Meio ambiente é preservado, mesmo em áreas de agricultura

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A agricultura, ao contrário do que algumas pessoas podem imaginar, tem se tornado uma grande aliada na preservação do meio ambiente. Dados de fevereiro de 2018 revelam que agricultores, pecuaristas, silvicultores e extrativistas destinam à preservação da vegetação nativa mais de 218 milhões de hectares. Isso equivale a 1/4 do território nacional (25,6%). Os números foram coletados pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária Territorial (Embrapa/SP), a partir das informações mantidas no SiCAR pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB).

Para o coordenador do Núcleo de Direito do Agronegócio do IPOJUR (Instituto Brasileiro de Estudos e Pesquisas em Ciências Políticas e Jurídicas), Rafael Molinari Rodrigues, a agricultura contribui com o meio ambiente devido ao uso de tecnologia avançada. “A tecnologia com stones (drones) e imagens de satélite possibilitam melhor controle das áreas protegidas sob o ponto de vista legal. Pesquisas realizadas por diversas empresas para melhores sementes, defensivos agrícolas e fertilizantes, cada vez mais específicos para os tipos de solo e região do país, resultam em maior produtividade da plantação, sem necessidade de aumentar áreas ambientalmente protegidas para ter maior produção agrícola”, avalia Rodrigues, que aponta outro item na preservação: as melhores práticas agrícolas. “A rotação de culturas e o manuseio das sementes/fertilizantes/defensivos também ajudam a proteger o solo”, completa.

Dados geocodificados – Desde 2016 os proprietários de terra no Brasil devem fazer um Cadastro Ambiental Rural (CAR), uma exigência do governo federal a partir da aprovação do Código Florestal de 2012. Com base em imagens de satélite, o CAR obtêm dados como o perímetro do imóvel rural, mapas das áreas exploradas, consolidadas, de preservação permanente, de reserva legal, de interesse social, de utilidade pública, entre outros.

Com os dados geocodificados levantados até agora, a Embrapa afirma que em áreas agrícolas consolidadas os agricultores e pecuaristas são, hoje, os principais responsáveis pela preservação ambiental. É como se cada produtor rural utilizasse, em média, apenas metade de suas terras. A outra metade é ocupada com áreas de preservação permanente (às margens de corpos d’água e topos de morros), reserva legal e vegetação excedente. O centro de pesquisa estimou o valor do patrimônio fundiário imobilizado em preservação ambiental e chegou à cifra de R$ 3,1 trilhões.

Rodrigues ainda lembra que no Brasil há um espaço enorme para crescimento sem ocasionar nenhum desmatamento ou infração ambiental. “A integração entre agricultura e pecuária, por exemplo, é uma das formas de ajudar o meio ambiente e aumentar a produtividade no agronegócio. Ainda há muito a ser feito neste aspecto e o potencial do país é vasto para isso”, conclui Rodrigues.

Fonte: G1

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