Hortas urbanas: startup brasileira cria tecnologia para cultivo dentro de casa

O setor agrário tem cada vez mais utilizado recursos tecnológicos, como a rede social criada para agricultores e a parceria entre SAP e Stara para desenvolvimento de produtos agrícolas equipados com IoT. Agora, foi a vez de uma startup brasileira criar uma iniciativa na área.

A Plantario – empresa criada pelos engenheiros mecatrônicos Bernardo Mattioda, George Haeffner e Thomas Kollmann em Porto Alegre (RS), no ano de 2014 – desenvolveu pequenas estufas, semelhantes a um frigobar, para promover o cultivo de plantas dentro de casa.

Segundo os criadores, o produto contém uma infraestrutura que reproduz o ambiente ideal para a plantação de temperos, verduras e outros legumes no conforto do seu lar. Com iluminação LED para simular a luz solar, a estufa ainda possui ventilação e sub-irrigação e irrigação por capilaridade, com duração de até 10 dias, sem precisar reabastecer a água.

Até o momento, a Plantario conta com cinco modelos de estufas caseiras. Os valores cobrados pelo produto variam entre R$ 459 – versão com três vasinhos – e R$ 9.390 – edição profissional para restaurantes, com 18 vasinhos. Todas as opções são comercializadas pela internet, na loja virtual oficial da própria startup ou por meio de revendedores varejistas.

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Cuiabá potencializa agricultura familiar

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O secretário de Agricultura, Trabalho e Desenvolvimento Econômico Vinicius Hugueney acompanhado pelo engenheiro agrônomo Reginaldo Lemos estiveram na semana passada  (23) no Assentamento 21 de Abril, para acompanhar o resultado e ver a potencialidade das hortaliças cultivadas em ambiente protegido, na propriedade rural do casal de agricultores Lucindo e Therezinha da Cruz.

A visita faz parte das ações implantadas pela pasta que pretende estar cada vez mais próxima dos pequenos produtores, dando oportunidade, trazendo informação e levando essas informações para a população, atuando como parceiro para promover a comercialização e o aumento da renda dessas famílias. A determinação do Prefeito Emanuel Pinheiro é de que a pasta traga  melhorias de forma efetiva para as famílias que fazem do campo o seu sustento de cada dia.

A função da Secretaria de Agricultura do município é atuar como um facilitador para a qualificação dessas pessoas, por meio da assistência técnica dos seus engenheiros agrônomos, fazendo a mediação entre órgãos, como a Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), a Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB) e Ministério da Agricultura, além de orientações de financiamento e, ainda ajudá-los a sair da informalidade.

Conforme disse o secretário Vinicius Hugueney, a prefeitura vem atuando em várias frentes da agricultura familiar e junto aos pequenos produtores, para ajudá-los a comercializar seus produtos, por meio de programas como o  PAA – Programa de Aquisição de Alimentos e o  PNAE – Programa Nacional de Alimentação Escolar. Também deverá ser instalado na Central de Abastecimento de Cuiabá (CAC), o Galpão do Produtor. E investimentos em qualificação e tecnologia.

“Para realizarmos tudo isso, temos nos inspirados em pessoas como o senhor Lucindo e a Dona Thereza que tem força de vontade, buscam conhecimento e parceiros no banco para poder fazer investimento. Então, a gente tem mesmo que apoiar, valorizar e dar de incentivo a eles, formalizá-los através do MEI (Micro Empreendedor Individual) e assim, ajudá-los a atuar cada vez melhor, no seu ramo”, ressaltou o secretário.

O município de Cuiabá conta com aproximadamente 12 mil pessoas na zona rural, número que representa 2% da população de Cuiabá. Essa zona rural tem em torno de 46 a 50 comunidades com associação de produtores, resultando em cerca de 3 mil famílias. No caso do “Assentamento 21 de Abril”, a  área totaliza  2.600 hectares e é dividida em 160 lotes, com 120 famílias assentadas. Com uma produção concentrada em aves, suínos, caprinos e principalmente a produção frutas, legumes e hortaliças como milho, abóbora, berinjela, batata doce, melancia e outras.

Segundo o engenheiro agrônomo Reginaldo Lemos, iniciativas como as do seu Lucindo e da Dona Therezinha fortalecem as ações do poder público, no sentido de que por iniciativa própria, trocou investimentos por tecnologia aumentando a sua produtividade, fazendo com que ele não precise contratar tanta mão de obra. “Qualquer processo com alta tecnologia, você precisa de menos mão de obra. Aumentando a produtividade, aumenta a renda, às vezes até diminui a área plantada, mas faz com que a mão de obra que ele tem atenda suas demandas. Ao poder público fica a parte de amparar e buscar oferecer condições para encaixá-los no comércio cuiabano”, conclui o Reginaldo.

O cultivo hidropônico (cultivo na água) permite o consumo com menos resíduo de agrotóxico na planta. Permitindo produzir hortaliças folhosas em grande escala. Atualmente sua produção está introduzida em uma área de 2.400 metros quadrados de estufa, onde estão sendo plantadas, alface americana, crespa, roxas e rúcula. Em um investimento total de R$ 160 mil reais, com projeto realizado pela Empaer.

Para o casal de agricultores, que também foi comtemplado com o Kit de irrigação, esta colheita representa uma conquista de 15 anos de muito trabalho. “Nós conhecemos o Reginaldo há muito tempo, mas é a primeira vez que a prefeitura de Cuiabá vem ver de perto o que a gente está plantando. E também é a primeira vez, que temos contato direto com um secretário da prefeitura de Cuiabá, e esse moço já esteve aqui várias vezes para saber o que a gente estava precisando. Fazer uso da hidroponia está sendo muito bom pra nós, que não temos quase ninguém para ajudar no plantio e na colheita. Queremos agora ir à cidade, abri nossa firma pra poder tirar nota e poder vender também para supermercados, feiras e mercadinho”, conclui Dona Therezinha.

Apesar de eles estarem comercializado seus produtos apenas com a ajuda da Companhia Nacional de Abastecimento-CONAB, e por conta da falta da sua formalização, eles tem obtido uma renda inferior a 5 mil reais, por mês.

Fonte: FolhaMax

 

Plantio de macadâmia com café eleva produtividade em mais de 250%

Plantio de macadâmia com café eleva produtividade em mais de 250%

Pesquisa realizada pela Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta) revela que é possível antecipar a produção de macadâmia se a noz for cultivada juntamente com café. Com isso, a recuperação do investimento para a formação de pomares, que normalmente leva dez anos, pode ser encurtada em cinco ou seis anos.

O plantio consorciado mostra que em condições irrigadas, o salto da produtividade do café foi de 60% e o de macadâmia de 251%, em relação aos cultivos solteiros não irrigados. A cultivar de macadâmia HAES 816 foi identificada como a mais apropriada para o cultivo consorciado por ter menor crescimento horizontal, precisar de pouca poda e, suas amêndoas, por terem maior rendimento industrial. Geralmente, a noz é formada por 75% de casca e 25% de amêndoa. Esta cultivar tem de 35% a 40% de peso de amêndoa, o que é muito interessante para a indústria, segundo a pesquisa.

A diminuição no número de podas da árvore de macadâmia é outro ponto avaliado pelos pesquisadores. Outras cultivares precisam de mais podas para não fazer tanta sombra no cafezal e não atrapalhar a produção e a mecanização das operações.

Cultivares

A pesquisa avaliou seis cultivares de macadâmia, sendo três delas desenvolvidas no Brasil pelo Instituto Agronômico (IAC) e outras três pelo Hawaii Agricultural Experiment Station (HAES). Em um novo projeto interinstitucional, envolvendo Apta e Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (Unesp), iniciado em 2015 e financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), os pesquisadores da Apta trabalham para avaliar a viabilidade da colheita totalmente mecânica no sistema.

A inovação desenvolvida pela Apta tem sido usada em diversas regiões, principalmente nas produtoras de café, como o Sul de Minas Gerais, Franca e Garça, em São Paulo. O sistema, normalmente, é utilizado por cafeicultores que querem diversificar e aumentar sua renda, com a introdução de uma nova cultura.

Vantagens

A rentabilidade insatisfatória do café, ocasionada por produtividade insuficiente, produz uma situação de insustentabilidade em boa parte da cafeicultura paulista. O estudo avaliou o crescimento e produtividade do café arábica em monocultivo e consorciado com macadâmia, com e sem irrigação, assim como avaliou a rentabilidade e o período de retorno desses cultivos para as condições paulistas. A pesquisa fornece importantes informações que podem colaborar na viabilidade da cafeicultura no Estado.

A explicação para o aumento expressivo na produtividade do café está na arborização das plantas, proporcionada pelas árvores de macadâmia, que protegem das ações do calor e vento e provocam abortamento de flores e ferimentos nas folhas. O cafezal sofre muito com a ação dos ventos. O uso da macadâmia pode diminuir em 72% a velocidade dos ventos e em 2,2ºC a temperatura média do ar. Além disso, o uso da irrigação é decisivo na produtividade das lavouras de café no Estado.

Outra justificativa para o ganho da produção do café está na ciclagem de nutrientes. As raízes da macadâmia, mais profundas que as do cafeeiro, resgatam nutrientes que já estavam perdidos. Com a queda e decomposição das folhas, há o aumento da matéria orgânica e de nutrientes disponíveis, melhorando ambiente para o cafeeiro.

A principal dificuldade enfrentada para a expansão da macadâmia no Brasil é o elevado período de retorno do investimento – a noz começa a produzir depois de cinco anos e apenas quando atinge 12 anos tem produção rentável, de 15 quilos de noz por planta. Quando consorciada com o café irrigado, a cultura começa a produzir dois anos mais cedo e aos três anos já tem produção comercial.

Números

A produção mundial de macadâmia é em torno de 160 mil toneladas anuais. O Brasil produz seis mil toneladas por ano, sendo São Paulo o maior produtor, responsável por 35% do volume nacional, e maior processador da noz. Cerca de metade da produção nacional é consumida internamente e o restante é exportado.

A macadâmia é a segunda noz mais cara do mundo, perdendo apenas para a noz pinoli, usada para fazer molho pesto. Além disso, com a alta do dólar, o produto é ainda mais atrativo, já que possui ampla venda no mercado externo.

Caso queira iniciar atividade na cafeicultura, acesse o site MF Rural para comprar mudas de café.

Fonte: G1

Cultivo de limão irrigado garante produção de quatro toneladas por mês

Há 25 anos, o produtor rural Francisco Omori (69 anos) e sua esposa, Tereza da Silva Omori (62), cultivam limão tahiti na chácara Santa Terezinha, na Comunidade Morrinho, localizada no município de Santo Antônio do Leverger. Com o plantio irrigado numa área de quatro hectares e 750 pés de limão, a produção chega a quatro toneladas do fruto por mês e pode produzir o ano todo.

A rotina da família mudou nos últimos dois anos, quando o produtor Francisco teve problemas de saúde e foi obrigado a deixar o trabalho no pomar.  O seu filho Márcio da Silva Omori, que morava há 20 anos no Japão, retornou para a casa de seus pais para dar continuidade no trabalho de quase três décadas. Márcio é o responsável pela coleta dos frutos que é realizada duas vezes por semana. De acordo com o produtor, um fator importante para o cultivo do limão é a adubação correta e a irrigação. Na propriedade o pomar é irrigado a cada 15 dias.

A produtora Tereza, também responsável pelo plantio do limão tahiti, conhece bem a atividade e tem uma teoria que ajuda muito a manter a produção dos pés de limão: conversar com as plantas e verificar o comportamento delas, examinando se possui alguma praga e doença. Ela destaca que as plantas precisam ser renovadas a cada oito anos. Em janeiro de 2017, foi realizado o plantio de 125 novas mudas em uma área de um hectare.

Para utilizar inovações e melhorias no pomar os produtores financiaram recursos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) totalizando R$ 58 mil. “A maioria das pessoas que adquirem uma terra, esperam a propriedade valorizar para vender. No nosso caso, a terra e o cultivo trouxeram a nossa independência, conseguimos sobreviver e nos manter na propriedade, isso é muito importante”, conclui Francisco.

Pró-Limão

O engenheiro agrônomo da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), Henrique Teodoro de Melo, fala que  foram realizadas oficinas para produção de citros (laranja, pocan e limão), na comunidade Sangradouro, no município de Santo Antônio do Leverger .

 

Foram repassadas informações sobre sistemas de produção, ou seja, a escolha da semente, preparação do plantio com o substrato composto de esterco de gado, vermiculita, terra preta e adubo, retirada das mudas dos tubetes com período de 120 dias, transplante na terra e enxertia. Segundo Henrique, após a realização da enxertia da planta, é importante acompanhar o desenvolvimento da muda, realizando a poda de formação da copa e os cuidados fitossanitários (controle de pragas e doenças).

A Secretaria de Estado de Agricultura Familiar e Assuntos Fundiários de Mato Grosso (Seaf) por meio do programa Pró-Limão tem realizado a capacitação continuada de técnicos na Região Norte do Estado. O objetivo é dar sustentabilidade ao cultivo da citricultura, que visa fomentar e fortalecer a cadeia produtiva do limão como alternativa sustentável de geração de renda.

Fonte: CenárioMT

Interessados já podem se inscrever no Simpósio Brasileiro de Pesquisa em Cafeicultura Irrigada

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O Simpósio faz parte da programação da Feira Nacional de Irrigação em Cafeicultura – Fenicafé, que acontece de 13 a 15 de março em Araguari no Triangulo Mineiro

Já estão abertas, no site da Fenicafé, as inscrições para a 20ª Edição do Simpósio Brasileiro de Pesquisa em Cafeicultura Irrigada, que acontece dia 14 de março em Araguari, no Triangulo Mineiro.

O evento tem por objetivos a discussão e a divulgação de técnicas e pesquisas relacionadas à cafeicultura irrigada e será realizado em conjunto com o 23º Encontro Nacional de Irrigação da Cafeicultura no Cerrado – FENICAFÉ 2018 e a 21ª Feira de Irrigação em Café do Brasil.

Como em todos os anos o simpósio conta com a participação de técnicos, produtores, autoridades, fabricantes e revendedores de equipamentos e demais interessados no agronegócio café.

Os artigos deverão ser inseridos na home-page do simpósio (www.fenicafe.com.br) a partir de 20/01 até o dia 18/02/2018. As normas para envio dos trabalhos também estarão disponíveis neste site, além do envio via correio eletrônico para todos os pesquisadores. O Comitê Científico do Simpósio emitirá o primeiro parecer a respeito dos trabalhos até o dia 28/02/2018, devendo as correções finais ser feitas no site até o dia 07/03/2018. Os trabalhos aprovados serão publicados nos Anais do evento, ISSN 2358-9973.

O simpósio tem o apoio da Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA, da Universidade de Uberaba – UNIUBE, do Consórcio de Pesquisa Café – Embrapa Café, da Associação Brasileira de Engenharia Agrícola – SBEA e da Associação Brasileira de Irrigação e  Drenagem – ABID, e será realizado no dia 14/03/2018.

Fenicafé – Para 2018, a Associação dos Cafeicultores de Araguari (ACA), defende o tema: “É tempo de irrigar com consciência”, que irá abordar assuntos de grande importância para a agricultura e cafeicultura mundial, como uso consciente da água, além de palestras sobre fertirrigação, gotejamento, nutrição, pragas, produção e colheita.

 

Novidades – Entre as novidades que estão sendo preparadas, estão as mais novas técnicas em café irrigado e manejo correto da água (fertirrigação), discussão a respeito da formação do café, panorama do cenário climático no Brasil, uso racional de fertilizantes na cafeicultura, entre outros.

As empresas expositoras são do ramo de insumos, defensivos, colhedeiras, adubação, implementos e vários outros, desde o plantio até a colheita.

Como em todas as edições, a feira será instalada nas dependências do Pica Pau Country Clube, em uma área de cerca de 5 mil metros quadrados, separadas em locais para exposição de produtos e serviços e sala de palestras. O evento como um todo gera cerca de mil empregos diretos e indiretos, alavancando assim a economia do município.

 

Mais informações http://www.fenicafé.com.br