Seca derruba produção de hortaliças na região de Sorocaba

A estiagem reduziu em 50% a quantidade de legumes e verduras, segundo Adilson Sampaio - EMIDIO MARQUES

Sem chuvas há mais de 40 dias, os produtores rurais de Sorocaba e região sentem nas lavouras os efeitos da seca. A queda da produção e da qualidade prejudica os ganhos de quem vive da terra. Há agricultores que estimam queda de até 60% no volume de hortaliças e legumes. A produção de leite também tem sido afetada pois os pastos estão secos.

De acordo com o presidente do Sindicato Rural de Sorocaba, Luiz Antonio Marcello, os mais afetados com a estiagem são os produtores de hortaliças — que precisam utilizar técnicas de irrigação e de estufa para garantir a produção. Em alguns locais esses sistemas funcionam com óleo diesel, cujo preço também está alto.

Produtor rural na região do bairro Caguaçu há 57 anos, Adilson Sampaio, de 73, avalia que este inverno está especialmente seco. Para garantir a colheita, está irrigando parte da plantação no campo e algumas espécies em estufas. O volume da produção de pimentões, por exemplo, é menor que nos anos anteriores. Ele lamenta uma queda de 50% na qualidade e na quantidade da produção de legumes e verduras. “Fomos muito afetados por pragas, pois foi um inverno seco e a produção caiu muito. O tempo seco e com menos frio favorece a proliferação de pragas”, diz Sampaio.

O agricultor relata que a maior parte da irrigação é feita com água de um poço artesiano, mas também utiliza um córrego. De acordo com ele, os mananciais para irrigação não estão sendo abastecidos pela chuva e por isso os produtores precisam de cautela.

O vice-presidente da Cooperativa Mista do Bairro Caguaçu (Coopguaçu) — que inclui 60 produtores em Sorocaba e da divisa com Porto Feliz e Iperó — Pedro Israel Paifer, 53, conta que sua produção de alface e berinjela teve redução de 60%, especialmente pelo fato de fazer o cultivo em campo aberto e não em estufas. “Foi reduzida a plantação e estamos correndo o risco de perder o que está plantado”, lamenta.

Outros produtores rurais do bairro Caguaçu enfrentam situação semelhante. Uma reclamação comum é de que os custos estão cada vez maiores, porém o valor pelo qual os agricultores conseguem vender a produção vem diminuindo. “Está desanimando os produtores”, diz Pedro Paifer.

Para os produtores de grãos, essa não costuma ser uma época de plantação porque é um período típicamente seco. O presidente do Sindicato Rural de Sorocaba, Luiz Marcello, explica que habitualmente se espera até agosto e setembro para semear, quando as chuvas costumam aparecer. Se isso não ocorrer, no entanto, pode atrasar o plantio e consequentemente a colheita. Assim, os produtores esperam por uma ajuda dos céus. “Na primeira chuva que aparecer, o produtor vem com tudo.”

Nessa época do ano, seria comum também o plantio de cereais, como a aveia, para melhorar a qualidade de solo, diz Marcello. Porém, sem chuva essas plantações ficam prejudicadas.

Fonte:Jornal Cruzeiro

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Captação de água na bacia do Rio Formoso para fins de irrigação pode ser suspensa

O Ministério Público Estadual (MPE) manifestou-se em Ação Cautelar requerendo à Justiça que seja determinada a suspensão imediata das captações de água na bacia do Rio Formoso para fins de irrigação.

Segundo vistoria técnica realizada nos dias 30 e 31 de julho, há pontos do rio Formoso em que o curso dos rios foi reduzido a uma lâmina de água de profundidade mínima, em razão da baixa no volume de água neste período de estiagem. Nestes pontos, extensos bancos de areia formaram-se no leito dos rios.

A medida requerida pelo MPE tem caráter emergencial, devendo ser adotada até que o Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) apresente um relatório que contenha imagens, rotas e níveis dos rios da bacia do Rio Formoso e permita concluir pela manutenção da suspensão ou pelo retorno da captação de água.

O pedido do MPE é fundamentado nos princípios da precaução e prevenção do meio ambiente, subsidiado tecnicamente pelo Plano do Biênio 2018/2019, elaborado por um conjunto de instituições públicas que prevê limites e marcos para as suspensões das captações de água no período de ausência de chuvas. Um parecer do Comitê da Bacia do Rio Formoso também fundamenta o pedido.

Autor da Ação Cautelar que visa o uso sustentável da bacia do Rio Formoso, o Promotor de Justiça Francisco Brandes Júnior, da Comarca de Cristalândia, também requereu que seja determinada a quebra do sigilo de dados dos medidores de energia instalados nas bombas de captação de água dos projetos agrícolas, referentes aos anos de 2017 e 2018, até o mês de agosto de 2018.

O pedido de suspensão das captações da água para irrigação deu-se após audiência pública ocorrida na quarta-feira, 1º, em que não houve consenso quanto ao assunto.

Avaliação

Francisco Brandes considerou que houve um avanço significativo desde a proposição da ação judicial, em 2016, graças a um trabalho que envolve órgãos de controle, comunidade científica e produtores rurais e que deve resultar na implementação de Projeto de Gestão de Alto Nível que será referência para o país.

“Em que pesem estes avanços, percebe-se que neste ano, no período seco, que vai dos meses de maio a setembro, as captações devem ser interrompidos porque os níveis da bacia do Rio Formoso, principalmente na fonte do Rio Formoso, encontram-se em estado crítico, não permitindo a utilização dos recursos hídricos para fins de irrigação de grandes projetos agrícolas”, completou o Promotor de Justiça.

Vistoria

A vistoria dos dias 30 e 31 de julho que embasou o pedido do MPE foi realizada em áreas críticas da bacia, detectadas por imagens de satélite captadas em 29 de julho. A intenção da vistoria foi coletar imagens por meio de sobrevoos aéreos e voos de drones, para contrastar com os registros de satélite.

Na inspeção, também foi verificado que os canais de irrigação que margeiam a rodovia próximo às lavouras e os canais que cortam as propriedades rurais encontram-se com água abundante, inclusive assemelhando-se a pequenos rios.

Participaram da vistoria integrantes do Ministério Público Estadual (MPE), Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Polícia Militar Ambiental e Polícia Civil, com a cooperação dos produtores rurais de Lagoa da Confusão.

Fonte: Jm Notícia

Irrigação será o tema do próxima seminário TodaFruta

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O portal TodaFruta realizará seu terceiro seminário no dia 1 de outubro, abordando o tema “Irrigação em Fruticultura”. O evento será realizado no campus da UNESP em Jaboticabal, contando com palestrantes de alto nível, que transmitirão aos participantes a última palavra sobre o uso da água agronomicamente necessário, tecnicamente correto e ambientalmente responsável para a obtenção de índices mais elevados de qualidade e produtividade na fruticultura.

Durante o evento, dirigido a produtores rurais, engenheiros agrônomos, engenheiros agrícolas, técnicos agropecuários, professores, pesquisadores e estudantes, será lançada mais uma novidade: o Caderno TodaFruta de Irrigação, um documento digital abrangente, com informações detalhadas sobre essa técnica e os fornecedores de equipamentos, acessórios e serviços à disposição do fruticultor brasileiro.

Programa Seminário Irrigação

Agricultores têm opção simples, barata e eficiente para cultivar pequenas áreas improdutivas

Agricultores têm opção simples, barata e eficiente para cultivar pequenas áreas improdutivas

Celebrando o Dia do Agricultor, um sistema simples e barato ajuda pequenos agricultores do semiárido a cultivar sem desperdício de água. Batizado de Mudas, o projeto criado pelo empreendedor e técnico em Agronomia Kevin Brasil, é um sistema de irrigação que combina duas tecnologias: uma de irrigação de baixo custo e alta eficiência aliada a um sensor de umidade do solo.

A ideia que surgiu em Iguatu, no Ceará, já foi testada com quinze famílias de produtores que vivem no semiárido que agora plantam diferentes tipos de hortaliças em terrenos que antes eram improdutivos. O investimento para o agricultor é baixo: o custo médio é de apenas R$8,07. O sistema ajudou a aumentar a renda média mensal de cada família em aproximadamente R$800.

Simples de ser replicado em pequenas comunidades, o projeto foi um dos escolhidos pela água mineral AMA para participar da “Aceleradora AMA – Inovação para Acesso à Água”, uma aceleradora de negócios sociais com soluções inovadoras de combate a falta de água no semiárido. Assim, Mudas poderá ajudar na geração de renda e de alimento para as famílias beneficiadas por AMA, a água da Cervejaria Ambev que usa todo seu lucro para construir sistemas levam água para as comunidades da região.

Fonte: Segs

Sistema para jardim na entrada da cidade

A Empresa Fertisolo representante New Holland aderiu ao Projeto Parceria Verde e juntamente com a Prefeitura de Porto Velho através da Subsecretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SEMA) iniciará a instalação de um sistema de irrigação para o paisagismo do canteiro da Br 364 localizado em frente ao empreendimento.

A instalação destes sistemas é indispensável para manter o jardim sempre verde, mesmo na estação do verão amazônico (calor intenso).

Neste primeiro momento a equipe TATU da SEMA realiza os cortes no asfalto para a passagem da tubulação de água proveniente da empresa.

Após a instalação dos tubos haverá a aplicação de uma fina camada de concreto e ainda uma camada de asfalto através dos servidores da SUOP (SEMOB).

Segundo o secretário Robson Damasceno, em breve, esse será mais um trecho onde não será mais preciso que a SEMA e a SEMUSB executem irrigação com carro pipa. A prefeitura conta com as propostas de apoio dos empresários que atuam no eixo da BR 364 para em parceria transformar a entrada da cidade em um dos mais belos cartões postais da Amazônia.