Cresce o número de produtores que adotam o reúso na agricultura

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Os cientistas já bateram o martelo. Ou a humanidade aprende a usar a água potável de forma correta e racional ou ficamos sem ela e colocamos a nossa própria existência em risco. O Brasil tem um papel de extrema importância na preservação desse recurso. Os sistemas de irrigação adotados no país permitem o uso eficiente dos recursos hídricos e o aumento da produção de alimentos para cada hectare de lavoura plantada, sem a expansão de áreas. É por isso que cresce, a cada ano, o número de produtores e empresas que adotam técnicas de reúso desse líquido na agricultura e na produção de alimentos.
O Brasil se destaca pela variedade e produtividade, mas também pelo modo de produção, dinâmico e inovador, que permite a plantação anual de até três safras em um mesmo terreno. A área agrícola do país representa 7,8% do território nacional, cerca de 66 milhões de hectares. Apenas 9% das lavouras brasileiras são irrigadas. A área irrigada no país totalizou, no ano passado, 6 milhões de hectares aproximadamente.

Produtividade

Os pivôs de irrigação propiciam um menor consumo de água por hectare onde o sistema está instalado. Já os sistemas de gotejamento fazem uma espécie de gerenciamento dos recursos hídricos — as gotas caem próximas às raízes, evitando, assim, a evaporação da água. “Ao aumentarmos a área irrigada, conseguiremos aumentar ainda mais a produtividade, ou seja, produzir mais alimento para cada hectare de lavoura plantada, sem necessariamente expandir a área”, assinala a pesquisadora da Embrapa.
A irrigação controlada repercute economicamente em diversas etapas da produção agrícola. O sistema resulta em economia de água e de consumo de energia, boa umidade e máxima produtividade da lavoura. Propicia, também, um microclima mais favorável para a não ocorrência de pragas. “Isso é outro fator de economia. Se a irrigação é feita corretamente, podem ser eliminados gastos adicionais, já que diminui a pressão sobre a demanda de água e reduz os riscos de surgimentos de pragas, o que significa que o uso de defensivos agrícolas pode ser menor”, analisa Gertjan Beekman, coordenador da área de Recursos Naturais, Gestão Ambiental e Adaptação às Mudanças Climáticas do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA).
Beekman coordenou o Econormas, da União Europeia, programa destinado a implementar ações de intervenção física para o controle e recuperarão de áreas degradadas que estivessem submetidas a processos de desertificação nos quatro países do Mercosul. Já o IICA é um organismo internacional especializado em agricultura e bem-estar rural, sendo vinculado à Organização dos Estados Americanos (OEA). A entidade apoia os 34 países-membros em demandas específicas relacionadas à agricultura.
O uso eficiente de água na agricultura e as técnicas de reúso são cada vez mais importantes para a produção de alimentos, em função das mudanças climáticas, segundo o coordenador do ICCA. “Não é só ter o recurso hídrico, mas usá-lo de forma inteligente, aproveitando o ciclo de chuvas e as ferramentas agrometeorológicas para planejamento do setor agropecuário, que está cada vez mais dinâmico, inovador e requer precisão e confiabilidade”, avalia Beekman.
Fonte: Correio Braziliense
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