Agrosmart recebe prêmio da Agência Nacional de Águas (ANA) pela atuação na irrigação agrícola

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Agrosmart, startup focada em agricultura digital no campo, recebe prêmio da Agência Nacional de Águas (ANA) por desenvolver um modo de cultivo inteligente, com o objetivo de melhorar a produtividade e otimizar o uso da água na agricultura.

“Estamos muito orgulhosos de sermos ganhadores do Prêmio da Agência Nacional de Águas (ANA) 2017 na categoria Empresas de micro pequeno porte. Essa premiação evidencia o potencial de impacto de nossa tecnologia na otimização do uso da água na agricultura”, afirma Mariana Vasconcelos, CEO da Agrosmart.

Ao avaliar, em tempo real, a necessidade hídrica da planta a cada momento da safra, a Agrosmart permite ao produtor fazer uma irrigação mais eficiente, reduzindo o consumo de energia e água. Dessa forma, o produtor aproveita melhor o microclima da sua lavoura, proporcionando maior resiliência climática.

“Temos plena convicção da importância do papel da irrigação para superar os desafios de segurança alimentar e mudanças climáticas. Somos a nova geração da agricultura e trazemos para o mundo digital as melhores tecnologias para ajudar o produtor nas tomadas de decisões. Queremos que o país utilize os recursos hídricos de uma forma mais sustentável e eficiente”, finaliza a empreendedora.

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Codevasf lança seminário de Solo e Água em Bacias Hidrográficas

Gotejamento

A Codevasf organiza Seminário de Solo e Água no contexto do desenvolvimento em Bacias Hidrográficas. O evento acontece de 13 a 16 de março de 2018.

No Auditório Avelino Costa Longa, Asa Norte, em Brasília – DF.

Inscrições podem ser feitas no site 

Confira os painéis 

Painel 1 – Preservação, Conservação de Bacias hidrográficas.

                   Painel 2 – Gestão do Uso Consuntivo da Água,Reuso e Educação Ambiental em Bacias Hidrográficas.

                  Painel 3 – Economia de Água e Energia na Irrigação, Manejo da Matéria Orgânica e Tratamento de Água para Consumo Humano através de Polímeros naturais.

                     Painel 4 – Geoprocessamento e Sensoriamento Remoto em Bacias Hidrográficas

Mato Grosso pode mais: Priorizar e desenvolver a agricultura familiar

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O Governo anuncia, neste momento de crise financeira em todo Brasil, a conquista de mais de R$ 170 milhões não-retornáveis, junto ao banco de desenvolvimento alemão KfW e o Governo do Reino Unido, para ações de combate ao desmatamento, reflorestamento e de apoio à agricultura familiar.

O anúncio, feito pelo governador Taques no último mês durante a 23ª Conferência Mundial do Clima, COP 23 em Bonn na Alemanha, decorreu dos esforços da atual gestão estadual no combate ao desmatamento, pela conservação da vegetação nativa e ações de inclusão sócio-produtiva de agricultores familiares.

Um fator crucial para essa conquista foi a implementação da estratégia Produzir, Conservar e Incluir (PCI), com um conjunto de metas que chamou a atenção do mundo desde o seu lançamento na COP 21, em 2015 realizado pelo Governo de Mato Grosso. A PCI trouxe uma série de inovações que permitiram a Mato Grosso descortinar para o mundo o que era óbvio, mas pouco reconhecido: aqui existe Amazônia sim (aproximadamente 50% do nosso território), e nela temos oportunidades de produção sustentável com conservação ambiental. Outra novidade da PCI foi, pela 1ª vez, colocar numa mesma mesa vários segmentos distintos: agricultores familiares, grandes produtores, sociedade civil e governo.

Se antes o poder público enxergava a pauta ambiental apenas como “comando e controle”, com uma visão repressiva, principalmente em relação aos agricultores familiares, agora o contexto mudou. Estamos apostando nas oportunidades sócio-produtivas dos municípios da Amazônia de MT e tratando como política de Estado.

O eixo Incluir, o “I” da PCI, está no Estado sob gestão da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar e Assuntos Fundiários (SEAF), e busca promover a inclusão produtiva da agricultura familiar e populações tradicionais. Para isso, ele tem como metas: atingir 100% do atendimento de assistência técnica e extensão rural (ATER) para a agricultura familiar; aumentar participação da agricultura familiar no mercado interno para 70%; ampliar a participação dos produtos da agricultura familiar nos mercados institucionais para 30%; aumentar o acesso a crédito para R$ 1,3 bilhão por ano; e realizar a regularização fundiária de 70% dos lotes da agricultura familiar até 2030.

Acre e Pará são nossos maiores exemplos, pois já enxergam essas oportunidades internacionais há mais de 20 anos e já conseguiram milhões de euros e dólares para ações que visam o desenvolvimento sustentável da Floresta Amazônica.

Ainda sobre o eixo “I”, com o apoio de vários agentes, a SEAF investiu pesado na construção do inédito Plano Estadual da Agricultura Familiar e no lançamento da Plataforma Digital da Agricultura Familiar de Mato Grosso, ambos entregues em 2017. Esses dois instrumentos permitem ao Estado desenvolver uma atuação conjunta com a sociedade civil e o setor produtivo, com objetivo de atingir metas estabelecidas na PCI.

A agricultura familiar tem, portanto, um papel fundamental na atração de recursos voltados à conservação ambiental, como os R$ 170 milhões do Programa REM, dos quais 40% ou aproximadamente os R$ 80 milhões irão nos próximos 3 anos atender projetos de agricultura familiar sustentável.

Estudos mostram que, além de o desmatamento em áreas da agricultura familiar corresponder a menos de 20% do desmatamento total do Estado, quatro milhões de hectares da vegetação remanescente de Mato Grosso estão em pequenas propriedades e assentamentos.

É possível sim fazer agricultura de pequena escala com renda, sustentabilidade ambiental e segurança alimentar, promovendo o desenvolvimento dos municípios amazônicos do nosso estado. Esse é o novo Mato Grosso pelo qual tanto nos dedicamos e trabalhamos: por novas oportunidades internacionais, para o fortalecimento da nova classe média rural formada por produtores familiares. Mato Grosso pode mais!

Suelme Fernandes é secretário de Estado de Agricultura Familiar e de Assuntos Fundiários

Uso de algas marinhas nas plantações de tomate preserva os nutrientes

O proprietário de uma plantação de tomate no sudeste de Goiás decidiu fazer o teste: fertilizou uma área com o Algen Micron, o mais novo produto da Oceana Brasil, desenvolvido com a alga marinha Lithothamnium, extraída e beneficiada pela própria Oceana, líder brasileira no setor; nas áreas vizinhas, usou adubos convencionais. O resultado contemplou as expectativas do agricultor e dos técnicos da empresa, que acompanharam o teste.

Na safra do segundo semestre de 2017, a colheita da plantação com Algen Micron registrou um aumento de 11 toneladas por hectare, em comparação com as outras áreas. Além disso, foi possível perceber uma melhoria nos aspectos nutricionais e no desenvolvimento dos frutos, com maior capacidade para suportarem o estresse hídrico (estiagem prolongada).

Características únicas do Algen Micron respondem por esses resultados altamente positivos. Sua formulação assegura energia e equilíbrio para a agricultura irrigada, nutrição e o condicionamento das propriedades químicas e biológicas do solo. A porosidade da estrutura vegetal da alga e as micros partículas do produto permitem a liberação imediata de seus nutrientes, podendo cobrir grandes extensões de forma prática e rápida. O Algen Micron pode ser aplicado na maioria dos equipamentos de irrigação, exceto em gotejamento. Produto 100% natural de alga marinha Lithothamnium , é homologado para uso na agricultura orgânica.

Por esses e outros motivos, produtos à base de algas marinhas têm sido cada vez mais aplicados na agricultura por serem uma alternativa ecologicamente correta, apresentarem resultados excelentes e proporcionarem uma alta produtividade. No caso das algas do tipo Lithothamnium os benefícios são ainda mais expressivos: reúnem em sua constituição mais de 70 nutrientes de rápida absorção, com destaque para o cálcio e magnésio, além de substâncias orgânicas, como aminoácidos. A composição única dos produtos derivados da Lithothamnium também proporcionam excelentes resultados quando aplicados sozinhos ou em mistura com outros fertilizantes.

Fonte: Grupo Cultivar

Embrapa e Inovagri lançam livro sobre agricultura irrigada

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A irrigação avaliada de maneira isolada talvez seja a mais importante alteração benéfica feita intencionalmente pelo homem no ambiente. A afirmação consta no livro Agricultura Irrigada – desafios e oportunidades para o desenvolvimento sustentável, publicado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) em parceria com o Instituto de Pesquisa e Inovação na Agricultura Irrigada (Inovagri). A publicação foi lançada nesta semana durante o Encontro sobre a Agricultura Irrigada no Brasil, evento promovido pela Agência Nacional de Águas (ANA).

O livro é fruto do Seminário o Estado da Arte da Agricultura Irrigada no Brasil: Desafios e Oportunidades, realizado em dezembro de 2010, no município de Frutal (MG). O evento foi organizado pela Embrapa e pela ANA e contou com a participação de cerca de 170 pessoas, representando 74 instituições de diferentes regiões brasileiras. “Era um momento de levar uma mensagem política do setor para a sociedade com o objetivo de aumentar a sinergia entre as instituições de maneira clara”, afirmou o pesquisador da Embrapa Cerrados, Lineu Neiva Rodrigues, um dos editores técnicos do livro ao lado do engenheiro agrônomo e gerente-geral da ANA, Antônio Félix Domingues.

“Não podemos ficar reféns daqueles que têm versões a respeito da gente”, afirmou o presidente da ANA, Vicente Andreu, durante o lançamento da publicação. Segundo ele, o livro contribui nessa direção “Precisamos cada vez mais melhorar nossa comunicação. Os desafios nessa área não são pequenos, especialmente por conta do contexto econômico complexo pelo qual passa o país. Na questão agrícola, no entanto, o Brasil tem uma posição estratégica favorável. Nesse sentido, é de fundamental importância que sejam elaboradas políticas públicas adequadas a esse setor que é um dos que mais produzem em nosso país”, afirmou.

O livro conta com 10 autores e está organizado em cinco partes. A parte I traz cinco capítulos técnicos, sendo os três primeiros sobre a agricultura irrigada no Brasil e, os dois últimos, sobre a agricultura irrigada na Espanha e na Austrália, respectivamente. A parte II apresenta um resumo das palestras que compuseram as mesas do seminário. A parte III, os resultados das oficinas de pesquisa/inovação e de capacitação, realizadas durante o evento. Já a parte IV, apresenta a Carta de Frutal, elaborada ao final do seminário. Por fim, a parte V apresenta as bases para o fortalecimento da agricultura irrigada.

Os capítulos técnicos foram atualizados a fim de representar de forma mais coerente as transformações ocorridas na agricultura irrigada desde a realização do seminário até a publicação do livro. “Temos plena confiança de que o material contido nessa obra é atual e contribuirá de forma importante para o desenvolvimento da agricultura irrigada no país”, afirmou o pesquisador Lineu Rodrigues. Os interessados em adquirir o livro Agricultura Irrigada devem enviar um e-mail fazendo a solicitação para o endereço: lineu.rodrigues@embrapa.br.

Período de transição – de acordo com o pesquisador da Embrapa, é fato que a agricultura está passando por um período de transição, o que gera ansiedade aos irrigantes. “A agricultura irrigada no Brasil, assim como em outros países, sempre terá grandes desafios. Mas, irrigantes no Brasil, em geral, são referência em termos de uso de tecnologia e cuidado com o meio ambiente e devem sempre estar preparados para enfrentar as incertezas que existem no processo de produzir alimento ambientalmente sustentável”.

Segundo Lineu, não há dúvida de que fornecer alimento para todo o mundo de forma equitativa e racional passa pela irrigação. “Com a irrigação há a possibilidade de reduzir a expansão horizontal e fortalecer a expansão vertical. Nas últimas décadas, a população brasileira cresceu mais de 110%, já a área plantada, apenas 20% e a produtividade mais de 250%. Hoje colocamos alimento na mesa do brasileiro por um preço 76% menor do que em 1980. Isso só é possível devido às tecnologias que vem sendo desenvolvidas ao longo dos anos, sendo uma delas a irrigação”, enfatizou.

Fonte: Grupo Cultivar