor do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), José Pires, na Lagoa dos Patos, uma das maiores barragens do mundo, toda água que entra vai embora para o mar. “Se for possível utilizá-la, teremos um potencial muito grande sobrando no estado”, disse.

A Câmara Temática de Agricultura Sustentável e Irrigação acredita que a ampliação da área irrigada no país só deve acontecer quando essa política for transferida do atual MI para o Mapa.

José Silvério da Silva, coordenador de Agricultura Irrigada do Mapa, reforça a importância do ministério para a atividade. “A agricultura é um item da política agrícola, conforme dispõe o artigo 187 da Constituição. Sob o aspecto prático, a irrigação é uma tecnologia de campo e, como tal, quem cuida do campo é o Ministério da Agricultura.”

Representantes da Câmara Temática dizem que a troca de ministérios foi pedida há mais de três anos. A tramitação está parada na Casa Civil, e não há previsão para que seja concluída.

Ricardo Ralish, presidente da Câmara Temática de Agricultura Sustentável e Irrigação, diz que essa tramitação é um pouco burocrática e que, dentre os ministérios que precisa se manifestar sobre o assunto, o processo está parado com toda a argumentação justamente na Casa Civil. “Depende de um parecer (da Casa Civil), dizendo que isso é viável, pertinente, adequado. A gente não imagina que isso vai andar nesse final de gestão de governo.”

Enquanto a Casa Civil não se manifesta, representantes do agronegócio dizem que a política pública de irrigação não deve avançar, o que pode provocar ainda mais lentidão em pedidos de instalação de pivôs e aspersores, demandas importantes das atividades agropecuárias.

Aléscio Maróstica, diretor executivo da Irrigo, diz que falta investimento em políticas, planos e projetos de irrigação, estudos hídricos de bacias, política de solo e armazenagem de água. “Você tem que ter todo um cenário de apoio à irrigação, para que os irrigantes sintam-se confortáveis e seguros. O que vemos hoje é que existe uma judicialização da irrigação e nós não queremos que isso aconteça”, concluiu.

Fonte: Canal Rural

Campinas (SP) recebe maior evento de irrigação do Brasil, a partir desta quarta-feira (19)

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Tem início nesta quarta feira, dia 19 de setembro, em Campinas (SP), a segunda edição da Feira Internacional da Irrigação Brasil 2018 (FIIB 2018), que será realizada até o dia 21 de setembro (sexta-feira), das 9h às 17h, no Centro de Convenções Expo Dom Pedro (Shopping Parque Dom Pedro).

O evento contará com uma solenidade de abertura, da qual diversas autoridades do agronegócio participarão, dentre elas, o Secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Francisco Sérgio Ferreira Jardim, cuja presença está confirmada.

Na sequência da cerimônia de abertura haverá uma conferência inaugural especial, ministrada pelo presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Maurício Antônio Lopes.

Neste ano, um dos destaques da programação será a palestra, que acontecerá no último dia do evento (sexta-feira, dia 21), do engenheiro agrônomo Carlos Hanada, especialista em jardins verticais, responsável por projetos grandiosos em São Paulo (SP), como o Corredor Verde na Avenida 23 de Maio; os jardins do Hospital Sírio Libanês, Hospital do Coração, Grupo Carrefour, Rede Globo; além do Jardim Botânico Plantarum, no Rio de Janeiro (RJ). Mas muitos outros temas de grande relevância para o setor serão tratados emmais de 20 palestras ao longo de toda a programação, que está disponível no site: www.feiradeirrigacao.com.br/programacao

Simultaneamente à FIIB 2018, acontecerá ainda o XXVII Congresso Nacional de Irrigação e Drenagem (CONIRD), organizado pela Associação Brasileira de Irrigação e Drenagem (ABID) e o Instituto de Pesquisa e Inovação na Agricultura Irrigada (INOVAGRI).

SERVIÇO
Evento: Feira Internacional da Irrigação Brasil 2018 (FIIB 2018)
Data e horário: 19, 20 e 21 de setembro, das 9h às 17h.
Local: Centro de Convenções Expo Dom Pedro (Shopping Parque Dom Pedro), em Campinas (SP).

As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas antecipadamente pelo site – www.feiradeirrigacao.com.br – ou presencialmente no local, durante o evento.