“Agricultura e inteligência artificial serão inseparáveis”

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Um artigo publicado pelo portal especializado http://www.muyinteresante.es, da Espanha, listou uma série de exemplos do uso da inteligência artificial na agricultura e os motivos que levarão os produtores e as empresas especializadas a investirem cada vez mais nessa tecnologia com o passar do tempo. De acordo com a publicação, as soluções podem ser benéficas tanto para os agricultores e para as culturas, bem como para o meio ambiente.

“Através de dispositivos inteligentes e tecnologias de inteligência artificial (IA), os agricultores em Aragão (cidade espanhola) podem fazer um uso mais eficiente dos recursos naturais, especialmente da água. O equipamento de Internet das Coisas (IoT) instalado no campo e a análise de dados na nuvem, no caso o Microsoft Azure, oferecem informações sobre o melhor momento para plantar, regar, fertilizar ou colher culturas, de uma forma que os agricultores podem obter maior rastreabilidade da produção de suas fazendas”, diz o texto.

Além disso, as informações sobre o estado das lavouras são obtidas em tempo real para analisar a evolução de indicadores como temperatura ambiente e do solo, umidade do solo, pressão atmosférica, vigor das plantas, precipitação registrada ou velocidade do vento. “Isso facilita a tomada de decisões em cada um dos momentos do ciclo de produção”, completa.

Outro exemplo de incorporação de soluções de inteligência artificial no campo da agricultura é encontrado na empresa norte-americana Intel. Especialistas dizem que, até 2050, o mundo terá que produzir 50% a mais de alimentos do que é produzido hoje, mas com menos recursos e sendo mais eficiente. Gayle Sheppard, vice-presidente da Intel, diz que “a inteligência artificial pode ajudar os agricultores a obter mais da terra usando recursos de forma mais sustentável”.

Fonte: Agrolink

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Irrigação por pivô central é o sistema que mais cresce no Brasil

A Agência Nacional de Águas (ANA) lançou uma nova versão do “Atlas da Irrigação: Uso da Água na Agricultura Irrigada”, edição 2018. O objetivo principal da publicação é contribuir para o uso eficiente da água no Brasil, por meio da integração do conhecimento disponível que configura a base técnica da agricultura irrigada na sua interface com os recursos hídricos, em escala nacional.

A Superintendência de Planejamento de Recursos Hídricos (SPR) também coordenou a publicação, em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Segundo dados da ANA, publicados no Atlas, embora o crescimento das atividades de irrigação resulte, em geral, em aumento do uso da água, diversos benefícios podem ser observados, tais como o aumento da produtividade, a redução de custos unitários, a atenuação de riscos climáticos/meteorológicos e a otimização de insumos e equipamentos.

A irrigação também é fundamental para o aumento e a estabilidade da oferta de alimentos e consequente aumento da segurança alimentar e nutricional da população brasileira.

O pesquisador da Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG) Daniel Pereira Guimarães ressalta que, embora o Brasil seja campeão mundial em termos de disponibilidade hídrica, é necessária maior atenção no gerenciamento desse recurso fundamental para as atividades humanas e a preservação da natureza.

“E o Atlas contribui neste sentido, pois o estudo considera a distribuição irregular e sazonal da oferta de água e o seu uso para outras finalidades, tais como para geração de energia hidrelétrica”.

Ele considera que modernização do setor agropecuário brasileiro transformou o País em grande produtor e exportador de alimentos, porém, os ganhos em produtividade vieram acompanhados pelos aumentos nos custos de produção devidos ao uso de cultivares de altas performances (melhoramento genético e incorporação de biotecnologias), maior uso de insumos (fertilizantes e defensivos) e a sofisticação das técnicas de gerenciamento, mecanização e monitoramento dos sistemas de produção agrícolas.

“Nesse contexto, a minimização dos riscos passou a ter grande influência no sucesso dos empreendimentos do setor agropecuário”, pondera o pesquisador. “No caso dos plantios de sequeiro, ou seja, dependentes das condições climáticas, o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) tornou-se uma ferramenta essencial para orientar o produtor e os órgãos de fomento e seguridade acerca do que, onde e quando plantar em cada localidade brasileira. No entanto, os cultivos de sequeiro permanecem sujeitos aos riscos associados às variabilidades climáticas, especialmente aquelas relacionadas com a estiagem, como ocorreu na safra de 2015/16”, diz.

Guimarães ressalta que, embora a agricultura irrigada seja responsável por cerca de 60% do consumo das águas derivadas dos recursos hídricos brasileiros, vários são os benefícios dessa prática para a produção agrícola, tais como aumento da produtividade, redução dos riscos de perdas na produção e melhoria da qualidade dos produtos.

“Esta prática favorece a eficiência no aproveitamento dos insumos, produção em áreas e épocas onde os plantios de sequeiro são inviabilizados, diversificação das culturas, aumento do número de colheitas, redução da expansão da fronteira agrícola e segurança alimentar”, acrescenta o pesquisador.

Segundo ele, a agricultura irrigada no Brasil representa cerca de 2% da área global e a expansão dessa atividade dará uma grande contribuição para o aumento da diversidade e quantidade da produção agrícola nacional.

Mas esse crescimento deve ser acompanhado de monitoramento técnico que permita a formulação de políticas públicas para o uso eficiente dos recursos naturais, especialmente dos recursos hídricos.

Essa é a atribuição do SNIRH (Sistema Nacional de Informações sobre Recursos Hídricos), um dos instrumentos de gestão previsto na Política Nacional de Recursos Hídricos, instituída pela Lei nº 9.433, de 8 de janeiro de 1997, conhecida como Lei das Águas. Esse sistema é operado pela ANA.

Georreferenciamento facilita a concessão de outorgas para uso da água – Os levantamentos georreferenciados das áreas irrigadas de arroz inundado, cana-de-açúcar e pela utilização de pivôs centrais permitem que as áreas demarcadas sejam auditadas e relacionadas com as fontes de abastecimento hídrico, e determinam o status de uso (ativo ou não).

Essas informações são fundamentais para a concessão de outorgas e gerenciamento do uso da água nas bacias hidrográficas. Uma parceria entre a Embrapa Milho e Sorgo e a Agência Nacional de Águas cuida do levantamento e monitoramento dos pivôs centrais no Brasil.

Além de Guimarães, participam deste trabalho os pesquisadores Elena Charlotte Landau e Paulo Emílio Pereira de Albuquerque, da mesma Unidade da Embrapa.

Segundo Guimarães, a irrigação por pivô central é o sistema que apresenta o maior crescimento no País, e isso se dá em função da capacidade de distribuição uniforme da água requerida pelas culturas, do alto grau de automação e da adaptação a diferentes tipos de solo.

A irrigação de grandes áreas e a capacidade de aplicação de fertilizantes e de defensivos agrícolas via água de irrigação também contribuem para este crescimento. O sistema permite ainda o uso da técnica da pré-irrigação, proteção contra as geadas, supressão da poeira e lixiviação de sais concentrados na zona radicular.

Atualmente existem no Brasil cerca de 23 mil pivôs centrais irrigando uma área de aproximadamente 1,5 milhão de hectares.

Os estudos da Embrapa permitem avaliar a tendência de crescimento desse sistema de irrigação desde 1985 e, atualmente, incluem o monitoramento em tempo quase real (a cada 8 dias) do status de uso dos equipamentos, ou seja, se estão ativos (plantados) ou em fase de pousio.

“Essas informações permitem deduzir qual é o consumo de água na agricultura irrigada por pivôs centrais no Brasil e o impacto da atividade sobre os recursos hídricos locais. Além disso, fornecem subsídios para a previsão de safra”, explica Guimarães.

“Há uma tendência de concentração das áreas irrigadas por pivôs centrais no Oeste Baiano e em Mucugê-BA, no Distrito Federal, em São Gotardo, Paracatu e Unaí (MG) e em São Paulo, na bacia do Rio Paranapanema e nos municípios de Guaíra e Casa Branca. Essas informações são também relevantes por indicarem a necessidade de identificação de novas áreas para a expansão da agricultura irrigada e a geração de novos polos de desenvolvimento do agronegócio no Brasil”, salienta o pesquisador.

Saiba mais sobre a irrigação no Brasil no site.

Agricultores lamentam prejuízos e se unem por reparação em Brumadinho

alface-lama-horta-brumadinho (Foto: Lalo de Almeida/Ed.Globo)

Você não conhecia o que era antes isso aqui. Coisa mais linda de se ver”. As plantações irrigadas de hortaliças ficarão apenas na memória de Antônio Francisco de Assis, o Seo Tonico da Horta, como é conhecido. Desde o dia 25 de janeiro, o que ele vê é o rio de lama que acabou com sua lavoura, no Parque da Cachoeira, na área rural de Brumadinho (MG).

Há 18 anos, ele produzia no local. Os rejeitos da barragem da Vale que se rompeu na última sexta-feira cobriram plantações de alface, agrião, espinafre, manjericão. O galpão com equipamentos para beneficiar e carregar dois caminhões de hortaliças que despachava por dia foi tomado pelo lamaçal.

Na parte que não foi atingida, plantações de jiló, brócolis, acelga e tomilho também se perderão. Sem água. As bombas que faziam a captação para abastecer os aspersores de irrigação foram soterradas no córrego que servia de manancial para a propriedade. “Tudo perdido. Aqui não se produz mais nada. Não tenho como trabalhar”, lamenta, emocionado.

Quem estava no sítio na hora do desastre era a filha, Adriana. “Quando eu vi, só juntei o que eu tinha e saí correndo. Entrei em pânico. Ninguém se machucou porque conseguimos correr. É desesperador”, conta.

Seo Tonico ainda não fez as contas do prejuízo que sofreu. Sabe apenas que sua perda é a de outras nove famílias com quem trabalhava. Ele oferecia parte da terra, insumos, equipamentos e irrigação. Depois da colheita e da cobertura dos custos, o resultado das vendas eram divididos entre ele e seu parceiros. “Agora não tenho mais condições de oferecer nada para eles”, lamenta o agricultor.

João Salvador teve parte do sítio de sete hectares coberta pela lama (Foto: Lalo de Almeida)

José Salvador teve parte do sítio de sete hectares coberta pela lama (Foto: Lalo de Almeida)

O que conseguiu fazer foi abrir as portas do sítio para outros que também perderam as plantações que garantiam a renda da família. Eles se reuniram, neste domingo (27/1) com representantes da Federação dos Trabalhadores da Agricultura do Estado de Minas Gerais (Fetaemg) para discutir a contabilização dos prejuízos e como irão reivindicar reparação pelos danos. Compartilharam como vem passando pela tragédia e reiteraram críticas à Vale, de quem cobram responsabilização pelo ocorrido.

O grupo de produtores reúne cerca de 20 famílias prejudicadas. Todas são de agricultores familiares com terras próprias ou arrendadas. E decidiu formar um comitê para verificar o que foi perdido: área, plantações, equipamentos, benfeitorias das propriedades.

A Fetaemg se comprometeu a enviar técnicos e advogados. O presidente, Vilson Luiz da Silva, afirmou que pretende, nesta segunda-feira (28/1), fazer contato com o governo de Minas e com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) local. “A horticultura daqui abastece Belo Horizonte e região. Muitos sacolões da capital vão sofrer com isso”, diz ele.

Deputado federal eleito pelo PSB mineiro, Vilson disse ainda que vai reunir uma bancada parlamentar, em Brasília (DF), na terça-feira (29/1), e propor que os agricultores sejam perdoados das dívidas com o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). “O governo perdoa os produtores e faz a Vale pagar.”

Contando o Pronaf e outros financiamentos, Ronaldo Gomes estima dever em torno de R$ 60 mil. “Eu era um empresário. Agora não tenho nada. Acabou.” No sítio, perdeu verduras, máquinas, algumas cabeças de gado e, por pouco, não perdeu o mais novo de seus três filhos na tragédia. “Na hora, ele estava mais longe da gente e apareceu a lama. Começamos a correr, mas ele não conseguiu. Felizmente, ele se salvou. Está no hospital, com vida”, conta.

Antônio Francisco de Assis, o Seo Tonico da Horta (Foto: Lalo de Almeida)Antônio Francisco de Assis, o Seo Tonico da Horta (Foto: Lalo de Almeida)

José Salvador olha para o estrago e ainda custa a acreditar no que aconteceu. “Tudo isso aqui era horta”, diz, apontando para a parte do sítio de sete hectares coberta pela lama. Alface, almeirão, brócolis, rúcula irrigados por aspersão, eram produzidos por ele no lugar há pelo menos 12 anos.

Tocada por ele, a esposa e os dois filhos, a propriedade tinha reserva ambiental protocolada. Seo Salvador, como é conhecido, conta que, quando viu os rejeitos, preparava uma plantadeira para semear um talhão de milho. Foi o tempo de largar o que fazia, subir na caminhonete e deixar tudo para trás.

Sobraram parte da área preparada para o plantio; uma estufa com mudas em produção, que tentará vender; e um talhão de alface em crescimento. Fora do padrão de mercado, mas, segundo ele, bom para consumo e disponível para quem quiser comprar. Sem irrigação, tudo se perderá em dias.

“Era nosso sustento. Encontrar outra área boa assim fica difícil”, lamenta o agricultor, que calcula ter um débito em torno de R$ 26 mil com o Pronaf. “Não tenho como pagar.” Resta saber se vai sobrar verdura. Alguns curiosos que entravam no sítio para ver a lama não saíam sem levar um “souvenir”.

Em uma mata próxima do sítio, o corpo de mais uma vítima foi resgatado. No domingo, a contagem oficial chegou a 58 mortos e 305 desaparecidos na tragédia de Brumadinho.

Fonte: Globo Rural

Showtec 2019 mostra novidades em tecnologias de irrigação

Resultado de imagem para showtec 2019A irrigação vem conquistando cada vez mais espaço entre os produtores brasileiros. No decorrer da edição deste ano da Showtec, principal feira do agronegócio do Mato Grosso do Sul, realizada em Maracaju, os visitantes puderam conhecer as últimas tendências tecnológicas do setor.

A feira contou com a presença de grandes marcas do agronegócio nacional, como a Valley, líder do segmento de irrigação. A empresa instalou um estande que esteve aberto ao público no decorrer dos três dias do evento.

De acordo com o gerente de assessoramento e projetos em irrigação da Copasul, revenda Valley da região de Maracaju, Cláudio Furukawa, o foco principal foi demonstrar na prática os diferenciais dos produtos da líder do setor.

“É a quarta edição consecutiva em que participamos da Showtec, e a cada ano comemoramos resultados melhores. Apresentamos a linha de painéis Icon, incluindo os modelos 1 e 10, montados em um pivô de exposição, que se movimenta e irriga, equipado com o X-Tec”, comenta Cláudio.

Os produtores rurais visitantes da feira também tiveram a oportunidade de fechar negócios com a Valley, representando uma importante abertura de mercado para os envolvidos. “A qualidade das consultas também vem crescendo a cada edição. São produtores que já atendemos em alguma fase dos seus projetos, que aproveitam a oportunidade para conhecer os equipamentos e as tecnologias in loco”, explica o gerente.

A Showtec permite, ainda, antecipar as tendências que prometem movimentar o mercado no ano que se inicia, especialmente na região do Mato Grosso do Sul, em que predominam as culturas tradicionais de soja, milho e feijão.

“A aceitação das tecnologias de irrigação tem sido muito satisfatória e aumenta a cada ano. Cada vez mais, a irrigação se consolida no Estado, com o crescimento dos períodos de veranico. Além disso, a possibilidade de reduzir os custos operacionais é um fator que vem deixando os produtores muito animados”, avalia Cláudio.

Um dos visitantes da Showtec que apostou na Valley como forma de aumentar a produtividade na região é Luís Alberto Moraes, que administra a fazenda Santo Antônio, em Maracaju. O produtor de soja acabou de instalar o seu primeiro pivô central Valley, e já se mostra otimista com o projeto.

“Tudo indica que a minha primeira safra irrigada vai trazer mais lucro para a propriedade. É muito importante a participação de feiras como a Showtec, porque o produtor consegue acessar a tecnologia e avaliar a sua utilização nas lavouras”, considera. “A Valley, particularmente, fez um trabalho relevante que oferece novas oportunidades para quem produz, abrindo portas para novas culturas e para a diversificação”, conclui Luís Alberto.

Fonte: Showtec

Custos de irrigação no Brasil podem diminuir com soluções de IOT

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Entre 1960 e 2015, a área irrigada no Brasil aumentou exponencialmente, passando de 462 mil para 6,95 milhões de hectares. Este dado colocou o Brasil entre os dez países com o maior número de área destinada à produção de alimentos do planeta e pode expandir mais 45% até 2030, de acordo com estudos realizados pela Agência Nacional de Águas (ANA). Neste aspecto, a gestão dos recursos hídricos é peça chave, uma vez que a agricultura irrigada utiliza aproximadamente 969 mil litros de água por segundo e há uma carência de sistemas inteligentes para irrigação.

Foi de olho nesse estudo que, há pouco mais de um ano, pesquisadores brasileiros e europeus começaram a utilizar conceitos de Internet das Coisas (IoT) para desenvolver um processo de irrigação inteligente, com o objetivo de sanar as carências da agricultura contemporânea. Batizado de Smart Water Management Platform (Swamp), o projeto traz o desafio de desenvolver uma solução concreta, capaz de distribuir a quantidade exata de água durante o processo de irrigação no campo, evitando os altos índices de desperdício.

No Brasil, milho, soja e arroz são grãos que costumam ser produzidos com alto percentual de irrigação. A semente de soja, por exemplo, necessita absorver, no mínimo, 50% de seu peso em água para assegurar uma boa geminação. Uma das grandes produções do alimento no Brasil está localizada no Matopiba, região que compreende os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, e é lá que um dos pilotos do Swamp ganha forma. Na Fazenda Rio das Pedras, pesquisadores do projeto trabalham para reduzir os gastos de água e energia e manter a alta produtividade da região que, na safra 2017/2018 de soja, já responde por aproximadamente 12% das 115 milhões de toneladas produzidas em todo o país, de acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

No local, há vários talhões (porções de terra) onde são mantidas lavouras de milho, soja e algodão, irrigados por um pivô central ligado a sensores inteligentes. “A energia na região do Matopiba é muito cara, mas é essencial para o processo irrigatório. Conhecer a quantidade exata de água que o solo e a planta necessitam para crescer de forma saudável ajudará na redução desse valor”, revela Carlos Kamienski, professor titular de Ciência da Computação da Universidade Federal do ABC (UFABC) e coordenador do grupo brasileiro responsável pelo projeto.

Até o momento, o grupo desenvolveu pesquisas e experimentos práticos para gerar uma maior produtividade no plantio e evitar desperdícios no uso da água. “Atualmente já conseguimos apurar melhor os dados sobre o clima, realizar um mapeamento mais assertivo do solo e saber se ele precisa de uma maior ou menor quantidade de água”, explica Kamienski

O segundo projeto-piloto acontece na vinícola Guaspari, localizada no município paulista de Espírito Santo do Pinhal, na Serra da Mantiqueira. Kamienski explica que a ideia foi ter regiões diferentes do Brasil, com culturas e tipos diferentes de irrigação. ‘‘De um lado, envolvemos soja, já no outro, vitivinicultura e trabalhamos para aumentar a qualidade da agricultura testando técnicas de gotejamento’’, reforça. Por fim, o pesquisador salienta que 2018 foi o ano de muito trabalho e preparação e que, a partir de agora, serão dois anos de pesquisas e experimentos para resultados mais sólidos.

Parcerias

A iniciativa é financiada por meio de recursos do governo brasileiro e da União Europeia (EU). No total, R$ 4,8 milhões serão repassados aos pesquisadores, pela da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), por meio do seu Centro de P&D em TICs (CTIC), que utiliza fundos da Lei de Informática. Do lado europeu, outros € 1.5 milhões serão financiados pelo programa Horizon 2020, programa de pesquisa e inovação da própria União Europeia.

O Swamp é fruto de uma parceria entre a Universidade Federal do ABC (UFABC), a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), a Embrapa, a Fundação Educacional Inaciana “Padre Sabóia de Medeiros” (FEI) e a LeverTech Tecnologia Sustentável. Na Europa, participam outras cinco instituições: Instituto VTT – Centro de Pesquisa Técnica (Finlândia), Ixion Industry & Aerospace  (Espanha), Intercrop – Agronegócios (Espanha), Universidade de Bologna (Itália) e Consorzio di Bonifica dell’Emilia Centrale (Itália).

Fonte: Grupo Cultivar