Visitantes da Agrishow podem acompanhar apresentações de tecnologias inovadoras na arena de demonstração de campo

Uma das atrações da Agrishow 2018, a Arena contará com demonstrações em tempo real, em dois horários
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Arena de Demonstrações de Campo da Agrishow 2018 – 25ª Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação será um verdadeiro show de tecnologia agrícola. Com curadoria da Coopercitrus, tem o intuito de oferecer conhecimento e fomentar o uso de ferramentas inovadoras no campo, que resultem em crescimento produtivo, rentável e sustentável para os produtores rurais. A feira será promovida entre os dias 30 de abril e 4 de maio, em Ribeirão Preto, SP.

Com duas apresentações diárias (às 10h e às 14h), a programação da Arena de Demonstrações de Campo terá início no dia 1º de maio e se estenderá até o dia 4 de maio, e contará com apresentações de máquinas, implementos e tecnologias. Em uma arquibancada coberta, os agricultores poderão acompanhar em tempo real, em transmissão ao vivo em telões de alta definição, como as tecnologias funcionam dentro das máquinas, além de apresentações de vídeos didáticos sobre seus benefícios.

O acesso à Arena é pela Avenida G, Rua 14, a Arena de Demonstrações de Campo da Agrishow apresentará diversas tecnologias, como o Geofert, serviço de amostragem de solo georreferenciada, em que são coletadas informações com o apoio de um moderno e tecnificado quadriciclo; a carreta a taxa variável que permite realizar a correção do solo de acordo com a necessidade; o VANT, que possibilita o manejo correto da lavoura, uma vez que realiza o diagnóstico de falhas existentes no campo por meio de imagens precisas e de alta resolução e a Sistematização, que permite realizar o planejamento de plantio e colheita.

Ainda na Arena, os produtores rurais poderão conhecer a plantadora Precision Planting, com controlador de sementes V Drive, que posiciona a semente em espaçamentos regulares, evitando a colocação de sementes duplas no solo e falhas no plantio; o pulverizador autopropelido, com corte automático de seção, que garante economia no uso de defensivos, evitando a sobreposição e falhas na pulverização, o que resulta no maior rendimento dos defensivos; o WeedSeeker, que utiliza sensores que capturam a presença de plantas verdes e envia um sinal para ativar a aplicação do produto no local exato, além do drone de pulverização, utilizado na aplicação para controle de pragas e ervas daninhas localizadas pontualmente dentro da lavoura e o drone de imagem, cuja câmera especial auxilia na identificação da situação da lavoura dando suporte na tomada de decisão de manejo.

A 25ª Agrishow terá ainda outras atrações, como a Arena de Conhecimento, palco de informações atualizadas e conteúdo relevante sobre os principais temas que norteiam o agronegócio, e o Memórias do Campo, espaço para os amantes de tratores, com uma exposição de tratores antigos.

A feira é uma iniciativa das principais entidades do segmento no país: Abag – Associação Brasileira do Agronegócio, Abimaq – Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, Anda – Associação Nacional para Difusão de Adubos, Faesp – Federação da Agricultura e da Pecuária do Estado de São Paulo e SRB – Sociedade Rural Brasileira. O evento é organizado pela Informa Exhibitions, integrante do Grupo Informa, um dos maiores promotores de feiras, conferências e treinamento do mundo com capital aberto.

 

Mais informações:
AGRISHOW 2018 – 25ª Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação 
Data: 30 de abril a 4 de maio de 2018
Local: Rodovia Antônio Duarte Nogueira, Km 321 – Ribeirão Preto (SP)
Horário: das 8h às 18h
www.agrishow.com.br

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Banco Mundial vai financiar novo programa de irrigação agrícola em Moçambique

Banco Mundial vai financiar novo programa de irrigação agrícola em Moçambique

“Com o desenvolvimento da irrigação, os produtores deixam de depender apenas da estação chuvosa para produzir” e com as mudanças climáticas “é importante estimular a produção em todas as estações do ano”, referiu Aniceto Bila, dirigente do Banco Mundial, durante uma visita ao centro do país, citado pela Agência de Informação de Moçambique (AIM).

A verba será desembolsada ao longo de seis anos, prevendo-se que cubra uma área de 7.000 hectares e beneficie 14.000 agricultores.

O objetivo fundamental é apoiar a expansão e o desenvolvimento da irrigação para aumentar a produção e a renda das famílias cobertas pelo projeto.

Aniceto Bila falava durante uma visita a Vanduzi, província de Manica, para avaliação de uma outra iniciativa, na mesma área: o Projeto de Desenvolvimento de Irrigação Sustentável (Proirri), que permitiu o cultivo de 2.500 hectares de terra, em sete anos.

A primeira fase desta iniciativa decorre até dezembro, tendo como meta alcançar os 3.000 hectares de terra trabalhada.

O Proirri está orçado em 74,25 milhões de dólares (60 milhões de euros), financiado a 80% pelo Banco Mundial, sendo o restante doado pelo governo japonês.

LFO // PJA

Lusa/fim

PICPlast reforça a versatilidade do plástico em soluções para o agronegócio na Agrishow 2018

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Iniciativa dará visibilidade a 15 transformadores de plástico, que mostrarão na prática a funcionalidade de 20 soluções e seus diferenciais para a performance nas atividades agrícola e pecuária no Brasil.

Dar visibilidade aos fabricantes que usam o plástico como matéria-prima para soluções que visam contribuir para o desenvolvimento e crescimento do agronegócio brasileiro. Este é objetivo da participação do Plano de Incentivo à Cadeia do Plástico (PICPlast) naAgrishow 2018, o principal evento do setor no Brasil. O PICPlast é fruto da parceria da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (ABIPLAST), e da Braskem, maior produtora de resinas das Américas. O espaço do PICPlast contará, ao todo, com 15 empresas que apresentarão na prática a funcionalidade de 20 soluções e seus diferenciais para a performance nas atividades agrícola e pecuária.

Entre os destaques do estande está o Wrap, uma solução de armazenagem de silagem pré-secada. Produzido pelos transformadores de plástico Manulli e Extraplast, trata-se de um filme stretch de polietileno, de alta aderência, para envelopamento de fardos pré-secados, mais palatáveis para o gado. O filme também tem a função de manter o valor nutricional do alimento e permite armazenamento por até 12 meses.

Outro grande sucesso da feira é o Silo Bolsa, produzido pela Pacifil para armazenagem de grãos e silagem. Em formato de túnel flexível de polietileno, medindo de 70 a 100 metros de comprimento, o produto foi concebido para criar um ambiente sem oxigênio, o que impede o surgimento e desenvolvimento de pragas e insetos durante a armazenagem. Dessa forma, é possível estocar por até 12 meses, preservando a qualidade do produto armazenado. Com baixo custo, esta solução permite ainda a segregação de lotes e contribui com a redução na perda de alimentos.

Com um grande apelo sustentável, os Big Bags – embalagens de ráfia de polipropileno com alta capacidade de armazenagem, produzidas pela Propex – prometem atrair a atenção dos visitantes do espaço. Pela primeira vez, o PICPlast apresentará uma versão fabricada com 50% de resina reciclada, ou seja, novos big bags produzidos a partir de unidades já utilizadas. Aplicando o racional de logística reversa, a iniciativa estimula o descarte correto do produto e permite que a matéria-prima volte para a cadeia produtiva. O espaço também disponibilizará big bags produzidos com resina virgem.

No estande do PICPlast na Agrishow também será possível conferir de perto o Sistema de Irrigação por gotejamento apresentado pela NaanDan Jain, empresa especialista em sistemas de irrigação. O gotejamento garante que mais de 90% da água chegue à raiz da planta, o que permite um controle e um uso racional do recurso hídrico. Na exposição, o sistema de gotejamento exposto usará mangueiras de polietileno verde, material produzido a partir do etanol, para irrigação de cana-de-açúcar. Este fechamento da cadeia, cana-de-açúcar irrigada com mangueiras feitas com material produzido a partir da cana-de-açúcar, – traz um grande diferencial para a atração.

Consolidado como uma ótima opção para plantas de ciclo curto, o Mulching é outro destaque da feira. O diferencial é que, desta vez, a Rioplastic vai apresentar esta solução para um cultivo de ciclo longo, como o café. Neste caso, trata-se de um filme agrícola de dupla face, à base de polietileno e aditivos especiais, utilizado na cobertura de solo. A tecnologia leva à retenção da umidade do solo e impede o crescimento de plantas daninhas, o que promove um melhor desenvolvimento vegetativo da planta e, consequentemente, maior produtividade da lavoura.

Já a exposição das Sacarias de Ráfia, para embalar sementes tratadas, reforça as vantagens da solução em relação às embalagens tradicionais. A sacaria de ráfia apresenta maior resistência ao rasgo e à umidade, preço mais competitivo e tem como diferencial a possibilidade de ser transparente, o que permite visualizar seu conteúdo. As sacarias utilizam a tecnologia da solda quente ao invés da costura convencional e proporcionam melhor acomodação.  Este projeto conta com a parceria da Embrasa.

“É com muita satisfação que marcamos presença do PICPlast pela quinta vez na Agrishow, pois mostra nosso compromisso em estimular as empresas transformadoras de plástico para criar soluções inovadoras, que contribuam para o crescimento do agronegócio no Brasil. Esta é, sem dúvida, uma grande oportunidade para os empreendedores do setor fecharem grandes negócios”, afirma Edison Terra, Vice-Presidente Executivo da Braskem.

Já José Ricardo Roriz Coelho, presidente da ABIPLAST, acredita que este tipo de iniciativa mostra a versatilidade do plástico e o investimento dos transformadores na fabricação de soluções para diversas necessidades.  “A participação dessas empresas na Agrishow reforça o aspecto sustentável e tecnológico do plástico enquanto matéria-prima, pois evidencia o quanto as aplicações contribuem para o aumento da produtividade no agronegócio e para a redução de possíveis perdas”, ressalta Roriz.

O estande do PICPlast na Agrishow fica localizado na rua F, estande nº F9a. Comprometido com a capacitação do setor, o Plano conta com várias iniciativas que visam reforçar a qualificação e incentivar empresas transformadoras de plástico.  Desde 2013 mais de 1.000 empresas foram beneficiadas pelas iniciativas desenvolvidas pelo PICPlast, que possui parcerias com instituições renomadas, como SEBRAE e Fundação Dom Cabral.

Irrigação pública contribui com a cesta básica mais barata em Aracaju

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Tomate, mandioca, leite, banana, cana de açúcar e material forrageiro influi no preço dos itens da cesta básica

Aracaju desde janeiro é a capital brasileira com o segundo menor valor da cesta básica de alimentos, dentre as 20 cidades pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em março calculada em R$ 339,77, acumulando queda de 3,42% nos últimos 12 meses. Dos 12 itens pesquisados, metade tem como uma das origens de produção direta, ou de suas matérias primas, os perímetros irrigados do Governo do Estado: o tomate, mais barato para o consumidor 6,74% em fevereiro e depois 8,98% em março; a banana, que caiu de valor 10,03% de janeiro para cá; a farinha de mandioca, este ano custando 19,27% menos; o leite, menos 11,38% e o açúcar, que caiu de preço 31,02%, segundo a variação anual identificada pela entidade. Derivada do leite, somente a manteiga mantém alta de 3,53% no ano.

O aumento da oferta destes e de inúmeros outros produtos sergipanos que não fazem parte da pesquisa, interfere na diminuição do valor de custo de vida do aracajuano e também de quem vive em Salvador, desde agosto (2017), a cesta mais barata do Brasil, cotada em março no valor de R$ 322,88. Ocorre que só do Perímetro Irrigado da Ribeira, administrado pela Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação de Sergipe (Cohidro) em Itabaiana (54 km de Aracaju), diariamente saem para a capital baiana, cinco caminhões carregados de alimentos como alface, couve, coentro, cebolinha e rúcula; além de uma grande quantidade de micro-caminhões, conhecidos por ‘mercedinhas’, que abastecem às feiras de Aracaju e de todo o estado. Foram 11,5 mil toneladas destes folhosos, produzidos em 2017, neste polo agrícola.

Cerca de 90% do quiabo produzido no perímetro Califórnia, administrado pela Cohidro em Canindé de São Francisco (a 213 Km de Aracaju), tem como destino as feiras da região metropolitana de Salvador e de Feira de Santana-BA. Nesta unidade da empresa, foram contabilizadas 11 mil toneladas do fruto colhidas no ano passado. De lá e também do perímetro Piauí, em Lagarto (75km de Aracaju), ainda seguem para a Bahia cargas de milho verde no período junino. Nos cinco perímetros do Governo do Estado onde se pratica a agricultura irrigada, 11,5 mil toneladas de milho em espiga foram produzidas em 2017.

Para o diretor de Irrigação e Desenvolvimento Agrícola da Cohidro, João Quintiliano da Fonseca Neto, a garantia de fornecimento de água para irrigação favorece a produção. “É possível produzir o ano inteiro nos perímetros irrigados, pois o sistema de irrigação só é desligado em dias de chuva ou no Dia do Rio, no caso do perímetro Califórnia, que é uma determinação da ANA (Agência Nacional de Águas) para a captação de água do Rio São Francisco, que deve ser interrompida toda quarta-feira. Dessa forma, os produtores podem assumir compromissos de fornecimento em qualquer época. Alguns fazem investimentos nos tratos culturais para obter boa produtividade e outros chegam a adquirir veículos, para eles mesmos transportarem sua produção até o mercado consumidor. Geralmente, Aracaju ou Salvador”.

Tomate

Foi notícia em janeiro, quando preço do tomate em Aracaju disparou alta de 39,16% na pesquisa do Dieese, que os agricultores irrigantes assistidos pela Cohidro estavam optando pelo cultivo do fruto, animados pela valorização que chegou a cotar a caixa de 30kg em R$ 100. No Perímetro Irrigado Piauí, 2017 fechou com a produção de 1,8 mil toneladas e entre janeiro e março deste ano, foram mais 56 toneladas. Tal aumento da oferta do produto no mercado sergipano, resultou em uma redução acumulada de 15,72% nos últimos dois meses.

Segundo gerente do Piauí, Gildo Almeida Lima, a produção tem se modernizando para atender a demanda e suplantar o inverno chuvoso, quando optam por não plantar tomate, devido a incidência de pragas. “O tomate tem dado mais certo aqui utilizando a irrigação por gotejo, só molhando a raiz da planta. Usando a fertirrigação, onde o adubo vai diluído na água e é quase totalmente absorvido pelo tomateiro. E ainda tem o uso de lona ‘mulching’, que retêm a evaporação da água e separa a planta e frutos do solo, evitando a incidência de moléstias e fungos”, relatou.

Jorge kleber Soares Lima, presidente em exercício da Cohidro, considera que a oferta regular de produtos dos perímetros irrigados administrados pela empresa, funciona como um agente regulador de preços. “Não só com o tomate, mas todo produto com viabilidade técnica para produzir nos lotes dos nossos irrigantes, vai sofrer a interferência no valor de mercado quando houver um aumento da produção. Se o preço de venda está alto, eles produzem mais, diminui o preço gradativamente e o custo final para o consumidor também cai”, argumentou. Para o diretor, essa relação só não vai ocorrem nos momentos em que os agricultores são afetados pelas grandes crises hídricas.

“A partir do resultado de Aracaju ter a segunda cesta básica mais barata do país, a tendência é de voltarmos a ter a cesta mais barata entre todas as capitais, como já ocorreu por cinco anos (2010-2015). Ciclo virtuoso somente interrompido pela grande seca de 2016 para 2017”, justificou Jorge Kleber. Segundo o presidente, embora a irrigação seja para manter a agricultura em atividade durante os períodos de estiagem, ela ainda vai depender das chuvas para a reposição dos reservatórios. “Se tivermos um período chuvoso com médias abaixo do normal, como ocorreu há dois anos, resultará em nossas barragens com pouca ou nenhuma água para irrigação, a exemplo do (Perímetro Irrigado) Jacarecica I (em Itabaiana), que parou por quase quatro meses no ano passado”.

Mandioca

Lagarto, onde está localizado o perímetro Piauí, já foi considerado pelo IBGE o município com a sétima maior produção de mandioca do Brasil. Dentro do polo irrigado essa grandiosidade se repete, com cerca de 20 casas de farinha em funcionamento para absorver a produção das nove localidades rurais abrangidas pela rede de distribuição de água da Cohidro. Favoreceu a queda de 19,27% no preço da farinha encontrada na capital sergipana, as 215 toneladas já produzidas neste ano só nesta área de atuação da companhia. Além da irrigação, o Governo do Estado fornece assistência técnica agrícola a estes produtores irrigantes.

Balde Cheio

Programa criado pela Embrapa de São Carlos-SP, consiste em um sistema de pastagens rotativas que depende inteiramente da irrigação por ter que, a cada 24 dias, repor o capim plantado no piquete irrigado e receber novamente o gado de leite, em um ciclo contínuo. A Cohidro implantou o Balde Cheio em todos os lotes irrigados em seu Perímetro Irrigado Jabiberi, em Tobias Barreto (123 km de Aracaju), em 2010. Lá, 45 pequenos pecuaristas produzem juntos uma média diária de 3,7 mil litros de leite, 73% a mais do que era gerado no início do projeto.

“Agora, estamos fazendo a transferência de tecnologia do Balde Cheio para o perímetro Califórnia, em Canindé. Lá, os irrigantes poderão optar por dedicar todo ou parte dos seus lotes irrigados para a produção de gado de leite. Além disso, todos os perímetros irrigados produzem algum material forrageiro, como os ramos da batata-doce, da mandioca, a manipueira (líquido excedente do beneficiamento da mandioca, na produção farinha ou fécula) e o milho verde, onde se usa o pé inteiro com as espigas ou a só a sua palhada. Tudo isso vai servir para a alimentação do gado de leite e, porque não, o de corte”, complementou o diretor João Fonseca. Para ele, a irrigação pública também vem por influir, indiretamente, na produção de carne vermelha, outro item da cesta básica pesquisada pelo Dieese, além do leite e da manteiga.

Banana

A bananeira requer, segundo o técnico agrícola da Cohidro em Lagarto, Marcos Emílio Almeida, uma média pluviométrica anual de 1.600mm, índice de precipitação que a maioria dos municípios sergipanos não possui. “São basicamente 5mm ao dia e então a irrigação vai suprir este déficit hídrico que a planta requer. Dessa forma, a produção plena da banana no estado requer água de irrigação”. O mesmo técnico acompanhou, ano passado, a introdução de um campo piloto da variedade ‘prata anã’ no perímetro Piauí. Hoje, o produtor tem dois mil pés em um hectare plantado e pretende agora ampliar o bananal em 30%, plantando a variedade ‘pacovan’.

“Rendeu bem a primeira colheita, mas tive que aumentar o número de microaspersores”, relatou o agricultor irrigante Rosendo José dos Santos, assistido no perímetro irrigado de Lagarto, constatando a necessidade de boa irrigação para produzir banana no município. “Se cuidar certinho, dura muito tempo. Adubou, tirou os (brotos) filhos, dura por tempo indeterminado”, conta ele sobre a sua experiência que já dura um ano e quatro meses. O sucesso do novo ‘bananicultor’, orientado pela Cohidro quanto à escolha de mudas certificadas, correção do solo, método de irrigação e manejo da cultura, vai influenciar os produtores vizinhos e bem logo, mais do fruto irrigado chegará ao mercado consumidor. Ficando assim, o produto, cada dia mais ‘a preço de banana’.

Fonte e foto assessoria

Tecnologia da Embrapa é usada para desenvolver sistema automático de irrigação

Foto: Samuel Vasconcelos

Um equipamento que aciona automaticamente a irrigação ao detectar baixa umidade no solo está sendo desenvolvido pela empresa Tecnicer. A tecnologia consegue reduzir o consumo de água e energia na lavoura em até 50%. O Sistema Automático de Controle de Irrigação (Saci) foi finalista da seleção Inovação para a Indústria 2017 do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) e está sendo desenvolvido com a participação da Universidade de São Paulo (USP) e da Embrapa Instrumentação (SP).

A peça-base para o desenvolvimento do sistema será o Igstat, sensor desenvolvido pela Embrapa e pela Tecnicer capaz de perceber as alterações de umidade do solo automaticamente. Patenteado no Brasil e nos Estados Unidos, o Igstat é um cilindro de sete centímetros de comprimento feito de material poroso que identifica a baixa umidade quando suas paredes permeáveis detectam a passagem de ar.

Fonte: Embrapa