Centro de distribuição inaugurado em Salvador vai beneficiar produtores da agricultura familiar da Bahia

Centro de Distribuição da Agricultura Familiar fica no bairro de Itapuã, em Salvador — Foto: Secretaria de Desenvolvimento Rural

Foi inaugurado, em Salvador, o Centro de Distribuição da Agricultura Familiar, que vai beneficiar produtores do setor no escoamento e armazenamento de produtos. O centro fica no bairro de Itapuã e o investimento foi de R$ 1,2 milhão.

A inauguração aconteceu no último domingo (25), durante a 9ª Feira da Agricultura Familiar e Economia Solidária, o maior evento da agricultura familiar do Brasil, que acontece até o dia 2 de dezembro, no Parque de Exposições de Salvador, em paralelo à 31ª Feira Internacional da Agropecuária (Fenagro).

De acordo com a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), o Centro de Distribuição integra a estratégia de comercialização dos produtos da agricultura familiar. No espaço tem depósitos fechados de cooperativas baianas para facilitar o escoamento da produção. O centro também vai possibilitar a produção em larga escala.

Segundo a SDR, o espaço também é uma oportunidade para as cooperativas da agricultura familiar levarem os produtos em grande quantidade, armazenar no Centro de Distribuição, e fazer as vendas para supermercados, delicatessens e padarias.

Fonte: G1

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Brasil recebe prêmio internacional de agricultura familiar

Prêmio reconhece trabalho do Brasil na agricultura familiar

Como reconhecimento à Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Pnapo), o Brasil recebeu o Prêmio Prata de Políticas para o Futuro de 2018, concedido pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). Nesta terça-feira (23), o presidente da República, Michel Temer, recebeu a premiação das mãos do ministro do Desenvolvimento Social, Alberto Beltrame.

Entregue em Roma ao governo brasileiro, a premiação celebra as experiências bem-sucedidas de sistemas agrícolas e alimentares sustentáveis. Ao todo, oito iniciativas estavam na disputa. Com sede na Alemanha, o Fórum Internacional de Políticas para o Futuro avalia, a cada ano, as políticas e iniciativas que merecem ser premiadas. Esse ano, o tema do prêmio foi agricultura sustentável e orgânica.

Avanços

“O Brasil foi contemplado com esse prêmio pela qualidade da sua proposta e da sua política em relação à promoção da agricultura sustentável. Nós tivemos vários avanços, que foram reconhecidos internacionalmente e o prêmio foi extremamente concorrido”, afirmou o ministro, após reunião com o presidente no Palácio do Planalto.

Fonte: Planalto

Agricultura familiar garante a conservação de sementes

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Agricultores agroecológicos de várias comunidades rurais do Interior estão mobilizados em um esforço coletivo para preservar as sementes crioulas. São os chamados guardiões. Além da preservação dos grãos, há um trabalho de fortalecimento da agricultura de base familiar em andamento na região Centro-Sul do Estado.

Levantamento realizado pela Cáritas Diocesana de Iguatu mostra que existem 15 casas de sementes crioulas nos municípios de Jucás, Cariús, Saboeiro, Senador Pompeu, Acopiara e Pedra Branca. Essas unidades integram a Rede de Intercâmbio de Sementes Centro-Sul, que foi criada em outubro de 2016.

De acordo com Alessandro Nunes, da Cáritas Regional Ceará, os principais desafios da produção e conservação das sementes crioulas também conhecidas como sementes da paixão ou da fartura são os pacotes tecnológicos oferecidos aos produtores rurais, o risco de contaminação com o cultivo de transgênicos.

O objetivo das casas é organizar os guardiões de sementes crioulas em suas comunidades, favorecer a troca entre os produtores e contribuir para o melhor funcionamento nos aspectos de organização social e política, segundo destacou Mara de Oliveira, da Cáritas Diocesana.

Em Jucás, no sítio dos Lucas, distante 14km da sede, foi construída a Casa de Sementes Luís Gomes Lucas que já reúne alguns recipientes com 14 variedades de grãos de milho, feijão, fava e jerimum. “Estamos começando e vamos crescer no estoque e na preservação das sementes crioulas”, pontua a agricultora familiar, Sofia Lucas. “Nos encontros, trocamos ideias, conhecemos as ações que deram certo em outras localidades e vamos enfrentar a nossa maior dificuldade que é o isolamento”.

Mara de Oliveira observa que muitos agricultores preferem as sementes selecionadas, modificadas geneticamente e distribuída pelo governo porque acreditam que a produção será mais rápida. “Nós trabalhamos na conscientização, no abandono ao uso de agrotóxico, na preservação das sementes crioulas”.

A implantação das casas de sementes nas comunidades tem captação de recursos por meio da Articulação do Semiárido (ASA) e Cáritas Diocesana. Alguns bancos de sementes já reúnem maior variedade e quantidade, conseguindo comercializar o excedente entre agricultores.

Recentemente, ocorreu no município de Jucás, o Encontro da Rede de Intercâmbio de Sementes do Centro-Sul, no sítio dos Lucas. Por dois dias, os participantes promoveram debates, troca de sementes e venda de seus produtos agroecológicos.Resultado de imagem para agricultura familiar

O evento, que chegou à quarta edição, teve por objetivo fortalecer o segmento da agroecologia com foco na preservação da biodiversidade genética das sementes crioulas. Neste ano, o tema do encontro foi ‘É no Semiárido que o povo vive e resiste’.

Mara de Oliveira, da Cáritas Diocesana de Iguatu, lembra que o encontro resultou de uma articulação de todas as Casas de Sementes, com o apoio da instituição ligada à Igreja Católica, além de outras entidades. “Promovemos a troca em uma feirinha e o intercâmbio de informações técnicas”, pontuou.

Estratégias coletivas e de segmentos específicos para o fortalecimento da agricultura familiar através da produção agroecológica e o uso das sementes crioulas também foram discutidas. “É um momento rico para compartilhar experiências que são desenvolvidas através das comunidades com apoio das casas”. Nas reuniões são avaliados os impactos, resultados e desafios da ação de defesa das sementes crioulas. Em roda de conversa temas como os riscos dos agrotóxicos e os alimentos transgênicos foram discutidos.

Tipos

O jovem guardião de sementes Micael Plácido, 14, morador da comunidade Betel, zona rural de Saboeiro, há quatro anos começou a guardar crioulas e nativas. Hoje, conta com mais de 65 tipos diferenciados. “Iniciei depois de conversar com meu pai, que também tinha algumas sementes. Ele começou o plantio de crioulas, depois de perder as safras com sementes do governo”.

Plácido observou que as crioulas são bem mais resistentes. “Houve um veranico, mas com a volta das chuvas as espigas se desenvolveram e tiramos uma colheita boa”, demonstrou o jovem agricultor e estudante.

Fonte: Diário do Nordeste

Agricultura familiar ganha força com Programa de Fomento à Irrigação

A agricultura familiar é impulsionada através da Coordenadoria de Fomento à Irrigação do Estado do Piauí, coordenada por B. Sá. Para incentivar a produção, a Coordenadoria faz entrega de kits de irrigação, que já contemplou 57 municípios. Através desta ação, a realidade dos agricultores familiares está mudando em todo o Piauí, pois é possível cultivar e colher em qualquer época do ano.

Durante as supervisões feitas por técnicos da Coordenadoria às comunidades, o que se observa, segundo B. Sá, é a empolgação dos agricultores com a produção agrícola.

Nos últimos dias foram visitadas comunidades nas cidades de São João da Varjota e São João do Piauí e o resultado é satisfatório, pois os agricultores têm cultivado bananas, tomates, alface, batata, dentre outros produtos. O projeto tem como intuito contribuir mais ainda com a renda das pessoas nos municípios, em termos de produção orgânica.

Fonte: Ccom

Cuiabá potencializa agricultura familiar

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O secretário de Agricultura, Trabalho e Desenvolvimento Econômico Vinicius Hugueney acompanhado pelo engenheiro agrônomo Reginaldo Lemos estiveram na semana passada  (23) no Assentamento 21 de Abril, para acompanhar o resultado e ver a potencialidade das hortaliças cultivadas em ambiente protegido, na propriedade rural do casal de agricultores Lucindo e Therezinha da Cruz.

A visita faz parte das ações implantadas pela pasta que pretende estar cada vez mais próxima dos pequenos produtores, dando oportunidade, trazendo informação e levando essas informações para a população, atuando como parceiro para promover a comercialização e o aumento da renda dessas famílias. A determinação do Prefeito Emanuel Pinheiro é de que a pasta traga  melhorias de forma efetiva para as famílias que fazem do campo o seu sustento de cada dia.

A função da Secretaria de Agricultura do município é atuar como um facilitador para a qualificação dessas pessoas, por meio da assistência técnica dos seus engenheiros agrônomos, fazendo a mediação entre órgãos, como a Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), a Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB) e Ministério da Agricultura, além de orientações de financiamento e, ainda ajudá-los a sair da informalidade.

Conforme disse o secretário Vinicius Hugueney, a prefeitura vem atuando em várias frentes da agricultura familiar e junto aos pequenos produtores, para ajudá-los a comercializar seus produtos, por meio de programas como o  PAA – Programa de Aquisição de Alimentos e o  PNAE – Programa Nacional de Alimentação Escolar. Também deverá ser instalado na Central de Abastecimento de Cuiabá (CAC), o Galpão do Produtor. E investimentos em qualificação e tecnologia.

“Para realizarmos tudo isso, temos nos inspirados em pessoas como o senhor Lucindo e a Dona Thereza que tem força de vontade, buscam conhecimento e parceiros no banco para poder fazer investimento. Então, a gente tem mesmo que apoiar, valorizar e dar de incentivo a eles, formalizá-los através do MEI (Micro Empreendedor Individual) e assim, ajudá-los a atuar cada vez melhor, no seu ramo”, ressaltou o secretário.

O município de Cuiabá conta com aproximadamente 12 mil pessoas na zona rural, número que representa 2% da população de Cuiabá. Essa zona rural tem em torno de 46 a 50 comunidades com associação de produtores, resultando em cerca de 3 mil famílias. No caso do “Assentamento 21 de Abril”, a  área totaliza  2.600 hectares e é dividida em 160 lotes, com 120 famílias assentadas. Com uma produção concentrada em aves, suínos, caprinos e principalmente a produção frutas, legumes e hortaliças como milho, abóbora, berinjela, batata doce, melancia e outras.

Segundo o engenheiro agrônomo Reginaldo Lemos, iniciativas como as do seu Lucindo e da Dona Therezinha fortalecem as ações do poder público, no sentido de que por iniciativa própria, trocou investimentos por tecnologia aumentando a sua produtividade, fazendo com que ele não precise contratar tanta mão de obra. “Qualquer processo com alta tecnologia, você precisa de menos mão de obra. Aumentando a produtividade, aumenta a renda, às vezes até diminui a área plantada, mas faz com que a mão de obra que ele tem atenda suas demandas. Ao poder público fica a parte de amparar e buscar oferecer condições para encaixá-los no comércio cuiabano”, conclui o Reginaldo.

O cultivo hidropônico (cultivo na água) permite o consumo com menos resíduo de agrotóxico na planta. Permitindo produzir hortaliças folhosas em grande escala. Atualmente sua produção está introduzida em uma área de 2.400 metros quadrados de estufa, onde estão sendo plantadas, alface americana, crespa, roxas e rúcula. Em um investimento total de R$ 160 mil reais, com projeto realizado pela Empaer.

Para o casal de agricultores, que também foi comtemplado com o Kit de irrigação, esta colheita representa uma conquista de 15 anos de muito trabalho. “Nós conhecemos o Reginaldo há muito tempo, mas é a primeira vez que a prefeitura de Cuiabá vem ver de perto o que a gente está plantando. E também é a primeira vez, que temos contato direto com um secretário da prefeitura de Cuiabá, e esse moço já esteve aqui várias vezes para saber o que a gente estava precisando. Fazer uso da hidroponia está sendo muito bom pra nós, que não temos quase ninguém para ajudar no plantio e na colheita. Queremos agora ir à cidade, abri nossa firma pra poder tirar nota e poder vender também para supermercados, feiras e mercadinho”, conclui Dona Therezinha.

Apesar de eles estarem comercializado seus produtos apenas com a ajuda da Companhia Nacional de Abastecimento-CONAB, e por conta da falta da sua formalização, eles tem obtido uma renda inferior a 5 mil reais, por mês.

Fonte: FolhaMax