Hidroferti lança plataforma de produtos para segmento agrícola

Dados recentes divulgados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, mostram que a agroindústria brasileira continua se recuperando, com aumento de volumes, o que estimula a demanda por serviços e outros setores econômicos. Diante desta boa notícia, a hora é de investir em projetos que vão agregar ainda mais valor para a agricultura. É o que faz a IHM Stefanini, empresa do Grupo Stefanini especializada no segmento industrial.

A companhia acaba de anunciar uma joint venture com a Hidroferti, empresa que se dedica à geração de soluções tecnológicas para o gerenciamento e monitoramento do processo de produção agrícola. E a parceria já começa com o lançamento do Hydrocontroll – a primeira plataforma de produtos e serviços que engloba todo o segmento agrícola, implantada com o uso de tecnologias como inteligência artificial, machine learning, automação e robótica, além de softwares de gestão e aquisição de dados para tomada de decisão.

O Hydrocontroll utiliza sistema de gestão e inteligência conectado às áreas irrigadas, responsável por gerenciar dados sobre as necessidades hídricas das plantas e informações agrometeorológicas, além de otimizar o consumo de energia. Com alinhamento sustentável, o projeto prevê economia de água e energia, incluindo o fator segurança, tão necessário na tomada de decisão, tendo ainda benefícios indiretos como menores perdas de fertilizantes, redução da incidência de doenças em plantas e aumento de produtividade.

“Contar com soluções de TI e de automação industrial para setores tão relevantes como a agricultura é essencial para oferecer aos nossos clientes opções que auxiliam seus negócios de forma cada vez mais robusta”, afirma Augusto Moura, CEO da IHM Stefanini.

As vantagens para o produtor agrícola são muitas e a plataforma Hydrocontroll pode ser aplicada para várias culturas (milho, soja, algodão, café, frutas, entre outros) em áreas de qualquer extensão, sejam elas em dimensão de média e de grande produção.

A plataforma engloba três módulos. Um deles é dedicado ao monitoramento de dados relevantes para a irrigação, tais como a umidade do solo, chuvas localizadas, microestações metereológicas, sensores de molhamento foliar (período em que as folhas permanecem molhadas) e de temperatura das plantas. Outro módulo realiza o monitoramento de variáveis de campo tanto para temperatura de solo quanto para a umidade de solo. Neste caso, apresenta o resultado real como complemento e corretor dos modelos de cálculo do método Analytics, além de monitorar o movimento de água no solo. Também conta com o módulo que completa a automação dos equipamentos, com acesso remoto, atuando de forma integrada aos demais módulos, com ligamento e desligamento dos equipamentos totalmente automatizados, de acordo com as informações processadas. O sistema Hydrocontroll conta com pivôs centrais, que permitem a irrigação das áreas.

“As vantagens desta plataforma envolvem automação, acesso remoto, redução de custos e de mão de obra, além de permitir acesso a decisões fora do local da área plantação, com uso de telemetria dos dados e monitoramento, onde os operadores conseguem visualizar um amplo status de funcionamento dos equipamentos”, destaca Alexandre Mudrik, diretor de Tecnologia Agrícola da Hidroferti. “Há ainda toda a otimização de funcionamento em horários econômicos e melhoria na conservação dos equipamentos com os dispositivos de segurança”, conclui Mudrik.

Fonte: Decision Report

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Bruxelas quer incentivar uso de águas tratadas na irrigação agrícola

Bruxelas quer incentivar uso de águas tratadas na irrigação agrícola

Em comunicado, o executivo comunitário salienta que as novas regras ajudarão os agricultores a fazerem o melhor uso possível das águas residuais não potáveis, atenuando a escassez de água e protegendo ao mesmo tempo o ambiente e os consumidores.

A nova diretiva estabelece requisitos mínimos para a reutilização das águas residuais tratadas provenientes de estações de tratamento de águas residuais urbanas, abrangendo elementos microbiológicos (por exemplo, nível de presença da bactéria E. coli) e requisitos para os controlos de rotina e de validação.

O público terá ainda acesso à informação em linha sobre práticas de reutilização da água nos seus Estados-membros.

O regulamento proposto pela Comissão visa atenuar a escassez de água em toda a UE, no contexto da adaptação às alterações climáticas, garantindo a segurança das águas residuais tratadas destinadas à irrigação agrícola e protegendo os cidadãos e o ambiente.

A proposta faz parte do programa de trabalho da Comissão Europeia para 2018, na sequência do plano de ação para a economia circular, e completa o atual quadro jurídico da UE sobre a água e os géneros alimentícios.

Fonte: Mundo ao Minuto

Banco Mundial vai financiar novo programa de irrigação agrícola em Moçambique

Banco Mundial vai financiar novo programa de irrigação agrícola em Moçambique

“Com o desenvolvimento da irrigação, os produtores deixam de depender apenas da estação chuvosa para produzir” e com as mudanças climáticas “é importante estimular a produção em todas as estações do ano”, referiu Aniceto Bila, dirigente do Banco Mundial, durante uma visita ao centro do país, citado pela Agência de Informação de Moçambique (AIM).

A verba será desembolsada ao longo de seis anos, prevendo-se que cubra uma área de 7.000 hectares e beneficie 14.000 agricultores.

O objetivo fundamental é apoiar a expansão e o desenvolvimento da irrigação para aumentar a produção e a renda das famílias cobertas pelo projeto.

Aniceto Bila falava durante uma visita a Vanduzi, província de Manica, para avaliação de uma outra iniciativa, na mesma área: o Projeto de Desenvolvimento de Irrigação Sustentável (Proirri), que permitiu o cultivo de 2.500 hectares de terra, em sete anos.

A primeira fase desta iniciativa decorre até dezembro, tendo como meta alcançar os 3.000 hectares de terra trabalhada.

O Proirri está orçado em 74,25 milhões de dólares (60 milhões de euros), financiado a 80% pelo Banco Mundial, sendo o restante doado pelo governo japonês.

LFO // PJA

Lusa/fim

Projeto AproCima monitora áreas rurais, malha rodoviária e produção agrícola em Minas

Satélite Sentinel 2A da União Europeia, utilizado pela ferramenta

O projeto AproCima, vencedor da modalidade Inovação em Políticas Públicas da 2ª edição do Prêmio Inova Minas, pretende facilitar a implementação e acompanhamento de políticas públicas nas áreas rurais do Estado.

A proposta busca identificar comunidades rurais isoladas, além de mapear estradas primárias e secundárias do estado e a produção agrícola existente. Tudo isto, realizado a partir da análise automatizada das imagens de satélite, gratuitas e de alta resolução, fornecidas pelo satélite europeu Sentinel 2A.

O projeto consegue fazer o mapeamento e identificação de avanços e deficiências nessas três áreas, garantindo maior agilidade e custo reduzido na tomada de decisões pelo poder público, servindo de modelo para outros estados do país.

“Pegamos 45 municípios e fizemos um estudo em cima deles. O algoritmo de mapeamento das áreas de produção já registra 90% de acerto, isso representa um elevado grau de confiança”, conta Wesley Mateus, um dos autores do projeto e coordenador da área de monitoramento da Superintendência de Programas Especiais da Secretaria de Estado de  Trabalho e Desenvolvimento Social (Sedese).

Wesley explica, também, que o projeto busca identificar, por exemplo, onde há buraco na malha rodoviária no estado, que possui, hoje, um déficit de mapeamento de 3.000 quilômetros, além de diferenciar que tipo de cultura está plantada em cada região e se há carência ou irrigação excessiva em determinadas áreas.

Dentro das ações do Estratégia de Enfrentamento da Pobreza no Campo, coordenadas pela Sedese, a ideia é utilizar o AproCima para a construção de estratégias de desenvolvimento regional e estabelecimento de mercados locais.

“O AproCima pega as imagens disponibilizadas pelo satélite Sentinel 2A da União Europeia e ‘ensina’ o computador a reconhecer padrões de imagem referentes à comunidade rural, estradas ou área agrícola produtiva. Em um segundo momento, procuramos identificar padrões de trechos ruins das vias. Com relação às áreas de plantio, desejamos identificar o tipo de cultura, se é soja, milho, arroz e se há  falta de irrigação”, explica.

Dividem a autoria do projeto, além de Wesley, Helder Carlos Júnior, da Secretaria de Estado de Casa Civil e de Relações Institucionais (Seccri); e Pedro Henrique Costa, da Secretaria de Segurança Pública (Sesp). AproCima está sendo desenvolvido em parceria com o grupo de pesquisa Patreo, vinculado ao Departamento de Ciência da Computação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Fonte: Hoje em Dia

Moradores dão exemplo com sistema de captação de água da chuva

Na 510 Norte, um sistema simples de captação da água da chuva deixa a horta do aposentado Benon Peixoto, de 82 anos, mais verdinha. O recurso hídrico é coletado por meio de uma calha canalizada até a caixa d’água de mil litros que serve de apoio para a irrigação das hortaliças.

O aposentado Benon Peixoto, de 82 anos, utiliza água da chuva armazenada em um caixa d’água ara irrigar hortaliças. Foto: Tony Winston/Agência Brasília
O aposentado Benon Peixoto, de 82 anos, utiliza água da chuva armazenada em uma caixa d’água para irrigar hortaliças. Foto: Tony Winston/Agência Brasília

Também na Asa Norte, um sistema de captação de água pluvial auxilia no cuidado com o jardim em frente a duas residências na Quadra 516. Três tonéis de 250 litros cada um foram ligados ao encanamento da calha da casa do militar aposentado Edil Argolo, de 54 anos, o que reduziu o custo da conta de água dele e do vizinho.

Os dois exemplos seguem recomendações da Diretoria de Vigilância Ambiental, da Secretaria de Saúde, para evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, da febre chikungunya e do zika vírus.

Em ambos os casos, o manuseio da água ocorre por uma torneira no fundo da caixa d’água e dos tonéis, evitando o abrir e fechar da tampa superior. Além disso, uma tela nos espaços abertos impede a entrada do inseto.

Segundo Benon Peixoto, o reservatório não só facilita na hora de molhar as plantas, como ajuda no estoque para o período da seca. Para garantir o maior aproveitamento da água, o aposentado também guarda o líquido em garrafas PET vedadas.

Edil Argolo garante que já sentiu a diferença no bolso, com uma economia de quase R$ 100 no fim do mês após a instalação da coleta pluvial. “Além de diminuir os gastos com a conta de água, aproveitamos um recurso que é totalmente desperdiçado na maioria das vezes”, relata o militar aposentado.

Trabalho direcionado da Vigilância Ambiental

Recipientes de armazenamento doméstico, como barril, caixa d’água, tambor e tonel, podem ser foco do mosquito Aedes aegypti quando usados de forma inadequada.

Com o intuito de conscientizar a população para os riscos, equipes da Vigilância Ambiental orientam os moradores e fazem um trabalho mais direcionado.

“Agora a nossa maior preocupação é como as pessoas têm armazenado a água, principalmente nas regiões que enfrentam rodízio hídrico”, explica a agente da Vigilância Ambiental Rosangela da Conceição.

A recomendação é que toda a reserva de água da rede da Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb) seja feita em locais limpos e devidamente fechados — o uso de tela é indicado para maior segurança. É necessário ainda que se faça uma limpeza semanal com bucha e sabão.

No caso do estoque pluvial, as orientações são as mesmas do reservatório para fins domésticos, com a ressalva de que não se pode consumir essa água, mas utilizá-la apenas para lavar a área, irrigar o jardim e outros usos externos.

Fonte: Agência Brasília