Aumento de áreas irrigadas em Minas pode pressionar mananciais já comprometidos

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A área total destinada à agricultura irrigada em Minas Gerais deverá avançar 84,15% até 2030, levando o estado à segunda posição no ranking nacional de expansão das terras com uso artificial de água nas lavouras. Essa é a perspectiva para Minas indicada pelo Atlas Irrigação, documento produzido pela Agência Nacional de Águas (ANA). A extensão do território mineiro irrigado deverá sair de 1,1 milhão de hectares, de acordo com levantamento relativo a 2015, para quase 2 milhões de hectares em 2030, o que liga o alerta de especialistas em preservação do meio ambiente, devido à pressão sobre os recursos hídricos, que já passam por uma crise sem precedentes e são alvo de conflito em várias regiões de Minas.

A estimativa preocupa especialmente em razão das condições em que se encontra o Rio São Francisco, manancial que completou ontem 516 anos desde que foi descoberto pelo navegador espanhol Américo Vespúcio, e atingiu o pior nível de degradação já registrada em sua história na forma de assoreamento, poluição e falta de chuvas. Em sua edição do dia 24 do mês passado, o Estado de Minas revelou com exclusividade que o curso d’água recebe anualmente 23 milhões de toneladas de sedimentos, com base em estudo conjunto do Corpo de Engenheiros do Exército dos Estados Unidos e da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf).

Fonte: Em.com.br

 

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