Organização da Fenicafé apresenta novidades do evento em Araguari

Feira Nacional de Irrigação em Cafeicultura acontece de 19 a 21 de março

Fenicafé será realizada em Araguari — Foto: Fenicafé/Diuvulgação

Fenicafé será realizada em Araguari — Foto: Fenicafé/Diuvulgação

Organizadores da Feira Nacional de Irrigação em Cafeicultura (Fenicafé) apresentam, na noite desta segunda-feira (11), em Araguari, a estrutura da edição 2019 do evento.

A apresentação marca o início da programação da feira, marcada para acontecer de 19 a 21 de março. As novidades serão apresentadas à imprensa especializada e autoridades.

A Fenicafé atrai um público bem específico – produtores, pesquisadores, engenheiros, técnicos e estudantes que buscam conhecimentos na área de irrigação e cultivo de café. A expectativa de público é de aproximadamente 20 mil pessoas durante os três dias de evento.

Conforme a organização do evento, neste ano, a Fenicafé mira no futuro das novas plataformas tecnológicas utilizadas na cultura do cafeeiro. Além disso, é o local ideal para aprendizado e realização de negócios mirando a revolução pela qual o setor vem passando nos últimos anos. São mais de 80 expositores e volume de negócios deve ser superior a R$ 30 milhões.

Pesquisas e novidades

Paralelamente à feira ocorrem outros dois eventos. O primeiro é o 24º Simpósio Brasileiro de Pesquisa em Cafeicultura Irrigada. O outro á a 21ª edição da Feira de Irrigação em Café do Brasil.

O presidente da Associação dos Cafeicultores de Araguari (ACA), Claudio Morales, informou que o simpósio é visado por estudantes e pesquisadores, já que se trata de uma oportunidade para eles terem publicados seus artigos e teses no anuário do evento. Em breve serão abertas as inscrições para os interessados em participar do simpósio.

Já na Feira de Irrigação são apresentados diversos modelos de máquinas e serviços que podem ser utilizados em uma lavoura. Os expositores ocuparão uma área de mais de 5 mil metros quadrados montada no Pica-Pau Country Club.

“Esperamos alcançar em 2019 o mesmo sucesso dos anos anteriores, procuramos melhorar sempre e fazer cada ano melhor que o anterior”, garante Morales.

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Simpósio Brasileiro de Pesquisa em Cafeicultura Irrigada: Interessados já podem se inscrever

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O simpósio faz parte da programação da Fenicafé, que acontece de 19 a 20 de março em Araguari, no Triangulo Mineiro.

Os interessados já podem se inscrever no 21º Simpósio Brasileiro de Pesquisa em Cafeicultura Irrigada, evento que acontece dentro da Feira Nacional de Cafeicultura Irrigada – Fenicafé, em Araguari, no Triangulo Mineiro.

Os artigos deverão ser enviados para o email simposio.irrigacao@fenicafe.com.braté o dia 18/02/2019. As normas para envio dos trabalhos também estarão disponíveis no site http://www.fenicafe.com.br, além do envio via correio eletrônico para todos os pesquisadores. O Comitê Científico do Simpósio emitirá o primeiro parecer a respeito dos trabalhos até o dia 28/02/2019, devendo as correções finais serem feitas no site até o dia 10/03/2019.

O simpósio tem o apoio da Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA, da Universidade de Uberaba – UNIUBE, do Consórcio de Pesquisa Café – Embrapa Café, da Associação Brasileira de Engenharia Agrícola – SBEA e da Associação Brasileira de Irrigação e Drenagem – ABID, e será realizado no dia 20/03/2019.

O evento tem por objetivos a discussão e a divulgação de técnicas e pesquisas relacionadas à cafeicultura irrigada e será realizado em conjunto com o XXIV Encontro Nacional de Irrigação da Cafeicultura no Cerrado – FENICAFÉ 2019 e a XXII Feira de Irrigação em Café do Brasil, no período de 19 a 21 de março de 2019. Estes eventos são tradicionais e têm grande participação de técnicos, produtores, autoridades, fabricantes e revendedores de equipamentos e demais interessados no agronegócio café. Os trabalhos aprovados serão publicados nos Anais do evento, ISSN 2358-9973.

FENICAFÉ – A feira é voltada para a cafeicultura irrigada incluindo o processo de cultivo, plantio, manejo e colheita. É também um local para a divulgação de pesquisas e uma vitrine para as empresas expositoras que produzem produtos voltados para a cafeicultura.

O evento atrai todos os anos um público bem específico – produtores, pesquisadores, engenheiros, técnicos e estudantes que buscam conhecimentos na área de irrigação e cultivo de café. Todos os anos, passam pela Fenicafé um público médio de 20 mil pessoas, durante os três dias de evento.

 

Calor excessivo e falta de chuvas impulsiona venda de serviço de gerenciamento de irrigação

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O ano de 2018 foi marcado pelo crescimento do serviço de gerenciamento de irrigação. A informação é da Irriger, empresa brasileira de gerenciamento de irrigação pertencente ao grupo Valmont, que registrou uma ampliação de mais de 15% na demanda pelo monitoramento técnico.

Em Uberaba, conforme dados da Secretaria do Agronegócio, o município conta com apenas 90 pivôs de irrigação, o que corresponde a pouco mais de seis mil hectares de área com esse tipo de tecnologia. Em Unaí, no Noroeste de Minas, por exemplo, 60% da área de produção é coberta por pivôs.

Mas a situação em Uberaba deve mudar nos próximos cinco anos. O secretário de Agronegócio, Luiz Carlos Saad, acredita que a área coberta por pivôs no município deve quadruplicar.

“Hoje, é uma área pequena por que o índice pluviométrico em Uberaba é muito bom. Então, em áreas onde o regime de chuvas é pequeno, existe uma necessidade maior da utilização da irrigação”, ressaltou Saad.

O secretário lembrou ainda que além do índice pluviométrico, que é favorável em Uberaba, a instalação dos pivôs requer estudos técnicos e ainda a liberação de órgãos ambientais.

“Mas, o caminho para a agricultura é a tecnificação. E a irrigação ajuda na produtividade. Então, acredito que Uberaba deve crescer a demanda por esse tipo de tecnologia”, disse Saad.

No Brasil, a principal demanda por irrigação vem de produtores de grãos, soja e milho.

Produção. O secretário destacou que a média anual pluviométrica em Uberaba é muito boa, mas este ano no mês de janeiro ficou abaixo da média. E com o forte calor, a produção pode ser afetada. “Calor nesse período é normal. Acontece que em anos anteriores chovia muito e, com isso, o calor era amenizado”, lembrou Saad.

Horta urbana: cinco vegetais para plantar com pouco espaço

Dicas de plantio, irrigação e colheita para ter um pomar saudável e produtivo

tomate-tomatinho (Foto: Rob Bertholf/Wikimedia Commons)Tomatinho é ótimo para incrementar saladas e massas (Foto: Rob Bertholf/Wikimedia Commons)

Colher alimentos frescos para usar diretamente nas receitas é muito bom. E para isso, não é preciso ir à feira todos os dias. É possível montar uma horta caseira na qual você cultiva seus vegetais preferidos. A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio da Coordenadoria de Desenvolvimento dos Agronegócios (Codeagro), listou cinco hortaliças ideais para plantar em espaços pequenos e médios. Confira:

Alface 
Há variedades de inverno, que preferem temperaturas amenas e frias, e as de verão, que crescem bem mesmo com o clima mais quente. As mudas podem ser plantadas em vasos, desde que o local seja bem iluminado.

alface-folha (Foto: Max Pixel/Creative Commons)Alface  (Foto: Max Pixel/Creative Commons)
Além disso, é preciso ser irrigada com frequência (mas sem encharcar), pois o solo precisa ficar úmido – e possuir alto teor de matéria orgânica. A colheita da alface pode ser feita entre 55 e 130 dias depois da semeadura.

Cenoura

O vegetal cresce melhor em temperaturas amenas, mas existem cultivares no mercado que se adaptam a condições mais quentes. Ainda assim, é indicado plantá-lo entre o outono e o inverno. As sementes devem ser colocadas diretamente na terra, com profundidade de 0,5 cm a 1 cm, pois a cenoura não suporta transplante. As variedades que têm raízes arredondadas devem ser semeadas em vasos, mas a profundidade dos mesmos deve comportar o tamanho da raiz!

cenoura (Foto: Max Pixel/Creative Commons)Cenoura (Foto: Max Pixel/Creative Commons)

O local precisa ter boa luminosidade, mesmo a cenoura aguentando meia sombra. A irrigação deve ser feita quando necessária para que o solo fique úmido – cuidado, pois o excesso de água apodrece as raízes. A colheita ocorre entre 60 e 120 dias após a germinação. Caso apareça plantas invasoras, é preciso removê-las.

Couve

A planta cresce melhor no outono ou inverno, por causa do clima mais frio. O calor pode prejudicar a qualidade das folhas, diminuindo o crescimento, aparência e sabor. O plantio por sementes deve ser feito diretamente na horta (com aproximadamente 1 cm de profundidade) ou em sementeiras, transplantadas quando estiverem com 10 cm de altura e irrigando logo em seguida. É possível também cultivá-la por brotos laterais retirados de plantas adultas.

O local da planta deve ter alta luminosidade, com sol direto. O solo precisa ser mantido úmido, mas sem encharcar. Para manter a couve com altura e tamanho adequados, corte a ponta do caule principal. Isso facilita o manuseio e a colheita, além de favorecer o desenvolvimento de brotos laterais. A couve pode ser colhida de 70 a 112 dias após o plantio. Entenda mais como cultivar couve.

Rúcula

A hortaliça cresce melhor em clima ameno, com temperaturas em torno de 16°C a 22°C. Por isso, recomenda-se o plantio em março e julho. O recomendado é plantar as sementes diretamente no local definitivo, superficialmente com até 0,5 cm no solo. Também é possível plantar rúcula em sementeiras, com as mudas sendo transplantadas quando atingirem 5 cm de altura, mas cuidado para não danificar as raízes!

Durante o outono e inverno a hortaliça pode ser cultivada com sol direto o dia todo, mas no verão é melhor que tenha sombra parcial, principalmente durante as horas mais quentes. Irrigue com frequência para que o solo fique sempre úmido, mas sem afogar a planta. A partir de 20 a 65 dias da semeadura já é possível fazer a colheita. Se aparecer plantas invasoras, retire-as.

Tomate Cereja

O tomateiro produz melhor com temperaturas diurnas entre 20°C e 26°C, com uma variação de temperatura entre o dia e a noite. As sementes podem ser plantadas diretamente no local definitivo ou em sementeiras, com cerca de 10 cm de altura e 7 cm de diâmetro. O plantio das mudas é realizado quando elas atingem de 15 cm a 25 cm de altura. Os tomateiros se adaptam em vasos, jardineiras e cestas, a variedade deve ser do tamanho do recipiente – estes precisam ser escorados para assegurar seu desenvolvimento. Podem ser usadas varas de bambu ou de madeira, tomando-se o cuidado ao amarrar os suportes em cada planta.

tomate-cereja-tomatinho (Foto: Max Pixel/Creative Commons)Tomate cereja (Foto: Max Pixel/Creative Commons)

O fruto produz melhor quando recebe bola luminosidade, com sol direto por algumas horas no dia. Irrigue com frequência para manter o solo úmido. O tomate não precisa estar maduro para a colheita que, em geral, inicia-se de 90 a 100 dias após o transplante.

Fonte: Globo Rural

Especialistas apostam em aumento de canaviais irrigados em 2019

A popularização da irrigação por pivô central está fazendo a diferença no que diz respeito à produtividade das lavouras por todo o Brasil. No caso específico da cana-de-açúcar, cada vez mais produtores – e usinas – se mostram impressionados com o potencial da irrigação como uma ferramenta que garante a segurança da safra e potencializa os resultados na colheita.

“A Valley tem registrado um crescimento impressionante nos últimos anos, tanto que criou um departamento específico para atender o setor e mais: revolucionou com a forma de negociação de aluguel por milímetro irrigado. A procura é cada vez maior e, por isso, acreditamos em um grande avanço neste 2019”, afirma o gerente de contas para Mercado de Cana no Brasil e América Latina da Valley, Vinícius Maia.

O aumento na produtividade registrado por produtores de todo o país com a irrigação através do pivô é o pilar para essa previsão otimista. Segundo o representante da Pivot, revenda Valley na região de Goiás, Leonardo Jacinto, este resultado tranquiliza os investidores.

“Os produtores de cana que não utilizam irrigação estão acostumados com um rendimento de 60 a 80 toneladas por hectare. Muitos não acreditam quando escutam que esse número pode subir para 140, 150, ou mesmo 180 toneladas por hectare. Mas, o fato é que a irrigação por pivô consegue, sim, ter esse efeito multiplicador. A cana precisa mudar, senão, o lucro vai continuar baixo. É um potencial que está começando a ser explorado”, avalia Leonardo.

E não é só em Goiás que se percebe o potencial da cana irrigada. Em Bebedouro (SP), a empresa Coopercitrus que representa a Valley tem o setor de cana-de-açúcar como o principal em termos de volume de faturamento. Para o diretor, Rubens de Brito Mendes, a irrigação vai trazer boas surpresas em 2019.

“Acompanhando os produtores de cana, é perceptível que eles vêm fazendo grandes investimentos em tecnologia, com o objetivo de aumentar a produtividade. De acordo com o que se vê no mercado, o próximo passo é um salto na utilização da irrigação. Como líder no mercado do pivô central, a Valley desempenhará um papel muito importante nesse contexto”, comenta Rubens.

No Nordeste, a realidade é semelhante, com previsões de mais investimentos na cana irrigada este ano. De acordo com o representante da empresa Asbranor, revenda Valley em Pernambuco, José Ary Lavôr de Lima, o cenário econômico vai permitir uma proliferação do pivô central nas lavouras de cana. “Recentemente, o setor sucroalcooleiro sofreu bastante com o ajuste de preços relativos ao álcool e dos combustíveis. No entanto, estamos esperançosos de que o valor do etanol no futuro próximo leve a mais investimentos na irrigação, aumentando a produtividade. A irrigação já é uma ferramenta essencial em regiões com clima semiárido, como aqui no Nordeste, por isso, é algo que os produtores locais já conhecem e sentem vontade de desenvolver. Cerca de 70% da área cultivada do Nordeste são irrigados”, explica.

Também se referindo a 2019, a empresa de Marlon Fedrizzi, no Mato Grosso, planeja o desenvolvimento de projetos de irrigação com pivôs Valley em duas usinas do Estado. O intuito é promover a popularização do equipamento de irrigação, a partir dos resultados obtidos nesses projetos.

“A eficiência do pivô é maior do que a do aspersor, que é a forma de irrigação dominante por aqui. Os produtores estão começando a entender essa diferença: a energia elétrica é mais barata do que o óleo diesel, então, o pivô ainda contribui para uma diminuição das despesas, mantendo, ao mesmo tempo, a produtividade em níveis superiores”, afirma Marlon.

A facilidade de acesso aos equipamentos de irrigação é um pilar importante de sustentação e incentivo aos novos investimentos. A nova modalidade de aluguel de pivôs, o Valley Rental, mostra um potencial muito interessante para o próximo ano, de acordo com o representante da revenda Brasmáquinas, em Minas Gerais, Paulo Maeno.
“Trata-se de uma opção interessante para o produtor que não tem condições de comprar um pivô central, mas que precisa da irrigação para sobreviver. Aqui, ficamos, pelo menos, 8 meses sem chuva, por isso, a irrigação é absolutamente fundamental. Não há como conduzir a lavoura sem ela, e os benefícios que a irrigação traz são inegáveis”, finaliza Paulo.

Fonte: Jornal de Uberaba