Sistema online permite renovação de selo da agricultura familiar

No mês de dezembro, a nova plataforma digital da Secretaria Especial da Agricultura Familiar (Sead) chamada “Vitrine da Agricultura Familiar” recebeu mais de mil cadastros de produtos.

O sistema possibilita a solicitação e renovação do novo Selo Nacional da Agricultura Familiar (Senaf), e ainda, que as organizações econômicas divulguem os produtos que comercializam.

A Vitrine tem como propósito ampliar a visibilidade dos produtos da agricultura familiar identificados com o Senaf. A plataforma consiste em tramitar o selo de forma on line e com fácil gestão, na qual as cooperativas/associações e pessoas físicas poderão solicitar e acompanhar todo o processo de tramitação.

Ao oferecer um catálogo de produtos e serviços, a plataforma explora o diferencial da agricultura familiar no que se refere às dimensões econômicas, sociais e ambientais. A proposta amplia o contato entre quem consome e quem produz, além de agregar valores aos produtos da agricultura familiar e aumentar o seu acesso competitivo no mercado.

Para o produtor Daniel De Cezaro, responsável pela Vinícola de Cezaro, ter a cooperativa participando do projeto Vitrine é de extrema importância, pois amplia a visibilidade dos produtos. “É um projeto novo e quem já estiver cadastrado estará aparecendo para novos mercados e com certeza será visto mais facilmente por futuros clientes e os já existentes”, enfatizou.

Instituído pela Portaria n° 654, o Senaf é uma ferramenta de identificação e rastreamento de produtos oriundos da agricultura familiar, promovendo o fortalecimento do segmento entre consumidores e a população.

DETALHAMENTO

Cada produto possui número de série e QR Code para a rastreabilidade da origem, facilitando a identificação da produção, o detalhamento dos produtos e o contato com quem produz. Cezaro acredita que a nova tecnologia do selo facilita a comunicação com os clientes.

“Agora estamos ao alcance do celular, o selo antigo já nos representava bem, mas agora temos uma ferramenta a mais, que é a tecnologia”, comentou.

Podem utilizar o Senaf em seus produtos: agricultores familiares (pessoas físicas) que possuam a Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP), cooperativas ou associações de agricultores familiares que possuam a DAP e empresas cujos produtos tenham participação relevante na agricultura familiar.

Para a cooperativa ou associação da agricultura familiar, com DAP jurídica, basta acessar aqui, fazer seu cadastro e renovar sua permissão por dois anos. Ao solicitar o Senaf, será disponibilizado um login/senha para os usuários atualizarem seus perfis e produtos.

Com informações da Assessoria do MDA

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Codevasf apresenta alternativas para a produção à agricultores de Limoeiro de Anadia

Na última segunda-feira (27), a Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (CODEVASF) realizou, em Limoeiro de Anadia, uma reunião onde foram discutidas as alternativas de produção voltadas aos agricultores do município, que estão recebendo kits de irrigação através da Companhia.

Durante a reunião, realizada na Associação dos Agricultores de Limoeiro de Anadia (ASPROLIMO), o consultor nacional da Codevasf, Luiz Curado, apresentou um projeto voltado para a plantação de Açaí consorciado com inhame, como também outras alternativas tais como: maracujá,  limão e outras.

Na oportunidade, o presidente da Associação, Alvânio, ressaltou a importância do encontro.

“Esse momento representa um grande divisor de águas para os agricultores limoeirenses, que estão sendo beneficiados com os kits de irrigação através da Codevasf”, frisou o presidente da Associação, que ainfa elogiou o apoio dado pela superintendência do órgão.

“Agradecemos muito ao superintendente Marlan Ferreira por essa grande é fundamental iniciativa, que proporcionará uma grande mudança não só no desenvolvimento do nosso município, mas em sua independência socioeconômica”, finalizou.

A convite da CODEVASF, participaram também do encontro o presidente da Associação das Indústrias de Processamento de Frutos Tropicais, Etélio Prado.

Estiveram presentes cerca de 200 agricultores familiares, além do prefeito de Limoeiro de Anadia, Marcelo Rodrigues, o vice-prefeito Luciano Soares, os vereadores: Toinho, Felipe, Beto, Ernandes e Pedro Juvino, os secretários de Agricultura dos municípios de Limoeiro, Arapiraca, Boca da Mata, Maragogí e Porto Calvo.

Fonte: Cada Minuto

Centro de distribuição inaugurado em Salvador vai beneficiar produtores da agricultura familiar da Bahia

Centro de Distribuição da Agricultura Familiar fica no bairro de Itapuã, em Salvador — Foto: Secretaria de Desenvolvimento Rural

Foi inaugurado, em Salvador, o Centro de Distribuição da Agricultura Familiar, que vai beneficiar produtores do setor no escoamento e armazenamento de produtos. O centro fica no bairro de Itapuã e o investimento foi de R$ 1,2 milhão.

A inauguração aconteceu no último domingo (25), durante a 9ª Feira da Agricultura Familiar e Economia Solidária, o maior evento da agricultura familiar do Brasil, que acontece até o dia 2 de dezembro, no Parque de Exposições de Salvador, em paralelo à 31ª Feira Internacional da Agropecuária (Fenagro).

De acordo com a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), o Centro de Distribuição integra a estratégia de comercialização dos produtos da agricultura familiar. No espaço tem depósitos fechados de cooperativas baianas para facilitar o escoamento da produção. O centro também vai possibilitar a produção em larga escala.

Segundo a SDR, o espaço também é uma oportunidade para as cooperativas da agricultura familiar levarem os produtos em grande quantidade, armazenar no Centro de Distribuição, e fazer as vendas para supermercados, delicatessens e padarias.

Fonte: G1

Brasil recebe prêmio internacional de agricultura familiar

Prêmio reconhece trabalho do Brasil na agricultura familiar

Como reconhecimento à Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Pnapo), o Brasil recebeu o Prêmio Prata de Políticas para o Futuro de 2018, concedido pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). Nesta terça-feira (23), o presidente da República, Michel Temer, recebeu a premiação das mãos do ministro do Desenvolvimento Social, Alberto Beltrame.

Entregue em Roma ao governo brasileiro, a premiação celebra as experiências bem-sucedidas de sistemas agrícolas e alimentares sustentáveis. Ao todo, oito iniciativas estavam na disputa. Com sede na Alemanha, o Fórum Internacional de Políticas para o Futuro avalia, a cada ano, as políticas e iniciativas que merecem ser premiadas. Esse ano, o tema do prêmio foi agricultura sustentável e orgânica.

Avanços

“O Brasil foi contemplado com esse prêmio pela qualidade da sua proposta e da sua política em relação à promoção da agricultura sustentável. Nós tivemos vários avanços, que foram reconhecidos internacionalmente e o prêmio foi extremamente concorrido”, afirmou o ministro, após reunião com o presidente no Palácio do Planalto.

Fonte: Planalto

Agricultura familiar garante a conservação de sementes

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Agricultores agroecológicos de várias comunidades rurais do Interior estão mobilizados em um esforço coletivo para preservar as sementes crioulas. São os chamados guardiões. Além da preservação dos grãos, há um trabalho de fortalecimento da agricultura de base familiar em andamento na região Centro-Sul do Estado.

Levantamento realizado pela Cáritas Diocesana de Iguatu mostra que existem 15 casas de sementes crioulas nos municípios de Jucás, Cariús, Saboeiro, Senador Pompeu, Acopiara e Pedra Branca. Essas unidades integram a Rede de Intercâmbio de Sementes Centro-Sul, que foi criada em outubro de 2016.

De acordo com Alessandro Nunes, da Cáritas Regional Ceará, os principais desafios da produção e conservação das sementes crioulas também conhecidas como sementes da paixão ou da fartura são os pacotes tecnológicos oferecidos aos produtores rurais, o risco de contaminação com o cultivo de transgênicos.

O objetivo das casas é organizar os guardiões de sementes crioulas em suas comunidades, favorecer a troca entre os produtores e contribuir para o melhor funcionamento nos aspectos de organização social e política, segundo destacou Mara de Oliveira, da Cáritas Diocesana.

Em Jucás, no sítio dos Lucas, distante 14km da sede, foi construída a Casa de Sementes Luís Gomes Lucas que já reúne alguns recipientes com 14 variedades de grãos de milho, feijão, fava e jerimum. “Estamos começando e vamos crescer no estoque e na preservação das sementes crioulas”, pontua a agricultora familiar, Sofia Lucas. “Nos encontros, trocamos ideias, conhecemos as ações que deram certo em outras localidades e vamos enfrentar a nossa maior dificuldade que é o isolamento”.

Mara de Oliveira observa que muitos agricultores preferem as sementes selecionadas, modificadas geneticamente e distribuída pelo governo porque acreditam que a produção será mais rápida. “Nós trabalhamos na conscientização, no abandono ao uso de agrotóxico, na preservação das sementes crioulas”.

A implantação das casas de sementes nas comunidades tem captação de recursos por meio da Articulação do Semiárido (ASA) e Cáritas Diocesana. Alguns bancos de sementes já reúnem maior variedade e quantidade, conseguindo comercializar o excedente entre agricultores.

Recentemente, ocorreu no município de Jucás, o Encontro da Rede de Intercâmbio de Sementes do Centro-Sul, no sítio dos Lucas. Por dois dias, os participantes promoveram debates, troca de sementes e venda de seus produtos agroecológicos.Resultado de imagem para agricultura familiar

O evento, que chegou à quarta edição, teve por objetivo fortalecer o segmento da agroecologia com foco na preservação da biodiversidade genética das sementes crioulas. Neste ano, o tema do encontro foi ‘É no Semiárido que o povo vive e resiste’.

Mara de Oliveira, da Cáritas Diocesana de Iguatu, lembra que o encontro resultou de uma articulação de todas as Casas de Sementes, com o apoio da instituição ligada à Igreja Católica, além de outras entidades. “Promovemos a troca em uma feirinha e o intercâmbio de informações técnicas”, pontuou.

Estratégias coletivas e de segmentos específicos para o fortalecimento da agricultura familiar através da produção agroecológica e o uso das sementes crioulas também foram discutidas. “É um momento rico para compartilhar experiências que são desenvolvidas através das comunidades com apoio das casas”. Nas reuniões são avaliados os impactos, resultados e desafios da ação de defesa das sementes crioulas. Em roda de conversa temas como os riscos dos agrotóxicos e os alimentos transgênicos foram discutidos.

Tipos

O jovem guardião de sementes Micael Plácido, 14, morador da comunidade Betel, zona rural de Saboeiro, há quatro anos começou a guardar crioulas e nativas. Hoje, conta com mais de 65 tipos diferenciados. “Iniciei depois de conversar com meu pai, que também tinha algumas sementes. Ele começou o plantio de crioulas, depois de perder as safras com sementes do governo”.

Plácido observou que as crioulas são bem mais resistentes. “Houve um veranico, mas com a volta das chuvas as espigas se desenvolveram e tiramos uma colheita boa”, demonstrou o jovem agricultor e estudante.

Fonte: Diário do Nordeste