Mato Grosso pode mais: Priorizar e desenvolver a agricultura familiar

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O Governo anuncia, neste momento de crise financeira em todo Brasil, a conquista de mais de R$ 170 milhões não-retornáveis, junto ao banco de desenvolvimento alemão KfW e o Governo do Reino Unido, para ações de combate ao desmatamento, reflorestamento e de apoio à agricultura familiar.

O anúncio, feito pelo governador Taques no último mês durante a 23ª Conferência Mundial do Clima, COP 23 em Bonn na Alemanha, decorreu dos esforços da atual gestão estadual no combate ao desmatamento, pela conservação da vegetação nativa e ações de inclusão sócio-produtiva de agricultores familiares.

Um fator crucial para essa conquista foi a implementação da estratégia Produzir, Conservar e Incluir (PCI), com um conjunto de metas que chamou a atenção do mundo desde o seu lançamento na COP 21, em 2015 realizado pelo Governo de Mato Grosso. A PCI trouxe uma série de inovações que permitiram a Mato Grosso descortinar para o mundo o que era óbvio, mas pouco reconhecido: aqui existe Amazônia sim (aproximadamente 50% do nosso território), e nela temos oportunidades de produção sustentável com conservação ambiental. Outra novidade da PCI foi, pela 1ª vez, colocar numa mesma mesa vários segmentos distintos: agricultores familiares, grandes produtores, sociedade civil e governo.

Se antes o poder público enxergava a pauta ambiental apenas como “comando e controle”, com uma visão repressiva, principalmente em relação aos agricultores familiares, agora o contexto mudou. Estamos apostando nas oportunidades sócio-produtivas dos municípios da Amazônia de MT e tratando como política de Estado.

O eixo Incluir, o “I” da PCI, está no Estado sob gestão da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar e Assuntos Fundiários (SEAF), e busca promover a inclusão produtiva da agricultura familiar e populações tradicionais. Para isso, ele tem como metas: atingir 100% do atendimento de assistência técnica e extensão rural (ATER) para a agricultura familiar; aumentar participação da agricultura familiar no mercado interno para 70%; ampliar a participação dos produtos da agricultura familiar nos mercados institucionais para 30%; aumentar o acesso a crédito para R$ 1,3 bilhão por ano; e realizar a regularização fundiária de 70% dos lotes da agricultura familiar até 2030.

Acre e Pará são nossos maiores exemplos, pois já enxergam essas oportunidades internacionais há mais de 20 anos e já conseguiram milhões de euros e dólares para ações que visam o desenvolvimento sustentável da Floresta Amazônica.

Ainda sobre o eixo “I”, com o apoio de vários agentes, a SEAF investiu pesado na construção do inédito Plano Estadual da Agricultura Familiar e no lançamento da Plataforma Digital da Agricultura Familiar de Mato Grosso, ambos entregues em 2017. Esses dois instrumentos permitem ao Estado desenvolver uma atuação conjunta com a sociedade civil e o setor produtivo, com objetivo de atingir metas estabelecidas na PCI.

A agricultura familiar tem, portanto, um papel fundamental na atração de recursos voltados à conservação ambiental, como os R$ 170 milhões do Programa REM, dos quais 40% ou aproximadamente os R$ 80 milhões irão nos próximos 3 anos atender projetos de agricultura familiar sustentável.

Estudos mostram que, além de o desmatamento em áreas da agricultura familiar corresponder a menos de 20% do desmatamento total do Estado, quatro milhões de hectares da vegetação remanescente de Mato Grosso estão em pequenas propriedades e assentamentos.

É possível sim fazer agricultura de pequena escala com renda, sustentabilidade ambiental e segurança alimentar, promovendo o desenvolvimento dos municípios amazônicos do nosso estado. Esse é o novo Mato Grosso pelo qual tanto nos dedicamos e trabalhamos: por novas oportunidades internacionais, para o fortalecimento da nova classe média rural formada por produtores familiares. Mato Grosso pode mais!

Suelme Fernandes é secretário de Estado de Agricultura Familiar e de Assuntos Fundiários

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Proposta amplia subsídio para energia no bombeamento de água para agricultura familiar

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Tramita na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 5250/16, do deputado Weverton Rocha (PDT-MA), que estende ao bombeamento de água para irrigação na agricultura familiar o desconto na tarifa de energia elétrica para agricultura irrigada e aquicultura aos fins de semana e feriados.

Atualmente, a lei que trata da expansão da oferta de energia elétrica emergencial (10.438/02) autoriza o desconto das tarifas durante 8h30 por dia, entre 21h30 e 6 horas do dia seguinte aos sábados, domingos e feriados.

Segundo Rocha, os pequenos agricultores enfrentam os maiores impactos das mudanças climáticas dos últimos anos. “Faz-se necessário a criação de estratégias que incentivem o uso da irrigação por esses produtores, responsáveis por produzir mais de 70% dos produtos consumidos pelos brasileiros.”

Somente 30% dos agricultores familiares são irrigantes, devido aos custos da energia elétrica, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “Tal ação irá incrementar as ações de combate à estiagem ao diminuir os custos para manutenção de um sistema de irrigação, reduzindo assim o custo de produção”, disse Rocha.

Tramitação

A proposta tramita em caráter conclusivo e será analisada pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; de Minas e Energia; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:

PL-5250/2016

Fonte: Agência Câmara Notícias

Horta Agroecológica e irrigação são um dos espaços mais visitados na Fafec

Horta Agroecológica e irrigação são um dos espaços mais visitados na Fafec

Não é à toa que o espaço dedicado a Horta Agroecológica e a demonstração de sistemas de irrigação na 9 ª Feira da Agricultura Familiar da Região Centro-Sul (Fafec), que acontece em Camaquã, é um dos mais visitados por agricultores em público em geral. Ela concentra a demonstração na prática do plantio, do manejo e dos cuidados que devem ser empregados no cultivo quando o produtor adota o sistema agroecológico, incluindo a adubação, conservação do solo, compostagem, controle biológico e a irrigação.

A horta é um espaço que vem ao encontro da proposta de mostrar aos produtores o que é a diversificação de culturas. “Nesta diversificação, tão importante para a sustentabilidade das propriedades da região, a horta pode contribuir tanto como uma fonte de renda quanto como uma forma de proporcionar segurança alimentar para as famílias de agricultores, quando sua produção for voltada ao autoconsumo”, explica o agrônomo da Emater/RS-Ascar, Antônio Carlos Paganelli.

Por isso, neste espaço, além de aspectos produtivos, são apresentadas alternativas para um melhor aproveitamento dos produtos colhidos da horta e a importância de numa alimentação saudável oriunda de ingredientes frescos e livre de produtos altamente industrializados.

A irrigação também está neste espaço para que as pessoas compreendam que é possível implantar um sistema que propicia regularidade de produção e garante produtividade, ressalta o agrônomo da Emater/RS-Ascar, Marcelo Biassusi.

Outras vantagens da irrigação são a eficiência e a possibilidade de adoção da fertirrigação, que contribui para menor índice de doenças folhares, além de ser um sistema prático porque trabalha com baixa pressão, não havendo necessidade de instalação de bomba, desde que haja um desnível – entre a caixa da água, o reservatório e a lavoura – de 4 metros.

Para os agricultores que constam no Plano Socioassistencial da Emater/RS-Ascar e no Plano Brasil Sem Miséria, um sistema de irrigação pode ser instalado de forma gratuita, isto porque quem arca com as custas do projeto é o Programa Segunda Água, da Secretaria de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo e do Ministério de Desenvolvimento Social.

Na região Centro-Sul são mais de 275 famílias beneficiadas pelo Segunda Água, espalhadas pelos municípios de Dom Feliciano, Chuvisca, Camaquã, Cerro Grande do Sul, Sertão Santana, Barão do Triunfo e São Jerônimo.

Luciana Aguirre, da localidade de Gramal, São Jerônimo, esteve na Fafec vendo como funciona o kit de irrigação que vai receber em breve. Ela é uma das beneficiárias e já tem planos para melhorar ainda mais a horta que cultiva de forma ecológica. Ela vai colocar uma cisterna e vai fazer a irrigação de moranga, morango, abóbora, chás, temperos e tantos outros hortigranjeiros que ela planta com esmero para a alimentação familiar.

Além da horta a Fafec trouxe para os visitantes outros temas como a biodiversidade, agroindústria, pecuária familiar, piscicultura, ovinocultura, meliponicultura, energia solar fotovoltaica, avicultura colonial e artesanato.

O evento é promovido pela Emater/RS-Ascar, no Parque de Exposição Dorval Ribeiro, concomitante a 50ª Expocamaquã.

 

Parceria entre Embrapa e Afeam promove curso sobre irrigação

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Foto: Felipe Rosa

Manuseio de Sistema de Irrigação em Agricultura Familiar é o título do curso realizado por meio de uma parceria entre a Embrapa Amazônia Ocidental e a Agência de Fomento do Estado do Amazonas (Afeam). A atividade aconteceu entre os dias 12 e 13 de setembro, com o objetivo de socializar informações em relação aos diferentes métodos de fazer irrigação, levando em consideração a economicidade e as exigências dos diferentes sistemas de cultivo.
O curso, que aconteceu no auditório da Afeam e em propriedades rurais de Manaus, teve como público-alvo técnicos da Afeam, da Secretaria de Estado de Produção Rural (Sepror) e do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Amazonas (Idam), além de agricultores familiares e pesquisadores da Embrapa.
Conforme o gerente de crédito da Afeam, Otniel Monteiro, o tema irrigação se torna cada vez mais importante, devido às variações do clima notadas nos últimos anos na região. “Temos percebido a ocorrência de períodos de chuva e estiagem não tão precisos como antigamente. Com isso, os produtores rurais do Amazonas começam a se interessar pela irrigação”, destaca.
Mas não basta apenas o interesse. As diferentes técnicas de irrigação, que permitem o uso mais racional da água na atividade agropecuária, também exigem preparação. Tanto dos agricultores como dos técnicos que atuam no campo e na avaliação de projetos de crédito.
“Neste curso estamos alinhando o conhecimento. Entendendo melhor quais as principais técnicas de irrigação, produtos, qual tipo de irrigação é mais adequado para cada cultura, as tecnologias, etc. Essa capacitação é uma forma de preparar nosso corpo técnico para avaliar os projetos. É importante conhecermos para termos toda a atenção possível quando os projetos chegarem. Sabemos que muitos projetos de irrigação não foram à frente em outras regiões do País justamente por falta de acompanhamento ou conhecimento”, explicou Monteiro.
Conteúdo
O curso Manuseio de Sistema de Irrigação em Agricultura Familiar englobou diversos assuntos, como panorama geral da agricultura irrigada; área irrigada e métodos de irrigação utilizados nas diferentes regiões do Brasil; vantagens e limitações da irrigação; sistemas de irrigação (aspersão, microaspersão e localizada); critérios para a seleção do método de irrigação; componentes do sistema de irrigação (tubulações, motobombas, aspersores, fitas gotejadoras, etc.); modelos de sistemas de irrigação; parâmetros agronômicos e hidráulicos na elaboração de projetos de Irrigação Localizada e fertirrigação; noções de irrigação por autopropelido; noções gerais de custos por hectare dos principais sistemas de irrigação (aspersão, microaspersão e localizada); e sistema de irrigação da energia solar, entre outros.
O treinamento ainda contou com uma visita técnica em propriedades que possuem sistemas de cultivos irrigados no Puraquequara, em Manaus.
O curso contou com o apoio das empresas Comércio de Máquinas e Motores (Comam), Grupo Asperbras e Qluz. A atividade foi coordenada pelo analista Raimundo Nonato Carvalho Rocha e pelo pesquisador José Olenilson Pinheiro, ambos da Embrapa.
Irrigação
Irrigação é o conjunto de técnicas destinadas a deslocar a água no tempo ou no espaço para modificar as possibilidades agrícolas de cada região. A irrigação visa corrigir a distribuição natural das chuvas. Constituindo uma técnica que proporciona alcançar a máxima produção, em complementação às demais práticas agrícolas, a irrigação tem sido alvo de considerável interesse, principalmente nas regiões Nordeste e Centro-Sul do Brasil. Na região Norte, essa prática vem despertando interesse de agricultores devido a sazonalidade das chuvas nos últimos anos. Antes, no Amazonas a irrigação era uma prática comum apenas em hortaliças em cultivos protegidos. A prática da irrigação, além de reduzir riscos, proporciona outras vantagens significativas ao produtor. Para tanto, é imprescindível o conhecimento do manejo racional da irrigação, que consiste na aplicação da quantidade necessária de água às plantas no momento adequado.

Felipe Rosa (14406/RS)
Embrapa Amazônia Ocidental

Telefone: (92) 3303-7852

Fonte: Embrapa

Programa de Gestão Sustentável da Agricultura Familiar beneficiará famílias rurais de Vitória das Missões

Os objetivos, a importância e o funcionamento foram apresentados à administração municipal em reunião

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Extensionistas da Emater/RS-Ascar desenvolverão, ao longo dos próximos quatro anos, em Vitória das Missões, atividades do Programa Gestão Sustentável da Agricultura Familiar, coordenado pela Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR). Os objetivos, a importância e o funcionamento foram apresentados à administração municipal em reunião realizada na última terça-feira (16/08).

A extensionista da Emater/RS-Ascar, Vânia Miranda, destaca que a proposta central é promover ações de gestão baseadas na adequação socioeconômica e ambiental das propriedades rurais familiares, sendo que ao todo serão atendidas 44 famílias no município, por meio deste programa. “As famílias receberão acompanhamento e orientações sobre como organizar a gestão da propriedade, melhorar a produtividade, organização dos produtos, entre outras atividades”, comenta Vania.

O aumento da renda, a ampliação de área com práticas conservacionistas, a promoção do acesso a bens, serviços e políticas públicas e produção de pelo menos dez produtos para autoconsumo também são alguns dos resultados esperados nas propriedades que receberão assistência continuada e gratuita, por meio do trabalho da Emater/RS-Ascar, com recursos do Governo do Estado.

Fonte: Agrolink