Agricultura familiar ganha força com Programa de Fomento à Irrigação

A agricultura familiar é impulsionada através da Coordenadoria de Fomento à Irrigação do Estado do Piauí, coordenada por B. Sá. Para incentivar a produção, a Coordenadoria faz entrega de kits de irrigação, que já contemplou 57 municípios. Através desta ação, a realidade dos agricultores familiares está mudando em todo o Piauí, pois é possível cultivar e colher em qualquer época do ano.

Durante as supervisões feitas por técnicos da Coordenadoria às comunidades, o que se observa, segundo B. Sá, é a empolgação dos agricultores com a produção agrícola.

Nos últimos dias foram visitadas comunidades nas cidades de São João da Varjota e São João do Piauí e o resultado é satisfatório, pois os agricultores têm cultivado bananas, tomates, alface, batata, dentre outros produtos. O projeto tem como intuito contribuir mais ainda com a renda das pessoas nos municípios, em termos de produção orgânica.

Fonte: Ccom

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Cuiabá potencializa agricultura familiar

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O secretário de Agricultura, Trabalho e Desenvolvimento Econômico Vinicius Hugueney acompanhado pelo engenheiro agrônomo Reginaldo Lemos estiveram na semana passada  (23) no Assentamento 21 de Abril, para acompanhar o resultado e ver a potencialidade das hortaliças cultivadas em ambiente protegido, na propriedade rural do casal de agricultores Lucindo e Therezinha da Cruz.

A visita faz parte das ações implantadas pela pasta que pretende estar cada vez mais próxima dos pequenos produtores, dando oportunidade, trazendo informação e levando essas informações para a população, atuando como parceiro para promover a comercialização e o aumento da renda dessas famílias. A determinação do Prefeito Emanuel Pinheiro é de que a pasta traga  melhorias de forma efetiva para as famílias que fazem do campo o seu sustento de cada dia.

A função da Secretaria de Agricultura do município é atuar como um facilitador para a qualificação dessas pessoas, por meio da assistência técnica dos seus engenheiros agrônomos, fazendo a mediação entre órgãos, como a Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), a Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB) e Ministério da Agricultura, além de orientações de financiamento e, ainda ajudá-los a sair da informalidade.

Conforme disse o secretário Vinicius Hugueney, a prefeitura vem atuando em várias frentes da agricultura familiar e junto aos pequenos produtores, para ajudá-los a comercializar seus produtos, por meio de programas como o  PAA – Programa de Aquisição de Alimentos e o  PNAE – Programa Nacional de Alimentação Escolar. Também deverá ser instalado na Central de Abastecimento de Cuiabá (CAC), o Galpão do Produtor. E investimentos em qualificação e tecnologia.

“Para realizarmos tudo isso, temos nos inspirados em pessoas como o senhor Lucindo e a Dona Thereza que tem força de vontade, buscam conhecimento e parceiros no banco para poder fazer investimento. Então, a gente tem mesmo que apoiar, valorizar e dar de incentivo a eles, formalizá-los através do MEI (Micro Empreendedor Individual) e assim, ajudá-los a atuar cada vez melhor, no seu ramo”, ressaltou o secretário.

O município de Cuiabá conta com aproximadamente 12 mil pessoas na zona rural, número que representa 2% da população de Cuiabá. Essa zona rural tem em torno de 46 a 50 comunidades com associação de produtores, resultando em cerca de 3 mil famílias. No caso do “Assentamento 21 de Abril”, a  área totaliza  2.600 hectares e é dividida em 160 lotes, com 120 famílias assentadas. Com uma produção concentrada em aves, suínos, caprinos e principalmente a produção frutas, legumes e hortaliças como milho, abóbora, berinjela, batata doce, melancia e outras.

Segundo o engenheiro agrônomo Reginaldo Lemos, iniciativas como as do seu Lucindo e da Dona Therezinha fortalecem as ações do poder público, no sentido de que por iniciativa própria, trocou investimentos por tecnologia aumentando a sua produtividade, fazendo com que ele não precise contratar tanta mão de obra. “Qualquer processo com alta tecnologia, você precisa de menos mão de obra. Aumentando a produtividade, aumenta a renda, às vezes até diminui a área plantada, mas faz com que a mão de obra que ele tem atenda suas demandas. Ao poder público fica a parte de amparar e buscar oferecer condições para encaixá-los no comércio cuiabano”, conclui o Reginaldo.

O cultivo hidropônico (cultivo na água) permite o consumo com menos resíduo de agrotóxico na planta. Permitindo produzir hortaliças folhosas em grande escala. Atualmente sua produção está introduzida em uma área de 2.400 metros quadrados de estufa, onde estão sendo plantadas, alface americana, crespa, roxas e rúcula. Em um investimento total de R$ 160 mil reais, com projeto realizado pela Empaer.

Para o casal de agricultores, que também foi comtemplado com o Kit de irrigação, esta colheita representa uma conquista de 15 anos de muito trabalho. “Nós conhecemos o Reginaldo há muito tempo, mas é a primeira vez que a prefeitura de Cuiabá vem ver de perto o que a gente está plantando. E também é a primeira vez, que temos contato direto com um secretário da prefeitura de Cuiabá, e esse moço já esteve aqui várias vezes para saber o que a gente estava precisando. Fazer uso da hidroponia está sendo muito bom pra nós, que não temos quase ninguém para ajudar no plantio e na colheita. Queremos agora ir à cidade, abri nossa firma pra poder tirar nota e poder vender também para supermercados, feiras e mercadinho”, conclui Dona Therezinha.

Apesar de eles estarem comercializado seus produtos apenas com a ajuda da Companhia Nacional de Abastecimento-CONAB, e por conta da falta da sua formalização, eles tem obtido uma renda inferior a 5 mil reais, por mês.

Fonte: FolhaMax

 

Mato Grosso pode mais: Priorizar e desenvolver a agricultura familiar

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O Governo anuncia, neste momento de crise financeira em todo Brasil, a conquista de mais de R$ 170 milhões não-retornáveis, junto ao banco de desenvolvimento alemão KfW e o Governo do Reino Unido, para ações de combate ao desmatamento, reflorestamento e de apoio à agricultura familiar.

O anúncio, feito pelo governador Taques no último mês durante a 23ª Conferência Mundial do Clima, COP 23 em Bonn na Alemanha, decorreu dos esforços da atual gestão estadual no combate ao desmatamento, pela conservação da vegetação nativa e ações de inclusão sócio-produtiva de agricultores familiares.

Um fator crucial para essa conquista foi a implementação da estratégia Produzir, Conservar e Incluir (PCI), com um conjunto de metas que chamou a atenção do mundo desde o seu lançamento na COP 21, em 2015 realizado pelo Governo de Mato Grosso. A PCI trouxe uma série de inovações que permitiram a Mato Grosso descortinar para o mundo o que era óbvio, mas pouco reconhecido: aqui existe Amazônia sim (aproximadamente 50% do nosso território), e nela temos oportunidades de produção sustentável com conservação ambiental. Outra novidade da PCI foi, pela 1ª vez, colocar numa mesma mesa vários segmentos distintos: agricultores familiares, grandes produtores, sociedade civil e governo.

Se antes o poder público enxergava a pauta ambiental apenas como “comando e controle”, com uma visão repressiva, principalmente em relação aos agricultores familiares, agora o contexto mudou. Estamos apostando nas oportunidades sócio-produtivas dos municípios da Amazônia de MT e tratando como política de Estado.

O eixo Incluir, o “I” da PCI, está no Estado sob gestão da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar e Assuntos Fundiários (SEAF), e busca promover a inclusão produtiva da agricultura familiar e populações tradicionais. Para isso, ele tem como metas: atingir 100% do atendimento de assistência técnica e extensão rural (ATER) para a agricultura familiar; aumentar participação da agricultura familiar no mercado interno para 70%; ampliar a participação dos produtos da agricultura familiar nos mercados institucionais para 30%; aumentar o acesso a crédito para R$ 1,3 bilhão por ano; e realizar a regularização fundiária de 70% dos lotes da agricultura familiar até 2030.

Acre e Pará são nossos maiores exemplos, pois já enxergam essas oportunidades internacionais há mais de 20 anos e já conseguiram milhões de euros e dólares para ações que visam o desenvolvimento sustentável da Floresta Amazônica.

Ainda sobre o eixo “I”, com o apoio de vários agentes, a SEAF investiu pesado na construção do inédito Plano Estadual da Agricultura Familiar e no lançamento da Plataforma Digital da Agricultura Familiar de Mato Grosso, ambos entregues em 2017. Esses dois instrumentos permitem ao Estado desenvolver uma atuação conjunta com a sociedade civil e o setor produtivo, com objetivo de atingir metas estabelecidas na PCI.

A agricultura familiar tem, portanto, um papel fundamental na atração de recursos voltados à conservação ambiental, como os R$ 170 milhões do Programa REM, dos quais 40% ou aproximadamente os R$ 80 milhões irão nos próximos 3 anos atender projetos de agricultura familiar sustentável.

Estudos mostram que, além de o desmatamento em áreas da agricultura familiar corresponder a menos de 20% do desmatamento total do Estado, quatro milhões de hectares da vegetação remanescente de Mato Grosso estão em pequenas propriedades e assentamentos.

É possível sim fazer agricultura de pequena escala com renda, sustentabilidade ambiental e segurança alimentar, promovendo o desenvolvimento dos municípios amazônicos do nosso estado. Esse é o novo Mato Grosso pelo qual tanto nos dedicamos e trabalhamos: por novas oportunidades internacionais, para o fortalecimento da nova classe média rural formada por produtores familiares. Mato Grosso pode mais!

Suelme Fernandes é secretário de Estado de Agricultura Familiar e de Assuntos Fundiários

Proposta amplia subsídio para energia no bombeamento de água para agricultura familiar

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Tramita na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 5250/16, do deputado Weverton Rocha (PDT-MA), que estende ao bombeamento de água para irrigação na agricultura familiar o desconto na tarifa de energia elétrica para agricultura irrigada e aquicultura aos fins de semana e feriados.

Atualmente, a lei que trata da expansão da oferta de energia elétrica emergencial (10.438/02) autoriza o desconto das tarifas durante 8h30 por dia, entre 21h30 e 6 horas do dia seguinte aos sábados, domingos e feriados.

Segundo Rocha, os pequenos agricultores enfrentam os maiores impactos das mudanças climáticas dos últimos anos. “Faz-se necessário a criação de estratégias que incentivem o uso da irrigação por esses produtores, responsáveis por produzir mais de 70% dos produtos consumidos pelos brasileiros.”

Somente 30% dos agricultores familiares são irrigantes, devido aos custos da energia elétrica, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “Tal ação irá incrementar as ações de combate à estiagem ao diminuir os custos para manutenção de um sistema de irrigação, reduzindo assim o custo de produção”, disse Rocha.

Tramitação

A proposta tramita em caráter conclusivo e será analisada pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; de Minas e Energia; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:

PL-5250/2016

Fonte: Agência Câmara Notícias

Horta Agroecológica e irrigação são um dos espaços mais visitados na Fafec

Horta Agroecológica e irrigação são um dos espaços mais visitados na Fafec

Não é à toa que o espaço dedicado a Horta Agroecológica e a demonstração de sistemas de irrigação na 9 ª Feira da Agricultura Familiar da Região Centro-Sul (Fafec), que acontece em Camaquã, é um dos mais visitados por agricultores em público em geral. Ela concentra a demonstração na prática do plantio, do manejo e dos cuidados que devem ser empregados no cultivo quando o produtor adota o sistema agroecológico, incluindo a adubação, conservação do solo, compostagem, controle biológico e a irrigação.

A horta é um espaço que vem ao encontro da proposta de mostrar aos produtores o que é a diversificação de culturas. “Nesta diversificação, tão importante para a sustentabilidade das propriedades da região, a horta pode contribuir tanto como uma fonte de renda quanto como uma forma de proporcionar segurança alimentar para as famílias de agricultores, quando sua produção for voltada ao autoconsumo”, explica o agrônomo da Emater/RS-Ascar, Antônio Carlos Paganelli.

Por isso, neste espaço, além de aspectos produtivos, são apresentadas alternativas para um melhor aproveitamento dos produtos colhidos da horta e a importância de numa alimentação saudável oriunda de ingredientes frescos e livre de produtos altamente industrializados.

A irrigação também está neste espaço para que as pessoas compreendam que é possível implantar um sistema que propicia regularidade de produção e garante produtividade, ressalta o agrônomo da Emater/RS-Ascar, Marcelo Biassusi.

Outras vantagens da irrigação são a eficiência e a possibilidade de adoção da fertirrigação, que contribui para menor índice de doenças folhares, além de ser um sistema prático porque trabalha com baixa pressão, não havendo necessidade de instalação de bomba, desde que haja um desnível – entre a caixa da água, o reservatório e a lavoura – de 4 metros.

Para os agricultores que constam no Plano Socioassistencial da Emater/RS-Ascar e no Plano Brasil Sem Miséria, um sistema de irrigação pode ser instalado de forma gratuita, isto porque quem arca com as custas do projeto é o Programa Segunda Água, da Secretaria de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo e do Ministério de Desenvolvimento Social.

Na região Centro-Sul são mais de 275 famílias beneficiadas pelo Segunda Água, espalhadas pelos municípios de Dom Feliciano, Chuvisca, Camaquã, Cerro Grande do Sul, Sertão Santana, Barão do Triunfo e São Jerônimo.

Luciana Aguirre, da localidade de Gramal, São Jerônimo, esteve na Fafec vendo como funciona o kit de irrigação que vai receber em breve. Ela é uma das beneficiárias e já tem planos para melhorar ainda mais a horta que cultiva de forma ecológica. Ela vai colocar uma cisterna e vai fazer a irrigação de moranga, morango, abóbora, chás, temperos e tantos outros hortigranjeiros que ela planta com esmero para a alimentação familiar.

Além da horta a Fafec trouxe para os visitantes outros temas como a biodiversidade, agroindústria, pecuária familiar, piscicultura, ovinocultura, meliponicultura, energia solar fotovoltaica, avicultura colonial e artesanato.

O evento é promovido pela Emater/RS-Ascar, no Parque de Exposição Dorval Ribeiro, concomitante a 50ª Expocamaquã.