Bruxelas quer incentivar uso de águas tratadas na irrigação agrícola

Bruxelas quer incentivar uso de águas tratadas na irrigação agrícola

Em comunicado, o executivo comunitário salienta que as novas regras ajudarão os agricultores a fazerem o melhor uso possível das águas residuais não potáveis, atenuando a escassez de água e protegendo ao mesmo tempo o ambiente e os consumidores.

A nova diretiva estabelece requisitos mínimos para a reutilização das águas residuais tratadas provenientes de estações de tratamento de águas residuais urbanas, abrangendo elementos microbiológicos (por exemplo, nível de presença da bactéria E. coli) e requisitos para os controlos de rotina e de validação.

O público terá ainda acesso à informação em linha sobre práticas de reutilização da água nos seus Estados-membros.

O regulamento proposto pela Comissão visa atenuar a escassez de água em toda a UE, no contexto da adaptação às alterações climáticas, garantindo a segurança das águas residuais tratadas destinadas à irrigação agrícola e protegendo os cidadãos e o ambiente.

A proposta faz parte do programa de trabalho da Comissão Europeia para 2018, na sequência do plano de ação para a economia circular, e completa o atual quadro jurídico da UE sobre a água e os géneros alimentícios.

Fonte: Mundo ao Minuto

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4 maneiras que a blockchain está revolucionando a agricultura

A blockchain, plataforma online aberta e criptografada, ficou conhecida ao redor do mundo por suportar as transações de Bitcoin e outras criptomoedas. A criação de moedas 100% virtuais só foi possível devido a essa tecnologia revolucionária, que garante que todas as transações sejam rastreáveis e acessíveis, promovendo um histórico aberto e seguro. Agora, a blockchain já está sendo usada por outros mercados.

É o caso do Direito, no qual os profissionais utilizam a blockchain para realização de “smart contracts” (contratos inteligentes online), registro de imóveis e outros bens. Agora, a tecnologia está sendo usada até mesmo no agronegócio, tornando-se uma alternativa viável de negociação entre produtores, empresas e outros players do ecossistema. Confira as 4 maneiras mais comuns de como a tecnologia está sendo usada:

  1. Rastreamento de comida

Você já imaginou fazer uma refeição e saber exatamente onde cada produto foi plantado, colhido e todo o caminho realizado até chegar ao seu prato? Com a blockchain, isto é possível e já está sendo realizado, através da Blockchain Food Safety Alliance. Em 2017, a IBM, Walmart, JD.com (e-commerce do Alibaba), e a universidade de engenharia Tsinghua criaram a rede para rastrear os produtos, diminuindo custos e ajudando a evitar problemas como intoxicação alimentar.

  1. Rastreamento de commodities

O rastreamento de produtos está sendo interessante também para as empresas que os utilizam como matéria-prima. Empresas que produzem café, como a Great Lakes Coffee e Coda Coffee, estão utilizando a tecnologia para rastrear os grãos, permitindo que o consumidor final acesse um QR Code para saber a origem da bebida. Neste mercado, o valor do café muda de acordo com a origem do produto, tornando-se importante que o comprador tenha como atestar a veracidade das informações. Com a blockchain, isto é possível em qualquer momento, por qualquer pessoa.

  1. Transações

A blockchain é capaz de reduzir o tempo de transações (inclusive entre países), o que é válido inclusive para as compras na agricultura. A empresa americana Louis Dreyfus Co. utilizou a blockchain ao vender 60 toneladas de soja ao governo chinês e reduziu pela metade o tempo de processamento da transação, que durou uma semana ao invés de duas. Principalmente no setor agrário, no qual muitas compras e vendas ainda são feitas em papel, a blockchain pode contribuir agilizando processos e mantendo-os transparentes.

  1. Logística

Os alimentos saem da fazenda, passam pelo processador, distribuidor e varejista antes de chegar ao consumidor final. É um longo caminho, passível de muitos erros. A logística para que os produtos não sejam danificados é uma parte importante do processo, principalmente quando tratam-se de alimentos perecíveis. Além de facilitar no rastreamento dos alimentos e produtos, a blockchain traz mais segurança ao registrar em que fase do processo um alimento se encontra e quanto tempo levou até o próximo estágio. Caso o produto esteja avariado, é mais fácil perceber onde está o erro.

Fonte: StartSe

Município recebe 20 kits de irrigação para agricultura familiar

O prefeito do município de Porto Alegre do Norte, Daniel do Lago esteve dia 19, na Superintendência do Ministério de Agricultura onde assinou o termo de doação de 20 kits de irrigação, os equipamentos serão utilizados no município para fortalecer e desenvolver ações da agricultura familiar, ação esta que faz parte do programa local para desenvolver ações de emprego e renda, vale ressaltar que o município foi o único da região Norte Araguaia a ser comtemplado com os equipamentos.

Segundo a secretária de Agricultura, Silvana Breitenbach, os 20 kits de irrigação, foram obtidos através Ministério da Agricultura, eles possuem tecnologia israelense, e o sistema de irrigação por gotejamento permite economizar até 60% de água em relação aos equipamentos tradicionais, além de preservar mais o solo e melhorar a produção.

Silvana lembrou que entre os requisitos para os produtores serem beneficiados estão a existência de solos aptos para o desenvolvimento de culturas sob irrigação, além disso, ele precisa estar adequado aos dispositivos do Código Florestal e ainda há necessidade de disponibilidade de recursos hídricos sem o risco de conflitos com outros usos prioritários desse recurso.

Recentemente o secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Eumar Novacki, disse que “O programa do Mapa já demostrou ser vitorioso, com pouco investimento que os kits demandam, proporcionando a pequenos e médios produtores maior rentabilidade e acesso ao mercado consumidor”.

Fonte: Mato Grosso Mais

MP que muda regras de hipoteca em projetos de irrigação terá relatório dia 29

Comissão Mista da Medida Provisória (CMMPV) nº 824 de 2018, que altera regras para agricultor irrigante, realiza reunião de trabalho.  Mesa: presidente da CMMPV 824/2018, deputado Claudio Cajado (PP-BA); relator da CMMPV 824/2018, senador Eduardo Amorim (PSDB-SE).  Foto: Roque de Sá/Agência Senado

A primeira versão do relatório sobre a medida provisória (MP) que altera a execução de hipotecas em projetos públicos de irrigação (PPIs) deverá ser apresentada na próxima terça-feira (29). A decisão de cancelar duas audiências públicas que estavam previstas e antecipar os trabalhos foi tomada nesta quarta-feira (23) pela comissão mista que analisa o texto.

MP 824/2018 altera a Política Nacional de Irrigação (Lei 12.787/2013) para impedir que o agricultor que descumpra obrigações nos PPIs perca a área sob seu domínio. Pelo texto, o poder público não poderá mais retomar a terra que estiver hipotecada ao banco oficial responsável pelo financiamento do projeto. E caberá à instituição financeira comunicar o poder público sobre a existência da hipoteca.

O objetivo da medida é permitir que a área do produtor irrigante seja utilizada como garantia real hipotecária, o que dá segurança jurídica às instituições financeiras, facilitando a liberação de crédito por parte delas. Segundo o governo, os financiamentos aos PPIs estão paralisados e a MP pode ajudar a reverter essa situação.

Essas alterações estavam previstas na MP 700/2015, que perdeu a vigência em maio de 2016 por não ter sido analisada no prazo por deputados e senadores.

Segundo o presidente da comissão mista, deputado Cláudio Cajado (PP-BA), e o relator, senador Eduardo Amorim (PSDB-SE), a antecipação dos trabalhos se justifica por causa do feriado de Corpus Christi, na quinta-feira 31, e do início das festas juninas no Nordeste, que vão interferir no calendário parlamentar.

Será concedido um prazo para apresentação de emendas até as 18h30 da próxima segunda-feira (28). Elas serão analisadas pelo relator, que pode incorporá-las ou não ao parecer. Até as 14 horas desta quarta-feira (23), haviam sido apresentadas 36 emendas à MP 824.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Estudo observa estrutura do solo em sistema de plantio direto

Pesquisa foi desenvolvida no Programa de Pós-graduação em Solos e Nutrição de Plantas

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Uma pesquisa desenvolvida no Programa de Pós-graduação em Solos e Nutrição de Plantas, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (USP/Esalq), teve como objetivo estudar fatores que, além do processo de compactação mecânica do solo, podem estar promovendo a estratificação física e química de solos altamente intemperizados cultivados sob sistema de plantio direto. “A magnitude desse problema se estende a mais de 30 milhões de hectares de lavoura cultivada sob plantio direto no Brasil, colocando em risco as projeções de exuberância da agricultura no país”, disse Márcio Renato Nunes, autor da tese.

As áreas sob o plantio direto apresentaram duas camadas de solo distintas: uma entre, aproximadamente, 0 e 7 cm de profundidade, com condições físicas e químicas favoráveis ao desenvolvimento da raiz e a outra entre, aproximadamente, 7 e 20 cm de profundidade, com menor permeabilidade do solo ao ar e a água, elevada resistência à penetração e baixa fertilidade química do solo. “Estas condições promovem a concentração do sistema radicular das plantas agrícolas cultivadas na camada mais superficial do solo, a de 0 a 7 cm, motivando perdas de produtividade por estresse hídrico”, explicou Nunes.

Entre os possíveis fatores causadores deste tipo de degradação, foram avaliados pelo pesquisador a aplicação excessiva de calcário, exclusivamente em superfície, ocasionando, na camada de 0 a 7 cm, a elevação do pH do solo para além do ponto de carga zero do solo, elevando assim o potencial eletronegativo do solo e, por consequência, promovendo a dispersão de argila; a migração da argila dispersa no perfil do solo, pela água de percolação, como um fator causador de degradação física em subsuperfície; e a contribuição de fitomassa ao solo, em quantidade e qualidade, para manter a estabilidade estrutural dos solos cultivados.

Os resultados obtidos mostraram que o movimento de calcário no perfil dos solos estudados é muito lento, limitando o efeito deste produto a poucos centímetros abaixo do local onde ele é depositado ou incorporado, independentemente da dose. “Desse modo, a calagem superficial promove e intensifica a estratificação dos atributos químicos no perfil do solo, aumentando o pH próximo à superfície e sendo ineficiente em reduzir a acidez na subsuperficie destes solos. A concentração de calcário na camada mais superficial dos solos altamente intemperizados aumenta a eletronegatividade do solo, resultando na dispersão de argila”, explica.

De acordo com o pesquisador, a migração dos argilominerais dispersos no perfil do solo, pela água de percolação, promove uma série de alterações estruturais, incluindo a diminuição da porosidade total e da continuidade dos poros e o aumento da densidade e da resistência do solo à penetração na camada subsuperficial. A diminuição da estabilidade estrutural dos Latossolos (solos minerais) sob cultivo também está ligada ao aporte de material orgânico ao solo, em quantidade e qualidade inferiores à que ocorre no solo sob sistema nativo. “Os Latossolos cauliníticos são mais propensos à diminuição da estabilidade estrutural quando submetidos ao cultivo. Portanto, a recomendação de calagem em solos altamente intemperizados cultivados sob plantio direto precisa considerar a mineralogia do solo e a possível degradação estrutural promovida pela calagem em excesso”.

O estudo teve apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e foi orientado pelo professor Paulo Leonel Libardi, do Departamento de Engenharia de Biossistemas.