Ministro da Fazenda confirma presença na Fenicafé 2018

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Está confirmada a presença do Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, na solenidade de abertura da Fenicafé – Feira Nacional de Irrigação em Cafeicultura, que acontece de 13 a 15 de março, em Araguari, no Triangulo Mineiro.

Em 2018, o tema central da Fenicafé será “É Tempo de Irrigar com Consciência”. Para isso, estão sendo preparadas palestras, debates e workshops em uma feira recheada de conhecimento para a classe produtora de café, o que envolve o grande, o médio e pequeno produtor.

A feira atrai todos os anos um público bem específico – produtores, pesquisadores, engenheiros, técnicos e estudantes que buscam conhecimentos na área de irrigação e, para isso, são esperadas pessoas de várias partes do país, incluindo todas as regiões produtores de café no Brasil.

 

Sobre o ministro

Henrique de Campos Meirelles (Anápolis, 31 de agosto de 1945) é um executivo da área financeira com sólida carreira internacional, e o atual Ministro da Fazenda do Brasil. Considerado uma das figuras mais respeitadas do ambiente financeiro brasileiro internacional, foi presidente internacional do BankBoston (principal executivo) e presidente do Banco Central do Brasil (BCB), cargo que ocupou de 2003 a 2011, durante o governo Lula. Foi Chairman do Lazard Americas, banco de investimento sediado em Nova York, senior advisor da Kolberg, Kravis and Roberts (KKR), uma empresa global de investimentos, membro do Conselho da Lloyd’s of London, empresa global de seguros,  membro do conselho consultivo da J&F Investimentos, membro do Conselho de Administração da Azul Linhas Aéreas Brasileiras, entre outros.

 

A Fenicafé é organizada pela Associação dos Cafeicultores de Araguari(ACA), em parceria com a Camda – Cooperativa Agrícola Mista de Adamantina, Prefeitura Municipal, Câmara de Vereadores, com patrocínio do Sicoob Aracred, Coocacer Araguari, Sankhya – Gestão de Negócios.

 

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Negócio de equipamentos de irrigação deve crescer de 10% a 15% em 2018

Área irrigada no Brasil aumentou 3,7% no ano passado, mas recuou no segmento de pivôs centrais

Se as incertezas geradas pela disputa presidencial não atrapalharem os negócios, as vendas de equipamentos para irrigação no campo devem crescer de 10% a 15% neste ano, para R$ 1,7 bilhão. Produtores mais capitalizados e uma boa perspectiva de safra podem garantir o incremento.

“Se não fosse um ano atípico, com eleições e dúvidas quanto ao acesso ao crédito, 2018 poderia ser tão bom quanto os últimos dois ou três anos”, destacou o presidente da câmara setorial de equipamentos para irrigação da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Implementos (Abimaq), Marcus Henrique Tessler. “Ainda assim, 2018 tem tudo para ser um bom ano”, disse. A câmara representa 200 empresas do setor, que respondem por 90% do mercado.

Ele explica que a perspectiva de crescimento em relação a 2017, quando as vendas aumentaram 12% e somaram R$ 1,5 bilhão, se deve à capitalização do produtor após a safra recorde de grãos em 2016/2017.

De acordo com dados do Ministério da Agricultura (Mapa) divulgados na sexta-feira (16), o Moderinfra, principal linha de crédito para o segmento, liberou R$ 279 milhões em recursos de junho de 2017 a janeiro deste ano, um incremento de 80% em relação ao mesmo período da safra anterior. O governo programou a aplicação de R$ 600 milhões nesta linha de crédito.

“Tem dinheiro sobrando, é verdade. Algumas vezes, porém, o agricultor não consegue ter acesso ao recurso”, disse. “Mas este não tem sido um fator limitante e não espero que seja um problema na próxima safra”, destacou. Conforme Tessler, diante da perspectiva de redução da taxa de juros para o próximo ciclo, muitos produtores devem aguardar o segundo semestre para investir.

Área

No ano passado, a área irrigada no País cresceu 3,7%, para 5,8 milhões de hectares, sendo em torno de 1,2 milhão destinados à produção de arroz irrigado. O crescimento foi puxado pela demanda por irrigação localizada – por gotejamento ou aspersão –, cuja área cresceu 6,6%, para 80 mil hectares.

“O ano que passou foi o primeiro em que possivelmente a irrigação localizada se aproximou da feita com pivô, e cresceu num ritmo mais forte, devido ao bom ano registrado nas culturas de café e citrus”, avaliou Tessler, que também é diretor da Netafim, especializada no segmento de irrigação localizada. A companhia ampliou o faturamento entre 12% e 13% no mundo e registrou, no Brasil, o melhor ano de sua história em 2017.

Ele acredita que a tendência é que o uso desse tipo de equipamento cresça em taxas maiores que as demais. “Isso porque demanda menos água e insumos, o que deve fazer com que a localizada cresça inclusive em áreas ocupadas por pivôs centrais”, estimou o diretor da empresa.

Em todas as outras categorias houve queda, com destaque para a área irrigada com pivô central, que recuou 7,14%, e para a irrigação por aspersão com carretel, que caiu 22,2%. “Esse tipo de irrigação depende muito da cana-de-açúcar, uma vez que é utilizada para aplicação da vinhaça. Quando a indústria vai bem, o segmento também e vice-versa”, destaca.

Entraves

Ainda assim, Tessler projeta que a área irrigada continuará a crescer no País. “[A área] poderia ser ainda maior, mas há muita dificuldade para a obtenção de outorgas para uso da água nas propriedades”, argumentou o dirigente.

Segundo ele, esse processo pode levar até um ano e meio para ser concluído, o que desestimula produtores a investir em irrigação. “As restrições ambientais limitam o crescimento da atividade, especialmente no caso doa pivôs, que consomem mais água.”

Adicionalmente, a visão de agricultura irrigada como uma “gastadora” de recursos ambientais preocupa o setor. “Esse é um estigma que temos que derrubar, pois o setor evoluiu e o consumo de água, que gera alimento, tem diminuído muito”, garante.

Fonte: DCI