Projeto oferece curso de irrigação inteligente nas universidades

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A Netafim/Amanco realiza o projeto Netafim na Universidade, com o objetivo de promover o conceito de irrigação inteligente para a nova geração de profissionais da área agronômica.

Ao todo, 56 universidades espalhadas pelo país participarão do projeto neste ano. O curso é oferecido por meio de webinars e treinamentos dentro da universidade, sendo divido em dois módulos: teórico e prático. Os alunos receberão conteúdos sobre conceitos básicos de irrigação, benefícios do sistema, aplicação de produtos, técnica de nutrirrigação e conceitos agronômicos.

“Queremos compartilhar nossa expertise no mercado de irrigação a nova geração de profissionais da área agronômica. Nosso objetivo é atingir 2.500 alunos em 2018, mas temos recebido contato de outras universidades interessadas no projeto, o que nos deixa bastante satisfeitos com o reconhecimento”, destaca Carlos Sanches, Diretor de Marketing da Netafim/Amanco.

Os treinamentos são oferecidos aos estudantes do curso de agronomia, técnicos agrícolas, mestrandos/doutorandos da área de agronomia/irrigação, engenharia agrícola e tecnólogo em irrigação.

Fonte: Grupo Cultivar

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“O Brasil já se destaca na Agricultura 4.0”, avalia presidente da Embrapa em entrevista exclusiva

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agronegócio é um importante pilar da economia brasileira e está passando por transformações. A principal delas é a digital que vai abrir oportunidades de inovação e diversificação que serão essenciais para o Brasil no futuro. O impacto dessa mudança será enorme. É o que acredita o presidente da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), Maurício Antônio Lopes. Em entrevista exclusiva ao canal de conteúdo da Agrishow, ele afirma que essa transformação digital não vai demorar a chegar ao território nacional. Isso por que esse momento já chegou.

Nosso país já se destaca na chamada Agricultura 4.0, em especial pela incorporação de processos. Dentre as melhorias incorporadas, estão práticas e processos de precisão, amplo uso de sensores e mecanismos sofisticados de previsão e resposta a variações de clima, além de abrir espaços para o Brasil em segmentos estratégicos da agricultura e da bioeconomia − economia sustentável baseada em recursos biológicos e processos limpos e renováveis.

Confira a entrevista em que Maurício Antônio Lopes avalia os impactos da Agricultura 4.0 no Brasil.

  1. O que é Agricultura 4.0? Quais os conceitos por trás deste termo?

É o aproveitamento dos avanços nas tecnologias da informação e da comunicação (TICs) na agricultura como forma de repensar e redesenhar processos ao longo de toda a cadeia de valor − do campo à mesa – abrindo possibilidades para a geração de uma vasta gama de inovações para o mundo da agricultura e da alimentação. O termo Agricultura 4.0 foi criado pela revolução da transformação digital, que substitui átomos (mundo físico) por bits (mundo digital), transformando itens físicos em bits. Na prática, o que se quer é que a agricultura possa acessar uma vasta gama de inovações baseadas, por exemplo, em sensores capazes de fornecer dados cada vez mais precisos, visualização e previsões de condições meteorológicas para melhor gestão das lavouras; monitoramento autônomo e intervenções precisas nos processos de gestão da produção agropecuária; comunicação altamente integrada e automação das mais variadas atividades nos setores agroalimentar e agroindustrial; sistemas avançados de monitoramento, rastreabilidade e controle que informem e assegurem aos consumidores sobre segurança e sustentabilidade dos alimentos, dentre muitas outras inovações e avanços.

  1. Como esse conceito se aplica em agronegócios?

A transformação digital permitirá à agricultura incorporar práticas e processos de precisão, amplo uso de sensores e mecanismos sofisticados de previsão e resposta a variações de clima, além de aplicativos e ferramentas para sofisticação da gestão das unidades produtivas e das indústrias ligadas ao setor. O agronegócio do futuro será profundamente marcado pela transformação digital e seus impactos na automação. De acordo com a FAO, em 2010 a população urbana ultrapassou, pela primeira vez, a população rural no mundo. Estima-se que em 2050 sete em cada dez pessoas viverão nas cidades, tornando ainda mais rarefeita a população rural. Portanto, máquinas e equipamentos serão imprescindíveis na garantia da segurança alimentar no futuro. Com a vantagem de que a automação digitalmente habilitada irá permitir ganhos importantes em eficiência e precisão, ajudando a agricultura a superar práticas consideradas hoje pouco sustentáveis. Big Data, internet das coisas e inteligência artificial em conjunção com sensores e máquinas sofisticadas já estão viabilizando a agricultura de precisão e permitindo ganhos cada vez maiores em duas frentes: produtividade e sustentabilidade.

  1. A agricultura 4.0 já é realidade no Brasil?

O Brasil já se destaca na Agricultura 4.0, em especial pela incorporação de processos da chamada agricultura de precisão. Cresce nas áreas mais avançadas de produção do país o uso de máquinas inteligentes guiadas por GPS para plantio, tratos culturais e colheita de precisão, com economia de insumos, ganhos de produtividade e sustentabilidade.  Na programação de pesquisa da Embrapa destaca-se um portfólio de pesquisa sobre temas da transformação digital e da automação na agricultura, com 22 projetos dedicados a desafios nos campos das geotecnologias avançadas, manejo sítio-específico e agropecuária de precisão, sistemas de diagnóstico de doenças em plantas, sistemas inteligentes para manejo de rebanhos, automação em sistemas de produção, modelos integrados para simulação de sistemas de produção sustentáveis, dentre outros. A Embrapa tem dado grande ênfase ao desenvolvimento de aplicativos móveis, recursos que prometem revolucionar a disseminação de tecnologias e conhecimentos gerados pela pesquisa agropecuária. Diversas parcerias com o setor privado já estão em curso, como forma de combinar capacidade da indústria de TICs e de automação, com o vasto conhecimento contido na rede Embrapa sobre a base de recursos naturais e os sistemas produtivos brasileiros.  Esses são apenas alguns exemplos que mostram que a nossa Empresa está atenta e aberta à cooperação que ajude a agricultura brasileira a se inserir na próxima revolução industrial.

  1. Qual será o impacto dessa nova era no agronegócio?

O impacto será enorme, e o agronegócio, que é um importante pilar da economia brasileira, poderá assegurar equilíbrio nas três vertentes da sustentabilidade – econômica, social e ambiental −, o que é uma exigência dos consumidores em todo o mundo. A Embrapa já investe em projetos da agricultura 4.0 voltados para aliar as vertentes da produtividade e da sustentabilidade em sistemas de produção agropecuária. Em parceria com a empresa americana Qualcomm, a Embrapa desenvolve veículos aéreos não tripulados − os drones – capazes de coletar, processar, analisar e transmitir informações das lavouras em tempo real para os agricultores e sistemas de monitoramento ambiental. O objetivo é detectar com precisão as deficiências das culturas, ocorrência de pragas, escassez hídrica, déficit de nutrientes e danos ambientais. Com informações precisas sobre suas lavouras, os agricultores poderão evitar o uso demasiado de defensivos agrícolas, excesso de fertilização, além de orientar a irrigação nos momentos corretos, a fim de reduzir perdas, ampliar a produtividade e ganhar sustentabilidade.

  1. Quais as vantagens e desafios em tornar esse conceito realidade no Brasil?

Incorporar os conceitos da agricultura 4.0 significa também abrir oportunidades de inovação e diversificação que serão essenciais para o país no futuro. Por exemplo, a transformação digital poderá abrir espaços para o Brasil em segmentos estratégicos da agricultura e da bioeconomia − economia sustentável baseada em recursos biológicos e processos limpos e renováveis. Estes são espaços privilegiados para o Brasil na nova globalização digital. Com a bioeconomia e a transformação digital operando em sintonia e sinergia poderemos dinamizar segmentos essenciais da agricultura, fortalecendo a posição de vanguarda do Brasil na produção de alimentos, fibras, energia e biomateriais. O mundo já vive a era big data, com a possibilidade de gerar, medir, coletar e armazenar assombrosas quantidades de dados, que são a matéria-prima do conhecimento. Uma gama de tecnologias emergentes ajuda as organizações a extrair valor desses grandes conjuntos de dados, o que torna possível, por exemplo, inferir padrões de comportamento e de consumo e ajustar o design e a logística de entrega de produtos e serviços para cada indivíduo, com enormes ganhos de eficiência operacional e econômica. Daqui para o futuro, o setor privado vai usar big data para multiplicar acesso a serviços e bens de consumo. E rupturas tecnológicas, como fabricação aditiva (impressão 3D) e robótica, têm o potencial de mudar padrões de trabalho no futuro. Essas tecnologias vão melhorar a produtividade, a qualidade e o padrão dos produtos, reduzir trabalho penoso e insalubre, dentre outros benefícios. Na agricultura, as novas tecnologias poderão estimular novas vertentes de agregação de valor e fabricação, com grandes possibilidades de aumento de competitividade dos setores agroalimentar e agroindustrial.

  1. Há algum comentário que você julgue importante sobre a agricultura 4.0?

O Brasil precisará investir em bons sistemas de inteligência estratégica para não perder espaço na revolução da agricultura 4.0. Considerando a magnitude e complexidade dos desafios futuros, e as rápidas e profundas mudanças que ocorrem no mundo da tecnologia, é imperativo que se implementem “sistemas de inteligência estratégica” para subsidiar as decisões públicas e privadas que garantam à agricultura brasileira a adaptação a tantas mudanças previstas para o futuro. Tal capacidade será essencial no planejamento de políticas de longo alcance, fornecendo insumos a um processo de tomada de decisão que alinhe as cadeias produtivas da agricultura brasileira à revolução da transformação digital e à emergência da agricultura 4.0.

Seca requer atenção na manutenção dos jardins

Azaleia - ERICK PINHEIRO

A época de estiagem não interfere tanto na conservação dos jardins, mas alguns cuidados na estação que antecede a primavera são aconselháveis, exatamente pela escassez de chuvas e baixa umidade do ar. A orientação é de Elis Marina Gerotti, gerente da loja O Produtor Garden, especializada em flores e plantas em geral para jardinagem. Segundo ela, os cuidados são básicos, recaindo sobretudo na forma de se regar.

Elis Marina destaca que não há necessidade de se encharcar a terra: basta apenas mantê-la úmida. Ela comenta, inclusive, que em nenhum momento as plantas devem ficar encharcadas, pois isso pode colaborar para surgimento de doenças que podem comprometer a saúde das plantas.

Embora não seja algo obrigatório, uma dica prática é regar o jardim ou os vasos sempre pela manhã, para que a planta possa absorver a água no decorrer do dia. “Feito isso, o morador pode ficar tranquilo”, garante.

Mas há outras possibilidades para se manter as plantas hidratadas. Para os jardins grandes, o ideal é o sistema de irrigação — mas quem não possui essa estrutura, pode recorrer à mangueira uma vez ao dia que obterá o mesmo efeito.

Já para os vasos de flores, o gotejamento pode ser utilizado. Esses sistema é feito utilizando-se uma garrafa pet como base, com furos.

Elis Marina avisa, porém, que independente dos cuidados acima, no inverno as plantas tendem a ter uma aparência “menos bela”, mantendo-se como numa “dormência” à espera da primavera. Isso, segundo ela, faz parte do ciclo natural. Portanto, mesmo com a irrigação adequada, se a planta apresentar um aspecto um pouco “feio”, não é motivo para preocupação.

Outra orientação para manter jardins belos durante a estiagem é quanto à adubação — que não pode ser esquecida. Esta pode ser feita com humus de minhoca, terra vegetal (terra preta adubada), ou com esterco de gado (chamada de “natural”). Já a adubação em vasos deve ser feita sempre com humus de minhoca.

Plantas indicadas 

Manter as flores e plantas adequadas em cada tipo de ambiente também faz parte do processo de cuidados, embora independa da estação climática. Por isso, antes de preparar um jardim ou querer enfeitar a residência com flores em suas dependências internas, é preciso saber quais são as “de sol”, e quais são “de sombra”.

Palmeira Ráfis - ERICK PINHEIROPalmeira Ráfis – ERICK PINHEIRO

Algumas das flores de sol são a exora, a lantana, a begônia, e a manacá da serra. Entre as plantas de sol estão a cica, buchinho, palmeira ráfis, palmeira areca bambu, e a azaléia — que embora seja de sol, floresce mais no inverno.

Manacá da Serra - ERICK PINHEIROManacá da Serra – ERICK PINHEIRO

Entre as flores de sombra conhecidas estão o lírio da paz, o antúrio e as orquídeas. E, alguns exemplos de plantas de sombra são a palmeira ráfis, a ficus lyrata, e a pacová.

Antúrio - ERICK PINHEIROAntúrio – ERICK PINHEIRO

Elis Marina reforça, no entanto, que embora os tipos próprios de sombra não sofram tanto com o inverno e a consequente seca, os cuidados devem ser os mesmos: nunca deixe a terra encharcada e mantenha a adubação mensalmente.

Lírio da Paz - ERICK PINHEIROLírio da Paz – ERICK PINHEIRO

Fãs dão suas dicas para manter as plantas sempre bonitas 

Admiradores de flores e folhagens dizem que as mantêm bonitas, mesmo em época de estiagem, sem grandes dificuldades. Para isso, ensinam, as regam constantemente, e também as adubam. Porém, para o resultado esperado, é preciso saber qual a característica de cada flor e planta, para que sejam cuidadas em locais adequados.

Washington rega os antúrios e gerânios em dias alternados - FÁBIO ROGÉRIO

Washington rega os antúrios e gerânios em dias alternados – FÁBIO ROGÉRIO

Com o conhecimento adquirido na prática e por meio de pesquisas, o técnico de radiologia Washington Roberto dos Santos mantém antúrio e gerânio, flores típicas de sombra, em seu corredor interno, as molhando em dias alternados. Ele salienta, porém, que no vaso de gerânio a água é colocada somente na terra, mas que o antúrio, por sua vez, gosta de ser molhado diretamente. A adubação é feita a cada 20 dias, aproximadamente.

Helena plantou seus antúrios e mil cores em terra adubada - FÁBIO ROGÉRIOHelena plantou seus antúrios e mil cores em terra adubada – FÁBIO ROGÉRIO

Também fã de antúrio, a dona de casa Helena Biazotto Pereira mantém essas plantas inclusive na parte interna de sua casa. Ela também tem plantada a mil cores, igualmente adaptada à sombra. Helena conta que as rega constantemente. No entanto, como as plantou, há cinco meses, já em terra adubada, não precisou mais promover adubação.

A dona de casa Zilda Antunes Amorim mantém um jardim na parte frontal de sua residência com as flores bico de papagaio e as plantas azaleias, ambas de sol. Ela afirma que a falta de chuva a obriga a regá-las até duas vezes na semana. Outra medida adotada por ela é a da poda, feita sempre por um jardineiro.

Fonte: Jornal Cruzeiro

IBGE apresenta dados preliminares referentes ao Censo Agropecuário de 2017

IBGE apresenta dados preliminares referentes ao Censo Agropecuário de 2017

Esta é a 11ª edição do relatório, cuja coleta de informações aconteceu entre 1º de outubro de 2017 e 28 de fevereiro de 2018, nos 295 municípios catarinenses. Ao todo, foram visitados 183.065 estabelecimentos, em uma área total de 6.446.155 hectares, nos quais foram aplicados questionários com 565 perguntas.

Os questionamentos versaram sobre as características do produtor agropecuário (idade, sexo, escolaridade e, pela primeira vez, cor ou raça); dos estabelecimentos (área, utilização das terras, acesso a telefone, à internet, uso de irrigação, uso de adubos e agrotóxicos, assistência técnica); condição legal das terras e do produtor; pessoal ocupado; infraestrutura dos estabelecimentos (unidades armazenadoras, tanques de resfriamento de leite, tratores, máquinas e veículos); características da pecuária e da produção vegetal (efetivos e produtos da silvicultura, horticultura, floricultura, extração vegetal, lavouras permanente e temporária), entre outros temas.

Conforme divulgado, a intenção do IBGE em apresentar os dados, ainda que não conclusivos (o relatório final somente será finalizado em julho de 2019), é possibilitar o aperfeiçoamento do estudo. “Estamos abrindo para a sociedade, especialmente para as lideranças, esses resultados preliminares para que possam existir outros olhares especializados sobre essas informações e que eventuais dúvidas e esclarecimentos ainda possam ser buscados, pois ainda temos muito tempo pela frente até a divulgação final do Censo”, destacou o chefe da unidade estadual do IBGE, Alceu José Vanzella.

RESULTADOS

Segundo as informações constantes no Censo Agro 2017, apesar da área média dos estabelecimentos agrícolas ter aumentado em relação a 2006 – ano do último levantamento – ainda há uma larga predominância, 69,8% (127.793), de pequenas e médias propriedades, entre 5 até 50 hectares.

A silvicultura (cultivo de florestas) contou com um incremento de área de 47,73%, alcançando 918.137 hectares. Já a área de matas naturais cresceu 18,01%, chegando a 1.904.516 hectares.

O Censo mostrou que a força de trabalho humana vendo sendo substituída pela das máquinas. O número de tratores cresceu 55,08%, totalizando 108.374 unidades, enquanto as pessoas ocupadas em estabelecimentos agropecuários caiu 12,89%, ficando em 497.825.

O perfil da população rural também sofreu alterações. Em comparação ao Censo de 2006, houve diminuição de 40,71% dos produtores com menos de 45 anos (44.141) e aumento de 26,63% nos com mais de 55 anos (83.225). Este ponto foi considerado preocupante pelo coordenador técnico do levantamento, Jair Aguilar Quaresma. Pare ele, o poder público deveria investir em mais iniciativas voltadas à permanência dos jovens no campo. “Lembro que há cerca de 10 anos houve políticas públicas de incentivo ao crédito para compra de propriedades rurais para casais jovens. Acho que ações como estas deveriam ser mais intensificadas porque é muito evidente que está ocorrendo um envelhecimento no campo aqui no estado, assim como no Brasil.”

Um dado positivo é o crescimento das comunicações nas regiões rurais catarinenses.
Em 2006, o total de estabelecimentos agropecuários com acesso à internet era de 7 mil, número que chegou a 91.978 em 2017, ou seja, um aumento de 1.313,9%. Este índice, conforme o IBGE, coloca o meio rural catarinense entre os cinco mais conectados entre os estados brasileiros.  Destaca-se ainda a existência de telefone em 154.335 estabelecimentos ou 84,3% do total.

Outro tópico evidenciado é o aumento de 22,92% no total de áreas irrigadas, que chegaram a  167.473 hectares. O número de propriedades que fazem uso de irrigação também aumentou (16,53%), totalizando 16.261 unidades.

Já o uso de agrotóxicos teve uma elevação de 4,1% nos últimos 11 anos, com 129.362 produtores tendo revelado utilizá-lo nas lavouras durante o período de referência do levantamento. O incremento, entretanto, ainda está bem distante da média nacional verificada no mesmo período, conforme apontou Quaresma. “Ficamos bem distantes do aumento verificado no Brasil, de 20,4%, o que acredito seja uma coisa muito positiva para Santa Catarina. Os agrotóxicos são muito importantes para a agricultura, mas temos que fazer um uso racional deles.”

Por fim, foi destacada a ascensão do cultivo no estado de duas frutas.  O maracujá , cuja produção passou de 2.592 toneladas, em 2006, para  27.699, em 2017 (principais produtores: Sombrio, São João do Sul e Araranguá); e a pitaia, cuja oferta comercial era considerada existente 11 anos atrás e no ano passado somou 328 toneladas (principais produtores:Turvo, Sombrio e Jacinto Machado).

Fonte: Jmais

Projeto de irrigação inteligente é apresentado na SBPC Jovem

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Quatro estudantes do Instituto Federal de Alagoas, Campus Arapiraca, orientados pelo professor Fernando Tenório, apresentaram neste sábado, 28, na Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) Jovem, o protótipo do projeto ?Sensor Smart?, que tem o objetivo de ajudar pequenos produtores rurais com um sistema de irrigação inteligente e sustentável de baixo custo.

De acordo com os alunos Arthur Brito Ribeiro, Eduardo Roger Melo Mendonça, Manuel Eduardo Nascimento Antunes e Janderson dos Santos Melo, o ?Sensor Smart? analisa a umidade do solo por meio da sua condutividade elétrica, quanto mais úmido, mais condutivo fica o solo. Então, o sensor liga ou desliga o sistema de irrigação, através de um software que interpreta os dados. Assim, é utilizada apenas a água necessária para irrigar a plantação.

Em abril, o projeto foi aprovado para a segunda etapa do Avant IF, uma competição de ideias inovadoras voltada para alunos, servidores e egressos do Ifal. O evento foi realizado pelo campus de Santana do Ipanema, onde o projeto foi divulgado pela primeira vez. E no mês de julho, o projeto venceu o desafio “Empreender grande, desde pequeno” no Trakto Marketing Show, considerado o maior evento de marketing, inovação e vendas do Nordeste.

Desde então, a equipe trabalhou para melhorar o protótipo e desenvolveu equações que analisam tensão e correntes a serem injetadas no solo em relação à distância dos sensores e nível de umidade pretendido para o sistema de irrigação. “As equações são em função da primeira e da segunda Lei de Ohm. Elas vão permitir que a gente encontre algumas variáveis, por exemplo, resistência e voltagem. A gente trabalha com uma corrente elétrica que não dê uma descarga elétrica, um choque. Essas fórmulas nos permitem fazer isso. E nós também conseguimos ter o cálculo com base no comprimento e na área utilizada para a plantação”, explica Arthur Ribeiro.

“A próxima etapa é colocar o projeto para funcionar no gramado do novo campus do Ifal Arapiraca. Será um protótipo maior, em grande escala. Do campus, a gente segue para outros desafios”, conta o professor Fernando Tenório.

Sobre a SBPC

A reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência foi realizada pela Universidade Federal de Alagoas até este sábado, 28. O evento é considerado o maior da América Latina na área de Ciência e Tecnologia. Este ano, o tema foi “Ciência, Responsabilidade Social e Soberania”.

Fonte: Gazeta Web