Epagri promove reunião sobre manejo sustentável da água na cultura

O escritório municipal da Epagri de Turvo promoveu na tarde de terça-feira, dia 31, uma palestra técnica sobre Manejo sustentável da água na cultura do arroz. O evento foi realizado em parceria com a Cooperativa Turvense de Irrigação (Cootil) e aconteceu no Centro de Eventos Profª Iria Angeloni Carlessi.

Com a participação de 35 agricultores dos municípios de Turvo e Ermo, a palestra teve por objetivo a discussão sobre a problemática da falta de água durante a safra de arroz e o manejo que pode ser adotado pelos agricultores para mitigar os efeitos da falta de água para irrigar as lavouras.

Segundo a engenheira agrônoma da Epagri de Turvo, Beatriz Bez Birolo, a parceria entre Epagri e Cootil vem acontecendo há dois anos, desde o início do Projeto SC Rural desenvolvido pela cooperativa, que possibilitou a aquisição de bombas de irrigação e implementos com subsidio do Governo do Estado.

O engenheiro agrônomo da Epagri de Araranguá, Douglas George de Oliveira, proferiu a palestra e comentou sobre as práticas que podem ser realizadas pelos agricultores em suas propriedades. “A Região possui um alto índice pluviométrico, que chega a 1400 mm ao ano. Temos que armazenar a água nas propriedades para utilizá-la em momentos de estiagem, de modo a manter boas condições para desenvolvimento das lavouras”.

Fonte: Redação Engeplus

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IAC produz amendoim que atende agricultores e indústria

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O Instituto Agronômico (IAC), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, lançou mais uma cultivar de amendoim, produto muito utilizado nessa época de festas juninas. O produto foi lançado durante a última Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação (Agrishow), com grãos que possuem de 70% a 80% de ácido oleico, característica que garante maior tempo de prateleira ao produto, sem perder o sabor.

Segundo o pesquisador do IAC, Ignácio José de Godoy, o amendoim pode ser considerado um alimento saudável e até energético. O estado de São Paulo produz 400 mil toneladas do produto em casca, o que representa 90% do volume nacional. Godoy fala também sobre as outras 4 cultivares, desenvolvidas pelo Instituto, e suas características.

Saiba mais no site EBC

Batata irrigada é sinônimo de qualidade e produtividade na Fazenda Primavera, em Itapeva, SP

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Frita, cozida, assada e até mesmo industrializada, para produção de fécula e chips, a batata é um dos alimentos mais consumidos do mundo.

No Brasil, a batata é a principal hortaliça e tem uma produção anual de aproximadamente 3,5 milhões de toneladas em uma área de cerca de 130 mil hectares. Com raras exceções, seu cultivo no país é praticamente todo irrigado.

A planta de batata tem raízes que se concentram na camada mais superficial do solo, o que faz com que seja uma cultura muito sensível à deficiência hídrica. Mesmo pequenos períodos de estiagem podem comprometer o sucesso da lavoura.

Vale lembrar que plantas submetidas a condições de baixa disponibilidade de água são mais sensíveis a doenças e pragas, e em contrapartida, o excesso de água também pode ser muito prejudicial, já que reduz a aeração do solo, dissolve nutrientes como o nitrogênio e o potássio, e dificulta a execução de algumas práticas operacionais, como as inspeções fitossanitárias e as pulverizações de defensivos dos campos de produção.

A adoção da irrigação no cultivo de batata, de acordo com a Embrapa, possibilita incrementos de produtividade de até 50%, além da obtenção de tubérculos mais graúdos e com melhor aspecto físico.

O grupo JCF – José Carlos Fernandes, em suas Fazendas Saltinho e Primavera em Itapeva-SP, é um dos grandes produtores de batata que contam com um manejo de irrigação eficiente realizado pela consultoria ICROP GESTÃO DE IRRIGAÇÃO, garantindo, além de maior produtividade e menor risco de perda de produção, um produto final de extrema qualidade. São 5 mil sacos beneficiados diariamente na própria fazenda.

Fonte: Grupo Cultivar

Agricultura biossalina permite usar água salobra na irrigação de pequenas áreas

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A água é fundamental pro sucesso de qualquer atividade agropecuária. Imagina então, como os produtores do sertão do Nordeste sofrem com a falta dela. O Globo Rural mostrou uma tecnologia que pode ajudar muitos agricultores a continuar trabalhando, mesmo nos períodos de seca prolongada.

Quem vive e produz no semiárido nordestino sabe que a seca faz parte do clima desse pedaço do Brasil. Em geral, nos anos normais, chove apenas três, quatro meses por ano. Mas de tempos em tempos, a seca se prolonga.

A chuva irregular faz com que água seja um bem precioso e raro. Os agricultores sertanejos estão sempre em busca de alternativas para continuar trabalhando nos períodos de seca. Mas encontrar água no subsolo nem sempre resolve o problema.

Uma estimativa feita Embrapa mostra que há, pelo menos, 200 mil poços perfurados em todo semiárido nordestino. Mas a maior parte dessa água não vem sendo usada por causa da qualidade. É uma água salobra – com sal.

O agrônomo Tony Jarbas é doutor em solos e pesquisador da Embrapa semiárido, em Petrolina. Ele explica que a presença de sais na água se deve à formação geológica dessa região. “São rochas cristalinas e essas rochas contêm na sua estrutura cristalográfica cloretos e elementos químicos que levam a formação de sais. Então, quando essa água entre em contato com essas rochas, que o intemperismo se inicia, esses sais são liberados e vão ficar nessas águas subterrâneas em todo semiárido.”

A água salobra é composta por diversos tipos de sais, como o cloreto de sódio, que tem no sal de cozinha, além de cálcio, magnésio e potássio, por exemplo. O gosto é bem ruim, às vezes não dá nem para beber. Em geral os animais tomam, mas se o teor de sódio for alto, isso pode trazer sérios problemas de saúde para o rebanho. O uso dessa água na irrigação de lavouras é uma grande ameaça para o meio ambiente.

“Quando a gente tem uma água rica em sódio, por exemplo, e a gente usa essa água como fonte de irrigação, a gente está levando para o solo esse sódio. E qual é o efeito desse sódio? Ele entra no solo e começa a quebrar os agregados. Ele tem um efeito de dispersão das argilas do solo. E aí, essa argila dispersa, ela migra em profundidade e acaba entupindo os poros do solo. Por isso que a gente acaba tendo um efeito de compactação. E aí, indiretamente, além de ser feito de compactação, um efeito de erosão do solo. Porque quando chove a água não consegue infiltrar e ela acaba erodindo. Então, escorrendo sobre a superfície e carregando a camada superficial. É um processo de degradação e desertificação”, explica a pesquisadora da Embrapa Diana Signor.

A água não é a ideal, mas é a que tem. Por isso, a Embrapa criou um grupo de pesquisa que está adaptando às condições do Nordeste, uma técnica já usada em outros países: a chamada agricultura biossalina. Como conta o zootecnista Gherman Araújo, coordenador do grupo: “a agricultura biossalina é uma alternativa de cultivo, é uma alternativa de agricultura, onde se tem como base o uso de águas com certos teores de sais. É uma agricultura que tem sido utilizada desde da década de 50, onde a disponibilidade de água doce é extremamente restrita. Então, essas águas com certos teores de sais, uma vez utilizadas com critérios, podem se tornar uma excelente alternativa de produção.”

A ideia é trabalhar em pequenas áreas, destinadas à produção de forragem pra alimentação animal. O sistema deve seguir três regras fundamentais: análise da água do poço que vai ser usado para determinar a quantidade e os tipos de sais que ela contém; conhecer muito bem o solo que vai ser irrigado; escolher culturas adequadas pra cada situação.

A Embrapa vem testando algumas plantas em um campo experimental. Gherman Araújo explica que as plantas recomendadas para o sistema de agricultura biossalina devem ser as halófitas. “São aquelas plantas que toleram sais, que são resistentes aos sais. A planta mundialmente reconhecida como obrigatoriamente halófita é a erva-sal ou atriplex nummularia. Essa precisa, inclusive, de sódio para o seu crescimento.”

A erva-sal tem mais de 20% de proteína. Por isso, pode ser usada como forrageira. “A proteína, na verdade, é o nutriente mais importante, mais rico e, digamos, mais caro no processo de formulação de uma dieta para os animais. Então, essa planta tem importância enorme para o nosso semiárido também”, completa o zootecnista.

A Embrapa também está testando plantas já conhecidas e cultivadas por muitos agricultores sertanejos, como a gliricídia e a palma forrageira. Os testes também mostraram bons resultados com sorgo, moringa, leucina e palma.

A palma, além de forrageira para matar a fome dos animais, é também uma fonte de água, que pode ser usada para matar a sede do rebanho. A planta é uma produtora de água. Ela tem 90% de água e 10% de matéria seca.

Para conseguir bons resultados é preciso tomar alguns cuidados. O primeiro é associar a irrigação com uma adubação orgânica. Quanto menos água salgada for para o solo, melhor. Por isso, os pesquisadores estão trabalhando para determinar qual o volume ideal de irrigação que cada planta precisa.

Mesmo com todo cuidado, essa água acaba salinizando o solo. Por isso, os pesquisadores estão desenvolvendo um sistema de manejo que ajuda a preservar a qualidade da terra. Funciona assim: o agricultor divide a propriedade em talhões. Escolhe um, instala a irrigação e faz o plantio. Periodicamente, a área tem que passar por uma análise de solo. Quando o teor de sal ficar crítico, o talhão tem que ser abandonado e o agricultor tem que mudar todo o sistema para outro e a terra vai descansar até baixar o nível de sal. O tempo varia de acordo com o tipo de solo e a quantidade de sais que ele absorveu. É um tipo de agricultura que casa muito bem com pequenos agricultores.

Fonte: Globo Rural

Especialista prevê fim da estiagem no oeste da Bahia

A preservação dos recursos hídricos disponíveis na região oeste da Bahia foi pauta de um debate promovido pela Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente de Jaborandi, que reuniu na Câmara de Vereadores daquele município, irrigantes, representantes de órgãos ambientais e da sociedade civil, além de prefeitos e vereadores de Jaborandi, Correntina e Coribe. A reunião aconteceu na última sexta-feira (27).

O diretor de Águas e Irrigação da Aiba (Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia), Cisino Lopes, compôs a mesa de debate e defendeu o direito ao uso democrático da água, o que inclui a irrigação de forma eficiente e consciente. As palavras equilíbrio e sustentabilidade deram a tônica do seu discurso. Segundo ele, é possível continuar produzindo alimentos minimizando os impactos ambientais.

“Acho pertinente essa preocupação com os recursos naturais, só não podemos ser radicais. A palavra-chave é fazer o uso racional daquilo que dispomos. As pessoas têm uma visão equivocada da agricultura e, sobretudo, da irrigação. E as veem como vilãs, mas esquecem que foram elas que trouxeram desenvolvimento e progresso para a nossa região; que transformaram o cerrado em terra agricultável; que gerou emprego e renda para a nossa população. Basta comparar o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) dos municípios onde há o agronegócio com os que não há para perceber que a atividade traz muitos benefícios”, argumentou o agrônomo, defendendo o uso consciente da água, sobretudo nesse período prolongado de estiagem.

Os irrigantes ouviram de especialistas que o momento atual é de alerta, por conta do baixo volume dos rios, ocasionado pela falta de chuva na região.

Momento de Alerta – Para Cisino, o momento atual é de alerta, por conta do baixo volume dos rios, ocasionado pela falta de chuva, razão que tem levado a Aiba a orientar os seus associados a adotarem algumas medidas preventivas. No entanto, ele acredita que cenário deve mudar nos próximos dias. A previsão de chuva foi confirmada pelo meteorologista e pesquisador da Universidade Federal de Alagoas, PhD em Meteorologia e pós-doutor em Hidrologia de Florestas, Luiz Carlos Molion, que palestrou no evento.

Segundo o especialista, as restrições hídricas enfrentadas não só no oeste, mas em outras regiões do País, têm mais a ver com o ciclo climático do que com a própria atividade de irrigação. O professor da Ufal é otimista quanto à próxima safra. De acordo com suas perspectivas, a chegada do fenômeno la niña vai garantir a boa distribuição das chuvas, promovendo boa produtividade, bem como a normalização do nível dos rios.
“Está previsto o fim de um ciclo e o começo de um outro, pois na natureza nada é definitivo. Vejo uma boa previsão para os próximos dez anos, mas a curto prazo posso adiantar que os anos de 2018 e 2019 serão melhores em termo de chuvas”, disse.

O produtor rural Denilson Roberti classificou a iniciativa de “excelente oportunidade de informar, com embasamento científico, as reais causas para os longos períodos de seca que podem influenciam o regime de chuvas e a oferta de água pelos rios da região”. Em sua opinião, “encontros como esse são importantes para esclarecer as lideranças e a população de um modo geral, que geralmente colocam a culpas no agronegócio e ignoram os fatores cíclicos”, pontuou o agricultor, que está há 29 anos em Jaborandi, onde cultiva soja, milho e algodão, sendo 75% com o plantio de sequeiro, ou seja, cultivado somente com o regime das chuvas.

Fonte: Jornal da Mídia