Comunicação é desafio para agricultura, diz futura ministra

A futura ministra da Agricultura no governo de Jair Bolsonaro, Tereza Cristina, recebe o prêmio CNA Agro Brasil 2018, do presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Minas Gerais (Faemg), Roberto Simões.

A futura ministra da Agricultura no governo de Jair Bolsonaro, Tereza Cristina, recebe o prêmio CNA Agro Brasil 2018 do presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Minas Gerais (Faemg), Roberto Simões – Wilson Dias/Agência Brasil

A comunicação com a sociedade, com os mercados, com a comunidade ambientalista e com eventuais importadores de produtos da agricultura e da pecuária do Brasil será o principal desafio da futura gestão do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). A avaliação é da responsável pela pasta a partir do próximo 1º de janeiro, Tereza Cristina.

A futura ministra, que é deputada federal (DEM-MS) e hoje preside a Frente Parlamentar de Agricultura (FPA), enfatizou a importância da comunicação durante a solenidade do Prêmio CNA Agro Brasil, concedido pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). O evento ocorreu na noite de terça-feira (4), em Brasília. Tereza Cristina foi uma das premiadas.

De acordo com a futura ministra, “a comunicação vai ser uma coisa muito importante para a gente abrir os olhos do mundo, e mostrar que o Brasil conserva, que o país produz com qualidade, e que sua produção é sustentável. Enfim que nós temos aqui na agricultura um número enorme de empregos de boa qualidade e que cada dia o país vai caminhar mais em frente”.

Para Tereza Cristina, a desinformação afeta a visão sobre as atividades no campo. É o caso, por exemplo, do uso comum da palavra agrotóxico em lugar de defensivos agrícolas. “Neste caso dos agrotóxicos, defensivos agrícolas ou pesticidas são sinônimos. Tudo é remédio de planta, mas existe um preconceito e desconhecimento das pessoas, por isso que a comunicação é importantíssima”.

“A gente tem que preparar a sociedade brasileira para entender cada vez mais o que o produtor faz, que é por comida barata. Agrotóxico é remédio. Usado na dose certa cura, usado na dose errada mata”, apontou. “A comunicação vai ser fundamental para explicar o momento de transição. Nós estamos passando por um momento que o Brasil vai dar uma guinada, inclusive no meio ambiente, com responsabilidade, mas sem vieses”, prometeu.

Tereza Cristina elogiou a condução do Mapa pelo atual ministro Blairo Maggi e disse que pretende “continuar a fazer o trabalho que outros ministros fizeram: abertura de mercado para o nosso setor”. “Ninguém vai inventar a roda. O que nós precisamos é fazer com que a agricultura continue a crescer e que seja respeitada no mundo como uma agricultura de ponta”, acrescentou.

Para Maggi, Tereza Cristina terá como maior desafio gerir o Mapa com mais atribuições do que tem hoje. “Esse ministério está praticamente dobrado de tamanho, com funções antagônicas e pessoas que pensam diferente”. Além das áreas atuais, o Mapa voltará a cuidar da Secretaria de Pesca e da Secretaria de Agricultura Familiar.

No terceiro trimestre deste ano, as atividades de agricultura e pecuária foram as que apresentaram o maior crescimento econômico, aumento de 0,7% na comparação com o Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A população ocupada no setor cresceu 1,78% no período. Em 2017, a área ocupada pela agricultura e pecuária em todo o Brasil atingiu 350 milhões de hectares.

Fonte: Agência Brasil

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Embrapa e Visiona fazem acordo para usar tecnologia espacial na agricultura

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A Embrapa e a Visiona Tecnologia Espacial assinaram nesta sexta-feira, 07, um acordo de cooperação a fim de desenvolver projetos que unem tecnologia espacial e sistemas informatizados para serem aplicados na agricultura. O objetivo é obter avanços no mapeamento e monitoramento de áreas de produção agropecuária, ecossistemas ambientais e áreas de conservação, informa nota da Embrapa. Com a parceria, será mais fácil desenvolver sistemas que obtêm dados de satélites para ajudar no monitoramento e mapeamento.

A Embrapa contribuirá com conhecimento em tecnologia de agricultura, automação, geotecnologias e sistemas de TI. Já a Visiona entrará com o know-how na área espacial, em especial com o nanosatélite VCUB, o primeiro do tipo feito pela indústria brasileira.

“A parceria tem grande potencial de desenvolvimento técnico que poderá ser aplicado à oferta de novos modelos de negócios a serem explorados pelas duas empresas ou junto a terceiros”, afirmou o diretor de Inovação e Tecnologia da Embrapa, Cleber Soares.

O presidente da Visiona, João Paulo Rodrigues Campos, enfatizou as qualidades do VCUB: “A possibilidade de conjugar imagens com alta qualidade e coletar dados de sensores no campo faz do VCUB uma plataforma poderosa para aplicações agrícolas, e a parceria com a Embrapa será fundamental para transformar esse potencial em soluções concretas voltadas para o mercado brasileiro”.

Fonte: IstoÉ

Digitalização da agricultura com potencial para criar novos postos de trabalho

Digitalização da agricultura com potencial para criar novos postos de trabalho

A afirmação é do diretor-geral do Centro Comum de Investigação da Comissão Europeia, Vladimír Šucha: a digitalização da agricultura vai levar à perda de postos de trabalho, mas tem também o potencial de criar novos empregos no setor.

“É claro que vamos perder alguns empregos, mas também vamos criar outros. Ainda não sabemos bem em que moldes é que isso vai ocorrer”, defendeu o responsável em Bruxelas, durante um debate da Comissão Europeia sobre ‘A digitalização na cadeia alimentar’.

“Temos um modelo de negócio do Ocidente e outro a Leste, mas nenhum deles está em linha com a União Europeia. Temos de encontrar a nossa própria abordagem”, disse ainda Vladimír Šucha, explicando que PAC pós-2020 será também digitalizada, chegando a “um ‘smartphone’ ou um ‘tablet para evitar alguma burocracia”.

Wolfgang Burtscher, vice-diretor-geral da área de Investigação e inovação da Comissão Europeia, também presente no debate, defendeu ainda que a agricultura europeia pode reinventar-se, apostando na digitalização, ao mesmo tempo que respeita a tradição.

“A Agricultura é sempre capaz de se reinventar, respeitando as tradições e abraçando a inovação, a tecnologia e novas formas de trabalho”, explicou.

Para Burtscher, a agricultura enfrenta “sérios desafios” como a poluição e as alterações climáticas, sendo uma atividade que contribui, mas também sofre com o impacto destas.

Fonte: Vida Rural

Jardim no escritório: como construir um ambiente de criatividade e bem estar?

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Foi-se o tempo em que o ambiente de trabalho precisava ser opressor para extrair produtividade máxima de seus colaboradores. As rotinas altamente estressantes nunca se beneficiaram de locais de trabalho tensos e rígidos e, parando para pensar, demoramos para perceber isso. O bem estar no ambiente de trabalho só melhora a qualidade do próprio trabalho. Criar locais assim se tornou a meta de muitas empresas.

Em funções que exigem criatividade, ter locais que permitam o funcionário se sentir bem é primordial. Um bom jardim contribui muito para isso. De acordo com uma pesquisa realizada pela Winning With Talent, um ambiente agradável aumenta em até 65% o desempenho de um colaborador. A onda que começou com as empresas de tecnologia, como Google e Facebook, olhava especificamente para trazer diversão no trabalho, através de jogos, videogames, brinquedos, áreas de descanso. Essas são apenas algumas opções.

Uma enquete realizada com profissionais no LinkedIn mostrou que 77% das pessoas se sentem mais felizes em ambientes com obras de arte, por exemplo, e 74% delas se sentem mais inspiradas, 73% mais criativas, 37% mais relaxadas e 27% mais produtivas. Até as queixas de saúde diminuem. Quando falamos de ambientes verdes, uma pesquisa feita pela Universidade de Melbourne, na Austrália, apontou que observar durante 40 segundos uma paisagem verde, como um jardim, relaxa a mente, aumenta a produtividade e a concentração.

Além disso, tomar sol de 15 a 20 minutos ao menos três vezes por semana aumenta a absorção de vitamina D, que estimula o bem estar e revigora. As áreas verdes, ainda por cima, filtram o gás carbônico do ambiente, que em grandes quantidades causa sonolência e perda de concentração. As temperaturas do ambiente também se tornam mais agradáveis. Considerando que o paisagismo é acima de tudo uma expressão artística, criar uma área de relaxamento em meio à natureza, dentro de um escritório, tem inúmeras vantagens para os colaboradores da empresa.

É por isso que muitos prédios comerciais investem em jardins em suas áreas comuns. O bem estar dos funcionários significa maior produtividade e lucro para a companhia. A base para se construir uma empresa melhor começa justamente em sua instalação física. O ambiente dita muito do que se reflete no trabalhador, e é esse quem dita o sucesso da empresa.

Deixamos de ser a geração que aguarda o fim de semana para se sentir bem, que almeja a aposentadoria para relaxar. Queremos isso no cotidiano. A qualidade de vida em primeiro lugar. Alguns de nós aceitam empregos que pagam menos quando as condições de trabalho permitam que não nos sintamos “obrigados”, estressados, exauridos. O comprometimento com a empresa também ganha, porque ela se torna um ambiente desejável, e não mais obrigatório. O futuro, com certeza, é verde.

Fonte: Jornal Dia a Dia

Subsídio para energia na agricultura irrigada e aquicultura é ampliado na CRA

Ivo Cassol preside reunião da CRA em que projeto foi aprovado

Uma proposta que estende aos fins de semana e feriados o desconto na tarifa de energia elétrica incidente sobre as atividades de agricultura irrigada e aquicultura foi aprovada nesta terça-feira (4) na Comissão Agricultura e Reforma Agrária (CRA). A matéria segue para a Comissão de Infraestrutura (CI).

O Projeto de Lei da Câmara (PLC) 60/2018, do deputado Dr. Jorge Silva (SD-ES), altera a Lei 10.438/2002. Atualmente a norma autoriza o desconto das tarifas no período da noite, das 21h30 às 6h da manhã, independentemente se for dia da semana, fim de semana ou feriado.

Com o projeto, o desconto nos fins de semana será concedido no período de 40 horas, compreendido das 14h do sábado às 6h da segunda-feira. Nos feriados nacionais, o benefício valerá no período ininterrupto de 24 horas de sua duração.

Para o relator, senador Valdir Raupp (MDB-RO), a concessão de desconto apenas para o período compreendido entre 21h30 e 6h do dia seguinte acarreta um elevado custo operacional para agricultores que não dispõem de sistemas automatizados.

“A medida, a nosso ver, vai proporcionar aos aquicultores e agricultores irrigantes maior flexibilidade para definir sua escala de trabalho, menor custo de mão de obra e melhor qualidade de vida, principalmente àqueles pequenos produtores que não possuam sistemas automatizados para bombeamento na captação de água e irrigação”, pontuou Raupp no texto.

— Acho esse projeto muito inteligente e interessante, pois abre a possibilidade de produtores que têm dificuldade de subsistência poderem negociar a tarifa mais proveitosa para produzir no fim de semana, e não só à noite, como é hoje — disse Raupp durante a discussão da matéria.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)