Bruxelas quer incentivar uso de águas tratadas na irrigação agrícola

Bruxelas quer incentivar uso de águas tratadas na irrigação agrícola

Em comunicado, o executivo comunitário salienta que as novas regras ajudarão os agricultores a fazerem o melhor uso possível das águas residuais não potáveis, atenuando a escassez de água e protegendo ao mesmo tempo o ambiente e os consumidores.

A nova diretiva estabelece requisitos mínimos para a reutilização das águas residuais tratadas provenientes de estações de tratamento de águas residuais urbanas, abrangendo elementos microbiológicos (por exemplo, nível de presença da bactéria E. coli) e requisitos para os controlos de rotina e de validação.

O público terá ainda acesso à informação em linha sobre práticas de reutilização da água nos seus Estados-membros.

O regulamento proposto pela Comissão visa atenuar a escassez de água em toda a UE, no contexto da adaptação às alterações climáticas, garantindo a segurança das águas residuais tratadas destinadas à irrigação agrícola e protegendo os cidadãos e o ambiente.

A proposta faz parte do programa de trabalho da Comissão Europeia para 2018, na sequência do plano de ação para a economia circular, e completa o atual quadro jurídico da UE sobre a água e os géneros alimentícios.

Fonte: Mundo ao Minuto

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Banco Mundial vai financiar novo programa de irrigação agrícola em Moçambique

Banco Mundial vai financiar novo programa de irrigação agrícola em Moçambique

“Com o desenvolvimento da irrigação, os produtores deixam de depender apenas da estação chuvosa para produzir” e com as mudanças climáticas “é importante estimular a produção em todas as estações do ano”, referiu Aniceto Bila, dirigente do Banco Mundial, durante uma visita ao centro do país, citado pela Agência de Informação de Moçambique (AIM).

A verba será desembolsada ao longo de seis anos, prevendo-se que cubra uma área de 7.000 hectares e beneficie 14.000 agricultores.

O objetivo fundamental é apoiar a expansão e o desenvolvimento da irrigação para aumentar a produção e a renda das famílias cobertas pelo projeto.

Aniceto Bila falava durante uma visita a Vanduzi, província de Manica, para avaliação de uma outra iniciativa, na mesma área: o Projeto de Desenvolvimento de Irrigação Sustentável (Proirri), que permitiu o cultivo de 2.500 hectares de terra, em sete anos.

A primeira fase desta iniciativa decorre até dezembro, tendo como meta alcançar os 3.000 hectares de terra trabalhada.

O Proirri está orçado em 74,25 milhões de dólares (60 milhões de euros), financiado a 80% pelo Banco Mundial, sendo o restante doado pelo governo japonês.

LFO // PJA

Lusa/fim

Projeto AproCima monitora áreas rurais, malha rodoviária e produção agrícola em Minas

Satélite Sentinel 2A da União Europeia, utilizado pela ferramenta

O projeto AproCima, vencedor da modalidade Inovação em Políticas Públicas da 2ª edição do Prêmio Inova Minas, pretende facilitar a implementação e acompanhamento de políticas públicas nas áreas rurais do Estado.

A proposta busca identificar comunidades rurais isoladas, além de mapear estradas primárias e secundárias do estado e a produção agrícola existente. Tudo isto, realizado a partir da análise automatizada das imagens de satélite, gratuitas e de alta resolução, fornecidas pelo satélite europeu Sentinel 2A.

O projeto consegue fazer o mapeamento e identificação de avanços e deficiências nessas três áreas, garantindo maior agilidade e custo reduzido na tomada de decisões pelo poder público, servindo de modelo para outros estados do país.

“Pegamos 45 municípios e fizemos um estudo em cima deles. O algoritmo de mapeamento das áreas de produção já registra 90% de acerto, isso representa um elevado grau de confiança”, conta Wesley Mateus, um dos autores do projeto e coordenador da área de monitoramento da Superintendência de Programas Especiais da Secretaria de Estado de  Trabalho e Desenvolvimento Social (Sedese).

Wesley explica, também, que o projeto busca identificar, por exemplo, onde há buraco na malha rodoviária no estado, que possui, hoje, um déficit de mapeamento de 3.000 quilômetros, além de diferenciar que tipo de cultura está plantada em cada região e se há carência ou irrigação excessiva em determinadas áreas.

Dentro das ações do Estratégia de Enfrentamento da Pobreza no Campo, coordenadas pela Sedese, a ideia é utilizar o AproCima para a construção de estratégias de desenvolvimento regional e estabelecimento de mercados locais.

“O AproCima pega as imagens disponibilizadas pelo satélite Sentinel 2A da União Europeia e ‘ensina’ o computador a reconhecer padrões de imagem referentes à comunidade rural, estradas ou área agrícola produtiva. Em um segundo momento, procuramos identificar padrões de trechos ruins das vias. Com relação às áreas de plantio, desejamos identificar o tipo de cultura, se é soja, milho, arroz e se há  falta de irrigação”, explica.

Dividem a autoria do projeto, além de Wesley, Helder Carlos Júnior, da Secretaria de Estado de Casa Civil e de Relações Institucionais (Seccri); e Pedro Henrique Costa, da Secretaria de Segurança Pública (Sesp). AproCima está sendo desenvolvido em parceria com o grupo de pesquisa Patreo, vinculado ao Departamento de Ciência da Computação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Fonte: Hoje em Dia

Moradores dão exemplo com sistema de captação de água da chuva

Na 510 Norte, um sistema simples de captação da água da chuva deixa a horta do aposentado Benon Peixoto, de 82 anos, mais verdinha. O recurso hídrico é coletado por meio de uma calha canalizada até a caixa d’água de mil litros que serve de apoio para a irrigação das hortaliças.

O aposentado Benon Peixoto, de 82 anos, utiliza água da chuva armazenada em um caixa d’água ara irrigar hortaliças. Foto: Tony Winston/Agência Brasília
O aposentado Benon Peixoto, de 82 anos, utiliza água da chuva armazenada em uma caixa d’água para irrigar hortaliças. Foto: Tony Winston/Agência Brasília

Também na Asa Norte, um sistema de captação de água pluvial auxilia no cuidado com o jardim em frente a duas residências na Quadra 516. Três tonéis de 250 litros cada um foram ligados ao encanamento da calha da casa do militar aposentado Edil Argolo, de 54 anos, o que reduziu o custo da conta de água dele e do vizinho.

Os dois exemplos seguem recomendações da Diretoria de Vigilância Ambiental, da Secretaria de Saúde, para evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, da febre chikungunya e do zika vírus.

Em ambos os casos, o manuseio da água ocorre por uma torneira no fundo da caixa d’água e dos tonéis, evitando o abrir e fechar da tampa superior. Além disso, uma tela nos espaços abertos impede a entrada do inseto.

Segundo Benon Peixoto, o reservatório não só facilita na hora de molhar as plantas, como ajuda no estoque para o período da seca. Para garantir o maior aproveitamento da água, o aposentado também guarda o líquido em garrafas PET vedadas.

Edil Argolo garante que já sentiu a diferença no bolso, com uma economia de quase R$ 100 no fim do mês após a instalação da coleta pluvial. “Além de diminuir os gastos com a conta de água, aproveitamos um recurso que é totalmente desperdiçado na maioria das vezes”, relata o militar aposentado.

Trabalho direcionado da Vigilância Ambiental

Recipientes de armazenamento doméstico, como barril, caixa d’água, tambor e tonel, podem ser foco do mosquito Aedes aegypti quando usados de forma inadequada.

Com o intuito de conscientizar a população para os riscos, equipes da Vigilância Ambiental orientam os moradores e fazem um trabalho mais direcionado.

“Agora a nossa maior preocupação é como as pessoas têm armazenado a água, principalmente nas regiões que enfrentam rodízio hídrico”, explica a agente da Vigilância Ambiental Rosangela da Conceição.

A recomendação é que toda a reserva de água da rede da Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb) seja feita em locais limpos e devidamente fechados — o uso de tela é indicado para maior segurança. É necessário ainda que se faça uma limpeza semanal com bucha e sabão.

No caso do estoque pluvial, as orientações são as mesmas do reservatório para fins domésticos, com a ressalva de que não se pode consumir essa água, mas utilizá-la apenas para lavar a área, irrigar o jardim e outros usos externos.

Fonte: Agência Brasília

Mapa melhora qualidade do zoneamento agrícola para a Safra 2017/2018

Mapa melhora qualidade do zoneamento agrícola para a Safra 2017/2018

As culturas de soja, milho e cana-de-açúcar da safra 2017/2018 terão portarias publicadas no Diário Oficial da União em meados de junho, que passarão a vigorar já com novo formato, com períodos de semeadura indicados conforme o nível de risco (20%, 30% e 40%). É a primeira vez em 20 anos que os resultados são apresentados para todas as culturas em níveis de risco climático mais detalhados, acatando sugestão do TCU (Tribunal de Contas da União) .

A novidade permite que os produtores rurais, agentes financeiros, seguradoras e o próprio governo federal incluam as recomendações de plantio de forma mais confiável em suas decisões. Além do percentual de 20%, o menor nível de risco apurado, foram acrescentados pela Secretaria de Política Agrícola do Mapa os níveis de maior risco para o resultado da produção, de 30% e de 40%. Em dezembro do ano passado, essa experiência foi iniciada nos estados do Acre, do Maranhão, do Pará, do Piauí e do Tocantins para a cultura do Milho 2ª safra (Safrinha).

O Zoneamento Agrícola de Risco Climático é um instrumento para auxiliar a gestão de riscos na agricultura. O objetivo é minimizar os riscos relacionados aos fenômenos climáticos adversos, possibilitando ao produtor identificar o melhor período de semeadura das lavouras, nos diferentes tipos de solo e ciclos de cultivares.

Workshop

Aspectos institucionais, operacionais e metodológicos do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) foram debatidos em workshop realizado nesta semana, em Brasília. “O evento foi positivo, na medida em que definiu o papel das instituições participantes e as prioridades para 2017”, avaliou o diretor do Departamento de Gestão de Riscos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Vitor Ozaki.

Participaram da reunião, representantes da área econômica do governo, a Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário, órgãos de controle (TCU), mercado segurador, entidades do setor produtivo e instituições de pesquisa.

Ao final, os encaminhamentos, principalmente, as solicitações de novas culturas a serem zoneadas, serão centralizadas na Secretaria de Política Agrícola, que negociará com a Embrapa as condições para a sua execução.

O Ministério da Agricultura é o coordenador nacional do Zarc e contratou a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), desde 2015, para executar o zoneamento.