EMBRAPA LANÇA PLATAFORMA DIGITAL PARA ANÁLISE DE SOLO QUE POTENCIALIZA EFICIÊNCIA DO AGRICULTOR

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Presença constante na Agrishow, a Embrapa – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária preparou uma série de inovações que serão apresentadas na edição de 2018 aquela que é uma das mais completas feiras de tecnologia agrícola do mundo, que será realizada de 30 de abril a 4 de maio, em Ribeirão Preto/SP.

O carro chefe das novidades levadas este ano pela Embrapa para a Agrishow é o SpecSolo, uma plataforma digital que integra georreferenciamento de amostragem, análise de solo por infravermelho e um assistente digital que auxilia na elaboração e recomendações de fertilização e correção do solo, permitindo maior eficiência produtiva ao agricultor.

Concebida pela Speclab, empresa parceira da Embrapa, a plataforma digital foi desenvolvida a partir de um banco de dados com mais de 1 milhão de amostras de solos abarcando todas as regiões produtoras do país. A solução conta com um software hospedado em nuvem e equipamento automatizado para coleta de espectros de solo. Outra vantagem da inovação é fazer uma análise não destrutiva, rápida e econômica. A solução estará exposta no estande da Embrapa no dia do seu lançamento e no setor da Fazenda Inteligente da Speclab (Rua A-7b) até o fim da feira.

Além dessa ferramenta, a Embrapa também mostra na feira: o MicroActive, uma formulação de micronutrientes que recobre grânulos dos macronutrientes; a RenovaCalc, uma ferramenta similar a uma calculadora pela qual as empresas cadastradas no RenovaBio poderão detalhar parâmetros técnicos para calcular créditos de descarbonização (CBios); além de suas novas tecnologias para melhoria da aplicação de produtos de controle fitossanitários de várias culturas.
Mais informações:

AGRISHOW 2018 – 25ª Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação
Data: 30 de abril a 4 de maio de 2018
Local: Rodovia Antônio Duarte Nogueira, Km 321 – Ribeirão Preto (SP)
Horário: das 8h às 18h
http://www.agrishow.com.br

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Agricultor muda sistema de irrigação e economiza água em plantação de bananas

Plantação passou por mudanças na irrigação

O agricultor Eugênio Oliveira, que mora na Zona Rural do município de Aparecida, Sertão paraibano, a 420 quilômetros de João Pessoa, mudou a foram de irrigação em sua plantação de bananas e vem colhendo diversos benefícios, além da diminuição drástica do consumo de água.

A mudança no sistema de inundação para irrigação localizada foi uma orientação de técnicos da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural da Paraíba (Emater).

Segundo o coordenador regional da Emater em Sousa, Francisco de Assis Bernardino, as principais vantagens e benefícios da mudança do sistema de irrigação é o aumento da produtividade da cultura, maior eficiência no uso da água e energia, com maior eficácia no controle de pragas e doenças.

O agricultor cultiva bananeiras em menos de um hectare de terra, tendo uma produtividade de 13 toneladas. Toda a produção é comercializada para o estado de Pernambuco, por meio de atravessador que vai buscar a banana na propriedade de Eugênio Oliveira.

Fonte: Portal Correio

Irrigação pode reduzir custos com aplicações

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Além de aumento da produtividade, a irrigação pode ter benefícios paralelos, como a redução dos custos com aplicações de fertilizantes, diz Dearley Brito Liberato, consultor da Irriger, empresa de gerenciamento de irrigação. “Ao fazer fertirrigação, você elimina os gastos com maquinário de aplicações”, conta.

Em entrevista ao Portal DBO, ele ressaltou a possibilidade de fazer mais safras no ano com a irrigação e que o investimento inicial com os equipamentos é recuperado em pouco tempo com a diferença de produção para sequeiros. “A irrigação vai ajudar a suprir a necessidade hídrica da planta no momento ideal, sem precisar esperar por chuvas”.

Para que a tecnologia dê certo, porém, é necessário acompanhamento de algumas variáveis e investimento em conhecer a cultura plantada, o solo e os equipamentos utilizados. “Tem que saber as fases em que a planta demanda mais ou menos água, acompanhar o clima, saber o balanço hídrico, tudo isso para irrigar da melhor forma e não perder água nem dinheiro”.

Fonte: Terra

Seca reduz preço da goiaba pela metade e aumenta 50% custos de produção em Valinhos

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A estiagem na região de Campinas (SP) reduziu em cerca de 50% o preço de venda das caixas de goiabas dos 200 produtores de Valinhos (SP), na região de Campinas (SP). O quilo, que chegava a ser comercializado por até R$ 7, está saindo por até R$ 3,50, segundo os produtores. “A situação é geral”, alerta o agricultor Valdemir Chiquetano, que tem 1,5 mil pés.

No caso das goiabas maiores (graúdas), agricultores disseram ao G1 que o preço despencou dos R$ 10 para os cerca de R$ 5.

A queda no preço é um reflexo da falta de água, porque sem chuvas regulares os frutos crescem com o tamanho em até 30% menor, já que amadurecem antes do tempo e precisam ser comercializados rapidamente.

Vale lembrar que a produção de goiaba dura o ano todo, já que os agricultores intercalam as podas para ter colheita nos 12 meses. De acordo com institutos de meteorologia, só em Valinhos choveu 1005 milímetros entre os meses de janeiro e agosto deste ano, contra 1.256 milímetros no mesmo período do ano passado.

Aumento dos custos

O presidente da Associação Agrícola de Valinhos e Região, Pedro Sidnei Pellegrini, lembra um terceiro impacto negativo na produção de 2017. Com a falta de chuva, os produtores precisam de irrigação, que eleva em até 50% os custos de produção.

Vale lembrar que a produção de goiaba dura o ano todo, já que os agricultores intercalam as podas para ter colheita nos 12 meses. De acordo com institutos de meteorologia, só em Valinhos choveu 1005 milímetros entre os meses de janeiro e agosto deste ano, contra 1.256 milímetros no mesmo período do ano passado.

O agricultor Leonardo Joaquim lembra que nem todos os produtores podem investir em irrigação por causa do preço. É o caso da propriedade rural onde ele trabalha. “Tem outra coisa, não pode tirar água do rio. E se tirar do poço, mais para frente ficamos sem água para beber”, completa.

O agricutor Valdemir Chiquetano disse que trabalha com irrigação, mas toda vez que utiliza o sistema precisa esperar até uma semana para que a represa se recupere.

Figo

A região de Valinhos também é forte na produção de figos, mas segundo a Associação Agrícola, a fruta sofre mais com as temperaturas baixas, mas como o inverno de 2017 não foi tão rigoroso não afetou a colheita.

Inverno mais seco

O Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (Cepagri ) da Unicamp registrou o inverno mais seco desde que começou a fazer sua medição em Campinas (SP), em 1988.

Do início de julho até dia 21 de setembro, choveu apenas 34 milímetros na área de medição do centro. O pior inverno em matéria de chuva nos últimos anos na medição do Cepagri tinha ocorrido em 1994, com o registro de 49 milímetros.

Fonte: G1

‘Agricultura do sol’ avança no Vale do Araguaia

Onde antes só se via boi, despontam os pivôs que tornaram viável a transformação de pastos em lavouras. A pecuária extensiva abriu espaço para a rotação de culturas, e com a irrigação a “agricultura do sol” mudou a lógica produtiva de uma área que durante décadas permaneceu estagnada, como fotografia de um modelo de negócios rurais que, aos poucos, vai sendo engolido pelo tempo.

Localizada no município de Britânia, na porção goiana do Vale do Araguaia, a Fazenda Santa Elisa, de propriedade da Mitre Agropecuária, é uma das tantas na região que vive essa transformação. Não é a única que busca imprimir veia profissional às mudanças e projeta expansão das atividades.

Mas, como todas as outras, encara para seguir sua trilha amplo debate sobre o uso das águas em um dos principais polos turísticos do Centro-Oeste.

Fabricio Mitre, que aos 33 anos comanda a Mitre Agropecuária e a maior parte dos negócios da família, lembra que a Santa Elisa, onde na infância costumava passar férias, estava esquecida no início desta década.

Com 1,5 mil hectares, a propriedade era exclusivamente voltada à pecuária extensiva, e como negócio era uma operação questionável. O potencial de desenvolvimento era claro como os dias de céu aberto desta época do ano em Britânia.

Formado em engenharia, com especializações em economia e filosofia em Londres e experiência no mercado financeiro, Fabricio não deixou o cavalo encilhado passar batido. Comprou fazendas vizinhas, passou a contar com 4 mil hectares e a gestar uma nova dinâmica.

Inicialmente, é verdade, investiu na própria pecuária de corte. Mas logo partiu para a integração entre pecuária e lavouras, com um “projeto sustentável”, como define, de plantios de feijão e soja transgênica intercalados por capim.

Fabricio Mitre, na fazenda Santa Elisa, em Britânia (GO): plano do empresário é expandir a área irrigada para cerca de 10 mil hectares em um prazo de sete anos

“Foram três anos para obter os licenciamentos necessários e quatro para colocar o projeto de pé”. Para poder ligar os nove pivôs de irrigação instalados na fazenda atualmente, o empresário conta que precisou investir em uma rede elétrica de 41 quilômetros. “Usamos apenas um décimo da energia da rede, o resto doamos para a concessionária [Celg]”, afirma.

Apesar de concentrar as atenções, diz Antonio Rondon Pereira de Lima, diretor agrícola da Mitre, os pivôs, de acesso remoto, não são a única tecnologia na Santa Elisa. Maquinário como tratores com GPS, sistemas de análise de solo e variedades (sobretudo de feijão) adaptadas à região são outros “motores” do avanço agrícola do grupo.

A expansão e a transformação da Santa Elisa absorveram investimentos totais da ordem de R$ 25 milhões, mas hoje o valor de mercado da fazenda chega a cerca de R$ 100 milhões, segundo o empresário. Os pivôs que irrigam as produções alternadas de feijão, soja e capim cobrem uma área de plantio de 911 hectares.

Da área restante, parte é ocupada por reservas florestais e parte ainda pela pecuária. Mas os bois que pastam na Santa Elisa não são mais de propriedade da Mitre Agropecuária.

O rebanho – que varia, mas pode chegar a 10 mil cabeças – é de um parceiro, que na hora da venda divide o valor equivalente ao ganho de peso dos animais com a empresa. “E esse ganho, sem confinamento, chega a 1,3 grama por dia”. Fabricio diz que, a depender do mercado, a implantação de um confinamento não está descartado.

Agora o objetivo da Mitre Agropecuária é chegar a 10 mil hectares em um prazo de sete anos, em terras próprias e arrendadas. “Já temos garantido o arrendamento de mais 1,3 mil hectares, sujeitos a licenciamento, para a safra 2017/18. E estamos negociando outras aquisições”, afirma. O fato é que as vendas de feijão na região vão bem, a soja continua com bastante liquidez e alguma diversificação também está nos planos. Mas o foco, no curto prazo, continuará mesmo sobre o feijão.

É a leguminosa que permitirá que a Mitre Agropecuária ao menos mantenha sua participação de 7% no faturamento do grupo, que em geral está em alta e deverá somar R$ 220 milhões em 2018. No médio e longo prazo, contudo, a manutenção do ritmo de avanço dependerá do aumento da disponibilidade de água para irrigação. E é esse o debate que domina a parte goiana do Vale do Araguaia atualmente.

Ante as recorrentes acusações de que a agricultura irrigada pode causar prejuízo hídrico permanente ao Vale, o agrônomo e consultor José Roberto de Menezes, responsável por diversos projetos agrícolas na região – inclusive o da Mitre – busca dissipar preocupações. Ele afirma que, entre agosto e setembro, pico da seca, os pivôs são usados pontualmente. Ficam ligados com mais intensidade de abril a junho, voltam à carga em outubro e são novamente deixados de lado com as chuvas de verão.

“Se somarmos todas as horas de uso, temos de 40 a 50 dias de irrigação ao ano. Mas 20% da água utilizada volta ao lençol freático de agosto e setembro”, afirma Menezes, que cunhou o termo “agricultura do sol” pra definir os novos contornos da produção agrícola da região.

Como parte de sua campanha de convencimento, mais de 70 produtores criaram um “braço” da Associação dos Produtores do Vale do Araguaia (Aprova) com foco na agricultura – a “Aprova” original é voltada à pecuária – e tem participado das discussões por meio da entidade. “Temos procurado uma maior cooperação com os governos municipais e com o Estado. Estamos participando de audiências públicas e trabalhado junto às comunidades locais, inclusive com ações junto a escolas”, afirma Antônio Celso Barbosa Lopes, diretor da Aprova.

Fonte: Valor Econômico, adaptada pela Equipe BeefPoint.